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GRAUS INEFÁVEIS 
MORAL E 
DOGMA 
 
TOMO II 
GRAU V 
Albert Pike 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Edição eletrônica 2018 
Compilação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALBERT PIKE 
 
 
 
 
 
 
MORAL E DOGMA 
DO RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO 
 
 
 
 
 
 
 
TRADUÇÃO 
 
CELES JANUÁRIO GARCIA JUNIOR 
GLAUCO BONFIM RODRIGUES 
 
 
 
Copyright@2010 dos autores 
 
 
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EDITORA YOD 
Corpo Editorial: Celes J. Garcia Junior 
Glauco B. Rodrigues 
 
contato@editorayod.com.br 
www.editorayod,com.br 
 
 
 
Pike, Albert, 1809-1891. 
Moral e dogma do rito escocês antigo e aceito / 
Albert Pike ; tradução Celes Januário Garcia Junior, 
Glauco Bonfim Rodrigues. – Birigui, SP : Editora 
Yod, 2011. 
 
Título original: Morals and dogma of the ancient 
And accepted scottish rite of freemasonry 
ISBN 978-85-63947-03-1 
 
1. Maçonaria 2. Maçonaria – História 
3. Maçonaria – Rituais 4. Maçons I. Título. 
 
11-04444 CDD-266.1 
 
SUMÁRIO 
 
 
Capítulo IV – Mestre Secreto ______________________ 1 
Capítulo V – Mestre Perfeito _____________________ 13 
Capítulo VI – Secretário Íntimo____________________ 21 
Capítulo VII – Preboste e Juiz _____________________ 31 
Capítulo VIII – Intendente dos Edifícios _______________ 45 
Capítulo IX – Eleito dos Nove _____________________ 63 
Capítulo X – Ilustre Eleito dos Quinze ______________ 79 
Capítulo XI – Sublime Eleito dos Doze _____________ 101 
Capítulo XII – Grão-Mestre Arquiteto ______________ 121 
Capítulo XIII – Real Arco de Salomão _______________ 143 
Capítulo XIV – Grande Eleito, Perfeito e Sublime Maçom _ 163 
 
 
 
 
 
 
13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAPÍTULO V 
MESTRE PERFEITO 
 
 Mestre Khurum era um homem industrioso e 
honesto. Executava diligentemente o que era 
contratado para fazer, e o fazia bem e dedicadamente. Não 
recebia nenhum salário que não lhe era devido. Indústria e 
honestidade são as virtudes peculiarmente inculcadas neste Grau. 
São virtudes comuns e caseiras; mas que não estão abaixo de nossa 
atenção. Assim como as abelhas não amam ou respeitam os 
zangões, a Maçonaria nem ama nem respeita os preguiçosos e os 
que vivem por sua própria esperteza; e muito menos aqueles 
ácaros parasíticos que vivem em si mesmos. Pois os que são 
indolentes são passíveis de se tornar dissipados e viciados; e a 
honestidade perfeita, que deveria ser a qualificação comum de 
todos, é mais rara do que diamantes. Fazer de forma séria e estável, 
e fiel e honestamente o que temos de fazer – talvez isto exija, 
quando visto de todos os pontos de vista, apenas um pouco de 
inclusão do corpo inteiro da lei moral; e mesmo nas aplicações 
mais comuns e caseiras, estas virtudes pertencem ao caráter de um 
Mestre Perfeito. 
O
 
14 
A ociosidade é o enterro de um homem vivo. Pois uma 
pessoa ociosa é tão inútil para quaisquer propósitos de Deus e do 
homem que é como um morto, indiferente às mudanças e 
necessidades do mundo; e ele somente vive para gastar seu tempo 
e comer os frutos da terra. Como um verme ou um lobo, quando 
sua hora chega, ele morre e perece, e nesse meio-tempo é um 
nada. Não lavra nem carrega fardos: tudo o que executa é sem 
proveito ou maligno. 
É vasta a obra que o homem pode fazer se nunca for 
ocioso: é gigantesco o caminho que o homem pode seguir na 
virtude, se nunca sair de seu trajeto por um hábito vicioso ou um 
grande crime: e aquele que perpetuamente lê bons livros, se suas 
ações forem responsáveis, terá um imenso estoque de 
conhecimento. 
Santo Ambrósio, e a partir de seu exemplo, Santo 
Agostinho dividiam cada dia nestas tertias de atividade: gastavam 
oito horas nas necessidades da natureza e recreação: oito horas na 
caridade, prestando assistência aos outros, despachando seus 
negócios, reconciliando suas inimizades, reprovando seus vícios, 
corrigindo seus erros, instruindo sua ignorância, e conduzindo os 
assuntos de suas dioceses; e as outras oito horas gastavam em 
estudo e oração. 
Pensamos, na idade dos vinte, que a vida é demasiado 
longa para o que temos a aprender e fazer; e que existe uma 
distância fabulosa entre nossa idade e a de nosso avô. Mas, na 
idade dos sessenta – se bastante sortudos para atingi-la, ou 
bastante infelizes, dependendo do caso, e na medida em que 
investimos proveitosamente ou desperdiçamos nosso tempo – 
paramos e olhamos para trás, ao longo do caminho que 
percorremos, fazemos cálculos e nos esforçamos para balancear 
 
