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Apostila_Língua-Portuguesa_ok

Material didático de Português instrumental para cuidadora infantil. Contém unidades sobre comunicação e ortografia, estrutura textual e documentos formais (ofício, memorando, requerimento, e‑mail, relatório técnico e currículo). Unidade 1 aborda elementos do processo comunicativo.

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Cuidadora Infantil 
Português Instrumental 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
UNIDADE 1 – COMUNICAÇÃO e ORTOGRAFIA ............................................................................................. 3 
UNIDADE 2 – ESTRUTURA TEXTUAL : LEITURA E CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS-------- -------------29 
UNIDADE 3 – DOCUMENTOS FORMAIS: OFÍCIO, MEMORANDO, REQUERIMENTO, MENSAGEM DE 
E-MAIL, RELATÓRIO TÉCNICO, CURRICULUM VITAE ............................................................................... 41 
– REFERÊNCIAS ................................................................................................................................................... 103 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Caro Aluno, 
 
Iniciaremos um importante estudo com o objetivo de 
compreendermos e aplicarmos, da melhor forma possível, 
a Comunicação, a Linguagem, e o uso da Gramática. Ao 
longo de nossas aulas, espero que possamos nos 
aprofundar cada vez mais nos meandros da Língua 
Portuguesa e sejamos capazes de aplicar nossos novos 
conhecimentos em nossas vidas, onde quer que elas nos 
levem. 
 
 
Prof. Alecx 
UNIDADE 1 – COMUNICAÇÃO 
 
1. A Comunicação 
 
Comunicar é a utilização de qualquer meio pelo qual um pensamento é transmitido de pessoa sem 
perder, tanto quanto possível, a sua intenção original. Assim, comunicar implica busca de entendimento, de 
compreensão. Em suma, contato. É uma ligação, transmissão de sentimentos e ideias. 
 
1.1. Objetivo 
 
Influenciar para afetar com intenção, visando a uma reação específica de uma pessoa ou grupo 
(mudança no comportamento). 
Em outros tempos, acreditava-se que, para manter uma comunicação, era necessário apenas um 
diálogo, ou uma escrita, mas estudos recentes da psicologia moderna constataram que alguns itens a mais 
constituem uma comunicação real. 
Nessa constatação de processo, deve-se observar que a fonte e o receptor são sistemas similares. Se 
assim não fosse, não haveria comunicação. 
 
1.2. Elementos essenciais do processo de comunicação 
 
Comunicar envolve uma dinâmica que não dispensar as unidades que englobam o processo e que, 
dissociadas, constituem os elementos mais importantes da comunicação. 
 
1.2.1. Fonte 
 
Fonte é a origem da mensagem. 
 
Exemplo: 
Ao enviar um telegrama, será fonte o redator do mesmo. 
1.2.2. Emissor 
 
 
etc. 
Emissor é quem envia mensagem através da palavra oral ou escrita, gestos, expressões, desenhos, 
Pode ser também uma organização informativa como rádio, TV, estúdio cinematográfico. 
Exemplo: 
Ao enviar um telegrama, será emissor o telegrafista que codifica a mensagem. 
 
OBERVAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Geralmente, a fonte coincide com o emissor. 
 
Exemplo: 
Num diálogo, o falante é fonte e emissor ao mesmo tempo. 
Geralmente, o destino coincide com o recebedor/receptor. 
 
Exemplo: 
Num diálogo, o ouvinte é destino e recebedor/receptor ao mesmo tempo. 
NATURAL = ÓRGÃOS SENSORIAIS 
CANAL ESPACIAL 
TECNOLÓGICO 
TEMPORAL 
 
1.2.3. Mensagem 
 
Mensagem é o que a fonte deseja transmitir, podendo ser visual, auditiva ou audiovisual. Serve-se de 
um código que deve ser estruturado e decifrado. É preciso que a mensagem tenha conteúdo, objetivos e use 
canal apropriado. 
 
Exemplo: 
No telegrama, a mensagem é o texto. 
1.2.4. Recebedor/Receptor 
 
Recebedor/receptor é um elemento muito importante no processo. Pode ser a pessoa que lê, que ouve, 
um pequeno grupo, um auditório, uma multidão. 
Ao recebedor/receptor cave decodificar a mensagem e dele dependerá, em termos, o êxito da 
comunicação. Temos que considerar, nesse caso, os agentes externos do recebedor/receptor (ruídos entropia1). 
 
Exemplo: 
Ao enviar um telegrama, o recebedor/receptor será o telegrafista que decodifica a mensagem. 
 
1.2.5. Destino 
 
Destino é(são) a(s) pessoa(s) a quem se dirige mensagem. 
 
Exemplo: 
Ao enviar um telegrama, o destino será o destinatário. 
 
OBERVAÇÃO 
1.2.6. Canal 
 
Canal é a forma utilizada pela fonte para enviar a mensagem. Ele deve ser escolhido cuidadosamente 
, para assegurar a eficiência e o bom êxito da comunicação. 
O canal pode ser: 
 
1 Desordem ou 
imprevisibilidade. 
 
4 
VERBAL 
CÓDIGO 
NÃO-VERBAL 
➢ Canal tecnológico espacial: 
Leva a mensagem de um lugar para o outro como o rádio, telefone, telex, teletipo, televisão, fax. 
 
➢ Canal tecnológico temporal: 
Transporta a mensagem de uma época para a outra, como os livros, os discos, fotografias, slides, fitas 
gravadas, CDs. 
 
1.2.7. Código 
 
Código é o conjunto de sinais estruturados. O código pode ser: 
 
O código verbal é o que utiliza a palavra falada ou escrita. 
 
Exemplo: 
Português, inglês, francês, etc. 
 
O código não-verbal é o que não utiliza a palavra. 
 
Exemplo: 
Gestos, sinais de trânsito, expressão facial, etc. 
 
O código não-verbal não é só visual ou sonoro, mas plurissignificante. Apresenta-se fragmentado, 
imprevisto, não-linear, ao contrário do código verbal, que é discursivo e onde, geralmente, predomina a lógica. 
Alguns códigos não-verbais, pela sua própria natureza, dificultam a descodifica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
começar... 
 
Conhecidos os tipos e a aplicação dos pronomes numa frase (cons- 
trução sintática), agora passaremos para a ortografia, começando pela 
acentuação gráfica. 
Na Língua Portuguesa, há a necessidade de apontar a sílaba tônica, por 
meio de acentuação, em algumas palavras. Os acentos gráficos servem para 
indicar a pronúncia correta. Mas, por outro lado, há situações em que os 
acentos estão sobre as vogais para diferenciar as PALAVRAS HOMÔNIMAS, sendo 
denominados acentos diferenciais. 
Nesta aula, os acentos que vamos estudar são: 
• acento agudo; 
• acento circunflexo; 
• til; 
• acento grave (conhecido também como crase). 
Além deles, veremos também o hífen e o apóstrofo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.sxc.hu 
Figura 9.1: A reforma ortográfica de 2009 também 
trouxe mudanças para o alfabeto brasileiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PALAVRAS HOMÔNIMAS 
São as palavras que 
têm a mesma pronúncia 
e que se escrevem 
do mesmo modo, mas 
cujos significados são 
diferentes, ou palavras 
que são pronunciadas da 
mesma forma, mas cujos 
sentidos e escritas são 
diferentes. 
 
Em janeiro de 2009, entraram em vigor algumas mudanças na ortografia 
das palavras da Língua Portuguesa quanto à acentuação gráfica e ao hífen, 
além de ter havido a abolição do trema (¨) e a volta das letras “k”, “y” e “w” 
ao alfabeto oficial brasileiro. Tais mudanças serão abordadas aqui para que 
possamos conhecer melhor o novo modo de escrever. 
Vamos começar pelas regras gerais de acentuação gráfica? 
C
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A
U
L
A
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 –
 A
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tu
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ç
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 g
rá
fi
c
a
 
http://www.sxc.hu/
ATENÇÃO! 
Para entender as regras, primeiramente vamos ver alguns 
conceitos relativos à sílaba tônica das palavras: 
– Palavras oxítonas: as últimas sílabas são tônicas. 
Exemplos: 
queimar / quei-mar 
impulsionar / im-pul-sio-nar 
função / fun-ção 
– Palavras paroxítonas: as penúltimas sílabas são tônicas. 
Exemplos: 
grave / gra-ve 
limpo / lim-po 
paisagem / pai-sa-gem 
areia / a-rei-a 
– Palavras proparoxítonas: as antepenúltimas sílabas são 
tônicas. 
Exemplos: 
cálido / cá-li-do 
único / ú-ni-co 
médico / mé-di-co 
Regras gerais 
 
 
 
 
 
As regras gerais que vamos discutir nesta aula são referentes ao conceito 
de sílabas tônicas. Por isso, lembre-se desse conceito na hora de tirar a dúvida 
se uma palavra que você está escrevendo tem acento ou não. 
Vamos às regras? 
ATENÇÃO! 
Apesar de as paroxítonas terminadas em n serem acentuadas, 
as terminadas em ens não o são. Por exemplo: hífen leva 
acento; no entanto, o plural hifens não possui o acento agudo, 
assim como “polens”. 
Palavras oxítonas 
As regras de acentuação das oxítonas são as seguintes: 
• Acentuam-se as oxítonas terminadasem a(s): 
Exemplos: maracujá, ananás 
• Acentuam-se as oxítonas terminadas em e(s): 
Exemplos: café, você, vocês, pedrês, até 
• Acentuam-se as oxítonas terminadas em o(s): 
Exemplos: dominó, paletós, vovô, avós 
• Acentuam-se as oxítonas terminadas em em e en(s): 
Exemplos: armazém, vintém, armazéns, provém 
 
Palavras paroxítonas 
As regras de acentuação das paroxítonas são as seguintes: 
 
• Acentuam-se as paroxítonas terminadas em um e un(s): 
Exemplos: fórum, álbum, médiuns 
• Acentuam-se as paroxítonas terminadas em r: 
Exemplos: caráter, mártir, açúcar 
• Acentuam-se as paroxítonas terminadas em x: 
Exemplos: tórax, ônix, clímax, látex 
• Acentuam-se as paroxítonas terminadas em n: 
Exemplos: pólen, hífen, abdômen 
 
A
U
L
A
 1
–
 A
c
e
n
tu
a
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 g
rá
fi
c
a
 
 
 
 
 
 
Os encontros vocálicos acontecem quando há 
encontro de vogais em uma palavra. Eles são 
classificados em ditongo, tritongo e hiato: 
– Ditongo: encontro de duas vogais proferidas 
em uma só sílaba, sendo que uma delas se 
chama semivogal (boi, gló-ria, tê-nue). 
– Tritongo: encontro, em uma mesma 
sílaba, de uma semivogal, uma vogal e outra 
semivogal (U-ru-guai, em-xa-guou, a-ve-ri-guei). 
– Hiato: encontro de duas vogais, sendo que 
cada uma delas está em uma sílaba diferente 
(ra-iz, Lu-a-na). 
• Acentuam-se as paroxítonas terminadas em l: 
Exemplos: fácil, amável, indelével 
• Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ão(s): 
Exemplos: órgão, órgãos, órfão 
• Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ps: 
Exemplos: bíceps, fórceps 
• Acentuam-se as paroxítonas que terminam em ditongos: 
Exemplos: Itália, memória, cárie, róseo, Ásia, fáceis, férteis, imóveis, fósseis, 
jérsei 
 
 
 
 
Palavras proparoxítonas 
Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas. 
Exemplos: árvore, álibi, lâmpada, público, rápido, pêssego, quiséssemos 
SAIBA MAIS... 
 
 
Mudanças ortográficas na Língua Portuguesa em 2009 
A partir de janeiro de 2009, Brasil, Portugal e as nações da Comunidade 
dos Países de Língua Portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné- 
Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) tiveram a 
ortografia unificada. 
Após o inglês e o espanhol, o português é a terceira língua ocidental 
mais falada. Ter duas ortografias (a do Brasil e a dos demais países de 
Língua Portuguesa) atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em 
eventos internacionais. Por isso, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, 
Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste assinaram um 
acordo para unificar a escrita do português. 
Com as modificações propostas no acordo, 1,6% do vocabulário de Portugal é 
modificado. No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terá a 
escrita alterada. Mas, apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as 
pronúncias típicas de cada país. 
As mudanças ocorrem na acentuação e utilização do hífen; além disso, o sinal 
gráfico trema (¨) deixa de ser usado e as letras “k”, “y” e “w” retornam ao alfabeto 
oficial brasileiro. 
A nova ortografia passou a valer em janeiro de 2009. No entanto, segundo a 
lei, as duas versões podem conviver até dezembro de 2012. Depois, o uso da or- 
tografia anterior será considerado erro orto-gráfico. 
A
U
L
A
 1
–
 A
c
e
n
tu
a
ç
ã
o
 g
rá
fi
c
a
 
ATENÇÃO! 
Herói! 
Não confunda: a palavra “herói” continua sendo acentuada. Ape- 
sar de ter o ditongo aberto “ói”, ela é oxítona, não paroxítona. 
As palavras “chapéu” e “troféu” (“éu” – oxítonas), por exemplo, 
seguem a mesma regra. 
ATENÇÃO! 
O “i” e o “u” tônicos que formam hiato com a vogal anterior não 
são acentuados se forem seguidos, na mesma sílaba, pelas 
letras l, m, n, r ou z. 
Exemplos: Raul, ruim, contribuinte, sairdes, juiz 
Da mesma forma, não se acentuam o “i” e o “u” tônicos dos 
hiatos se estiverem seguidos de nh. 
Exemplos: Rainha, ventoinha 
Regra negativa: ditongos abertos das paroxítonas 
De acordo com normas ortográficas da Língua Portuguesa no Brasil que 
entraram em vigor em janeiro de 2009, os ditongos abertos (“ei”, “oi”) das 
paroxítonas não devem ser acentuados. 
Exemplos: ideia, Coreia, europeia, heroico, boia, asteroide, estreia, joia, 
plateia, paranoia, jiboia, assembleia. 
 
 
 
 
Hiatos tônicos 
Devem-se acentuar as vogais “i” e “u” tônicas que formam hiato com a 
vogal anterior, desde que esta não forme ditongo (veja a regra seguinte). 
Exemplos: saída, saíste, saúde, balaústre, saímos, baú, raízes, juízes, Luís, 
saí, país, Heloísa 
 
 
ATENÇÃO! 
Piauí, maiúscula, feiíssimo, friíssimo 
Palavras como essas continuam sendo acentuadas, pois não 
são paroxítonas. Apesar de a palavra “Piauí” ter “i” tônico 
depois de ditongo, ela é oxítona e, por isso, não entra na regra. 
Da mesma forma, “maiúscula”, “feiíssimo” e “friíssimo” são 
proparoxítonas e, como tais, nada muda quanto à acentuação. 
Regra negativa: hiatos “i” e “u” tônicos depois de 
ditongos 
Ainda conforme a reforma ortográfica de 2009: 
O “i” e o “u” tônicos, quando vierem após um ditongo, não devem mais ser 
acentuados. 
Exemplos: feiura, Sauipe, Guaiba, bocaiuva, Baiuca 
 
 
Regra negativa: “oo” e “ee” em formas verbais 
Segundo a regra ortográfica anterior ao ano de 2009, “oo” e “ee” apareciam 
acentuados em algumas formas verbais, o que agora não deve mais ser feito. 
Exemplos: 
• Voar: voo (“voar” em primeira pessoa do singular do presente do 
indicativo) 
Eu voo bem alto. 
 
• Abençoar: Abençoo (“abençoar” em primeira pessoa do singular do 
presente do indicativo) 
Eu abençoo você, meu filho. 
 
• Dar: deem (“dar” em terceira pessoa do plural do presente do 
subjuntivo) 
Tomara que eles nos deem uma ajuda! 
 
• Ler: leem (“ler” em terceira pessoa do plural do presente do indicativo) 
Eles leem muito nas férias. 
• Ver: veem (“ver” em terceira pessoa do plural do presente do 
indicativo) 
Eles sempre veem essas coisas mais que nós. 
 
ATIVIDADE 1 – ATENDE AO OBJETIVO 1 
 
Nos textos a seguir, acrescente os acentos que foram omitidos: 
 
Texto 1: 
 
“Em forma gasosa, o hidrogenio é o combustivel perfeito. Ele pode ser 
extraido facilmente de uma fonte inesgotavel (os oceanos), libera muita 
energia ao reagir com o oxigenio e não polui, pois o unico residuo da 
reação é a propria agua. Seria perfeito se não fosse um detalhe. Não 
da para usar em carros porque é dificil armazenar com segurança: 
ao menor contato com o ar ele explode.” (Revista Superinteressante, 
fev. de 2000.) 
Texto 2: 
 
“Qual é, afinal, o sentido do novo acordo ortografico? Sua importancia 
é muito mais de ordem politica que linguistica. Até 2009, o portugues 
era a unica lingua ocidental com duas ortografias oficiais: a brasileira, 
usada no Brasil, e a portuguesa, usada no pais europeu e nas ex- 
colonias africanas e asiaticas. Se um documento era redigido em 
Portugal com as charmosas consoantes lusas – usadas em palavras 
como ‘facto’ ou ‘amnistia’ –, chegava ao Brasil incorreto. E tinha que ser 
redigido novamente na grafia brasileira. Agora, tudo que for escrito em 
paises onde se fala portugues podera ser lido em todos os demais, sem 
necessidade de adaptação.” (Revista Época, 5 jan. 2009.) 
Os acentos 
Já conhecemos as regras gerais de acentuação, que são relativas às 
terminações e classificações das palavras de acordo com a sílaba tônica. Mas, 
mesmo assim, estudaremos cada um dos sinais gráficos. 
Neste estudo, daremos mais atenção ao hífen; afinal, houve muitas 
mudanças na forma de empregá-lo a partir de 2009. 
Comecemos pelo acento agudo, cujo emprego já foi bastante abordado 
anteriormente... 
 
Acento agudo 
 
O acento agudo (´), ao ser colocado sobre as vo- 
gais, indica a sílaba tônica, com vimos anteriormente. 
Quando é colocado sobre as letras “e” e “o”, indica, 
além de tonicidade, timbre aberto, como em “lépido”, “céu” e 
”léxico”. No entanto, não se pode esquecer de uma regra negativa já 
vista: não se acentuamos ditongos abertos das paroxítonas. 
Além disso, nem sempre o acento agudo indica vogal aberta. Pode, quando 
acentua as letras “i” e “u”, assinalar somente a vogal tônica: tímido, caí, túmulo, baú. 
 
Acento circunflexo 
O acento circunflexo é colocado sobre as letras “a”, “e” e “o” 
e indica, além da vogal tônica, um timbre fechado. 
Exemplos: lâmpada, pêssego, supôs, Atlântico, têm, vêm, fôrma 
Há situações em que o acento circunflexo diferencia palavras 
homônimas. No entanto, em determinados casos, o acento 
diferencial desapareceu – como em “pêlo” (substantivo), que agora é escrito 
somente sem o acento –, de acordo com a reforma ortográfica de 2009. Mas 
algumas palavras ainda conservam essa acentuação. Vamos vê-las? 
 
