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[Nome do autor] 
[NOME DA EMPRESA] [Endereço da empresa] 
[TÍTULO DO DOCUMENTO] 
ENZO AMARAL AVIDAGO - 1º PERÍODO / 2018.2 
 PROF. NATHÁLIA BARBOSA DO ESPÍRITO SANTO MENDES 
 
Enzo Amaral Avidago 
 
1 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
 O aparelho reprodutor feminino é constituído de dois ovários, duas tubas uterinas, o útero, a vagina e a genitália externa. Possui como 
função produzir gametas femininos (ovócitos) e manter o ovócito fertilizado durante o desenvolvimento completo. Além de produzirem 
hormônios sexuais que controlam os órgãos do sistema reprodutor e têm influência sobre outros órgãos. 
 As glândulas mamárias não fazem parte do aparelho reprodutor feminino, mas sofrem mudanças durante o desenvolvimento da 
mulher. 
 Após a menarca (primeira menstruação) inicia-se uma fase de desenvolvimento do sistema reprodutor feminino; em contrapartida, 
após a menopausa ocorre uma lenta involução desse sistema. 
 
 
 
 
2. OVÁRIO 
 
 A superfície do ovário é encoberta por um 
epitélio cúbico simples, o epitélio germinativo. 
Abaixo do epitélio germinativo está uma camada 
de tecido conjuntivo denso, a túnica albugínea. 
Abaixo da túnica albugínea está uma região 
chamada cortical, onde predominam os folículos 
ovarianos (ovócitos + células foliculares), corpo 
lúteo (corpo amarelo) e corpo albicans (corpo 
branco). Os folículos se localizam no tecido 
conjuntivo (estroma) da região cortical. A parte 
mais interna do ovário é a região medular, 
formada por um tecido conjuntivo frouxo 
ricamente vascularizado. 
 
 
 
3. FOLÍCULOS OVARIANOS 
 
 Trata-se do ovócito envolvido por uma ou mais camadas de células foliculares, também conhecidas como células da granulosa. 
 Características do ovócito → núcleo bem evidente, organelas localizadas em torno do núcleo, mitocôndrias e aparelhos de Golgi são 
numerosos. 
 De acordo com o grau de desenvolvimento dos folículos, são classificados: 
3.1 Folículos primordiais 
 Foram formados durante a vida fetal, consiste em um ovócito primário envolvido por uma única camada de células foliculares 
achatadas. O ovócito presente nesse folículo encontra-se na etapa da primeira prófase da meiose. 
 A partir da puberdade inicia-se o crescimento folicular, estimulado pelo FSH (hormônio folículo estimulante) secretado pela hipófise, 
que compreende modificações do ovócito e das células foliculares. 
3.2 Folículos primários 
 As células foliculares se dividem por mitose formando uma camada única de células cuboides, neste momento o folículo recebe o 
nome de folículo primário unilamilar. As divisões continuam formando um epitélio estratificado, também chamado de camada granulosa, 
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o folículo recebe o nome de folículo primário multilamilar. Uma espessa camada amorfa, chamada zona pelúcida, composta de pelo menos 
três glicoproteínas, é secretada e envolve todo o ovócito. 
 As células do estroma do ovário se organizam ao redor do folículo primário multilamilar, formando a teca interna (camada celular 
ricamente vascularizada e produtora de hormônios) e a teca externa (camada de tecido conjuntivo). 
3.3 Folículos secundários (antrais) 
 Há o desenvolvimento de espaços intercelulares, entre as células da granulosa, preenchidos pelo líquido folicular (proteínas, 
proteoglicanos, hormônios esteroides); a união desses espaços forma uma cavidade, chamada antro folicular. 
 Durante a reorganização das células da granulosa para formar o antro, um pequeno grupo de células foliculares envolve o ovócito 
constituindo a corona radiata; enquanto um outro grupo se concentra na parede do folículo promovendo o apoio do ovócito constituindo 
o cumulus oophorus. Na ovulação, esses grupamentos de células foliculares acompanham o ovócito. 
3.4 Folículos maduros 
 Normalmente, durante cada ciclo menstrual, um folículo se desenvolve mais que os outros, o folículo dominante. Quando este atinge 
seu máximo desenvolvimento, torna-se o folículo maduro, pré-ovulatório ou de Graaf; os outros folículos que também estavam em 
desenvolvimento entram em atresia, processo pelo qual as células foliculares e ovócitos morrem e são eliminados por fagocitose, 
normalmente chamados de folículos atrésicos. 
 
4. OVULAÇÃO 
 
 A ovulação consiste na ruptura de parte da parede do folículo maduro e consequentemente liberação do ovócito, que será capturado 
pela extremidade dilatada da tuba uterina. Normalmente, há a liberação de um ovócito, porém podem ser expelidos dois ou mais ovócitos, que 
quando fertilizados configuram gêmeos fraternos. 
 O processo da ovulação é estimulado por um pico de LH (hormônio luteinizante), liberado pela hipófise em resposta aos altos níveis 
de estrogênio produzidos pelos folículos em desenvolvimento. O ovócito é expelido juntamente com a zona pelúcida, corona radiata e um pouco 
de líquido folicular. 
 A primeira divisão meiótica ocorre um pouco antes da ovulação, os cromossomos são divididos igualmente entre as células-filhas, 
porém uma destas retém quase todo o citoplasma, o ovócito secundário; a outra célula se torna o primeiro corpúsculo polar. 
 Após a ovulação, as células da granulosa e as células da teca interna do folículo que ovulou se reorganizam e formam uma glândula 
endócrina temporária chamada corpo lúteo; estas células aumentam de tamanho, sob efeito do LH, e passam a ser chamadas de células 
granulosa-luteínicas, com características de células secretoras de esteroides (progesterona e estrogênio) e células teca-luteínica. Caso não ocorra 
a gravidez, por cerca de 10-12 dias, o corpo lúteo de menstruação sofre apoptose. Os fibroblastos vizinhos invadem a área e produzem uma 
cicatriz de tecido conjuntivo denso chamado corpo albicans. Com a degeneração e a diminuição da produção de progesterona por essas 
glândulas, ocorre a descamação de parte da mucosa uterina, processo conhecido como menstruação. Após a diminuição da concentração de 
esteroides, o FSH é liberado e há o estimula ao crescimento de outro grupo de folículos, inicia-se o ciclo menstrual seguinte. Caso ocorra a 
gravidez, um sinal é dado pelo embrião implantado para o corpo lúteo, cujas células trofoblásticas sintetizam o hormônio gonadotrofina 
coriônica humana (HCG), detectado no teste de gravidez. Desta forma o corpo lúteo se mantém, formando o corpo lúteo de gravidez, e a 
produção de esteroides não decai, logo não há descamação da mucosa uterina, para que ocorra a implantação do embrião. A progesterona, 
além de manter a mucosa uterina, estimula a secreção das glândulas uterinas, importante para nutrição do embrião antes da placenta se tornar 
funcional. 
 As células intersticiais são células da teca interna que restaram após a atresia folicular; presentes desde a infância até a menopausa, 
são ativas secretoras de esteroides, estimuladas por LH. 
 
5. TUBA UTERINA 
 
 A parede da tuba uterina possui 
uma extremidade conectada ao ovário, 
denominado infundíbulo, onde encontra-se 
as fímbrias (prolongamentos em forma de 
franja), e uma extremidade conectada ao 
útero, denominada intramural. A tuba é 
formada por três camadas → uma camada 
mucosa; uma espessa camada de musculo 
liso disposto em camada circular ou espiral 
interna e uma camada longitudinal externa; 
uma camada serosa formada de uma lâmina 
visceral de peritônio. 
 A camada mucosa é formada por 
um epitélio colunar simples e de uma lâmina 
própria de tecido conjuntivo frouxo. O 
epitélio possui células ciliadas, responsáveis 
pelo deslocamento do ovócito até o local 
onde ocorre a fecundação, e célula 
secretoras de muco, responsáveis pela 
nutrição e proteção do ovócito, e ativação 
dos espermatozoides. 
 A fecundação, que normalmente 
ocorre na ampola, estimula o ovócito a 
completar a segunda divisão meiótica, o 
ovócito secundário divide-se no óvulo e no 
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3 
 
segundo corpúsculo polar. A menos que seja fertilizado, o ovócito permanece viável por cerca de 24 horas; caso não ocorra a fecundação, este 
sofre autólise na tuba uterina sem completara maturação. Uma vez que o espermatozoide penetra o óvulo, aquele promove a 
impermeabilização deste, impedindo a poliespermia, a fecundação do óvulo por mais de um espermatozoide. Com a fecundação forma-se o 
zigoto, que inicia uma serie de divisões celulares e é transportado para o útero. 
 
