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PAPM ANA BEATRIZ DE MELLO MED 103A 
EXAME DA SENSIBILIDADE 
 
Sensibilidade é o modo como as informações do meio externo são captadas. 
 
 VIAS ASCENDENTES: começa no receptor periférico da extremidade, passa na medulo e 
chega ao cérebro para interpretação. 
 
 VIA DE 3 NEURÔNIOS: para que a mensagem chegue ao cérebro, é preciso pelo menos 3 
neurônios. 
 
 Sintomas POSITIVOS e NEGATIVOS: 
POSITIVO: dormência, formigamento – não deveria sentir, mas pela perversão da 
sensibilidade sente. 
NEGATIVO: ausência de sensibilidade, dor, dor neuropática – deveria sentir, mas não 
sente. 
DOR NEUROPÁTICA: diferentemente da dor somática, é fruto de uma lesão direta do nervo 
sensitivo. Dor em queimação intensa, agulhada ou semelhante a sensação de choque elétrico. 
Dor respeita o território do nervo lesado. Melhora só acontece geralmente com antiepilépticos e 
antidepressivos. Costuma ter piora da dor pela noite. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lesões dos receptores geralmente são pouco significativas clinicamente por serem leves e 
temporárias quando se trata da perda de sensibilidade, sendo preciso buscar outra causa. 
 
Nervo mediano: palma, 1º, 2º, 3º e metade do 4° dedos 
das mãos – mão em garra, sem oposição do polegar. 
Nervo ulnar: 4º e 5º dedos, parte palmar e dorsal da mão – 
lesão em garra ulnar/mão em benção papal. 
Nervo radial: 1º, 2º, 3º e metade do 4º dedos da mão 
(parte dorsal) – mão caída (em gota). 
 
PAPM ANA BEATRIZ DE MELLO MED 103A 
LESÕES TRAUMÁTICAS DO PLEXO BRAQUIAL: do 
ponto lesado para baixo há perda de 
sensibilidade. 
 
O plexo braquial se divide nas chamadas raízes 
nomeadas de acordo com a vértebra próxima. 
 
 
SENSIBILIDADE EM FAIXA: dermátomo – representação da raíz. 
 
 
 
 
 CICATRIZ UMBILICAL: T10 
 
 CORPO MAMILAR: T4 
 
 DELTOIDE: C4, C5 
 
 FÚRCULA ESTERNAL: T1 
 
 CRISTA ILÍACA: T12 
 
 
LESÕES PERIFÉRICAS: lesão pontual, apenas na raiz. 
A partir das divisões de dermátomos identifica-se 
qual faixa ele irá perder. 
 
LESÕES NA MEDULA: interrompe todos os neurônios 
que adentram no forame intervertebral daquele 
ponto para baixo, não havendo mais 
comunicação do que estava abaixo do ponto 
acometido com o cérebro. 
 
 
 
GIRO PÓS-CENTRAL: no lobo parietal – giro da sensibilidade. 
 
PAPM ANA BEATRIZ DE MELLO MED 103A 
Sensibilidade superficial: 
 Vias “lentas” – neurônios com pouca ou nenhuma bainha de mielina 
 Não são muito precisas 
 Dor, tato grosseiro (protopático) e temperatura 
 Trato espinotalâmico látero-anterior – da espinha ao tálamo 
 
Sensibilidade profunda: 
 Vias “rápidas” – neurônios com bastante bainha de mielina 
 Precisão – identificar a origem 
 Vibração, tato fino (epicrítico), propriocepção (noção de posição segmentada) e pressão 
 Trato lemniscal/cordão posterior 
 
Vias sensitivas: 
 Trato espinotalâmico lateral/anterior 
 Sistema Lemniscal – coluna dorsal (fascículo grácil e cuneiforme) 
 
 
Análise com imagem: 
 
 Via medular espinotalâmica – dor, 
temperatura e tato: 
O estímulo da perna direita entra pelo 
1º neurônio sensitivo (periférico), 
realizando sinapse ao entrar na parte 
posterior da medula, onde cruza (2º 
neurônio) e sobe contralateralmente 
pelo trato espinotalâmico. Ao chegar 
no tálamo, realiza outra sinapse (3º 
neurônio sensitivo), que vai até o giro 
pós-central. 
 
 Via lemniscal/coluna posterior: 
A sensibilidade da direita (profunda) 
chega por trás da coluna também, 
porém esse nervo se divide em 2 
caminhos: sensibilidade superficial e 
profunda. 
Na sensibilidade profunda, não há sinapse nem cruzamento ao entrar na medula. Ao chegar ao 
bulbo, cruza (2º neurônio) e sobe contralateralmente até o tálamo e segue até o até o giro pós-
central. 
PAPM ANA BEATRIZ DE MELLO MED 103A 
Se houver lesão do tronco cerebral para 
cima, a sintomatologia será em braços e 
pernas do lado oposto ao acometido, 
uma vez que já aconteceram todos os 
cruzamentos, seja da sensibilidade 
profunda ou superficial. 
Se houver lesão na metade da medula, 
na esquerda haverá perda da 
sensibilidade profunda do mesmo lado da 
lesão (não sobe mais) e a sensibilidade 
superficial será preservada. Já na direita 
haverá perda da sensibilidade superficial 
e preservação da profunda. 
 
