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Resumo das abordagens teóricas mais relevantes sobre a inteligência Atualmente, não há um único conceito sobre a definição de inteligência. 1905 Criada primeira escala de inteligência por Alfred Binet e Theodore Siamon 1911 William Stern propôs o termo "quociente intelectual". No século XX desenvolveram-se linhas teóricas substancialmente diferentes. 1ª VERTENTE 1905 Inteligência como uma dimensão unitária, dependente de um fator geral. Proposta do fator g apresentada por Charles Spearman. 1905 Raymond Cattell propõe a subdivisão do fator geral nas conhecidas inteligência fluida e inteligência cristalizada. Por Rafaela Fidelis @rafaelafidelis.psico 1965 Joy Paul Guilford propõe a estrutura dimensional com 180 fatores. 1938 Teoria triárquica de Robert Stenberg: adiciona o componente adaptativo da inteligência. 1986 Autores que consideram a inteligência como uma combinação de diferentes capacidades mentais ou fatores múltiplos. Stenberg propõe 3 subteorias: componencial: habilidades de processamento. experencial: capacidade de utilizar a informação em situações novas. contextual: capacidade de adaptar essas habilidades a demanda do meio. 2ª VERTENTE Louis Leon Thurstone formula a existência de 7 habilidades primárias: compreensão verbal, velocidade perceptiva, raciocínio lógico, raciocínio numérico, raciocínio espacial, memória repetitiva e fluidez verbal. Apesar da falta de consenso entre as abordagens do conceito de inteligência, nos dias atuais, praticamente todos os autores consideram a inteligência como a capacidade ou conjunto de capacidades que permitem a adaptação ao meio. Essa concepção incide que as competências intelectuais aferidas por testes e questionários não conseguem explicar a variabilidade que existem entre os indivíduos e sua capacidade de adaptar-se ao meio. 1977 Teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner: inteligência como um conjunto de capacidades independentes que tem um componente genético e um substrato neural diferencial. 1983 Nas últimas décadas, surgiram propostas que abordam de forma mais direta a superdotação e que se destacam por incluir aspectos motivacionais e comportamentais. Renzulli divide os superdotados em duas categorias: superdotados acadêmicos: apresentam altas capacidades intelectuais e grande motivação, mas não são originais ou criativos. superdotados criativos-produtivos: definidos por gerar novas soluções ou ideias ainda que não se destaquem na esfera intelectual. Modelo dos três anéis de Joseph Renzulli: superdotado é aquele que tem três características básicas: alta capacidade intelectual, grande motivação ou compromisso com a tarefa e nível elevado de criatividade. Gardner descreveu sete inteligências: linguística, lógico- matemática, visuoespacial, psicomotora, musical, interpessoal e intrapessoal. 1991 Teoria da superdotação e talento de Francoy Gagné: diferencia aptidões dominantes e talentos e introduz os fatores comportamentais do indivíduo superdotado e os ambientais. aptidões dominantes: capacidades primárias que têm componentes hereditários e inato; capacidade intelectual, criativa, socioafetiva e sensório-motora. talentos: resultado de um treinamento ou aprendizagem específica segundo determinado potencial. São desenvolvidos através de catalizadores ambientais (sociofamiliares) e intrapessoais (motivação, interesse e confiança) e dão lugar aos talentos acadêmico, técnico, artístico, intrapessoal ou atlético. Referências Meu material te ajudou? curte e salva ! Por Rafaela Fidelis @rafaelafidelis.psico ARNEDO, ET AL . CRIANÇAS SUPERDOTADAS. IN : NEUROPSICOLOGIA INFANTIL : ATRAVÉS DE CASOS CLÍNICOS. CEPSIC EDITORA.