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Nepotismo (do latim nepos, neto ou descendente) é uma forma de corrupção na qual um alto funcionário público utiliza de sua posição para entregar cargos públicos a pessoas ligadas a ele por laços familiares, de forma que outras, as quais possuem uma qualificação melhor, fiquem lesadas. A palavra ‘nepotismo’ surgiu para expressar as relações de concessão de privilégios entre o Papa e seus familiares. No período do Renascimento, os papas e outras autoridades da Igreja Católica, por não terem filhos, protegiam seus sobrinhos, nomeando-os a cargos importantes dentro da Igreja. Atualmente, o nepotismo é amplamente condenado na esfera política mundial, sendo associado à corrupção e considerado um empecilho à democracia. O maior nepotista da história talvez tenha sido Napoleão Bonaparte, uma vez que o imperador francês nomeou três de seus irmãos como reis nos países por ele conquistados. O nepotismo na esfera pública brasileira apesar de violar os princípios da administração pública ainda é um prática comum. Basta pesquisar na internet que você encontrará inúmeros casos. Com base na compreensão de nepotismo dada pelo Supremo Tribunal Federal, avalie as proposições a seguir: I) João, vereador eleito com 72,5% dos votos, nomeia sua esposa para cargo em comissão de direção. II) Márcio, governador do Estado X, nomeia seu amigo de infância Edvaldo como Secretário do Estado da Saúde, já que Edvaldo é parente por afinidade.

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Vamos analisar cada proposição: I) João, vereador eleito com 72,5% dos votos, nomeia sua esposa para cargo em comissão de direção. Essa situação caracteriza nepotismo, pois envolve a nomeação de um familiar (esposa) para um cargo público, o que é vedado pela legislação e pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. II) Márcio, governador do Estado X, nomeia seu amigo de infância Edvaldo como Secretário do Estado da Saúde, já que Edvaldo é parente por afinidade. Essa proposição é um pouco confusa. Se Edvaldo é amigo de infância e não é parente por afinidade (caso contrário, a frase não faria sentido), a nomeação não configuraria nepotismo. No entanto, se Edvaldo for parente por afinidade (por exemplo, cunhado), a nomeação também configuraria nepotismo. Dessa forma, a proposição I é claramente um exemplo de nepotismo. A proposição II depende da relação de parentesco, mas se considerarmos que Edvaldo é parente por afinidade, também configuraria nepotismo. Portanto, se considerarmos que a proposição II se refere a um caso de parentesco, ambas as proposições configuram nepotismo. Assim, a alternativa correta que contém todos os itens verdadeiros é: ambas as proposições I e II configuram nepotismo.

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Leia o trecho da reportagem ‘TCE sugere equilibrar total de comissionados de Câmaras a habitantes’. A disparidade entre o número de comissionados ao total de servidores de carreira é comum tanto no Legislativo quanto no Executivo. No caso dos Parlamentos, porém, esse é um dos principais apontamentos nas análises de contas das Câmaras, quando não resultam na rejeição dos gastos. A maioria dos apadrinhados concentra-se nos gabinetes, onde há casos no Grande ABC em que cada vereador tem direito a indicar dez assessores. O excesso de servidores sem concurso público e suas atribuições também são frequentemente questionados pelo Ministério Público, que aponta exemplos de apadrinhados que ocupam funções meramente técnicas e não de assessoramento, como determina a Constituição CARVALHO, Júnior. TCE sugere equilibrar total de comissionados de Câmaras a habitantes. 30 de julho de 2017. Disponível em: . Acesso em: 10 ago. 2017. Considerando a notícia de Carvalho (2017) e sua interrelação com os conteúdos estudados sobre cargo em comissão identifique quais ações podem ser tomadas pelo gestor público para evitar o excesso de servidores comissionados. I- O gestor público pode realizar um diagnóstico do quadro funcional, averiguando a real necessidade dos cargos em comissão. II- O gestor público pode fazer um levantamento do quadro de colaboradores e, a partir disso, disponibilizar concurso público para o correto provimento do cargo. III- O gestor público pode alocar os cargos comissionados para desempenhar outras tarefas, pois essa atitude não caracteriza desvio de função. IV- O gestor público não tem autonomia para opinar sobre o quadro funcional no órgão público ao qual está lotado. Marque a alternativa correta R: Apenas as afirmacoes I e II estão corretas.

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