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do ser-ai é em verdade o tédio. Certamente o homem pode sempre estar aberto para o que vem a seu encontro enquanto um ente mas somente de um modo tal que tudo, coisas a seres, só podem mostrar-se a ele como igualmente desprovidos de mensagem. As pessoas que sofrem do tédio permanecem fundamentalmente indiferentes a tudo. O que se oferece para elas retira-se imediatamente e, se não desaparece totalmente, pelo menos se afasta a ponto de não mais lhes tocar. Seu tédio não se limita a certas coisas. De fato, se entendiam permanentemente; sentem o tempo comprido. Isto quer dizer que no tédio é principalmente a temporalidade que é afetada. Não existe mais nem verdadeiro futuro, nem passado rico em experiência, nem presente cheio de sentido para aqueles que se entendiam. Essas 3 dimensões ou momentos temporais "clistaticos" tornam-se relações que não lhe dizem mais nada.
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CuriosidadesGerais

há 9 meses

Respostas

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há 9 meses

Parece que você está citando um texto filosófico que discute a relação entre o ser, o tédio e a percepção do tempo. O tédio, segundo essa perspectiva, afeta a maneira como as pessoas se relacionam com o mundo e com o tempo, tornando tudo ao seu redor indiferente e sem significado. Essa indiferença pode levar a uma sensação de que o passado, o presente e o futuro não têm valor ou relevância, resultando em uma experiência de vida empobrecida. Se precisar de mais informações ou de uma análise específica sobre o tema, estou aqui para ajudar!

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Binswanger descobriu que essa divisão do mundo em objeto e sujeito estabelecida pos Descartes provocava danos no domínio da psiquiatria, tendo mesmo chegado a qualificá-la de verdadeiro câncer da ciência. Aquele que nela acreditava não era, na realidade, somente incapaz de imaginar que um espírito humano assim concebido - isto é, compreendendo uma res-cogitans existindo primordialmente em si - pudesse se dar conta de que ao seu lado existia uma coisa tal como o mundo exterior e, ainda menos, que um tal espírito pudesse sair dele mesmo para descobrir a existência de tudo o que compõe esse mundo exterior e atingi-lo. Também Binswanger desejava suprimir essa divisão sujeito-objeto do domínio do pensamento psiquiátrico. Empenhou-se nisto, fazendo uma descrição daseinsanalítica de numerosos casos de esquizofrenia. Mas enganou-se na interpretação de um ponto capital do pensamento heideggeriano. Enganou-se ao sentir-se obrigado a acrescentar ao conceito heideggeriano de "zelar", o de "amor". Essa preocupação indica, por si só, que o termo "zelar", empregado por Heidegger num sentido estritamente ontológico, ou seja, para designar a constituição fundamental do homem, foi tomado em seu significado puramente ôntico. Não compreendendo o sentido ontológico que Heidegger deu a esse conceito, Binswanger não compreendeu que não se tratava absolutamente de um comportamento muito preciso, ôntico, concreto ou, dito de outra forma, de uma relação "zelosa", preocupada com este ou aquele dado do mundo. Em Ser e Tempo de Heidegger, comp em todas suas obras posteriores, a palavra "zelar" é apenas uma primeira referência ao caráter constituinte fundamental (ontológico) do existir humano. Isto simplesmente designa que este existir é um "já-no-mundo-ser" que se encontra sempre, numa relação de entendimento com o que vem ao seu encontro. É por isso que o termo "zelar", no sentido que o entende Heidegger, não somente não exclui as diversas formas de relações afetivas, como as inclui de imediato. Do mesmo modo, todas as possibilidades de comportamento concreto, ôntico do homem repousam, de fato, sobre essa característica fundamental que é o modo de ser sempre e primordialmente em relação a alguma coisa.

Mas como essa possibilidade de ver, tanto no sentido "óptico" como no sentido "figurado", seria possível se o que se encontra entre a pessoa espectadora e a casa da frente não fosse aberto, "transparente"? E além disso, seria impossível para essa pessoa ver uma casa se ela mesma, enquanto espectadora, não fosse em sua essência aberta, abertura que consiste em um poder compreender os diversos significados que lhe chegam a partir dos lugares onde está o que vem ao seu encontro, na abertura espacial e temporal de seu mundo. O homem pode perceber uma casa enquanto a casa da frente, unicamente porque o existir humano subentende, ocupa, ou melhor ainda, é de imediato, uma abertura transparente e estendida para o que se encontra no mundo, do mais próximo ao mais longínquo, tanto no sentido espacial quanto temporal. Podemos também comparar a essência da existência humana a uma clareira que consiste em um poder ver o que vem ao seu encontro. Assim, o existir humano é sempre conforme sua natureza mais profunda, um "obstante" no sentido próprio do termo e pode enquanto abertura iluminadora estar tanto aqui como ali e se encontrar numa livre relação com aquilo que se oferece a ele na abertura iluminadora de seu mundo. Já que em sua essência o homem tem não somente a possibilidade de escolher ele mesmo que tipo de relação quer estabelecer com os diferentes entes que se apresentam a ele em meio a multiplicidade de dados do mundo, mas também porque lhe é necessário a todo momento tomar pessoalmente tais decisões, o ser humano - e só ele deve ser qualificado de ser-si-mesmo.

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