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CRIANÇA X ADULTO • Cartilagem articular da criança é mais espessada do que no adulto o Não é vista no Raio X • Periósteo da criança é mais espesso e mais reativo o Em fraturas, a cura é mais rápida • Quantidade de colágeno é maior na criança do que no adulto o Tende a fraturar mais facilmente • Osso é mais esponjoso o Em caso de fratura, será simples (e não cominutiva comum em adultos) • Existe placa de crescimento (fise) → 7x menos resistente que o osso o Epifisiólise → quebra ao nível da fise • Ligamentos mais fortes na criança quando comparados ao osso. • Conforme as idades, os meninos possuem região fisária MAIOR que a das meninas, em termos de lesões • A consolidação tem poder grande de remodelação, podendo aceita fraturas com maiores desvios, PORÉM não pode ser feita epifiodese pois prejudicaria o crescimento ósseo da criança. o Atenção à fise rádio distal (75%) CLASSIFICAÇÃO DE SALTER-HERRIS • Interessante com relação ao prognóstico • SH-1 → trauma que separa a fise • SH-2 → trauma separa e forma um triângulo. 2 fragmentos. • SH-3 → trauma abaixo da fise que entra no meio e separa a fise. 3 fragmentos • SH-4 → lesão que atravessa a fise. 4 fragmentos. • SH-5 → lesão por esmagamento, impedindo seu crescimento. SH-1 • Recém nascido (14 dias) com edema de cotovelo. Raio x apresentou ulna esquerda luxada. • Em US → evidenciou deslocamento da fise → SH-1 → comum em recém nascidos, geralmente em cotovelo e ombro devido à traumatismos no parto SH-2 • Criança sofreu um trauma no 2º dedo enquanto jogava vôlei. • Lesão na fise com fratura formando fragmento triangular SH-3 • Comum em adolescentes no final do crescimento em que já houve fechamento de uma parte da fise, MAS o trauma acaba provocando abertura SH-4 • Lesão mais grave, pois o trauma vai passar no meio da fise • O líquido sinovial vai entrar dentro da fratura, provocando um distúrbio do crescimento FRATURA DA CLAVÍCULA • É uma das mais comuns em recém nascidos e crianças • Sintomas → dor (no terço médio da clavícula), não consegue mexer o braço, crepitação o Como se fosse uma paralisia ▪ Diagnóstico diferencial com paralisia obstetra e pseuparalisia de Parrot (sífilis congênita) • Raio X → fragmento proximal que é puxado para cima pelo esternocleidomastóideo • Tratamento conservador → tipoia por 10 a 15 dias → rápida consolidação FRATURA DO COLO DO ÚMERO • IMB, masculino, 12 anos, trauma no ombro • Metáfise totalmente separada e desviada da cabeça do úmero → angulação de 60º • Tratamento conservador com uso de tipoia de acordo com angulação: o < 7 anos → 70º o 8 a 12 anos → 60º o > 12 anos → 45º FRATURAS SUPRACONDILIANAS DO ÚMERO • Trata-se de uma região anatomicamente mais FRACA • Mecanismo da fratura o 99% ocorre em caso de queda com o braço em extensão → fragmento distal com desvio posterior o 1% ocorre em caso de queda com o braço em flexão → fragmento distal com desvio anterior • Exame clínico o Dor o Deformidade em “S” o Equimose o Em alguns casos há “dimple lesion” → fragmento proximal que se expõe lesando (pregamento) a pele o Neurológico ▪ Radial ▪ Mediano ▪ Ulnar o Vascular • Tratamento (Classificação de Gartland) o Tipo I: sem desvio o Tipo II → com desvio, mas a parte cortical posterior está intacta o Tipo III → com desvio, mas parte cortical sem contato ▪ Posterolateral → desvio para o lado do rádio ▪ Posteromedial → desvio para o lado da ulna Tipo I: sem desvio → tratamento conservador (tipoia) Não pode fazer gesso completo, pois esta região fraturada incha muito, levando a uma compressão. Tipo II: com desvio, mas parte cortical posterior intacta Tratamento → anestesia para realizar redução