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ontem
Nas sociedades contemporâneas, o consumo vai além da função econômica básica e torna-se um meio central para a construção das identidades sociais. Segundo Pierre Bourdieu, os gostos e preferências refletem a posição social, o capital cultural e o habitus dos indivíduos, ou seja, não são escolhas puramente individuais, mas influenciadas pelo contexto social. Zygmunt Bauman destaca que o consumismo cria uma lógica de busca constante por novidades e insatisfação permanente, transformando as pessoas em mercadorias cujo valor social é medido pela capacidade de consumir e se destacar. No contexto da racionalidade neoliberal, essa dinâmica é intensificada, pois o neoliberalismo promove a ideia do indivíduo como “empresário de si mesmo”, responsável por gerir sua vida e imagem como um produto no mercado social. Assim, o consumo passa a ser uma forma de distinção social e adaptação às exigências desse modelo.


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