6. ÚTERO 
 
 O útero é dividido em uma região em forma de cúpula, o fundo do útero, e uma região estreita, que se abre na vagina, o cérvix ou 
colo uterino. A parede do útero é formada por três camadas → externamente há uma camada serosa, constituída de mesotélio e tecido 
conjuntivo, ou adventícia, constituída somente de tecido conjuntivo; uma camada espessa de musculo liso, o miométrio; uma camada mucosa 
uterina, o endométrio. 
 O miométrio, camada mais espessa do útero, é formado por pacotes de fibras musculares lisas separadas por tecido conjuntivo. 
Durante a gravidez, o miométrio passa por um período de hiperplasia (aumento do número de células musculares) e hipertrofia (aumento do 
tamanho das células musculares), além de adquirirem a características secretoras de proteínas e colágeno. Após a gravidez há a degeneração e 
redução do tamanho de algumas células musculares, e degeneração enzimática de colágeno. 
 O endométrio pode ser subdividido em duas camadas → a camada basal, mais profunda, adjacente ao miométrio, constituída por 
tecido conjuntivo e pela porção inicial das glândulas uterinas; a camada funcional, formada pelo restante do tecido conjuntivo, pela porção final 
e desembocadura das glândulas e pelo epitélio superficial. 
 No cérvix há glândulas mucosas cervicais, produtoras de muco que facilitam a penetração do esperma no útero; durante a fase lútea 
ou na gravidez, os níveis de progesterona alteram a consistência do muco, prevenindo a passagem de esperma, como também microrganismos, 
para o interior do útero. 
 
7. CICLO MENSTRUAL 
 
 Os hormônios estrógenos e progesterona 
controlam grande parte da estrutura e funções dos 
órgãos do aparelho reprodutor feminino. A 
proliferação, diferenciação e secreção de células 
epiteliais, com também o tecido conjuntivo, 
dependem desses hormônios. Os hormônios 
ovarianos começam a agir ainda na fase placentária, 
mas é na puberdade, por estimulo da adeno-
hipósife, que esses hormônios fazem o endométrio 
passar por modificações estruturais cíclicas, durante 
o ciclo menstrual, período de fertilidade da mulher. 
Na menopausa, há a diminuição da produção 
hormonal e involução do aparelho reprodutor 
feminino. 
 O começo do ciclo menstrual consiste no 
início do sangramento menstrual (minúsculos 
fragmentos do endométrio, misturados com sangue 
dos vasos sanguíneos rompidos durante a 
descamação), a fase menstrual dura em média de 4 
dias. 
 A fase proliferativa (folicular ou 
estrogênica) inicia-se após a menstruação; nesse 
período os folículos ovarianos estão em transição 
entre folículos pré-antrais e antrais. Quando sua teca 
interna se desenvolve, esses folículos começam a 
secretar estrógeno. Esse hormônio irá induzir a 
proliferação celular, para a reconstituição do 
endométrio perdido durante a menstruação. Essa 
fase termina com o amadurecimento do folículo e a 
ovulação. 
 A fase secretora (ou lútea) inicia-se após a 
ovulação e resulta da ação da progesterona 
secretada pelo corpo lúteo. É nessa etapa que o 
endométrio alcança sua maior espessura como 
resultado do crescimento da mucosa e do acumulo 
de secreção. Uma característica importante dessa fase é o fato do lúmen das glândulas tornar-se muito dilatado e tortuoso. 
 Caso não ocorra a fertilização, inicia-se a fase menstrual, em que o corpo lúteo é degenerado; logo, há a diminuição rápida dos níveis 
de progesterona e estrógenos no sangue. Esse fato causa o rompimento das artérias que irrigam o endométrio, ocorrendo assim a descamação 
da mucosa uterina. 
 Se ocorrer a fertilização, o embrião terá sido transportado ao útero e aderido ao epitélio uterino durante a fase secretora, e a secreção 
das glândulas é aumentada e servirá para nutrição do embrião. Há a produção de gonadotrofina coriônica que estimula o corpo lúteo a continuar 
secretando progesterona. Esse hormônio faz com que o ciclo menstrual seja adiado até o fim da gravidez. 
 
 
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8. VAGINA 
 
 A parede da vagina não possui glândulas e consiste em três camadas → mucosa (tecido pavimentoso estratificado + tecido conjuntivo 
frouxo rico em fibras elásticas), muscular (fibras musculares lisas) e adventícia (tecido conjuntivo denso rico em fibras elásticas); essa grande 
quantidade de fibras elásticas concede grande elasticidade à vagina. A microbiota vaginal concede a vagina um pH baixo (ácido), importante 
para a proteção contra alguns microrganismos patogênicos. 
 
9. GENITÁLIA EXTERNA 
 
 A genitália externa feminina ou vulva, consiste 
no clitóris, pequenos lábios e grandes lábios, além de 
algumas glândulas que se abrem no vestíbulo. As 
glândulas vestibulares maiores são homologas às 
glândulas bulbouretrais nos homens; juntamente com 
as glândulas vestibulares menores, secretam muco. O 
clitóris é homologo ao pênis, nos homens. 
 
 
 
 
10. OVOGÊNESE 
 
 A ovogênese, também chamada de ovulogênese. Inicia-se ainda no período fetal, onde as ovogônias se proliferam por divisões 
mitóticas para formar os ovócitos primários antes do nascimento; após o nascimento não haverá a formação de nenhum ovócito. Esses ovócitos 
iniciam sua primeira divisão meiótica antes do nascimento, mas param na prófase I (na fase do diplóteno) até a puberdade. Na adolescência 
feminina (com a menarca) inicia-se o período reprodutivo, onde haverá a maturação dos ovócitos já pré-produzidos na fase intrauterina em 
ciclos na maioria dos casos regulares, até menopausa, pois termina o período reprodutivo. Os ovócitos primários que encontram-se em repouso 
até a puberdade, e durante os ciclos menstruais voltam ao seu processo de divisão e terminam a meiose I, formando um ovócito secundário e 
o primeiro corpúsculo polar, e ocorrerá a ovulação. Caso ocorra a fecundação, esta irá estimular a segunda divisão meiótica, formando o óvulo, 
que será de fato fecundado, e o segundo corpúsculo polar. 
 Diferente de como ocorre na gametogênese masculina, uma espermatogônia forma quatro espermatozoides, na gametogênese 
feminina, uma ovogônia forma somente um óvulo. 
 
 
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5 
 
 
 
11. CONSTITUIÇÃO 
 
 O Sistema Reprodutor Masculino é constituído dos testículos; ductos genitais extratesticulares; glândulas acessórias (vesículas 
seminais, próstata e glândulas bulbouretrais); e pênis. 
 
 
 
12. TESTÍCULOS 
 
 Responsáveis pela produção de hormônios sexuais masculinos e espermatozoides. A testosterona, principal hormônio produzido pelos 
testículos, é importante para a espermatogênese, para a diferenciação sexual durante o desenvolvimento embrionário e fetal, e para o controle 
da secreção de gonadotrofinas; seu metabólico, a di-hidrotestosterona, atua em muitos órgãos e tecidos do corpo (p. ex., músculos, distribuição 
de pelos, distribuição do tecido adiposo e crescimento do cabelo) durante a puberdade e a vida adulta. 
 Cada testículo é envolvido por uma grossa cápsula de tecido conjuntivo denso, a túnica albugínea. Desta túnica parte septos fibrosos, 
que dividem o testículo em lóbulos testiculares; estes não são completamente fechados, permitindo intercomunicação. Cada lóbulo é ocupado 
por túbulos seminíferos envolvidos pelo tecido intersticial, rico em vasos sanguíneos e linfáticos, nervos e células intersticiais (durante a 
puberdade desenvolvem-se em células de Leydig), que secretam testosterona. 
 