e então coloca-se gesso quando a fratura estiver bem alinhada ATENÇÃO → no pós-operatório houve um desvio de rotação (imagem em rabo de peixe) → não é aceitável pois há risco de deformidade → ENTÃO, faz- se a correção por meio de redução e fixação de fios de Kirschner impedindo desvio Tipo III: com desvio e separação cortical (dimple lesion) Tratamento → redução e fixação com fios de Kirschner Tipo III: com desvio e separação cortical (dimple lesion) → POSTEROLATERAL COMPLICAÇÕES • Lesão do nervo → pode correr em 10 a 20% das fraturas tipo 3 o Reparação espontânea entre 2 a 2 meses e meio → bom prognóstico ▪ Pois não há lesão total, apenas neuropraxia o Mão em benção → lesão do nervo mediano → por fragmento com desvio medial o Mão caída → lesão do nervo radial → por fragmento com desvio posterior o Dedo em garra → lesão do nervo ulnar → por fragmento com desvio lateral ou iatrogênica ▪ Em caso de lesão iatrogênica do nervo ulnar (1-15%) → mantem-se os fios até que ocorra a consolidação. • É ideal realizar de forma preventiva incisão inicial para isolamento do nervo ulnar para só então inserir os fios • Lesão vascular (síndrome compartimental) o Uma lesão do pulso radial não significa necessariamente que ocorreu lesão vascular, com a redução pode ocorrer a descompressão do vaso e o pulso voltará. o Indicações de fasciotomia ▪ Dor ▪ Diminuição da sensibilidade ▪ Diminuição da motricidade ▪ Aumento da pressão intracompartimental (PIC) > 35mmHg ▪ Problemas de circulação > 4h o LEMBRAR → se o paciente fez redução, osso foi pro lugar e colocou a tala, então é para cessar a dor. MAS, se o paciente continua queixando-se de dor e desconforto na extensão dos dedos, atentar-se para SÍNDROME COMPARTIMENTAL, pois se continuar assim irá necrosar toda a musculatura flexora e o paciente ficará com os dedos em garra para o resto da vida. • Cubitus varus o Causas: ▪ Desvio medial do fragmento distal ▪ Desvio rotacional → ausência de correção (rabo de peixe) o Tratamento cirúrgico → técnica de French → formação de uma cunha e inserção dos fios de Kirschner e parafusos. • Miosite ossificante o Extremamente RARO o Pós redução cruenta o Causada por fisioterapia vigorosa → NÃO INDICADA em crianças com fratura supracondiliana FRATURAS DO CÔNDILO LATERAL DO ÚMERO • Estágio 1 → tratamento conservador • Estágio 2 → tratamento conservador, mas tem que ficar observando, pois há risco de desviar no gesso o Pode ser feita fixação preventiva, pois a fratura tem uma tendência a separar • Estágio 3 → tratamento cirúrgico com fios de Kirschner ou parafusos FRATURA DO CÔNDILO MEDIAL DO ÚMERO • Dor no epicôndilo medial → interna • Tratamento o Conservador (em 96% dos casos) o Cirúrgico ▪ Indicação absoluta • Incarceração (fragmento cai dentro da articulação); OU • Luxação cotovelo + paciente atleta ▪ Indicação relativa • Grande diástase (separação) + instabilidade medial (principalmente em atletas) • Luxação cotovelo + apraxia do ulnar FRATURA DA CABEÇA DO RÁDIO • Incidência: 4 a 14 anos • Clínica o Dor o Edema o Limitação da flexo extensão o Limitação da prono supinação (na radiounal proximal) • Tratamento vai depender do grau de desvio da fratura (Classificação de O´Brien): • Obrien 2 e 3 → existe: o Técnica de Mataizeau → inserção de fios de titânio maleáveis o Alavancagem → inserção de fio de Kirschner como se fosse uma alavanca • Obrien 4 → tratamento cirúrgico com inserção de parafusos canulados. o SE cominutiva → reconstrução da cabeça do rádio + placa de fragmentos Obrien 1 → tratamento conservador, pois há poder de remodelação Obrien 2 → tratamento consiste em transformar o tipo 2 em tipo 1 por meio de anestesia, realizando uma tração e depois