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Em decisão monocrática, o Relator do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) considerou que em um determinado caso havia falta de fundamentação adequada, o que implicou a decretação de nulidade da sentença proferida pelo magistrado de primeiro grau, e apresentou a seguinte justificativa: “A omissão, pelo magistrado, da fundamentação de sua decisão com base nos elementos técnicos constantes dos autos, além de afrontar o inciso IX do artigo 93 da Constituição Federal de 1988 e o artigo 489, §1º, inciso IV, do Código de Processo Civil, que determinam que não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, sentença ou acórdão que não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, influenciar a conclusão adotada pelo julgador, impossibilita a aferição, no grau superior, da pertinência e correção do ato judicial recorrido.”

Considerando as informações apresentadas no fragmento do acórdão do TJSP, avalie as assertões a seguir e a relação proposta entre elas.

I. O julgador entendeu que a carência de fundamentação na decisão proferida é caso de nulidade, apenas com o conhecimento das razões de decidir do juízo é possível que os interessados recorram adequadamente e os órgãos superiores controlem, com segurança, a justiça e a legalidade das decisões submetidas à sua revisão.

II. Elevada a cânone constitucional, a fundamentação se apresenta como uma das características do processo contemporâneo, representando garantia inerente ao Estado de Direito; os litigantes têm o direito de conhecer precisamente as razões de fato e de direito que determinaram o sucesso ou insucesso de suas posições.

A respeito dessas assertões, assinale a opção correta.
A. As assertões I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
B. As assertões I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
C. A assertão I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
D. A assertão I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
E. As assertões I e II são proposições falsas.
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Ensinando Através de Questões

há 8 meses

Respostas

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há 8 meses

Vamos analisar cada uma das assertões: I. O julgador entendeu que a carência de fundamentação na decisão proferida é caso de nulidade, apenas com o conhecimento das razões de decidir do juízo é possível que os interessados recorram adequadamente e os órgãos superiores controlem, com segurança, a justiça e a legalidade das decisões submetidas à sua revisão. Essa assertiva é verdadeira, pois a falta de fundamentação realmente pode levar à nulidade da decisão, e é essencial que as partes conheçam as razões para que possam recorrer e para que haja controle das decisões. II. Elevada a cânone constitucional, a fundamentação se apresenta como uma das características do processo contemporâneo, representando garantia inerente ao Estado de Direito; os litigantes têm o direito de conhecer precisamente as razões de fato e de direito que determinaram o sucesso ou insucesso de suas posições. Essa assertiva também é verdadeira, pois a fundamentação das decisões judiciais é um princípio fundamental do Estado de Direito e garante que as partes compreendam as razões que levaram à decisão. Agora, vamos verificar a relação entre as assertões: - Ambas as assertões são verdadeiras. - A assertão II pode ser vista como uma justificativa da assertão I, pois explica a importância da fundamentação no contexto do Estado de Direito e do direito ao recurso. Portanto, a opção correta é: A. As assertões I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.

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