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CC 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NA PRÁTICA 
■ Normalmente 2 situações: acidentado com 
instalação de corpo estranho agudo ou pode ser 
um paciente com corpo estranho há muito 
tempo; 
■ Corpos estranhos encontrados em partes moles 
geralmente são secundários: 
– Trauma penetrante; 
– Escoriações; 
– Nesses pacientes tem que lavar bem a ferida; 
■ Pode resultar em: 
– Desconforto; 
– Deformidade; 
– Atraso na cicatrização; 
– Infecção local ou sistêmica; 
– Trauma secundário às tentativas de remoção; 
■ O tipo, a localização da ferida e o tempo do 
mecanismo da lesão podem dificultar a 
identificação do corpo estranho; 
PRIMEIRO QUESTIONAMENTO: 
■ Agudo ou crônico? 
– Agudo é mais fácil de localizar, o crônico mais 
difícil; 
■ Segundo questionamento: consegue ver ou 
palpar? 
– Se sim, é mais fácil de retirar; 
– Se não, mais difícil de retirar e tem que fazer 
exames de imagem; 
 
REAÇÃO AO CORPO ESTRANHO 
■ O organismo pode: 
– Expulsar – corpo gera uma reação inflamatória, 
que expulsa o corpo estranho juntamente com uma 
secreção; 
– Formar um abcesso no subcutâneo; 
– Formar uma fístula; sai muita secreção 
• Fazer uma fibrose – organismo engloba o corpo 
estranho, fazendo um processo fibrótico e isso 
pode aderir a tendões causando limitações dos 
movimentos; 
• Mais discreta em agulhas e metais e mais 
exuberante em madeiras; 
 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA EM 
PROCESSOS CRONICOS 
■ Dor localizada; 
■ Incômodo; 
■ Secreção purulenta – fístula -> muito comum em 
corpo estranho por fio, as vezes o organismo 
rejeita um fio de sutura; uma aponeurose ou 
subcutâneo, a cicatriz não cicatriza 
■ Dor + sinais flogísticos – abcesso; 
■ Limitação de movimentos; 
 
AVALIAÇÃO 
■ Tempo – quanto mais tempo, mais fibrose vai 
ter; 
■ Natureza; 
■ Presença de materiais envolvidos? 
– Cacos de vidro; 
– Farpas de madeira; 
– Lascas de metal; 
■ Tem que ver o quanto incomoda o paciente, 
porque as vezes é pior retirar do que deixar lá – 
risco x benefício; 
■ Severidade e irradiação da dor; 
■ Sensação de presença de corpo estranho; 
■ Atenção: paciente com infecção localizada 
recorrente (no mesmo local) deve pensar em 
corpo estranho; 
– Pergunta ao paciente sobre trauma local prévio; 
■ Não se esquecer de perguntar quanto a 
comorbidades, vacinação antitetanica e alergias; 
 
EXAME FÍSICO 
■ Palpação é muito importante; 
■ Localização; 
■ Edema; 
■ Calor; 
■ Eritema; (os 3 = abscesso) 
■ Sintomas neurológicos – déficits motores/ 
sensitivos; 
■ Limitação de movimentos; 
■ Presença de orifício de drenagem – 
normalmente vai denotar uma fístula; 
■ Se o corpo estranho formou um abcesso, muito 
comum encontrar edema, calor, eritema, 
pontos de flutuação; 
DIAGNÓSTICO 
■ Quase sempre vai precisar de exames 
complementares; a não ser que seja evidente. 
Se consegue ver o corpo estranho não precisa. 
INDICAÇÕES DE EXAME DE IMAGEM: 
– Se houver suspeita clínica de corpo estranho no 
subcutâneo que não é visualizado; 
 CC 2 
– Avaliação de estruturas próximas afetadas; 
■ Raio-X - em 2 incidências 
■ Evidencia quase todos os objetos, porém 
dependem de metodologia especial; 
– Metal é visualizado muito fácil; 
■ Mas pode ser muito evidente e não necessitar 
de exames complementares; 
EXAMES DE ROTINA 
■ Raio X simples: 
– Visualização de objetos radiopacos em 
diferentes posições – geralmente AP e perfil 
são suficientes; pelo menos em duas posições. 
– Colocar um objeto radiopaco no orifício por 
onde entrou, para ver onde está mais ou 
menos; 
■ Fluoroscopia: 
– Intensificador (arco de RX em C) permite a 
visualização radiográfica em tempo real, 
facilitando a identificação e a retirada de corpos 
estranhos radiopacos; 
– Muito usado no centro cirúrgico, ideal que haja 
ou um ultrassom ou uma fluoroscopia; Metais é 
fácil de identificar (em PA não da pra saber se 
esta em anterior ou posterior). 
■ Tomografia computadorizada: 
– Detecção e planejamento da retirada de objetos 
radiopacos em localização mais profunda; 
– Identificar corpos estranhos radiotransparentes 
não visíveis ao RX; 
– Avalia reação tecidual e formação de abcessos – 
normalmente metais não cursam com esses 
processos; 
– Detalhamento anatômico e posição do corpo 
estranho. Se a gente não PALPA fica difícil. 
– O projetil pode ficar a vida toda e não causar 
infecção, só tira se tiver perto de uma estrutura 
importante. Caso contrario, o corpo faz um 
tipo de fibrose com material que ficou no 
corpo. 
■ Ultrassonografia (USG): 
– Avaliação do corpo estranho em tempo real; 
– Edema e abcessos; 
– Apresentação dos objetos: hiperecoico e 
sombra acústica posterior; 
– Guia para remoção do corpo estranho; 
– Melhor método e o de primeira escolha para 
investigação e remoção de corpos estranhos; 
– Identifica corpo estranho menor que 10 mm até 4 
cm de profundidade, independente de serem 
madeira, vidro, metal ou plástico; mas se tiver atrás 
de osso não consegue ver direito, mas se não 
palpa você tem que saber quantos cm atrás da 
pele. 
– Limitação: examinador dependente e só 
localiza corpo estranho em tecidos mais 
superficiais; 
– Integridade dos ligamentos, tendões, cápsulas e 
– estruturas neurovasculares; 
– Objetos oblíquos ou perpendiculares são mais 
difíceis de serem identificados; 
– Limitação: atrás de ossos ou em lugares com 
muitas estruturas, como mão e dedo; US é um 
dos melhores para identificar 
 
