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A comunicação mercadológica (WEBAULA 01) A comunicação deixou há muito tempo de ser apenas uma simples ferramenta no contexto mercadológico. A sua necessidade e sofisticação vêm se ampliando no transcorrer dos últimos anos de forma intensa e rápida. Isso se deve muito a essa transição tecnológica, que a todo momento nos oferece novas possibilidades e novos desafios.tock 20 Relacionamento e atendimento ao público-alvo Ao se falar de publicidade, comunicação, informação e mercado, naturalmente é necessária a identificação do público-alvo, fator primordial na hora da escolha de um núcleo ou segmento dentro do ambiente interno ou externo da empresa. Além de conhecer a quem se dirigir, é preciso saber como se dirigir. iO relacionamento é a forma como se tratam e se comunicam as pessoas, envolvendo convivência, comunicação e atitudes recíprocas. Ele se desenvolve quando há confiança, empatia, respeito e harmonia entre as pessoas envolvidas e o relacionamento com o público-alvo proporciona ferramentas táteis para a criação, para a troca e para o estabelecimento de uma conexão mais forte, que resultarão em ações criativas e de inovação. iStock 2017 A construção da mensagem A mensagem, de forma geral, é o conteúdo da informação; é o princípio básico sobre os entendimentos entre o emissor e o receptor, ou seja, é o objeto da comunicação. Para a transmissão de uma boa mensagem, deve-seRabaça e Barbosa (2002) identificam a existência de várias definições para mensagem e as agrupam em dois tipos: • Aquelas que entendem a mensagem como algo que não se refere a um significado específico, mas a uma forma. • “E aquelas que veem a mensagem como sinônimo de conteúdo, como aquilo que é dito num texto ou discurso” (RABAÇA; BARBOSA, 2002, p. 481). Entretanto, por todos serem seres dentro de uma sociedade, existe a necessidade de que o trajeto entre emissor, mensagem e receptor esteja devidamente organizado. iStock 2017 Para que a mensagem seja publicada e propagada, existem os meios de comunicação. Os canais de comunicação são classificados em dois tipos: individual ou de massa (comunicação social), sendo muito importantes para a difusão de conhecimento entre os seres humanos na atualidade. São exemplos de canais de comunicação: a televisão, o rádio, a internet, o cinema, o telefone, dentre outros. iStock 2017 As informações apresentadas, que contemplam temas diversos e complementares, auxiliam no entendimento do papel do jornalista e do profissional de relações públicas na Gestão da Comunicação. Os especialistas dessas áreas precisarão de todo suporte em suas carreiras diante do vislumbramento de um novo contexto, que agrega valores e possibilidades, com o propósito de tornar o profissional mais apto a lidar com as ferramentas que lhe serão oferecidas, repensando caminhos e sua nova realidade A COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL E INTERNA(WEBAULA 02) A imagem institucional e suas implicações As instituições precisam manter sua imagem no mercado. O objetivo é construí-la, preservá-la e consolidá-la com os clientes e parceiros, pois, caso haja uma crise, elas conseguem se manter firmes no mercado. A imagem corporativa está relacionada à visão que o público tem de determinada organização. Freepik 2017 Essa imagem pode ser entendida como uma visão subjetiva da realidade objetiva, ou seja, as pessoas interpretam as mensagens emitidas pela organização de acordo com as experiências vivenciadas durante toda a sua vida, fazendo com que cada imagem formada seja única e individual (KUNSCH, 2003). Embora, hoje em dia, existam muitas ferramentas para a construção e para o fortalecimento de uma imagem, o processo não é nada fácil; ao contrário, é bastante longo. Feedback Positivo A relação bilateral de mercado, atrelado a um constante feedback, promove uma sintonia de integração entre os interesses e a promoção da aceitação social da organização. Feedback Negativo Freepik 2017 Os gestores precisam entender que o importante não é o tamanho da empresa ou o segmento que escolheram seguir. O que importa realmente é a criação de uma imagem forte, visível, e a obtenção de estratégias para a sua sustentação em tempos de tecnologia, da internet, pois, leva-se anos para construir um nome, mas segundos para perdê-lo. Freepik 2017 O mundo atual, de constantes transformações, tem apresentado significativas mudanças na área dos negócios. Nesses últimos anos, novas práticas de gestão têm