Acento circunflexo diferencial 
O acento circunflexo diferencial serve para, como o próprio nome diz, 
diferenciar palavras com a mesma grafia e significados diferentes. Várias 
palavras, até dezembro de 2008, dispunham desse acento. A ortografia 
proposta para entrar em vigor em 2009 determinou que tais palavras, agora, 
devem ser diferenciadas somente por meio do contexto da frase. 
O acento circunflexo diferencial valerá para algumas poucas palavras. 
Vamos vê-las: 
 
• Pôde x Pode 
O acento circunflexo diferencia o verbo “pôde” (poder na terceira pessoa 
do singular do pretérito perfeito do indicativo) de “pode” (poder na terceira 
pessoa do singular do presente do indicativo). 
Exemplos: 
Você pode ir lá na loja comigo? 
Como você pôde fazer isto? 
• Pôr x Por 
O acento circunflexo, aqui, diferencia “pôr” (verbo no infinitivo) de “por” 
(preposição). 
Exemplo: 
Por favor, você pode pôr os copos no armário? 
 
• Têm x Tem 
Neste caso, o acento diferencia o verbo “ter” quanto ao número (singular/ 
plural): “têm” (terceira pessoa do plural do presente do indicativo) e “tem” 
(terceira pessoa do singular do presente do indicativo). 
Exemplo: 
Ela tem um apartamento, mas eles têm uma casa na praia. 
 
• Vêm x Vem 
Assim como no verbo “ter”, o acento diferencia o verbo “vir” quanto ao 
número: vêm (terceira pessoa do plural do presente do indicativo) e “vem” 
(terceira pessoa do singular do presente do indicativo). 
Exemplo: 
Angélica vem à festa de ônibus e seus pais vêm de carro. 
 
• Fôrma x Forma 
Neste caso, há diferenciação de dois substantivos: “forma” (significados: 
configuração, arranjo, feitio, exterior, alinhamento) e “fôrma” (molde, caracteres 
tipográficos, vasilha em que se assa bolos e pudins). 
Exemplos: 
Ele está em forma! 
Preciso de uma fôrma maior para o bolo. 
 
 
 
Til 
 
O til (~) é colocado sobre as letras “a” e “o” e serve 
para indicar sonorização nasal. 
Exemplos: alemã, órgão, portão, expõe, corações, ímã, não, vão, cãibra, 
mãe, afã, fã. 
Também é colocado nas formas verbais do verbo “pôr” e seus derivados 
(põe, põem, depõe, compõem). 
 
Apóstrofo 
 
 
 
 
O apóstrofo (‘) é um sinal em forma de vírgula, só que colocado 
acima da palavra. Serve para indicar supressão de letra(s). 
Exemplos: 
Com apóstrofo: copo d’água 
Sem apóstrofo: copo de água 
Nesse caso, houve a supressão da vogal “e” da preposição “de”. 
Hífen 
Sinal (-) usado para ligar os elementos de palavras compostas (couve-flor, 
ex-presidente) e para unir pronomes átonos a verbos (ofereceram-me, vê-lo-ei). 
Assim como na acentuação de palavras paroxítonas, as regras de utilização 
do hífen também foram modificadas pelo acordo ortográfico. Vamos, então, 
aprender as novas regras! 
SAIBA MAIS... 
Antes da reforma ortográfica que entrou em vigor em janeiro 
de 2009, o acento agudo também era usado como acento 
diferencial. No entanto, a acentuação que distinguia “pára” 
(verbo) de “para” (preposição), por exemplo, foi abolida. Da 
mesma forma, o acento circunflexo não deve mais ser usado 
para diferenciar “pêlo” (substantivo) de “pelo” (preposição). 
ATENÇÃO! 
Os prefixos “co” e “re” continuam sem ser separados por hífen, 
como em “cooperar”, “coordenar”, “reeditar” e reeleger”. 
Se o elemento seguinte ao prefixo começar com a letra “h”, fica 
como antes do acordo de 2009. 
Exemplos: super-homem, pré-história 
ATENÇÃO! 
A palavra ”bico de papagaio”, se estiver se referindo a um 
problema de coluna, continua sem hífen. No entanto, “bico-de- 
papagaio”, com hífen, designa uma espécie botânica. 
Usar o hífen em… 
• Palavras compostas, quando o prefixo 
termina com uma vogal e o elemento 
seguinte começa com a mesma vogal. 
Exemplos: anti-inflamatório, micro-ondas, 
micro-ônibus, arqui-inimigo, tele-educação, 
micro-organismo 
 
 
 
 
 
• Nomes de espécies botânicas e zoológicas. 
Exemplos: bem-me-quer, formiga-branca, feijão-preto, azeite-de-dendê, 
água-de-coco 
• Nomes compostos de lugar que sejam iniciados por “Grão”, que 
contenham verbo ou cujos elementos sejam ligados por um artigo. 
 
 
 
 
 
Exemplos: Grão-Pará, Santa Rita do Passa-Quatro, baía de Todos-os- 
Santos 
ATENÇÃO! 
Não confunda a regra! 
Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o 
segundo elemento começar pela mesma consoante. 
Exemplos: super-resistente, inter-relacional 
Nos demais casos, não se usa o hífen: hipermercado, 
intermunicipal, superinteressante, por exemplo. 
ATENÇÃO! 
Em contraposição à regra anterior, o hífen deve ser mantido 
nas seguintes palavras compostas: água-de-colônia, cor-de- 
rosa, pé-de-meia, deus-dará, arco-da-velha, queima-roupa e 
mais-que-perfeito. 
NÃO usar o hífen em… 
 
• Palavras compostas quando o prefixo termina 
em uma vogal e o elemento seguinte começa 
com uma vogal diferente. 
Exemplos: antiaéreo, infraestrutura, autoajuda 
 
• Palavras compostas quando o prefixo termina 
em uma vogal e o elemento seguinte começa com 
uma consoante. Ainda: caso o prefixo termine em 
vogal e o segundo elemento comece com “r” ou 
“s”. Nesse caso, as letras ficam dobradas na palavra que se formou. 
Exemplos: ultrassonografia, contrarrega, antissemita, semisselvagem 
 
 
 
• Palavras compostas cuja noção de composição se perdeu. 
Exemplos: mandachuva, paraquedas, paraquedista, paraquedismo 
• Conjuntos de palavras que, juntas, criam outra palavra, com significado 
e/ou função gramatical diferentes. 
Exemplos: dia a dia, café da manhã, dona de casa, mão de obra, 
pé de moleque 
 
 
 
 
Acento grave (crase) 
O acento grave, mais conhecido como crase, existe 
somente na Língua Portuguesa. Ele serve para indicar a 
fusão de duas letras “a” (a + a). Embora idênticas, essas 
letras pertencem a classes gramaticais diferentes: a primeira 
é uma preposição e a segunda pode ser um artigo 
feminino, pronome demonstrativo ou pronome relativo. 
Por isso, o termo que precede a crase sempre é uma palavra feminina. 
Da mesma forma, por exigir a presença da preposição “a”, o verbo que antecede 
a crase sempre é transitivo indireto, já que essa é a classificação dos verbos 
que exigem complemento verbal com preposição. 
Exemplos: 
• Preposição a + artigo definido feminino a(s): 
Fomos à praia. (Fomos a a praia.) 
Retornamos às praias. (Retornamos a as praias.) 
 
• Preposição a + pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo: 
Fui àquele monumento. (Fui a aquele monumento.) 
• Preposição a + pronomes relativos a qual ou as quais: 
A cidade à qual nos referimos fica perto daqui. (A cidade a a qual nos 
referimos fica perto daqui.) 
 
1. Assinale a opção em que todas as palavras devem ser acentuadas: 
a. ideia, Piaui, feiura, pode, voo. 
b. maiuscula, anti-inflamatorio, heroi, friissimo. 
c. heroi, paranoia, Guaiba, gratuito. 
d. Para, pelo, por, tem. 
 
2. Assinale a opção em que todas as palavras não devem ter hífen: 
a. micro-ondas, Todos-os-Santos, cor-de-rosa, para-quedas. 
b. super-resistente, pé-de-moleque, tele-educação, ultra-sonografia. 
c. dia-a-dia, mão-de-obra, manda-chuva, anti-aéreo. 
d. café-da-manhã, para-quedista, arqui-inimigo, anti-horário. 
ATIVIDADE 2 – ATENDE AO OBJETIVO 2 
• Preposiçãoa + pronome demonstrativo a ou as: 
Esta caneta é semelhante à que você me deu. (Esta 
caneta é semelhante a a que você me deu.) 
 
Regras gerais para utilização da crase 
Para que ocorra a crase, em primeiro lugar, é 
preciso que o termo anterior exija a preposição “a” 
(verbo transitivo indireto) e o termo seguinte seja uma 
palavra feminina e antecedida pelo artigo feminino 
definido a(s). 
Os casos em que a crase ocorre são: 
 
a. Diante de nomes de lugar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: www.sxc.hu 
 
Figura 9.2: Vista aérea do Vaticano – Roma, Itália. 
 
Um dos nomes de países que admitem ser precedidos por “a” “craseado” 
é o país cuja capital é Roma: a Itália. 
Caso o termo antecedente exija a preposição “a” e o termo seguinte seja 
feminino e admita a utilização do artigo “a”, utiliza-se a crase. 
No entanto, para saber se o nome do lugar admite a crase, observe o 
seguinte: 
• Se, ao formular a frase com o verbo “vir”, o nome do lugar admitir a 
preposição “da”, significa que, neste caso, a crase é admissível. 
Exemplos: 
Viajamos à Argentina no mês passado. (Viemos da Argentina.) 
Vou à Itália no próximo mês. (Venho da Itália.) 
• Se, em vez de “da”, o nome do lugar vier precedido por “de”, a crase não 
deve ser usada: 
Retornou a Roma (Veio de Roma.) 
 
 
Lembre-se de 
que “a” e “as” 
são pronomes 
demonstrativos 
quando equivalem 
a “aquele” e 
“aquelas”! 
A
id
a
s 
Z
u
b
k
o
n
is
 
http://www.sxc.hu/
• No entanto, quando o nome do lugar não admitir a preposição “da”, mas 
vier determinado por algum adjetivo, ocorrerá a crase. 
Exemplos: 
Retornamos à agradável Curitiba. (Venho da agradável Curitiba.) 
Vou à Roma antiga. (Venho da Roma antiga.) 
 
b. Diante das palavras “casa” e “terra” 
As palavras “casa” (no sentido de “moradia”) e “terra” (no sentido de “terra 
firme”) não admitem a anteposição pelo artigo “a”; então, diante delas, não 
ocorre a crase. 
Entretanto, se tais palavras vierem especificadas, passarão a admitir artigo 
e, conseqüentemente, crase. 
Exemplos: 
Iremos bem cedo à casa deles. 
Os marinheiros desceram à terra dos anões. 
 
c. Diante do pronome relativo “a(s) qual(is)” 
Ocorrerá a crase quando o pronome vier precedido pela preposição “a”. 
Exemplo: A cidade à qual chegaremos possui praias às quais iremos. 
Nesse caso, os termos “chegaremos” e “iremos” exigem a preposição “a”, 
que se funde com o artigo “a”, formando a crase. 
 
d. Expressões adverbiais, prepositivas e conjuntivas 
O “a” inicial das expressões adverbiais, prepositivas e conjuntivas formadas 
por palavras femininas devem receber crase. Veja exemplos de algumas delas: 
• À noite 
• À tarde 
• À vista 
• Às duas horas 
• À meia-noite 
• Às vezes 
• Às pressas 
• Às escondidas 
• À moda de 
• À medida que 
• À proporção que 
• À exceção de 
• À beira de 
ATENÇÃO! 
O “a” das expressões adverbiais femininas de instrumento (a 
máquina, a caneta) e das expressões formadas por palavras 
repetidas (cara a cara, frente a frente) não deve receber 
acento grave. 
Exemplos: 
Chegou às duas horas e só saiu à noite. 
Às vezes caminhava às pressas pela rua. 
As mulheres estão à beira de um ataque de nervos. 
À noite a temperatura é mais agradável. 
Observe que, se substituirmos o termo regido pelo artigo “a” por um 
correlato no masculino, obteremos a combinação “ao” (preposição “a” + 
artigo “o”). 
Exemplo: 
Chegou ao meio-dia e só saiu à noite. 
 
 
 
 
e. Expressões numéricas que indicam hora 
Na indicação de horário, utiliza-se o “a” craseado antes da expressão 
numérica. 
Exemplos: 
Sairemos às duas horas da tarde para a universidade. 
Ela foi para casa às três horas da manhã. 
 
f. Utilização facultativa: nome próprio feminino 
Quando o termo antecedente exigir preposição e vier seguido de um nome 
próprio feminino, você pode optar por usar a crase (fundir a preposição com 
um artigo antes do nome) ou não. 
Exemplo: 
Remeti os documentos à Rita. / Remeti os documentos a Rita. 
 
g. Uso facultativo: diante de pronomes possessivos femininos 
Diante de tais palavras, pode ou não ocorrer a crase, pois a presença do 
artigo “a” é facultativa antes de pronomes possessivos. 
 
Preencha as lacunas com a, à, as ou às: 
 
1. Restrição ao crédito causa temor empresários. 
 
2. O que se quer fazer é cabeça do povo. 
 
3. Fui praia e logo começou chover. 
 
4. Gosto de apreciar praças. 
 
5. Tivemos que assistir comemoração da Independência. 
 
6. Nunca assistimos tanta injustiça social. 
 
7. Contarei uma história você. 
 
8. Resta-nos última esperança. 
 
9. Fui Roma e Bahia. 
 
10. Ela não se dirige pessoas frente frente. 
 
11. Estive no garimpo procura de ouro. 
ATIVIDADE 3 – ATENDE AO OBJETIVO 3 
Exemplos: 
Obedeço a minha irmã. / Obedeço à minha irmã. 
Fez referência as suas colegas. / Fez referência às suas colegas. 
 
h. Uso facultativo: depois da preposição “até” 
Podemos, indiferentemente, usar a preposição “até” ou a locução 
prepositiva “até a”. 
Exemplo: 
Chegou até às raias da loucura. / Chegou até as raias da loucura. 
 
 
Conclusão 
Para escrever em conformidade com a norma culta da 
Língua Portuguesa, é preciso, também, saber acentuar 
corretamente as palavras. Isso é possível não só tendo 
conhecimento das regras de acentuação, mas, também, 
pela prática da leitura e da escrita, que ajudarão a adaptar 
o conhecimento. O “Acordo Ortográfico da Língua 
Portuguesa” que entrou em vigor no ano de 2009 não 
é a primeira e nem vai ser a última reforma no nosso modo de 
escrever. Neste sentido, para nos adaptarmos às mudanças da língua escrita 
(o modo de falar, como já vimos, continua o mesmo), é preciso conhecê-las e 
praticá-las para que nos habituemos com a nova grafia. 
 
 
RESUMINDO... 
 
 
Os acentos gráficos servem para indicar a pronúncia correta 
ou para diferenciar as palavras homônimas. 
• O Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa que entrou em 
vigor em janeiro de 2009 trouxe mudanças no alfabeto, no uso 
do hífen e na acentuação das palavras paroxítonas, além de 
abolir de vez o trema. 
• São acentuadas as oxítonas terminadas em “a(s)”, “e(s)”, 
“o(s)”, “em” e “ens”. 
• Acentuam-se as paroxítonas terminadas em “um”, “uns”, 
“r”, “x”, “n”, “l”, “ão(s)”, “ps” e também as que terminam em 
ditongos e as que formam hiato com a vogal anterior (exceto 
se forem seguidas pelas letras “l”, “m”, “n”, “r”, “z” ou “nh”). 
• Os ditongos abertos (ei, oi) das paroxítonas não devem ser 
acentuados. 
• Não se acentuam os hiatos “i” e “u” tônicos se vierem depois 
de ditongos. 
• Todas as proparoxítonas devem ser acentuadas. 
• Não se acentuam o “oo” e o “ee” das formas verbais. 
• 
A
 
 
• O acento agudo (´), ao ser colocado sobre as vogais, indica 
a sílaba tônica. Quando é colocado sobre as letras “e” e “o”, 
indica, além de tonicidade, timbre aberto. 
• O acento circunflexo é colocado sobre as letras “a”, “e” e “o” 
e indica, além da vogal tônica, um timbre fechado. 
• O til é colocado sobre as letras “a” e “o” e serve para indicar 
sonorização nasal. 
• O apóstrofo é um sinal em forma de vírgula (’) que é colocado 
acima da palavra e serve para indicar supressão de letra(s). 
• O hífen (-) é usado para ligar os elementos de palavras 
compostas e para unir pronomes átonos a verbos. A utilização 
desse sinal também foi modificada pelo acordo ortográfico de 
2009. 
• Utiliza-se o hífen em: palavras compostas em que o prefixo 
termina com uma vogal e o elemento seguinte começa com a 
mesma vogal ou com a letra “h”; nomes de espécies botânicas 
e zoológicas; nomes compostos de lugar que sejam iniciados 
por “Grão” ou que contenham verbos ou cujos termos sejam 
ligados por artigo. 
• Não se utiliza o hífen em: palavras compostas quando o 
prefixo termina em uma vogal e o elemento seguinte começa 
com uma vogal diferente; palavras compostas quando o 
prefixo termina em uma vogal e o elemento seguinte começa 
com umaconsoante; palavras compostas cuja noção de 
composição se perdeu; conjuntos de palavras que, juntas, 
criam uma outra palavra, com significado e função gramatical 
diferentes. E, ainda, caso o prefixo termine em vogal e o 
segundo elemento comece com “r” ou “s”, essas letras ficam 
dobradas na palavra que se formou. 
• O acento grave (crase) existe somente na Língua Portuguesa 
e serve para indicar a fusão de duas letras: “a” (preposição) + 
“a” (artigo definido feminino). 
e
 
 
Atividade 1 
 
Texto 1: 
“Em forma gasosa, o hidrogênio é o combustível perfeito. Ele pode ser 
extraído facilmente de uma fonte inesgotável (os oceanos), libera muita 
energia ao reagir com o oxigênio e não polui, pois o único resíduo da 
reação é a própria água. Seria perfeito se não fosse um detalhe. Não dá 
para usar em carros porque é difícil armazenar com segurança: ao menor 
contato com o ar ele explode.” (Revista Superinteressante, fev. 2000.) 
RESPOSTAS DAS ATIVIDADES 
 
 
 
Informação sobre a próxima aula 
Na próxima aula, abordaremos as principais dúvidas do dia a dia quanto à 
ortografia e à pronúncia das palavras em diferentes contextos. 
 
 
• O termo seguinte à crase sempre é uma palavra 
feminina. 
• A crase é utilizada: diante de nomes de lugar, desde que 
o termo antecedente exija a preposição “a” e o termo 
seguinte seja feminino e admita a utilização do artigo 
“a”; diante das palavras “casa” e “terra”, se tais palavras 
vierem especificadas por substantivos ou adjetivos; 
diante do pronome relativo “a(s) qual(is)” quando ele vier 
precedido pela preposição “a”; em expressões adverbiais, 
prepositivas e conjuntivas formadas por palavras 
femininas; em expressões numéricas que indicam hora. 
• Os casos de uso facultativo da crase são: antes de 
nome próprio feminino; diante de pronomes possessivos 
femininos; depois da preposição “até”. 
 