coloca um gesso axilopalmar RESUMO FRATURA DO ANTEBRAÇO • É um local de inserção de muitos músculos → dificuldadede consolidação • A membrana interóssea precisar ser mantida ÍNTEGRA para que não haja limitação dos movimentos de pronosupinação • Chamada de “fratura em galho verde” → a criança tem periósteo espessado que mantém os ossos na posição • Tratamento cirúrgico → redução. Princípios (Charnley) o Princípio dos 3 pontos → fornecer apoio em 3 pontos para redução óssea o Princípio da modelagem → afastamento da membrana interóssea. Gesso não pode ser circular, deve estar bem modelado para que não ocorra desvio. • Quando a criança é mais velha, podem ser usados fios dentro da medular. • Fratura com deformidade plástica (“empenamento”) → tratamento é feito com a quebra do osso para que possa ser alinhado corretamente. • Fratura de Monteggia o Fratura da ulna com luxação da cabeça do rádio o Muito comum em crianças o No adulto o tratamento é cirúrgico, já na criança vai depender do caso, podendo ser feita redução (tratamento conservador) FRATURA DO TERÇO DISTAL DO RÁDIO • Fratura por compressão (Torus) → cuidado pois a criança acaba não reclamando, continua mexendo os dedos e punho. E quando o examinador pega no local, ela acaba gritando de dor. É uma fratura benigna, sem necessidade de engessar até o cotovelo. Basta uma luva de gesso por 14 dias para que ocorra a consolidação • Fratura com desvio > 20º → correção no gesso • Fratura com desvio > 40º → redução incruenta e coloca gesso (principalmente em crianças com menos de 8 anos) • Fraturas em crianças maiores (10 a 12 anos) → desviada → redução com fios de Kirschner • Fraturas expostas → fazer limpeza com posterior fixação com fios de Kirschner FRATURA DO COLO E TRANSTROCANTÉRICA • É cirúrgica, pois a vascularização da cabeça do fêmur em criança é muito precária. De difícil consolidação o Osteossíntese com parafusos de titânio canulados • Há risco de não consolidação e de necrose da cabeça do fêmur • Além disso, o raio x torna-se insuficiente para diagnóstico em alguns casos, deixando dúvidas. Por isso, pode ser solicitada uma TC. FRATURA DIAFISÁRIA DO FÊMUR Recém-nascido → tratamento por tração com remodelação total Criança com 2 anos → tratamento com “gesso sentado” Criança com 3 anos e 6 meses → gesso imediato com fixador externo (para manter o comprimento e evitar a flexão) Criança com 5 anos → haste de titânio com entrada retógrada (faz um X) e não precisa colocar gesso FRATURA DA ESPINHA TIBIAL ANTERIOR • Criança com dor, sinal da tecla positivo, sem possibilidade de realizar flexão e extensão • Fratura por arrancamento do ligamento cruzado anterior FRATURA DA DIÁFISE DA TÍBIA Fratura patológica → CISTO ÓSSEO Tratamento → haste intramedular e gesso em extensão MAS caso o paciente caia novamente, o ideal é colocar placa bloqueada com parafusos. Na criança não pode colocar haste intramedular (considerada padrão ouro no adulto), devido a fise, além de periósteo espessado. Por isso, tratamento CONSERVADOR → gesso. • Em caso de desvio da fratura, pode ser feita correção com gesso, abrindo uma janela para apoiar OU colocação da haste intramedular flexível (ten) OU fixador externo OU transporte ósseo. FRATURA DE TORNOZELO SÍNDROME DA CRIANÇA ESPANCADA • Fraturas múltiplas em criança o Em diferentes fases de consolidação • Conduta: o Internamento OBRIGATÓRIO (mesmo que não tenha necessidade de internar) e entrar em contato com o serviço social para que realize todo o processo de investigação e acione a polícia o NUNCA LIBERAR A CRIANÇA → risco de morte Conduta: • Sem desvio → conservador • Com desvio → cirúrgico com a colocação de parafusos, devendo respeitar a fise