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No Brasil colonial, os portugueses procuravam ocupar e explorar territórios descobertos, nos quais viviam índios, que eles queriam cristianizar e usar como força de trabalho. Os missionários aprendiam os idiomas dos nativos para catequizá-los nas suas próprias línguas. Ao longo do tempo, as línguas se influenciaram. O resultado desse processo foi a formação de uma língua geral, desdobrada em duas variedades: o abanheenga, ao sul, e o nheengatu, ao norte. Quase todos se comunicavam na língua geral, sendo poucos aqueles que falavam apenas o português.
De acordo com o texto, a língua geral formou-se e consolidou-se no contexto histórico do Brasil-Colônia. Portanto, a formação desse idioma e suas variedades foi condicionada
A) pelo interesse dos indígenas em aprender a religião dos portugueses.
B) pelo interesse dos portugueses em aprimorar o saber linguístico dos índios.
C) pela percepção dos indígenas de que as suas línguas precisavam aperfeiçoar-se.
D) pelo interesse unilateral dos indígenas em aprender uma nova língua com os portugueses.
E) pela distribuição espacial das línguas indígenas, que era anterior à chegada dos portugueses.
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Portuguesando

há 10 meses

Respostas

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há 10 meses

Vamos analisar as alternativas com base no texto apresentado. A formação da língua geral no Brasil colonial foi influenciada pela interação entre os portugueses e os indígenas, especialmente no contexto da catequização e da comunicação. A) pelo interesse dos indígenas em aprender a religião dos portugueses. - Embora os indígenas tenham sido catequizados, o foco principal do texto é a formação da língua, não apenas o interesse religioso. B) pelo interesse dos portugueses em aprimorar o saber linguístico dos índios. - Essa opção sugere que os portugueses estavam interessados em melhorar o conhecimento linguístico dos indígenas, mas o texto enfatiza mais a comunicação e a catequização. C) pela percepção dos indígenas de que as suas línguas precisavam aperfeiçoar-se. - Essa opção não é sustentada pelo texto, que não menciona que os indígenas sentiam a necessidade de aperfeiçoar suas línguas. D) pelo interesse unilateral dos indígenas em aprender uma nova língua com os portugueses. - Essa opção sugere um interesse unilateral, o que não reflete a dinâmica de interação descrita no texto. E) pela distribuição espacial das línguas indígenas, que era anterior à chegada dos portugueses. - Essa opção menciona a distribuição das línguas indígenas, mas não aborda diretamente a formação da língua geral em função da interação com os portugueses. Após analisar as alternativas, a que melhor se alinha com o contexto do texto é a B) pelo interesse dos portugueses em aprimorar o saber linguístico dos índios. Isso porque os missionários aprendiam os idiomas dos nativos para catequizá-los, o que implica um interesse em se comunicar e entender a língua indígena.

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Há certos usos consagrados na fala, e até mesmo na escrita, que, a depender do estrato social e do nível de escolaridade do falante, são, sem dúvida, previsíveis. Ocorrem até mesmo em falantes que dominam a variedade padrão, pois, na verdade, revelam tendências existentes na língua em seu processo de mudança que não podem ser bloqueadas em nome de um “ideal linguístico” que estaria representado pelas regras da gramática normativa.
Considerando a reflexão trazida no texto a respeito da multiplicidade do discurso, verifica-se que
a) estudantes que não conhecem as diferenças entre língua escrita e língua falada empregam, indistintamente, usos aceitos na conversa com amigos quando vão elaborar um texto escrito.
b) falantes que dominam a variedade padrão do português do Brasil demonstram usos que confirmam a diferença entre a norma idealizada e a efetivamente praticada, mesmo por falantes mais escolarizados.
c) moradores de diversas regiões do país que enfrentam dificuldades ao se expressarem na escrita revelam a constante modificação das regras de emprego de pronomes e os casos especiais de concordância.
d) pessoas que se julgam no direito de contrariar a gramática ensinada na escola gostam de apresentar usos não aceitos socialmente para esconderem seu desconhecimento da norma padrão.
e) usuários que desvendam os mistérios e sutilezas da língua portuguesa empregam formas do verbo ter quando, na verdade, deveriam usar formas do verbo haver, contrariando as regras gramaticais.

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