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Malik Prates 20.2 
1 
Primeiros socorros 
• Atendimento inicial ao politraumatizado (S1) 
− Conceito: 
✓ Atendimento imediato e provisório prestado a uma pessoa ferida ou que adoece repentinamente 
até a chegada do atendimento pré-hospitalar (A.P.H.) ou de um médico. 
▪ É imediato porque deve ser dado de forma precoce e assim que se detecte o problema. É 
provisório porque o tratamento definitivo será dado em um hospital ou clínica por uma 
equipe multidisciplinar de saúde. 
▪ O A.P.H. (Atendimento Pré-Hospitalar) é aquele dado por profissionais que chegam numa 
ambulância. Neste veículo todos os equipamentos e materiais estarão disponíveis para o 
atendimento da vítima. Os profissionais são os socorristas que foram previamente 
capacitados para este tipo de atendimento. 
▪ Os Primeiros Socorros e o APH não substituem o atendimento médico. 
✓ É todo atendimento dado a uma pessoa com os recursos materiais disponíveis naquele 
momento, contanto com o conhecimento e capacitação do socorrista 
▪ A improvisação de materiais e equipamentos será muito importante 
➢ O colar cervical é para fazer a imobilização da região do pescoço para evitar o 
agravamento de uma possível lesão medular. Podemos improvisar um colar cervical com 
papelão, ou com duas sandálias Havaianas ou até mesmo com dois bonés. 
➢ As talas de madeira servem para estabilizar e imobilizar uma fratura. A improvisação 
destas pode ser com a utilização de galhos de árvores, pedaços de madeira, papelão ou 
cabos de vassoura. 
 Nestas improvisações precisamos levar em consideração a agilidade na utilização do material e 
confecção deste equipamento. Com também é fundamental ter bom senso para não querer realizar 
improvisações complexas e que venham a machucar a vítima. 
✓ Não podemos usar medicações em primeiros socorros. Estes são procedimentos exclusivos dos 
médicos 
− SALVAR x SAMU 
✓ As emergências são agrupadas em clínicas ou não traumáticas e as traumáticas. 
✓ SALVAR: serviço de que é vinculado ao Corpo de Bombeiros Militar da Bahia que é ligado ao 
Governo do Estado; foi criado para atender apenas as vítimas de trauma. Portanto eles não fazem 
atendimentos clínicos. Atende pelo número gratuito 193 que também é o mesmo número do 
Corpo de Bombeiros para incêndios e demais atendimentos peculiares. 
✓ SAMU: vinculado à prefeitura de Salvador que por sua vez recebe verbas do Governo Federal. O 
SAMU atende as emergências traumáticas e as não traumáticas. Atende pelo número 192. 
− Matérias de atendimento 
✓ Colar cervical, prancha de transporte, head-blocks, KED, DEA e mochilas para acondicionamento 
dos equipamentos 
✓ No Brasil temos transporte aero-médico em algumas cidades como em São Paulo e Rio de 
Janeiro. 
✓ A motocicleta consegue driblar os engarrafamentos e chegar rápido nas vítimas. Mas não 
consegue transportar uma grande quantidade de materiais. 
✓ Ambulancha para transporte de vítimas e doentes 
− O dever legal da prestação de socorro 
✓ Todas as pessoas têm obrigação legal de prestar-lhe socorro, sob pena de incorrer em crime de 
omissão de socorro. 
✓ Código penal, artigo 135; pena detenção de 1 ou 6 meses ou multa; 
 Malik Prates 20.2 Primeiros Socorros 
2 
✓ Mesmo sem saber os Primeiros Socorros, todos precisam pelo menos telefonar para o SALVAR 
ou para o SAMU e pedir ajuda 
− Hora de ouro/ Período de ouro 
✓ Os primeiros minutos após o acidente quando a vítima precisa ser rápida e bem atendida 
▪ Zero a 20 minutos: primeiros socorros 
▪ 20 a 40 minutos: atendimento pré-hospitalar 
▪ 40 a 60 minutos: atendimento hospitalar 
 Tempo crítico: primeiros 60 minutos 
✓ Na primeira hora após o acidente temos uma taxa alta de mortalidade por complicações do 
trauma, principalmente por causa de hemorragias. 
✓ Se seguirmos este protocolo conseguimos reduzir a taxa de mortalidade entre 60 a 70%. 
✓ A cada um minuto há uma redução de 1% na sobrevivência da vítima 
− Fundamentos 
✓ Procedimentos básicos e simples que muitas vezes salvam a vida do acidentado evita o 
agravamento de lesões e reduz o sofrimento da vítima. 
✓ Um procedimento básico e simples que muitas vezes salva a vida do acidentado é a compressão 
de um sangramento ou hemorragia 
▪ Basta colocar um pano limpo (camisa, toalha, pano de prato) e apertar o local do 
sangramento. 
▪ O que dói muito em uma fratura é o contato das extremidades do osso fraturado. Se fizermos 
uma boa imobilização conseguimos reduzir a dor e consequentemente o sofrimento da 
vítima como também o agravo da lesão 
− Qualidades importantes ao socorrista 
✓ Precisamos ser rápidos, mas não intempestivos. Toda a sequência de atendimento precisa ser 
respeitada. 
✓ Uma pessoa precisa assumir a liderança das atitudes e coordenar o processo de atendimento. 
Será está a ligar ou pedir que ligue para o APH, solicitar que façam a sinalização do local, peguem 
sacos plásticos para proteger as mãos dos socorristas enfim, facilitem o momento. 
✓ É imprescindível que se mantenha a calma na hora do atendimento, para evitar que vítima que 
já está num momento difícil do ponto de vista psicológico, e abalada fisicamente pelas dores do 
trauma venha a presenciar atos de nervosismo desnecessário. 
✓ Todo socorrista precisa ter raciocínio rápido para tomar decisões velozes para acelerar o 
salvamento. Como também precisa de uma boa capacidade de observação sobre o cenário ao 
seu redor e do estado de saúde e quadro clínico da pessoa que está sendo atendida 
− Ao chegar ao local do acidente 
✓ Precisa estar atento a possíveis riscos que este ofereça. É obrigatório acionar o serviço de A.P.H, 
192 ou 193 
▪ Pedido de socorro 
➢ Importante que seja feito de forma precoce 
➢ Passar detalhes que possibilitem a chegada imediata como o local exato, pontos de 
referência, quilometragem e sentido da via 
➢ Informar o número de vítimas e gravidade destas 
o Vermelha: imediata, ferimentos críticos que podem resultar em perda da vida 
o Amarela: pode aguardar, ferimentos debilitantes, mas que não necessitam de 
tratamento imediato 
o Verde: leve, condições que não ameacem à vida, geralmente deambulam 
o Preta: não salvável, irresponsivas, sem pulso e sem respiração 
o Múltiplas vítimas: mais de uma vítima, porém número de socorrista certos 
o Vítimas em massa: mais vítimas do que socorristas 
✓ A área deve ser isolada com fitas 
 Malik Prates 20.2 Primeiros Socorros 
3 
✓ Tomar conta do caso, ou seja, assumir a liderança 
✓ Realizar triagem de riscos 
− Etapas do atendimento 
✓ A posição básica do atendimento pré-hospitalar e dos PS é o decúbito dorsal 
✓ A movimentação da vítima segue um protocolo e não devemos realizar movimentos bruscos e 
desnecessários 
▪ A cabeça não deverá ser lateralizada porque poderá apresentar um TRM (Trauma Raqui-
Medular) cervical que será agravado com este movimento 
✓ Tranquilizar a vítima: 
▪ Diga apenas o seguinte: Sou estudante de medicina com curso de Primeiros Socorros. Fique 
tranquilo(a) que estou fazendo o melhor que posso e a ambulância já está chegando para 
fazer sua transferência para o hospital. Tudo vai ficar bem! 
✓ Afrouxar as roupas somente o necessário 
✓ Não devemos fornecer líquidos, porque existe possibilidade de cirurgia 
✓ Solicite ajuda de pessoas para telefonar, o que se fizer necessário 
✓ Avisar ao hospital mais perto, função do A.P.H 
✓ Evitar aglomerações ao redor da vítima, dificulta a circulação de ar 
− Segurança e autoproteção 
✓ Atento aos protocolos de biossegurança. A utilização de luvas ou de sacos plásticos nas mãos, 
máscara e óculos de proteção são essenciais 
✓ Sinalização do local do acidente é para prevenir novos eventos no mesmo local. 
✓ Grau de importância: 
▪ 1º lugar: segurança do socorrista 2º lugar: segurança da equipe de socorrista 3º lugar: 
segurança da vítima 
− Exame geral da vítima 
✓ O exame primário étambém chamado de ABC do socorrista ou ABC da Vida 
✓ O exame secundário é subdividido em exame da cabeça aos pés e exame dos S.V 
− Exame primário 
✓ Verifica condições clínicas que causem risco imediato de vida à vítima 
✓ Deve ser completado em 2 minutos 
✓ Suspeitar de lesão cervical em vítimas inconscientes e toda vítima de trauma 
✓ Organiza o atendimento inicial à vítima politraumatizadas determinando a ordem e prioridade 
da abordagem 
▪ X Hemorragia externa grave 
▪ A vias aéreas 
➢ Avaliação e proteção das vias aéreas e proteção da coluna cervical e aplicação do colar 
cervical 
➢ Avaliação da cavidade oral a procura de corpos estranhos, vômito ou sangue 
➢ Chin lift: elevação do mento // Jaw thrust: tração da mandíbula 
➢ Vítima responsiva (VA pérvia e oxigenação cerebral) / irresponsiva (ABC rápido/DEA) 
▪ B ventilação 
➢ Usar a técnica do VER, OUVIR e SENTIR 
➢ Observar dificuldade respiratória e frequência; palpação torácica; verificar se há 
pneumotórax 
➢ Encostar o rosto próximo ao da vítima para ver a expansão torácica e ouvir e sentir a 
respiração no ouvido e realizada a palpação do tórax. 
➢ Eupneia (FR adequada); taquipneia (FR adequada); Bradipneia (FR diminuída); dispneia 
(dificuldade); apneia (ausência) 
▪ C circulação 
 Malik Prates 20.2 Primeiros Socorros 
4 
➢ Checar o pulso carotídeo; observar a coloração da pele, perfusão sanguínea, pança, 
pelve, pernas; controlar hemorragias externas 
 Dica sequência dos 6 P: Pele (testa), pulso, perfusão, pança, pelve e pernas 
➢ Adulto: radial bilateral// Recém-nascido: braquial 
➢ Taquicardia/taquisfigmia (FC aumentada); bradicardia (FC diminuída); arritmia (FC 
irregular); normosfigmia (FC adequada) 
▪ D estado neurológico 
➢ Checar o nível de consciência através de respostas verbais e estímulos de pressão 
o Feitas perguntas simples como: Qual seu nome? Que dia é hoje? Para verificarmos 
se a vítima está orientada. Em uma pessoa que não está respondendo bem as 
perguntas podemos testar os estímulos dolorosos. (Escala AVDI / alerta, obnubilado, 
torporoso, coma) 
➢ Avaliar as pupilas (simetria e fotorreatividade) 
o Devem ser testadas de preferência com uma lanterna e o resultado ideal é que 
estejam simétricas e foto reagentes 
➢ Escala de Glasgow (TCE): Pontuada de 3 a 15/ resposta ocular 4, resposta verbal 5, 
resposta motora 6/ grave 3 a 8; moderado 9 a 12; leve 13 a 15 
▪ E exposição 
➢ Procura-se dar conforto à vítima e avaliar possíveis lesões que não estejam tão 
aparentes; atenção a hipotermia 
✓ Posição do socorrista 
▪ Consiste em um joelho no chão e o outro elevado. Esta fornece equilíbrio, 
conforto e agilidade para o atendimento 
▪ Todos os procedimentos de PS serão realizados nesta posição, a única exceção 
é a RCP 
− Exame secundário 
✓ Avaliação mais detalhada da vítima, avaliação mais pormenorizada do acidentado 
✓ Exame da cabeça aos pés 
▪ É realizado palpando-se literalmente a vítima da cabeça aos pés à procura de lesões, 
ferimentos, fraturas, luxações e sangramentos. 
▪ Hematoma acúmulo sanguíneo + tumoração/Equimose acúmulo sanguíneo/edema acúmulo 
de líquido intersticial 
▪ Sequência de palpação: 
➢ Couro Cabeludo; Face, Coluna cervical; Tórax; Membros superiores e clavicula; Dorso; 
Abdome; Membros inferiores 
✓ Exame dos dados vitais: 
▪ Necessitamos de tensiômetro e estetoscópio para verificação da tensão arterial, de 
termômetro para medir a temperatura e o oxímetro de pulso mede o número de batimentos 
cardíacos por minuto e a saturação de oxigênio 
 Vítimas não politraumatizadas: o começo do atendimento é pela queixa principal 
• Ataque cardíaco (S2) 
− Caracterizada pela obstrução das artérias coronárias, resultando na diminuição do fluxo sanguíneo 
de tal maneira que o suprimento de oxigênio se torna insuficiente para o funcionamento normal do 
coração. 
− Tal problema irá ocasionar dor precordial. 
− A extensão do infarto irá depender diretamente do calibre da artéria coronária acometida. Quanto 
maior o calibre da área obstruída maior será o dano ao miocárdio 
− Síndrome Coronariana Aguda possui três quadros clínicos importantes: 
✓ Angina de Peito; Infarto Agudo do Miocárdio; Morte Súbita 
− Fatores de risco modificáveis 
 Malik Prates 20.2 Primeiros Socorros 
5 
✓ Tabagismo, colesterol elevado, hipertensão arterial, falta de exercícios físicos, estresse, álcool 
− Fatores de rico não modificáveis 
✓ Idade avançada; sexo masculino; diabetes mellitus; hereditariedade (genética) 
▪ As mulheres têm a proteção do seu sistema cardíaco pelos hormônios femininos e por tal 
motivo os homens são mais acometidos. 
▪ A diabetes descompensada ataca a parede das artérias propiciando a doença coronariana 
− Angina do peito 
✓ Dor ou desconforto que surge no tórax, causada pela chegada insuficiente de sangue no 
miocárdio 
✓ Existe um estreitamento na artéria coronária, ocorre por uma vasoconstricção onde há uma 
diminuição da luz da artéria, com consequente diminuição da passagem do fluxo de sangue 
normal o que irá causar dor precordial. 
✓ Causas 
▪ Obstrução parcial das coronárias; aumento das necessidades de 02 pelo coração 
➢ A obstrução da luz da coronária pelas placas de ateroma 
(colesterol) diminui a passagem do sangue e consequentemente 
a de oxigênio. Algumas situações como alimentação, atividade 
física e estresse podem acentuar tal quadro 
➢ Desencadeada pelo exercício físico, alimentação ou estresse 
emocional 
✓ Avaliação da dor 
▪ Dor em aperto, compressão ou queimação 
▪ Retroesternal, podendo irradiar-se para membro superior 
esquerdo, ombros, dorso, pescoço e mandíbula (DOR REFERIDA 
distante) 
− Infarto agudo do miocárdio 
✓ Necrose (morte) de área do músculo cardíaco produzida por uma redução prolongada na 
irrigação sanguínea. 
✓ Após 30-60 minutos de isquemia o miocárdio evolui para necrose 
✓ Substância fibrinolítica que tem a função de dissolver o coágulo e restabelecer o fluxo sanguíneo 
✓ A área de isquemia miocárdica será tanto maior de acordo com o 
ponto de obstrução na artéria coronária for mais calibroso 
✓ Causas: 
▪ Trombo (coágulo) obstruindo uma artéria coronária acometida 
por lesão aterosclerótica (ou por um ateroma ou um coágulo); 
uso de drogas como a cocaína (vasoconstricção violenta nas 
artérias coronárias) 
✓ Exames a serem realizados: 
▪ Eletrocardiograma; marcadores de necrose miocárdica 
(mioglobina, CK – MB e troponinas) 
▪ Realizados quando o paciente chega no hospital 
✓ Avaliação da vítima 
▪ Desconforto torácico (dor) semelhante a angina. De longa duração 
▪ Pode haver dor epigástrica (região da boca do estomago) 
▪ A dor pode se associar a vômitos, sudorese, ansiedade, inquietação e falta de ar 
▪ Os sintomas podem ter início em repouso 
▪ Diabéticos podem desenvolver IAM sem dor 
➢ A diabetes é uma doença que cursa com produção insuficiente ou má produção de 
insulina. A doença se não tratada ou se estiver descompensada pode trazer diversas 
complicações ao paciente. Uma delas é a neuropatia diabética que afeta os nervos. As 
 Malik Prates 20.2 Primeiros Socorros 
6 
taxas altas de glicose trazem danos aos nervos periféricos comprometendo a transmissão 
do impulso nervoso (neste caso da dor) 
✓ Complicações 
▪ Arritmias (elétrica) o coração sai do seu ritmo normal de funcionamento → fibrilação 
ventricular (uso do D.E.A) → Principal causa de morte 
▪ Falência cardíaca (mecânica) 
✓ Angina de peito X infarto agudo do miocárdio 
▪ Angina: melhora da dor; repouso, oxigenioterapia, medicação 
▪ I.A.M: não há melhora da dor; repouso, oxigenioterapia, medicações habituais 
▪ Só será confirmada no hospital 
✓ Conduta 
▪ Acione imediatamente o serviço de emergência, pois quanto mais rápido o paciente chegar 
no hospital de referência, maiores as possibilidadesde reduzir a área de infarto 
▪ Manter a vítima em repouso absoluto 
▪ Caso o paciente torne-se inconsciente, abrir vias aéreas e assistir a respiração, verificando os 
dados vitais frequentemente 
▪ Afrouxe roupas apertadas no pescoço e cintura 
− Morte súbita 
✓ Paciente com doença coronariana que evolui com quadro clínico de PCR, ou seja, 
repentinamente uma parada cardíaca 
✓ Sinais e sintomas prévios podem não existir. 
✓ Conduta: 
▪ Solicitar ambulância para o local 
▪ Iniciar a RCP 
▪ É fundamental que esse paciente tenha acesso precoce à desfibrilação e ao suporte avançado 
de vida 
▪ A desfibrilação (D.E.A) é o tratamento para se reverter uma fibrilação ventricular e uma 
taquicardia ventricular sem pulso 
▪ A angioplastia coronária é um procedimento médico minimamente invasivo, desobstruir 
uma artéria coronária e restabelecer o fluxo normal de sangue. Consiste em um cateter com 
um balão que é inflado na região obstruída. Podendo ser com ou sem stent 
 Cirurgia para revascularização do miocárdio, ponte de safena, substituição da artéria pela veia safena 
é uma cirurgia preventiva 
• Reanimação cardio-pulmonar (S3) 
− É uma técnica criada para restaurar artificialmente o fluxo sanguíneo através do coração e promover 
trocas gasosas (oxigênio) nos pulmões. Estas manobras visam manter um aporte de oxigênio 
adequado ao cérebro e coração 
− A parada cardiorrespiratória (PCR) é a cessação súbita na função mecânica do coração. Ocorre um 
colapso hemodinâmico; A grande maioria das PCR ocorrem por fibrilação ventricular 
 Malik Prates 20.2 Primeiros Socorros 
7 
− A Reanimação Cárdio-Pulmonar é composta de: Compressão Torácica (Massagem Cardíaca) e 
Respiração Artificial 
✓ O socorrista deve estar com os dois joelhos apoiados, os braços devem estar estendidos 
formando um ângulo de 90º com o corpo da vítima. Deve estar posicionado de tal forma que 
consiga alternar os movimentos de compressões torácicas e as ventilações. 
− Sinais da PCR 
✓ Vítima sem pulso; sem respirar (parada respiratória); inconsciência; extremidades cianóticas ou 
pálidas; pele fria; midríase paralitica (sinal mais tardio) 
− Causas da PCR 
✓ Hipovolemia; Hipóxia; H+ (acidose); Hiper/Hipocalemia; Hipotermia; Toxinas; Tamponamento 
cardíaco; Tension Pneumothorax (Pneumotórax Hipertensivo); Trombose coronariana; 
Tromboembolismo pulonar. 
✓ causas comuns de PCR são: obstrução de via aérea, exsanguinação, lesão cerebral ou medular 
grave, lesões em estruturas vitais 
− Cadeia de sobrevivência 
✓ Reconhecimento imediato da PCR e acionamento do serviço de emergência/urgência. 
✓ RCP precoce, com ênfase nas compressões torácicas. 
✓ Rápida desfibrilação. 
✓ Atendimento Pré-Hospitalar. 
✓ Suporte avançado de vida eficaz e Cuidados pós-PCR integrados. 
− Biossegurança 
✓ O uso de EPI (Equipamentos de Proteção Individual) é fundamental para segurança. 
✓ As máscaras faciais descartáveis são opção de EPI que podem ser utilizadas durante as 
ventilações 
✓ Os dispositivos de barreira (como a máscara de bolso), ar expelido pelo socorrista passe pelo 
nariz e pela boca da vítima além de impedir que o ar exalado pela vítima volte para socorrista 
✓ Dispositivos bolsa-válvula-máscara. Conhecido como AMBU (unidade manual de respiração 
artificial); Pode ser acoplado a um reservatório caso seja utilizado O2; Deve ser usada com 2 
socorristas de preferência (um para selar a máscara e o outro para fazer as ventilações). 
 