13. TÚBULOS SEMINÍFEROS 
 
 Os túbulos seminíferos produzem as células reprodutoras masculinas (espermatozoides). Os túbulos retos conectam os túbulos 
seminíferos a um labirinto de canais anastomosados em forma de rede de tecido epitelial simples pavimentoso ou cúbico, a rede testicular. Em 
continuação, os ductos eferentes conectam à rede testicular à parte encefálica (cabeça)do epidídimo. Os espermatozoides são produzidos 
antecipadamente, reservados na cauda do epidídimo e capacitados (maturados) para ejaculação, esperando o momento de estimulo. 
 Os túbulos seminíferos são formados por várias camadas de células denominadas epitélio germinativo ou epitélio seminífero; esse 
epitélio é formado por dois tipos diferentes de células: as células que constituem a linhagem espermatogênica, responsável pela produção de 
espermatozoides, através do processo chamado espermatogênese, e as células de Sertoli. 
 As células de Sertoli são responsáveis pela formação da barreira hematotesticular, por meio das junções de oclusão (os 
espermatozoides são muito diferenciados do resto do corpo, assim teoriza-se que caso houvesse o contato de células imunológicas do plasma 
sanguíneo, eles poderia sofrer destruição por reconhecimento como corpo estranho, logo as células de Sertoli fazem essa proteção); pelo suporte 
físico e nutricional para as células da linhagem espermatogênica em desenvolvimento, já que estas não possuem contato direto com os vasos 
sanguíneos; pela fagocitose do corpo residual (citoplasma eliminado durante a espermiogênese); pela produção do fluido testicular; pela 
produção de uma proteína ligante de andrógeno (ABP) que concentra testosterona nos túbulos seminíferos, importante para a 
espermatogênese. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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14. ESPERMATOGÊNESE 
 
 O processo de produção de espermatozoides inicia-se com as 
espermatogônias, células pequenas situadas próximas a lâmina basal do 
tecido germinativo. Na puberdade essas células iniciam um processo 
contínuo de divisões mitóticas e produzem sucessivas gerações de 
células. As células-filhas podem manter-se como células-tronco de 
outras espermatogônias (tipo A), ou diferenciarem-se em 
espermatogônias (tipo B) que se tornaram espermatócitos primários. 
Estes são as maiores células da espermatogênese, possuem DNA 
duplicado no núcleo (46 cromossomos diploides) e ainda se encontram 
próximos a lamina basal. Quando se dividem no fim da primeira fase da 
meiose formam os espermatócitos secundários (com 23 cromossomos 
diploides). Ao final da segunda fase da meiose os espermatócitos 
secundários formam duas células cada, as espermátides (com 23 
cromossomos haploides), células pequenas próximas ao lúmen dos 
túbulos seminíferos. 
 
15. ESPERMIOGÊNESE 
 
 Nome dado a fase final da espermatogênese, onde há somente diferenciação morfológicos das dos espermatócitos secundários para 
se tornarem espermatozoides. Nesse processo ocorre (1) a formação dos acrossomos; (2) condensação do núcleo; (3) desenvolvimento de 
flagelo; (4) perda da maior parte do citoplasma; (5) agrupamento mitocondrial. A espermiogênese pode ser dividida em três etapas: 
• ETAPA DO COMPLEXO DE GOLGI → os grânulos pró-acrossômicos acumulam-se no complexo de Golgi, unem-se e formam uma única 
vesícula acrossômica 
• ETAPA DO ACROSSOMO → a vesícula acrossômica se estende sobre a metade anterior do núcleo, configurando o acrossomo. Este possui 
em sua composição uma serie de enzimas capazes de dissociar as células da corona radiata e de digerir a zona pelúcida dos ovócitos. Os 
flagelos crescem a partir de centríolos na extremidade oposta ao acrossomo, juntamente com o aglomerado de mitocôndrias que ajudaram 
na movimentação celular (fornecimento de energia). 
• ETAPA DA MATURAÇÃO → uma grande parte do citoplasma é desprendida, formando os chamados corpos residuais, que são fagocitados 
pelas células de Sertoli. Os espermatozoides maduros são lançados no lúmen do túbulo e encaminhados até o epidídimo, através do fluido 
testicular, produzido pelas células de Sertoli. 
 
16. FATORES QUE INFLUENCIAM A ESPERMATOGÊNESE 
 
• HORMÔNIOS → o hormônio LH age nas células intersticiais, estimulando a produção de testosterona, responsável por estimular o 
desenvolvimento do epitélio germinativo; o hormônio FSH age nas células de Sertoli, estimulando a produção a síntese da proteína ligante 
de andrógeno (ABP), responsável por levar a testosterona até os túbulos seminíferos; a espermatogênese é estimulada por testosterona e 
inibida por estrógeno e progesterona. 
• TEMPERATURA → importante para o controle da espermatogênese, que só acontece abaixo da temperatura do corpo, de 37°C. A 
temperatura do testículo é mantida em 35°C, por um plexo venoso (plexo pampiniforme) que envolve os testículos, pela perda de calor por 
suor na bolsa escrotal, contração da musculatura lisa (túnica dartos). 
! A varicocele é uma doença que provoca a dilatação dos vasos na região do cordão espermático, estrutura que sustenta e mantém os 
testículos na bolsa escrotal. Uma das teorias sobre o porquê da varicocele causar infertilidade, baseia-se no fato da dilatação dos vasos 
poder causar aumento da temperatura dos testículos, e estes precisam de uma temperatura 1°C abaixo da temperatura corporal. Outras 
teorias tratam da baixa oxigenação por conta da dificuldade do sangue retornar, já que os vasos encontram-se dilatados; alto volume de 
gás carbônico, partir do mesmo princípio da teoria anterior. O tratamento para a varicocele é sempre cirúrgico. 
 
17. DUCTOS GENITAIS EXTRATESTICULARES 
 
 Os ductos genitais extratesticulares são responsáveis por levar os espermatozoides dos testículos até o meato do pênis. Compõem 
esses ductos, o ducto epididimário, o ducto eferente e a uretra. 
 O ducto epididimário é um tubo único altamente enrolado formado por um epitélio colunar pseudoestratificado, que forma o corpo 
e a cauda do epidídimo. O epitélio do ducto epididimário participa da absorção e digestão dos corpos residuais durante a espermiogênese. 
 Do epidídimo sai o ducto eferente, formado por um lúmen estreito, uma espessa camada de músculo liso, epitélio pseudoestratificado. 
Esse tubo invade a próstata (ducto ejaculatório) onde não há musculo liso. Na região onde há musculatura ocorre contrações peristálticas que 
participam da expulsão do sêmen durante a ejaculação. 
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7 
 
 A uretra é uma região comum ao sistema reprodutor masculino e ao sistema urinário, formada por epitélio de transição, compondo 
em ambos a região final de secreção/excreção das respectivas substâncias, sêmen e urina. 
! A vasectomia consiste no corte no ducto deferente, que impede a saída dos espermatozoides. Porém, para se ter certeza de que será impossível 
ocorrer a ejaculação de espermatozoides, pois pode haver gametas masculinos na uretra, proveniente de ejaculações anteriores ao procedimento 
cirúrgico. 
 
18. GLÂNDULAS ACESSÓRIAS 
 
 Responsáveis pela secreção de substâncias para nutrir e proteger os espermatozoides, compondo o sêmen; são reguladas pela 
testosterona. São elas: 
• VESÍCULAS SEMINAIS → são dois tubos de epitélio cuboide ou pseudoestratificado colunar, responsáveis pela produção de uma secreção 
amarelada que contém substâncias importantes para os espermatozoides, como frutose e várias proteínas. Carboidratos produzidos pelas 
glândulas acessórias do sistema reprodutor masculino e secretados no líquido seminal constituem fonte energética para a motilidade dos 
espermatozoides. 
• PRÓSTATA → constituído de glândulas alveolares ramificadas, revestidas por um epitélio cuboide ou pseudoestratificado colunar, seus 
ductos desembocam na uretra prostática, região da uretra que cruza a próstata. Essas glândulas produzem secreção e a armazenam para 
expulsá-la durante a ejaculação; essa secreção é levemente alcalina, e por isso promove a neutralização do pH ácido da vagina. 
! Principais doenças da próstata → hipertrofia benigna da próstata (HPB), ocorre, pelo crescimento do estroma das glândulas e da próstata, 
causa dificuldade na micção e pode acarretar infecção urinária; câncer de próstata, sua evolução é lenta e pode ser prevenido pelo exame 
de toque. 
• GLÂNDULAS BULBORETRAIS → são glândulas túbulo-alveolares, revestidas por um epitélio cúbico simples secretor de muco claro que age 
como lubrificante (facilitar a penetração).19. PÊNIS 
 
 Os principais componentes do pênis são a uretra e três corpos cilíndricos de tecido 
erétil (dois na parte dorsal, os corpos cavernosos do pênis, e um basal envolvendo a uretra, o 
corpo cavernoso da uretra ou corpo esponjoso), sendo este conjunto envolvido por pele. Na 
extremidade o pênis se dilata formando a glande. Os corpos cavernosos são envolvidos por uma 
camada resistente de tecido conjuntivo denso, a túnica albugínea. 
 A ereção do pênis é um processo hemodinâmico controlado por impulsos nervosos 
sobre o músculo liso das artérias do pênis e sobre o músculo liso as trabéculas que cercam os 
espaços vasculares dos corpos cavernosos. 
 
