Ed
há 3 meses
Vamos analisar as alternativas uma a uma, considerando a natureza da Ação de Produção Antecipada de Provas conforme o CPC/2015. a) A sentença está correta quanto à declaração de falha, mas errada ao fixar a responsabilidade, pois deveria apenas declarar a existência do fato (a invasão), deixando a quantificação do dano para liquidação posterior. - Esta opção faz sentido, pois a produção antecipada de provas visa apenas a constatação de fatos, e não a fixação de responsabilidade. b) A sentença é adequada ao novo escopo do CPC/2015, que transformou a produção antecipada em uma fase de saneamento antecipado, permitindo ao juiz julgar parcialmente o mérito. - Embora o CPC/2015 tenha trazido inovações, a produção antecipada de provas não deve resultar em julgamento do mérito. c) A sentença incorre em erro de procedimento (error in procedendo) ao valorar a prova e declarar a responsabilidade civil, pois, na produção antecipada, o juiz deve limitar-se a controlar a regularidade formal e material da prova, sem emitir juízo de valor sobre a ocorrência dos fatos ou suas consequências jurídicas. - Esta opção está correta, pois a função do juiz na produção antecipada é apenas verificar a regularidade da prova, não emitir juízo de valor. d) A sentença é nula em sua totalidade, pois a produção antecipada de provas não admite contraditório, devendo ser um procedimento unilateral e sigiloso para garantir o efeito surpresa. - Esta afirmação não é correta, pois a produção antecipada de provas admite contraditório. e) A sentença é correta e eficiente, pois, ao aplicar o princípio da economia processual, o juiz já resolve o mérito da questão, evitando a necessidade de uma nova ação judicial. - Essa opção não é válida, pois a produção antecipada de provas não deve resolver o mérito da questão. Após essa análise, a alternativa correta é: c) A sentença incorre em erro de procedimento (error in procedendo) ao valorar a prova e declarar a responsabilidade civil, pois, na produção antecipada, o juiz deve limitar-se a controlar a regularidade formal e material da prova, sem emitir juízo de valor sobre a ocorrência dos fatos ou suas consequências jurídicas.