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A amostra é colhida por sonda de aspiração em pacientes entubados e em uso de ventilação mecânica. A coleta é realizada em frasco estéril acoplado a um sistema de sucção. A amostra é obtida do brônquio principal ou dos brônquios direito e esquerdo. Esse procedimento consiste em injetar um volume de NaCl a 0,85% estéril pelo broncoscópio e lavar os alvéolos. Em seguida, o material é coletado em frasco estéril. Quando coletadas amostras dos lados esquerdo e direito, devem ser encaminhadas em frascos diferentes. As amostras obtidas com esse procedimento vêm diretamente dos bronquíolos e dos alvéolos pulmonares. É injetado um volume de NaCl a 0,85% estéril pelo broncoscópio e realizada a lavagem dos alvéolos para coleta de material em frasco estéril. Várias lavagens podem ser feitas no mesmo alvéolo ou em alvéolos diferentes (coletar em frascos distintos). Esse procedimento deve ser realizado antes que sejam feitas biópsias ou escovados, devido a eventual sangramento. Essa amostra é coletada quando há suspeita de M. tuberculosis ou em pacientes HIV positivos com suspeita de infecção por P. jirovecii. Nesses casos, o laboratório deve ser avisado sobre o método de coleta, pois os critérios de aceitabilidade para esse tipos de amostra são outros. Escarro expectorado Colher preferencialmente a primeira amostra da manhã, por ser o material mais concentrado. O paciente deve ser orientado a enxaguar a boca várias vezes para remover a microbiota oral e colher a amostra após tosse. Explicar ao paciente sobre a diferença entre a amostra obtida por tosse profunda e a saliva, para que ele saiba o que é um material de qualidade. Cultura de amostras do trato respiratório inferior As infecções do trato respiratório inferior incluem um grande número de etiologias, variando clinicamente desde bronquites até quadros graves de pneumonias. Essas infecções são frequentemente prejudicadas por contaminação da amostra biológica, durante a coleta, com microrganismos potencialmente patogênicos que podem estar colonizando o trato respiratório superior. Esses microrganismos colonizadores são capazes de inibir o verdadeiro patógeno causador da infecção. Diluir 1:2 com agente mucolítico (1 mL da amostra + 1 mL do mucolítico), homogeneizar e deixar 15 minutos em TA. Diluir 0,1 mL em 9,9 mL de solução fisiológica estéril. Semear 0,01 mL nas placas. Diluição final 1:20000. Cultura de escarro e aspirado (quantitativa) Homogeneizar a amostra. Diluir 0,1 mL em 0,9 mL de solução fisiológica estéril. Semear 0,01 mL da amostra nas placas. Cultura de lavado brônquico, LBA e escovado (quantitativa) Escarro induzido Aspirado traqueal Lavado brônquico Lavado broncoalveolar Escovado brônquico protegido O material normalmente é a própria escova, colocada em um tubo contendo 1 mL de NaCl. Esse material é mais indicado para pesquisa de vírus e citologia. Biópsia transbrônquica Esse material é obtido durante a broncoscopia. A biópsia coletada deve ser colocada em frasco com solução fisiológica estéril. Podem também ser coletados biópsia de pulmão, aspirado pulmonar e líquido pleural. Procedimentos para a cultura Interpretação dos resultados Microbiota oral normal geralmente presente nas culturas: Neisseria spp. Streptococcus grupo viridans. Corynebacterium spp. SCN Cultura de escarro Algumas culturas podem apresentar crescimento de patógenos da microbiota oral normal, por isso é importante a quantificação nelas para valorizar ou não o crescimento desses microrganismos. É necessário verificar os valores de referência para a avaliação das amostras do trato respiratório inferior, por exemplo: Escovado brônquico – crescimento ≥ 10³ UFC/mL. Cultura de lavado brônquico, lavado broncoalveolar e aspirado traqueal Hospitalares: geralmente são mais complicadas por se tratar de microrganismos mais resistentes Pneumonias Os materiais do trato respiratório inferior incluem: Comunitárias http://sis.posead.saocamilo.br/sistema/rota/rotas_2/10606/scorm/ipe1146/Cap01/pag9.html?#