 
 
 
 
20. TRANSPORTE DOS GAMETAS 
 
• TRANSPORTE DO OVÓCITO → na ovulação o ovócito secundário é expelido do folículo ovariano com o fluido folicular que escapa. A 
passagem do ovócito para a tuba é feita através de expansões digitiformes da tuba, as fimbrias, que movem-se no ovário promovendo uma 
corrente de fluidos que ‘varrem’ o ovócito para o infundíbulo afunilado da tuba. Posteriormente, o gameta passa para a ampola da tuba 
em direção ao útero, como resultado da peristalse (movimentos alternados de contração e relaxamento da parede da tuba), onde ocorrerá 
a fecundação ou destruição do ovócito. 
• TRANSPORTE DE ESPERMATOZOIDE → do seu lugar de armazenamento no epidídimo, os espermatozoides são rapidamente transportados 
para a uretra por contrações peristálticas. As glândulas sexuais acessórias produzem secreção que são adicionadas ao fluido contendo 
espermatozoides no ducto deferente da uretra. Os espermatozoides depositados em torno do orifício externo do útero e no fórnice da 
vagina passam lentamente pelo canal cervical através de movimentos de suas caudas (quando a ovulação ocorre há produção de líquido 
cervical menos viscoso, que facilita a movimentação). 
• MATURAÇÃO DO ESPERMATOZOIDE → os espermatozoides recentemente ejaculados são incapazes de fecundar o ovócito, e por isso 
precisam passar pela capacitação; uma cobertura glicoproteica e proteínas seminais são removidas da superfície do acrossoma do 
espermatozoide. O processo de capacitação ocorre normalmente no útero ou nas tubas uterinas através de substâncias secretadas por 
essas porções do trato genital feminino. O termino da capacitação permite que ocorra a reação acrossômica. Quando o espermatozoide 
entra em contato com a corona radiata, a membrana do espermatozoide funde-se com a membrana acrossômica, liberando enzimas que 
facilitam a fecundação. 
! O gameta feminino possui uma viabilidade de geralmente 12 horas após a ovulação; enquanto o gameta masculino, no trato vaginal, 
sobrevive por mais de 48 horas. 
 
21. PRIMEIRA SEMANA 
 
I. FECUNDAÇÃO 
 
 Normalmente ocorre na ampola da tuba uterina, em sua porção maior e mais dilata. Sinais químicos (atrativos), secretados pelo 
ovócito e pelas células foliculares circundantes, guiam os espermatozoides capacitados (quimiotaxia dos espermatozoides) para o ovócito. A 
fecundação é uma complexa sequência de eventos que inicia com o contato do espermatozoide com o ovócito e termina com a mistura dos 
cromossomos maternos e paternos. Todo esse processo leva em torno de 24 horas. 
Enzo Amaral Avidago 
 
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 FASES DA FECUNDAÇÃO: 
• PASSAGEM DO ESPERMATOZOIDE ATRAVÉS DA CORONA RADIATA → a dispersão das células foliculares da corona radiata que circunda o 
ovócito e da zona pelúcida, por ação da enzima hialuronidase, liberada do acrossoma do espermatozoide. O movimento da cauda também 
é importante para a penetração na corona radiata; 
• PENETRAÇÃO DA ZONA PELÚCIDA → resulta da ação de enzimas liberadas pelo acrossoma. Logo que o espermatozoide penetra a zona 
pelúcida, ocorre uma reação zonal, uma mudança nas propriedades da zona pelúcida que a torna impermeável a outros espermatozoides; 
• FUSÃO DAS MEMBRANAS PLASMÁTICAS DO OVÓCITO E DO ESPERMATOZOIDE → as membranas se fundem e se rompem na área de 
fusão. A cabeça e a cauda do espermatozoide entram no citoplasma do ovócito, mas a membrana plasmática do espermatozoide fica para 
trás; 
• TÉRMINO DA SEGUNDA DIVISÃO MEIÓTICA E FORMAÇÃO DO PRONÚCLEO FEMININO → a penetração do espermatozoide no ovócito 
estimula este a completar a segunda divisão meiótica, formando um ovócito maduro e o segundo corpo polar. Os cromossomos maternos 
se descondensam, e o núcleo do ovócito maduro torna-se o pronúcleo feminino; 
• FORMAÇÃO DO PRÓNUCLEO MASCULINO → dentro do citoplasma do ovócito, o núcleo do espermatozoide aumenta para formar o 
pronúcleo, e a cauda do espermatozoide degenera. O ovócito contendo dois pronúcleos haploides é chamado de oótide; 
• OÓTIDE TORNA-SE ZIGOTO → os cromossomos no zigoto arranjam-se em um fuso de clivagem, na preparação para a divisão do zigoto. 
! O fator de gravidez inicial (EPF) é secretada pelas células trofoblásticas e aparece no soro materno de 24 a 48h após a fertilização; o EPF forma 
a base de um teste de gravidez durante os primeiros 10 dias do desenvolvimento. 
 
 
 
 
! A fertilização promove variabilidade genética (recombinação de material genético), restaura o número diploide normal de cromossomos (46) e 
determina o sexo cromossômico do embrião. 
 
 
Enzo Amaral Avidago 
 
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II. CLIVAGEM DO ZIGOTO 
 
 A clivagem consiste em divisões mitóticas repetidas do zigoto, resultando no aumento rápido do número de células. Essas células 
embrionárias, os blastômeros, tornam-se menores a cada divisão por clivagem, já que o volume total permanece intacto, por conta da zona 
pelúcida que o reveste. Esse processo ocorre normalmente quando o zigoto passa pela tuba uterina em direção ao útero. Após o estágio de 8 
células, os blastômeros mudam sua forma e se agrupam firmemente uns com os outros para formar uma bola compacta de células, fenômeno 
chamado de compactação. Quando já existem 12 a 32 blastômeros, o ser humano em desenvolvimento é chamado de mórula (conjunto de 
células totipotentes capazes de se diferenciar em qualquer tecido com anexos embrionários); nesse estágio o embrião alcança o útero. 
 Logo após a mórula ter alcançado o útero, ocorre a blastogênese, surgimento, no interior da mórula, de um espaço preenchido por 
fluido vindo da cavidade uterina, conhecido como cavidade blastocística (ou blastocele), que separa a mórula em duas partes → trofoblasto, 
que formará a parte embrionária da placenta; embrioblasto ou massa celular interna, que dará origem ao embrião. 
 
 
 
III. IMPLANTAÇÃO (NIDAÇÃO) DO EMBRIÃO 
 
 A zona pelúcida gradualmente se degenera e desaparece, permitindo ao blastocisto aumentar rapidamente de tamanho, e, enquanto 
flutua pelo útero recebe a nutrição de glândulas uterinas. 
 Cerca de 6 dias após a fecundação o embrião se adere ao epitélio endometrial da parede superior e posterior do corpo do útero, 
normalmente adjacente ao polo embrionário. Logo que se adere, o trofoblasto começa a proliferar-se rapidamente e se diferencia em duas 
camadas → citotrofoblasto, uma camada mais interna, e sinciciotrofoblasto, uma camada externa formada por uma massa protoplasmática 
multinucleada que produz enzimas que permitem ao embrião invadir o epitélio endometrial e invadem o tecido conjuntivo. Após a invasão, o 
edometrio apresenta uma falha, por onde ouve a entrada deste; essa região é preenchida por um tampão. 
 No sétimo dia, uma camada de células, o hipoderma (endoderma primitivo), formado pelos hipoblastos, surge na superfície do 
embrioblasto voltada para a cavidade blastocística. 
 
IV. GESTAÇÃO ECTÓPICA 
 
 Normalmente, o óvulo fertilizado se prende ao revestimento do útero. No caso da gravidez ectópica, o óvulo fertilizado se implanta 
em algum lugar fora do útero. 
 Uma gravidez ectópica tipicamente ocorre em uma das trompas de falópio, um tubo que conduz os óvulos dos ovários para o útero. 
Esse tipo de gravidez ectópica é conhecido como gravidez tubária. Em alguns casos, no entanto, uma gravidez ectópica ocorre na cavidade 
abdominal, do ovário ou no colo do útero. 
 Esse tipo degravidez não pode prosseguir normalmente. O ovo fertilizado não sobrevive, e o feto em crescimento pode destruir várias 
estruturas maternas, como o rompimento da tuba, por exemplo, podendo causar hemorragia na cavidade abdominal. Se não for tratada, há o 
risco de hemorragias, que podem ser fatais. O tratamento precoce de uma gravidez ectópica pode ajudar a preservar a fertilidade. 
 