Texto 2: 
“Qual é, afinal, o sentido do novo acordo ortográfico? Sua importância 
é muito mais de ordem política que linguística. Até 2009, o português 
era a única língua ocidental com duas ortografias oficiais: a brasileira, 
usada no Brasil, e a portuguesa, usada no país europeu e nas ex- 
colônias africanas e asiáticas. Se um documento era redigido em 
Portugal com as charmosas consoantes lusas – usadas em palavras 
como ‘facto’ ou ‘amnistia’ –, chegava ao Brasil incorreto. E tinha que ser 
redigido novamente na grafia brasileira. Agora, tudo que for escrito em 
países onde se fala português poderá ser lido em todos os demais, sem 
necessidade de adaptação.” (Revista Época, 05 jan. 2009.) 
 
Atividade 2 
 
1. b. maiúscula, anti-inflamatório, herói, friíssimo 
2. c. dia a dia, mão de obra, mandachuva, antiaéreo 
 
Atividade 3 
 
1. Restrição ao crédito causa temor a empresários. 
2. O que se quer fazer é a cabeça do povo. 
3. Fui à praia e logo começou a chover. 
4. Gosto de apreciar as praças. 
5. Tivemos que assistir à comemoração da Independência. 
6. Nunca assistimos a tanta injustiça social. 
7. Contarei uma história a você. 
8. Resta-nos a última esperança. 
9. Fui a Roma e à Bahia. 
10. Ela não se dirige às pessoas frente a frente. 
11. Estive no garimpo à procura de ouro. 
Referências bibliográficas 
FARACO, Carlos Hemílio; MOURA, Francisco Marto. Língua e literatura. São 
Paulo: Ática, 1985. 
FAUSTICH, Enilde L. de J. Como ler, entender e escrever um texto. Petrópolis: 
Vozes, 1987. 
RODRIGUES, Araci dos Reis. O pequeno guia prático da nova ortografia. 
Revista Época. São Paulo, n. 555, p. 80-88, jan de 2009. 
TERRA, Ernani; NICOLA, José de. Português no mundo do trabalho. São 
Paulo: Scipione, 2004. 
 
Site consultado 
Novo Acordo Ortográfico. Disponível em <http://www.abril.com.br/reforma- 
ortografica/integra.shtml>, Acesso em: 14 de jan. de 2009. 
http://www.abril.com.br/reforma-
 UNIDADE 2 – Estrutura Textual :Leituraeconstrução de sentidos 
 
 
 
1- Texto, Contexto e Elementos 
Paratextuais 
 
Você já se perguntou o que é, de fato, um 
texto? Geralmente, entendemos o texto como 
um conjunto de frases, ou seja, algo que foi 
feito para ser lido. Mas a definição de texto 
não é tão simples quanto parece. 
 
Imagine, por exemplo, que você está lendo um 
livro e, de repente, encontra em uma página 
qualquer um papel com a palavra “madeira”. 
Ora, certamente você ficará intrigado ou 
simplesmente não dará importância a isso. 
 
Agora, vamos imaginar outra situação: você 
está no meio de uma floresta e ouve alguém 
gritar: “Madeira!”. Bem, se você pretende 
preservar sua vida, sua reação imediata é sair 
correndo. Isso acontece porque a situação em 
que você se encontra levou-o a interpretar o 
grito como um sinal de alerta. 
 
A partir desses exemplos simples, podemos 
chegar a algumas conclusões importantes: 
1º - os textos não são apenas escritos, eles 
também podem ser orais; 
2º - os textos não são simples amontoados de 
palavras ou frases, ou seja, eles precisam 
fazer sentido. 
 
Na segunda situação, uma única palavra foi 
capaz de transmitir uma mensagem 
de sentido completo, por isso ela pode ser 
considerada um texto. Mas o que leva um 
texto a fazer sentido? 
 
Existem elementos que nos ajudam a 
interpretar os textos que estão a nossa volta, 
mas para que se possa compreender bem um 
texto é necessário identificar o contexto 
(social, cultural, estético, político) no qual ele 
está inserido. 
 
O contexto pode ser explícito, quando é 
expresso por palavras (o texto em que se 
encontra a frase ou a frase em que se 
encontra a palavra), ou implícito, quando 
está embutido na situação em que o texto é 
produzido. Logo, a simples mudança de 
contexto faz com que a palavra “madeira” seja 
interpretada de maneiras diferentes. Na 
primeira situação, embora a palavra esteja 
dentro de um livro, ela está totalmente fora de 
contexto, por isso não produz sentido algum. 
 
Para deixar ainda mais claro, numa frase o que 
seria o contexto e qual importância dele. Observe 
o seguinte enunciado: 
 
“Que belo dia!” 
 
Sem se levar em conta o contexto, não se pode 
explicar o sentido desta frase. Poderia se imaginar 
que ela poderia se referir a um dia agradável, que 
a rotina flui sem imprevistos, ou poderia ter sido 
dita por alguém que ganhou na loteria. Não se 
sabe a que contexto se refere, se a um dia de sol 
após um período chuvoso ou se é um dia de chuva 
após meses de sol escaldante. Como não foi 
apresentada a situação em que esse enunciado foi 
proferido, há várias possibilidades de sentido 
nesta frase. 
 
Observe o texto abaixo retirado de um site de 
notícias: 
 
Por Bernardo Caram, 
G1, Brasília 11/12/2016 16h52 
Atualizado 12/12/2016 22h10 
 
“Delator da Odebrecht cita doações 
não declaradas a mais de 30 
políticos 
 
Em informações prestadas ao Ministério 
Público Federal (MPF) para a assinatura de 
acordo de delação premiada, o ex-diretor de 
relações institucionais da Odebrecht Cláudio 
Melo Filho apresentou valores repassados a 
políticos com a finalidade de obter vantagens 
para a empreiteira. 
 
O depoimento, que veio a público na sexta- 
feira (9), traz nomes, valores, circunstâncias e 
motivação dos repasses. Parte dos recursos 
foi paga por meio de doações eleitorais 
oficiais, mas também há registro de propina e 
de caixa 2. 
 
Em alguns casos, como o dos senadores 
Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros 
(PMDB-AL), o dinheiro era entregue a uma 
pessoa, mas serviria para abastecer um grupo 
dentro do partido. Em outros casos, não é 
possível identificar se a doação foi oficial. 
 
Cláudio atuava na relação da Odebrecht com 
o Congresso Nacional. Segundo ele, alguns 
pagamentos eram feitos para garantir a 
aprovação de projetos de interesse da 
empreiteira. ” 
Para compreendermos melhor sobre a 
informação retratada no texto é necessário 
que estejamos atentos a situação política do 
nosso país. 
 
Conhecimento de mundoAo longo de sua vida, o leitor adquire 
conhecimentos utilizados durante a leitura dos 
 
textos. O leitor constrói o sentido do texto 
quando articula diferentes níveis de 
conhecimento, entre eles o conhecimento de 
mundo. Esse tipo de conhecimento costuma 
ser adquirido informalmente, através de 
nossas experiências pessoais e convívio em 
sociedade. Ativar seu conhecimento de 
mundo no momento certo pode ser útil tanto 
para salvar sua vida no meio da floresta ou 
para resolver questões do ENEM. 
 
Agora observe a seguinte imagem: 
 
 
O texto é uma propaganda de um adoçante 
que tem o seguinte mote: “Mude sua 
embalagem”. A propaganda utiliza recursos 
“verbais” e “não verbais”. Os recursos verbais 
referem-se à palavra “açúcar”, escrita no saco, 
e ao slogan “mude sua embalagem”. O 
conteúdo verbal da propaganda é reforçado 
pela parte não verbal, ou seja, a imagem do 
saco de açúcar semelhante a uma barriga 
gorda, que contrasta com a imagem do 
adoçante no canto inferior, bem fininho. 
Textos verbais e visuais 
 
Até aqui, vimos que os textos podem ser orais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1 - Figura 1- Disponível em: http://www.ccsp.com.br. 
Acesso em: 27 jul. 2010 (adaptado). (Foto: Reprodução/Enem) 
http://www.ccsp.com.br/
 
 
ou escritos. Mas essa noção precisa ser 
ampliada, pois há textos que não contam com 
o auxílio da palavra, seja ela escrita ou oral. É 
o caso, por exemplo, da fotografia e da 
pintura. Dizemos, então, que há textos verbais 
e visuais. Há ainda textos que utilizam os dois 
recursos, como no exemplo anterior, assim 
também como os filmes, que usam imagens, 
diálogos e legendas. 
Então, chegamos a conceito de texto mais 
ampliado e consistente: todo enunciado que 
faz sentido para um determinado grupo em 
uma determinada situação. No ENEM, essa 
noção mais moderna de texto é a que vale. 
 
Em resumo temos que: 
 
Texto: Tomando como definição de texto a de 
Costa Val (1999:3), para quem “texto é uma 
ocorrência linguística, falada ou escrita, de 
qualquer extensão, dotado de unidades sócio 
comunicativa semântica e formal”. 
 
Contexto: O contexto situacional é formado por 
informações que estão fora do texto, sejam elas 
históricas, geográficas, sociológicas, literárias. Ele 
é essencial para uma leitura mais eficaz, 
aproximando o interlocutor/leitor do sentido que o 
locutor/escritor quis imprimir ao texto. 
 
Além do texto e do contexto temos ainda o 
Elementos paratextuais. A sabedoria 
popular diz que não devemos “julgar um livro 
pela capa”. Isso acontece porque muitas 
vezes a capa de um livro acaba despertando 
ou não nosso interesse pelo texto. Porém, 
quando abrimos um livro, podemos nos 
deparar com outros elementos, como 
contracapa, biografia do autor, prefácio, 
dedicatória, índice, notas de rodapé, citações, 
posfácio e ilustrações. Esses elementos que 
margeiam o texto são chamados de 
elementos paratextuais. 
Portanto, paratextos são elementos que estão 
para além do texto, ou seja, informações que 
 
acompanham uma obra. Como podem 
motivar a aquisição e a leitura livros, os 
elementos paratextuais são muito 
privilegiados pela indústria editorial. 
 
De todos os elementos paratextuais, o mais 
importante é o título, pois funciona como uma 
espécie de “slogan” do texto, ou seja, algo que 
faça com que o leitor “compre” suas ideias. Alguns 
especialistas já chegaram a sugerir que o título 
não é relevante para a leitura de um texto, mas 
não é bem assim. Um título adequado pode 
direcionar a compreensão do texto, ajudando o 
leitor a criar expectativas de leitura. 
 
Em alguns casos, o título fornece pistas 
importantes para que o leitor levante hipóteses 
sobre o que vai ler. Por exemplo, diante de um 
título como “Conheça as angiospermas”, o leitor 
espera ler um texto que trará explicações sobre as 
angiospermas, seus tipos e exemplares na 
natureza. Com a ajuda de outros elementos 
paratextuais, como a ilustração de uma flor, o leitor 
poderá imaginar que se trata de plantas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A partir do título desses livros é possível 
especular qual será o enredo da história. 
Sobre o título “A culpa é das estrelas” de John 
Green, é possível imaginar que se trata de 
uma história romântica já que o título parece 
fazer alusão a expressão “escrito nas 
estrelas”, já o segundo título “ Para todos os 
 
 
amores errados” de Clarissa Corrêa, podemos 
interpretar que a história apesar de uma 
história romântica vai tratar mais 
especificamente de desilusões amorosas. 
Todos esses apontamentos são apenas 
suposições feitas a partir do título 
2- Definições e concepções 
de leitura: as essências 
O tema Leitura 
Segundo Orlandi (2000:7), o termo 
leitura é polissêmico, isto é, permiti distinguir 
vários sentidos. Podemos entendê-lo, em sua 
acepção mais ampla, como atribuição de 
sentidos, tanto em relação à linguagem 
escrita como em relação à linguagem oral. 
Qualquer expressão linguística, de qualquer 
natureza, permite uma leitura. 
Leitura também pode significar 
concepção, e é nesse sentido que o termo é 
usado quando falamos em leitura de mundo, 
isto é, quando usamos a palavra leitura para 
refletir o conhecimento de cada leitor, 
considerando-se ou não sua escolaridade. 
No sentido acadêmico – mais restrito -, 
leitura pode significar a construção das bases 
teóricas metodológicas que permitem chegar 
a um texto: são várias as leituras de Rubem 
Alves, ou de um texto de Paulo Freire. 
Em um sentido ainda mais específico, o 
termo leitura pode ser entendido como estrita 
aprendizagem formal, quando se vincula 
leitura e alfabetização. 
Uma reflexão mais aprofundada sobre 
leitura nos permite concluir que o leitor 
precisa recorrer a estratégias que lhe 
permitam alcançar o sentido do texto. Além 
disso, devemos lembrar que há diferentes 
modos de leitura, em relação direta com a vida 
intelectual do leitor, isto é, com sua maneira 
de estabelecer os sentidos daquilo que lê. 
 
Leitura e sentido 
As palavras significam o que o grupo social 
convencionou que elas devem significar, mas 
a comunicação exige muito mais que apenas 
usar e aceitar passivamente significados 
preestabelecidos. 
Ler, então, é mais que decifrar: ler é ser 
capaz de atribuir um significado ao texto, 
partindo do próprio texto, de modo que cada 
leitor consiga relacioná-lo a todos outros 
textos significativos, seja capaz de reconhecer 
o tipo de leitura que o autor pretendia, e 
possa, depois, dono da própria vontade, 
entregar-se à leitura ou rejeitá-la. 
Para que tudo isso aconteça, é preciso 
que autor e leitor interajam ao longo de um 
texto. Ao autor cabe delinear o caminho 
percorrido durante a produção do texto, 
direcionando o efeito de sentido desejado e a 
intenção comunicativa pretendida; ao leitor 
compete ler, reler, analisar, comparar, fazer 
inferências, ativar conhecimentos. 
Todo leitor, ao ler um texto, deve 
participar da produção de leitura desse texto. 
Para isso, deve construir, através do que 
passaremos a chamar de pistas textuais que 
o próprio texto fornece, um sentido para ele (o 
texto) – mas somente o sentido que o próprio 
texto autorizar. Procurar essas pistas faz parte 
do processo de leitura, porque é a partir delas 
que o autor formula e reformula hipóteses, 
aceita ou rejeita conclusões. 
Agora, pedimos que você coloque em 
ordem, numerando de 1 a 4, as diferentes etapas 
de participação do leitor na produção de leitura de 
um texto. 
( ) construção de sentido autorizado pelo texto 
( ) identificação de pistas textuais 
( ) aceitação ou rejeição de conclusões 
( ) formulação e reformulação de hipóteses 
 
Esperamos que Você tenha respondido que o 
leitor procura, em primeiro lugar, pistas textuais; 
em seguida, constrói, por meio dessas peitas, um 
sentido autorizado pelo próprio texto; depois, deposse dessas pistas, formula e reformula 
hipóteses, para, finalmente, aceitar ou rejeitar 
conclusões. 
Conhecimento Linguístico E 
Conhecimento De Mundo 
 
Como podemos deduzir das palavras de 
Paulo Freire, há uma íntima relação entre 
linguagem e realidade, que passamos a chamar 
de conhecimento linguístico e de 
conhecimento de mundo. A precedência a que 
ele se refere localiza-se, sobretudo, no momento 
da alfabetização. 
Criança ou adulto nessa situação já 
acumularam muito conhecimento sobre a 
realidade que os cerca e muito pouco 
conhecimento específico sobre a linguagem. 
Realizada a aprendizagem da leitura, mais e mais, 
a cada ato de ler, ocorrerá sempre a utilização, 
pelo leitor, dos já referidos conhecimentos. 
Por exemplo: quando lemos o parágrafo 
acima destacado, pomos em prática nosso 
conhecimento sobre Paulo Freire, suas 
concepções sobre alfabetização, os momentos 
políticos brasileiros por ele vividos e, 
principalmente, o fato de que estava proferindo 
uma conferência em um Congresso sobre leitura, 
mas também ativamos o conhecimento linguístico 
sobre morfologia, sintaxe e semântica recebidas 
da escola ao longo de nossa formação: 
Esses conhecimentos nos permitem 
reconhecer as palavras por ele usadas, a ordem 
sintática preferencialmente direta e os significados 
que essas palavras e essa organização nos 
possibilitam. Eis a operacionalização, no ato de 
ler, dos dois conhecimentos necessários: o de 
mundo e o linguístico. 
 
Você deverá fazer uso do seu 
conhecimento linguístico e do seu conhecimento 
de mundo para resolver as questões propostas a 
seguir, com base na leitura do texto abaixo. 
 
 
 
a).Agora, liste o conhecimento de mundo e 
conhecimento linguístico que Você ativou para 
compreender a mensagem veiculada no texto. 
 
Conhecimentos de mundo 
 
 
 
Conhecimentos linguísticos: 
 
 
 
 
b).Explicite os sentidos que o autor dos texto quis 
evidenciar. 
 
 
 
 
 
 
Estamos convictos de que você conseguiu 
desenvolver as atividades solicitadas em a e b, 
pois certamente interpretou o termo Nokia como o 
nome de uma marca de aparelho telefônico celular 
e percebeu o duplo sentido intencional no termo 
fala e no termo nele. 
Esses conhecimentos o levaram a 
compreender que o autor da frase quis evidenciar 
dois sentidos: o de que todos usam o aparelho e 
o de que todos comentam sobre ele. 
 
Informações implícitas 
 
Muitos candidatos ao ENEM se perguntam 
como melhorar sua capacidade de 
interpretação dos textos. Primeiramente, é 
preciso ter em mente que um texto é formado 
por informações explícitas e implícitas. As 
informações explícitas são aquelas 
manifestadas pelo autor no próprio texto. As 
informações implícitas não são manifestadas 
pelo autor no texto, mas podem ser 
subentendidas. Muitas vezes, para NOKIA 
 
O mundo todo só fala nele. 
 
 
efetuarmos uma leitura eficiente, é preciso ir 
além do que foi dito, ou seja, ler nas 
entrelinhas. 
A partir de elementos presentes no texto, é 
possível ao leitor recuperar as informações 
implícitas, para que possa, efetivamente, chegar 
a produção de sentido. Por isso, o leitor precisa 
estabelecer relações dos mais diversos tipos do 
texto e o contexto, de forma a interpretar 
adequadamente o enunciado. 
 
Por exemplo, observe este enunciado: 
 
- Patrícia parou de tomar refrigerante. 
 
A informação explícita é “Patrícia parou de 
tomar refrigerante”. A informação implícita é 
“Patrícia tomava refrigerante antes”. 
 
Agora, veja este outro exemplo: 
 
-Felizmente, Patrícia parou de tomar 
refrigerante. 
 
A informação explícita é “Patrícia parou de 
tomar refrigerante”. A palavra “felizmente” 
indica que o falante tem uma opinião positiva 
sobre o fato – essa é a informação implícita. 
 
