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Em uma unidade hospitalar de alta complexidade, o farmacêutico clínico participa do acompanhamento de pacientes com doenças cardiovasculares que utilizam medicamentos capazes de modular a contração da musculatura lisa vascular, como anti-hipertensivos e vasodilatadores. Em determinado caso, observa-se que um paciente apresenta resposta terapêutica reduzida a um fármaco vasodilatador, mesmo com adesão adequada ao tratamento e doses dentro do intervalo terapêutico recomendado. Durante a discussão multiprofissional, o farmacêutico analisa o problema a partir dos conhecimentos de Histologia e Embriologia, reconhecendo que a musculatura lisa dos vasos sanguíneos tem origem mesodérmica e apresenta organização histológica específica, com células fusiformes, não estriadas e organizadas em camadas concêntricas. Essa organização estrutural é fundamental para a regulação do tônus vascular e do fluxo sanguíneo. Ao integrar esses conhecimentos com conteúdos de Biologia Celular e Molecular e Bioquímica, o profissional avalia que a contração e o relaxamento da musculatura lisa dependem de mecanismos celulares complexos, como a regulação da concentração de íons intracelulares, a interação entre proteínas contráteis e a disponibilidade contínua de ATP. Alterações metabólicas sistêmicas, como hipóxia tecidual ou disfunções mitocondriais, podem comprometer a produção de energia celular, interferindo na capacidade do músculo liso de responder adequadamente aos estímulos farmacológicos. Dessa forma, o farmacêutico compreende que a eficácia do tratamento não pode ser avaliada apenas sob o ponto de vista farmacodinâmico isolado, mas deve considerar a integração entre a organização histológica do tecido muscular, sua origem embrionária e a capacidade bioquímica das células de sustentar os processos de contração e relaxamento. Essa análise crítica fundamenta decisões clínicas mais seguras e contribui para o uso racional de medicamentos. Considerando a situação descrita, qual avaliação integrada entre Histologia, Embriologia e Bioquímica explica de forma mais adequada a resposta reduzida ao fármaco vasodilatador observado no paciente? A A disfunção metabólica compromete a produção de ATP nas células do músculo liso mesodérmico, reduzindo a eficiência dos mecanismos contráteis e a resposta ao fármaco. B A resposta farmacológica da musculatura lisa vascular independe da organização histológica do tecido e da atividade metabólica celular. C O efeito do vasodilatador está relacionado apenas à estrutura química do medicamento, não sendo influenciado pelas características celulares do músculo liso. D A contração e o relaxamento do músculo liso ocorrem de forma passiva, sem relação com processos bioquímicos ou com a origem embrionária do tecido.
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Vanessa

há 3 semanas

Respostas

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Ed Verified user icon

há 3 semanas

Analisando a questão, o paciente apresenta resposta terapêutica reduzida a um vasodilatador, mesmo com adesão e dose adequadas. O farmacêutico considera a origem mesodérmica do músculo liso, sua organização histológica e os processos bioquímicos que sustentam a contração e relaxamento, como a produção de ATP. Portanto, a explicação mais adequada é que uma disfunção metabólica (como hipóxia ou disfunção mitocondrial) compromete a produção de ATP nas células do músculo liso, reduzindo a eficiência dos mecanismos contráteis e, consequentemente, a resposta ao fármaco. Assim, a alternativa correta é: A) A disfunção metabólica compromete a produção de ATP nas células do músculo liso mesodérmico, reduzindo a eficiência dos mecanismos contráteis e a resposta ao fármaco.

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