 
 
22. TÉRMINO DA IMPLANTAÇÃO 
 
 A implantação do blastocisto completa-se durante a segunda semana do desenvolvimento. Com a introdução do blastocisto no 
endométrio, há a proliferação do sinciciotrofoblasto, que promove a apoptose do tecido conjuntivo do endométrio e o englobamento das células 
deciduais em degeneração (ricas em glicogênio e lipídeos) que fornecem nutrição embrionária. 
https://www.minhavida.com.br/saude/temas/gravidez-ectopica
Enzo Amaral Avidago 
 
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 O sinciciotrofoblasto produz o hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG), que vai para o sangue materno pelas lacunas do 
sinciciotrofoblasto e mantém a atividade do corpo lúteo do ovário durante a gravidez e forma a base dos testes de gravidez. 
! A gestação poderá ser detectada ao final da segunda semana do desenvolvimento através dos exames de sangue, que evidenciará a 
concentração de hCG no sangue, e de ultrassonografia, que evidenciará a presença do embrião implantado no útero. 
 
23. FORMAÇÃO DA CAVIDADE AMNIÓTICA, DISCO EMBRIONÁRIO E SACO VITELINO 
 
 Durante a implantação do blastocisto, surge uma cavidade na massa celular interna, que constitui o primórdio da cavidade amniótica. 
Os amnioblastos revestem o âmnio, que envolve a cavidade amniótica. Essas mudanças morfológicas resultam na formação da placa bilaminar, 
o disco embrionário, constituído de duas camadas de células: o epiblasto, uma camada mais espessa, constituída por células colunares altas, 
voltada para a cavidade amniótica; o hipoblasto, composto de pequenas células cuboides adjacentes a cavidade exocelômica. 
 O epiblasto forma o assoalho da cavidade amniótica e o hipoblasto forma o teto da cavidade exocelômica. A membrana exocelômica, 
junto com o hipoblasto, forma o saco vitelino primitivo. Desta forma, o disco embrionário passa a se situar entre a cavidade amniótica e o saco 
vitelino primitivo. As células do endoderma do saco vitelino dão origem ao mesoderma extra-embrionário, que envolve o âmnio e o saco vitelino. 
 Há o aparecimento de cavidade isoladas no sinciciotrofoblasto, as lacunas, que se enchem de sangue materno e secreção de glândulas 
uterinas; onde é lançado o hCG que manterá o corpo lúteo, secretando estrógeno e progesterona, necessários na manutenção da gravidez. A 
comunicação dos capilares endometriais com as lacunas dá início à circulação uteroplacentária. 
 Com a implantação do embrião as células do conjuntivo do endométrio sofrem uma transformação conhecida como reação decidual, 
onde há o acumulo de glicogênio e lipídeo no citoplasma, criando um local imunologicamente privilegiado para o embrião. 
 Enquanto ocorre transformações no trofoblasto e no endométrio, o mesoderma extra-embrionário cresce e forma espaços isolados 
no seu interior, que se fundem rapidamente e formam o celoma extra-embrionário. Essa cavidade envolve o âmnio e o saco vitelino. 
 Ocorre a diminuição do saco vitelino primitivo e formação do saco vitelino secundário (definitivo), com papel fundamental no 
transporte seletivo de materiais nutritivos para o disco embrionário. 
 
24. DESENVOLVIMENTO DO SACO CORIÔNICO 
 
 O fim da segunda semana é caracterizado pelo aparecimento das vilosidades coriônicas primárias, que penetram no 
sinciciotrofoblasto e são o primeiro estágio do desenvolvimento das vilosidades coriônicas da placenta (vilosidades coriônicas terciárias). 
 O celoma extra-embrionário divide o mesoderma extra-embrionário em duas camadas → mesoderma somático extra-embrionário, 
reveste o trofoblasto e recobre o âmnio; mesoderma esplâncnico extra-embrionário, recobre o saco vitelino. 
 O mesoderma somático extra-embrionário e as duas camadas de trofoblasto (citotrofoblasto e sinciciotrofoblasto) formam o córion, 
este, por sua vez, forma a parede do saco coriônico (saco da gestação), dentro do qual o embrião com os sacos amniótico e vitelino estão 
suspensos pelo pedículo do embrião. 
 Um embrião de 14 dias tem o formato de disco embrionário bilaminar, porém, em uma área localizada, células do hipoblasto formam 
a placa precordal, que indica o futuro local da boca e de um importante organizador da região da cabeça. 
 
 
 
25. DESENVOLVIMENTO DO EMBRIÃO 
 
 O rápido desenvolvimento do embrião a partir do disco embrionário, durante a parte inicial da terceira semana, caracteriza-se por → 
aparecimento da linha primitiva; formação da notocorda; diferenciação das três camadas germinativas das quais se formam todos os tecidos e 
órgãos do embrião. 
! A terceira semana do desenvolvimento embrionário coincide com a semana que há ausência do primeiro período menstrual. 
 
26. GASTRULAÇÃO 
 
 Durante a gastrulação o disco embrionário bilaminar é convertido em disco embrionário trilaminar, em que há a formação das 
camadas germinativas. Essa etapa da formação do feto é o início da morfogênese (desenvolvimento da forma do corpo). O embrião é, algumas 
vezes, denominado gástrula. Ela se inicia com a formação da linha primitiva na superfície do epiblasto do disco embrionário. 
 Cada uma das camadas germinativas (ectoderma, mesoderma e endoderma) dá origem a tecidos e órgãos específicos: 
- Ectoderma embrionário → dá origem à epiderme, ao sistema nervoso central e periférico, entre outros; 
- Mesoderma embrionário → dá origem ao músculo esquelético, ao músculo liso visceral, às células e vasos sanguíneos, entre outros; 
- Endoderma embrionário → dá origem ao revestimento epitelial das vias respiratórias, ao trato gastrointestinal, entre outros; 
 
27. LINHA PRIMITIVA 
 
 Resultado da proliferação e migração de células do epiblasto para o plano mediano do disco embrionário. Enquanto a linha primitiva 
se direciona para a extremidade caudal, o nó primitivo se alonga para a extremidade cefálica. O aparecimento da linha primitiva torna possível 
identificar o eixo céfalo-caudal do embrião e as su perfícies dorsal e ventral. 
 Após o aparecimento da linha primitiva, células abandonam sua superfície profunda e forma o mesênquima (ou mesoblasto), que 
formarão os tecidos de sustentação do embrião (tecido conjuntivo). Uma parte do mesênquima forma o mesoderma intra-embrionário. 
Algumas células do epiblasto, do nó primitiva e da linha primitiva deslocam o hipoblasto, formando o endoderma embrionário. As células que 
permanecem no epiblasto formam o ectoderma embrionário. 
! Destino da linha primitiva → a linha primitiva forma ativamente o mesoderma até o início da quarta semana, posteriormente a isso, aquela 
diminui de tamanho acabando por se tornar uma estrutura insignificante até desaparecer na quarta semana. 
 Restos da linha primitiva podem persistir e dar origem a um tumor, o teratoma sacrococcígeo. 
Enzo Amaral Avidago 
 
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28. PROCESSO NOTOCORDAL E NOTOCORDA 
 
 Algumas células mesenquimais formam o processo notocordal, que logo adquire uma luz, o canal notocordal. Este processo cresce, 
cefalicamente, entre o ectoderma e o endoderma até alcançar a placa precordal, onde formará a membrana bucofaríngea, localizada no futuro 
local da cavidade oral. Caudalmente à linha primitiva há a formação da membrana cloacal. Na região destas duas membranas, o disco 
embrionário permanece bilaminar, pois o ectoderma e o endoderma estão fundidos. 
 Na metade da terceira semana, o mesoderma intra-embrionário separa o ectoderma do endoderma em todos os lugares, exceto, 
cefalicamente, na membrana bucofaríngea, no plano mediano, cefalicamente ao nó primitivo, onde se localiza o processo notocordal e 
caudalmente, na membrana cloacal. 
 A notocorda, formada a partir do processo notocordal, define o eixo primitivo do embrião e dá-lhe uma certa rigidez (assemelha-sea 
uma haste), serve de base para o desenvolvimento do esqueleto axial e indica o local dos futuros corpos das vértebras; além de dar origem ao 
núcleo pulposo. A notocorda funciona como o indutor primário do embrião inicial, transformando células embrionárias não especializadas em 
tecidos e órgãos definitivos do adulto. 
 
29. ALANTÓIDE 
 
 Pequeno divertículo (evaginação) que surge da parede caudal do saco vitelínico que se estende para o pedículo do embrião. Tem a 
função respiratória e/ou reservatório para a urina durante a vida embrionária. Desenvolve-se numa linha chamada úraco, que nos adultos é 
representado pelo ligamento umbilical mediano; os vasos sanguíneos do alantoide tornam-se as artérias umbilicais. 
 
