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Linfedema Os linfedemas podem ser classificados de duas maneiras: por sua etiologia e por sua evolução clínica. Classificação etiológica de Cordeiro: -Linfedemas primários Podem ser congênitos, precoces ou tardios. Os linfedemas congênitos aparecem logo ao nascimento; podem ser bilaterais e geralmente têm evolução benigna, isto é, não aumentam muito de tamanho com o desenvolvimento da crian- ça. Podem acompanhar outras malformações vasculares e podem fazer parte de síndromes como Klippel Trenaunay e Noon. O linfedema primário congênito familiar denomina-se doença de Milroy. Os linfedemas precoces aparecem até a puberdade ou os 15 anos de idade. Os linfedemas tardios aparecem após os 15 anos ou após a puberdade. - Linfedemas Secundários Podem ser: ƒ Pós–infecciosos. ƒ Pós-cirúrgicos ou pós- traumáticos. ƒ Pós–trombóticos. ƒ Pós ou por filariose. ƒ Pós-brida amniótica. Os linfedemas pós- infecciosos ocorrem em pacientes com quadros de erisipela ou linfangioce- lulites de repetição, nos quais pode aparecer o lin- fedema e, como um círculo vicioso mórbido, a cada episódio infeccioso, esse linfedema piora, trazendo uma maior chance de outro surto infeccioso. Nestes casos, há sempre a possibilidade de se tratar de um linfedema primário que estava compensado e, após a infecção, veio a descompensar. No Brasil, este tipo de linfedema é o mais comum. de exérese linfonodal (tratamento cirúrgico e radioterápico para o câncer de mama, tratamento cirúrgico de melanoma, cirurgia de Werthei m- Meigs) e, em menor frequência, após cirurgia para varizes dos membros inferiores. Em países desenvolvidos, o mais frequente é o linfedema pós-mastectomia. Os linfedemas pós ou por filariose estão pra- ticamente extintos no Brasil, mas, no mundo, são os mais frequentes. Os linfedemas pós-brida amniótica eram an- tigamente classificados como primários, uma vez que a brida é congênita. No entanto, o linfedema decorre dela, portanto, é secundário. Classificação clínica de Mowlen Os linfedemas podem ser classificados em 3 graus: ƒ Grau 1: melhoram com 24 horas de repouso. ƒ Grau 2: não melhoram com 24 horas de re-pouso. ƒ Grau 3: já apresentam fibrose. Logicamente, os melhores casos para serem tratados são os de grau 1, pois indicam que ainda deve haver uma “reserva” linfática que pode ser recuperada pelo tratamento escolhido. Os de grau 3 são os mais difíceis para tratamento e podem exigir medidas associadas (terapia física complexa e cirurgia plástica de ressecção). O quadro clínico do linfedema é muito caracte- rístico e, por isso, muito fácil. Edema geralmente unilateral e progressivo, que não melhora com o repouso habitual noturno, com crises de infecção de repetição, com sinal de Godet (digitopressão) negativo (sem formação de cacifo) e sinal de Stemmer (não pregueamento da pele do 2o pododáctilo), até que se demonstre outra causa, é característico de um quadro de linfedema. Na grande maioria dos casos, faz-se o diag-nóstico clinicamente, mas, em caso de dúvida ou para prognóstico de tratamento, pode-se solicitar uma linfocintilografia radioisotópica, comple- mentada por uma ultrassonografia venosa com Doppler colorido, já que o sistema linfático depende muito do sistema venoso, e uma ressonância magnética (RM), que mostra imagens em “favo de mel” e fibrose, característicos do linfedema.