Com esses exemplos, mostramos como 
podemos inferir informações a partir de um 
texto. Fazer uma inferência significa concluir 
alguma coisa a partir de outra já conhecida. 
Nos vestibulares, fazer inferências é uma 
habilidade fundamental para a interpretação 
adequada dos textos e dos enunciados. 
 
A seguir, veremos dois tipos de informações 
que podem ser inferidas: as pressupostas e 
as subentendidas. 
 
Pressupostos 
 
Uma informação é considerada pressuposta 
quando um enunciado depende dela para 
fazer sentido. 
 
Considere, por exemplo, a seguinte pergunta: 
“Quando Patrícia voltará para casa?”. Esse 
enunciado só faz sentido se considerarmos 
que Patrícia saiu de casa, ao menos 
temporariamente – essa é a informação 
pressuposta. Caso Patrícia se encontre em 
casa, o pressuposto não é válido, o que torna 
o enunciado sem sentido. 
 
Repare que as informações pressupostas 
estão marcadas através de palavras e 
expressões presentes no próprio enunciado e 
resultam de um raciocínio lógico. Portanto, no 
enunciado “Patrícia ainda não voltou para 
casa”, a palavra “ainda” indica que a volta de 
Patrícia para casa é dada como certa pelo 
falante. 
 
Subentendidos 
 
Ao contrário das informações pressupostas, 
as informações subentendidas não são 
marcadas no próprio enunciado, são apenas 
sugeridas, ou seja, podem ser entendidas 
como insinuações. 
O uso de subentendidos faz com que o 
enunciador se esconda atrás de uma 
afirmação, pois não quer se comprometer com 
ela. Por isso, dizemos que os subentendidos 
são de responsabilidade do receptor, 
enquanto os pressupostos são partilhados por 
enunciadores e receptores. 
Em nosso cotidiano, somos cercados por 
informações subentendidas. A publicidade, 
por exemplo, parte de hábitos e pensamentos 
da sociedade para criar subentendidos. Já a 
piada é um gênero textual cuja interpretação 
depende a quebra de subentendidos. 
Observemos como isso é verdadeiro e deve 
acontecer em todos os atos de leitura, dos mais 
 
 
simples aos mais complexos. Considere a 
manchete do Caderno de Esporte do jornal O 
Liberal, de 24.08.2003. 
 
 
PAPÃO PROCURA O CAMINHO DA VITÓRIA 
 
 
 
Essa manchete esportiva, uma simples e 
curta frase declarativa, interpretada 
adequadamente, desencadeia uma série de 
relações entre ela e o leitor, a partir de uma 
informação explícita de que alguém, no caso, um 
clube de futebol, procura uma forma de vencer. 
Estabelecidas essas relações, o leitor encontra 
outros sentidos além do que foi explicitado. 
 
A primeira dessas relações, que se 
estabelece entre texto e contexto, leva à 
compreensão de que, para vencer, é preciso uma 
tática de jogo, uma estratégia, sentido latente na 
metáfora caminho da vitória. 
 
A segunda, linguística por natureza, requer 
que o leitor reconheça o valor do artigo definido o: 
ele permite entender que o caminho existe, que é 
um preciso e determinado caminho, que só ele 
conduzirá à vitória. 
 
A terceira, ainda no âmbito da linguagem, 
está centrada no significado de procura. Quem 
procura é porque perdeu ou porque nunca teve. 
No caso do clube paraense ele conhecia bem o 
caminho da vitória, porém, no dia em que a 
manchete foi produzida, não conhecia mais. 
 
A quarta novamente uma relação entre 
texto e contexto, cumplicidade entre autor e leitor, 
indica que o clube já não vencia há algum tempo. 
 
Finalmente a quinta relação por meio da 
qual o autor também busca a adesão do leitor, 
descortina a crítica ao clube que vinha vencendo 
seguidamente, enchia a sua torcida de orgulho e 
parara de vencer. Uma sutil ironia sem dúvida. 
 
Um ouvinte/leitor eficiente precisa 
captar não apenas as informações explícitas 
(postas, dadas, expressas), como também as 
que estão implícitas, pois, se ele não tiver 
essa habilidade, passará por cima de 
significados importantes, ou – o que é mais 
grave – concordará com ideias ou ponto de 
vista que talvez rejeitasse se os percebesse. 
 
Por que utilizamos sentidos implícitos? 
 
Em todo grupo social, há um conjunto de tabu 
linguísticos. Isso não significa apenas a 
existência de palavrasque, em certas 
circunstancias, não podem ou não devem ser 
pronunciadas (os palavrões, por exemplo), 
mas também a de temas proibidos e 
protegidos por uma espécie de “lei do 
silêncio”. Um ditado popular traduz 
plenamente essa restrição: “não se fala em 
corda em casa de enforcado”. 
Esses tabus linguísticos também se fazem 
presente em relação a determinada 
informações que uma pessoa não pode ou 
não deve dar, não porque elas sejam 
proibidas, mas porque o ato de expressá-las 
constituiria uma atitude repreensível ou 
comprometedora. 
Além dos tabus linguísticos um outro 
motivo para o uso de sentidos implícitos é que toda 
declaração explícita pode tornar-se temas de 
discussões. O que é dito pode ser contradito, de 
modo que não se poderia anunciar uma opinião ou 
um desejo sem, ao mesmo tempo, expô-lo às 
eventuais objeções dos interlocutores. Julgue v 
você mesmo: no dia 01.02.2003, um deputado 
federal reeleito em resposta ao repórter do Jornal 
Nacional, que referia aos erros desse parlamentar 
no mandato anterior, respondeu: “a gente não 
comete os mesmos erros, porque há tantos erros 
novos para serem cometidos...”. Como Você 
observou o parlamentar admite que continuará 
errando apenas não pretende repetir erros já 
cometidos, o que é muito grave, porque o repórter 
se referia a erros prejudiciais ao povo que o 
elegeu. 
 
 
Quando se lê, considera-se não apenas o que 
está dito, mas também o que está implícito, isto é, 
aquilo que não está dito, mas que também 
significando. E o que não está dito pode ser de 
várias naturezas: 
a) O que não está dito, mas que de certa 
forma, sustenta o que está dito; 
b) O que está suposto para que se entenda o 
que está dito; 
c) O sentido que se opõe àquilo que está dito; 
d) Outras maneiras de se dizer o que se 
disse. 
 
Em época de forte repressão, a livre 
manifestação do pensamento, o direto de 
contestar e de se denunciar se materializam por 
meio de sentidos implícitos. Foi o que aconteceu 
no período da ditadura militar no Brasil. 
 
Atento a isso, leia o excerto abaixo, do poema- 
canção de Chico Buarque, datado de 1984, para 
aprofundar seu conhecimento sobre sentidos 
implícitos. 
 
(...) Num tempo 
Página triste da nossa história 
Passagem desbotada na 
memória 
Das nossas novas gerações 
Dormia 
A nossa pátria-mãe tão 
distraída 
Sem perceber que era 
subtraída 
Em tenebrosas transações. 
(...) 
 
Recupere dois sentidos implícitos: 
 
(a) 
 
 
 
 
Esperamos que você tenha percebido que 
os quatro primeiros versos significam o período 
da ditadura militar, entre 1964 e o limiar da década 
de 80 do século XX, e que os quatro últimos 
denunciam a intensa corrupção ocorrida no 
referido período. 
 
Por isso, tem sido cada vez mais frequente o 
cuidado de “medirmos as palavras”, para 
evitarmos os perigos que advêm dos sentidos 
literais ou explícitos da língua. O recurso que 
se tem mostrado mais frequente e eficaz 
parece ser simplesmente o uso dos sentidos 
implícitos, que conseguem expressar aquilo 
que queremos dizer, mas sem que corramos 
o risco de ser responsabilizados por aquilo 
que dizemos. 
Não é por acaso que, muitas vezes, pessoas 
de destaque no grupo social, ao falarem, o 
fazem de forma tão opaca e incompreensível 
que seu discurso acarreta lacunas no 
entendimento de seus interlocutores. 
 
3- Condições De 
Textualidade 
Para que uma sequência de enunciados seja 
reconhecida como texto, é preciso que ela 
forme um todo significativo, nas 
circunstancias de uso em que os enunciados 
ocorrem. É sobre as condições de 
textualidade, ou seja, aquelas que permitem 
que você avalie a qualidade do que lê e do que 
escreve. 
A primeira dessas condições é alcançada com 
a coerência, isto é, o fator responsável pela 
unidade de sentido; a segunda é a coesão, 
que permite a harmoniosa articulação entre os 
diferentes constituintes do texto. 
 
(b) 
 
Textualidade 
 
 
Chama-se textualidade ou tecitura ao 
conjunto de propriedades que qualquer 
manifestação linguística deve possuir para 
que não seja apenas uma simples sequência 
de palavras ou frases. 
Contemplamos dois, dentre os fatores 
responsável pela textualidade de qualquer 
discurso, juntamente os que envolvem os 
componentes conceitual e linguístico. 
 
Componentes conceitual e linguístico 
 
Um texto deve apresentar um conjunto 
de propriedades decorrentes da relação entre 
as partes que o compõem, de tal modo que, 
ao final, essa relação resulte em uma unidade 
de sentido e estabeleça uma ligação – nem 
sempre aparente – entre essas partes. No 
primeiro caso, manifesta-se a coerência; no 
segundo a coesão. 
 
Coerência 
A coerência ou conectividade 
conceitual é a interdependência semântica 
entre os elementos constituintes de um texto, 
isto é, a relação entre as partes desse texto e 
que resulta em unidade de sentido. A 
coerência decorre da continuidade do sentido, 
do compromisso entre as partes que formam 
a macroestrutura (estrutura semântica global 
do texto) e está ligada à compreensão, 
possibilidade de Interpretação do que 
dizemos, escrevemos, ouvimos ou lemos. 
Para que a coerência se realize, há três 
propriedades fundamentais – continuidade ou 
repetição, não-contradição e progressão – 
que serão desenvolvidas a seguir. 
A relação entre o texto e o contexto, 
entendido este como a unidade maior em que 
a unidade menor está inserida, é relevante 
para a depressão das relações do sentido que 
compõem a globalidade do texto. Elas devem 
obedecer a condições cognitivas gerais, 
satisfazendo às relações lógico-semânticas 
 
entre estados e coisas, como por exemplo, 
relações de ordenação temporal, relações de 
casualidade – entre outras. Essas relações 
podem se manifestar pelo vocabulário, pela 
combinação dos tempos verbais, pela ordem 
de apresentação de conteúdo, pela 
adequação dos campos semânticos. 
No texto abaixo, queremos mostrar-lhe 
como se constrói o sentido de um texto a partir 
de uma ideia-chave. Acompanhe com atenção 
e, ao final, você constatará que, num texto, 
tudo significa. 
Dentro do planalto: Fome de reforma 
“João Pedro Stédile está afinado com o 
governo petista. Na semana passada, o líder 
do MST andou pelos corredores do Planalto 
como se fosse um velho conhecido do austero 
prédio. Jotapê tenta convencer o governo de 
que R$ 1 bilhão, previsto no Orçamento para 
o Incra, é pouco para tocar a reforma agrária. 
Quer abocanhar parte do capital internacional 
destinado ao projeto Fome Zero. Reforma 
agrária, diz, é a maneira mais eficaz de 
combate à fome.” ( Época – 03.02.2003 – p. 
8) 
Observe que, nesse texto, há uma 
idéia-chave: João Pedro Stédile. Essa idéia- 
chave, embora não esteja expressa no título 
nem no subtítulo, é uma espécie de “primeiro 
ponto” para o ato de “tecer o texto”. Ela se 
repete, quer representar por vocábulos 
diferentes (João Pedro Stédile / o líder do 
MST / um velho conhecido / jotapê), quer 
representada pelo apagamento do vocábulo 
que a poderia expressar. 
Essa mesma ideia-chave é 
responsável pelas formas verbais em 3ª 
pessoa do singular (está afinado/ andou/ 
fosse/ tentar convencer/ quer/ diz). Além 
disso, o seu conhecimento prévio permite que 
você identifique a relação de afinidade entre 
João Pedro Stédile e governo petista, assim 
como entre João Pedro Stédile / governo 
petista e entre corredores do Planalto / 
 
 
austero prédio / o governo / fome zero 
/combate à fome. 
A coerência conceitual – 
macroestrutura ou estrutura semântica – é um 
dos requisitos fundamentais para construção 
de qualquer texto, quer ele seja literário, 
jornalístico, científico, jurídico, acadêmico, 
quer seja uma conversão espontânea. 
Coesão 
 
A coesão pode ser entendida como o 
modo pelo qual frases ou partes delas se 
combinam para assegurar o desenvolvimento 
textual, ou seja, é o modocomo as palavras 
estão ligadas entre si, dentro de uma 
sequência, a fim de criar uma relação 
semântica entre um elemento do texto e outro 
elemento que é fundamental para sua 
interpretação. 
 
A coesão – isto é, a articulação – será 
eficaz quando estabelecer não apenas a 
ligação de uma ideia a outra, mas também que 
tipo de relação específica se institui a partir 
desse recurso. A coesão é marcada 
linguisticamente quando, para isso, 
empregamos nomes, conjunções, 
pronomes relativos, preposições, 
advérbios, locuções adverbiais, elementos 
de transição adequados. 
 
Não há dúvida de que a coesão 
marcada por elementos linguísticos contribui 
para conferir coerência ao texto. Tais 
elementos, no entanto, não são nem 
suficientes nem imprescindíveis para garanti- 
la. É perfeitamente possível haver textos 
coerentes que não apresentam elementos 
coesivos, como no parágrafo a seguir, 
extraído de uma reportagem sobre Di 
Cavalcanti. 
 
“Nas vacas magras, ia de cerveja a 
cachaça. Nunca bêbado. Tinha um poder 
 
enorme sobre o copo. Bebia, depois 
deitava, lia, relaxava..” (Veja – julho/1997) 
 
 
As quatro orações do período estão 
separadas por ponto. Embora não haja 
conectores gramaticais explícitos, é fácil 
perceber de que modo essas orações se 
combinam para formar uma sequência, pois é 
fácil recuperar os elementos coesivos que não 
foram expressos. Nada impediria que o autor 
da matéria tivesse escrito o texto assim: 
 
Nas vacas magras, ia de cerveja a 
cachaça, porém nunca ficava bêbado, pois 
tinha um poder enorme sobre o corpo, isto 
é, bebia, depois deitava, lia e relaxava… 
A coesão pode ser estabelecida por 
elementos que fazem o texto progredir a partir 
da conexão por eles operacionalizada. Esses 
conectores estabelecem uma relação 
semântica de acordo com o sentido que 
expressam. 
É pela coesão que se estabelece o 
nexo entre as partes de um texto. As relações 
coesivas realizam-se por meio de um léxico 
da língua e suas marcas são fixadas 
principalmente por elementos da natureza 
gramatical (pronomes, conjunções, 
preposições, formas verbais), elementos da 
natureza lexical (sinônimos, antônimos, 
repetições) e por mecanismos sintáticos 
(subordinação, coordenação, ordenação dos 
vocábulos, das orações). A coesão, como 
elemento responsável pela textualidade, diz 
respeito a todos os processos de 
referenciarão ou segmentação que 
asseguram ou tornam recuperável uma 
ligação linguística significativa entre os 
elementos que ocorrem na superfície textual. 
 
4- Intertextualidade 
Assunto comum no Enem, a intertextualidade 
acontece quando um texto retoma uma parte 
ou a totalidade de outro texto – o texto fonte. 
Geralmente, os textos fontes são aqueles 
considerados fundamentais em uma 
determinada cultura. No exemplo dado, 
compositores brasileiros contemporâneos 
retomam um dos textos mais reverenciados 
da literatura portuguesa. 
 
Nos anos 90, Pedro Luis e Fernanda Abreu 
lançaram a canção “Tudo vale a pena”, cujo 
refrão diz o seguinte: “Tudo vale a pena, sua 
alma não é pequena”. O mote, na verdade, faz 
referência ao famoso poema “Mar português” 
(1934), do poeta Fernando Pessoa: 
 
Valeu a pena? Tudo vale a pena 
Se a alma não é pequena. 
Quem quer passar além do Bojador 
Tem que passar além da dor. 
Deus ao mar o perigo e o abismo deu, 
Mas nele é que espelhou o céu. 
 
Como podemos ver, temos dois textos que, 
apesar de distantes no tempo e no espaço, 
dialogam entre si. A intertextualidade é 
exatamente essa relação, uma forma de 
diálogo entre dois ou mais textos. 
 
É importante considerar que a 
intertextualidade pode ocorrer entre textos de 
mesma natureza ou de naturezas 
diferentes. Como é um conceito amplo e 
passível de classificações, a intertextualidade 
pode ser classificada em dois tipos principais: 
intertextualidade explícita e intertextualidade 
implícita. 
 
Na intertextualidade explícita ocorre a 
citação da fonte do intertexto, encontrada 
principalmente nas citações, nos resumos, 
 
resenhas e traduções, além de estar presente 
também em diversos anúncios publicitários. 
Nesse caso, dizemos que a intertextualidade 
se localiza na superfície do texto, pois alguns 
elementos nos são fornecidos para que 
identifiquemos o texto fonte. Observe um 
exemplo: 
 
 
A intertextualidade, quando explícita, fornece 
ao leitor diversos elementos que o remetem 
ao texto fonte 
 
No anúncio publicitário utilizado no exemplo, 
há uma forte referência ao texto fonte, 
facilmente identificada pelo leitor através dos 
elementos fornecidos pela linguagem verbal e 
pela linguagem não verbal. A composição do 
anúncio nos transporta imediatamente para o 
filme “Tropa de Elite”, do cineasta José 
Padilha, e isso só é possível em razão do forte 
apelo popular da produção, que ganhou 
grande projeção em nossa sociedade. 
 
Já a intertextualidade implícita ocorre de 
maneira diferente, pois não há citação expressa 
da fonte, fazendo com que o leitor busque na 
memória os sentidos do texto. Geralmente está 
inserida nos textos do tipo paródia ou do tipo 
paráfrase, ganhando espaço também na 
publicidade. Observe o exemplo: 
 
 
 
No anúncio há um elemento verbal que permite a 
retomada do texto fonte, mas essa inferência 
depende de um conhecimento prévio do leitor: se 
ele não souber que há uma referência à música 
“Mania de você”, da cantora Rita Lee, 
provavelmente o texto não será compreendido em 
sua totalidade. 
Portanto, a intertextualidade é um elemento muito 
importante para a constituição de sentidos do 
texto, colaborando em muito para a coerência 
textual ao reforçar a ideia de que a competência 
linguística não depende apenas do conhecimento 
do código linguístico, mas também do 
conhecimento das relações intertextuais. 
 
 
A seguir, veremos vários exemplos de 
intertextualidade, seja em forma de citação, 
paródia ou paráfrase. 
 