15 
nossa conta entre tempo e oportunidade, e percebemos que 
vivemos uma vida muitíssimo curta e lançamos fora uma porção 
gigante de nosso tempo. Então, em nossa mente, deduzimos da 
soma total dos nossos anos, as horas que necessariamente 
passamos dormindo; as horas de trabalho de cada dia, durante as 
quais a superfície do lago preguiçoso da mente não era 
movimentada ou agitada por nem um único pensamento; os dias 
que nos livramos alegremente de alcançar algum objetivo real ou 
imaginário que repousava ao longe, e entre nós e ele ficavam de 
maneira provocante os dias intervenientes; as horas mais que 
desperdiçadas em tolices e dissipação, ou esbanjadas em estudos 
imprestáveis e improfícuos; e admitimos como suspiro que 
poderíamos ter feito e aprendido, na metade da contagem dos 
anos bem gastos, muito mais do que o que fizemos em todos os 
nossos quarenta anos de idade adulta. 
Aprender e fazer! – é este o trabalho da alma aqui em 
baixo. A alma cresce tão verdadeiramente quanto um carvalho. 
Assim como as árvores retiram o carbono do ar, do orvalho, da 
chuva, da luz, e o alimento que a terra fornece às suas raízes, e por 
sua química misteriosa os transmuta em seiva e fibra, em madeira 
e folha, em flor e fruto, em cor e perfume, a alma também se 
embebe de conhecimento e transforma por uma alquimia divina o 
que aprende em sua própria substância, e cresce de dentro para 
fora com poder e força inerentes, iguais àqueles que se encontram 
ocultos no grão de trigo. 
A alma possui sentidos, tal como o corpo, que podem 
ser cultivados, ampliados, refinados, conforme ela própria cresce 
em estatura e proporção; aquele que não consegue apreciar uma 
fina pintura ou estátua, um nobre poema, uma doce harmonia, um 
pensamento heroico, ou uma ação interessada, ou para quem a 
sabedoria da filosofia é apenas tontice e balbucio, as verdades mais 
 
16 
nobres são de importância menor do que os preços das ações ou 
do algodão, e a elevação moral menor do que a baixeza no ofício, 
meramente vive no nível do lugar-comum, e se orgulha 
adequadamente dessa inferioridade dos sentidos da alma, que é a 
inferioridade e o desenvolvimento imperfeito da própria alma. 
Dormir pouco, e estudar muito; dizer pouco, e ouvir e 
pensar muito; aprender o que podemos ser capazes de fazer, e 
então fazer, fervorosa e vigorosamente, tudo o que pode ser 
exigido de nós pelo dever e pelo bem de nossos companheiros, 
nosso país, e da humanidade – são estes os deveres de todo 
Maçom que deseja imitar o Mestre Khurum. 
O dever de um Maçom como um homem honesto é 
simples e fácil. Requer de nós honestidade nos contratos, 
sinceridade ao afirmar, simplicidade ao negociar, e fidelidade ao 
desempenhar. Não minta de maneira nenhuma, nem numa coisa 
pequena nem numa grande, nem na substância nem na 
circunstância, nem na palavra nem no ato: isto é, não alegue o que 
é falso; não encubra o que é verdadeiro; e deixe a medida de sua 
afirmação ou negação ser o entendimento de seu contratante; pois 
verdadeiro, mas num sentido não entendido ou intencionado pelo 
outro, é um mentiroso e um ladrão. Um mestre Perfeito precisa 
evitar aquilo que ludibria, e igualmente aquilo que é falso. 
Deixe seus preços serem concordantes com a medida de 
bem e mal estabelecida na fama e contagem comum dos homens 
mais sábios e mais misericordiosos hábeis nessa manufatura ou 
comodidade; ecom o ganho, que, sem escândalo, é permitido às 
pessoas em todas as mesmas circunstâncias. 
 
