Em um cenário global marcado por conflitos armados e crises humanitárias, o Conselho de Direitos Humanos da ONU tem sido desafiado a manter sua imparcialidade e efetividade. Recentemente, denúncias de violações sistemáticas de direitos humanos em zonas de guerra reacenderam o debate sobre a atuação dos Procedimentos Especiais e da Revisão Periódica Universal (RPU). A dificuldade de garantir a cooperação dos Estados envolvidos e a seletividade nas denúncias levantam questionamentos sobre a eficácia do Conselho. Como destaca Pierucci (2004, p. 89): “A dignidade humana, enquanto valor universal, deve ser defendida mesmo diante das estruturas de poder que tentam relativizá-la”. Essa perspectiva reforça a necessidade de mecanismos internacionais que transcendam interesses políticos e reafirmem a centralidade da pessoa humana. Após esta avaliação, caso queira ler o texto da citação integralmente, ele está disponível em: PIERUCCI, Antônio Carlos. Ciladas da diferença. São Paulo: Editora 34, 2004. p. 89. Com base no cenário apresentado e nos mecanismos do Conselho de Direitos Humanos, conclui-se que A a Revisão Periódica Universal é eficaz apenas quando há denúncias formais de organizações não