Durante uma reunião pedagógica em uma escola pública de ensino fundamental e médio, os professores discutem estratégias para tornar o processo de aprendizagem mais significativo para os estudantes. A professora Helena, que atua com turmas da EJA (Educação de Jovens e Adultos), compartilhou sua experiência com estudantes que participam de movimentos sociais que estão inseridos em coletivos culturais, associações de bairro e grupos de defesa ambiental. Ela observou que esses estudantes demonstram maior engajamento quando os conteúdos escolares dialogam com suas vivências e identidades sociais. Para aprofundar essa abordagem, Helena estudou um artigo sobre os movimentos sociais na contemporaneidade, que destaca a importância desses espaços como produtores de saberes e como práticas educativas que extrapolam os limites da escola formal. Helena propôs que a escola reconheça os movimentos sociais como parte do processo educativo, valorizando os saberes construídos nesses espaços e promovendo práticas pedagógicas que articulem teoria e ação, cultura e política, escola e comunidade, pois faz parte da realidade do local onde a escola está inserida. Com o relato da professora Helena, é possível considerar que a prática pedagógica, em todas as modalidades de ensino, é coerente com os princípios da educação emancipadora quando: A A) Os professores utilizam os movimentos sociais como exemplos demonstrativos de temas e conteúdos do currículo formal. B B) Os professores abordam a partir da realidade de outras regiões, fora do contexto local como forma de neutralidade política da instituição escolar. C C) A prática docente se limita a observar os movimentos sociais como fenômenos externos à escola para não interferir na organização curricular. D D) A escola reconhece os movimentos sociais como espaços legítimos de aprendizagem, articulando suas práticas com os saberes construídos na experiência coletiva dos estudantes e sua realidade.