− Respiração artificial 
✓ Boca-boca; boca nariz; boca-boca/nariz; Sempre lembrando de utilizar EPI 
✓ A preferência é pelo uso da máscara de bolso. Para realizar uma ventilação eficaz, quando 
presente apenas 1 socorrista, a máscara deve ser posicionada sobre a face da vítima, com seu 
ápice sobre raiz do nariz e seu lado oposto e rombo deve ser apoiado na região mentoniana da 
vítima. A máscara deve ser completamente vedada no rosto da vítima para que a elevação do 
tórax seja observada na insuflação. Os dedos, indicador e polegar de uma das mãos são utilizados 
para vedar as laterais e a região apical da máscara formando uma letra "C" enquanto os outros 
dedos da mesma mão permanecem apoiados na testa da vítima para auxiliar na manobra de 
inclinação da cabeça. O dedo polegar da outra mão exerce uma pressão na máscara que está 
sobre a região mentoniana, essa pressão ajuda a manter a boca da vítima aberta enquanto 
assegura a vedação da máscara sobre o queixo, essa abertura deve ser feita utilizando uma das 
manobras, head-tilt ou chin-lift. Os outros dedos da segunda mão permanecem apoiados no 
corpo da mandíbula para realização da manobra de inclinação da cabeça. 
 Malik Prates 20.2 Primeiros Socorros 
8 
✓ Em crianças e adultos deve ser realizada boca-boca: deve-se apoiar a região hipotenar da mão 
na testa da vítima como forma de estabilizar a cabeça da vítima e de apoio para o pinçamento 
do nariz com o primeiro e segundo quirodáctilos. Com o primeiro e segundo quirodáctilos da 
outra mão sobre os músculos bucinadores na porção terminal do sulco nasolabial, pince a boca 
da vítima até que forma um pequeno orifício entre os vértices de transição dos lábios superiores 
e inferiores deixando a boca em forma de “boca de peixe”. O socorrista deve inspirar o ar 
(inspiração normal, não profunda) e posicionar sua boca em volta da boca da vítima, garantindo 
que esteja envolvendo completamente, sem espaços para o ar escapar. O socorrista deve expirar 
o ar durante um segundo e o tórax deve se expandir nesse momento. O socorrista deve manter 
a via aérea da vítima aberta, afastar a sua boca da boca da vítima e observar o tórax retornar 
para a posição inicial. Quando o tórax se expande completamente quando o ar é expirado pelo 
socorrista e retorna quando o socorrista se afasta, sabe-se que a ventilação foi feita de forma 
eficaz. Deve-se fazer a segunda ventilação da mesma forma e retomar as compressões 
✓ Em bebês-neonatos: deve ser boca- boca/nariz. a conduta é igual no geral, contudo, deve-se 
realizar a respiração boca + boca/nariz. A boca do socorrista é posicionada envolvendo a boca e 
o nariz da vítima, vedando bem, sem espaços para o ar escapar. Essa técnica é utilizada, pois a 
distância entre os dois é pequena e o pinçamento do nariz é dificultado pelo tamanho reduzido 
deste. 
✓ Quantidade de ar inflado 
▪ Adulto: todo ar proveniente de uma expiração normal 
▪ Criança: metade do ar proveniente de uma expiração normal 
▪ Neonato: o ar contido nas bochechas 
− Vias aéreas 
✓ Lembrar sempre de realizar a sequência do A. Elevação do queixo (chin-
lift) ou anteriorização da mandíbula (jaw-thrust). Estas manobras já 
fazem a desobstrução da glote em casos de queda da base da língua. Se 
houver corpo estranho, fazer a remoção 
− Compressão torácica 
✓ O termo massagem cardíaca está em desuso. Atualmente o termo mais 
utilizado é compressão torácica. Deve ser realizada na linha 
intermamilar, no esterno (2 dedos acima do apêndice xifoide). 
✓ Para realização das compressões se utiliza a região hipotênar. As 
mãos podem estar sobrepostas, porém o posicionamento mais 
utilizado é com os dedos entrelaçados 
✓ No adulto: Com as duas mãos: a pressão deve ser exercida sobre o 
esterno na linha intermamilar (ou 2 dedos acima do 
processo xifoide) e deverá fazer uma compressão de, no 
mínimo, 5 cm e no máximo 6 cm em uma frequência de 
100 a 120 compressões por minuto em ciclos de 30 
compressões para 2 ventilações. 
✓ Na criança: A técnica é realizada com 1 mão (opcional para 
crianças muito pequenas) ou com as duas mãos. Deve-se 
comprimir sobre o esterno na linha intermamilar à profundidade de, no mínimo, um terço do 
diâmetro ântero-posterior (AP) – cerca de 4 a 5 cm – em uma frequência de 100 a 120 
compressões por minuto em ciclos de 30:2. A outra mão estará apoiada na testa para manter a 
inclinação da cabeça e consequentementea abertura das vias aéreas. Caso haja mais de um 
socorrista a relação passa a ser de 15:2 (um socorrista comprime e o outro mantém a abertura 
das vias aéreas e ventila). 
✓ Para menores de 1 ano: A técnica é realizada com dois dedos: com um socorrista, a pressão é 
realizada com o 3º e 4º quirodáctilos ou com o 2º e 3º, posicionando-os um pouco abaixo da 
 Malik Prates 20.2 Primeiros Socorros 
9 
linha intermamilar. O esterno deve descer, no mínimo, um terço da profundidade do tórax do 
bebê. Isso corresponde a cerca de 4cm. A outra mão estará apoiada na testa para manter a 
inclinação da cabeça e consequentemente a abertura das vias aéreas. Com dois socorristas, é 
mais indicada a técnica dos dois polegares (o segundo socorrista irá manter as VA abertas e 
ventilará), pois evidências comprovam que a técnica produz uma maior pressão de perfusão da 
artéria coronária, permitindo um melhor enchimento e compressão do tórax (exemplo na foto 
do slide 20). 
✓ Adulto: com 1 ou 2 socorristas: frequência: 30 X 2 
✓ Criança: com 1 socorrista frequência: 30 x 2; com 2 socorristas profissionais de saúde frequência: 
15 x 2 
✓ Bebê: 1 socorrista: 30 X 2; 2 socorristas profissionais de saúde: 15 X 2 
✓ Neonato: 3 X 1 - (30 segundos de insuflação com 1 segundo de duração) 30x2, com 2 socorristas 
15x2; Pode ser feito tanto com o 2º e 3º Quirodáctilos quanto com o 3º e 4º. 
− Realização de RCP de alta qualidade 
✓ 100 a 120 compressões por minuto. 
✓ Compressão de no mínimo: 5 a 6 cm em adultos; 5 cm em 
crianças; 4 cm em bebês e neonatos. 
✓ Minimizar interrupções nas compressões. 
✓ Deixar o tórax retornar totalmente ao normal. 
✓ Evitar excesso de ventilação. 
✓ As ventilações devem ser aplicadas em aproximadamente 1s. 
✓ A verificação do pulso não deve exceder os 10 segundos. Caso 
não sinta o pulso em 10 segundos deverá iniciar a RCP. 
− Vias aéreas avançado 
✓ O termo via aérea avançada significa que o paciente se encontra entubado, nesses casos, as 
compressões são contínuas e a ventilação a cada 6 segundos 
✓ Via aérea avançada → Compressões torácicas contínuas (100 a 120/minuto) + Ventilação a cada 
6 segundos (10 ventilações/minuto). 
✓ Deve-se evitar ventilação excessiva. 
− Dados vitais 
✓ A checagem dos Dados Vitais é realizada automaticamente PELO DEA a cada cinco ciclos/2 
minutos. 
✓ O socorrista NÃO deve parar e checar os dados vitais manualmente 
− Etapas com dois socorristas 
✓ Quando dois socorristas estão disponíveis, o Socorrista 1, considerado o líder da equipe, realiza 
o dimensionamento da cena e a avaliação primária, e inicia o processo de fornecimento de RCP, 
começando com compressões torácicas. Enquanto isso, o socorrista 2 pede recursos adicionais e 
obtém/prepara o DEA, se disponível. O socorrista 1 continua a fornecer alta qualidade RCP com 
30 compressões a 2 ventilações até que o socorrista 2 esteja pronto para ajudar e/ou o DEA está 
pronto para analisar. Quando o DEA está pronto para analisar, o socorrista 1 deve se mover para 
a cabeça do paciente e o socorrista 2 deve se preparar para fornecer compressões torácicas e 
ficar na posição adequada. Os socorristas continuarão o ciclo de compressões e ventilações 
torácicas. Poderão trocar de posição a cada 2 minutos, quando o DEA solicitar a análise ou 
quando o socorrista que executa as compressões começar a fatigar. Equipes de resgate podem 
alterar de posição usando um termo acordado no final do último ciclo de compressão (por 
exemplo, podem contar ...24...25....26...27... “troca”...29...30) ou o socorrista que fornece 
compressões pode contar em voz alta e aumentar o volume de sua voz quando se aproxima do 
final de cada ciclo (… 21… 22… 23… 24… 25… 26… 27… 28… 29… 30). O socorrista do tórax se 
moverá para dar ventilações enquanto o socorrista na cabeça se moverá para o tórax da vítima 
para fornecer compressões. 
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10 
− Quando parar a RCP 
✓ Retorno as funções (TRM) tossir, respirar ou se mexer 
✓ Chegada da equipe especializada 
✓ Esgotamento físico 
✓ Óbito atestado por médico 
✓ Risco vigente ou iminente 
✓ Mudança de prioridade 
− Complicações 
✓ Algumas complicações podem surgir com a execução das compressões: fratura de costelas, 
pneumotórax, lesões na região abdominal. Apesar destas complicações a compressão torácica 
não deve ser interrompida até que a vítima retorne 
✓ Fratura de esterno, pneumotórax, hemotórax, contusão pulmonar, contusão cardíaca, 
lacerações de fígado, estômago, intestino e baço. 
✓ Embolia gordurosa. 
✓ AIDS, HTLV, Sífilis, Hepatite A, B e C e outras (Socorrista) 
− DEA (Desfibrilador esterno automático) 
✓ O DEA é um aparelho eletrônico portátil, confiável e de simples operação, que permite que 
pessoas leigas com treinamento básico e profissionais da área da saúde tentem a desfibrilação 
com segurança nas vítimas de Parada Cardiorrespiratória (PCR). 
✓ O aparelho é capaz de interpretar o ritmo cardíaco, selecionar o nível de energia e carregar 
automaticamente, cabendo ao operador apenas pressionar o botão de choque, quando indicado. 
✓ O DEA só irá indicar o choque nos ritmos desfibriláveis ou chocáveis (Fibrilação ventricular e 
taquicardia ventricular sem pulso) (Os ritmos mais frequentes em uma Morte Súbita) uma vez 
que o problema se encontra no sistema de condução elétrica. 
▪ Fibrilação ventricular (FV): o ritmo de parada mais comum em ambiente extra-hospitalar; o 
coração não apresenta ritmo organizado, não tem contrações coordenadas, ou seja, a 
movimentação ventricular não está sincronizada com as contrações atriais e a atividade 
elétrica é caótica, portanto, o coração tremula e não bombeia sangue. A FV pode ser causada 
por doenças cardíacas, intoxicações, choques elétricos, acidentes por submersão e traumas, 
e geralmente se associa com colapso súbito. Os pacientes que apresentam FV ou TV sem 
pulso como ritmo de colapso inicial têm taxa de sobrevivência maior do que aqueles com 
assistolia e AESP, principalmente se o diagnóstico for precoce e o tratamento iniciado o mais 
rápido possível. Se houver demora no reconhecimento da FV ela pode evoluir para fibrilação 
de baixa voltagem, que apresenta um pior prognóstico com menor resposta ao tratamento 
▪ Taquicardia Ventricular sem pulso (TV SP): taquicardia ventricular (TV) é uma condição na 
qual os ventrículos contraem mais de 100 vezes por minuto. A condição de emergência, TV 
sem pulso, ocorre quando a contração ventricular é tão rápida que não há tempo para o 
coração reabastecer, isto é, o tempo de enchimento das câmaras cardíacas é diminuído 
consideravelmente, resultando em pulso indetectável, sendo assim considerada uma 
modalidade de parada cardíaca. As causas podem estar associadas à doença cardíaca de base 
(ou pós-operatório de cardiopatia), síndrome do QT longo, miocardite, miocardiopatias, 
distúrbios hidroeletrolíticos (hiperpotassemia, hipocalcemia, hipomagnesemia) e 
intoxicações (antidepressivos tricíclicos e cocaína), apresentando-se com frequência maior 
que 100 bpm 
✓ Os ritmos não chocáveis são atividade elétrica sem pulso e assistolia. Nesses, o DEA não indicará 
o choque. 
▪ Assistolia: ritmo de parada cardíaca associado à ausência de atividade elétrica detectável 
pelo ECG e representado por uma linha reta. Neste ritmo, o coração não apresenta 
movimentação. 
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▪ Atividade Elétrica sem Pulso (AESP): Qualquer atividade organizada observada no monitor 
cardíaco ou no ECG em paciente sem pulso central palpável, esta definição exclui FV, TV e 
assistolia. 
✓ Fora do hospital, a grande maioria das PCR são precipitadas por taquicardia ventricular e 
fibrilação, que são os ritmos passíveis de choque e eles apresentam bom índice de resposta à 
desfibrilaçãoquando tratados em tempo hábil. No entanto, evoluem rapidamente para assistolia 
ou tornam-se progressivamente refratários ao choque quando tratados de forma tardia. Assim, 
quanto mais precoce a desfibrilação, melhores são os resultados na sobrevida 
✓ As pás do DEA possuem indicação dos locais onde devem ser posicionados 
✓ Sobrevivência reduz 10% a cada minuto de atraso da desfibrilação, após 12 min varia de 0-5% 
− Autopulse 
✓ Bomba de Suporte Cardíaco Não Invasiva; Compressões contínuas e sem variação; sem 
interrupções. 
✓ É um dispositivo utilizado para realização das compressões torácicas de forma automática 
− Cânula orofaríngea: 
✓ Objetiva manter a via aérea aberta mecanicamente 
✓ Contraindicado em pacientes com reflexo de vomito preservado. 
✓ Também existe nasofaringea 
✓ Não é um procedimento de PS 
 ATENÇÃO: Crianças e bebês sem expansão torácica e com taxa de batimentos menor ou igual que 60 
bpm e com sinais de perfusão inadequada (como cianose), devem ser consideradas como vítimas em 
PCR. Nesses casos, deve-se iniciar imediatamente as manobras de RCP (Começando pelas 
compressões torácicas) e checar pulso a cada 2 minutos. 
• PR (Parada respiratória) 
− Causas de uma PR 
✓ Corpos estranhos que obstruem a via aérea 
✓ Inalação de substâncias tóxicas 
✓ Estrangulamento ou golpes fortes na traqueia 
✓ Choque elétrico 
✓ Afogamento 
✓ Overdose de medicamentos 
− Tipos de procedimentos 
✓ Respiração boba-a-boca; respiração boca-nariz; pocket mask e bolsa-válvula-máscara 
− Procedimento de PR 
✓ Checar responsividade, se a vítima estiver irresponsiva e respiração ausente ou em gasping, 
posicionar o paciente em decúbito dorsal e expor o tórax; 
✓ Solicitar ajuda (DEA); 
✓ Abrir a via aérea; 
✓ Verificar a orofaringe em busca de corpo estranho (caso tenha, retirá-lo); 
✓ Realizar a ventilação (boca-a-boca, pocket mask, ambu); 
✓ Observar o tórax para perceber a presença de expansão torácica. 
✓ Verificar se as vias aéreas estão devidamente abertas, buscar por corpos estranhos e remover 
qualquer obstrução óbvia; 
✓ Fazer não mais do que duas tentativas de conseguir a ventilação com expansão torácica; 
✓ Verificar a presença de pulso a cada 2 minutos; 
− Frequência das insuflações 
✓ Adulto de 10/12 insuflações por 6/5 seg 
✓ Criança e bebê de 12/20 insuflações por 5/3 seg 
✓ Obs: Deve-se optar apenas por um intervalo de tempo 
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✓ Obs: O período de intervalo deverá estar 
• Traumatismo raquimedular – TRM (S4) 
− Lesão traumática da medula espinhal que na maioria das vezes está associada a fraturas na coluna 
vertebral trazendo graves complicações motoras e sensitivas. 
− Além de ocorrer a compressão direta por fragmento ósseo fraturado, pode haver piora da 
compressão por presença de hemorragia 
− As vertebras mais acometidas no TRM são C5, C6 e C7; T12 e L1 
✓ Regiões mais móveis da coluna 
✓ A coluna cervical está muito exposta, isso também aumenta chance de TRM nesta região em um 
acidente. 
− A medula espinhal é uma continuação do cérebro, começando na base do tronco cerebral, passando 
pelo forame magno (situado na base do crânio), seguindo através de cada vértebra pelo canal 
medular até o nível de L2 (segunda vértebra lombar). Ela é cercada por líquido cefalorraquidiano. 
− Lesão espinhal com ou sem déficit neurológico, deve ser considerada em vítimas de traumas 
múltiplos. A imobilização adequada é necessária em todos estes doentes 
− Conduta pré-hospitalar 
✓ Proteção da coluna cervical, principalmente, e de toda coluna vertebral - (Colar Cervical, Head 
Block, Ked e Prancha Longa). 
✓ Colar cervical rígido + head block = imobiliza lateralmente e anteroposterior 
✓ KED (Kendrick Extrication devide) utilizado para extricação (retirada de uma vítima de local onde 
ela não pode ou não deve sair por meios próprios). Protege cabeça, pescoço e dorso evitando 
danos medulares secundários. 
− A radiografia serve para avaliar lesões ósseas, não é possível ver a medula; podendo enxergar em 
uma ressonância nuclear magnética 
− Classificação quanto a altura da lesão: 
✓ Paraplegia: paralisia parcial ou completa do tronco, ou parte deste e dos MMII; Lesão da medula 
torácica ou lombar, ou raízes sacrais 
✓ Tetraplegia: paralisia parcial ou completa dos quatro membros e tronco, inclusive movimentos 
respiratórios; lesão da medula cervical 
− Classificação quanto a obstrução: 
✓ Transecção medular completa: todos os tratos medulares são interrompidos e todas as funções 
distais ao local da lesão são perdidas; causando paraplegia ou tetraplegia 
✓ Transecção medular incompleta: alguns tratos e funções motoras e sensoriais permanecem 
intactos 
− Causas: 
✓ Acidentes automobilísticos; quedas; acidentes de trabalho; ferimentos por arma de fogo; 
acidentes esportivos e mergulho em águas rasas 
 Faixa etária mais acometida está entre 16 aos 35 anos pois é a faixa etária que se envolve com 
atividades de maior risco 
✓ Mecanismos de lesão: 
▪ Sobrecarga axial: compressão da coluna; queda de alturas elevadas; 
mergulho em águas rasas 
▪ Lateralização ou rotação: choque lateral- maiores danos; pode gerar lesões 
ósseas, rompimentos de músculos e ligamentos o que resulta impacto na medula 
espinhal 
▪ Estiramento: cabeça fixa; tronco em movimento; efeito chicote 
(pode gerar TCE) 
− Avaliação da vítima 
✓ Fazer uma rápida avaliação do cenário e histórico do evento. Realizar o exame primário. 
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▪ Tempo decorrido de lesão; ABCDE; verificar sensibilidade; verificar motilidade 
✓ Importante realizar o alinhamento manual da cabeça (sem tração), exceto se contraindicado 
(resistência ao movimento, espasmo muscular do pescoço, aumento da dor, início ou piora de 
algum déficit neurológico, comprometimento de via aérea ou ventilação), verificar sensibilidade, 
motilidade. Em caso de homens, pode haver presença de priapismo (ereção provocada por conta 
de lesão medular) 
− Quando suspeitar de lesão medular 
✓ Mecanismo da lesão; vítimas inconscientes; dor no pescoço ou dorso; trauma facial ou craniano 
graves; perda sensitiva ou motora; vítimas de afogamento encontradas inconscientes 
− Conduta 
✓ Movimento em bloco; atenção à abertura de VA; Não prosseguir com alinhamento cervical caso 
encontre dor ou resistência; transporte em decúbito dorsal; estabilização manual da cervical, 
exceto se tiver HEAD BLOCK 
− Colar cervical 
✓ Equipamento obrigatório; prevenção de lesões medulares; proteção das vias aéreas; reduz a 
mobilidade cervical; evitar colares flexíveis 
✓ Impede movimento anteroposterior 
✓ O colar rígido sempre deve ser utilizado junto com estabilização manual ou uso de dispositivos 
auxiliares como head block. 
✓ O colar deve ser do tamanho certo para o 
paciente. Um colar pequeno permite 
importante flexão ou compressão da coluna e 
um colar muito grande causará tração da 
coluna. 
✓ O colar cervical deve ficar firme entre o ângulo da mandíbula e a cintura escapular do paciente 
(base do pescoço – músculo trapézio). 
✓ Contraindicações: 
▪ Trauma penetrante com eventual objeto empalado 
▪ Hematoma expansivo em região cervical ou adjacências 
✓ Em caso de Estase de jugular e desvio de traqueia deve sinalizar ao SAMU 
✓ Técnica de aplicação 
▪ Medir o colar; pacientes lúcidos – explicar o procedimento; alinha a cabeça e aplicar o colar; 
imobilização manual; fixação de cabeça – KED ou Prancha Longa 
• Trauma cranioencefálico – TCE (S5) 
− É uma agressão física que pode provocar lesão anatomia ou comprometimento funcional do couro 
cabeludo, crânio, meninges, líquor ou encéfalo 
− Pode resultar em deficiência da capacidade cognitiva ou de funcionamento físico 
− Lesões no couro cabeludo 
✓ A grande vascularização dos tecidos que compões o couro 
cabeludo. Mesmo uma pequena laceraçãopode resultar 
em hemorragia abundante. Lesões mais extensas, como o 
desenvelopamento (grande área do couro cabeludo é 
retirado do crânio), pode resultar em choque 
hipovolêmico/hemorrágico e exsanguinação. Situações em 
que essa situação pode ocorrer: trabalhadores cujo cabelo 
comprido se prendem em máquinas, passageiros do banco dianteiro sem cinto de segurança que 
tem a cabeça arremessada ao para-brisa 
✓ O tratamento imediato de uma lesão em couro cabeludo é a compressão até que possa ser 
realizada uma sutura 
− Aumento da pressão intracraniana (PIC) 
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✓ O fluxo de sangue constante no cérebro é essencial para que os neurônios recebam oxigênio e 
glicose. 
✓ Esse fluxo sanguíneo é mantido por uma pressão de perfusão cerebral e um sistema de 
autorregulação. A resistência ao fluxo sanguíneo irá variar de acordo com a pressão de perfusão. 
✓ Outro conceito importante é o da pressão intracraniana (PIC) que é a pressão exercida contra o 
cérebro pela combinação do sangue, LCR e do próprio tecido cerebral. Desta forma, levando-se 
em conta que o espaço intracraniano é de tamanho fixo, qualquer coisa que faça aumentar esse 
conteúdo 
✓ Uma hemorragia por exemplo, faz com que haja um aumento da PIC; Dentre as lesões com efeito 
em massa que fazem aumentar a PIC, pode-se citar o hematoma 
✓ A pressão de perfusão cerebral (PPC) depende da pressão arterial média (PAM) e da pressão 
intracraniana (PIC). A título de curiosidade, a PAM varia entre 85 e 95mmHg e a PIC normal em 
adultos é abaixo de 15mmHg, em crianças entre 3 e 7 mmHg e em bebês de 1,5 a 6 mmHg. Desta 
forma a PPC normal está entre 70 a 80mmHg. 
− Fraturas cranianas 
✓ O crânio é uma estrutura muito resistente e que fornece uma fundamental camada de proteção 
ao cérebro. 
✓ Os locais onde existem camadas ósseas mais finas são na região temporal e etmoidal que acabam 
sendo áreas mais susceptíveis a fraturas 
✓ As fraturas de crânio podem resultar de um trauma contuso ou penetrante. 
✓ Tipos de fraturas: 
▪ Simples ou Linear: 80% dos casos, geralmente são resultantes de traumas contusos 
(fechados), por si só apresenta pouca importância clínica, porém existe um aumento de 
chances de ocorrer um hematoma intracraniano 
▪ Abertas: Podem resultar de um impacto forte ou por PAF, servem como porta de entrada 
para bactérias (potencial para infecção) o que predispõe a meningite. 
▪ Deprimidas: Maior potencial para lesão encefálica porque fragmentos ósseos penetram no 
encéfalo; impacto mais forte já pode provocar uma fratura com afundamento 
▪ Base de Crânio: A fratura basilar de crânio leva a lesão de estruturas mais nobres como 
tronco cerebral e nervos cranianos 
✓ Os maiores problemas das fraturas cranianas são quando estão associadas a lesões encefálicas. 
− Sinais de alerta de fratura 
✓ São sinais de alerta e que fazem suspeitar de fratura de base do crânio: rinorragia, otorragia, 
olhos de guaxinim e sinal de battle (ossos porosos). A presença de LCR drenando pelo nariz ou 
ouvidos é indício de fratura basilar de crânio. 
✓ Equimose peri-orbital e/ou retro-auricular sobre o mastoide frequentemente estão presentes 
quando ocorrem fraturas de base de crânio, apesar de demorarem algumas horas após a lesão 
para se tornarem aparentes 
− Lesões cerebrais 
✓ Causa danos indiretos pelo movimento do efeito chicote 
✓ Lesão em frontal e occipital nas colisões de frente 
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✓ Lesão nos parietais e temporais nas colisões laterais 
 
