Ed
há 3 meses
Vamos analisar cada uma das alternativas para identificar qual delas traduz de maneira mais rigorosa o conceito e a supremacia constitucional no Brasil: A) A rigidez constitucional deriva unicamente de seu caráter extenso e detalhista, uma vez que constituições sintéticas, em regra, são automaticamente flexíveis e prescindem de procedimentos qualificados de alteração. - Esta afirmação é incorreta, pois a rigidez não se resume apenas ao caráter extenso, e a relação entre constituições sintéticas e flexíveis não é tão simples. B) A supremacia constitucional decorre exclusivamente de sua natureza política, prescindindo de instrumentos jurídicos de controle, pois a efetividade constitucional depende apenas da soberania legislativa e da legitimidade popular. - Esta opção é problemática, pois a supremacia constitucional também depende de mecanismos jurídicos de controle. C) A supremacia constitucional garante a prevalência da Constituição sobre todos os atos normativos e políticos, inclusive tratados internacionais ordinários, exigindo controle difuso e concentrado como instrumentos de proteção de sua força normativa. - Esta alternativa está correta, pois reflete a ideia de que a Constituição é a norma suprema e que existem mecanismos de controle para garantir sua aplicação. D) A supremacia constitucional é mitigada pela possibilidade de leis complementares derrogarem dispositivos constitucionais específicos, desde que aprovadas por maioria absoluta e respaldadas pelo princípio democrático. - Esta afirmação é incorreta, pois a supremacia constitucional não pode ser mitigada por leis complementares. E) O caráter dirigente da Constituição de 1988 enfraquece sua força normativa, pois a previsão de metas programáticas reduz sua aplicabilidade direta e sua efetividade prática no ordenamento. - Embora o caráter dirigente possa trazer desafios, não enfraquece a força normativa da Constituição. Após essa análise, a alternativa que melhor traduz o conceito e a supremacia constitucional no Brasil é: C. A supremacia constitucional garante a prevalência da Constituição sobre todos os atos normativos e políticos, inclusive tratados internacionais ordinários, exigindo controle difuso e concentrado como instrumentos de proteção de sua força normativa.
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