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Notas sobre busca e apreensão domiciliar e busca pessoal. Explica objetivos das diligências, quem pode requerer, necessidade de autorização judicial e limites (horário, conceito de domicílio, veículos, escritório de advogado) e regras para buscas pessoais.

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Observações Busca e Apreensão Domiciliar
Busca Pessoal
Em regra é um meio de obtenção de prova,
mas pode ser um meio de assegurar direitos.
Pode ocorrer na fase judicial ou na fase de
investigação policial.
Pode ser determinada:
a requerimento do MP;
a requerimento do defensor; ou
por representação da autoridade policial.
Objetivo:
prender criminosos
apreender coisas achadas ou obtidas por meios criminosos;
apreender instrumentos de falsificação ou de contrafação 
e objetos falsificados ou contrafeitos;
apreender armas e munições, instrumentos utilizados na 
prática de crime ou destinados a fim delituoso;
descobrir objetos necessários à prova de infração ou à 
defesa do réu;
apreender cartas, abertas ou não, destinadas ao acusado 
ou em seu poder, quando haja suspeita de que o conheci-
mento do seu conteúdo possa ser útil à elucidação do fato;
apreender pessoas vítimas de crimes;
colher qualquer elemento de convicção.
Rol taxativo!
Há discussão na doutrina sobre a apreensão 
das cartas abertas ou não, sob o argumento 
de tratar-se de violação ao sigilo de corres-
pondência. 
A Doutrina majoritária sustenta que a 
carta aberta pode ser objeto de busca 
e apreensão. 
A busca domiciliar necessita de autorização 
judicial e só poderá ser realizada durante o 
dia, salvo se o morador consentir que seja 
realizada à noite.
A jurisprudência considera dia o lapso de 
tempo entre a aurora e o crepúsculo.
Casa, para estes fins, pode ser qualquer:
compartimento habitado (inclusive hotéis, pousadas);
aposento ocupado de habitação coletiva;
compartimento não aberto ao público, onde alguém 
exerce profissão ou atividade (ex: consultórios).
Veículos não são considerados domicílio, salvo se
representarem a habitação de alguém
STJ: boleia do caminhão não é consi-
derada casa para fins penais.
Escritório de advogado:
deve haver indícios de crime praticado pelo advogado;
decretação da quebra da inviolabilidade pela autori-
dade judiciária competente em decisão fundamentada;
acompanhamento da diligência por um representante 
da OAB.
É aquela realizada em pessoas, com a finalidade de 
encontrar arma proibida ou determinados objetos.
É menos formal;
Pode ser decretada pela autoridade policial e seus 
agentes ou pela autoridade judicial.
Deve se basear em fundadas suspeitas;
Não se limita ao corpo e às vestes da pessoa. Pode 
alcançar objetos pessoais (malas, bolsas, etc) e 
até veículos (desde que não não se insiram no 
conceito de casa).
Pode ser realizada em outra localidade, diversa 
daquela em que a autoridade exerce sua atribuição, 
quando ocorrer perseguição iniciada em território 
no qual a autoridade exerce sua “jurisdição”.
A busca pessoal em mulher será realizada por
outra mulher, se não prejudicar a diligência.
iii.§
09701938402 - Camila Oliv

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