 
 
− Avaliação da vítima 
✓ A avaliação primária da vítima deve seguir o ABCDE. E as reavaliações a cada 5 min. 
▪ A - Via aérea: tem que estar assegurada. Em pacientes inconscientes a língua pode obstruir 
totalmente a via aérea. Presença de êmese, sangue e edema por trauma de face são causas 
importantes de obstrução de vias aéreas no TCE 
▪ B – Respiração: deve incluir a frequência respiratória, profundidade e eficiência da 
ventilação. 2 a 5% dos pacientes com TCE possuem fraturas de coluna cervical o que pode 
resultar em lesões da medula espinhal interferindo na ventilação. 
▪ C – Circulação: Manter uma pressão arterial satisfatória é crucial para a vítima, assim o 
controle de hemorragias é fundamental para que se possa evitar choque. 
▪ D- Incapacidade: avaliação pupilar e escala de Glasgow (slide a seguir) 
▪ E- Exposição: O corpo inteiro deve ser examinado para se identificar lesões potencialmente 
fatal 
✓ Escala de Glasgow 
▪ É uma escala neurológica para avaliar o nível de consciência de uma vítima que sofreu um 
TCE 
▪ Os pacientes com pontuação entre 3 e 8 são os mais graves. 
▪ Calcula-se a pontuação são levadas em consideração as seguintes respostas: 
➢ Resposta ocular: 
o Espontânea 04 
o Estímulo verbal 03 
o Estímulo pressórico 02 
o Sem resposta 01 
➢ Resposta verbal: 
o Orientado 05 
o Confuso 04 
o Palavras desconexas 03 
o Sons imcompreensiveis 02 
o Sem resposta 01 
 
➢ Resposta motora: 
o Obedece a comandos 06 
o Localizados o estímulo pressórico 05 
o Flexão normal 
o Flexão anormal 03 
o Extensão 02 
o Sem resposta 01 
▪ Para se obter a pontuação final somam-se os 
escores de cada componente 
✓ Complicações: 
➢ Convulsões; cefaleia; vômitos; perda da consciência e coma 
✓ Avaliação pupilar: 
➢ O III nervo craniano (oculomotor) atravessa a superfície do tentório cerebelar. 
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➢ Hemorragia ou edema que causem aumento de PIC e consequente herniação 
descendente do cérebro podem comprimir este nervo prejudicando sua função, levando 
à dilatação da pupila. 
➢ Este achado é importante na avaliação de um doente com suspeita de TCE 
➢ A midríase paralítica pode ser resultante de um trauma que tenha lesionado o III nervo 
craniano 
➢ Anisocoria: dilatação de somente um dos olhos 
− Prevenção 
✓ Estudos apontam que existe relação direta entre a falta de uso de capacete e TCE grave. 
− Fraturas de face média - Fraturas Le Fort 
✓ Na fratura Le Fort I ocorre deslocamento horizontal da maxila em relação ao assoalho nasal 
✓ Na fratura Le Fort II ou piramidal envolve maxila direita e esquerda, porção medial dos assoalhos 
orbitários e os ossos nasais. Pode comprometer VA por hemorragia significativa. 
✓ Na fratura Le Fort III ocorre o completo afastamento dos ossos faciais do crânio. Pode estar 
associada com comprometimento de via aérea, presença de lesão cerebral traumática, lesões de 
ductos nasolacrimais, desalinhamento dos dentes e à saída de LCS pelas narinas. 
 
