Ed
ano passado
Para analisar a situação apresentada, precisamos considerar o princípio da irretroatividade da lei penal mais gravosa, que está previsto no artigo 5º, inciso XL, da Constituição Federal. Esse princípio estabelece que a lei penal não pode retroagir para prejudicar o réu. Vamos analisar as alternativas: A) aplicável a João, pois a lei penal sempre tem incidência imediata, incidindo nos processos pendentes de julgamento. - Esta alternativa não considera o princípio da irretroatividade, que protege o réu de leis mais severas. B) não aplicável a João, na medida em que é maléfica a ele, agravando a sua situação. - Esta alternativa está correta, pois a nova lei é mais gravosa e, portanto, não pode ser aplicada retroativamente. C) aplicável a João, pois a lei penal incide nos processos pendentes sempre que não dispuser em contrário. - Esta alternativa ignora o princípio da irretroatividade da lei penal mais severa. D) não aplicável a João, pois, quando de sua entrada em vigor, já tinha sido proferida sentença em primeira instância. - Embora a sentença tenha sido proferida, a questão central é se a nova lei é mais gravosa, o que a torna inaplicável. E) aplicável a João, pois o Tribunal competente ainda não julgou o recurso de apelação, o que exauriria a instância ordinária. - Esta alternativa também não considera a irretroatividade da lei penal mais severa. Portanto, a alternativa correta é: B) não aplicável a João, na medida em que é maléfica a ele, agravando a sua situação.
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