30. NEURULAÇÃO 
 
 A neurulação são os processos envolvidos na formação da placa neural e pregas neurais, e o fechamento destas pregas para formar o 
tubo neural. Durante a neurulação, o embrião é denominado nêurula. 
 O ectoderma embrionário se espessa, formando a placa neural, induzida pela notocorda em desenvolvimento. A placa neural invagina-
se ao longo de seu eixo central, formando o sulco neural. As pregas neurais se aproximam e se fundem, convertendo a placa neural em tubo 
neural. 
 As cristas neurais separam-se em partes, direita e esquerda, que migram par a porção dorsolateral do tubo neural. Estas estruturas 
darão origem aos gânglios sensitivos dos nervos espinhais e cranianos. 
 
31. SOMITOS 
 
 Durante a formação da notocorda e do tubo neural, o mesoderma intra-embrionário forma o mesoderma paraxial. Este começa a se 
diferenciar e a se dividir em somitos, localizados lateralmente ao tubo neural. Os somitos aparecem na futura região occipital do embrião e logo 
avançam cefalocaudalmente e dão origem a maior parte do esqueleto axial e os músculos associados (esclerótomo e miótomo), assim como a 
derme da pele adjacente (dermátomo). 
 
32. CELOMA INTRA-EMBRIONÁRIO 
 
 O celoma embrionário (cavidade do corpo do embrião) é constituído de pequenos espaços celômicos, que formarão uma única 
cavidade, o celoma intra-embrionária, que divide o mesoderma lateral em duas camadas → camada parietal ou somática, continua com o 
mesoderma extra-embrionário, que recobre o âmnio; camada visceral ou esplâncnica, continua com o mesoderma extra-embrionário, que 
recobre o saco vitelino. 
 O mesoderma somático e o ectoderma subjacente do embrião formam a parede do corpo do embrião ou somatopleura. O mesoderma 
eplâncnico e o endoderma subjacente do embrião formam o intestino do embrião ou esplancnopleura. 
! Durante o segundo mês, o celoma intra-embrionário está dividindo em três cavidades → cavidade pericárdica, cavidades pleurais e cavidade 
peritoneal. 
 
 
 
33. DEFINIÇÃO GERAL 
 
• ORGANOGÊNESE → período do desenvolvimento embrionário em que os tecidos e órgãos se diferenciando nos vários sistemas que 
compõem o corpo humano. Por este motivo, entre a 4ª e 8ª semanas, a exposição de embriões a teratógenos durante este período pode 
causar grandes anomalias congênitas – teratógenos são agentes como drogas e vírus, que produzem ou aumentam a incidência de 
anomalias congênitas. 
 
34. DOBRAMENTOS DO EMBRIÃO 
 
• PLANO MEDIANO 
- Prega cefálica → formação do primórdio do encéfalo; formação do intestino anterior; 
- Prega caudal → primórdio da medula espinhal; a eminência caudal se projeta sobre a membrana cloacal (futura região do ânus); formação 
do intestino posterior; formação da cloaca (primórdio da bexiga e do reto); o pedículo do embrião – primórdio do cordão umbilical – e a 
alantoide são incorporadas ao embrião; 
 
 
Enzo Amaral Avidago 
 
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• PLANO HORIZONTAL 
Formação das pregas laterais; dobramento proveniente do rápido crescimento da medula espinhal e dos somitos; formação do intestino 
médio; formação do pedículo vitelino. 
 
35. DERIVADOS DAS CAMADAS GERMINATIVAS 
 
ECTODERMA MESODERMA ENDODERMA 
Sistema Nervoso Central; Sistema Nervoso Periférico; epitélios sensoriais 
de olho; orelha; nariz; epiderme e seus anexos (pêlos e unhas); glândulas 
mamárias; hipófise; glândulas subcutâneas; esmalte do dente. 
As células da crista neural dão origem: às células dos gânglios espinhais, 
do crânio (nervos V, VII IX e X) e gânglios autônomos; tecidos musculares, 
conjuntivos e ossos que se originam dos arcos faríngeos, medula da 
supra-renal e às meninges do encéfalo e da medula. 
Tecido conjuntivo; ossos; 
músculos estriados e liso; 
coração vasos sanguíneos e 
linfáticos; rins; ovários; 
testículos; ductos genitais; 
pericárdio; peritônio; pleura; 
baço; córtex das supra-renais. 
Revestimento epitelial dos 
tratos gastrointestinal e 
respiratório; parênquima das 
tonsilas; glândulas tireóide e 
paratireoide; timo; fígado; 
pâncreas; epitélio da bexiga. 
 
36. PRINCIPAIS EVENTOS DA QUARTA À OITAVA SEMANA 
 
• QUARTA SEMANA 
- Os arcos faríngeos são visíveis; 
- O primeiro arco (mandibular) e o segundo arco (hioideo) 
estão individualizados; 
- O embrião está encurvado devido as pregas cefálica e caudal; 
- O coração forma uma saliência ventral e bombeia sangue; 
- Há o fechamento do neuróporo rostral; 
- O encéfalo anterior produz uma elevação saliente na cabeça, 
enquanto o dobramento do embrião lhe dá uma curvatura em 
C; 
- As fossetas óticas – primórdios das orelhas internas – são 
visíveis; 
- O sistema cardiovascular está se formando; 
- No fim da quarta semana, há o fechamento do neuróporo 
caudal. 
 
• QUINTA SEMANA 
- O crescimento da cabeça excede o crescimento das outras 
regiões; esse fato é causado pelo rápido desenvolvimento do 
encéfalo e das proeminências faciais; 
- Ocorre a formação do seio cervical. 
 
 
• SEXTA SEMANA 
- Os embriões apresentam resposta reflexa ao toque; 
- Há o desenvolvimento dos cotovelos e das placas das mãos; 
- Formação dos raios digitais – primórdios dos dedos; 
- Ocorre a herniação umbilical. 
 
• SÉTIMA SEMANA 
- Finalização da formação dos dedos; 
- Redução da comunicação entre o intestino primitivo e o saco 
vitelino → pedículo vitelino; 
- Iniciação da ossificação dos ossos dos membros superiores. 
 
• OITAVA SEMANA 
- Aparecimento do plexo vascular do couro cabeludo; 
- No fim da oitava semana, o embrião apresenta características 
nitidamente humanas, mas a cabeça ainda é desproporcional 
ao restante do corpo. 
 
37. MALFORMAÇÕES DE ORIGEM EMBRIONÁRIA 
 
• SISTEMA CARDIOVASCULAR 
- Dextrcardia → ocorre na 4ª semana; dobramento do tubo cardíaco para a esquerda em vez de se dobrar para a direita; dextrocardia com 
situs inversus: transposição de vísceras; 
- Ectopia do Coração → o coração se forma fora da caixa torácica; falta de desenvolvimento adequado do esterno e da cavidade pericárdica; 
- Atresia Pulmonar → má formação da válvula pulmonar, podendo impedir o desenvolvimento do ventrículo direito; o orifício da válvula 
não consegue se desenvolver; ocorre a obstrução da saída do sangue do coração para os pulmões; 
- Tetralogia de Fallot → defeito do septo ventricular, obstrução do fluxo de saída do ventrículo direito, obstrução da válvula pulmonar; 
cianose, dispneia, déficit de crescimento, crises hipercianóticas. 
 
• SISTEMA URINÁRIO 
- Agenesia Renal → ausência de um ou os dois rins; não desenvolvimento dos brotos uretéricos; degeneração dos pedículos dos brotos; 
- Rins ectópicos → rotação anormal dos rins; ectopia renal cruzada; rim em ferradura, discoide ou “panqueca”; 
- Ureter Ectópico → não há incorporação dos ureteres na parte posterior da bexiga; 
- Extrofia da Bexiga → fechamento incompleto da parte inferior da parede abdominal anterior; não há migração de células mesenquimais 
entre o ectoderma e o endoderma da parede abdominal (membrana cloacal). 
 
• SISTEMA GENITAL 
- Pseudo-Hermafroditismo Feminino → masculinização da genitália externa: aumento do clitóris até a formação; 
- Hispopádias → anomalia mais comum do pênis, a qual o orifício uretral externo desemboca fora da glande do pênis. 
 