 
 
 
• Trauma tóraco-abdominal (S6) 
− Trauma torácico 
✓ A caixa torácica guarda e protege os órgãos no seu interior. As costelas, esterno e coluna 
vertebral ajudam a preservar os pulmões, coração e vasos importantes como aorta, veia cava, 
subclávia e outros 
✓ O trauma torácico é um evento responsável por 25% das mortes dos pacientes 
politraumatizados, tendo em vista que as lesões nos seus órgãos podem evoluir rapidamente 
para o óbito 
▪ Algumas delas como a ruptura da aorta e tamponamento cardíaco podem ser fatais em 
poucos minutos. Justamente por esta alta letalidade é que 60% evoluem para o óbito. 
✓ Trauma torácico fechado 
▪ Definição: 
➢ Situação na qual o tórax é lesado sem que haja contato do meio interno com o meio 
externo, ou quando há lesão de estruturas do tórax sem a presença de um objeto 
contundente penetrando na região 
➢ Ocorre comumente em acidentes automobilísticos e outros traumas 
▪ Mecanismos: 
➢ Neste tipo de trauma os órgãos podem ser comprimidos pelo cinto de segurança, pelo 
volante do carro e pelo painel deste. 
➢ Na aceleração-desaceleração os órgãos sofrem uma brusca parada quando o automóvel 
freia de repente ou vai de encontro a um obstáculo como outro carro, um muro ouuma 
árvore. 
✓ Trauma torácico penetrante 
▪ Definição 
➢ Situação na qual o tórax é atingido por algum objeto perfurante ou cortante (facas, 
peixeiras e tiros) ou quando há alguma abertura que permita o contato do meio interno 
com o externo 
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▪ Mecanismos: 
➢ Perfuração de órgãos; órgãos podem ser atingidos pela lâmina de uma arma branca ou 
por um P.A.F. (projétil de arma de fogo) que causam perfuração 
▪ Avaliação 
➢ Na avaliação devemos colher o que aconteceu seja com a vítima, acompanhantes ou 
transeuntes para saber o ocorrido. Observar se o trauma é fechado ou penetrante. No 
trauma penetrante existe a necessidade de estabilizar o objeto caso este esteja instável 
como o cabo de uma faca e sua lâmina que podem estar expostos. 
➢ É muito comum as vítimas apresentarem dispneia, dificuldade respiratória, cianose, 
palidez e dor. 
➢ A ingestão de drogas ou até de álcool pode causar depressão do sistema nervoso central 
(SNC) e não saberemos se foi em função do trauma ou por causa deste uso. 
➢ Pela posição do objeto que penetrou podemos imaginar quais órgãos foram atingidos. 
✓ Acidente automobilístico 
▪ Um acidente com uma motocicleta teoricamente tem uma gravidade maior porque o 
motociclista é ejetado (lançado) o que acarreta um politraumatismo. Em um acidente de 
carro o volante, o air bag e o painel do carro ajudam a reter a vítima no interior do veículo. 
▪ A posição das vítimas no interior do veículo seja na frente ou atrás e o local do impacto pode 
ilustrar o tipo de acidente se colisão frontal, lateral, capotamento, etc. 
▪ Os danos ao veículo atualmente não significam muito porque os automóveis possuem barras 
de proteção nas portas e outros dispositivos que dissipam a energia para evitar lesões aos 
ocupantes 
▪ A utilização do cinto de segurança pelos ocupantes do veículo reduz o impacto e 
consequentemente trauma 
▪ O air-bag é acionado com uma velocidade muito baixa geralmente a partir de 30 Km/h, mas 
a sua deflagração indica algum impacto. 
✓ Exame clínico 
▪ A realização do ABCDE bem como o acompanhamento desta vítima durante todo o 
transporte é de fundamental importância porque esta pode rebaixar os dados vitais em 
pouco instante. 
▪ Teoricamente todo trauma torácico é grave e requer remoção imediata para avaliação numa 
unidade hospitalar e confirmação ou não da necessidade de uma cirurgia para corrigir as 
lesões. 
 Usamos o RAIO X para analisar dentro do hospital 
− Trauma torácico: lesões especificas 
✓ Fratura de costelas 
▪ Lesão torácica mais frequente em traumas fechados; mais frequentes do 4º ao 10º arco 
costal 
▪ Diagnóstico: inspeção torácica (deformidade) e palpação torácica (dor e crepitação) 
▪ Complicações: comprometimento ventilatório; 3 ou + costelas fraturadas podem estar 
associadas a uma contusão de pulmão; lesão de costelas mais baixas como na 10º, 11º e 12º 
podemos encontrar lesão de baço à esquerda e de fígado à direita 
▪ Conduta: A.P.H não há procedimentos específicos; administrar oxigênio (12L/min); 
transporte rápido e cuidadoso (Dor, hemotórax e pneumotórax) 
✓ Fratura de esterno 
▪ Aumento da incidência em acidentes automobilísticos; menos frequente que a F.C porque é 
um osso mais resistente e robusto 
▪ Sintoma principal é dor intensa 
▪ Complicações: contusão cardíaca; sangramento torácico 
▪ Diagnostico: inspeção e palpação 
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▪ Conduta: administrar oxigênio (12L/min); transporte rápido e cuidadoso 
 Paciente grave pois houve alta transferência de energia cinética para se fraturar o esterno, assim, 
grandes chances de lesar outras estruturas; (VD mais afetado) 
✓ Tórax instável 
▪ Situação em que 2 ou mais costelas adjacentes 
estão fraturas em 2 pontos (no mínimo) 
▪ Diagnostico: presença de respiração paradoxal 
(segmento instável se move na direção oposta à 
parede torácica) (Quando a vítima inspira o tórax 
aumenta a amplitude e a área fraturada não 
acompanha este movimento e existe um 
afundamento no local. Ao expirar o tórax relaxa 
e diminui sua amplitude e a área fratura fica 
estufada para fora); dor intensa 
▪ Conduta: Fornecer oxigênio (12L/min); transporte rápido e cuidadoso 
✓ Contusão pulmonar 
▪ Comum em trauma fechado; caracterizado por presença de líquido e/ou sangue no 
parênquima, assim aumenta a dificuldade na hematose 
▪ Sinal: paciente dispneico 
▪ Conduta: oxigênio e transporte rápido e seguro 
✓ Pneumotórax 
▪ A pleura visceral mais interna e a pleura parietal mais externa. Estas deslizam entre si. 
Encontra-se uma diminuta quantidade de líquido pleural responsável por fazer as pleuras 
deslizarem entre si e evitando também o atrito entre elas. 
▪ No pneumotórax há presença de ar no espaço pleural, ou seja, entre as pleuras parietal e 
visceral 
▪ Quando este ar penetra entre as pleuras ele colaba ou colapsa o pulmão atingido fazendo 
com que ele “murche” como observado no desenho. 
▪ Todos os tipos de pneumotórax cursam com muita dispneia e dor forte 
▪ Definição: 
➢ Aberto: presença de ferida no tórax causando comunicação com o meio externo 
➢ Fechado: parede torácica intacta 
➢ Simples: não ocorre deslocamento das estruturas mediastinais 
➢ Hipertensivo: há deslocamento das estruturas mediastinais 
➢ Espontâneo: surge de repente sem causa, comum em homens fumantes, altos e magros, 
mais frequentes entre 20 e 30 anos 
➢ Primário: seria promovida por uma herança genética 
➢ Secundário: surge em pessoa com doença pulmonar; TP, enfisema pulmonar, pneumonia 
e câncer 
➢ Traumático: fratura de costela, acidente automobilístico, lesões por arma branca e de 
fogo 
▪ Pneumotórax simples 
➢ Uma das causas mais frequentes é a fratura de costelas 
➢ Sinais e sintomas: paciente se queixa de dor e dispneia 
➢ Conduta: administrar oxigênio; transporte rápido; observar possível evolução para 
Pneumotórax hipertensivo 
➢ O tratamento definitivo é cirúrgico e só poderá ser efetuado por um médico ou na 
ambulância ou no hospital. 
▪ Pneumotórax aberto 
➢ O ar penetra por uma lesão geralmente um tiro (PAF) ou uma facada (arma branca) 
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➢ Conduta: curativo de três pontas ou curativo valvulado, deve ser impermeável e não 
poroso (Tem este nome porque funciona como uma válvula permitindo que o ar que está 
no interior do tórax saia, mas não deixa o ar externo entrar); administrar oxigênio; 
administrar oxigênio; transporte rápido e observar evolução para Pneumotórax 
hipertensivo 
 O material a ser usado no curativo deve ser impermeável e não poroso. Geralmente usa-se um 
plástico que é fixado por esparadrapo em três pontas deixando um lado aberto para a saída do ar do 
interior do tórax para o exterior. 
 A toracotomia é um procedimento com abertura para abordar algum órgão torácico 
 
 
 
 
 
 
 
