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Leia o trecho da reportagem ‘TCE sugere equilibrar total de comissionados de Câmaras a habitantes’. A disparidade entre o número de comissionados ao total de servidores de carreira é comum tanto no Legislativo quanto no Executivo. No caso dos Parlamentos, porém, esse é um dos principais apontamentos nas análises de contas das Câmaras, quando não resultam na rejeição dos gastos. A maioria dos apadrinhados concentra-se nos gabinetes, onde há casos no Grande ABC em que cada vereador tem direito a indicar dez assessores. O excesso de servidores sem concurso público e suas atribuições também são frequentemente questionados pelo Ministério Público, que aponta exemplos de apadrinhados que ocupam funções meramente técnicas e não de assessoramento, como determina a Constituição CARVALHO, Júnior. TCE sugere equilibrar total de comissionados de Câmaras a habitantes. 30 de julho de 2017. Disponível em: . Acesso em: 10 ago. 2017. Considerando a notícia de Carvalho (2017) e sua interrelação com os conteúdos estudados sobre cargo em comissão identifique quais ações podem ser tomadas pelo gestor público para evitar o excesso de servidores comissionados. I- O gestor público pode realizar um diagnóstico do quadro funcional, averiguando a real necessidade dos cargos em comissão. II- O gestor público pode fazer um levantamento do quadro de colaboradores e, a partir disso, disponibilizar concurso público para o correto provimento do cargo. III- O gestor público pode alocar os cargos comissionados para desempenhar outras tarefas, pois essa atitude não caracteriza desvio de função. IV- O gestor público não tem autonomia para opinar sobre o quadro funcional no órgão público ao qual está lotado. Marque a alternativa correta R: Apenas as afirmacoes I e II estão corretas.

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Vamos analisar cada uma das afirmações: I- O gestor público pode realizar um diagnóstico do quadro funcional, averiguando a real necessidade dos cargos em comissão. Verdadeiro, essa é uma ação válida e recomendada para entender a necessidade real dos cargos em comissão. II- O gestor público pode fazer um levantamento do quadro de colaboradores e, a partir disso, disponibilizar concurso público para o correto provimento do cargo. Verdadeiro, essa é uma ação adequada para garantir que os cargos sejam preenchidos de forma correta e legal. III- O gestor público pode alocar os cargos comissionados para desempenhar outras tarefas, pois essa atitude não caracteriza desvio de função. Falso, essa afirmação é problemática, pois alocar cargos comissionados para funções que não correspondem às suas atribuições pode sim caracterizar desvio de função. IV- O gestor público não tem autonomia para opinar sobre o quadro funcional no órgão público ao qual está lotado. Falso, o gestor público tem sim autonomia para opinar e tomar decisões sobre o quadro funcional, dentro dos limites da legislação. Com base na análise, as afirmações I e II estão corretas, enquanto III e IV estão incorretas. Portanto, a alternativa correta é: "Apenas as afirmações I e II estão corretas."

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Nepotismo (do latim nepos, neto ou descendente) é uma forma de corrupção na qual um alto funcionário público utiliza de sua posição para entregar cargos públicos a pessoas ligadas a ele por laços familiares, de forma que outras, as quais possuem uma qualificação melhor, fiquem lesadas. A palavra ‘nepotismo’ surgiu para expressar as relações de concessão de privilégios entre o Papa e seus familiares. No período do Renascimento, os papas e outras autoridades da Igreja Católica, por não terem filhos, protegiam seus sobrinhos, nomeando-os a cargos importantes dentro da Igreja. Atualmente, o nepotismo é amplamente condenado na esfera política mundial, sendo associado à corrupção e considerado um empecilho à democracia. O maior nepotista da história talvez tenha sido Napoleão Bonaparte, uma vez que o imperador francês nomeou três de seus irmãos como reis nos países por ele conquistados. O nepotismo na esfera pública brasileira apesar de violar os princípios da administração pública ainda é um prática comum. Basta pesquisar na internet que você encontrará inúmeros casos. Com base na compreensão de nepotismo dada pelo Supremo Tribunal Federal, avalie as proposições a seguir: I) João, vereador eleito com 72,5% dos votos, nomeia sua esposa para cargo em comissão de direção. II) Márcio, governador do Estado X, nomeia seu amigo de infância Edvaldo como Secretário do Estado da Saúde, já que Edvaldo é parente por afinidade.

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