Citação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esse procedimento intertextual acontece 
quando um texto reproduz outro texto ou parte 
dele. Para sinalizar que houve a reprodução 
 
de outro texto, são utilizados alguns 
marcadores, como as aspas. Dessa forma, o 
texto deixa claro que o trecho ou o texto citado 
foi tirado de outra fonte, como no exemplo. 
 
A compreensão adequada de um intertexto 
depende, naturalmente, do conhecimento do 
texto fonte. Vejamos o outro exemplo abaixo. 
 
Figura 2- Propaganda Chevrolet (Foto: Reprodução) 
No exemplo dado, a propaganda buscou 
inspiração no texto bíblico "Do pó vieste e ao 
pó voltarás", marcando sua reprodução por 
meio de aspas. 
 
Paródia 
 
A paródia consiste em uma subversão ao 
texto fonte, recriando-o de maneira satírica ou 
crítica. Dizendo de outra maneira, a paródia 
ironiza o texto original e inverte seu sentido. 
“Canção do exílio” (1847) é um dos textos 
mais parodiados da cultura brasileira, 
exercendo sua influência por várias 
gerações. 
UNIDADE 3 – Documentosformais: ofício, memorando, requerimento, 
mensagem de e-mail, relatóriotécnico, curriculumvitae 
 
INTRODUÇÃO: 
 
A linguagem documental formal é comumente utilizada pela comunicação organizacional e 
constitui um dos elementos auxiliares em tomada de decisão, registro e coordenação sistemática 
de atividades, construção da realidade, identidade e planejamento das organizações. 
Percebendo a importância desse instrumento, também, no eixo das atividades de entidades 
comunitárias sem fins lucrativos, decidi, voluntariamente, elaborar este Manual de Elaboração de 
Documentos por algumas razões, em especial: 
1- Possibilitar o desenvolvimento de habilidades, em escrita, para a construção da história, 
garantia de direitos e deveres, institucionalização e exercício de papel político na sociedade; 
2 – Facilitar a captação de recursos e formação de parcerias das organizações, devido às 
exigências formais de financiadores e parceirosgovernamentais e não governamentais; 
3 – Aproximar os conhecimentos do Secretariado às comunidades de práticas sociais, na 
tentativa de disseminar técnicas e ferramentas de assessoria, não somente em ambientes 
organizacionais economicamente favorecidos, como também em organizações de caráter e 
formação social e política. Para que haja transformações, o conhecimento deve agregar e servir 
à maioria socialmente excluída. 
Esse tipo de redação apresenta algumas peculiaridades em sua estrutura e estilo. Isso porque 
geralmente tratam-se de documentos oficiais de correspondência que possuem uma finalidade, 
seja informar, solicitar, registrar, esclarecer, dentre outros. 
A redação técnica é um texto redigido de maneira mais elaborada e formal. Ela difere das 
redações literárias, pois são objetivas e imparciais, além do que utilizam a linguagem denotativa. 
Já nas redações literárias, predominam a subjetividade e a linguagem conotativa. 
Por isso, nas redações técnicas é utilizada a linguagem formal, objetiva, e segue as regras da 
norma cultapadrão. 
Ela abriga modalidades de textos que cotidianamente nos deparamos, por exemplo, a ata de uma 
reunião, ocurrículo, o relatório, o atestado, dentre outros. 
As redações técnicas são muito utilizadas no meio acadêmico, profissional, comercial e empresarial. 
VAMOS CONHECER ALGUNS DESSES! 
4 
 
 
 
 
1.0) ATA 
 
O QUE É? 
Ata é um documento usado para relatar todas os acontecimentos, discussões, 
propostas, votaçõese decisões ocorridas numa sessão, reunião, assembléia, congresso, 
evento, etc... 
 
COMO FAZER? 
❖ A ata deve ser redigida em linguagem corrente, sem parágrafos, a fim de 
impedir aintrodução de modificações e alterações indevidas; 
❖ Não deve apresentar rasuras nem emendas; 
❖ Nos casos de erro ou esquecimento de algo importante no momento em que 
você estiverescrevendo-a, basta escrever a palavra digo seguida da forma 
correta; 
Ex: ....e foram traídos, digo, trazidos para a assembléia.... 
❖ Quando as falhas e erros só forem percebidas após a redação da ata, você 
deve utilizar aexpressão em tempo, seguida da correção; 
Ex: Em tempo: na décima sétima linha desta ata, onde lê-se “foram 
escolhidos osrepresentantes”, leia -se “foram escolhidos 2 (dois) representantes”. 
❖ É melhor que os números sejam escritos por extenso em parênteses , para 
que não 
ocorram dúvidas ou falsificações; 
Ex: sortearam-se 3 (três) vagas no curso de capacitação. 
❖ No caso de importância em dinheiro, é necessário escrever assim: 
Ex: R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) 
❖ Não devemos usar abreviaturas; 
Ex: SSA. para dizer Salvador. 
❖ Quando se tratar de reuniões ou assembléias previstas em estatutos e 
regulamentos, a ata será lavrada (escrita) em livro próprio, com as páginas do 
livro enumeradas e autenticadas pelo responsável; 
❖ Usamos letras maiúsculas para escrever as iniciais das seguintes palavras e 
expressões: Assembléia Geral Ordinária, Assembléia Geral Extraordinária, 
Reunião da Diretoria, Reunião do Conselho, Presidente, Mesa, Livro de Presença, 
Edital; 
5 
 
 
 
 
❖ Quando o responsável por escrever a ata não encontra-se na reunião ou 
assembléia, os participantes da sessão escolhem entre os presentes, pessoas 
que escreverão a ata; 
Ex: ...para esta Reunião da Diretoria, não estando presente o encarregado de 
redigir “ad hoc” a ata, (“ad doc” expressão do latim que quer dizer “para isto” ou 
“para esta reunião”) foi eleito pelos membros de diretoria presentes, João Silva que 
substituirá o encarregado, especialmente nesta reunião. 
 
❖ A redação da ata obedece a seguinte seqüência: 
a) Dia, mês, ano, hora e local da reunião ou evento; 
b) Nomeação das pessoas presentes, com suas qualificações e cargos; 
c) Referência ao modo utilizado para a convocação da reunião ou assembléia 
(se foi edital, aviso, comunicado, carta); 
d) Referência à abertura dos trabalhos pelo presidente, que geralmente, lê a ata 
da reunião anterior para que sejam feitas as correções ou alterações de 
acordo com a vontade dos participantes; 
e) Registro do cumprimento da pauta ou ordem do dia (assuntos a serem 
discutidos), seguindo a descrição fiel e resumida de todas as ocorrências e 
das decisões que tiverem sido discutidas e adotadas pela maioria dos 
participantes; 
f) Fecho, contendo os seguintes dizeres: 
Ex: Nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente ata que vai assinada por 
mim, secretário ad hoc que a redigiu e lavrou, pelo Presidente que dirigiu os 
trabalhos e pelos que estiveram presentes na qualidade de participantes da Sessão 
(reunião, assembléia, etc). 
h) As assinaturas devem ser colocadas logo após a última palavra do texto, para 
não deixar espaço livre. 
 
OBS¹: além desse modelo tradicional de ata em algumas ocasiões de caráter 
menos oficial e solene é possível adotar a Ata-Síntese, conforme modelo 02 a seguir. 
 
OBS²: é comum que todos os presentes assinem todas as páginas da Ata 
6 
 
 
MODELO 02 - ATA TRADICIONAL: 
 
ATA DA ASSÉMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DA ASSOCIAÇÃO 
DEPESCADORES DE AMARALINA 
Aos vinte (vinte) dias do mês de Novembro de 2003 (dois mil e três), pelas 22:00 (vinte 
e duas horas), na sede social localizada na Rua Timbó, número 20 (vinte), no bairro 
de Amaralina, desta cidade de Salvador, reuniram-se em Assembléia Geral 
Extraordinária, sócios da Associação de Pescadores de Amaralina, CNPJ. 
No.8009090/0001, representando a totalidade dos associados com direito a voto, 
conforme se verifica pelas assinaturas colocadas no Livro de Presença. Assumindo a 
presidência dos trabalhos, na forma prevista no Estatuto, o sócio Figueiras, convidou a 
mim, sócio Roberto Luis, para secretariar a Assembléia. Formada assim a Mesa, o 
Sr. Presidente encerrou o Livro de Presenças e declarou aberta a Assembléia, 
convocada pelo Aviso do dia 16 (dezesseis) deste corrente mês, publicado no pátio 
da Creche “Filhos de Peixe”, situada neste bairro de Amaralina. Aviso – “Ficam 
convidados os senhores sócios para se reunirem em Assembléia Geral 
Extraordinária, em primeira convocação, no dia vinte de Novembro corrente, às 22:00, 
com o quorum declarado no Estatuto, ou às 22:30 (vinte duas e trinta) minutos, com 
qualquer número de participantes, na sede social, Rua Timbó, número 20, desta cidade, 
a fim de avaliarem a proposta da Diretoria, com a seguinte pauta: a) reforma e 
consolidação do Estatuto; b) o que ocorrer. Salvador, 16 de novembro de 2003. 
Figueiras – Diretor- Presidente“. Dando prosseguimento aos trabalhos, o Senhor 
Presidente determinou que se procedesse à leitura da proposta (deve-se escrever 
toda a proposta) da Diretoria, citada na pauta da convocação. Terminada a leitura do 
documento de proposta, que foi feita em voz alta, por mim, na qualidade de 
Secretário ad hoc, o Senhor Presidente submeteu à discussão dos presentes a nova 
redação da proposta para o Estatuto, artigo por artigo, e, ao final da discussão, como 
não houve qualquer sugestão ou emenda, foi a matéria posta em votação pelo Senhor 
Presidente, resultando unanimemente aprovada, em conseqüência do que ele 
declarou que o Estatuto da Associação passava, então, a vigorar com a redação 
constante da proposta aprovada. Nada mais havendo a tratar, foi suspensa a reunião 
para que fosse lavrada esta ata, no livro próprio, a qual, depois de lida e achada 
conforme, vai assinada por mim que redigi e lavrei, e por todos os presentes, dando o 
Senhor Presidente por encerrada a Assembléia. (seguem as assinaturas, logo após, 
sem deixar espaços 
. 
7 
 
AtadaReunião 
 
 
MODELO 02 - FORMULÁRIO DE ATA –SÍNTESE 
 
 
Reunião de: 
 
 
ASSUNTOS TRATADOS: 
 
 
Convocados: Assinaturas: 
Assinaturas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não compareceram: 
 
 
 
 
 
 
Encaminhamentos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Data: Coordenador: 
8 
 
 
 
 
2.0) ATESTADO 
 
O QUE É? 
É um documento em que se confirma ou asseguraa existência ou inexistência de 
uma situação de direito, de que temos conhecimento, referente a alguém, ou sobre 
um fato e situação. É dizer por escrito, afirmando ou negando, que determinada 
coisa ou algum fato referente a alguém corresponde à verdade e assim responsabilizar- 
se, ao assinar o documento. 
 
COMO FAZER? 
❖ O Atestado, geralmente, é fornecido por alguém que exerce posição de 
cargo superior ouigual ao da pessoa que está pedindo o atestado; 
❖ O papel do atestado deve conter carimbo ou timbre da entidade que o expede; 
❖ O atestado costuma ser escrito em atendimento à solicitação do interessado; 
❖ A redação de um atestado apresenta a seguinte ordem: 
a) Título, ou seja, a palavra ATESTADO em maiúsculas; 
b) Nome e identificação da pessoa que emite (que pode ser escrito no final, 
após aassinatura) e o nome e identificação da pessoa que solicitou; 
c) Texto, sempre resumido, claro e preciso, contendo o que se está confirmando ou negando; 
d) Assinatura, nome e cargo ou função de quem atesta. 
9 
 
 
 
MODELO DE ATESTADO PARA CURRÍCULO PROFISSIONAL: 
 
 
 
EMPRESA TUDO SEI INFORMÁTICA 
Rua: Câmara, n.84, Bairro: Ingá 
Tel:........./ e-mail:.............CNPJ:......... 
 
 
ATESTADO 
 
 
Atesto para fins de registro curricular, que o Sr. Falcão Neto, estagiário, trabalhou nesta empresa, 
no período de novembro de 1998 à dezembro de 2003, onde ingressou mediante aprovação em 
testes de capacitação a que se submeteu, havendo sempre desempenhado, de forma competente e 
aplicada, as tarefas que lhe foram confiadas e de cujo exercício se demitiu por interesse pessoal, 
nada constando contra este. 
Salvador, 25 de dezembro de 2003. 
(assinatura) 
(Nome completo e cargo que ocupa) 
10 
 
 
 
 
3.0) AVISO 
 
O QUE É? 
É um documento escrito por meio do qual as empresas e instituições transmitem 
informações, ordens, convites, notificações a empregados ou a terceiros com quem 
elas tenham interesse em comum. 
 
COMO FAZER? 
❖ Deve ser escrito em papel timbrado (com a marca da instituição); 
❖ Deve conter apenas o teor da comunicação. O conteúdo deve ser escrito 
em linguagem eobjetiva, para que não haja dúvidas quanto à interpretação; 
❖ Sua estrutura é bem simples: 
a) Título, que é a palavra AVISO (em letras maiúsculas); 
b) Indicação da pessoa a quem se destina o aviso; 
c) Texto contendo a mensagem; 
d) Fecho simples (dispensável conforme o caso); 
e) Local e data; 
f) Assinatura, nome e qualificação (cargo) ou identificação do responsável. 
11 
 
 
 
 
 
AVISO 
 
 
 
AOS ESTUDANTES DO BECO DA CULTURA 
 
As Diretorias das Escolas do Beco da Cultura levam ao conhecimento de todos que, a partir do 
próximo mês de abril, darão inicio à pintura externa dos muros das escolas, e desejam informar 
àqueles estudantes que realizarão pinturas, desenhos e artes nestes, com a intenção de decorar e 
personalizar o patrimônio escolar que é de todos nós, devem comparecer à Diretoria no dia 1ode 
Abril para acertarmos as atividades e materiais. 
 
Atenciosamente, 
Salvador, 22 de março de 2002. 
(assinatura das diretoras das Escolas do Beco) 
Maria Gersilda das Neves, etc. 
Diretora da Escola Sorrindo e Educando. 
 
 
 
MODELO DE AVISO: 
 
 
 
 
 
 
 
OBS: este tipo de aviso acima pode ser distribuído individualmente ou 
afixado em localconsiderado visível pelos interessados, como os quadros de aviso. 
12 
 
 
 
 
MODELO DE AVISO PRÉVIO: DISPENSA DO EMPREGADO SEM JUSTA CAUSA. 
 
 
 
 
Salvador, ...../..../..... 
Prezado 
Sr. José da Silva 
C.T.P.S no ..... , série. Ba 
 
 
Ref. AVISO PRÉVIO 
 
 
Servimo-nos da presente para comunicar a V.Sa. que, a partir do dia .../.../..., seus 
serviços não mais serão utilizados por esta instituição, valendo esta carta como 
Aviso Prévio de 30 (trinta) dias, de acordo com o que determina a legislação 
trabalhista vigente, a ser cumprido na forma da letra ... do quadro abaixo. 
Solicitamos seu comparecimento em nosso escritório no dia .../.../..., às ...horas, 
munido de sua CTPS, a fim, de receber seus direitos, conforme determina a legislação em 
vigor. 
 
Atenciosamente, 
(carimbo e assinatura da Instituição) 
ciente: .../.../... 
(assinatura do empregado) 
 
FORMA DE CUMPRIMENTO: 
a) Trabalhar durante 30 (trinta) dias, com redução de acordo com a opção abaixo; 
b) Desobrigado do cumprimento (Aviso Prévio Indenizado). 
OPÇÃO DE CUMPRIMENTO: 
( ) Redução de 2 (duas) horas no inicio do 
trabalho;( ) Redução de 2 (duas) horas no 
final do trabalho; 
( ) Trabalho de 23 (vinte e três) dias corridos e os 7 (sete) últimos em descanso; 
( ) Descanso nos 7 (sete) primeiros dias e trabalho nos 23 (vinte e três) restantes. 
13 
 
 
 
 
4.0) CARTA 
 
O QUE É? 
A CARTA é a forma escrita mais comum de comunicação entre as pessoas. Ela é o 
documento utilizado nas empresas, instituições e órgãos e, também, por pessoas 
físicas, a fim de tratar de interesses comuns. Esta também é conhecida como “Carta 
Comercial”. 
 
COMO FAZER? 
O que se pretende com uma carta comercial é provocar uma pronta resposta 
para o assunto nelatratado, mesmo que seja uma resposta contrária aos 
interesses de quem a escreveu. 
A carta tem a estrutura similar à do Ofício, porém ela é mais utilizada na 
iniciativa privada,associações, instituições e escritórios de profissionais liberais, 
enquanto que o Ofício eMemorando são utilizados no serviço público. 
❖ Os componentes básicos de uma carta são: 
a) Timbre (logomarca); 
b) Tipo e número à esquerda e no alto da página (não são obrigatórios); 
c) Local e data (Á direita, na mesma altura do tipo e do número); 
d) Nome do destinatário e endereço; 
e) Vocativo (pronome de tratamento); 
f) Texto (contendo a introdução e desenvolvimento do assunto); 
g) Fecho; 
h) Assinatura de quem remete; 
i) Nome e cargo abaixo da assinatura, se for o caso. 
ATENÇÃO: 
❖ Atualmente é comum não utilizar espaços (recuos) no inicio de parágrafos. 
❖ Costume colocar, no final, à esquerda da única ou última página, as letras 
iniciais do autor do documento (letra maiúscula) e as de quem o datilografou 
ou digitou (letra minúscula), separadas por barra. 
❖ Usa-se a abreviatura REF ou Ref. (referência), colocada um pouco antes 
do vocativo, àdireita do papel, para indicar o resumo do que vai ser tratado. 
14 
 
Salvador, 15 de março de 2001. 
À 
Promoção de Vendas Século XXI Ltda. 
Rua dos Carvalhos, 97. 6º andar. 
Rio de Janeiro – RJ 
20035-000 
Senhores, 
Acuso o recebimento de um cartão de compras “Século XXI”, que me foi enviado na semana 
passada, mediante correspondência dessa empresa, postada em 10 de março do ano corrente. 
Apresso-me em esclarecer que não fiz qualquer solicitação nesse sentido, razão por que o 
inutilizei e agora devolvo a V.Sas, anexo a esta carta, na certeza de que o assunto fica encerrado. 
Saudações, 
(Assinatura) 
(Nome Completo) 
ST/st 
 
 
 
❖ A carta pode conter parágrafos numerados para melhor indicar o 
assunto.Quando digitada em computador as margens da carta ou de 
qualquer outro documento devem ser de:inferior 2,5; direita 2,5; 
superior 3,5; esquerda 3,5, 
 
MODELO DE CARTA DE PESSOA FÍSICA PARA EMPRESA: 
 
 
 
15 
 
 
 
 
5.0) CERTIFICADO 
 
 
O QUE É? 
É o documento que dá testemunho de ato ou fato. Ele é diferente de Certidão, 
pois a certidão éuma cópia, resumida ou integral, de algum registro escrito já existente. 
É importante saber que os seguintes documentos: atestado, certificado e declaração 
têm semelhanças, tanto na finalidade, quanto na forma. A diferença é que o Atestado 
é expedido em favor de alguém; a Declaração e o Certificado são emitidos em 
relação a alguém, podendo, ounão, ser-lhes favoráveis. 
 
