Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

RELATÓRIO DESCRITIVO DE UM ALUNO COM AUTISMO GRAVE 
 
Escola Municipal Dom Valfredo Tepe 
Dados do aluno 
Nome: B. S. S. 
Sexo: Masculino 
Filiação: Pai: A. C. S 
 Mãe: A. S. M 
Data de Nascimento: 04/03/2011 
Série: 4º ANO 
Área de deficiência: Autista 
 
INTRODUÇÃO 
A avaliação psicopedagógica é um dos componentes críticos da intervenção 
psicopedagógica, pois nela se fundamenta as decisões voltadas à prevenção e 
solução das possíveis dificuldades dos alunos, promovendo melhores condições 
para o seu desenvolvimento. Ela é um processo compartilhado de coleta e 
análise de informações relevantes acerca dos vários elementos que intervêm no 
processo de ensino e aprendizagem, visando identificar as necessidades 
educativas de determinados alunos ou alunas que apresentem dificuldades em 
seu desenvolvimento pessoal ou desajustes com respeito ao currículo escolar 
por causas diversas, e a fundamentar as decisões a respeito da proposta 
curricular e do tipo de suportes necessários para avançar no desenvolvimento 
das várias capacidades e para o desenvolvimento da instituição (COLL; 
MARCHESI; PALACIOS, 2007, p. 279). 
 
AVALIAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA 
B. S. S. foi encaminhado para o setor de avaliação psicopedagógica do CRIE 
(Centro de Referência a Inclusão Escolar) por apresentar problemas de 
aprendizagem e de comportamento. B. S. S. em todos os atendimentos 
apresentou resistência para entrar na sala de avaliação psicopedagógica só o 
fez acompanhado da sua mãe, e mesmo após entrar, apresentou resistência 
para realizar as atividades propostas, assim como nervosismo, ansiedade, crise 
de choro e agressividade com a sua genitora após muita insistência conseguiu 
https://assimeuaprendomais.blogspot.com/2016/06/relatorio-descritivo-de-um-aluno-com.html
realizar algumas atividades. O aluno apresenta extrema resistência na mudança 
de rotina, demonstra acessos de raiva e extrema aflição sem razão aparente. 
 
ASPECTO SOCIOEMOCIONAL 
B. S. S. é aluno da Escola Municipal Dom Valfredo Tepe e faz parte da turma do 
Ciclo III Fase I (4º ano do ensino fundamental), tendo como a regente de classe, 
a professora Josekésia Oliveira Silva Ferreira, responsável por este relatório. 
Matriculado nesta escola desde 4 anos de idade, B. S. S., é uma criança que 
gosta muito de conversar. Porém ainda não desenvolveu hábitos e atitudes de 
socialização, apresenta dificuldades de autorregulação, ainda não desenvolveu 
habilidades para o convívio no ambiente escolar pois demonstra agressividade 
em situações de conflito, usa de meios físicos para alcançar o que deseja, 
demonstra pouca habilidade para dialogar frente a conflitos com colegas e 
apresenta pouca tolerância com o outro, expressando-se fisicamente. Por isso, 
para facilitar a socialização costumamos atendê-lo em dupla, pois na sala de 
aula regular ele ainda não desenvolveu hábitos e atitudes próprias do convívio 
social. Nos momentos de realização das atividades individuais e em grupo a 
criança só realiza as atividades e participa mediante a intervenção da 
professora. A criança ainda não desenvolveu hábitos próprios de higiene e de 
cuidados com seus pertences. Um outro ponto pertinente é que ele não suporta 
barulhos, e revida quando alguém discute com ele. O aluno interage nas 
brincadeiras durante o intervalo. Costuma falar muito e tem dificuldade em ouvir 
o outro. Tem facilidade em se expressar, mas apresenta dificuldade em ouvir o 
colega ou a professora. 
 
ASPECTOS PSICOMOTORES 
Apesar de não apresentar dificuldade em locomover-se e conseguir equilibrar-
se, as funções motoras fina, motora grossa de B. S. S não estão desenvolvidas, 
pois ele não tem postura adequada. Faz uso da mão direita, porém ainda não 
segura o lápis corretamente, e possui muita dificuldade para a escrita. Na 
atividade de recorte e colagem, recorta com dificuldade o contorno 
solicitado. Não tem uma boa coordenação motora fina ao traçar as letras. Não 
realiza com agilidade a coordenação olho-mão, mas, encaixa peças de quebra 
cabeça simples, consegue arremessar e jogar a bola etc. Esquema corporal: 
observamos que possui condições de equilíbrio motor e capacidade de aplicar 
conceitos espaciais, de tempo, ambiente (inclusive apresenta interesse em ser 
um jogador de futebol), ser humano e saúde, se reconhece em frente ao espelho 
e é capaz de identificar algumas das partes de seu corpo . Coordenação - grafo 
- manual: detectamos que o educando não possui a qualidade dos traçados 
realizados com instrumentos grossos e finos e não faz representação gráfica 
esquemática ou reconhecível. 
 
ASPECTO COGNITIVO (APRENDIZAGEM) 
 Ao longo desse período B. S. S. obteve pouquíssimos avanços em seu processo 
de desenvolvimento intelectual. Até o presente momento não houve o 
desenvolvimento das habilidades referentes ao processo de aquisição da leitura. 
Ele não lê nenhum tipo de palavra apesar das intervenções constantes 
realizadas na sala de aula. Possui muita dificuldade para identificar as letras do 
alfabeto, mesmo aquelas já trabalhadas pela professora em diversas atividades 
e nem faz a associação da letra à figura. Não possui limite na pintura e não 
recorta com autonomia. Não identifica as formas geométricas, não identifica os 
números. Não consegue relacionar quantidades ao numeral, e não identifica 
noções relacionadas às quatro operações. Consegue realizar atividade de 
encaixe, mas sem perfeição. Na expressão oral, a criança só expõe suas ideias 
mediante a solicitação da professora, mas não conseguir organizar com 
coerência. 
CONCLUSÃO 
 As dificuldades apresentadas por B. S. S. são notórias. Portanto o aluno 
necessita de um acompanhamento que vai muito além daquele que é 
disponibilizado na sala de aula para obter avanços no desenvolvimento 
intelectual, da linguagem, dos processos de comunicação, na interação e 
comportamento social. Um atendimento mais focado nas dificuldades 
específicas dele, contribuindo assim para os avanços na conquista de sua 
autonomia e aprendizagem. O trabalho com atividades diferenciadas e 
específicas contribuirão no processo de desenvolvimento de habilidades do 
aluno, contexto este difícil de ser trabalhado junto aos demais alunos na sala 
regular. 
Ilhéus, 25 de maio de 2019. 
Referencias: 
COLL, César; MARTÍN, Emília. O construtivismo na sala de aula. 6. Ed. 
Itapecerica: Editora Ática, 2006. 
 ______. MARCHESI, Álvaro; PALACIOS, Jesús. Desenvolvimento 
psicológico e educação: transtornos do desenvolvimento e necessidades 
educativas especiais. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.

Mais conteúdos dessa disciplina