 
▪ Pneumotórax hipertensivo 
➢ Fisiopatologia: após uma lesão interna, o ar que entra 
é impedido de sair 
➢ É uma emergência médica e pode levar a uma PCR 
➢ A quantidade de ar vai aumentando aos poucos, 
podendo comprimir vasos, o outro pulmão e o 
coração 
➢ Quadro clínico: ansiedade; taquipneia; cianose; 
hipotensão; murmúrio vesicular (ruído que ouvimos 
quando fazemos a ausculta do pulmão com o 
estetoscópio) diminuído ou ausente 
➢ Diagnostico é clínico ausculta e percussão do tórax (com a ponta dos dedos de encontro 
ao tórax), ruído timpânico indicando uma quantidade maior de ar no pulmão 
➢ Conduta: administrar oxigênio; assistir ventilação; solicitar apoio médico; solicitar apoio 
médico; transporte rápido 
➢ Tratamento provisório: descompressão imediata; punção com cateter no 2º EIC e 5º EIC 
linha axilar mamilar (Só pode ser feita por médicos) 
➢ Tratamento definitivo: drenagem torácica;dreno tubular no 5ºEIC 
✓ Hemotórax 
▪ Acúmulo de sangue no espaço pleural 
▪ Conduta: administrar oxigênio; solicitar apoio médico; tratar o choque hipovolêmico; 
transporte rápido 
▪ Macicez à percussão 
✓ Contusão cardíaca 
▪ Trauma no qual ao coração (laceração de VD ou rotura de pericárdio) é produzido 
indiretamente através da energia conduzida por estruturas vizinhas ou por traumas direito 
(tiro ou facada) 
▪ É a parada súbita do coração (parada cardíaca) causada por um golpe na região frontal do 
tórax. 
▪ O motivo exato da parada cardíaca não está claro, mas a concussão cardíaca não resulta 
de um distúrbio cardíaco subjacente ou de dano físico ao músculo cardíaco 
▪ Conduta: administrar oxigênio; solicitar apoio médico; transporte rápido 
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✓ Tamponamento cardíaco 
▪ Acúmulo de líquido no pericárdio impedindo que o coração funcione adequadamente 
(restrição de enchimento ventricular) 
▪ Ocorre após trauma penetrante ou fechado 
▪ Sinais: paciente hipotenso com estases de jugulares 
▪ Conduta: administrar oxigênio; solicitar orientação médica (reposição volêmica); transporte 
imediato para o hospital 
▪ Tratamento definitivo: pericardiocentese que é a punção do sangue através de uma agulha 
✓ Asfixia traumática 
▪ Compressão prolongado no tórax que impede a respiração 
▪ Diagnostico: edema violáceo; hemorragias cutâneas; epistaxe (saída de sangue pelo nariz); 
hemorragias subconjuntivais 
▪ Conduta: administrar oxigênio; transporte rápido 
▪ Geralmente em desabamentos, soterramentos e terremotos onde a vítima fica debaixo de 
escombros com o tórax comprimido 
✓ Ruptura aórtica 
▪ Lesão na parede do vaso que causa extravasamento de sangue 
▪ Mecanismo do trauma: desaceleração brusca; lesão por arma de fogo e arma branca 
▪ Conduta: suporte avançado de vida; transporte rápido e imediato 
▪ Situação extremamente grave que pode ser por causa de lesão por arma branca, PAF ou 
trauma e com altos índices de óbito. 
− Trauma abdominal 
✓ A incidência de trauma abdominal é alta nas vítimas politraumatizadas. Na metade dos casos as 
mortes poderiam ser evitadas se o atendimento e o diagnóstico não demorassem tanto. 
✓ Trauma abdominal fechado 
▪ Abdome é lesado sem que haja contato do meio interno com o meio externo 
▪ Mecanismo: compressão dos órgãos; aceleração-desaceleração 
▪ Esse tipo é 5x mais frequente 
▪ Baço: órgão frequentemente acometido por ser um órgão friável 
✓ Trauma abdominal penetrante 
▪ Situação no qual o abdome é atingido por um algum objeto perfurante (facas, peixeiras e 
tiros) ou quando há alguma abertura que permita o contato do meio interno com o externo 
▪ O órgão mais frequentemente acometido é o fígado, devido a sua posição no abdome e 
extensão 
✓ Complicação 
▪ Uma das grandes complicações imediatas do trauma abdominal é a hemorragia interna que 
a depender da gravidade e extensão pode levar ao óbito se não for prontamente tratada 
✓ Avaliação 
▪ Deve avaliar a história tentando observar a cena do trauma e colher dados, seja da vítima ou 
dos acompanhantes e transeuntes sobre o ocorrido. 
▪ A presença de dor no abdome nunca deve ser desprezada e muito pelo contrário sempre 
deverá ser valorizada. 
▪ A inspeção do abdome pode mostrar equimoses, hematomas, abaulamentos, objetos 
encravados como evisceração semelhante a da foto. 
▪ Se for visível algum sangramento externo e o paciente estiver com uma evisceração podemos 
comprimir o vaso para interromper a hemorragia contanto que não pressionemos as vísceras 
expostas. 
▪ A distensão do abdome pode significar ruptura de alguma víscera oca como o intestino e 
estômago por exemplo. 
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▪ O abdome quando se demonstrar doloroso à palpação também é motivo de atenção e 
preocupação. Podemos estar diante apenas de um quadro de trauma leve que o impacto 
causou a dor local. Ou um sinal de irritação peritoneal traduzido por dor à palpação e 
enrijecimento da parede abdominal. 
✓ Conduta: 
▪ Desobstrução das vias aéreas; ventilação pulmonar; manutenção circulatória; pulso e PA 
monitorizados; administrar oxigênio; transporte rápido 
▪ Deslocamento rápido muitas vezes é indicado o transporte aéreo em helicópteros 
▪ Os batimentos cardíacos bem como a saturação de O2 são realizados com o uso do oxímetro 
de pulso. A tensão arterial também é um parâmetro importante que deve ser monitorado 
− Trauma abdominal: lesões especificas 
✓ Objeto penetrante parcialmente exteriorizado 
▪ O objeto nunca deve ser retirado porque ao retirá-lo podemos causar uma hemorragia 
intensa já que este poderá estar comprimindo algum vaso ou estrutura. 
▪ Expor a lesão significa observar a lesão a procura de algum corpo estranho como vidro, terra, 
areia, grama, terra e outros. 
▪ Estabilizar e imobilizar (com almofadas ou travesseiros ao redor) o objeto para evitar 
oscilação no transporte. Se a faca balançar no transporte poderá danificar algum órgão. 
▪ O objeto não deve ser quebrado e nem mobilizado de forma alguma. 
✓ Evisceração 
▪ Saída de uma ou mais vísceras para fora da cavidade abdominal em função de um trauma 
▪ Não tentar reintroduzir (feito na cirurgia); 
▪ Usar compressas limpas e úmidas para cobrir os órgãos expostos (para evitar ressecamento 
e para proteger vísceras expostas); 
▪ Envolver o curativo com bandagem (para que este não caia durante o transporte) (não 
indicado esparadrapo pelo fato de estar úmido); 
▪ Transportar o paciente 
✓ Pelo fato de o tratamento das lesões abdominais ser cirúrgico, o tempo de chegada ao hospital 
é crucial 
• Trauma musculoesquelético (TME) (S7) 
− Estas são algumas lesões graves: 
✓ Fratura de fêmur e de pelve podem causar uma grande perda de sangue levando a um choque 
hipovolêmico (ou hemorrágico). 
✓ Lesões em face causam grande perda de sangue já que é um local muito vascularizado. 
✓ Fratura de tórax podem ocasionar hemotórax, pneumotórax ou hemo-pneumotórax. 
✓ Fraturas de crânio podem causar TCE com consequente déficit cognitivo e/ou físico. 
✓ Lesões cervicais são graves porque podem gerar parada respiratória a depender da altura com 
consequente óbito, além de paraplegia ou tetraplegia. 
− História 
✓ Na avaliação da vítima é muito comum esta referir um ruído clássico de fratura que é a crepitação 
do osso 
✓ Ruído de fratura, dor e incapacidade de movimentar-se 
− Exame/avaliação da vítima 
✓ Inspeção 
▪ Observar deformidades, equimoses, encurtamentos e protuberâncias nos ossos 
▪ Comparar uma extremidade com a outra 
▪ Verificar sangramento e lesões na pele 
✓ Palpação 
▪ Pulso distal 
▪ Crepitação 
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− Exames de imagem 
✓ As radiografias são exames simples, baratos e acessíveis, mas só servem para verificar osso, ou 
seja, a presença ou não de fraturas. 
✓ As TCs e RNMs são exames mais detalhados e caros que permitem visualizar mais estruturas 
como as chamadas partes moles (tendão, ligamento, músculos, vasos e aponeurose). 
✓ A ultrassonografia (US) é um exame relativamente barato e muito utilizado para avaliar músculo, 
articulações e tendões. A US é muito útil para verificar estiramentos em atletas. 
− Fratura 
✓ Na fratura aberta (também conhecida como exposta) existe 
comunicação do osso com o meio externo. 
▪ Nesta situação o osso pode permanecer para fora (exposto) ou 
pode fraturar, romper os tecidos (músculo, aponeurose e pele) 
e retornar à posição inicial. Desta forma a fratura continua 
sendo exposta, porém o osso não está externalizado. 
▪ O grande risco e problema de uma fratura exposta é sua 
complicação (osteomielite). 
✓ Na fratura fechada o osso permanece no local de origem embora 
perde sua continuidade. 
✓ As fraturas bi-ósseas nos locais ondetemos dois ossos juntos que seriam no antebraço e na 
perna. Ex: radio e ulna 
 A placa epifisária ou placa de crescimento. É uma placa de cartilagem hialina encontrada em crianças 
e adolescentes. No adulto não encontramos esta estrutura porque ela se solidificou. Quando existir 
esta estrutura pode-se estimar a idade do paciente. 
✓ Conduta em fraturas expostas 
▪ Não tocar no osso, risco de ferimento pelo socorrista 
▪ Nunca reintroduzir o osso exposto 
▪ Suspeitar de lesões de pele próximas a fraturas (expostas) 
▪ Cobrir com pano limpo e umedecer (soro fisiológico, água mineral ou água limpa) 
▪ Imobilizar (tala por baixo da fratura, movendo o mínimo possível o membro e depois colocar 
outra tala por cima para fazer as amarrações) 
▪ Encaminhar com urgência para o hospital 
▪ A fixação externa é um procedimento cirúrgico para fixar os segmentos fraturados com as 
hastes de aço inoxidável que por sua vez são presas a hastes externas 
− Luxação 
✓ Ocorre quando o osso é deslocado da sua cavidade articular 
✓ Afeta vasos, nervos e cápsula articular 
✓ A luxação é uma lesão muito comum nos esportes, acidentes diversos e em algumas pessoas que 
tem frouxidão ligamentar 
✓ Nas luxações não devemos reduzir a lesão, não é um procedimento de primeiros socorros. 
✓ Devemos imobilizar da melhor forma proporcionando conforto, diminuição da dor e favorecendo 
o transporte da vítima 
✓ A disjunção é um tipo de luxação que só ocorre na bacia 
− Entorse (torção) 
✓ É a lesão dos ligamentos 
✓ Muito comum em traumas, no esporte ou em movimentos bruscos e/ou com muita carga 
✓ O que se deve fazer? 
▪ Colocar gelo (crioterapia) para fazer vasoconstricção reduzindo assim a dor e o edema. O 
gelo pode e deve ser usado até 72 horas após a entorse. Depois deste período pode-se usar 
calor local para fazer vasodilatação promovendo uma maior chegada de sangue com células 
que irão ajudar a reduzir o edema e a dor. 
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▪ Chegada de sangue com células que irão ajudar a reduzir o edema e a dor. 
▪ O gelo nunca deve ser colocado diretamente sob a pele como na figura acima. Devemos 
colocar um pano (toalha fina ou pano de prato molhado e torcido para umedecer) e depois 
colocar o saco de gelo em cima. O gelo deve permanecer por 30 minutos. Esta aplicação pode 
ser repetida várias vezes (5 ou 6) ao dia. 
▪ E no momento da lesão faremos a imobilização da entorse. 
✓ Os três graus de torção: o ângulo da torção aumenta e a lesão dos ligamentos também. 
▪ Tipo I: Existe apenas edema e hiperemia (vermelhidão) dos ligamentos 
▪ Tipo II: Laceração de dois ligamentos 
▪ Tipo III: Laceração de três ligamentos 
 
 
 
 
 