COMO FAZER? 
A seqüência de redação do Certificado é esta: 
a) Título, isto é, a palavra “CERTIFICADO” (em maiúsculas); 
b) Nome e identificação da autoridade que o emite (também podem ser expressos 
no final, após aassinatura); 
c)O Texto é sempre resumido e preciso, contendo apenas o que se está 
certificando (que iniciapor “certifico ou certificamos”). 
d) Assinatura, nome e cargo ou função de quem certifica. 
16 
 
CERTIFICADO 
Certifico que o Sr. CLÁUDIO MANOEL BRITO, morador da Região do Nordeste de 
Amaralina Mestre de Capoeira da Associação Tudo Legal, colaborou e participou do evento de 
fechamento do Plano de Desenvolvimento da Região, realizado no dia 15 de Setembro de 2005, 
na Casa de serviços Viva Nordeste, situada nesta região. 
Salvador, 10 de janeiro de 2005. 
(assinatura) 
(nome completo) 
(coordenadora do Programa) 
 
 
 
MODELO DE CERTIFICADO DE FREQÜÊNCIA E PARTICIPAÇÃO 
 
 
 
 
 
6.0) CONTRATO 
O QUE É? 
É o acordo de vontades de pessoas, empresas ou instituições, objetivando a 
criação, modificaçãoou extinção de uma relação de direitos e de obrigações entre si. 
A elaboração e efetivação de um termo de contrato, a depender das 
circunstâncias em que as partes se encontram, geralmente, requer o 
acompanhamento de um advogado ou assessoria jurídica, como por exemplo: Termo 
de voluntariado e Termo de Comodato. 
17 
 
 
É importante conhecer os tipos de contratos existentes. São eles: 
o Contrato Unilateral - é o chamado “contrato gratuito”, é aquele em que 
somente uma daspartes envolvidas assume obrigações. Exemplo: contrato de 
doações; 
o Contrato Bilateral – é o chamado “Contrato oneroso”, pois envolve duas partes 
queassumem os respectivos ônus ou obrigações dele decorrentes. Ex: o contrato 
de aluguel; 
o Contrato Administrativo – é o instrumento utilizado pela Administração Pública 
quando oacordo é firmado com pessoas ou entidades particulares. Neste 
contrato a validade está 
sujeita ao cumprimento de exigências específicas, além dos outros requisitos 
e formalidades comuns a todos os tipos de contrato. O contrato administrativo 
se destina a resguardar o interesse público, ou seja, da coletividade. 
 
 
COMO FAZER? 
Na iniciativa privada e na esfera pública o Contrato apresenta, basicamente, o 
seguinte formato de redação: 
a) Título: CONTRATO ou TERMO DE CONTRATO; 
b) Ementa (resumo) do assunto escrito com letras menores que as do texto 
completo ealinhados à direita do papel. Ex: 
Contrato de Locação de Imóvel residencial que 
entre si fazem, de 
um lado, como LOCADOR , José de Castro, e do 
outro, como 
LOCATÁRIO, Antonio Fagun 
18 
 
 
 
c) Texto iniciado com os nomes e as qualificações dos contratantes, seguido da 
indicação de vontade de firmarem o compromisso: Ex: JOSÉ DE CASTRO, brasileiro, 
casado, comerciante residente nesta cidade, com endereço à Av........., no , 
portador de 
R.G.no........e do CPF no....., neste instrumento abreviadamente denominado LOCADOR, 
e ANTÔNIO FAGUNDES, brasileiro, solteiro, economista, residente nesta cidade à 
Rua....., no....., portador do R.G no...... e do CPF n. ..... , neste ato denominado 
LOCATÁRIO, têm entre si, justo e contratado, por via deste instrumento e melhor 
forma de direito, por si e seus sucessores, a qualquer título, o seguinte:..... 
d) Cláusulas dispostas em parágrafos numerados em que se estabelecem, com clareza 
eobjetividade, as condições e os requisitos da contratação. Ex: 
CLAÚSULA PRIMEIRA – O LOCADOR é senhor e legitimo possuidor da casa situada 
naAv. das Palmeiras, n. , no bairro de Amendoeiras, desta cidade do Rio de Janeiro; 
CLÁUSULA SEGUNDA – Pelo presente instrumento, o LOCADOR dá em locação o imóvel ..; 
CLÁUSULA TERCEIRA – O preço do aluguel é de , etc; 
CLÁUSULA QUARTA – O LOCATÁRIO obriga-se a ............ (e assim por diante, até a última 
cláusula). 
e) Fecho no qual, geralmente, consta os seguintes dizeres: e por estarem assim justas e 
contratadas, firmam o presente contrato, em (quantidade de vias) vias de contrato 
de aluguel de igual teor e forma, para um só efeito, que vão pelas partes 
devidamenteassinadas; 
f) Nomes dos contratantes sobre os quais são escritas as assinaturas. 
g) Para as testemunhas é comum a necessidade das assinaturas de duas pessoas e 
para fiador reservam-se espaços no final do documento, onde serão colocados os 
respectivos nomes e assinaturas; 
h) Havendo posteriormente necessidade de acrescentar ou alterar um CONTRATO já 
firmado e concluído, elabora-se um outro documento que se chama Termo Aditivo, 
cujo texto é semelhante ao Termo de Contrato ou Contrato; 
i) Em documentos em que se assegurem direitos, garantias, acordos (Contrato, 
Convênio, Estatuto, Petição, Procuração, etc) é costume colocar os nomes pessoais e 
as palavras- chave, “locador” e “locatário” (no caso de contrato de aluguel) escritas 
em maiúscula e 
19 
 
 
em destaque (negrito) para dar mais visibilidade às responsabilidades e direitos adquiridospor 
estes. 
 
MODELO ÚNICO:CONTRATO DE LOCAÇÃO DE IMÓVEL RESIDENCIAL: 
INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONTRATO DE LOCAÇÃO 
Contrato de Locação de Imóvel residencial que 
entre si fazem, de um lado, como LOCADOR, 
José de Castro, e do outro, como LOCATÁRIO, 
Antonio Fagundes. 
 
JOSÉ DE CASTRO, brasileiro, casado, comerciante residente nesta cidade, com 
endereço à Av........., no.........., portador de R.G.no........e do CPF no....., neste 
instrumento abreviadamente denominado LOCADOR, e ANTÔNIO FAGUNDES, 
brasileiro, solteiro, economista, residente nesta cidade à Rua....., no....., portador do 
R.G no...... e do CPF n......., neste ato denominado LOCATÁRIO, têm entre si, justo 
e contratado, por via deste instrumento e melhor forma de direito, por si e seus 
sucessores, a qualquer título, o seguinte: 
CLAÚSULA PRIMEIRA – O LOCADOR é senhor e legitimo possuidor da casa 
situada na Av. das Palmeiras, n..., no bairro de Amendoeiras, desta cidade do Rio de 
Janeiro; 
CLÁUSULA SEGUNDA – Pelo presente instrumento, o LOCADOR dá em 
locação o imóvel acima descrito, pelo prazo de 1 (um) ano, a contar de 1o(primeiro) 
de agosto de 2000 e a terminar em 1o(primeiro) de agosto de 2001, sujeitando-se o 
LOCATÀRIO à multa convencional de R$50,00 (cinqüenta reais) por dia de atraso 
na entrega do imóvel, sem prejuízo das medidas cautelares que se impuserem, em juízo 
ou fora dele, por parte do LOCADOR; 
CLÁUSULA TERCEIRA – O preço do aluguel é de R$1.200,00 (mil e duzentos 
reais) pagáveis mensalmente pelo LOCATÁRIO ao LOCADOR, até o dia 5 (cinco) 
de cada mês seguinte ao vencido, correndo por conta do LOCATÁRIO todas as 
despesas de consumo d´água e de energia elétrica, assim como os impostos e taxas 
que incidem sobre o imóvel objeto do presente contrato; 
CLÁUSULA QUARTA – O LOCATÁRIO obriga-se a conservar o imóvel da forma 
como ora o recebe, fazendo os consertos e substituições que se fizerem 
necessários, bem como a 
20 
 
 
devolve-lo, quando do término da locação, nas exatas condições de conservação 
e limpeza emque lhe está sendo entregue; 
CLÁUSULA QUINTA – As benfeitorias úteis e necessárias que porventura vierem 
deste contrato, serão incorporadas ao imóvel, não cabendo por elas qualquer 
indenização por parte do LOCADOR; 
CLÁUSULA SEXTA – A casa objeto do presente instrumento destina-se, 
exclusivamente, à 
residência do LOCATÁRIO e de sua família, não lhe sendo permitido, em qualquer 
hipótese, salvo mediante consentimento por escrito do LOCADOR, cedê-la, transferi- 
la ou sublocá-la total ou parcialmente; 
CLÁUSULA SÉTIMA – O LOCADOR poderá concordar com a prorrogação do 
presente contrato por mais um ano, desde que o LOCATÁRIO manifeste sua 
intenção por escrito, pelo menos 60 (sessenta) dias antes do término da locação; 
CLÁUSULA OITAVA - Como fiador e principal pagador solidariamente 
responsável pelo cumprimento de todas as cláusulas aqui estipuladas, até a entrega 
definitiva das chaves, assina o presente contrato o Sr. JOSÉ DA SILVA XAVIER, 
brasileiro, industrial, portador do RG n. e 
do CPF n...., casado com a Sra. MARIA DO CARMO XAVIER, arquiteta, que como 
esposa, também assina, na forma da lei, ambosresidentes nesta cidade de Vassouras, 
RJ; 
CLÁUSULA NONA – O presente contrato obriga as partes, seus herdeiros e 
sucessores, a qualquer título, ficando eleito o foro da cidade de Vassouras, RJ, com 
renúncia de qualquer outro que possam vir a ter os contratantes, para dirimir as dúvidas e 
questões suscitadas. 
E por estarem assim justos e contratados, assinam o presente instrumento 
contratual em duas vias de igual teor e forma, e para um só efeito, justamente com as 
testemunhas abaixo. 
 
Vassouras (RJ), 25 de Julho de 2000. 
 
LOCADOR: JOSÉ DE CASTRO 
LOCATÁRIO: ANTONIO FAGUNDES 
FIADOR: José da Silva Xavier 
Maria do Carmo Xavier (esposa do fiador) 
 
 
Testemunhas: 
 
21 
 
 
7.0) CONVÊNIO 
 
O QUE É? 
É um acordo, ou pacto, celebrado entre órgãos públicos, ou entre eles e instituições 
privadas, visando ao trato ou regulamento de interesses comuns. Não é correto 
chamar-se convênio o acordo em que nenhum dos pactuantes é instituição pública, 
nesse caso, o nome correto seria Contrato. 
 
COMO FAZER? 
❖ Sua estrutura parece com a do contrato, mas não é necessária a assinatura 
ou existência defiador. Não existe convênio unilateral; 
❖ Os convênios só passam a ter validade depois de publicados em Diário 
Oficial. O mesmoacontece com os contratos, termos aditivos e outros acordos; 
❖ Estrutura da redação de convênio: 
a) Título: CONVÊNIO ou TERMO DE CONVÊNIO (em maiúsculas), e 
numeração (sehouver). 
b) Ementa (resumo do assunto). Também escrito em letras menores que as do 
texto integral ealinhados à direita do papel. Ex: 
Convênio celebrado entre a Secretaria da Justiça 
e o Centro de Recuperação Educacional e 
Cultural (CREC) para a implementação de 
cursos educacionais de Cidadania, Direitos 
Humanos e Oficinas de Leitura em 
estabelecimentos penitenciários. 
 
c) Texto mencionando data e local, seguidos da indicação dos nomes e da 
qualificação dos convenentes (pessoas que firmam o convênio), bem como a 
expressão de vontade de firmarem o compromisso. Ex: 
Aos .... dias do mês....do ano..., a Secretaria da Justiça, denominado neste ato, 
apenas, SECRETARIA, representado pelo seu Secretário-Executivo, Fulano de tal, e 
Centro de Recuperação Educacional e Cultural, denominado neste ato, apenas, 
CREC, representado pelo 
22 
 
 
 
 
seu Diretor Executivo, Beltrano de tal, reuniram-se na Sala de Atos da Secretaria da 
Justiça, em Brasilândia, BR, a fim de celebrar o presente Convênio que se regerá 
pelas seguintes cláusulas:. 
d) Cláusulas distribuídas em parágrafos numerados em que se estabelecem as 
condições e os requisitos do CONVÊNIO. Ex: 
CLÁUSULA PRIMEIRA – A CREC promoverá, com recursos que lhe forem 
destinados pela SECRETARIA, os recursos humanos e materiais necessários à 
implementação dos cursos e Oficinas acordados nos seguintes estabelecimentos 
penitenciários localizados em .... 
............................................................................................................................. ...................... 
....... 
CLÁUSULA OITAVA – Se uma das partes convenentes descumprir qualquer das 
cláusulas aqui pactuadas, este convênio ficará rescindido de pleno direito, 
independentemente de interpelação judicial e extrajudicial (e assim por diante até a última 
cláusula); 
 
e) Fecho que tem dizeres semelhantes a este: e por estarem de acordo, lavram 
o presente termo que vai assinado pelas partes interessadas e pelas 
testemunhas abaixo: 
f) Nomes e assinatura dos convenentes e testemunhas. 
23 
 
 
 
 
MODELO DE CONVÊNIO ENTRE DOIS ÓRGÃOS PÚBLICOS: 
 
TERMO DE CONVÊNIO 
 
Convênio celebrado entre a Secretaria da 
Justiça e o Centro de Recuperação 
Educacional e Cultural (CREC) para a 
implementação de cursos educacionais de 
Cidadania, Direitos Humanos e Oficinas de 
Leitura em estabelecimentos penitenciários. 
Aos .... dias do mês....do ano. .., a Secretaria da Justiça, denominado neste ato, 
apenas,SECRETARIA, representado pelo seu Secretário-Executivo, 
Fulano de tal, e Centro deRecuperação Educacional e Cultural, denominado neste 
ato, apenas, CREC, r epresentado peloseu Diretor Executivo, Beltrano de tal, 
reuniram-se na Sala de Atos da Secretaria da Justiça, emBrasilândia, BR, a fim de 
celebrar o presente Convênio que se regerá pelas seguintes cláusulas: CLÁUSULA 
PRIMEIRA – A CREC promoverá, com recursos que lhe forem destinados pela 
SECRETARIA, os recursos humanos e materiais necessários à implementação 
dos cursos eOficinas acordados nos seguintes estabelecimentos penitenciários 
localizados em .... 
CLÁUSULA SEGUNDA - Caberão à CREC todos os encargos de .... 
............................................................................................................................. ...................... 
......... 
CLÁUSULA OITAVA – Se uma das partes convenentes descumprir qualquer das 
cláusulas aqui pactuadas, este convênio ficará rescindido de pleno direito, 
independentemente de interpelação judicial e extrajudicial. 
CLÁUSULA NONA – Este Convênio entrará em vigor na data de sua publicação no 
Diário Oficial da União, e terá validade pelo prazo de .... anos, podendo ser prorrogado ... 
CLÁUSULA DÉCIMA – Fica eleito o foro de Brasilândia, BR, para dirimir quaisquer 
dúvidas 
... 
E por estarem, assim, acordados, SECRETARIA e CREC, juntamente com duas 
testemunhas,firmam o presente Termo em (quantidade) vias de igual teor e para um 
só efeito. 
24 
 
Brasilândia, .... de ....de .... 
(seguem-se os nomes e cargos dos signatários com respectivas assinaturas) 
 
 
OBS: por se tratar de um documento muito extenso será necessário, neste exemplo, 
suprimir o conteúdo de algumas cláusulas. 
25 
 
 
 
 
8.0) CONVITE 
 
O QUE É? 
É um instrumento de comunicação escrita por meio do qual se chama, convoca 
ou solicita ocomparecimento de alguém a algum local, em horário marcado, e com 
finalidade determinada. 
 
COMO FAZER? 
❖ A redação deste documento limita-se a dizer o essencial: 
a) Nome do órgão, instituição ou pessoa que convida; 
b) Formulação do convite; 
c) Nome dos convidados; 
d) Indicação do evento; 
e) Dia, hora e local em que o evento ocorrerá. 
❖ Nos convites de cerimônias de casamento, formatura e outros do gênero, 
o nome dosconvidados só constam escrito no envelope. 
❖ O Convite deve ser redigido em papel timbrado quando for emitido por 
entidade,instituições e/ou empresas. 
26 
 
 
 
 
MODELO DE CONVITE: 
 
 
 
 
 
 
 
ASSOCIAÇÃO VIVER E APRENDER 
Rua da Hora, s/n, Bairro da 
PaciênciaSalvador-Ba. 
Tel:.......... 
(Tipo e número, dispensável conforme o caso) (Local e data) 
 
 
Prezado Senhor, 
 
 
Temos a satisfação de convidar Vossa Senhoria para celebrar e participar da 
passagem do 10o Aniversário da Associação Viver e Aprender com caráter solene, 
que será realizada no próximo dia ..., quinta-feira, às 17 horas, na Sala de Atos, 
situado à Av. , desta cidade. 
Na ocasião, o Presidente da Associação, Sr. Fulano de Tal, nos agraciará com sua 
presença sempre tão significativa e construtiva durante os anos de existência desta 
Instituição. 
Contamos sempre com sua presença ilustre e parceria a qual, também, nos ajudou a 
desenvolver belos trabalhos durante nossa caminhada 
Em anexo, enviamos o cronograma do evento. 
Agradecemos, desde já, a confirmação de sua presença pelos telefones ...., ...e ..... 
Aproveitamos o ensejo para reiterar a Vossa Senhoria nossos protestos de apreço e 
consideração. 
 
caso) 
 
 
 
 
Ao Senhor 
Fulano de Tal 
(cargo ou função, se for o 
27 
 
A ,(assinatura) 
t (nome 
e completo) 
n (Cargo ou 
qualificação) 
c 
i 
o 
s 
a 
m 
e 
n 
t 
e 
(o endereço é dispensável, pois constará do envelope) 
28 
 
 
 
 
9.0) CURRICULUM VITAE 
 
O QUE É? 
É um documento em que devem constar dados e informações pessoais e 
profissionais de alguém que quer se apresentar e dizer quem é, o que sabe fazer e a 
experiência que já adquiriu.Tem por objetivo qualificar uma pessoa perante 
empresa, instituição e outros, a fim de contratado, promovido ou prestigiado 
profissionalmente. 
Existem dois tipos básicos de currículo, a depender de seus objetivos e destinações: 
a) Currículo Acadêmico – voltado para a área universitária e para as atividades 
de cultura, de uma maneira geral; 
b) b) Currículo Profissional - para o ingresso no mercado de trabalho. Este, 
geralmente, é mais resumido, enxuto e objetivo, do que o currículo acadêmico. 
 