A maioria das vezes pede US, que é melhor, porem 
nenhum método da pra saber ao certo onde esta. 
TIPOS DE CORPOS ESTRANHOS 
AGULHAS 
■ Comuns; 
■ De fácil visualização pelo rx; 
■ Lesões pouco significativas; 
ESPINHOS 
■ Superficial ou profundo; 
■ Não dá para saber se realmente está presente 
ou se a dor é só pela lesão; 
■ Geralmente evoluem com infecção intensa; 
■ Geralmente é expulso junto com o pus ou a 
drenagem de abcesso; 
■ Podem evoluir com fístula quando não expulso; 
■ Espinho de macaúba: longos e podem quebrar 
dentro do organismo; 
FERIMENTOS POR ARMA DE FOGO 
■ Geralmente não causa infecção, porque o calor 
é tão intenso que a bala se torna estéril; 
Quando as lesões são superficiais, a gente acaba 
tirando. 
VIDRO 
■ Provoca mais sensação de corpo estranho do 
que outros materiais; limpeza rigorosa é para 
não ficar corpo estranho dentro do paciente. 
localiza pelo US. 
FIOS CIRÚRGICOS 
■ Normalmente um pontinho sempre sai 
secreção; fio que o organismo esta rejeitando – 
nylon – vycril. Em Pós op, tem que abrir puxar 
e deixar cicatrizar sozinho. 
 
MADEIRA 
■ Fistula cutânea, paciente ficava colocando 
corpo estranho no próprio corpo. 
 CC 2 
OURIÇOSO DO OMAR 
■ Não é muito comum pisar. 
 
ACOMPANHAMENTO 
■ Conduta depende: 
– Localização; 
– Composição; 
– Presença ou não de infecção; 
■ Metal e vidro geralmente são bem tolerados; 
■ Não toleram corpo estranho: área de apoio 
região plantar ou de preensão (polpa digital) e 
articulações; (espinho na ponta do pé ou no 
dedo da mão) 
■ Se a operação que se propõe fazer pode 
potencialmente ser mais lesiva do que a presença 
do CE, o melhor é deixa-lo ficar; se não tiver 
causando problema, nem abscesso, nem fistula. 
INDICAÇÃO PARA REMOÇÃO 
■ Comprometimento neurovascular; 
■ Evidencia de infecção; 
■ Deformidade estética; 
■ Comprometimento funcional – tensão; 
■ Dor crônica; 
■ Desejo do paciente; 
■ Lesões intramusculares ou muito profundas: 
cuidado porque o corte vai ser grande, vai 
haver nervos, vasos; 
Bala na pelve – vai fazer uma laparotomia para tirar um CE 
que não esta causando nada? Melhor não. 
Intramuscular ou profundo – vai ter que ser um corte muito 
grande pra achar esse CE e corre o risco de não achar. 
CONTRAINDICAÇÃO DA REMOÇÃO POR 
NÃO ESPECIALISTA 
■ Inserção profunda; 
■ Comprometimento da integridade 
neurovascular; pra retirar o corpo estranho 
perto de um vaso. 
■ Comprometimento de estruturas adjacentes 
durante a remoção; 
■ Informação pobre/inadequadada posição do 
objeto; 
■ Sangramento severo em potencial – alterações 
hematológicas; 
 
COMPLICAÇÕES RELACIONADAS À 
REMOÇÃO 
■ Aumento da ferida ou realização de uma ferida 
adicional; 
■ Dissecção dos tecidos adjacentes; 
■ Risco adicional de infecção de partes moles; 
■ Injúria neurovascular adicional 
 