 
• SISTEMA NERVOSO 
- Crânio Bífido → parte escamosa do osso occipital; meningocefalocele:defeito no fechamento do neuróporo rostral durante a quarta 
semana; causada por fatores genéticos, nutricionais e ambientais; 
- Microcefalia → calvária e encéfalo pequenos; retardo mental grave; sinostose óssea; 
- Agenesia do Corpo Caloso → ausência total de corpo caloso; convulsões e deficiência mental; 
- Hidrocefalia → desequilíbrio na produção e absorção de líquor; hidrocefalia obstrutiva ou não-obstrutiva; 
Enzo Amaral Avidago 
 
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- Hidranencefalia → hemisférios cerebrais ausentes; tronco encefálico intacto; sem desenvolvimento mental; obstrução precoce do fluxo 
sanguineo nas carótidas internas 
 
• SISTEMA RESPIRATÓRIO 
- Cistos Pulmonares Congênitos → são formados por dilatação de brônquios terminais; 
- Agenesia Pulmonar → ausência dos pulmões devido à falta de desenvolvimento do broto brônquico; a unilateral é mais comum que a 
bilateral; a unilateral é compatível com a vida; 
- Hipoplasia Pulmonar → ocorre em bebês com hérnia diafragmática congênita; pulmão com volume bastante reduzido e hipertrofia do 
músculo liso nas artérias pulmonares; 
- Síndrome da Deficiência Respiratória (Doença da Membrana Hialina) → causada por deficiência de surfactante; 
 
• SISTEMA DIGESTÓRIO 
- Estenose Duodenal → oclusão parcial da luz do duodeno; o vômito irá conter bile; 
- Atresia Duodenal → oclusão completa da luz do duodeno; vômito logo após o nascimento, contendo bile; 
- Baço Acessório → um ou mais baços que crescem além do principal; 
- Gastrosquise → defeito raro da parede abdominal; extrusão das vísceras abdominais, sem o envolvimento do cordão umbilical; as 
vísceras saem para a vesícula amniótica e são banhadas pelo líquido amniótico; 
- Onfalocele Congênita → persistência dos componentes intestinais na porção inicial do cordão umbilical; a cavidade abdominal é 
pequena quando há onfalocele, já que faltou estímulo para seu crescimento; a onfalocele resulta de um crescimento defeituoso dos 
quatro componentes da parede abdominal. 
- Agenesia Anal → o canal anal pode terminar em fundo cego ou poder haver um ânus ectópico, ou ainda, uma fístula anoperineal; 
resulta da divisão incompleta da cloaca pelo septo urorretal. 
 
 
 
38. DEFINIÇÃO 
 
 A parte fetal da placenta e as membranas fetais separam o feto do endométrio (membrana mucosa da camada interna da parede 
uterina). É através da placenta que se dão as trocas de substâncias, como nutrientes e oxigênio, entre as correntes sanguíneas materna e fetal. 
Os vasos do cordão umbilical unem a circulação placentária com a circulação. 
! Membranas fetais: o córion, o âmnio, o saco vitelino e o alantóide constituem as membranas fetais. 
 A placenta é o local básico das trocas de nutrientes e gases entre a mãe e o feto. Trata-se de um órgão maternofetal constituído por 
dois componentes: porção fetal – originária do saco coriônico; porção materna – originada do endométrio. 
 Os nutrientes e oxigênio passam do sangue materno, através da placenta, para o sangue fetal, enquanto as excretas e o dióxido 
carbônico passam do sangue fetal para o sangue materno, também através da placenta. 
FUNÇÕES DA PLACENTA E DAS MEMBRANAS FETAIS → proteção, nutrição, respiração, excreção e produção de hormônios. 
 A decídua refere-se ao endométrio gravídico; camada funcional do endométrio de uma mulher grávida que se separa do restante do 
útero após o parto. Essa estrutura apresenta três regiões da decídua: 
1) decídua basal: parte da decídua abaixo do concepto, que forma o componente materno da placenta; 
2) decídua capsular: parte superficial da decídua que cobre o concepto; 
3) decídua parietal: toda a parte restante da decídua; 
 Os níveis crescentes de progesterona e estrógeno estimulam as células do estroma a crescerem, formando as células deciduais. A 
reação decidual são mudanças celulares que ocorrem no endométrio quando o blastocisto é implantado. Sugere-se que as células deciduais 
protegem o tecido materno de uma invasão descontrolada do sinciotrofoblasto e que podem estar envolvidas na produção de hormônios. 
! As regiões da decídua, claramente identificáveis durante a ultra-sonografia, são importantes para o diagnóstico precoce da gravidez. 
 
39. DESENVOLVIMENTO DA PLACENTA 
 
 O desenvolvimento inicial da placenta envolve a rápida proliferação do trofoblasto e o desenvolvimento do saco coriônico e das 
vilosidades coriônicas. As vilosidades coriônicas cobrem todo o saco coriônico até o início da oitava semana. O córion liso é uma área avascular 
formada a partir da degeneração das vilosidades coriônicas associadas à decídua capsular. O córion viloso é formado após o desaparecimento 
das vilosidades do córion liso. As vilosidades associadas à decídua basal aumentam rapidamente de número, ramificando-se. 
 Com o crescimento do feto, o útero, o saco coriônico e placenta aumentam de tamanho – a placenta continua a crescer até o feto ter 
cerca de 18 semanas (20 semanas de gestação). 
 A placente é dividida em partes: 
- Componente fetal da placenta: formado pelo córion viloso; as vilosidades coriônicas que dele se originam projetam-se para o espaço 
interviloso, que contém sangue materno; 
- Componente materno da placenta: formado pela decídua basal; 
 As duas partes da placenta se prendem pela capa citotrofoblástica (a camada externa das células trofoblásticas da superfície materna 
da placenta). Artérias e veias endometriais passam livremente por fendas na capa citotroblástica e se abrem no espaço interviloso. 
 Os septos da placenta dividem a parte fetal da placenta em cotilédones. Cada cotilédone é formado por duas ou mais vilosidades-
tronco e seus inúmeros ramos. No final da quarta semana, a decídua basal é toalmente substituída por cotilédones. A ramificação das vilosidades-
tronco forma a rede vascular da placenta. 
 A decídua capsular (superposta ao saco coriônico implantado) forma uma cápsula sobre a superfície externa do saco; com o 
crescimento do concepto, a decídua capsular faz saliência na cavidade uterina, ficando delgada. Esta decídua entra em contato e se funde com 
a decídua parietal, deixando de existir a cavidade uterina – o reduzido suprimento sanguíneo da decídua capsular causa sua degeneração e 
desaparecimento. 
Enzo Amaral Avidago 
 
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 O espaço interviloso contendo sangue materno origina-se das lacunas que se formam no sinciciotrofoblasto, durante a segunda 
semana de desenvolvimento. Os septos placentários dividem o espaço interviloso da placenta em compartimentos (cotilédones) mas tais 
compartimentos comunicam-se livremente, pois os septos não chegam até a placenta coriônica (parte fetal). O sangue materno chega ao espaço 
interviloso vindo as artérias espiraladas do endométrio da decídua basal. 
 O saco aminótico cresce mais rapidamente do que o saco coriônico – o córion e o âmnio se fundem, formando a membrana 
amniocoriônica. A membrana se funde com a decídua capsular e se adere à decídua parietal depois do desaparecimento da decídua capsular. 
! É a membrana amniocoriônica que se rompe durante o trabalho de parto (expulsão do útero, do feto e da placenta). 
 
40. CIRCULAÇÃO PLACENTÁRIA 
 
- as vilosidades coriônicas terminais da placenta criam uma grande área de superfície através da qual pode haver uma troca de materiais que 
cruzam a membrana (barreira) placentária, interposta entre as circulações fetal e materna 
• CIRCULAÇÃO PLACENTÁRIA FETAL → sangue pouco oxigenado deixa o feto vai para a placenta, através das artérias umbilicais. Os vasos 
sanguíneos formam um sistema arterio-capilar-venoso dentro das vilosidades coriônicas, o qual mantém o sangue fetal extremamente 
próximo do sangue materno. 
 Normalmente, não há mistura de sangue fetal com sangue materno, mas quantidades pequenas de sangue fetal podem penetrar a 
circulação materna, passando por pequenos defeitos que ocorrem na membrana placentária. 
 A veia umbilical é responsável por transportar sangue rico em oxigênio para o feto 
• CIRCULAÇÃO PLACENTÉRIA MATERNA → o sangue materno chega ao espaço interviloso por meio de artériasendometriais espiraladas da 
decídua basal. Nas artérias espiraladas, o fluxo sanguíneo é pulsátil e é lançado em jatos, por força da pressão do sangue materno, para a 
placa coriônica. O sangue flui em torno das vilosidades terminais, permitindo a troca de metabólicos e gasosos com o sangue fetal; o sangue 
retorna através das veias endometriais para a circulação materna. 
 As vilosidades precisam ser banhadas de modo adequado pelo sangue materno; uma redução da circulação uteroplacentária pode 
resultar em hipóxia fetal e retardo do crescimento intra-uterino. 
 As contrações uterinas durante a gravidez reduzem levemente o fluxo sanguíneo uteroplacentário – a transferência de O2 para o feto 
diminui durante as contrações uterinas, mas não se cessa. 
 