− Distensão (estiramento) 
✓ É a lesão dos músculos e/ou tendões 
✓ Pode ser causada por hiperextensão ou por contração violenta 
✓ As fibras do músculo vão além da sua capacidade e se rompem. No momento a pessoa sente 
uma dor aguda tipo pontada ou agulhada 
✓ O que se deve fazer? 
▪ Crioterapia: Não colocar o saco de gelo em contato direto com a pele. Colocar um pano 
úmido e depois o saco plástico com gelo. Podemos usar uma bolsa de gelo 
▪ Termoterapia, ultrassom e banho de contrate 
− Amputação traumática 
✓ É um tipo de lesão onde há separação de um membro ou estrutura protuberante do corpo 
− Complicações: 
✓ Lesão de vasos sanguíneos 
▪ Perder um volume representativo de sangue trazendo alterações hemodinâmicas 
(batimentos cardíacos e tensão arterial) que se não for compensada e tratada poderá 
acarretar um choque hemorrágico 
▪ Pelve (1 a 5 litros); fêmur (1 a 4 litros); coluna (1 a 2 litros); perna (0,5 a 1 litros); braço (0,5 a 
0,75) 
✓ Lesão nervosa 
▪ Dor; anestesia; parestesia e paralisia 
✓ Lesão visceral 
▪ Arcos costais (lesão de pleura, pulmão, estômago, intestino, coração, fígado e baço) 
▪ Podendo gerar hemotórax 
✓ Infecção 
▪ Ostemielite é a infecção do osso que é muito comum nas fraturas abertas. Pode ocorrer nas 
fraturas fechadas também 
▪ É uma infecção de difícil tratamento já que o osso é uma estrutura pouco vascularizada, o 
que dificulta a chegada do antibiótico por via sanguínea para combater e matar as bactérias 
− Equipamentos para imobilização 
✓ Bandagens (tecidos, jaleco, casaco de moleton) 
✓ Imobilizador rígido (talas, madeiras e papelão) 
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✓ Talas flexíveis 
✓ KED 
✓ Tala de tração 
✓ O robot foot muito utilizada nas entorses. É uma imobilização que pode ser retirada para tomar 
banho e dormir. É fixada com velcros. 
✓ Tala inflável é de plástico e dá uma excelente imobilização. O ponto negativo é que fura 
facilmente 
✓ Gesso 
▪ A tala gessada é utilizada para as entorses, é feita uma calha com gesso, depois é feito o 
enfaixamento disto-proximal com atadura de crepom 
▪ O gesso fechado é utilizado nas fraturas e é realizado um cilindro ao redor do membro 
imobilizado. Para a retirada do gesso fechado é necessário ter uma serra 
✓ O KED é um colete que foi desenvolvido para fazer a retirada de uma vítima de um carro para 
evitar agravamento do TRM. Neste caso o KED é usado invertido de forma improvisada para 
imobilização de uma fratura de fêmur 
✓ Tala de tração: consta de cinco tiras de velcro que são amarradas ao longo do MMII (membro 
inferior). A tira de velcro do tornozelo é fixada a uma manivela que será tracionada para fazer 
uma separação de alguns milímetros afastado as superfícies ósseas fraturadas dando mais 
conforto à vítima e diminuindo a dor no transporte 
 Não pode se dizer que toda fratura é mais grave que uma luxação. Existem fraturas cujo tratamento 
é conservador, bastando apenas imobilizar, como pode acontecer nas fraturas alinhadas e existem 
fraturas muito graves como a fratura de pelve onde a perda volêmica pode levar ao choque 
hipovolêmico. Existem luxações que podem lesionar estruturas como ligamentos, vasos e nervos 
inclusive com necessidade de intervenção cirúrgica 
2º Módulo 
• Amputação traumática (S9) 
− É a lesão onde há separação de um membro ou estrutura protuberante do corpo 
− Existindo dois tipos: 
✓ Amputação total devemos fazer o torniquete levando a vitima e o segmento amputado 
devidamente acondicionado para o hospital rapidamente 
✓ Amputação parcial devemos ficar atentos porque o sangue precisa chegar no antebraço e na 
mão. Então se for necessária a colocação de um torniquete este precisará ser folgado a cada 
15/20 minutos por cerca de um minuto para que chegue sangue oxigenado no antebraço e na 
mão 
− As principais causas são cortes (serra elétrica), esmagamentos (acidentes automobilísticos/ carro e 
moto) e trações (Acidentes de trabalho e acidentes automobilísticos) 
− O que fazer em uma amputação traumático? 
✓ 1º Telefonar imediatamente para APH (SAMU ou SALVAR) 
solicitando ajuda 
✓ 2º Cuidar da vítima tentando conter a hemorragia e cuidar do 
coto de amputação 
▪ No coto proximal devemos envolver fazendo um 
enfaixamento com atadura de crepom para proteger e ajudar 
na hemostasia. O curativo deve ser bem apertado por isto é 
compressivo 
▪ A ligadura dos vasos deverá ser evitada ao extremo porque 
quando esta é feita uma parte é esmagada, e irá fazer falta no momento do reimplante 
▪ O paciente deve ficar em dieta zero (jejum) porque será anestesiado e poderá regurgitar 
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✓ 3º Cuidar do segmento amputado que consistente em lavar. Para tirar sujeira como terra, barro, 
grama, vidro e outro. Envolver em um pano limpo e umedecer com SF, água mineral ou água 
limpa 
✓ 4º O segmento amputado nunca deve ser 
colocado diretamente no gelo porque a 
baixa temperatura causa queimadura 
✓ 5º Após o segmento amputado ser envolto 
em um pano limpo e umedecido (Ringer 
Lactato) deverá ser colocado em um 
recipienteou saco de gelo para 
conservação 
− Primeira possibilidade é o reimplante. 
✓ O reimplante irá reconstruir as estruturas lesadas como músculos, ossos, vasos, tendões, nervos 
e pele. 
✓ Além do que fará a restauração da circulação e tentará restabelecer a função dos membros. 
✓ É uma microcirurgia que precisa de um profissional capacitado para realizá-la. Geralmente é um 
ortopedista com especialização em cirurgia de mão e/ou de pé. 
✓ Os fios cirúrgicos são tão finos (espessura de um fio de cabelo) que precisam de lupas e/ou 
microscópios cirúrgicos para a visualização deles 
✓ O segmento amputado deve permanecer por até 6 horas no gelo (hipotermia). Este é o limite 
máximo de conservação 
▪ Os dedos por não possuírem tecido muscular suportam até 24 horas em hipotermia 
− Próteses dos membros 
✓ As próteses de membro superior não apresentavam uma boa função, ou seja, não conseguiam 
substituir o membro original de forma efetiva. Além de serem ainda muito caras 
✓ As próteses de membro inferior reproduzem muito bem os movimentos da marcha humana. 
Assim, as próteses proporcionam bons resultados funcionais 
− Primeiros socorros em uma amputação traumática 
✓ Primeiro deve-se controlar a hemorragia evitando desta forma o estado de choque 
(hemorrágico). 
✓ Segundamente, abrir as vias aéreas, depois, colocar o O2. 
✓ Assim então, cuidar do segmento amputado 
− Transplante de face é realizado por doadores falecidos 
• Complicações dos traumatismos (S10) 
− Hemorragia 
✓ É a perda de grande quantidade de sangue proveniente de um vaso e que venha a comprometer 
a estabilidade hemodinâmica da vítima, ou seja, alterações nos batimentos cardíacos e da tensão 
arterial 
✓ Classificação quanto ao local 
▪ Hemorragia interna na qual não estamos vendo o sangramento. Ele acontece em função de 
lesão de órgão ou vaso importante quando não visualizamos a exteriorização do sangue. 
➢ É uma situação bem mais difícil de ser diagnosticada porque precisamos esperar que a 
vítima ou o paciente apresente sinais e sintomas para que pensemos na hemorragia 
interna 
▪ Hemorragia externa mais fácil de ser diagnosticada porque o sangue é exteriorizado e 
facilmente visualizado. Devemos adotar as medidas para interromper o sangramento 
✓ Classificação quanto ao vaso 
▪ Arterial é um sangue vermelho vivo porque é rico em oxigênio e pobre em gás carbônico, 
sai em jatos intermitentes (estes jatos correspondem a sístole cardíaca) e sob grande 
pressão. 
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➢ A hemorragia arterial perde-se uma quantidade maior de sangue se compararmos com 
uma hemorragia venosa 
▪ Venosa tem um sangue vermelho escuro (pobre em oxigênio e rico em CO2) que sai em 
filete contínuo (sem pressão - fica escorrendo). 
▪ Não existe hemorragia capilar porque não causará a morte de ninguém 
 Quando caímos e “ralamos” o joelho estamos diante de uma escoriação. Cada pontinho vermelho 
que surge na lesão é um capilar que foi lesado. 
✓ Nas hemorragias com perda de até 15% da volemia (750ml) não detectamos sinais e sintomas 
porque o próprio corpo consegue compensar a perda. Lembrem que o volume de sangue que é 
doado é de 500 ml portanto muito próxima a porcentagem acima. 
✓ Nas hemorragias que perdem entre 15 e 30% da volemia que corresponde a 750 a 1500 ml 
causam choque hipovolêmico sem hipotensão, ansiedade, sede, taquicardia entre 100 e 120 bpm 
(porque o corpo tenta compensar a perda de sangue aumentando os batimentos cardíacos e a 
frequência respiratória) e enchimento capilar lentificado. Encontramos também pulso radial 
fraco (o corpo prioriza os órgãos mais nobres como cérebro, coração e rins) e pele e suor frios 
(pela falta de sangue periférico). 
▪ O choque hipovolêmico não causa hipotensão. A tensão arterial permanece nos valores 
tensionais normais. 
✓ Nas hemorragias com perda volêmica acima de 30% que correspondem a mais de 1500 ml de 
sangue perdido causa choque hipovolêmico com hipotensão (a tensão arterial sai dos valores 
normais de 120 x 80 mmHg para 110 x 70 mmHg depois para 90 x 60 mmHg e vai diminuindo). A 
vítima apresenta alterações mentais como perda da consciência e agitação por falta de sangue 
no cérebro. A perda de sangue ativa o mecanismo da sede para tentar repor o sangue perdido. 
A pele fica pálida por causa da falta de sangue periférico e suor frio. A taquicardia aumenta e fica 
acima de 120 bpm e a taquipnéia continua. O enchimento capilar lento persiste. 
− Hemostasia 
✓ É o procedimento realizado para interromper um sangramento ou hemorragia, para evitar o 
agravamento do quadro da vítima 
✓ O famoso ato de estancar tão popularmente conhecido 
✓ Tipos de hemostasia: 
▪ A hemostasia realizada em primeiros socorros é a temporária 
▪ A definitiva será realizada por um médico na ambulância (durante o transporte) ou num 
hospital 
➢ Existem vários tipos de hemostasia definitiva. As mais conhecidas são a ligadura ou 
laqueadura do vaso e a eletrocoagulação ou eletrocauterização 
✓ Compressão direta 
▪ Colocar um pano limpo usando luvas e apertar é o procedimento a ser realizado tão logo se 
observe um sangramento ou hemorragia. 
▪ Uma grande quantidade de casos será solucionada com este simples procedimento 
▪ A depender da extensão e da profundidade do corte ou lesão precisaremos comprimir por 
mais tempo e com uma pressão maior 
▪ Se a compressão direta não resolver teremos que realizar o torniquete 
✓ Torniquete 
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▪ Pode-se improvisar o torniquete com diversos materiais, como gravatas, panos, cintos, 
bandagens, devendo evitar o uso de materiais que causem dano à pele, como é o caso de 
cordas e arames 
▪ Devem-se evitar torniquetes estreitos e em faixa. Torniquetes mais largos são mais eficazes 
no controle de hemorragias 
▪ Não se deve folgar o torniquete. Em geral, um torniquete colocado no APH deve permanecer 
até a chegada do doente ao hospital. Torniquetes são usados em cirurgia por até 120-150 
min sem lesão significativa 
✓ Onde e quanto comprimir? 
▪ O tempo de compressão será aquele necessário para controlar o sangramento e o corpo ative 
o mecanismo da coagulação formando o coágulo 
▪ O local da compressão deverá ser abrangente o suficiente para interromper os sangramentos 
arteriais e venosos. 
▪ O correto é estar usando luvas ou sacos plásticos nas mãos e comprimir com um tecido limpo 
(pano de prato, camisa, toalha, etc.) 
− Evisceração 
✓ Cobrir com pano limpo 
✓ Umedecer o pano 
✓ Fixar o pano 
− Sangramentos 
✓ Sangramentos ligados aos traumas e comentaremos sobre doenças que podem causar 
sangramentos também, mas sem correlação a trauma 
✓ Sinais e sintomas de sangramentos 
▪ Hipotensão; pulso rápido; dispneia; pele fria e cianose; fraqueza; tontura; excitação; sede; 
palidez; baixa diurese; PCR e morte 
✓ Hematêmese: Vômitos com sangue. Pode conter restos de alimento, mas o que chama a atenção 
é a presença de sangue e/ou coágulos. Proveniente de lesão/trauma no esôfago e/ou estômago 
ou duodeno. 
▪ Doenças sem relação com trauma que podem gerar hematêmese: úlcera gástrica, gastrite 
hemorrágica e câncer de estômago dentre outras. 
✓ Hemoptise: escarros com sangue. A vítima tosse e escarra sangue. Proveniente de lesão no 
aparelho respiratório (traqueia, brônquios ou pulmões) 
▪ Doenças sem relação com trauma que podem gerar hemoptise: a mais comum é a TP 
(tuberculose pulmonar). Um câncer no pulmão também pode causar sangramento. 
✓ Melena: é a presença de sangue nas fezes. Surgem manchas escuras chamadas de mancha em 
borra de café. Nestas manchas encontramos sangue digerido. O sangue passou por todo o 
processo da digestão e chega ao final do tubo digestivo nas fezes com estas áreas escurecidas. 
▪ O mesmo sangue que foi vomitado na hematêmese pode descer e surgir nas fezes sob a 
forma demelena. 
✓ Enterorragia: é o ato de defecar sangue. O paciente vai defecar e sai sangue vivo que pode pingar 
no vaso. Pode haver fezes também, mas o que chama a atenção é o sangue. Proveniente do 
aparelho digestivo baixo (cólon, reto e sigmoide). 
▪ Doenças sem relação com trauma que podem gerar enterorragia: tumores benignos, 
tumores malignos, pólipos, divertículos e hemorroidas. 
✓ Hematúria: é a presença de sangue na urina. Proveniente de trauma no aparelho urinário: rim, 
ureter e bexiga. A hematúria pode ser macroscópica que é aquela facilmente visualizada ao 
olharmos a urina e a hematúria microscópica que só é vista ao microscópio ao realizar o exame 
sumário de urina. 
▪ Doenças sem relação com trauma que podem gerar hematúria: infecção urinária, tumor 
renal, cálculo renal, etc. 
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✓ Uretrorragia: sangramento proveniente de lesão traumática na uretra que cursa com saída de 
sangue espontaneamente sem relação com a micção. 
▪ A queda a cavaleiro é um bom exemplo de lesão na uretra que causa sangramento. Ocorre 
quando uma vítima cai sentada lesando a uretra com ruptura e perda sanguínea. 
✓ Epistaxe: sangramento nasal proveniente de lesão de estruturas do nariz. Ao levar um soco no 
nariz teremos epistaxe e não rinorragia. 
✓ Rinorragia: sangramento exteriorizado pelo nariz, mas oriundo do SNC 
✓ Otorragia: sangramento pelo ouvido que pode ter duas etiologias: lesão traumática no CAE 
(conduto auditivo externo) ou proveniente de lesão no SNC e o sangue é extravasado pelo 
ouvido. 
✓ Hemotórax: presença de sangue no tórax em função de lesão traumática. 
✓ Hemoperitônio: presença de sangue na cavidade peritoneal. 
▪ O peritônio é a membrana que reveste as vísceras abdominais. Normalmente existe uma 
pequena quantidade de líquido peritoneal que serve para umedecer as vísceras e evitar atrito 
entre elas 
▪ Qualquer líquido ou substância que entre em contato com o peritônio pode causar sinal de 
irritação peritoneal que se traduz clinicamente por enrijecimento da parede abdominal. O 
mais comum é o hemoperitônio causado pelo contato com sangue oriundo de um vaso ou 
víscera lesado. 
▪ Outras substâncias ou líquidos que podem causar irritação peritoneal: 
➢ Urina: lesão em bexiga, ureter ou rim 
➢ Bile: lesão dos canais biliares 
➢ Suco gástrico: lesão no estômago 
➢ Suco pancreático: lesão no pâncreas 
➢ Fezes: lesão de intestino grosso 
✓ O que fazer a nível de PS em sangramento? 
▪ O paciente deverá ser colocado na posição padrão de PS (Decúbito dorsal) para repousar e 
caso seja necessário a realização de algum procedimento. Se possível colocar a cabeça mais 
baixa que o corpo para aumentar o fluxo sanguíneo cerebral. Elevar os MMII para aumentar 
o retorno venoso, já que existe uma grande quantidade de sangue nestes. Folgar as roupas. 
▪ Evitar mover o membro acometido deixando-o em repouso e se possível elevá-lo para 
diminuir a chegada de sangue, reduzindo a dor e o edema local. Oxigenioterapia. Comprimir 
e se necessário enfaixar a região afetada. 
▪ Não devemos oferecer líquidos e nem alimentos (já visto e comentado na primeira aula 
teórica) porque o paciente poderá ser submetido a uma intervenção cirúrgica e irá tomar 
anestesia geral. Para tal deverá estar com o estômago vazio para que não vomite e aspire. 
− Complicações locais que podem surgir após o trauma 
✓ Equimose: infiltração de sangue nos 
tecidos após um trauma onde a pele 
assume uma coloração arroxeada. Difere 
do hematoma porque no hematoma 
existe o alto relevo (o famoso “galo”) e na 
equimose a lesão é na altura da pele. Na 
equimose são vasos menos calibrosos que 
são lesados. No hematoma temos vasos 
maiores rompidos. 
✓ Panariço: também chamado de panarício 
ou paroníquia é a infecção dos tecidos ao 
redor da unha. Muito comum nas pessoas 
que roem unha ou fazem unha na 
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29 
manicure quando é retirado um “bife” (cutícula). Para evitar que chegue a formar pus como na 
foto podemos colocar o dedo na água morna para fazer vasodilatação e desinflamar. 
✓ Abscesso: coleção infecciosa de material purulento geralmente causado por bactérias. É 
extremamente doloroso (a dor é do tipo pulsátil), fica quente no local, com rubor (avermelhado) 
e apresenta tumor (alto relevo). O tratamento é feito com a drenagem cirúrgica e uso de 
antibióticos. Quando existe a área amarelada ou esbranquiçada no centro é quando se diz que o 
abscesso está “maduro” e significa que está no momento correto para ser drenado 
✓ Fleumão: ou também chamado de fleimão ou flegmão é uma infecção bacteriana da pele 
(piodermite). O local fica com rubor, tumor, calor e dor. Não há circunscrição como no abscesso. 
Existe a presença de pus e tecido necrosado. 
✓ Linfangite: é a infecção dos vasos linfáticos geralmente causada pelo estreptococos (bactéria). 
Um tipo de linfangite muito conhecida é a erisipela. Comum nos membros inferiores é causada 
quando a bactéria penetra por uma porta de entrada que pode ser uma picada de mosquito ou 
um pequeno ferimento. O tratamento é feito com calor local, analgésicos, aninflamatórios e 
antibióticos. 
− Complicações sistêmicas 
✓ A bacteremia é a presença de bactérias vivas na corrente sanguínea. O que não é normal porque 
o corpo deve combater e matá-las. Se isto não acontecer as bactérias vão se reproduzir e 
multiplicar 
▪ A bacteriemia é um passo anterior à septicemia. 
✓ A septicemia ou sepse é uma infecção generalizada do organismo por germes patogênicos 
provenientes de um foco pré-existente causando um estado grave. 
✓ A Gangrena é a morte de um tecido seja por falta de irrigação sanguínea (trauma) ou processo 
infeccioso. É necessária a retirada deste tecido. 
✓ O Tétano é uma doença infecciosa grave não contagiosa causada pelo Clostridium tetani. Se não 
for realizada a vacinação preventiva para evitar ou o tratamento quando a infecção estiver 
instalada poderá levar à morte. O nome tétano tem relação coam as contrações dolorosas e 
involuntárias dos músculos. 
 Furúnculo: 
− é a infecção do folículo piloso. Não tem relação com trauma. Está ilustrado para mostrar todo o 
processo que é a drenagem cirúrgica da mesma forma que ocorre com um abscesso. 
− Observar a grande tumoração na região inframandibular. É feita a assepsia do local com PVPI e 
posterior anestesia local. A incisão é realizada com o bisturi e observamos grande quantidade de pus 
saindo. O cirurgião usa uma pinça hemostática que é introduzida na incisão para romper as 
trabéculas do abscesso que são compartimentos internos que represam pus. Elas precisam ser 
rompidas para evitar recidiva do processo infeccioso. Uma injeção com PVPI (bactericida) é feita para 
matar as bactérias e depois outra injeção de SF para tirar o excesso do PVPI. Ao final é colocado um 
dreno de Penrose (feito de látex) para manter a incisão aberta e permitir a saída de sangue e pus. 
Para o curativo é posto uma grande quantidade de gaze para comprimir o local e facilitar a saída do 
pus. 
• Queimaduras (S11) 
− Em um estudo feito no HGE em 2017, os dados da amostra de pacientes corroboram os dados da 
literatura quanto a maior incidência em homens, faixa etária de 0-6 anos. No entanto, do ponto de 
vista sócio-econômico observa-se que a incidência de acidentes com queimaduras é inversamente 
proporcional a renda e escolaridade, isto é quanto menor a renda familiar e o grau de escolaridade, 
maior é a incidência de queimaduras 
✓ Observou-se também maior incidência dos acidentes em domicílio com 80% dos casos, atingindo 
pardos e negros em 89%, sendo as queimaduras de 2 grau mais prevalentes (83%) e a escaldadura 
o fator etiológico mais frequente (52%) 
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− Introdução✓ As queimaduras cutâneas caracterizam-se por ação direta ou indireta do calor sobre a pele que 
pode ser do contato com chama direta, líquidos ferventes, superfícies aquecidas, agentes 
químicos ou corrente elétrica. 
✓ As queimaduras por chamas estão frequentemente associadas com o aumento da incidência de 
lesões por inalação, enquanto as lesões por escaldadura estão associadas a processo inflamatório 
intenso e consequentemente aumento de complicações sistêmicas. 
✓ As queimaduras químicas podem provocar danos teciduais prolongados mesmo após a remoção 
do agente causal. 
✓ As queimaduras elétricas, especialmente as de alta tensão, necessitam monitorização cardíaca 
devido as alterações cardíacas que podem gerar. Este tipo de queimadura também merece 
atenção quanto a possibilidade de síndrome compartimental devido a necrose muscular que 
pode provocar. 
− Gravidade da lesão 
✓ Principais fatores: a profundidade e a extensão da SCQ que são utilizados para classificar o 
paciente em pequeno, médio e grande queimado 
✓ Fatores secundários: idade; agente causal (agente térmico, queimaduras elétricas, químicas e 
por radiação tendem a ser mais graves e por isso merecem atenção especial) e tempo de ação X 
temperatura (Quanto maior o tempo de ação e a temperatura do agente térmico, maior é a 
profundidade da queimadura e maior a gravidade da queimadura) 
− Pele 
✓ Maior órgão do corpo; 15% do peso corpóreo 
✓ Funções: conservação dos fluidos corporais; regulação térmica; excreção de suor e eletrólitos; 
órgão sensorial e síntese de vitamina D 
− Classificação quanto à profundidade 
✓ 1º Grau 
▪ Atingem apenas a epiderme e caracterizam-se por 
eritema e dor intensa 
▪ Não costumam deixar cicatrizes importantes, 
recuperam-se em poucos dias 
▪ Não devem ser usadas no cálculo da superfície 
corpórea queimada (SCQ) 
✓ 2º Grau superficial 
▪ Atingem a epiderme e quando alcançam a derme 
superficial podem reter líquidos em flictenas (bolhas) 
na junção dermo-epidérmica 
▪ As feridas são eritematosas, dolorosas e podem 
preservar os folículos pilosos 
▪ Se a derme profunda estiver preservada, estas lesões 
cicatrizam em duas a três semanas sem necessitar de 
enxertos cutâneos 
▪ Podem deixar marcas 
✓ 2º Grau profundo 
▪ Atingem a derme profunda, e possivelmente necessitarão de tratamento cirúrgico 
▪ As queimaduras costumam ser menos dolorosas devido a lesão das terminações nervosas e 
de aparência mais esbranquiçadas devido a lesão parcial dos vasos sanguíneos desta região 
▪ Nas queimaduras ocorre lesão total da epiderme, derme atingindo tecido subcutâneo com 
destruição total de nervos, folículos pilosos, glândulas sudoríparas e capilares sanguíneos 
podendo acometer músculos e estruturas ósseas 
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▪ Estas feridas podem ser brancas, vermelho cereja, marrom ou preto e não se tornam 
esbranquiçadas com pressão 
▪ Para as queimaduras de segundo grau profunda e terceiro grau o tratamento convencional 
é através da substituição da pele lesada por enxerto homólogo de pele parcial ou total que 
poderá ser retirado de diversas áreas do corpo a depender da espessura, tamanho e 
características físicas como coloração, pilificação e resistência da pele. 
✓ 3º Grau 
▪ Epiderme + derme + hipoderme + músculos + nervos + vasos + ossos 
▪ Apresentam colorações diversas que vão do marrom ou preto até a coloração esbranquiçada 
▪ Indolor e aspecto endurecido 
▪ Quando a queimadura é profunda e circular em membros ou no tronco pode ocorrer a 
Síndrome Compartimental, onde devido ao processo inflamatório os tecidos edemaciam. Se 
existe um tecido rígido (fáscia ou uma escara da própria queimadura) a pressão interna 
aumenta e isto pode comprometer a perfusão dos tecidos. Para corrigir este problema é feita 
uma incisão no tecido rígido seja a fáscia (fasciotomias) ou escara (escarotomia) para permitir 
a perfusão dos tecidos. A reconstrução feita posteriormente poderá ser com enxerto de pele 
parcial ou retalhos 
✓ 4º Grau 
▪ Carbonização 
− Síndrome compartimental 
✓ Síndrome Compartimental é o aumento de pressão num 
espaço anatômico restrito 
✓ Ela se caracteriza pelos 5P 
▪ Dor (Pain); Parestesia; Palidez; Paralisia e Pulso ausente 
✓ Normalmente, acomete queimaduras circulares e profundas 
em membros, mas pode acontecer também em tronco, onde 
há uma restrição da expansão pulmonar devido a escara 
(couraça) que impede a expansão pulmonar e 
consequentemente a ventilação do paciente. 
− Cálculo da superfície corpórea queimada 
✓ O gráfico de Lund-Browder (LB) seria mais preciso para 
determinar a porcentagem de superfície corpórea 
queimada pois proporciona diferentes valores para 
CABEÇA, COXAS E PERNAS de acordo com o 
desenvolvimento da criança (mostrar que conforme a idade 
varia, os valores para CABEÇA, COXA E PERNAS (áreas I, II e 
III) também variam, sendo por isso mais utilizado em vários 
Centros de Tratamento de Queimados (Tabela a direita) 
 