ABORGADEM TERAPEUTICA 
TRATAMENTO CLÍNICO-ASSINTOMÁTICO 
■ Normalmente só analgesia; se é inicial 
■ Pode ter ATB também; 
TRATAMENTO CIRÚRGICO 
■ Agudo x crônico; 
■ Abcesso: drenar; CE tende a sair junto com a 
drenagem 
■ Fístula: abordar; 
Quando conseguimos palpar, não precisa de exame 
complementar. 
SISTEMATIZAÇÃO DA CONSULTA 
ANESTESIA SEGMENTAR (TRONCULAR/ 
REGIONAL) OU GERAL: 
– Anestesia local direta influencia no tato – 
ex.cisto sebáceo; anestesia deixa td duro. 
A não ser que esteja vendo o corpo estranho; 
Se não estiver vendo é melhor fazer troncular. 
■ Pode ser feita local se for retirado guiado por 
USG ou fluoroscopia; se for guiado vc pode 
fazer anestesia local. 
IMPEDIR SANGRAMENTO: 
■ Manguito na raiz do membro após a elevação 
do membro por 3 minutos; 
■ Sangramento dificulta muito o procedimento; 
PLANEJAMENTO: 
■ USG intraoperatório; 
■ Intensificador de imagem; 
Muito cuidado com os CE que a gente não palpa, mas o 
USG mostra, mesmo assim tem a possibilidade de não 
encontra-lo no procedimento; 
AGULHA ESPINHO PERPENDICULAR À 
PELE: 
■ Incisão sobre o orifício de entrada do objeto - 
acontece o deslocamento do objeto; 
■ Ideal fazer o método Reels: 
– Fazer a incisão apenas na pele, sem atingir o 
TCSC; 
– Deslocar as bordas da pele do TCSC; 
– Separar as bordas da ferida com o dedo e 
espremer a ferida para sair o objeto; 
REMOÇÃO DE ANZÓIS: 
■ Anzóis com penetração tissular profunda em 
áreas que podem envolver tendões, vasos, 
nervos ou ossos precisam de uma avaliação 
completa antes da remoção; 
■ A técnica ideal para remoção de anzol depende 
do anzol que está incrustado; 
■ Tipos de anzóis: 
1. Anzóis de haste reta e farpa única; 
2. Haste reta e várias farpas; 
3. Anzóis triplos; 
 
■ : 
Não utiliza anestesia, não faz mt na pratica 
– Aplicar uma pressão para baixo na haste do 
– anzol para desengatar a farpa; 
 CC 2 
– A pressão para baixo é mantida e o anzol é 
puxado da pele pela via de entrada; 
– Se for encontrada resistência enquanto o anzol 
é removido, o procedimento deve ficar 
interrompido e outra técnica deve ser tentada; 
– Não utiliza anestesia; 
– Normalmente não se faz; 
■ : n faz mt na pratica 
– Amarrar um cordão no ponto médio da curva 
do anzol e segurar a uma distância de 7-10cm 
do anzol. Aplicar uma pressão para baixo na 
haste do anzol ara desengatar a farpa. Dar um 
puxão firme e rápido no cordão em um ângulo 
de 45º com a pele enquanto a pressão para 
baixo é mantida; 
– Não usar a técnica em tecidos mole como o 
lóbulo da orelha; 
– Também não é utilizada normalmente; 
■ agulha: 
– Avançar uma agulha 18G ao longo do anzol até 
que ela cubra a farpa – o anzol e a agulha são 
puxados do ferimento simultaneamente; 
– Múltiplas tentativas de punção com agulha irão 
aumenta a lesão nos tecidos moles adjacentes e 
podem causar sangramento ou formação de 
hematoma; 
■ + comum na pratica 
– Usar alicates ou pinças grandes para avançar a 
ponta do anzol pela pele; 
– Nos anzóis de haste única e múltiplas farpas, a 
haste é cortada com cortadores de arame e o 
anzol é puxado pela frente para fora do 
ferimento; 
– Nos anzóis de farpa única ou nos anzóis triplos, 
o ponto do anzol que inclui a farpa é cortado 
com o cortador de arame e o anzol é puxado 
para trás pelo ferimento; 
– A anestesia local deve ser feita no ponto onde o 
anzol vai sair da pele; 
– Essa é a técnica utilizada; 
PROFILAXIA 
■ ATB profilático: 
– Feridas muito contaminadas; 
– Paciente de risco – com comorbidades; - DM, 
imunossupressão. 
■ Vacina antitetânica; 
Próximo na região dos ossos, tem que fazer 
fluoroscopia, é melhor de saber onde esta 
REMOÇÃO DE ANÉIS 
■ Elevar o membro para diminuir o edema; 
■ Enrolar um fio trançado de grosso calibre distal 
para proximal, com certa pressão para diminuir 
edema; 
■ Passar o fio embaixo do anel; 
■ Lubrificar bem o anel; 
■ Tracionar o anel em direção distal e desenrolar 
o fio; 
■ Mas essa técnica é difícil, por isso normalmente 
chama o bombeiro, que ele possui a tesoura 
certa; 
 
Fio trançado.

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