COMO FAZER? 
O currículo profissional deve ser redigido de forma clara, objetiva e com boa 
apresentação gráfica para provocar o interesse de quem irá lê-lo ou avaliá-lo. Deve 
limitar-se aos seguintes itens, nas seguintes seqüências: 
a) Titulo CURRICULO ou CURRICULUM VITAE (em maiúsculas); 
b) Dados Pessoais - nome, idade, estado civil, endereço e telefone; 
c) Formação ou escolaridade – devem ser escritos em ordem decrescente (do 
mais recentepara o mais antigo); 
d) Experiências profissionais – devem ser escritas em forma decrescente (do 
mais recentepara o primeiro); 
e) Outras informações; 
f) Local e data. 
❖ Recomenda-se não colocar números de documentos de identidade, CPF, 
título de eleitorou carteira de trabalho, etc, nem anexar suas respectivas cópias e 
assinar o currículo. 
29 
 
FORMAÇÃO: 
CURSOS: 
EXPERIÊNCIAPROFISSIONAL: 
 
 
 
MODELO DE CURRÍCULO PROFISSIONAL: 
 
 
CURRICULUM VITAE 
ANA BEATRIZ ROCHA, solteira, 23 
anos,Rua Macapá, n.27, Salvador– 
BA. 
CEP: 40005-000. Telefone: (XX) 285-5221 
e-mail: .Lola@yahoo.com 
 
 
2o Grau completo – Escola Voar Livre, 1998. 
 
 
 
 
Curso de Corte e Costura – Escola técnica do SENAI, 2000. 
Curso de Atendimento ao Público e Telemarketing – SEBRAE, 2002. 
Curso Técnico em Enfermagem – Escola de Enfermagem, 2003 
 
 
 
 
Local: Hospital Geral da Bahia 
Função: Coordenadora da Equipe Técnica de Enfermagem 
Atividades: Coordenação da equipe de profissionais; atendimento e observação ao 
paciente em Pronto Socorro sob orientações médicas; estocagem do almoxarifado 
de medicamentos e utensílios médicos. 
Período: Abril de 2003 a Maio de 2004 
 
 
 
Salvador- Ba, .........., de..........., de......... 
Ana Beatriz Rocha 
mailto:.Lola@yahoo.com
30 
 
 
10.0) ESTATUTO 
O QUE É? 
É o documento escrito em que se estabelecem normas e dispositivos necessários 
ao funcionamento de uma coletividade, associação, confraria, agremiação ou 
entidade de carátär público ou privado. 
COMO FAZER? 
❖ É comum dizer-se ESTATUTO, no plural, apesar de se tratar de um 
documento único. Aqui neste texto e exemplo está sempre no singular; 
❖ Por ser um conjunto de regras e dispositivosä o ESTATUTO segue o formato 
da redação legislativa, apresentando-se em títulos, capítulos, artigos e demais 
subdivisões; 
❖ Apesar de estabelecer normas reguladoras das relações entre seus 
integrantes, o ESTATUTO não apresenta interesse contratual, e sim, o de um 
pacto entre partes que têm interesses comuns . O Estatuto Social deve ser 
criado a partir das práticas, dos interesses, objetivos, missão e valores da 
Organização em questão. Ele representa e caracteriza a Organização que será 
legalizada; 
❖ A redação de um Estatuto Social de uma Organização da Sociedade Civil 
obedece, geralmente, à seguinte estrutura: 
a) Título (em letras maiúsculas e no alto da folha). Ex: ESTATUTO SOCIAL DA 
SOCIEDADE AMIGOS DO BAIRRO (escrever nome do bairro); 
b) Reflexão e desenvolvimento dos seguintes capítulos: 
- CAPÍTULO I - DA DENOMINAÇÃO, SEDE E FORO ; 
- CAPÍTULO II - DOS OBJETIVOS DA SOCIEDADE; 
- CAPÍTULO III - DO QUADRO SOCIAL ; 
- CAPÍTULO IV - DOS DIREITOS E DEVERES DOS SÓCIOS ; 
- CAPÍTULO V - DA ADMINISTRAÇÃO; 
- CAPÍTULO VI - DAS ASSEMBLÉIAS GERAIS; 
- CAPÍTULO VII - DO CONSELHO DELIBERATIVO; 
- CAPÍTULO VIII - DO CO NSELHO FISCAL ; 
- CAPÍTULO IX - DA DIRETORIA EXECUTIVA; 
- CAPÍTULO X - DA SUSPENSÃO E PERDA DO MANDATO; 
- CAPÍTULO XI - DO PATRIMÔNIO DA SOCIEDADE; 
- CAPÍTULO XII - DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS 
c) Local, data e assinaturas devidas. 
31 
 
 
 
 
11.0) PETIÇÃO 
 
O QUE É? 
É uma solicitação ou pedido em documento escrito que se encaminha a autoridade 
administrativa ou judicial. Na área jurídica, é o documento com o qual se formula o 
pedido, de reivindicação ou de defesa do direito de alguém, dirigido ao juiz competente 
para julgá-lo. 
 
COMO FAZER? 
❖ Por se tratar de um documento muito empregado na área jurídica, é indicado 
que o requerente ou peticionário reforce a quantidade e a força dos 
dispositivos legais queapresenta para justificar seu pedido; 
❖ Basicamente, a Petição tem a me sma estrutura do Requerimento. Apenas não 
é usada no final do texto a expressão “Nestes termos, pede deferimento” como no 
requerimento. 
❖ Entre a invocação (pronome de tratamento) e o inicio do texto, o peticionário 
deve deixar um espaço de sete linhas, se for manuscrito ou de sete espaços 
duplos, se for datilografado ou digitado, para que a autoridade responsável 
forense aplique seu despacho; 
❖ É comum que as petições sejam lavradas em papel timbrado do advogado no 
qual contenha seu nome e endereço, número da OAB, dentre outras 
informações. Acompanhado, quando for o caso, de procuração passada ao 
advogado pelo peticionário (requerente); 
❖ O documento deve apresentar a seguinte estrutura: 
a) Invocação (pronome de tratamento devido, nome da autoridade e do cargo por 
ela exercido), no alto do papel; 
b) Texto, contendo inicialmente o nome, dados pessoais de identificação do 
requerente e, em seguida, a exposição do pedido com as alegações que o 
fundamentam (se forem muitas é indicado numerá-las); 
c) Fecho, utilizando-se apenas a expressão “Pede deferimento”; 
d) Local e data; 
e) Assinatura do peticionário. 
32 
 
 
 
 
MODELO DE PETIÇÃO: NOS AUTOS DE AÇÃO DE DIVÓRCIO 
 
 
 
 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 2a. VARA 
DEFAMÍLIA DE SALVADOR. 
 
(espaço reservado para carimbo e despach 
 
JOÃO PEDRO MATIAS e MARIA ANGELA ASSIS, nos autos da ação de divorcio 
consensual que promovem nesse juízo (Processo No........), com audiência marcada 
para o próximo dia 06 (seis) do corrente, pelas 14h, vem apresentar o rol de 
testemunhas abaixo, todas residentes nesta cidade, que comparecerão 
independentemente de notificação: 
 
1 – Pedro Paulo Luís, brasileiro, casado, médico; 
2 – Rogério de Paula Lins, brasileiro, solteiro, 
psicólogo;3 – Rosangela Figuereido, brasileira, 
casada, atriz. 
 
Pede deferimento, 
Salvador, 11 de maio de 2000. 
(Assinatura do 
advogado)OAB- 
BA n...... 
DR. Fulano de Tal Beltrano e 
Cicrano Alameda das Rosas, 
234, Bairro Ipê Amarelo 
Tel:......., CEP: ............ Salvador- 
BA 
33 
 
 
 
 
12.0) PROCURAÇÃO 
 
O QUE É? 
É o instrumento no qual pessoa física ou jurídica concede poderes competentes a 
outra pessoa,física ou jurídica, a fim de que essa última trate, de assuntos do seu interesse 
e em seu nome. 
 
COMO FAZER? 
• Quem concede os poderes é chamado “outorgante”, “mandante” ou “constituinte”; 
• Quem recebe os poderes e chamado de “outorgado”, “mandatário” ou “constituído”; 
• Trata-se de um mandato que pode ser conferido por instrumento público, isto 
é, em cartório de notas e ofícios; ou por instrumento particular, reconhecendo- 
se em cartório, quando for necessária, as firmas dos outorgantes; 
• Quando expedida por instrumento público, os cartórios adotam um formato 
próprio, já que se trata de um documento que tem fé pública. Geralmente 
fornecem traslados (cópias) aos interessados; 
• O termo “ad judicia” significa conceder poderes a advogado para atuar nas 
diversasinstancias jurídicas, em defesa dos interesses do outorgante; 
• Na essência e na estrutura a seqüência é a seguinte: 
a) Título, ou seja, a palavra PROCURAÇÃO escrita em maiúsculas, no alto da folha; 
b) Nome e qualificação (cargo, função, profissão) do outorgante; 
c) Nomeaçãoe constituição do outorgado, seguida de seu nome e qualificação; 
d) Indicação dos poderes conferidos pelo outorgante ao outorgado, para a 
prática dos atos que se fizerem necessários ao cumprimento do mandato 
(documento), acrescentando-se, ou não, a faculdade de substabelecer 
(transferir poderes), no todo ou em parte, o mandatoa terceiros; 
e) Prazo de validade para o exercício da procuração. Se não for expressa a 
validade, considera-se por tempo indeterminado o exercício dos poderes. Isto 
pode acarretar problemas, caso haja a hipótese de cassar (extinguir) os poderes do 
outorgado; 
f) Local e data; 
g) Assinatura e nome do outorgante. 
34 
 
 
 
 
MODELO DE PROCURAÇÃO 01 – POR INSTRUMENTO PARTICULAR 
 
 
 
 
 
 
PROCURAÇÃO 
 
 
Com o presente instrumento particular, o abaixo assinado (nome completo do 
outorgante), brasileiro, divorciado, professor do Estado aposentado, do quadro da 
Secretaria Estadual de Educação de Bananais, matricula n...., RG n...., e CPF 
n , residente e domiciliado em 
.................., nesta cidade, nomeia e constitui seu bastante procurador o Sr. (nome, 
qualificação e endereço do outorgado ), a quem confere poderes para representar o 
outorgante junto à esta Secretária Estadual de Bananais, e praticar, em seu nome, 
todos os atos que se fizerem necessários, em decorrência dos termos do Ofício n. 
1234, de 21 de maio de 1999, em que é solicitado o comparecimento do outorgante 
àquela secretaria, a fim de tratar do processo de revisão de aposentadoria, 
podendo para tanto, tudo assinar, requerer, concordar, discutir, desistir, transigir, 
recorrer, efetuar pagamentos, dar e receber quitação, requisitar copias de 
documentos, em especial do referido processo, e substabelecer, inclusive, os poderes 
da cláusula “ad judicia” a profissional qualificado. 
 
 
 
Bananais, 29 de maio de 1999. 
 
 
 
(Assinatura do outorgante) 
(Nome completo do 
outorgante) 
35 
 
 
 
 
 
 
 
MODELO-SÍNTESE DE PROCURAÇÃO 02 – POR INSTRUMENTOPARTICULA 
PROCURAÇÃO 
OUTORGANTE: MARIA PEREIRA, brasileira, maior, solteira, comerciante residente na Rua 
Alagoas, s/n, Amaralina, Salvador, RG n........, e CPF n. ..... , . 
OUTORGADO: JOSÉ ANTONIO LASTANTE, brasileiro, casado, pedreiro, residente na Rua 
Flórida, n.19, Cidade Baixa, RG n......, e CPF n....... 
PODERES: realizar a matrícula da outorgante no 2o. ano do Ensino Médio da Escola Paz e 
Amor 
Salvador, .....de ..... de 2002 
(Assinatura da outorgante) 
(Nome completo da outorgante) 
36 
 
 
13.0) RELATÓRIO 
O QUE É? 
É um tipo de comunicação escrita que expõe ou descreve atos ou fatos referentes a 
uma instituição, empresa ou entidade, em que devem constar análise e apreciação de 
quem o produz. 
Existem relatórios que são produzidos em decorrência de normas legais, 
administrativas ou estatutárias e são apresentados dentro de prazos e modelos 
previamente estabelecidos. 
COMO FAZER? 
Utilizaremos, como exemplo um Modelo-Síntese de Relatório Administrativo. Este 
modelo de relatório é mais utilizado por empresas e entidades. Vamos conhecer um pouco 
sobre ele. 
Conceito: é o documento elaborado com a finalidade de avaliar o desempenho de 
um a empresa, entidade ou instituição. A sua elaboração é essencial para 
acompanhar e melhorar o funcionamento destas organizações. É através do 
relatório que o dirigente ou gestor toma conhecimento dos dados e informações 
relativos às diversas áreas da organização e de suasatuações. 
❖ A redação do relatório administrativo deve utilizar uma linguagem 
mais técnica referenteà área de atuação da organização, porém, 
sua linguagem deve ser clara e objetiva; 
❖ A apresentação das informações e dos dados é feita de forma 
descritiva, devendo-se fazer, também, uma análise dos fatos 
ocorridos; 
a) Cap 
a; 
❖ Em sua elaboração é comum a utilização de tabelas e gráficos, 
que têm o objetivo desintetizar os dados e informações, bem 
como, ilustrar fenômenos ocorridos; 
❖ A estrutura usual de um relatório administrativo é a seguinte: 
b) Folha de rosto; 
c) Sumário; 
d) Introdução ou apresentação; 
e) Conclusão e logo após local, 
f) Data e assinatura do relator (logo abaixo da conclusão); 
g) Referências; 
h) Anexos 
37 
 
 
 
 
MODELO DE RELATÓRIO ADMINISTRATIVO DE UMA ONG DA ÁREA DE 
PROTEÇÃO AMBIENTAL: 
a) capa: 
 
 
ORGANIZAÇÃO AMIGO DOS BICHOS 
Rua Tamanduá Bandeira, s/n, Bairro Mico Preto. 
Salvador-BaTel: 232546-1254 . CNPJ: 
215245212/0001 
(Logomarca da Organização) 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ATIVIDADES 
(Janeiro à Dezembro de 2003) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relator: João dos Pássaros - Diretor 
Requerente: Organização financiadora nome.......................... 
 
 
 
 
 
 
Salvador-Ba 
38 
 
 
 
 
 
b) Folha de 
rosto: 
Fevereiro de 2004 
 
 
ORGANIZAÇÃO AMIGO DOS BICHOS 
Rua Tamanduá Bandeira, s/n, Bairro Mico Preto. 
Salvador-BaTel: 232546-1254 . CNPJ: 
215245212/0001 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ATIVIDADES 
(Janeiro à Dezembro de 2003) 
 
 
 
 
 
Relatório elaborado pela Assessoria 
Técnica – ASTEC, contendo o 
resultado do desempenho da 
organização do exercício de 2003 
 
 
Equipe Responsável: 
Fulano de 
Tal; 
Beltrano. 
Coordenado 
r: 
João do 
Pássaros 
 
Salvador- 
Ba 
Fevereiro 
de 2004 
39 
 
 
 
 
c) sumário (em uma página 
inteira) SUMÁRIO 
 
1.0) INTRODUÇÃO ............................................................................................. p. 
1.1) Organização de passeatas. ..................................................................... p. 
1.2) Campanhas de Mobilização contra a utilização de cobaias em laboratórios. 
........................................................................................................p. 
1.3) Campanhas de vacinação animal ........................................................... p. 
1.4) Palestras em universidades e escolas. ................................................... p. 
1.5) Capacitação de guardas florestais. ......................................................... p. 
1.6) Captação de recursos............................................................................. p. 
1.7) Aumento do quadro de funcionários e voluntários. ................................. p. 
2.0) CONCLUSÃO .............................................................................................. p. 
3.0) REFERÊNCIAS ............................................................................................ p. 
4.0) ANEXOS ...................................................................................................... p. 
 
 
 
d) Desenvolvimento da apresentação ou introdução, dizendo quais os 
objetivos e motivos do relatório(em outra página); 
 
e) Desenvolvimento de cada item do sumário, descrevendo as atividades e 
analisando-as criticamente. Dizer se surtiu o efeito esperado, como, quem 
participou e quando ocorreu cada uma delas (em outra página); 
 
f) Desenvolvimento da conclusão, fazendo as devidas considerações finais 
e sugestões propostas. (em outra página); 
 
g) Referências: lista de locais ou fontes onde foram encontrados os dados utilizados (em 
outra página); 
 
 
h) Anexos : Contendo tabelas, documentos, folderes utilizados nas campanhas, fotos, 
gráficos etc... 
40 
 
 
 
 
14.0) REQUERIMENTO 
 
O QUE É? 
É todo pedido escrito encaminhado a uma autoridade do serviço público, solicitando 
alguma providência, reconhecimento ou a atribuição de um direito apresentando, 
argumentos para fundamentá-lo. 
 
COMO FAZER? 
• Quando o requerimento é feito por várias pessoas, recebe o nome de “abaixo-assinado”; 
• É impróprio utilizar um requerimento para fazer um pedido dirigido a chefes, 
diretores, ou gerentes, da área privada ou de instituições que não sejam 
públicas. Nesses casos o instrumento adequado é a carta; 
• Sua linguagem deve ser clara e objetiva, devendo evitar argumentos sentimentais; 
• Não deve-se utilizar formas de saudações à autoridade,quer no inicio ou no 
final do documento para não confundir um pedido justificável com adulação; 
• Deve-se deixar, entre a invocação e o inicio do texto, um espaço de sete 
linhas (se for escrito à mão) e de sete espaços-duplos (se for digitado ou 
datilografado), a fim de que a autoridade coloque seu despacho; 
• Em qualquer hipótese a estrutura deste documento é a seguinte: 
a) Invocação - nome da autoridade e do cargo por ela exercido, precedido da 
competente forma de tratamento, no alto do papel; 
b) Texto, contendo inicialmente o nome, dados pessoais de identificação do 
requerente e, em seguida, a exposição do pedido com os argumentos que o 
fundamentam. Se existir muitos argumentos, estes devem ser numerados; 
c) Fecho, utilizando-se, apenas, a expressão “Nestes termos” (em uma linha) e 
“pede deferimento” (na linha logo abaixo); 
d) Local e data; 
e) Assinatura do requerente. 
41 
 
 
 
 
MODELO DE REQUERIMENTO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REQUERIMENTO 
 
 
EXCELENTÍSSIMA SENHORA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO 
DABAHIA 
 
 
 
 
 
(espaço reservado para o despacho – sete espaços duplos) 
 
 
JOANA SILVA, brasileira, solteira, portadora de RG n........., e CPF n......, residente 
e domiciliada em Salvador, na Rua das Flores, n. 50, Imbuí, vem requerer a V. Exa. 
A permissão para a realização de palestras nas escolas estaduais de ensino médio 
sobre a profissão de Secretária Executiva, nos meses de setembro e outubro do 
corrente ano, a cargo deste diretório acadêmico. 
 
