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DATA: 12/05/2021 Juliana Oliveira – T. IV-B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Avaliação de hidratação 
O estado de hidratação do paciente é avaliado tendo-se em conta os seguintes parâmetros: 
1. Alteração abrupta do peso: Não há alteração de peso abrupra 
2. Alterações da pele quanto a umidade, elasticidade e turgor: a pele retorna rapidamente 
 
3. Alterações das mucosas quanto à umidade: A boca não fica seca 
 
4. Fontanelas (no caso de crianças) Macias, plana, 
Desidratação e edema 
Objetivos de aprendizagem 
 
Bibliografia 
 
 
 
 
DATA: 12/05/2021 Juliana Oliveira – T. IV-B 
 
 
5. Alterações oculares: não há. 
 
6. Estado geral – Ativo, reações rápidas e estímulos externos. 
 
No estado de hidratação normal, em pessoas de cor branca, a pele é rósea com boa elasticidade e 
com leve grau de umidade, as mucosas são úmidas, não há alterações oculares nem perda abrupta de peso. 
No caso de crianças, as fontanelas são planas e normotensas, e o peso mantém curva ascendente. 
 
 Estado de desidratação 
 Como o próprio nome indica, é a diminuição de água e eletrólitos totais do organismo, caracterizando-
se pelos seguintes elementos: 
1. Sede 
2. Diminuição abrupta do peso 
3. Pele seca, com elasticidade e turgor diminuídos 
4. Mucosas secas 
5. Olhos afundados (enoftalmia) e hipotônicos 
6. Fontanelas deprimidas no caso de crianças 
7. Estado geral comprometido 
8. Excitação psíquica ou abatimento 
9. Oligúria (A baixa produção de urina) 
 
 
 
 
DATA: 12/05/2021 Juliana Oliveira – T. IV-B 
 
I. CAUSAS 
 
II. CLASSIFICAÇÃO 
a. Intensidade - A classificação de acordo com a intensidade baseia-se na perda de peso: 
i. Leve ou de 1º grau: perda de peso de até 5% 
ii. Moderada ou de 2º grau: perda de peso de 5 a 10% 
iii. Grave ou de 3º grau: perda de peso acima de 10%. 
 
b. Osmolaridade - Para se classificar a desidratação quanto à osmolaridade, tomando-se como 
elemento-guia o nível sanguíneo de sódio 
i. Isotônica: quando o sódio está nos limites normais; 130 a 150 mEq/ℓ) 
ii. Hipotônica: quando o sódio está baixo (< 130 mEq/ℓ) 
iii. Hipertônica: quando o sódio está acima dos limites normais > 150 mEq/ℓ 
Pele Cor Pálida Pálida Acinzentada 
Temperatura Normal ou elevada Elevada Baixa 
Turgor Diminuído Regular Muito diminuído 
Umidade e textura Seca Engrossada Viscosa 
Mucosas Secas Muito secas Viscosas 
Fontanelas Deprimidas Deprimidas Deprimidas 
Globo ocular Afundado Afundado Afundado 
Psiquismo Apatia Agitação, hiperirritabilidade Coma 
Sede Intensa Muito intensa Discreta ou ausente 
Pulso Rápido Ligeiramente alterado Acelerado 
Pressão arterial Baixa Normal Muito baixa 
 
III. SÍNDROME DE DESIDRATAÇÃO - Oferta deficiente ou perda excessiva 
A falta de oferta é importante em recém-nascidos cujas mães não são devidamente orientadas e para 
os idosos que geralmente não ingerem água em quantidade suficiente. 
O excesso de perdas quase sempre se relaciona com diarreia, vômitos e febre. 
No grupo infantil assume importância especial a diarreia, cujas causas podem ser agrupadas da seguinte 
maneira: 
1. Diarreia de causa neuropsicomotora (incluindo reflexo gastrocólico exaltado e diarreia por distúrbio 
emocional) 
2. Diarreia por infecção enteral (colibacilos, shigelose e salmonelose) e parenteral (otite média) 
3. Diarreia por enteroparasitoses (amebíase, giardíase e estrongiloidíase) 
4. Diarreia por perturbações primárias da digestão e/ou absorção (intolerância a dissacarídios, 
monossacarídios e glúten). 
 