surgido. Se antes havia produção, qualidade e satisfação, hoje existe também o que chamam de sustentabilidade e meio ambiente. Há uma necessidade de reavaliação das relações humanas dentro e fora da empresa e, ainda, uma grande preocupação com aquilo que é produzido e os impactos dessa produção no planeta. Freepik 2017 A comunicação organizacional deve ser vista e posta em prática como um processo de ação em uma realidade plural, dinâmica e complexa, que instigue, em muitos casos, comportamentos de criatividade e inovação, que funcionem de maneira democrática e disseminem os valores culturais da empresa para públicos internos e externos.iStock 2017 É preciso refletir melhor com relação a esses novos tipos de ações e um novo viés sobre nosso comportamento social e profissional e também como a comunicação exerce um papel importante nas relações entre os públicos. iStock 2017 Explore alguns modelos de comunicação implantados em 2011, cujas empresas apresentam um direcionamento de seus trabalhos para essa extensão progressiva de comunicação e valores. Unilever: melhorar a saúde e o bem-estar de 1 bilhão de pessoas no mundo é a meta dessa empresa para os próximos dez anos. A empresa já retirou 77 milhões de quilos de açúcar, sal, gorduras saturadas e gorduras trans de sua linha de produtos alimentares. Seu plano de sustentabilidade global também prevê melhorias na área de limpeza. O exemplo mais recente foi o lançamento de uma versão líquida do Omo, que por ser mais concentrada, já ajudou a economizar água e evitou a emissão de 130 mil toneladas de carbono na atmosfera. Natura: desde o lançamento da sua linha de produtos Ekos, há dez anos, a Natura tem mostrado que a sustentabilidade é a essência do seu negócio, imagem reforçada por uma rede de fornecedores de comunidades locais que produzem insumos ligados à biodiversidade brasileira que enchem os potinhos de produtos de higiene e beleza da marca. Só a embalagem plástica é que não tinha nada de sustentável. Para resolver isso, a Natura adotou o plástico verde, 100% reciclável, que reduz em 71% a emissão dos gases efeito estufa. Kimberly-Clark: a fabricante de produtos de higiene pessoal Kimberly-Clark está procurando um lugar no Brasil para instalar sua quinta fábrica no país. Para isso, a empresa vem realizando projeções dos diferentes impactos ambientais que podem surgir, de região para região, com a instalação da nova fábrica e a formação de uma rede local de distribuição. A região vencedora será a que oferecer as melhores condições para uma operação de baixo impacto ambiental. Elektro: em 2010, a distribuidora de energia elétrica Elektro deu um show de eficiência no atendimento aos seus clientes. Após intensos temporais que atingiram as cidades paulistas de Cunha e São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba, a empresa conseguiu reestabelecer com rapidez todo o fornecimento de energia nas regiões afetadas. A eficiência vem da associação de um time especializado de eletricistas com tecnologia de ponta. Philips: atenta ao problema ambiental gerado pelo descarte incorreto de aparelhos eletroeletrônicos, a Philips vem estimulando que seus consumidores retornem equipamentos velhos aos postos de coleta localizados em sua rede da assistência técnica. Criado em 2010, antes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que obriga as empresas do setor a se responsabilizarem pela coleta e destinação ambientalmente correta dos resíduos, o programa Ciclo Sustentável recolheu em um ano 160 toneladas de eletroeletrônicos em 25 cidades brasileiras. Pense a respeito do que você pode fazer, enquanto gestor da comunicação, para a promoçãodas mudanças sociais, para o ambiente profissional e pessoal em que vive, lógico, dentro de uma coerência. E mãos à obra, porque o futuro é agora! A comunicação administrativa operacional A elaboração de rotinas, normas e regulamentos administrativos A comunicação administrativa operacional tem a finalidade de orientar, atualizar, ordenar e reordenar o fluxo das atividades funcionais, auxiliando na disseminação das regras e normas da organização. Tais rotinas, normas e regulamentos administrativos devem estar em consonância com o mercado, com a realidade do segmento, e também, que seja do conhecimento de todos os funcionários. iStock 2017 Antes de comentar as rotinas, normas e regulamentos, é importante lembrar que o contexto visto é o administrativo, que tem como base o planejamento, a direção, o controle e a supervisão e que exige critérios