Ed
mês passado
Vamos analisar as alternativas apresentadas em relação ao contexto da questão, que envolve a distribuição dinâmica do ônus da prova e a impossibilidade de produção de provas devido a um ataque hacker. a) Aplicar a regra estática do ônus da prova, julgando improcedente o pedido da autora por falta de provas, uma vez que a dinamização não pode gerar uma prova impossível para a parte contrária. - Essa opção sugere que a falta de provas deve levar à improcedência, o que pode ser problemático, pois a situação é excepcional. b) Determinar que as partes dividam os custos de uma perícia complexa, aplicando a teoria da carga probatória compartilhada, independentemente da impossibilidade técnica. - Essa alternativa não resolve a questão da impossibilidade de prova e pode não ser viável. c) Converter o julgamento em diligência para que o Banco Central forneça os dados, retirando o ônus das partes e assumindo o juiz o protagonismo probatório total (sistema inquisitorial). - Essa opção pode ser considerada, mas não é a mais adequada, pois o juiz não deve assumir o protagonismo probatório total. d) Não aplicar a distribuição dinâmica, pois geraria indefesa ao réu; o caso deve ser resolvido pelas regras de presunção ou verossimilhança, ou, em última análise, pela regra estática, observando-se a vedação à "prova diabólica reversa". - Essa alternativa parece ser a mais adequada, pois reconhece a impossibilidade de prova e a necessidade de proteger o réu. e) Manter a distribuição dinâmica, pois o banco assume o risco da atividade econômica e a perda dos dados por ataque hacker é fortuito interno, não podendo prejudicar a consumidora hipossuficiente. - Embora a hipossuficiência da consumidora deva ser considerada, a impossibilidade de prova para ambas as partes deve ser levada em conta. Após essa análise, a alternativa que melhor se alinha com a situação apresentada e os princípios do direito processual é a d).