IV. TRATAMENTO: Reposição de líquidos e eletrólitos e tratar a casa base. 
 
 
DATA: 12/05/2021 Juliana Oliveira – T. IV-B 
 
 
 EDEMA 
É o excesso de líquido acumulado no espaço intersticial ou no interior das próprias células. Pode 
ocorrer em qualquer região do organismo, mas, do ponto de vista do exame físico geral, interessa-nos apenas o 
edema cutâneo, ou seja, a infiltração de líquido no espaço intersticial dos tecidos que constituem a pele e a tela 
celular subcutânea e que pode ser identificado pela inspeção e palpação. 
 
A investigação semiológica do edema tem início na anamnese, quando se deve obter três 
informações: tempo de duração, localização e evolução. 
 
No exame físico completa-se a análise, investigando-se os seguintes parâmetros: 
I. Localização e distribuição 
II. Intensidade 
III. Consistência 
IV. Elasticidade 
V. Temperatura da pele circunjacente 
VI. Sensibilidade da pele circunjacente 
VII. Outras alterações da pele adjacente. 
 
I. LOCALIZAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO 
A. Localizado: O edema localizado restringe-se a um segmento do corpo, seja a um dos membros 
inferiores, seja a um dos membros superiores, seja a qualquer área corporal. 
 
a) As principais causas de edema localizado são: 
I. Varizes: 
− Localiza-se nos membros inferiores, preponderando em uma ou outra perna 
− Acentua-se com a longa permanência na posição de pé ou sentada; 
− Não é muito intenso (+ a + +); 
− A princípio é de consistência mole, porém, nos casos muito antigos, torna-se 
cada vez mais duro; 
 
 
DATA: 12/05/2021 Juliana Oliveira – T. IV-B 
 
 
− É inelástico, 
− Com o passar do tempo, a pele vai alterando sua coloração, até adquirir 
tonalidade castanha ou mesmo mais escura. 
− Pode tornar-se espessa e de textura mais grosseira 
 
II. Trombose venosa 
− É mole, 
− Pode ser intenso 
− Pele costuma estar pálida. Em certos casos, adquire tonalidade cianótica. 
Classicamente essas condições são chamadas flegmasia alba dolens e flegmasia 
alba cerulea. 
− Aumento da pressão hidrostática, seja por insuficiência das valvas das veias, seja 
por oclusão do próprio vaso. 
III. Edema da Flebites 
− Decorre do componente inflamatório que aumenta a permeabilidade capilar 
− E das alterações já assinaladas no caso de varizes e de tromboses venosas. 
− Intensidade leve a mediana (+ a + +) 
− Elástico 
− Doloroso 
− Pele adjacente se apresentando lisa, brilhante, vermelha e quente. 
 
IV. Processos inflamatórios 
− Como os demais edemas inflamatórios, caracteriza-se por ser localizado 
− de intensidade leve a mediana (+ a + +), 
− elástico 
− doloroso 
− pele adjacente se apresentando lisa, brilhante, vermelha e quente. 
 
V. Afecções dos linfáticos 
− Linfedema é a designação que se dá para o edema originado nas afecções dos 
vasos linfáticos. 
− Depende da obstrução dos canais linfáticos (pós-erisipela, filariose) 
− Caracteriza-se semiologicamente por ser localizado, duro, inelástico e indolor 
− Francas alterações da textura e da espessura da pele, que se torna grossa e 
áspera. 
− Nos casos avançados, configura o quadro chamado de elefantíase 
 
VI. Postura. 
− O edema postural é o que ocorre nos membros inferiores das pessoas que 
permanecem por longo tempo na posição de pé ou que ficam com as pernas 
pendentes por várias horas, como acontece em viagens longas. 
− Decorre de aumento da pressão hidrostática. 
 
 
DATA: 12/05/2021 Juliana Oliveira – T. IV-B 
 
− É localizado, discreto (+ a + +) 
− Mole 
− Indolor 
− Desaparece rapidamente na posição deitada. 
 
B. Generalizado: O edema que, mesmo aparentemente restrito a uma parte do corpo, tem como causa 
uma alteração cardíaca, renal, -
inferiores nos pacientes que estão deambulando, mas, à medida que se intensifica instala-se nos 
diferentes segmentos corporais. 
 
Obs: É nos membros inferiores que mais frequentemente se constata a existência de edema; todavia, duas outras 
regiões devem ser sistematicamente investigadas: face (especialmente regiões subpalpebrais) e região pré-sacra; 
esta é obrigatória nos pacientes acamados, recém-natos e lactentes. 
 
