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tico de acalasia. Dos tratamentos expostos e que fazem parte do arsenal terapêutico para esta condição, o melhor resultado à longo prazo e associado à menor taxa de complicações é a cardiomiotomia de Heller. A esofagectomia já é tratamento defi nitivo. É considerado em qualquer paciente sintomático com esôfago tortuoso (megaesôfago), esôfago sigmoide, falha de mais de uma miotomia ou uma estenose de refl uxo sem possibilidade de dilatação. Menos de 60% dos pacientes que se submetem a miotomias repetidas se benefi ciam da operação, e a fundo- plicatura para tratamento das estenoses de refl uxo é menos efetiva. Além de tratar defi nitivamente a acalasia em estádio terminal, a ressecção esofágica também elimina o risco de carcinoma. Uma esofagectomia trans-hiatal, com ou sem preservação do nervo vago, oferece um bom resultado a longo prazo. Resposta c. 29. A descrição do caso não deixa dúvida. Trata-se de acala- sia e sendo assim a conduta entre as opções oferecidas é sem dúvida, cirurgia de Heller com fundoplicatura. Resposta b. 30. O diagnóstico de acalasia é usualmente feito por um eso- fagograma baritado e um estudo de motilidade. A EDA tem por fi nalidade excluir lesões suspeitas de carcinoma. Na acalasia não avançada o tratamento de escolha é mioto- mia a Pinotti. Nas formas avançadas (grau IV) esofagectomia. A disfagia intermitente, mas lentamente progressiva a sólidos → pastosos → líquidos culminando tardiamente com regurgitação é a queixa mais comum (pode ser inicialmente a líquidos). A re- gurgitação pode culminar com broncoaspiração, quadro este que aumenta a taxa de mortalidade. Dor torácica que mimetiza angina pectoris é manifestação clínica e resulta da elevação da pressão na luz do esôfago pelo acúmulo de água ingerida pelos pacientes com o propósito de ajudar na propagação do alimento até o esôfago. A acalasia associa-se a um risco 16 vezes maior de carcinoma de células escamosas nas doenças em estádio tardio. Resposta d. 31. A classifi cação radiológica de Rezende et. al (1960) para esofagopatia chagásica fi ca assim categorizada: Classifi cação Características Grau I Aumento no tempo de trânsito do contraste. Não há alteração do calibre esofágico Grau II Dilatação, retenção de alimentos, terminação afi lada gradual, contrações terciárias Grau III Dilatação, retenção de alimentos e termina- ção afi lada brusca, hipotomia ou atomia Grau IV Esôfago visível sem contraste, alongamento do tubo esofágico (dolicomegaesôfago) Gabarito ofi cial B. SJT: B e D. 32. A indicação cirúrgica foi precisa. Se todos os precei- tos técnicos foram respeitados e parece que sim, já que a questão é objetiva e limpa, devemos considerar tratar-se da história natural do procedimento. A maior complicação é o refl uxo gastroesofágico não controlado em 10% dos pacien- tes. Resposta c. 33. Nenhum tratamento restaura a atividade muscular do esôfago desnervado na acalasia. Portanto, todas as opções de tratamento para acalasia são limitadas para diminuir o gradiante de pressão do EEI, facilitando o esvaziamento eso- fágico pela gravidade, evitar o futuro desenvolvimento de megaesôfago. A dilatação do cárdia é a melhor opção para pacientes com alto risco cirúrgico. Cerca de 30-70% dos pa- cientes necessitam de futuras dilatações (opção A errada; op- ção B correta). Os agentes farmacológicos (toxina botulínica) ou os de uso oral (como os inibidores dos canais de cálcio e os nitratos) são menos efetivos e não são superiores à dilata- ção pneumática. A cardiomiotomia (é só uma miotomia) a Heller-Pinotti consiste em uma incisão com 8 cm, sendo 5 cm no esô- fago e descendo 3 cm abaixo do cárdia. Pinotti preconiza a retirada de um fita muscular para evitar recidiva. Uma fundoplicatura anterior é realizada para prevenir refluxo gastroesofágico. Dolicomegaesôfago é igual a esofagecto- mia. Resposta b. 34. Originalmente descrita por Heller, a miotomia cirúrgica do EEI tem sido modifi cada nas últimas décadas e pode ser realizada por laparoscopia, estando a conduta cirúrgica in- dicada nas fases iniciais da doença com megaesôfago graus I e II. Nas miotomias, faz-se uma incisão com 8 cm, sendo 5 cm no esôfago e descendo 3 cm abaixo do cárdia, separando as fi bras musculares longitudinais e circulares hipertrofi adas da parede do esôfago responsáveis pela estenose esofágica. Resposta b. 35. Trata-se de acalasia grau III. A técnica de Pinotti é a mais utilizada no nosso meio. A esofagectomia para este caso deve ser reservada para a falha de mais de uma miotomia. Resposta a. 36. Embora a história epidemiológica seja negativa para do- ença de Chagas e a reação de Machado Guerreiro tenha sido negativa, o diagnóstico radiológico é de Acalasia: esôfago di- latado, com retenção de contraste e com o sinal do bico de pássaro. De acordo com a classifi cação de Rezende podemos dizer tratar-se de Grau III, portanto, acalasia avançada. As medidas como dilatação endoscópica e/ou medicamentos não serão produtivas. Dentre as propostas cirúrgicas pode- mos lançar mão da cardiomiotomia pela técnica de Pinotti, o procedimento mais utilizado no nosso meio. Caso estivés- semos diante de megaesôfago grau IV a decisão seria óbvia, esofagectomia utilizando preferencialmente o estômago como órgão de substituição. Resposta b. 37. Para melhor interpretação desta questão deixo registrada a tabela abaixo com as características mais nobres de cada um dos distúrbios motores do esôfago: 15 Anatomia, divertículos, acalasia e temas gerais 161