Prévia do material em texto
QUADRO CLÍNICO CONCEITO Mastite FATORES DE RISCO Processo infeccioso, agudo ou crônico; Pode acometer todos os tecidos mamários (glândular, subcutâneo ou pele); Não é o único processo inflamatório das mamas; Mastite aguda puerperal: -Mais comum; -Na maioria das vezes deriva de germes saprófitas. .na pele; Início com estase láctea; Sinais clássicos de inflamação ‒ dor, calor, rubor, de início súbito assoaciado à febre alta (39-40ºC), calafrios e turgência mamária externsa; Pode causar adenopatia (linfonodos aumentados); Primiparidade e idade <25 anos; Ingurgitamento mamário; Fissura mamilar; Infecção da rinofaringe do lactente; Má higienização; Anormalidades mamilares. Associação do quadro com o ciclo gravídico-puerperal, estase láctea e dor intensa. A presença de fissuras mamárias resulta em quebra dos mecanismos de defesa do organismo e em aumento de bactérias sobre a pele da mama; Penetração dos germes ocorre pelos vasos linfáticos superficiais, expostos pelas fissuras mamilares; Principal agente etiológico: Staphylococcus aureus; Formas mais graves ‒ consequente evolução para ulceração e necrose, associam-se bactérias Gram-negativas aeróbicas (E.coli, Pseudomonas e Serratia) ou germes anaeróbios, como os bacteroides; Nathalya Karen S. ETIOLOGIA E FISIOPATOLOGIA Uso de analgésico e antitérmicos; Drenagem manual do leite de forma delicada; Antibioticoterapia ‒ cefalosporinas de 1º geração são uma boa escolha à CEFALEXINA. Outras opções ampicilina, eritromicina e lincomicina; Deve continuar a amamentação (para não haver ingurgitação), só suspende em caso de abcesso; Drenagem purulenta espontânea pela papila; Em caso de abcesso: incisão cirúrgica para drenagem de abscesso muito próxima do mamilo. DIAGNÓSTICO TRATAMENTO FISIOPATOLOGIA ETIOLOGIA E FISIOPATOLOGIA Nathalya Karen S. Abcesso mamário CONCEITO Mastites mal diagnosticadas ou maltratadas; Normalmente, são múltiplos e multiloculados; Podem envolver qualquer quadrante da mama. Geralmente, predomina nos quadrantes inferiores devido à estase láctea e dificuldade da drenagem; Staphylococcus áureos frequentemente responsável, mas alguns abscessos contêm organismo anaeróbicos. Sinais inflamatórios. QUADRO CLÍNICO Diagnóstico normalmente clínico; USG pode ser empregada para localização dos abscessos. DIAGNÓSTICO Manejo terapêutico: Drenagem cirúrgica sob anestesia geral; Coleta do material purulento para cultura; Antibiograma; Lavagem exaustiva da cavidade; Exérese de todo material necrótico; Exploração digital das lojas profundas do abscesso; Drenagem das cavidades; Antibioticoterapia deve obedecer ao antibiograma por no mínimo 14 dias. TRATAMENTO Abscesso subareolar recidivante Doença congênita da papila em que o epitélio pavimentoso estratificado queratinizado da pele da papila invade o epitélio ductal; Esta invasão implica em descamação córnea, obstrução ductal terminal, estase de secreções, infecção secundária, granuloma e/ou abscesso com fistulização para a pele; Principalmente em mulheres fumantes, diabéticas e obesas; 35-50 anos; Evolução lenta; Responde mal aos antibióticos de amplo espectro; Tratamento consiste na contenção do processo inflamatório como calor local. Antibioticoterapia de amplo espectro; Tratamento cirúrgico definitivo só pode ser realizado na ausência de sintomas inflamatórios; Cura resulta da ampla excisão do tecido granulomatoso e da reparação estética do mamilo;