 
EXAME DA SENSIBILIDADE 
 
 Parte mais subjetiva do exame neurológico 
 Atenção e cooperação do paciente são ESSENCIAIS 
 Requer mais tempo que as outras etapas 
 Podem existir alterações inespecíficas ou definir um diagnóstico 
 
 SENSIBILIDADE SUPERFICIAL: dor, temperatura e tato 
 
 AGULHA: dor 
 
 TUBOS DE ENSAIO COM LÍQUIDO QUENTE E FRIO: temperatura 
 
 SENSIBILIDADE PROFUNDA: pressão (barestesia), vibração (palestesia), noção de posição 
segmentar/propriocepção (batiestesia) 
 
 30s EM PÉ DE OLHOS ABERTOS, 30s EM PÉ DE OLHOS FECHADOS: propriocepção – sinal de 
Romberg 
 
 BALANÇAR DE FALANGES DISTAIS COM INTERRUPÇÃO INESPERADA: noção de posição 
segmentar 
 
 PONTA DO DIAPASÃO EM VIBRAÇÃO EM CONTATO COM PACIENTE: vibração 
Realiza-se primeiramente nas áreas distais (leito ungueal). Quando não houver alteração, não há 
necessidade de subir pelos membros. 
 SEPARAR PRESSIONANDO PERNAS DO PACIENTE ALTERNADAMENTE: pressão 
PAPM ANA BEATRIZ DE MELLO MED 103A 
“Vou tocar o(a) senhor(a) com um objeto e terá que me dizer onde toquei e o que sentiu. 
De olhos fechados!” 
 
OBJETIVO: identificar se há identificação de toque pelo paciente. Deve-se subir o estímulo pelo 
membro ao fazer o teste. 
 
 
Termos médicos do exame da sensibilidade: 
 ALODINIA: dor causada por um estímulo que geralmente não provoca dor. 
Ex: pacientes com enxaqueca. 
 
 HIPERALGESIA: aumento da sensibilidade dolorosa. 
 
 ANALGESIA: ausência de toda a dor. 
 
 HIPOALGESIA: diminuição quando comparado os lados opostos. 
 
 ANESTESIA: ausência de todas as modalidades sensitivas. 
 
 HIPOESTESIA: diminuição de todas as modalidades sensitivas. 
 
 ABATIESTESIA: ausência de propriocepção. 
 
 HIPOBATIESTESIA: diminuição de propriocepção. 
 
 APALESTESIA: não sente a vibração (diapasão). 
 
 HIPOPALESTESIA: sente vibração apenas quando mais forte; menos sensível. 
 
 DISESTESIA: dormência/formigamento provocado pela passagem de algum objeto. 
 
 PARESTESIA: dormência/formigamento espontâneo. 
 
Funções sensitivas complexas: 
 AVALIAÇÃO DE AGNOSIAS – paciente sente, mas não reconhece o 
que é. 
 
1. Estímulo em dois pontos simultâneos em que o paciente não consegue 
identifica-los como diferentes. 
 
2. Paciente sente o objeto, mas não consegue identificar do que se trata 
– asteregnosia. 
De olhos fechados! 
PAPM ANA BEATRIZ DE MELLO MED 103A 
3. Desenha-se na palma uma letra ou número virado para o paciente. 
De olhos fechados! 
 
 
Interpretar e localizar lesões: 
 Nervo único – MONONEUROPATIA 
Ex: síndrome do túnel do carpo. 
 
 Raízes nervosas – RADIOCULOPATIA 
Ex: plexopatia. 
 
 Nevos periféricos e simétricos – POLINEUROPATIA 
 
 Medula – níveis sensitivos de sensibilidade 
Ex: perda de sensibilidade do ponto acometido para baixo. 
 
 Tronco cerebral 
Ex: perde sensibilidade do rosto de um lado; perde sensibilidade de braço e perna dos 
dois lados. 
 
 Tálamo/Córtex sensitivo – PERDA DE SENSIBILIDADE DO ROSTO E MEMBROS 
CONTRALATERAL 
 
 
Análise de sítios da lesão: 
 
A: hemianestesia à esquerda – lesão no tálamo 
(com dor neuropática) ou no giro pós-central à 
direita (sem dor neuropática). 
B: padrão central – síndrome alterna/cruzada 
C: medular 
D: medular incompleta – siringomielia (padrão 
xale) 
E: polineuropatia periférica (padrão em luva e 
botas) 
F: medular incompleta – vértebra T4 
G: radiculopatia C5/C6 
H: mononeuropatia fibular 
PAPM ANA BEATRIZ DE MELLO MED 103A 
 SIRINGOMIELIA: lesão do canal central da medula – 
cavidade dentroda medula. 
 
 
 
 
 
 PERDA DE MIELINA NA REGIÃO: alteração da 
propriocepção e toda a sensibilidade profunda – padrão 
medular completo. 
 
 
 
 SÍNDROME DE BROWN-SÉQUARD/HEMISSECÇÃO MEDULAR: 
quadro raro. Lesão em metade da coluna (tumor, 
traumatismo mais lateral). 
Paciente perde sensibilidade profunda à esquerda, mas a 
superficial é preservada. Já do lado direito perde a sensibilidade 
superficial e conserva a profunda.

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