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CRESCIMENTO DE MICRORGANISMOS PROF. me. ELISÂNGELA XAVIER ANDRADE 1 NUTRIÇÃO NUTRIENTES São as substâncias encontradas no ambiente, que participam do metabolismo celular (anabolismo e catabolismo), podendo ser divididos em dois grandes grupos: macronutrientes, que são necessários em grandes quantidades e micronutrientes, necessários em pequenas quantidades. PRINCIPAIS MACRONUTRIENTES Carbono, Nitrogênio, Hidrogênio, Fósforo, Enxofre, Potássio, Magnésio, Cálcio, Sódio PRINCIPAIS MICRONUTRIENTES Cobalto, Zinco, Molibdênio, Cobre, Manganês Níquel Ferro. DEFINIÇÃO DE CRESCIMENTO MICROBIANO Como as células individuais crescem apenas para se dividir em dois novos indivíduos, o crescimento microbiano não é definido em termos de tamanho celular, mas sim como o aumento no número de células que ocorre por divisão celular. DIVISÃO CELULAR Na fissão binária, a célula duplica seus componentes e divide-se em duas células. As células-filhas tornam-se independentes quando um septo (divisória) cresce entre elas, separando-as. DIVISÃO CELULAR Em algumas espécies, a separação incompleta das células produz cadeias lineares (bacilos ligados), tétrades (grupos de quatro cocos em forma de cubo), sarcinas (grupos de oito cocos em um pacote cúbico), ou grupos semelhantes a cachos de uvas (estafilococos). FASES DO CRESCIMENTO Quatro fases principais de crescimento: (1) a fase lag, (2) a fase log (logarítmica), (3) a fase estacionária e (4) a fase de declínio ou de morte. Essas fases formam a curva padrão de crescimento bacteriano. FASE LAG Na fase lag, os organismos não aumentam significativamente em número, porém apresentam metabolismo ativo – crescem em tamanho, sintetizam enzimas e incorporam várias moléculas provenientes do meio. Durante essa fase, os organismos bacterianos individuais aumentam de tamanho e produzem grandes quantidades de energia na forma de ATP. FASE LOG Após a adaptação dos organismos ao meio, ocorre crescimento da população em uma taxa exponencial, ou logarítmica (log). Quando a escala do eixo vertical é logarítmica, o crescimento nessa fase log aparece no gráfico como uma linha diagonal reta, que representa o tamanho da população bacteriana. Durante a fase log, os organismos dividem-se em sua velocidade mais rápida – um intervalo regular e geneticamente determinado, denominado tempo de geração. FASE ESTACIONÁRIA Quando a divisão celular diminui até o ponto em que novas células são produzidas na mesma velocidade com que as células antigas morrem, o número de células vivas permanece constante. O meio contém uma quantidade limitada de nutrientes e pode apresentar quantidades tóxicas de metabólitos. Além disso, o suprimento de oxigênio pode tornar-se inadequado para os organismos aeróbicos, e podem ocorrer alterações prejudiciais do pH. FASE DE DECLÍNEO À medida que as condições do meio se tornam cada vez menos favoráveis para a divisão celular, muitas células perdem a sua capacidade de sofrer divisão e, consequentemente, morrem. Nessa fase de declínio, ou fase de morte, o número de células vivas diminui em velocidade logarítmica, conforme indicado pela linha reta diagonal em declive. FATORES QUE INTERFEREM NO CRESCIMENRO FATORES QUE INTERFEREM NO CRESCIMENTO Temperatura: algumas bactérias crescem melhor em temperaturas baixas, outras em temperaturas intermediárias e outras em temperaturas altas. pH: quanto à tolerância ao pH, as bactérias podem ser acidófilas (0,1 a 5,4), neutrofílicas (5,5 a 8,5) e alcalófilas (8,5 a 11,5). FATORES QUE INTERFEREM NO CRESCIMENTO Oxigênio: quanto à respiração, podem ser: aeróbias estritas (necessitam de O2 para crescer), anaeróbias estritas (só crescem na ausência de O2 ), microaerofílicas (precisam de O2 , mas em pressão inferior à atmosférica) e anaeróbias facultativas (crescem na presença ou ausência de O2 ) Água: essencial a qualquer microrganismo; embora a necessidade seja variada, somente endósporos bacterianos podem sobreviver sem água. CRESCIMENTO EM COLÔNIAS As fases de crescimento são representadas de diferentes maneiras em colônias que crescem em meio sólido. Normalmente, uma célula divide-se de modo exponencial, formando uma pequena colônia – constituída por todos os descendentes da célula original. A colônia cresce rapidamente em suas bordas; as células localizadas mais próximas do centro exibem um crescimento mais lento ou começam a morrer, visto que dispõem de menores quantidades de nutrientes e ficam expostas a mais metabólitos tóxicos. MEDIDA DO CRESCIMENTO BACTERIANO O crescimento bacteriano é medido a partir da estimativa do número de células produzidas por fissão binária durante uma fase de crescimento. Essa medida é expressa como o número de organismos viáveis (vivos) por mililitro de cultura. Dispõe-se de vários métodos para medir o crescimento bacteriano. MEDIDA DO CRESCIMENTO BACTERIANO Diluição em série e contagem em placas; Contagens microscópicas diretas; Número mais provável; Filtração; Outros métodos. CONTAGEM EM PLACAS A contagem em placas constitui um dos métodos para medir o crescimento bacteriano. Essa técnica baseia-se no fato de que, em condições adequadas, apenas uma bactéria viva irá se dividir e formar uma colônia visível em uma placa de ágar. Uma placa de ágar é uma placa de Petri contendo um meio nutritivo solidificado com ágar, um polissacarídio complexo extraído de determinadas algas marinhas. CONTAGEM MICROSCÓPICA DIRETA O crescimento bacteriano pode ser medido pela contagem microscópica direta. Nesse método, um volume conhecido de meio é colocado em uma lâmina de vidro especialmente calibrada, com grade de contagem, denominada câmara de contagem de Petroff-Hausser. ACABOU!!!!!!!! POR ENQUANTO image1.jpeg image2.png image3.png media1.mp4 image4.png media2.mp4 image5.png image6.png image7.jpeg image8.png image9.gif image10.gif image11.gif image12.png image13.png image14.png image15.png image16.gif