Nestes termos 
Pede 
deferimento 
 
Salvador, ...de de 2002 
(assinatura do requerente) 
Presidente do D.A. de Secretariado Executivo – UFBA 
42 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anexos 
43 
 
 
 
 
a) QUADRO DE PRONOMES DE TRATAMENTO 
 
 
 
DESTINATÁRIO VOCATIVO 
(Pronomes 
de 
Tratamento 
) 
ENVELOPE TRATAMENT 
O 
ABREVIATUR 
A 
Oficiais até 
Coronel 
Prezado 
Senhor 
Ilmo Sr.Fulano 
de Tal 
Vossa 
Senhoria 
V.S.ª 
Funcionários 
graduados 
(diretores, chefes 
de 
ou, 
Ao Sr. Fulano 
de Tal 
 
seção) Diretor de ..... 
Monsenhores, 
Cônegos, 
Reverendíssi 
mo(a) 
Reverendíssimo 
(a) 
Vossa 
Senhoria V.S.ª Revma. Ou 
V. Revma 
 
 
V.Ex ª Rev.ma 
Padre e Religiosos Senhor(a) Senhor 
Padre ...ou 
Senhora 
Madre .... 
Reverendíssim 
a ou Vossa 
 
Reverendíssim 
a 
Bispos e 
Arcebispos 
Reverendíssi 
mo Reverendíssimo 
Vossa 
Excelência 
 Senhor Senhor D. 
............... Bispo 
Reverendíssim 
a 
 de ..... 
Cardeais Eminentíssim Eminentíssimo Vossa 
eminência ou 
Vossa 
Eminência 
Reverendís 
sima 
V.Em ª ou 
o Senhor Senhor D. V.Em ª 
 ...............Card Rev.ma 
 eal 
de.. 
 
Papa Santíssimo 
Padre 
Santíssimo 
Padre Papa 
...................... 
Palácio do 
Vaticano 
Vossa 
Santidade 
V.S. 
Reitor da 
Universidade 
Magnífico 
Reitor 
Exmº. Sr.Fulano 
de 
Tal Magnífico 
Reitorda 
Universidade 
Vossa 
Magnificênci 
a 
V. Mag. ª 
Procurador Geral 
da 
Excelentíssim 
o 
Ex.mo Sr. 
Fulano de 
Vossa 
Excelência 
V.Ex ª 
República; Senhor Tal DD.......... 
Procurador- 
Geral do 
estado; 
 
Procuradores- 
Gerais dos 
Tribunais; 
 
Embaixadores; 
Governador de 
Estado e 
 
Distrito Federal; 
Presidente e 
Membros de 
 
44 
 
assembléias 
 Legislativas; 
Secretários de 
estado; 
Membros do 
Congresso 
Nacional; 
Presidente e 
Membros do 
Supremo 
Tribunal 
Federal, Tribunal 
de 
Contas da 
União, 
Tribunais de 
Justiça 
Eleitorais e 
Regionais do 
Trabalho; 
Tribunal Federal 
de 
recursos, Superior 
Eleitoral e 
Superior do 
Trabalho; 
Vice- 
presidente 
da República; 
Chefe dos 
Gabinetes 
45 
 
 
 
 
 
Civil e Militar 
da 
Presidência; 
Ministros de 
Estado; Oficiais 
-Generais; 
Consultor- 
Geral da 
República; 
Chefias do 
Estado-Maior 
do Exército, da 
Marinha, da 
Aeronáutica e 
das 
Forças Armadas. 
 
Juízes em geral e 
Auditores da 
Justiça Militar 
Meritíssimo 
Senhor Juiz 
Ex.mo Sr. Dr. Fulano 
Vossa 
Excelência de Tal 
V.Ex ª 
Presidente da Excelentíssim Excelentíssimo Vossa 
Excelência Senhor Fulano de 
Tal 
digníssimo 
Presidente 
da............. 
Não se usa 
República o Senhor 
 Presidente da 
 República 
 Federativa do 
Brasil 
 
46 
 
 
 
b) ELEMENTOS DE REDAÇÃO 
 
O texto de um documento deve possuir as seguintes qualidades primordiais: 
 
 
• Clareza: consiste em não deixar margem a dúvidas ou interpretações 
equivocadas deduplo sentido; 
• Concisão: é expor o assunto em poucas palavras, mas com exatidão 
objetivando nãocansar àquele que lerá o documento; 
• Propriedade de Termos: é o mesmo que usar a palavra adequada para a 
idéia que sepretende expor; 
• Ordem Direta na Frase: é ordenar a frase de forma à evitar a inversão de 
palavras quepodem mudar o sentido do texto; 
• Coesão: amarração de palavras, frases e parágrafos dando uma forma 
lógica, ordenaçãotemporal ou seqüencial ao conteúdo do documento. 
 
Para redigir-se bem um documento a fim de obter o resultado desejado é preciso: 
1) Saber o tipo e formato do documento que é adequado à 
ocasião e seráredigido; 
2) Conhecer suas características e elementos básicos; 
3) Ter noção do que pretende transmitir. 
 
 
Os elementos citados são essenciais para a elaboração de um documento capaz de 
surtir o efeito esperado, pois um documento bem redigido pode transmitir ou garantir 
direitos, oficializar e dar visibilidade às ações da organização, ajudar com o 
acompanhamento protocolar e avaliação dos processos organizacionais, como 
também pode colaborar com a construção histórica da instituição. 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE 4: FORMATAÇÃO DE TEXTOS: NOÇÕES ELEMENTARES DE METODOLOGIA 
CIENTÍFICA. 
Para a elaboração de trabalhos acadêmicos, a norma utilizada da ABNT (Associação brasileira47de 
 
normas técnicas) é a 14724. Essa norma especifica, em detalhe, qual a estrutura e os elementos que 
o trabalho deve conter. 
Lembrando que há universidades que têm exigências específicas e, neste caso, o aluno deve se 
informar a respeito delas. 
Estrutura do trabalho acadêmico 
Os trabalhos devem ser estruturados conforme mostra a imagem abaixo: 
 
Capa 
• Nome do autor; 
• Título; 
• Cidade da instituição; 
• Ano do trabalho. 
 
48 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exemplo de capa de trabalho acadêmico. Fonte: Guia de Normalização para Apresentação de 
Trabalhos Acadêmicos da Universidade Paulista: ABNT (imagem adaptada) 
Veja também: Como fazer capa de trabalho ABNT (modelo e guia) 
Lombada 
O título da lombada deve ser centralizado e impresso no mesmo sentido do nome do autor. 
Apresentada conforme a ABNT NBR 12225, a lombada deve conter os seguintes elementos: 
• Nome do autor; 
• Título; 
• Ano do trabalho. 
https://www.todamateria.com.br/capa-abnt/
 
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Modelo de lombada e capa de trabalho acadêmico de acordo com as normas da ABNT 
Folha de rosto 
A parte da frente deve conter: 
• Nome do autor; 
• Título; 
• Tipo de trabalho (dissertação, TCC), objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido), nome 
da instituição, área de concentração; 
• Nome do orientador; 
• Cidade da instituição; 
50 • Ano do trabalho. 
 
 
A parte de trás deve conter: 
Dados de catalogação-na-publicação, conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano. 
 
Exemplo de folha de rosto de trabalho acadêmico. Fonte: Guia de Normalização para Apresentação de 
Trabalhos Acadêmicos da Universidade Paulista: ABNT (imagem adaptada) 
Saiba mais: Folha de rosto ABNT 
Errata 
Inserida depois da folha de rosto (elemento obrigatório), a errata pode ser apresentada em folha solta 
ou encartada ao trabalho. Deve conter: 
• Nome do autor; 
• Título; 
• Tipo de trabalho (dissertação, TCC), objetivo (aprovação em disciplina,grau pretendido), nome 
da instituição, área de concentração; 
• Cidade da instituição; 
https://www.todamateria.com.br/folha-rosto-abnt/
51 • Ano do trabalho; 
 
• Texto da errata. 
 
Exemplo de errata de trabalho acadêmico. Fonte: Guia do Aluno da SVPG - Serviço de Pós- 
Graduação da USP 
Folha de aprovação 
• Nome do autor; 
• Título; 
• Tipo de trabalho (dissertação, TCC), objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido), nome 
da instituição, área de concentração; 
• Data de aprovação; 
• Nome, titulação e assinatura dos elementos que fazem parte da banca examinadora e 
respectivas instituições. 
 
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Dedicatória 
Deve ser inserida depois da folha de aprovação, que é um elemento obrigatório. A dedicatória não tem 
título. 
 
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Exemplo de dedicatória de trabalho acadêmico de acordo com as normas da ABNT 
Para mais exemplos: Dedicatória de TCC (frases prontas) 
Agradecimentos 
Deve ser inserido depois da dedicatória e o seu título deve ser centralizado. 
https://www.todamateria.com.br/dedicatoria-tcc/
 
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Exemplo de folha de agradecimentos de trabalho acadêmico. Fonte: Manual para Elaboração de 
 
Trabalhos de Conclusão de Curso da Faculdade Oswaldo Cruz 55 
Se quiser saber mais: Agradecimentos de TCC (modelo pronto e exemplos) 
Epígrafe 
A epígrafe é uma citação relacionada com o tema do trabalho. Essa folha não tem título e deve ser 
apresentada conforme a ABNT NBR 10520, a norma referente às citações nos trabalhos. 
 
Exemplo de epígrafe de trabalho acadêmico. Fonte: Manual para Elaboração de Trabalhos de 
Conclusão de Curso da Faculdade Oswaldo Cruz 
Veja também: Epígrafe para TCC: frases célebres para usar no trabalho 
 
 
Resumo (abstract) 
https://www.todamateria.com.br/agradecimentos-tcc/
https://www.todamateria.com.br/epigrafe-para-tcc/
 
Elaborados conforme a ABNT NBR 6028, os resumos devem conter objetivo, método, result5a6dos e 
conclusões do trabalho. 
Preferencialmente em um único parágrafo, e contendo entre 150 a 500 palavras, devem ser escritos 
na voz ativa e na terceira pessoa do singular. 
Os resumos são finalizados pelas palavras-chave, as quais devem ser separadas entre si por pontos. 
 
Exemplo de resumo de trabalho acadêmico na língua portuguesa. Fonte:Guia de Normalização para 
Apresentação de Trabalhos Acadêmicos da Universidade Paulista: ABNT 
 
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Exemplo de resumo de trabalho acadêmico na língua inglesa. Fonte: Guia de Normalização para 
Apresentação de Trabalhos Acadêmicos da Universidade Paulista: ABNT 
Listas de ilustrações e tabelas 
Os títulos das listas de ilustrações e tabelas devem ser centralizados. As listas, apresentada pela 
ordem das ilustrações ou tabelas inseridas no trabalho, deve conter: 
• Designação de cada item por nome específico (seguido por travessão); 
• Título; 
• Número da página. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exemplo de lista de ilustrações de trabalho acadêmico. Fonte: Normas ABNT da Escola Superior de 
Propaganda e Marketing 
 
Exemplo de lista de tabelas de trabalho acadêmico. Fonte: Normas ABNT da Escola Superior de 
Propaganda e Marketing 
Lista de abreviaturas e siglas 
As siglas devem ser apresentadas em ordem alfabética, seguidas da forma por extenso. O título da 
lista de abreviaturas e siglas deve ser centralizado. 
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Modelo de lista de abreviaturas e siglas de trabalho acadêmico de acordo com as normas da ABNT 
Lista de símbolos 
 
Apresentada pela ordem dos símbolos inseridos no trabalho, seguido do seu significado. O títu6l0o da 
lista de símbolos deve ser centralizado. 
 
Exemplo de lista de símbolos de trabalho acadêmico. Fonte: Guia de Normalização para Apresentação 
de Trabalhos Acadêmicos da Universidade Paulista: ABNT 
Sumário 
Elaborado conforme a ABNT NBR 6027. 
Os elementos pré-textuais — folha de rosto, folha de aprovação, resumos na língua portuguesa e 
estrangeira — não podem ser incluídos no sumário. 
 
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Exemplo de sumário de trabalho acadêmico. Fonte: Guia de Normalização para Apresentação de 
Trabalhos Acadêmicos da Universidade Paulista: ABNT (imagem adaptada) 
Para entender melhor: Como fazer um sumário (normas da ABNT) 
Elementos textuais 
• Introdução: Parte do texto em que é feita a delimitação do tema do trabalho; 
• Desenvolvimento: Exposição do assunto tratado no trabalho de forma detalhada; 
• Conclusão: Encerramento do texto, que contempla os resultados sobre os estudos realizados 
ao longo do trabalho. 
https://www.todamateria.com.br/sumario-abnt/
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Veja também: Conclusão de TCC: dicas e passo a passo 
Referências 
Elaboradas conforme a ABNT NBR 6023. As referências devem conter: 
• Autoria; 
• Título; 
• Edição; 
• Cidade da publicação; 
• Editora; 
• Data. 
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https://www.todamateria.com.br/conclusao-tcc/
 
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Exemplo de referências de trabalho acadêmico 
Veja também: Referências bibliográficas ABNT: como fazer? 
https://www.todamateria.com.br/referencias-abnt/
 
Glossário 64 
Deve ser apresentado em ordem alfabética. O título do glossário deve ser centralizado. 
 
Exemplo de glossário de trabalho acadêmico. Fonte: Normas ABNT da Escola Superior de 
Propaganda e Marketing 
Apêndice e Anexo 
O apêndice e o Anexo devem conter a palavra APÊNDICE ou ANEXO, seguida de letra maiús6c5ula (em 
 
ordem alfabética), travessão (—) e título. O título do apêndice e do anexo devem ser centralizados. 
 
Exemplo de apêndice de trabalho acadêmico. Fonte: Normas ABNT da Escola Superior de 
Propaganda e Marketing 
Índice 
Apresentado no fim do trabalho, o índice deve ser elaborado conforme a ABNT NBR 6034 e o 6s6eu 
 
título deve ser centralizado. 
O índice pode ser organizado por autores, assuntos, títulos, entre outros. 
 
67 Exemplo de índice de trabalho acadêmico de acordo com as normas da ABNT 
 
Formatação 
Papel e cores 
• Texto a preto (ilustrações podem ter outras cores); 
• Papel, branco ou reciclado, no formato A4; 
• Impressão: introdução, desenvolvimento e conclusão, bem como as referências, devem ser 
preferencialmente impressos frente e verso. 
Margens 
• Parte da frente da folha: 
o do lado esquerdo, na parte superior, devem ter 3 cm; 
o do lado direito, na parte inferior, devem ter 2 cm. 
• Parte de trás da folha: 
o do lado direito, na parte superior, devem ter 3 cm; 
o do lado esquerdo, na parte inferior, devem ter 2 cm. 
Fonte 
Tamanho 12. 
Exceções: 
Citações com mais de três linhas, notas de rodapé, páginas, dados internacionais de catalogação- 
na-publicação, legendas e fontes — que devem ter tamanho menor, mas devem ser uniformes 
entre si. 
Espaçamento 
1,5 entre as linhas 
Exceções: 
Citações com mais de três linhas, notas de rodapé, referências, legendas, tipo de trabalho, 
objetivo, nome da instituição, área de concentração — que devem ter espaço simples. 
Páginas 
A numeração impressa deve ser inserida a partir da introdução do trabalho. 
Isso quer dizer que folhas de rosto e de aprovação, resumos e sumáriodevem ser contados, mas 
não devem conter a impressão da página. 
A página deve ser inserida no canto superior direito. O último algarismo da página deve ficar a 2 
cm da borda da folha. 
Além disso, é preciso saber que: 
• Numeração de trabalhos impressos na parte da frente da folha: somente as folhas da 
frente devem ser contadas; 
• Numeração de trabalhos impressos frente e verso: 
o impressão das páginas devem ser inseridas na parte da frente da folha - no canto 
superior direito; 
o impressão das páginas devem ser inseridas na parte de trás da folha - no canto 
superior esquerdo. 
 
68 
REFERÊNCIAS BÁSICAS 
 
 
GRANATIC, B. Técnicas básicas de redação. 4. ed. São Paulo. Scipione, 2005. 
ISKANDAR, J. I. Normas da ABNT: comentadas para trabalhos científicos. Paraná: Juruá, 2012. 
MARTINS, D. S.; ZILBERKNOP, L. S. Português Instrumental. 28ª ed. São Paulo. Atlas, 
2009. 
OLIVEIRA, J. L. de. Texto acadêmico: técnicas de redação e pesquisa científica. Rio de Janeiro: Vozes, 
2009. 
 
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES 
 
 
AZEVEDO, C. B. Metodologia científica ao alcance de todos. São Paulo: Manole, 2013. 
FIORIN, J. L.; SAVIOLI, F. P. Lições de Texto: leitura e redação. 7ª ed. São Paulo. Ática, 1998 
KOCK, Ingedore Villaça. A coesão textual. São Paulo: Contexto 1989. 
 . A coerência textual. São Paulo: Contexto, 1992. 
ANTUNES, I. Aula de português: encontro &interação. São Paulo: Parábola Editorial, 2003. 
BAKHTIN, Mikhail Mjkhailovitch. Estética da criação verbal / Mikhail Bakhtin [tradução feita a partir do francês 
por Maria Emsantina Galvão 
G. Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 1997. 
KOCH, Ingedore Villaça, ELIAS ,Vanda Maria. Lere Compreender: Os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2010. 
MARCUSCHI. L. A. Produção Textual, Análise de Gêneros e Compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. 
SILVA, Marina Cabral da. "O texto e o contexto"; Brasil Escola. Disponível em 
<http://brasilescola.uol.com.br/redacao/o-texto- contexto.htm>. Acesso em 05 de janeiro de 2017. 
SOUZA, Elaine Brito. “O que é um texto?”; Educação. Disponível em 
<http://educacao.globo.com/portugues/assunto/es tudo-do-texto/o-que-e-um-texto.html>. Acesso em 05 de janeiro de 
2017. 
SANTOS, Paula Perin dos. “Contexto”. Disponívelem<http://www.infoescola.com/redacao/contexto/ 
>. Acesso em 06 de janeiro de 2017. 
PEREZ, Luana Castro Alves. "Tipos deintertextualidade"; Brasil Escola. Disponível em 
<http://brasilescola.uol.com.br/redacao/tipos- intertextualidade.htm>. Acesso em 10 de janeirode 2017. 
SOUZA, Elaine Brito. “Intertextualidade”, Educação. Disponível em 
<http://educacao.globo.com/portugues/assunto/estudo-do-texto/intertextualidade.html. Acesso em 4de janeiro de 2017. 
http://brasilescola.uol.com.br/redacao/o-texto-
http://brasilescola.uol.com.br/redacao/o-texto-
http://educacao.globo.com/portugues/assunto/es
http://www.infoescola.com/redacao/contexto/
http://www.infoescola.com/redacao/contexto/
http://brasilescola.uol.com.br/redacao/tipos-
http://brasilescola.uol.com.br/redacao/tipos-
http://educacao.globo.com/portugues/assunto/estudo-do-texto/intertextualidade.html
http://educacao.globo.com/portugues/assunto/estudo-do-texto/intertextualidade.html

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