II. INTENSIDADE: Para determinar a intensidade do edema, emprega-se a seguinte técnica: com a polpa 
digital do polegar ou do indicador, faz-se uma compressão, firme e sustentada, de encontro a uma estrutura rígida 
subjacente à área em exame, pode ser a tíbia, o sacro ou os ossos da face. 
 
Caracteriza-se a intensidadedo edema referindo-se à profundidade da fóvea graduada em cruzes 
(+, + +, + + + e + + + +). 
 
 
Duas outras maneiras podem ser usadas para avaliar a magnitude da retenção hídrica: 
a. Pesando-se o paciente diariamente 1 vez/dia, pela manhã ou à noite. Variações muito 
acentuadas do peso traduzem retenção ou eliminação de água. 
OBS - Regra básica: todo paciente que apresenta edema deve ser pesado diariamente. 
Fóvea é o “buraquinho” e se 
existe é um sinal de Godet ou 
Cacifo positivo 
 
 
DATA: 12/05/2021 Juliana Oliveira – T. IV-B 
 
 
b. Medindo-se o perímetro da região edemaciada, como se pode fazer no caso de edema de 
membros inferiores. 
OBS - Comparar um lado com o outro em dias sucessivos pode ter valor clínico. Na prática não usa. 
 
III. CONSISTÊNCIA: A mesma manobra adotada para avaliar a intensidade serve para investigar a 
consistência do edema, a qual pode ser definida como o grau de resistência encontrado ao se comprimir a região 
edemaciada. 
 
A. Edema mole: é facilmente depressível. Observado em diferentes condições, significa apenas 
que a retenção hídrica é de duração não muito longa, e o tecido celular subcutâneo está infiltrado de 
água 
B. Edema duro: nesse tipo de edema, encontra-se maior resistência para obter a formação da 
fóvea. Traduz a existência de proliferação fibroblástica que ocorre nos edemas de longa duração ou 
que se acompanharam de repetidos surtos inflamatórios 
 
IV. ELASTICIDADE: Esta é indicada não só pela sensação percebida pelo dedo que comprime, mas 
principalmente observando-se a volta da pele à posição primitiva quando se termina a compressão. 
A. Edema elástico: a pele retorna imediatamente à sua situação normal, ou seja, a fóvea perdura 
pouquíssimo tempo. O edema elástico é típico do edema inflamatório 
B. Edema inelástico: é aquele em que a pele comprimida demora a voltar à posição primitiva, ou 
seja, a depressão persiste por certo tempo. 
 
V. TEMPERATURA DA PELE CIRCUNJACENTE: Usa-se o dorso dos dedos ou as costas das mãos, 
comparando-se com a pele da vizinhança e da região homóloga. 
A. Pele de temperatura normal: frequentemente a temperatura na região edemaciada não se 
altera, o que é desprovido de qualquer significado clínico 
B. Pele quente: significa edema inflamatório 
OBS: O edema inflamatório é doloroso, mole, elástico e a pele circunjacente é quente e, 
frequentemente, vermelha. 
C. Pele fria: traduz comprometimento da irrigação sanguínea daquela área. 
 
VI. SENSIBILIDADE DA PELE CIRCUNJACENTE: Para apreciação da sensibilidade, aproveita-se a manobra 
inicialmente descrita: digitopressão da área que está sendo investigada. 
A. Doloroso: é o edema cuja pressão desperta dor. 
OBS: Edema doloroso indica processo inflamatório 
B. Indolor quando tal não ocorre. 
 
VII. OUTRAS ALTERAÇÕES DA PELE ADJACENTE. 
i. Mudança de coloração 
a. Palidez: Atinge maior intensidade nos edemas que se acompanham de transtorno da 
irrigação sanguínea. 
b. Cianose: Indicativa de perturbação venosa localizada, mas pode ser parte de uma 
cianose central ou mista. 
 
 
DATA: 12/05/2021 Juliana Oliveira – T. IV-B 
 
c. Vermelhidão: Indica processo inflamatório. 
 
ii. Textura e a espessura da pele: 
a. Pele lisa e brilhante: acompanha o edema recente e intenso; 
b. Pele espessa: é vista nos 
pacientes com edema de longa duração; 
c. Pele enrugada: aparece quando o edema está sendo eliminado. 
 
V, TIPOS. 
 
Edema hepático 
Edema alérgico

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