41. MEMBRANA PLACENTÁRIA 
 
 São os tecidos extrafetais que separam o sangue materno do fetal. Até 20 semanas é formada por sinciciotrofoblasto, citotrofoblasto, 
tecido conjuntivo das vilosidades e endotélio dos capilares fetais. Após 20 semanas, os citotrofoblastros das vilosidades terminais desaparecem, 
restando somente pedaços finos de sinciciotrofoblasto. Ao se tornar um pouco mais delgada, o sinciciotrofoblasto entra em contato direto com 
o endotélio dos capilares fetais, formando uma membrana placentária vasculossincicial 
! O sinciciotrofoblasto possui microvilosidades em suas superfícies. 
 Age como uma barreira, dependendo do tamanho da molécula; alguns metabólitos, toxinas e hormônios, apesar de presentes na 
circulação materna, não cruzam a membrana placentária em concentração suficiente para afeta o embrião/feto. A maioria das drogas e 
substâncias passa pela membrana placentária e penetra o plasma. 
 Com o avanço da gravidez, a membrana placentária torna-se ainda mais delgada, de modo que, em muitos capilares fetais, o sangue 
fica extremamente próximo ao sangue materno no espaço interviloso. 
 Durante o terceiro trimestre, núcleos do sinciciotrofoblasto se agregam, formando os nós sinciciais, que caem na circulação materna. 
 
42. FUNÇÕES DA PLACENTA 
 
• METABOLISMO PLACENTÁRIO → durante a fase inicial da gravidez, a placenta sintetiza glicogênio, colesterol e ácidos graxos, que servem 
de fontes de nutrientes e energia para o embrião/feto; 
• TRANSFERÊNCIA PLACENTÁRIA → o transporte de substâncias em ambas as direções entre a placenta e o sangue materno é facilitado pela 
grande superfície da membrana placentária; 
• TRANSPORTE DE GASES → os gases O2, CO e CO2 cruzam a membrana placentária por difusão simples; o fluxo sanguíneo pode limitar a 
difusão. A interrupção do transporte de oxigênio por alguns minutos põe em risco a sobrevivência do embrião ou do feto; a hipóxia fetal 
resulta de fatores que diminuem o fluxo sanguíneo do útero ou o fluxo de sangue fetal; 
• SUBSTÂNCIAS NUTRITIVAS → água e glicose são transferidos via difusão; há pouca ou nenhuma transferência de colesterol, triglicerídeos 
ou fosfolipídios maternos; aminoácidos são transportados pela membrana placentária e são essenciais para o crescimento do feto; 
vitaminas também são transportadas via membrana placentária – as hidrossolúveis cruzam mais rapidamente do que as lipossolúveis; 
• HORMÔNIOS → hormônios proteicos não chegam ao feto em grandes quantidades, exceto T3 e T4; os hormônios esteróides não 
conjugados cruzam a membrana placentária; a testosterona cruza a membrana placentária, podendo causar masculinização de fetos do 
sexo masculino; 
• ELETRÓLITOS → livremente trocados através da membrana placentária – quando a mãe recebe líquidos endovenosos, estes também 
passam para o feto e afetam seu teor de água e eletrólitos; 
• ANTICORPOS MATERNOS → o sistema imune do feto é imaturo, produzindo pequenas quantidades de anticorpos; ocorre imunização 
passiva – transferência placentária de anticorpos maternos (IgG são transportadas por transcitose); 
• PRODUTOS DE EXCREÇÃO → uréia, ácido úrico e bilirrubina; 
• DROGAS E SEUS METABÓLICOS → a maioria das drogas e seus metabólitos cruzam a placenta por difusão simples; o uso materno de drogas 
como a heroína pode levar à dependência fetal a drogas – recém nascidos nascem com sintomas de abstinência; as drogas tomadas durante 
o parto podem afetar o feto; a quantidade da droga ou metabólito que chega na à placenta é controlada pelo fluxo sanguíneo através da 
placenta; 
• AGENTES INFECCIOSOS → citomegalovírus, rubéola, varíola, varicela, sarampo, poliomielite; tais organismos atravessam a membrana 
placentária, penetram no sangue fetal, causando anomalias congênitas e/ou morte. 
 
Enzo Amaral Avidago 
 
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43. CRESCIMENTO DO ÚTERO DURANTE A GRAVIDEZ 
 
 A fim de acomodar o concepto em crescimento, o útero aumenta de tamanho. Durante o primeiro trimestre, o útero sai da cavidade 
pélvica e, com 20 semanas, alcança a região do umbigo. Com 20 a 28 semanas, atinge a região epigástrica – área entre o processo xifóide e o 
umbigo. O aumento do útero resulta da hipertrofia de fibras musculares lisas. 
 
 
 
44. FETOGÊNESE 
 
 O desenvolvimento durante o período fetal está basicamente relacionado com o rápido crescimento do corpo e com a diferenciação 
dos tecidos, órgãos e sistemas. Durante as últimas semanas o ganho de peso pelo feto é fenomenal. 
 
 
 
! CR → comprimento do topo da cabeça às nádegas. 
 
• FATORES QUE INFLUENCIAM O CRESCIMENTO DO FETO → inúmeros fatores podem interferir no crescimento e desenvolvimento fetal, 
como: 
- Desnutrição materna grave resultante de dieta de má qualidade; 
- Tabagismo; 
- Gravidez múltipla; 
- Etilismo e uso de drogas ilícitas; 
- Fluxo sanguíneo uteroplacentário e fetoplacentário deficientes; 
- Diabetes gestacional, hipertensão materna e pré-eclâmpsia; 
- Fatores genéticos de retardos do crescimento. 
 
 Com 35 semanas de gestação, o feto chega a uma importante característica do desenvolvimento. Ele pesa cerca de 2500g (grau de 
maturidade fetal). Neste estágio, o feto geralmente sobrevive se nascer prematuramente. 
 A Perinatologia é um ramo da Medicina que se ocupa do bem-estar do feto e do recém-nascido, cobrindo geralmente o período que 
vai de cerca de 26 semanas após a fertilização até 4 semanas após o nascimento. Um feto no 3º trimestre pode ser considerado um paciente 
que ainda não nasceu. 
 
45. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DO ESTADO DO FETO 
 
• ULTRA-SONOGRAFIA → visualização do saco coriônico, detecção do tamanho da placenta e do feto, gravidez múltipla, anormalidades na 
forma da placenta e anomalias fetais; 
• AMNIOCENTESE → retirada de líquido amniótico através da parede abdominal; exame para detecção de distúrbios genéticos; 
• DOSAGEM DE ALFAFETOPROTEÍNA (AFP) → glicoproteína sintetizada pelo fígado fetal, pelo saco vitelino e pelo intestino; a concetração 
de AFP é alta quando há defeitos de fechamento do tubo neural e baixa quando há trissomia do 21; 
• AMOSTRAGEM DE VILOSIDADE CORIÔNICA → são usadas para detectar anormalidades cromossômicas, erros inatos do metabolismo e 
distúrbios ligados ao X; a AVC pode ser realizada com maior antecedência do que a amniocentese. 
 
46. PARTO 
 
 Procedimento durante o qual o feto, a placenta e as membranas fetais são expelidos do trato reprodutor materno. O trabalho de parto 
é a sequência de contrações uterinas involuntárias, que resultam na dilatação do colo uterino e na saída do feto e da placenta do útero. 
 Os fatores desencadeantes não são totalmente compreendidos, mas vários hormônios estão relacionados com o início das contrações 
uterinas. 
• FATORES QUE DESENCADEIAM O PARTO 
- Redução da progesterona (local); 
- Aumento do estrógeno; 
- Hormônios fetais. 
Enzo Amaral Avidago 
 
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• MECANISMOS DAS CONTRAÇÕES 
- Ocitocina e prostaglandinas; 
- Contrações coordenadas. 
 
47. FASES DO PARTO 
 
 
 
• APAGAMENTO → diminuição da distância entre o colo do útero e o próprio útero; afinação e planificação do colo; 
• DILATAÇÃO → dilatação progressiva do colo; cérvice completamente dilatado; 
• EXPULSÃO → saída do bebê; há a coração do feto, quando a cabeçada criança penetra no canal do parto e desce até o períneo; 
• ESTÁGIO DE PLACENTA → expulsão da placenta e das membranas. 
 
48. GÊMEOS 
 
• MONOZIGÓTICOS (UNIVITELINOS) → os fetos possuem a mesma carga genética e mesmo sexo (um espermatozoide fertiliza um oócito e 
esta estrutura embrionária, em fase de pré-implantação, se divide em dois embriões). O blastômero (até a mórula) é formado por dois 
âmnions, dois córions e duas placentas; o embrioblasto é formado por dois sacos amnióticos, um córion e uma placenta. 
• DIZIGÓTICOS (BIVITELINOS) → ocorre duas gestações que se desenvolvem ao mesmo tempo e no mesmo ambiente. Os fetos possuem dois 
zigotos (dois espermatozoides distintos fertilizam dois oócitos distintos), dois âmnios, dois córions, duas placentas.

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