✓ Regra dos Noves (R9) seria um 
método mais rápido e fácil de ser 
aplicado em uma triagem inicial 
realizada por emergencistas não 
treinados na avaliação da SCQ. 
Esta regra divide o corpo em 11 
áreas múltiplas de NOVE e 
costuma apresentar maior 
superestimativa especialmente em crianças, pois tem apenas um 
modelo cujas áreas NÃO VARIAM CONFORME A IDADE (Tabela a 
esquerda) 
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− Classificação quanto à gravidade 
✓ As queimaduras podem ser classificadas em pequeno, médio e grande queimado, sendo utilizado 
como parâmetro a SCQ e a profundidade da queimadura 
− Lesões em zonas nobres 
✓ Como: Face, Pescoço, Mãos e pés, Genitália, Grandes articulações demandam atenção especial 
e requerem avaliação em Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) pelo risco de 
comprometimento da função ou sequelas. Da mesma forma queimaduras circunferenciais, 
elétricas ou químicas também demandam avaliação em CTQ 
− Insolação ou golpe de calor 
✓ Tipo grave de doença por calor que resulta numa temperatura corporal superior a 40°C e estado 
de confusão 
✓ Entre outros possíveis sintomas estão pele vermelha, seca ou úmida, dores de 
cabeça e tonturas. 
✓ A condição pode ser de início súbito ou gradual. Entre as possíveis complicações estão crises 
epilépticas, rabdomiólise ou insuficiência renal. 
− Lesões por frio 
✓ Congelamento e hipotermia 
− Intermação 
✓ Causa de hipertermia decorrente da dificuldade do corpo em se resfriar adequadamente num 
ambiente com calor excessivo 
✓ É uma emergência clínica com alto risco de morte. O diagnóstico e, consequentemente, o início 
do tratamento precoces podem melhorar o prognóstico. 
✓ Pode estar relacionada ou não a atividade física. Esta última é conhecida como forma clássica e 
geralmente afeta pacientes com condições médicas que impeçam o resfriamento e desta forma, 
não há mecanismo de proteção ao calor do ambiente. Pode ocorrer, por exemplo, em recém-
nascidos ou em idosos, ou em pacientes com distúrbios neurológicos, mentais ou 
cardiopulmonares graves 
− Primeiros socorros em problemas associados a queimaduras ou problemas de trocas térmicas 
✓ Queimaduras superficiais ou de pequena extensão 
▪ Lave a área com água corrente e temperatura ambiente até a dor passar 
▪ Não perfurar as bolhas 
▪ Não aplicar gelo 
▪ Projeta a ferida com panos limpos ou gaze esterilizada 
▪ Não use manteiga, pasta de dentes, gelo, pó de café e outros “remédios caseiros” 
▪ Remover anéis, joias e vestes que não estejam aderidos 
▪ Procure avaliação médica especialmente se queimadura em face, pescoço, mãos e pés, 
grandes articulações ou genitália 
✓ Queimaduras profundas ou de grande extensão 
▪ Acionar imediatamente SAMU 192 
▪ Cobrir ferida com panos limpos ou gazes. Evitar umedecer para não desencadear Hipotermia 
▪ Encaminhar para unidade hospitalar,em caso de indisponibilidade do SAMU 
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▪ Em caso de incêndio, acionar imediatamente os BOMBEIROS 193 
✓ Em caso de inalação de fumaça ou suspeita de comprometimento de via aérea 
▪ Acionar imediatamente SAMU 192 
▪ Encaminhar para unidade hospitalar, em caso de indisponibilidade do SAMU 
▪ Administrar oxigênio em alto fluxo 
▪ Retirar próteses dentárias (se houver) e tentar limpar boca e nariz 
✓ Queimaduras com produtos químicos 
▪ Em pó: use luvas ou proteja as mãos com sacos plásticos e retire o excesso do produto com 
um pano limpo e seco ou escova (não assopre). Tome cuidado para não espalhar para outras 
áreas do corpo. Depois lave em água corrente por cerca de 20 minutos 
▪ Em líquidos: lave a área com água corrente por cerca de 20 minutos; 
▪ SEMPRE para todos os casos de queimadura química procure atendimento médico 
✓ Queimaduras com choque elétrico 
▪ Desligue imediatamente a fonte de energia (disjuntor) antes de tocar na vítima para também 
não se queimar. 
▪ Em caso de fio “vivo” ou curto-circuito, acione imediatamente a companhia de eletricidade 
local 
▪ Procure isolar o ambiente e afastar curiosos 
✓ Queimaduras por insolação 
▪ Os métodos de arrefecimento recomendados incluem borrifar a pessoa com água fresca e 
colocá-la sob uma ventoinha, colocar a pessoa em água gelada ou administrar fluídos frios 
por via intravenosa 
▪ Em caso de emergência, até ser transportada para o hospital recomenda-se que vítima seja 
deitada em local arejado e à sombra, com cabeça elevada e roupa desapertada, e colocadas 
compressas frias na cabeça. 
▪ Se a vítima estiver consciente pode ser dada a beber águas fresca; se estiver inconsciente 
deve ser colocada na posição lateral de segurança. 
✓ Intermação 
▪ Os sintomas incluem temperaturas > 40°C e estado mental alterado; sudorese pode estar 
presente ou ausente. O diagnóstico é clínico. 
▪ O tratamento inclui resfriamento externo rápido, reposição de líquidos IV e, se necessário, 
suporte no caso de insuficiência de algum órgão. 
− Tratamento cirúrgico para queimaduras 
✓ Pacientes com queimadura de 2 grau profunda ou terceiro grau tem indicação de tratamento 
cirúrgico que consiste no desbridamento da área queimada e reconstrução da área com enxertos 
de pele parcial (transplante de uma lâmina de pele retirada de uma área não comprometida para 
reconstruir uma área que não pode ser fechada primariamente). Usamos um aparelho 
denominado dermátomo elétrico que retira lâminas de pele de forma mais uniforme. Essas peles 
são usadas para cobertura da área queimada 
✓ O expansor de pele ou mesh Graft é um aparelho usado para expandir a pele em partes médio e 
grande queimados que tem pouca área doadora de pele. Este aparelho permite a expansão da 
pele em 1.5, 3.0, 6.0 vezes através do corte da pele em malha de rede cujos orifícios 
posteriormente irão reepitelizar e cobrir toda a área 
• Corpos estranhos (S12) 
− Corpo estranho (CE) é qualquer substância ou objeto de variada origem e constituição física que está 
em contato com o corpo humano, porém não faz parte deste local. É um tipo de acidente comum e 
pode ocorrer nas circunstâncias mais variadas. 
− Princípios da retirada de corpos estranhos 
✓ De uma forma geral, a conduta é reconhecer o tipo de corpo estranho (móvel, fixo, animado, 
inanimado) e o local onde ele se encontra (olho, nariz, conduto auditivo externo, etc). O 
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socorrista deve sempre manter a calma e tranquilizar ao máximo a vítima. Agir com precisão. 
Após o primeiro atendimento é importante encaminhar a um especialista 
− Corpos estranhos no olho 
✓ Os olhos são órgãos muito sensíveis. Por estarem muito expostos, acabam sendo muito comuns 
os acidentes com corpos estranhos que atingem os olhos. 
✓ Sinais e sintomas: 
▪ Lacrimejando; pestanejar; prurido; edema e redução da acuidade visual 
▪ Dor local; Hifema (presença de sangue na câmara anterior do olho); eritema; ardência; 
hiperemia e fotofobia 
✓ Classificação quanto à mobilidade 
▪ Em qualquer dos casos (móvel ou fixo), deve-se pedir que a vítima não esfregue os olhos, isto 
pode fazer com que haja agravamento das lesões. 
▪ É importante colher a história do paciente (identificar doenças oculares pré-existentes, se 
utiliza lentes corretivas, etc). 
▪ Móvel 
➢ Os corpos estranhos (CE) móveis são representados por exemplo por cílios, grão de areia, 
ciscos, líquidos ou até mesmo insetos. Lembrar de tranquilizar a vítima. Deve-se fazer a 
lavagem copiosa, sentido naso-temporal (lavar abundantemente), não esfregar os olhos. 
O ato de piscar repetidamente pode facilitar a mobilização do CE e saída do corpo 
estranho pela própria lágrima. Tentar remover (com muito cuidado) os objetos visíveis e 
superficiais que não tenham saído após lavagem, para isso deve-se utilizar cotonete ou 
ponta de gaze umedecida. Tentar a técnica de eversão palpebral, pode ser utilizado o 
dedo Indicador ou uma paleta ou até mesmo um cotonete para fazer a manobra. Não 
insistir se houver dificuldade na remoção. Sempre encaminhar ao especialista para 
avaliação (removendo ou não o corpo estranho) 
➢ No caso de produtos químicos, deve-se lavar bastante por 15 a 30min e encaminhar ao 
especialista 
▪ Imóvel 
➢ Nesses casos, tranquilizar a vítima, estabilizar a lesão a partir da fixação do objeto com 
curativo oclusivo. Não fazer compressão. Jamais tentar everter a pálpebra em caso de 
suspeita de corpo estranho penetrante ou perfuração ocular uma vez que a manobra 
acaba pressionando o globo fazendo com que o conteúdo intraocular possa ser 
deslocado pelo local da penetração aumentando as lesões intraoculares. 
➢ Para imobilizar pode-se utilizar gaze umedecida e um copo plástico com o fundo 
previamente furado. As laterais e fundo do copo não devem encostar no objeto. O 
tamanho pode se ajustar a depender do corpo estranho. O olho contralateral deve ser 
ocluído para que não influencie na movimentação do olho afetado que precisa ficar o 
mais imóvel possível e assim encaminhar ao especialista com urgência. 
➢ Não utilizar instrumentos como pinças, agulhas, etc para remoção de corpo estranhos. 
Não remover corpo estranhos que estejam penetrando no olho. Apenas imobilize e 
encaminhe ao especialista 
− Corpos estranhos no conduto auditivo externo 
✓ CE também podem penetrar de forma acidental no conduto auditivo externo. São mais comuns 
em crianças 
✓ Sinais e sintomas 
▪ Hipoacusia (diminuição da acuidade auditiva); otalgia (Dor); otite (inflamação); zumbidos; 
otorréia (secreção); otorragia (sangramento); edema; eritema; cefaléia e tontura 
✓ Classificação quanto à categoria 
▪ Animado 
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➢ Não utilizar pinça; colocar foco de luz; colocar 4 gotas de óleo (em caso de insetos utilizar 
óleo mineral, não é indicado uso de óleo vegetal pois sua composição é atrativa para 
mais insetos além de servir como meio de cultura para micro-organismos); inclinar a 
cabeça da vítima; retificar o conduto auditivo externo e encaminhar ao especialista 
▪ Inanimado 
➢ Não utilizar pinça; inclinar a cabeça; retificar o conduto auditivo externo; corpos 
estranhos não intumescentes (pedrinhas, peças de brinquedo, etc...) injetar água e 
corpos estranhos intumescente (grão de feijão, milho, arroz, sementes em geral) não 
injetar água para tentar retirar, pois isso fará com que se dilatem dificultando ainda mais 
sua remoção, e sim injetar álcool 
➢ Uma avaliação com especialista é sempre recomendada (retirando ou não do CE) 
− Corpo estranho no nariz 
✓ Em crianças, a principal causa de obstrução de vias aéreas é a aspiração de leite regurgitado ou 
de pequenos objetos. Outras causas frequentes são alimentos (balas,chicletes, etc.) e causas 
infecciosas (epiglotite). 
✓ Corpo estranho no nariz é mais comum nas crianças. Em geral, requerem instrumentos 
específicos para retirada 
✓ Sinais e sintomas: 
▪ Espirro, dor, obstrução nasal, coriza, epistaxe e rinorreia 
✓ Conduta 
▪ Adulto: 
➢ Acalmar a vítima, respirar pela boca, ocluir a narina contra-lateral, posicionar a cabeça 
para baixo e assoar sem forçar (vigorosamente). Normalmente o CE sai com esta 
manobra, mas se houver dificuldade na remoção, encaminhar ao especialista. 
➢ Não utilizar instrumentos para auxiliar na remoção, isso pode provocar mais lesões ou 
empurrar o corpo estranho ainda mais posteriormente. 
▪ Para crianças e bebês: 
➢ Para crianças, não tentar remover, deve-se acalmar a vítima, orientar respirar pela boca 
e encaminhar ao especialista. 
➢ Em casos de bebês, a conduta requer ainda mais urgência uma vez que obstruções nasais 
em bebês são potencialmente letais. Deve-se tranquilizar os pais e encaminhar com 
urgência ao especialista 
− Corpos estranho na boca e orofaringe 
✓ A região oral inclui a cavidade da boca, dentes, gengivas, língua, palato e a região das tonsilas 
palatinas, e se continua com a orofaringe. 
✓ Os corpos estranhos descritos com mais frequência nessa região são próteses dentárias 
deslocadas, chicletes e balas (no caso de crianças adiciona-se leite regurgitado e pequenos 
objetos às principais causas), como já citado na introdução de vias respiratórias. 
▪ Vale ressaltar também que, nessa região, há uma frequente presença de corpos estranhos 
decorrentes de refeições, sendo a carne o exemplo mais comum. 
✓ Para remoção do corpo estranho, utilizar o dedo indicador em forma de gancho. Estando mais 
aprofundado, pode-se utilizar o dedo indicador e o médio para formar uma pinça. No caso de 
recém-nato e lactentes, utilizar o dedo mínimo. Não se deve fazer varredura digital às cegas. 
✓ No contexto do trauma, um dos principais corpos estranhos abordados na literatura é a base da 
língua uma vez que “em pacientes inconscientes, a língua torna-se flácida, caindo para trás e 
bloqueando a laringofaringe”. 
▪ Para corrigir corretamente essa forma de obstrução, profissionais de saúde usam as 
manobras chin-lift ou jaw-thrust. 
− Corpos estranho nas vias aéreas 
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✓ A obstrução das vias aéreas por corpo estranho pode ser parcial ou total. Na parcial, a vítima 
pode ser capaz de manter boa troca gasosa podendo tossir fortemente, apesar dos sibilos entre 
as tossidas e falar. 
✓ Sinais e sintomas 
▪ Tosse, rouquidão, respiração ruidosa, dispnéia, postura de sufocação (sinal da asfixia), afonia 
e cianose 
✓ Vítimas conscientes deve questionar e verificar capacidade de emitir sons 
✓ Obstruções parciais 
▪ Respiração é eficiente, assim as vítimas responsivas com obstrução leve, deve se estimular a 
tosse. Observando atentamente se haverá evolução para obstrução total, geralmente 
marcada pelo sinal universal da asfixia 
✓ Obstrução completa 
▪ Quadro clínico: agitação, dificuldade respiratória, cianose e incapacidade de tossir, respirar 
ou falar 
▪ A conduta vai variar de acordo com a idade 
➢ Nas vítimas adultas responsivas, com obstrução total (grave), deve-se proceder com a 
Manobra de Heimlich. 
➢ Em crianças esta manobra também pode ser utilizada, lembrar de dosar a força quando 
comparada a um adulto 
➢ Em casos de bebês com obstrução grave (total) deve-se proceder com a tapotagem: 
o O socorrista deve sentar-se para realizar a manobra; 
o Posicionar o bebê em decúbito ventral sobre o antebraço do 
socorrista, que deve apoiar a região mentoniana do bebê, 
apoiando firmemente a cabeça e pescoço com os dedos em 
fúrcula; 
o Apoiar o antebraço que suporta o bebê sobre sua coxa, 
mantendo a cabeça em nível discretamente inferior ao tórax; 
o Aplicar ciclos repetidos de cinco golpes no dorso (entre as 
escápulas e com a mão em concha), seguidos de cinco 
compressões torácicas logo abaixo da linha intermamilar (como 
na técnica de RCP, utilizando apenas dois dedos8), inspecionando a cavidade oral a 
cada ciclo 7, até que o objeto seja expelido ou o bebê torne-se irresponsivo. 
o Após a saída do corpo estranho, é importante estar atento à ocorrência de PCR e de 
PR 
➢ Em pacientes obesos e gestantes no último trimestre, realize as compressões sobre o 
esterno (linha intermamilar) e não sobre o abdome 
▪ Manobra de Heimlich: técnica 
➢ Em vítima em pé responsiva 
1. Posicionar-se por trás do paciente, com seus braços à altura da crista 
ilíaca; colocar a vítima com os pés afastados, aumentando sua base de 
sustentação. O socorrista coloca o seu pé de apoio entre as pernas da 
vítima. Caso esta desmaie repentinamente o socorrista poderá 
amparar evitando leões e ferimentos na face e cabeça; 
2. Posicionar uma das mãos fechada, com a face do polegar encostada na 
parede abdominal, entre apêndice xifóide e a cicatriz umbilical; 
3. Com a outra mão espalmada sobre a primeira, comprimir o abdome em 
movimentos rápidos, direcionados para dentro e para cima (em j); 
4. Estando a vítima em pé, ampliar sua base de sustentação, afastando as pernas, e posicionar uma 
entre as pernas da vítima, para evitar-lhe a queda caso fique inconsciente; 
5. Repetir a manobra até a desobstrução ou o paciente tornar-se não responsivo. 
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6. Após a saída do corpo estranho, é importante estar atento à ocorrência de PCR e de PR 
➢ Em vítima deitada responsiva 
1. Posicionar a vítima em decúbito dorsal em uma superfície rígida; 
2. Ajoelhar-se ao lado da vítima, ou a cavaleiro sobre ela no nível de suas coxas, com seus joelhos 
tocando-lhe lateralmente o corpo; 
3. Posicionar a palma da mão (regiões tenar e hipotenar) sobre o abdômen da vítima, entre o apêndice 
xifóide e a cicatriz umbilical, mantendo as mãos sobrepostas; 
4. Aplicar compressões abdominais no sentido do tórax. 
5. Após a saída do corpo estranho, é importante estar atento à ocorrência de PCR e de PR. 
➢ Auto aplicação /Auto Heimlich 
o Se você está sozinho e sufocando, incline-se e pressione seu abdome contra qualquer 
objeto firme, como as costas de uma cadeira, um corrimão ou a pia da cozinha. Não 
se inclinar sobre qualquer coisa com uma borda afiada ou canto que pode te 
machucar. Alternativamente, dê a si mesmo golpes abdominais, usando as mãos, 
como se você estivesse administrando os impulsos abdominais para outra pessoa 
➢ Em vítimas irresponsivas 
1. Posicionar o paciente em decúbito dorsal em uma superfície rígida; 
2. Diante de irresponsividade e ausência de respiração com pulso, ajoelhar-se ao lado da vítima e 
executar compressões torácicas como na manobra de RCP com objetivo de remoção do corpo 
estranho; 
3. Abrir vias aéreas, visualizar a cavidade oral e remover o corpo 
estranho, se visível e alcançável (com dedo em gancho); 
4. Se nada encontrado, realizar 1 insuflação e se o ar não passar ou o 
tórax não expandir, reposicionar a cabeça e insuflar novamente; 
5. se ainda assim não houver expansão, retomar compressões torácicas 
6. Considerar o transporte imediato mantendo as manobras básicas de 
desobstrução. 
7. Após a saída do corpo estranho, é importante estar atento à ocorrência de PCR e de PR 
➢ Em grávidas e obesos inconscientes 
o Nesses casos, as compressões devem ser feitas com o socorrista ao lado dela, assim 
como na manobra de RCP, não devendo estar a cavaleiro sobre ela. 
▪ Complicações com a Técnica de Heimlich 
➢ Lesão de vísceras abdominais (ruptura gástrica) 
➢ Regurgitação 
− Corpo estranho no esôfago e estômago 
✓ Nessas regiões podemos encontrar pequenos objetos colocados por crianças quando estão 
brincando ou, então, ossos engolidos por um adulto ou criança por engano. A maioria desses 
objetos irá passar pelo sistema digestivo,porém alguns poderão causar bloqueios, incômodos ou 
perfurações no trato gastrointestinal. 
✓ Sinais e sintomas: 
▪ Náuseas e/ou vômitos; disfagia (dificuldade em deglutir); odinofagia (dor ao deglutir); dor 
retroesternal; hematêse (vômito com sangue); melena (fezes escurecidas decorrentes da 
digestão do sangue); sialorreia; enterorragia (eliminação de sangue pelo ânus) 
✓ Conduta 
▪ Objetos não-lacerantes (balas, bombons, moedas, brinquedos, etc..) 
➢ Ingerir alimentos 
▪ Objetos lacerantes (vidro, espinha de peixe, prego, gilete, parafuso, agulha, osso de galinha, 
etc...) 
➢ Não provocar vômitos, deve encaminhar ao hospital 
− Corpo estanho na pele 
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✓ Corpo estranho superficial – até 1 cm (espinhos, farpas de madeira, cacos de vidro etc.) 
▪ Retirada com pinça e/ou agulha esterilizada 
▪ Curativo compressivo 
✓ Corpo estranho profundo – mais de 1 cm 
▪ Não retirar – observar trajeto de estruturas nobres 
▪ Curativo oclusivo 
▪ Estabilizar 
✓ Princípios 
▪ No caso de ferrões, deve-se tranquilizar a vítima. A retirada deverá ser feita com uma pinça 
e de uma só vez. Evitar pressionar e comprimir a bolsa de veneno que muitas vezes está 
anexa ao ferrão. Caso pressione a bolsa de veneno inadvertidamente poderá injetar uma 
maior quantidade desta toxina na vítima acarretando mais dor, incômodo ou até uma reação 
alérgica. Se possível aplique uma compressa fria de gelo para minimizar o inchaço 
▪ Para remover um anzol transfixado na pele, deve-se cortar a barbela com o auxílio de um 
alicate, e depois remover o anzol pelo mesmo trajeto que transfixou a pele. 
 É de fundamental importância que vítimas de Corpos Estranhos sejam encaminhadas aos 
especialistas, após serem realizados os Primeiros Socorros, para melhor avaliação do seu estado de 
saúde. 
• Parto de emergência (S13) 
− A pelve feminina é mais ampla e aberta fazendo parte do canal de parto 
− Parto de cocóras: 
✓ Existe de cocóras existe uma maior amplitude maior para saída do bebê em 20% com utilização 
da força da gravidade que auxilia o processo sendo mais rápido e menos doloroso. Pode ser 
utilizada uma banqueta própria para o parto. É o parto mais fisiológico. 
− Parto de emergência: 
✓ É a realização de um parto em qualquer local, utilizando-se de materiais improvisados 
✓ É um fenômeno fisiológico, sendo que o socorrista apenas auxilia no processo 
▪ O socorrista não deve puxar ou tracionar o RN 
▪ O socorrista irá apenas criar condições para ajudar e facilitar o processo 
− Posição do feto: 
✓ Podem ser cefálicas, pélvicas e transversais ou córmica 
✓ O parto de emergência somente poderá ser 
realizado com o feto em posição cefálica 
✓ Nas apresentações pélvica e transversal o parto 
só deverá ser feito por um médico obstetra 
▪ Nessas duas apresentações se o feto colocar 
o braço, perna, pé ou outra parte do corpo 
e puxarmos poderemos causar uma fratura, 
luxação ou lesão de plexo nervoso. 
− Sinais e sintomas do trabalho de parto 
✓ Não é necessário a presença de todos estes. Pelo menos um ou dois estarão presentes 
▪ A ruptura da bolsa se traduz por saída de líquido amniótico que sai quente e com um cheiro 
característico que molha a roupa da mãe 
▪ As contrações são movimentos do útero para estimular a saída do feto e que causa dor em 
baixo ventre. Estas aumentam de frequência e intensidade à medida que o parto se 
aproxima do desfecho 
▪ O sangramento genital via vaginal não é intenso e ocorre porque a cabeça do feto está 
forçando para sair 
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➢ O tampão mucoso é uma secreção espessa 
que fica entre o fundo da vagina e o colo do 
útero. Ele forma uma forma uma rolha que 
separa estas duas regiões (uma externa e 
outra interna) evitando que bactérias entrem 
e causem infecção. O tampão é uma gosma 
que pode ser sanguinolenta e de aspecto 
escuro ou vermelho 
▪ O edema genital é visível na vulva porque a cabeça 
do feto está fazendo pressão para sair 
 Parir é um termo técnico e utilizado para mulheres. 
Mulher que nunca pariu: NULÍPARA (nunca pariu) ou NULIGESTA (nunca gestou) 
Mulher que já teve um filho: PRIMÍPARA ou PRIMIGESTA 
Mulher que já teve dois filhos: SECUNDIGESTA ou SECUNDÍPARA 
Mulher que já teve três filhos: TERCIGESTA ou TERCÍPARA 
Mulher que já teve vários filhos: MULTIGESTA ou MULTÍPARA 
− Cuidados com a mãe 
✓ Na identificação tente passar tranquilidade para mãe, já que ela estará entrando em trabalho de 
parto em ambiente não próprio 
✓ Questionar se a mãe fez pré-natal, a idade gestacional para ter uma noção da maturidade do feto 
(DPP: é data provável do parto). Além de, perguntar se tem o cartão de acompanhamento 
✓ A mãe deverá ser colocada em decúbito dorsal em posição ginecológica com as pernas afastadas 
e joelhos dobrados 
✓ No momento que vier a contração a mãe deverá fazer força como se fosse defecar para auxiliar 
na saída do feto 
✓ Levar a mãe e o feto com a placenta para o hospital 
− Materiais necessários em um parto de emergência 
✓ Panos limpos para limpar e aquecer o RN. Também para cobrir a região genital da mãe evitando 
exposição desnecessária 
✓ Tesoura ou faca ou canivete para cortar o cordão umbilical 
✓ Barbante ou linha ou cordão ou fio dental para amarrar o cordão umbilical 
✓ Um par de luvas e um saco plástico ou três sacos plásticos. Um saco plástico será usado para 
colocar a placenta que deverá ser levada ao hospital para análise 
− Materiais especiais 
✓ Clamp umbilical ou pinça hemostática são 
utilizados pelos profissionais do APH ou no 
hospital. Assim, no parto de emergência 
utilizamos o cordão ou fio dental 
− Fases do parto 
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1. Dilatação: corresponde a preparação do colo do útero com 
consequente dilatação para aumentar o canal de parto e facilitar 
a saída do feto 
✓ Fase em que o colo se dilata (Cerca de 2 a 10 cm) 
✓ Características da contração: dor tipo cólica com frequência 
de 2 a 3 contrações em 10 minutos 
✓ O colo está fechado em uma mulher que não está em 
trabalho de parto na imagem A. E está totalmente dilatado 
ou “apagado” como dizem os obstetras e pronto para a saída 
do feto na letra H. O processo é crescente começando na 
letra A e vai até completo na letra H. 
 
