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Semiologia III Heloísa Roberti Cristofolini-1 Exame Neurológico Glasgow (EMV) Oito: intubação. Abaixo de oito não tem mais condição de proteger via aérea de aspiração, então intubamos como prevenção de proteção de via aérea Se refere a melhor resposta do paciente, melhor resposta motora. • Sinais Meningo-raticulares -Rigidez de nuca: fazemos o movimento de encostar a nuca no pescoço, paciente deitado com todo o peso nas nossas mãos, a gente que faz. Sinal de irritação meningo-raticular; meningite ou outras causas que irritem a meninge ou camada raticular -Prova de Brudzinski: fazemos o movimento do pescoço e o paciente flexiona as pernas quando positivo para doença -Prova de Lasegue: positiva quando o paciente reclama de dor na face posterior do membro examinado, antes de cerca de 30 graus de elevação. Paciente decúbito dorsal, ergue a perna, queixa de dor na lombar em menos de 30 graus. Mais radiculares. Inflamação no nervo ciático -Prova de Kerning: posicionamos a perna com coxa fletida e perna em 90 graus, empurramos perna para cima e para baixo. Paciente sente dor na lombar; Paciente sente dor em posterior da coxa quando realizado o movimento. Meningite, hemorragia subaracynóide (HAS), radiculares (ciática) • Alteração marcha DISBASIA: alteração da marcha – qualquer distúrbio Semiologia III Heloísa Roberti Cristofolini-2 • Marchas patológicas: piora consideravelmente com os olhos fechados. Tabes dorsalis (neurolues) Semiologia III Heloísa Roberti Cristofolini-3 • Equilíbrio estático: Paciente em pe, juntar os pes, olhando para frente. Após alguns segundos solicitar que ele feche os olhos – Prova de Romberg. Romberg negativo: nada se observa ou apenas ligeiras oscilações. Romberg positivo: desequilobrio e tendência a queda. -Romberg positivo: tendência a queda Para qualquer lado, logo após fechar os olhos: lesão nas vias de sensibilidade proprioceptivas conscientes- são as vias responsáveis por localizar a parte do nosso corpo, como perdeu a visão e não tem propriopercepção paciente tende a cair. Sempre para o mesmo lado, após pequeno período de latência ao fechar os olhos: lesão do aparelho vestibular- aparelho responsável pelo equilíbrio, vertigem AVALIA EQUILIBRIO ESTÁTICO • Motricidade voluntaria Neuronio motor superior (cortiço-espinhal) +neurônio motor inferior (periférico, coluna pro musculo) Motricidade espontânea: solicita-se que o paciente realize uma serie de movimentos, avaliando sua amplitude Força muscular: oposição aplicada pelo examinador – realizar de modo global Semiologia III Heloísa Roberti Cristofolini-4 TEM QUE SABER ESCALA DA FORÇA MUSCULAR Zero: força nenhuma – não tem nem tônus, mole. Cinco: normal 1: contração mais sem realização do movimento, tem tônus, não é flácido 2: Tem contração e movimento só consegue ser feito sem gravidade, mexe pro lado mas não vence nada da gravidade, não ergue 3: consegue erguer, vencer a gravidade, mas não vence nenhuma resistência, mesmo que mínima 4: vence gravidade e resistência fraca (mao) Pode-se analisar membro por membro Comparar uma lado com outro para decidir entre 4 e 5, perna não é bilateral Provas deficitárias: Mingazzini, Barrpe, mãos estendidas (para definir se é quatro ou cinco) Mãos estendidas: se tiver força grau quatro o membro começa a cair antes que o outro, duas mãos estendidas e paradas Migazzini: decúbito dorsal, pernas a 90 graus, uma perna cai antes da outra Barré: decúbito ventral, uma começa a cair antes que a outra Semiologia III Heloísa Roberti Cristofolini-5 Paresia: redução da força Plegia: nada de força, grau zero Paraparesia: força diminuída nos membros inferiores – 1,2,3,4 • Tonus muscular Estado de tensão constante a que estão submetidos os músculos. Examina-se o paciente deitado e em completo relaxamento muscular SN mantem constantemente o tônus dos nossos músculos Flacidez Inspeção Palpação Movimento passivos: ressistencia, passividade, balanço articular (joelho, articulação balança quando sem tônus) Graduar e localizar: hipertônico (ao relaxa, depois de AVC – pode causar os dois) ou hipotonico • Coordenação: funcionamento do cerebelo (centro coordenador) e sensibilidade proprioceptiva (centro da propriocepção) Ataxia: cerebelar, sensitiva e mista – qualquer descoordenação Lessao