 
17 
No relacionamento com os outros, não faça tudo o que 
você pode legalmente fazer, mas mantenha algo em seu poder, e, 
por existir uma margem de ganho na compra e venda, não tome 
até o último centavo permitido, ou o que acha ser; pois apesar de 
ser legítimo, mesmo assim não é seguro; e aquele que ganha tudo o 
que pode ganhar legalmente esse ano, possivelmente será tentado a 
ganhar algo ilegalmente no ano que vem. 
Que nenhum homem, por sua pobreza, se torne mais 
opressor e cruel em sua barganha; mas tranquilamente, 
modestamente, diligentemente e pacientemente, encaminhe seu 
patrimônio a Deus, e siga seu interesse, mas deixe o sucesso para 
Ele. 
Não retenha o pagamento do assalariado; pois cada grau 
de sua detenção além do tempo é injustiça e falta de caridade, e 
isso rala a face até que saiam lágrimas e sangue; mas pague-o 
exatamente conforme o contratado, ou de acordo com suas 
necessidades. 
Mantenha religiosamente todas as promessas e pactos, 
mesmo que feitos para a sua desvantagem, ainda que depois você 
perceba que poderia ter feito melhor; e não deixe nenhum de seus 
atos precedentes ser alterado por um acidente futuro. Não deixe 
nada fazer você quebrar sua promessa, a menos que ela seja ilegal 
ou impossível; isto é, tanto fora de sua natureza como de seu poder 
civil, você estando sob o poder de outro; ou que isso seja 
intoleravelmente inconveniente a você, e de nenhuma vantagem 
para outro; ou que você o tenha expresso ou presumido 
razoavelmente. 
Que nenhum homem obtenha salários ou taxas por não 
trabalho que não consegue fazer, ou que, provavelmente, não 
 
 
18 
possa ser responsabilizado, ou que execute, em algum sentido, 
lucrativamente, com facilidades ou com vantagens. Que nenhum 
homem se aproprie para seu uso próprio do que Deus, por uma 
misericórdia especial, ou a República, tornaram comum a todos; 
pois isso é contra a Justiça e a Caridade. 
É contra a lei da equidade, da justiça e da caridade que 
alguém seja o pior para nós, para nosso ato direto e para nossa 
intenção. Não fazemos então aos outros aquilo que não faríamos a 
nós mesmos; pois enriquecemos sobre as ruínas de sua fortuna. 
Não é honesto receber algo de outro sem retornar por 
isso um equivalente. O jogador que ganha o dinheiro de outro é 
desonesto. Não deve haver tais coisas como apostas e jogos de 
azar entre Maçons: pois um homem honesto não desejará por nada 
o que pertence a outro. O comerciante que vende um artigo 
inferior por um preço alto, o especulador que faz as agonias e 
carências de outros encherem seu erário não são nem justos nem 
honestos, mas baixos, ignóbeis, e ineptos para a imortalidade. 
Deve ser o desejo sincero de cada Mestre Perfeito viver, 
tratar e agir de forma que, quando vier a morrer, possa ser capaz 
de dizer, e sua consciência de julgar, que nenhum homem na terra 
é mais pobre porque ele é mais rico; que aquilo que possui, ganhou 
honestamente, e nenhum homem pode chegar diante de Deus e 
reclamar que, pelas regras de equidade administradas em seu 
grande tribunal supremo, esta casa na qual morremos, esta terra 
que legamos a nossos herdeiros, este dinheiro que enriquece 
nossos, e que nesse fórum somos apenas seus depositários. Pois é 
mais do que certo que Deus é justo, e forçaria severamente tal 
confiança; e para todos a quem despojamos, para todos a quem 
defraudamos, para todos de quem tomamos ou conquistamos 
 
19 
qualquer coisa sem uma consideração justa e algo equivalente, Ele 
decretaria uma compensação adequada e completa. 
Tem cuidado, então, para que não recebas salário, aqui ou 
alhures, que não te são devidos! Pois se tu o fizeste, danificaste a 
alguém, por tomares aquilo que no supremo tribunal de Deus a ele 
pertence; e se o que assim tomaste é riqueza, ou status, ou 
influência, ou reputação ou afeição, tu seguramente serás ordenado 
a prestar completa satisfação. 
 
 
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