nas atividades gerenciais e rotineiras, de forma sempre ordenada nas organizações. iStock 2017 Define-se organizações como um processo voltado a estruturar de forma funcional os recursos disponíveis, como o objetivo de uma atuação constante e organizada, gerando eficiência, obtendo, portanto, o resultado esperado. As organizações são constituídas por órgãos e pessoas que darão vazão ao aparato administrativo necessário. iStock 2017 As rotinas, as normas e os regulamentos administrativos são todos os procedimentos que acontecem em uma empresa. Trata-se de todas as entradas, procedimentos e resultados de uma companhia. São os conjuntos de atividades executadas por profissionais, os quais podem ser administradores ou gerentes. iStock 2017 Uma comunicação eficaz no mundo organizacional pode ser entendida como aquela que transforma e enriquece as atitudes internas, fazendo com que as rotinas, as normas e os regulamentos administrativos sejam propagados e as pessoas os entendam e utilizem de forma adequada. iStock 2017 O desenvolvimento da cultura empresarial deve ser baseado no diálogo e na troca de ideias, impressões e sentimentos para manter a engrenagem sempre atualizada e funcionando. Unidade 02 A conexão entre as partes interessadas O papel do líder e seu envolvimento com a equipe Definir o que é uma liderança torna-se cada vez mais difícil, devido às mudanças que sofremos constantemente em nosso ambiente profissional e social. A base desse profissional está atrelada à visão, à paixão, ao pensamento estratégico, à habilidade de comunicação, à automotivação, à habilidade de unir pessoas, ao poder pessoal, à congruência, à capacidade de adaptação, à disciplina, à resolução, à busca constante da excelência e à capacidade de se relacionar. Essas habilidades comuns são necessárias para o desenvolvimento da boa gestão. Um líder pode nascer líder ou pode se tornar líder, contudo, precisa ser plural. Peter Drucker (2000) fala desse pluralismo em liderança, deixa claro quem são os líderes da atualidade que devem assumir a responsabilidade por aqueles que serão líderes do futuro. Fonte: <https://goo.gl/nNoP5C>. Acesso em: 5 jul. 2017. Cabe a esses executivos conduzir as próprias instituições e a si mesmos, responsabilidade que não termina aí, mas ultrapassa o muro das instituições, o que requer concentração constante por parte da instituição como um todo, não só da cúpula. Drucker (2000, p. 27/41) conclui sua advertência afirmando que: “Nesse contexto, o líder precisa lançar seus esforços nas melhorias do individual para o coletivo, potencializando o funcionamento dos grupos e das equipes de trabalho levando em consideração a interação pessoal e a qualidade da comunicação para um melhor desempenho dos membros na forma de interagir uns com os outros com eficiência. Freepik 2017. Ilustrando melhor esse contexto, podemos caracterizar os líderes em três estilos clássicos. Explore a galeria para conhecê-los: Liderança autocrática: é um tipo de liderança autoritária, na qual o líder impõe as suas ideias e decisões ao grupo. O líder não ouve a opinião do grupo. Liderança democrática: o líder estimula a participação do grupo e orienta as tarefas. É um tipo de liderança participativa, em que as decisões são tomadas após debate e em conjunto. Liderança liberal: há liberdade e total confiança no grupo. As decisões são delegadas e a participação do líder é limitada. O líder contemporâneo deve obedecer seu contexto e se transformar constantemente, deve ser uma atividade pensada, planejada, aperfeiçoada, de constante manutenção, requisito fundamental para o sucesso da organização, ainda mais se levarmos em consideração a rotatividade de profissionais nas equipes e da geração millenium. Planos e regras de contingência Um plano de contingência é um documento institucional com a finalidade de fornecer orientações procedimentais quando há a necessidade de mitigação de danos à imagem da organização e deve ser escrito por um profissional da comunicação com uma equipe qualificada. Freepik 2017. Planos dessa natureza são inicialmente desenvolvidos por meio da identificação de possíveis agravos ao fluxo normal dos negócios; logo, então, é dado o desdobramento de estratégias que permitam suplantar tais agravos, dando, assim, prosseguimento às suas atividades habituais. Freepik 2017. É importante sabermos que não somente as empresas capitalistas desenvolvem planos de contingência. O governo, em suas três esferas, e também as ONGs são suscetíveis a