proprioceptiva paciente usa a visão para “fiscalizar” o movimento, piorando a ataxia quando fecha os olhos, isso não ocorre em lesão cerebelar. Coordenação: Prova index-nariz Pedimos paciente encostar o dedo no nosso dedo e na ponta do nariz, varias vezes. Com olho aberto e com olho fechado. Com olho aberto não consegue: lesão cerebelo. Olho fechado: lesão vias proprioceptivas. Prova do calcanhar-joelho-canela: Paciente em decúbito dorsal, coloca calcanhar no outro joelho e vai descendo ate chegar no pé. Prova movimento alternados: movimentos rápidos de pinça, bater palmas, cima ou baixo Normal: diadococinesia Semiologia III Heloísa Roberti Cristofolini-6 Disdiadococinesia: não consegue, dercordenado, ataxico para fazer • Reflexo Motores: arco-reflexo Reflexos exteroceptivos ou superficiais: -Reflexo cutâneo-plantas – normal é flexor, extensor Babinski ( não existe babinski negativo). Lesao das vias cortiço-espinhal, AVC -Reflexo cutâneo-abdominal: movimento superficial de laterelização, cicatriz umbilical se contrai e se desloca quando esta normal. Lesoes cortiço-espinhal Reflexos proprioceptivos, profundos, musculares. Martelinho -Reflexo patelar -Reflexo estilo-radial -Reflexo bicipital -Reflexo triciptal -Reflexo aquileu Arreflexia, hiporreflexia, normal, hiperreflexia Comparar bilateral Semiologia III Heloísa Roberti Cristofolini-7 • Sensibilidade Pacientes olhos fechados Superficial-tatil: algodão ou pincel roçado em varias partes do corpo Termina: tubos com água quente e fria, tocado varias partes do corpo e alternando entre si Dolorosa: agulha, sem ferir Profunda: Vibratória: diapasão em saliências oseeas Pressão: compressão digital em massas musculares Cinetica-postural: desloca-se seguimento do corpo e solicita ao paciente qual a posição Dolorosa: compressão moderada de massas musculares e tendões (neurite/mmiosite) • Sensibilidade epicritica -Estereognosia: capacidade de reconhecer objeto com os olhos vendados (função tátil discriminativa/epicrítica) -Astereognasia: Lesao lobo parietal contralateral – não consegue reconhecer • Nervos cranianos 1. Olfatório Apresenta odores conhecidos Hiposmia, anosmia – redução ou perda Parosmia – perversão do olfato, sente outro Cacosmia – qualquer coisa sente cheiro ruim Alucinação olfativas Crises epileticas uncinadas (uncos hipocampal) Semiologia III Heloísa Roberti Cristofolini-8 2. Optico Acuidade visual Campo visual Fundoscopia: papila e retina Urgencia neurologica 3. Oculomotor 4. Troclear 6.Abducente Motilidade globo ocular Motricudade ocular Reto medial, superior, inferior e obliquo inferior (3) Obliquo superior (4) Reto lateral (6) Musculares elevadora da pálpebra (3) OS 4, RL6 e o resto 3 Pedir pro paciente mover os olhos. Motilidade extrínseca: estrabismo AVC: lesão de um desses pares, agudamente com alteração de motricidade Palpebra caída: terceiro par Diploppia: terceiro par Motilidade intrínseca: exame da pupila (3): discorria, midríase, miose, anisocoria, isocoria. Reflexo fotomotor direto, consensual. Luz contrai pupila. Reflexo fotomotor direto: olho com luz diminui. Reflexo fotomotor consensual: outro olho também contrai, mesmo sem luz Anisocoria: uma diferente da outra. Fator de gravidade hipertensão craniana. 5. Trigemeo Raiz motora: músculos da mastigaçãoRaizes sensitivas: oftálmico, maxilar e mandibular Responsavel pelo reflexo córneo-palpebral – algodão encosta na córnea e o paciente fecha o olho. Indicativo de morte encefálica quando não fecha Semiologia III Heloísa Roberti Cristofolini-9 7.Facial Motricidade da face, 2/3 anteriores da língua Periferica: testa irriga no lado bom 8.Vestibulo-coclear Perda audição neurossensorial ou condução Vestibbulas: náuseas, vertigens, zumbido Romberg +, nistagmo, marcha estrela 9.Glossofaríngeo 10.Vago Sensitivo e motor da orofaringe A. Todo ele caído, 10ª par C: unilateral, nono par 11. Acessorio Perda de força no pescoço Escapula alada 12.Hopoglosso Motricidade da língua Semiologia III Heloísa Roberti Cristofolini-10 Neurológico: Glasgow 15, sem sinal focal (algum foco de perda de força), sem rigidez de nuca, sinais de irritação meningo-radiculares ausentes, pupilas isocoricas e fotorreagentes (direto e consensual), força grau V nos 4 membros, reflexos normais e simétrico, RCP (cutâneo plantar) flexor bilateral, PC preservados