Texto-base para as questões 26 a 28 Em uma escola que atende educação infantil e 1º ano do ensino fundamental, a coordenação pedagógica analisou registros de observação, fotografias de brincadeiras, produções coletivas e falas das crianças. Em um grupo de 5 anos, uma criança participa intensamente de brincadeiras simbólicas, negocia papéis com colegas e cria narrativas complexas com objetos, mas permanece pouco tempo em rodas de conversa longas e raramente responde quando a pergunta exige fala diante de todo o grupo. No 1º ano, a turma apresenta diferentes formas de participação em uma atividade de escrita coletiva: alguns estudantes sugerem ideias, outros identificam palavras conhecidas, alguns acompanham a leitura do texto produzido e outros precisam de mediação para relacionar fala, escrita e sentido. A equipe comparou propostas pedagógicas baseadas em repetição de modelos, exploração livre, resolução de problemas, interação entre pares e mediação docente. O debate partiu da compreensão de que aprendizagem e desenvolvimento não podem ser reduzidos à maturação isolada nem à comparação padronizada entre crianças. Ao mesmo tempo, a mediação pedagógica não deve substituir a ação infantil, mas organizar condições para participação, linguagem, investigação e progressiva autonomia. A escola pretende rever práticas, evitando diagnóstico apressado, antecipação escolarizante e atividades homogêneas que invisibilizam diferentes modos de aprender. Referências: VIGOTSKI, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2007; BRASIL. Resolução CNE/CEB nº 5/2009. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018; BRASIL. Portaria Inep nº 331/2025. Brasília: Inep, 2025 (adaptado). Com base no texto-base, a professora da educação infantil analisa o caso da criança que cria narrativas complexas na brincadeira simbólica, mas participa pouco de rodas longas de conversa. A equipe precisa interpretar o registro sem reduzir o desenvolvimento à fala diante do grande grupo, sem ignorar a necessidade de ampliar formas de participação e linguagem. A interpretação pedagógica mais adequada é: a. registrar que a criança ainda não alcançou desempenho esperado de oralidade, mantendo-a em rodas longas para aumentar tempo de exposição e treinar respostas completas. b. reconhecer linguagem, interação e imaginação nas brincadeiras, criando mediações em pequenos grupos, registros narrativos e convites progressivos à fala em diferentes situações. c. considerar a baixa participação na roda como indício principal de atraso, encaminhando a criança para avaliação externa antes de propor novas situações de linguagem no grupo. d. valorizar a brincadeira simbólica como evidência suficiente de desenvolvimento, evitando intervenções específicas para não interferir na espontaneidade e no ritmo individual da criança.