criar tais planos conforme as circunstâncias necessitarem. Freepik 2017. São seis etapas fundamentais no desenvolvimento de um plano de contingência eficaz. Explore a galeria para conhecê-las: Identificação de suas necessidades. Avaliação de seu impacto. Seleção de medidas e controles adequados. Desenvolvimento de estratégias de recuperação. A construção do plano. Os testes e os treinamentos. Esse plano contém ainda informações divididas em duas partes: A primeira engloba informações estáticas do plano, elementos que se mantêm constantes, logo, que não se sujeitam a revisões frequentes. A segunda parte são as informações dinâmicas que devem ser periodicamente estudadas e testadas, a fim de garantir que o plano seja sempre viável e geralmente é chamada de plano de ação. Retenção de pessoas e estabelecimento da qualidade do relacionamento dentro de uma equipe As empresas, dentro de um mercado cada mais competitivo, devem construir um plano e ações que possibilitem a retenção e a atração de novos talentos, pois de fato alcançam melhores resultados quando se preocupam com o envolvimento das pessoas e quando tentam encontrar uma forma adequada de unir o desempenho às compensações individuais. Freepik 2017. Chiavenato assim complementa: As pessoas como ativadores inteligentes de recursos organizacionais: como elementos impulsionadores da organização e capazes de dotá-la de inteligência, talento e da aprendizagem indispensáveis à sua constante renovação e competitividade em um mundo pleno de mudanças e desafios. Chiavenato (1999, p. 8) Criar um ambiente de trabalho onde todos se sintam em casa é ter um olhar mais constante e de cuidados com as pessoas que trabalham em sua empresa, para que elas tenham vontade de voltar motivadas no dia seguinte não só por salário ou afazeres, mas também porque realmente gostam do que fazem e onde fazem. Freepik 2017. Leve em consideração a importância das pessoas e a forma como o capital humano deve ser administrado, visto que a retenção de talentos nos tempos atuais é uma questão de sobrevivência organizacional. Freepik 2017. A gestão de pessoas deve preocupar-se não apenas em oferecer um bom salário, mas também com outros fatores importantes, como a seleção, o treinamento, o desenvolvimento, a motivação, a qualidade de vida, a valorização e o reconhecimento profissional dos talentos, com o intuito de criar situações que efetivamente demonstrem que a organização procura corresponder às expectativas de seus colaboradores. Freepik 2017. Reter talento não pode ser considerado uma tarefa simples e fácil de ser realizada, porque cada organização tem suas especificidades e possui uma cultura diferenciada, necessitando de umconhecimento analítico de sua natureza e realidade. Freepik 2017. Tornam-se necessárias a monitoração e a avaliação do grau de satisfação de seus colaboradores, pois serão eles o diferencial competitivo da organização e se não estiverem motivados e comprometidos, de nada adiantará ter a melhor tecnologia ou a maior diversidade em opções de serviços. A comunicação mercadológica (WEBAULA 01) A comunicação deixou há muito tempo de ser apenas uma simples ferramenta no contexto mercadológico. A sua necessidade e sofisticação vêm se ampliando no transcorrer dos últimos anos de forma intensa e rápida. Isso se deve muito a essa transição tecnológica, que a todo momento nos oferece novas possibilidades e novos desafios. tock 20 Relacionamento e atendimento ao público - alvo Ao se falar de publicidade, comunicação, informação e mercado, naturalmente é necessária a identifica ção do público - alvo, fator primordial na hora da escolha de um núcleo ou segmento dentro do ambiente interno ou externo da empresa. Além de conhecer a quem se dirigir, é preciso saber como se dirigir. i O relacionamento é a forma como se tratam e se comunic am as pessoas, envolvendo convivência, comunicação e atitudes recíprocas. Ele se desenvolve quando há confiança, empatia, respeito e harmonia entre as pessoas envolvidas e o relacionamento com o público - alvo proporciona ferramentas táteis para a criação, p ara a troca e para o estabelecimento de uma conexão mais forte, que resultarão em ações criativas e de inovação. iStock 2017 A construção da mensagem A mensagem , de forma geral, é o conteúdo da informação; é o princípio básico sobre os entendimentos entre o emissor e o receptor, ou seja, é o objeto da comunicação. Para a transmissão de uma boa mensagem, deve - se Rabaça e Barbosa (2002) identificam a existência