2. Expulsão: é a saída propriamente dita do feto 
✓ Nesse momento os materiais devem estar prontos 
✓ Presença de dores mais intensas 
✓ Ocorre abaulamento da abertura vaginal e o 
coroamento (visualização do polo cefálico do feto) 
✓ O RN não possui as suas fontanelas (moleiras), que 
são espaços preenchidos por tecido fibroso, 
fechadas para facilitar a sua saída pois ajudam dar 
elasticidade na cabeça do bebê 
3. Secundamento: é a saída da placenta 
✓ O parto só está finalizado quando a saída da placenta é concluída 
✓ A placenta sai normalmente de 10 a 20 minutos após a expulsão do feto 
− Como saber a posição do feto: 
✓ O exame é feito para checar a dilatação do colo do útero e a posição fetal 
✓ O exame de toque vaginal é realizado pelo obstetra usando luva lubrificada com vaselina (com o 
segundo e terceiro quirodáctilos). 
✓ À medida que o médico consegue abrir os dedos significa que a dilatação está maior. 
✓ Não é um procedimento de primeiros socorros 
− Cuidados com o recém-nascido 
✓ Não deve ser puxado, não há necessidade. Quando fazem a tração é para acelerar o parto e 
ganhar tempo, mas é desnecessário 
✓ A cabeça não deve sair muito rápido, porque se acontecer isto poderá gerar edema cerebral 
✓ A circular é a presença do cordão umbilical ao redor do pescoço do feto. A circular precisa ser 
desfeita antes da saída para não enforcar o feto 
✓ O nariz e a boca devem ser limpos para permitir uma boa respiração 
✓ O RN nasce coberto pelovernix caseoso, sendo uma substância branca gordurosa que escorrega 
muito e tem função de proteger a pele do feto no útero tornando-a impermeável 
✓ O feto está dentro do útero da mãe a uma temperatura de 37° a 37,5° e que ao sair a temperatura 
ambiente deverá ser menor. Por isto precisamos aquecer o RN. 
✓ No parto de urgência deve realizar três nós a 10 centímetros do abdome do RN. São dois nós 
voltados para o RN e o terceiro nó voltado para a placenta 
✓ Deve-se anotar a hora e data do parto porque irá constar na certidão de nascimento 
✓ A cabeça deverá ser colocada mais baixa do que o corpo para realizar a chamada drenagem 
postural eliminando restos de parto (líquido amniótico e sangue) das vias aéreas 
✓ Levar a mãe, o RN e a placenta para o hospital 
− Episiotomia 
✓ Definição: corte realizado na região do períneo indicados em casos específicos para evitar 
lacerações 
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✓ Deve ser realizado com muita cautela; É necessário existir um cuidado muito rigoroso após a 
realização deste procedimento; risco de infecções e outras complicações 
✓ Não é um procedimento de PS, sendo um procedimento invasivo, assim só deverá ser realizado 
por um médico 
✓ Sendo realizada no primeiro e/ou segundo partos para facilitar a saída do feto pelo canal de 
parto. É feito sob anestesia local 
− Episiorrafia 
✓ Definição: é a sutura da incisão efetuada na região do períneo para 
ampliar o canal de parto 
✓ Cuidados para evitar infecções 
✓ Após a episiotomia e a retirada do feto é feita a episiorrafia 
− Parto de gêmeos 
✓ Serão realizados os mesmos procedimentos para o parto normal, porém 
todos serão duplicados 
− Complicação 
✓ Hemorragia: 
▪ É considerada normal uma perda de até 500 ml de sangue; Acima de 500 ml deve-se ficar 
atento 
▪ Causas: 
➢ Atonia é ausência de tônus no útero que precisa contrair para fechar a área cruenta 
residual onde a placenta estava aderida 
➢ Hipotonia uterina é apouca contração do útero após a saída do feto 
➢ Ambas as situações causam sangramento. A primeira causa um sangramento maior e a 
segunda causa um sangramento menor 
▪ Conduta: 
➢ Deve se usar medidas para tentar fazer parar o sangramento como massagear o útero 
estimulando de forma mecânica na tentativa de fazê-lo contrair; usar bolsa de gelo para 
causar vasoconstricção e colocar o R.N. para mamar para que haja a liberação de 
ocitocina que é o hormônio para ajudar na contração uterina

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