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Exames de Imagem 
 @vidadefisio_study Raio X de Toráx 
Hemograma 
O hemograma é uma das análises de sangue mais 
úteis e mais solicitadas na prática clínica. Células que 
estudamos através do hemograma: 
 Hemácias (glóbulos vermelhos). 
 Leucócitos (glóbulos brancos). 
 Plaquetas. 
 
A- ERITROGRAMA: O eritrograma é a primeira 
parte do hemograma. É o estudo dos glóbulos 
vermelhos (hemácias/eritrócitos). Os três 
primeiros dados, contagem de hemácias, 
hemoglobina e hematócrito, são analisados em 
conjunto. 
 Quando estão reduzidos, indicam anemia, isto é, 
baixo número de glóbulos vermelhos no sangue 
 Quando estão elevados indicam policitemia, que 
é o excesso de hemácias circulantes. 
Se por um lado a falta de hemácias prejudica o 
transporte de oxigênio, por outro, células vermelhas 
em excesso deixam o sangue muito espesso, 
atrapalhando seu fluxo e favorecendo a formação de 
coágulos e trombose. 
B- LEUCOGRAMA: É a parte do hemograma que 
avalia os leucócitos (glóbulos brancos) São as 
células de defesa responsáveis por combater 
agentes invasores. 
O valor normal dos leucócitos varia entre 4000 a 
11000 células por microlitro (ou milímetros cúbicos). 
• LEUCOCITOSE= leucócitos aumentados – 
(Infecção bacteriana/Leucemia) 
• LEUCOPENIA= leucócitos diminuídos - (Infecção 
viral/ Imunossupressão) 
Existem cinco tipos de leucócitos, cada um com suas 
particularidades: 
1) Neutrófilos: Quando temos um aumento do 
número de leucócitos totais, causado basicamente 
pela elevação dos neutrófilos, estamos provavelmente 
diante de um quadro infeccioso bacteriano. 
2) Segmentados e bastões: Os bastões são os 
neutrófilos jovens. Quando estamos infectados, a 
medula óssea aumenta rapidamente a produção de 
leucócitos e lança na corrente sanguínea, neutrófilos 
jovens recém-produzidos. A infecção deve ser 
controlada rapidamente. 
Os segmentados são os neutrófilos maduros. Quando 
o paciente não está doente ou já está em fase final 
de doença, praticamente todos os neutrófilos são 
segmentados, ou seja, células maduras. 
3) Linfócitos: Quando temos um processo viral em 
curso, é comum que o número de linfócitos aumente, 
às vezes, ultrapassando o número de neutrófilos. 
Os linfócitos são as células que fazem o 
reconhecimento de organismos estranhos, iniciando 
o processo de ativação do sistema imune. 
4) Monócitos: Quando um tecido está sendo invadido 
por algum germe, o sistema imune encaminha os 
MONOCITO para o local infectado. Este se ativa, 
transformando-se em MACROFAGO, uma célula 
capaz de “comer” micro-organismos invasores. 
Os monócitos tipicamente se elevam nos casos de 
infecções, principalmente naquelas mais crônicas, 
como a tuberculose. 
5) Eosinófilos: Os eosinófilos são os leucócitos 
responsáveis pelo combate de parasitas e pelo 
mecanismo da alergia. O aumento de eosinófilos 
ocorre em pessoas alérgicas, asmáticas ou em casos 
de infecção intestinal por parasitas. 
6) Basófilos: Sua elevação normalmente ocorre em 
processos alérgicos e estados de inflamação crônica. 
C- PLAQUETAS: As plaquetas são fragmentos de 
células responsáveis pelo início do processo de 
coagulação. 
• O valor normal das plaquetas varia entre 150.000 
a 450.000 por microlitro (uL). Porém, até valores 
próximos de 50.000, o organismo não apresenta 
dificuldades em iniciar a coagulação. 
• Quando os valores se encontram abaixo das 
10.000 plaquetas/uL há risco de morte, uma vez 
que pode haver sangramentos espontânea. 
@vidadefisio_study 
Como interpretar o hemograma corretamente 
Diagnóstico de anemia: Caracterizada por 
hemoglobina < 13,5 g/dL e/ou hematócrito < 41 % em 
homens, e hemoglobina < 12,0 g/dL e/ou hematócrito 
< 36% em mulheres. 
Volume Corpuscular Médio (VCM): Considera-se 
normal de 80-100 fL. 
• < 80 fL = Microcitose: Anemia ferropriva; 
talassemias; anemia sideroblásticas; anemia de 
doença crônica (tardia); deficiência de cobre; 
 
• 80-100 fL = Normocitose: Anemia ferropriva 
(precoce); anemia de doença crônica; perda 
aguda de sangue; doença renal crônica; anemia 
aplásica e supressão medular; hipotireoidismo; 
hipopituitarismo; 
 
• > 100 fL = Macrocitose: Abuso de álcool; 
deficiência de ácido fólico; deficiência de vitamina 
B12; reticulocitose (recuperação de anemias 
hemolíticas, carenciais e sangramentos); 
síndromes mielodisplásicas; leucemia mielóide 
aguda; hepatopatia crônica; medicamentos (ex.: 
zidovudina, hidroxiureia); hipotireoidismo; 
 
• >115 fL: Macrocitose > 115 fL é quase que 
exclusivamente causada por deficiência de 
vitamina B12 e/ou ácido fólico. 
 
Você sabe o impacto de um “simples” hemograma? 
Hemoglobina Corpuscular Média (HCM): Considera-se 
normal de 28-34 g/dL de hemácias. 
• < 28 = Hipocromia: Anemia ferropriva; 
talassemias; 
• > 34 = Hipercromia: Costuma acompanhar 
macrocitoses. 
 
Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média 
(CHCM): Considera-se normal de 31-36 g/dL de 
hemácias. 
• < 31: Anemia ferropriva; talassemias; 
• > 36: Esferocitose (hereditária ou adquirida); 
doença falciforme e hemoglobinopatia C. 
Reticulócitos: revela a atividade medular de produção 
de eritrócitos, estando aumentado em estados 
hiperproliferativos e diminuído em estados 
hipoproliferativos. 
• Aumentados: Reflete uma resposta 
hematopoiética aumentada (hemólise contínua 
ou perda de sangue); 
• Diminuídos: Reflete uma resposta hematopoiética 
inadequada (anemia aplásica, invasão medular, 
infecção, quimioterapia e outras causas de 
supressão medulares). 
Série Branca: pode sugerir a causa diagnóstica 
subjacente: 
• Leucopenia: Pode sugerir anemia aplásica; 
• Leucocitose: Pode refletir presença de infecção, 
inflamação sistêmica ou neoplasia hematológica; 
• Monocitose: Pode refletir a presença de síndrome 
mielodisplásica; 
• Neutropenia: Pode ser consequente de 
tratamento quimioterápico; 
• Linfopenia: Pode ser consequente a infecção por 
HIV ou outros vírus. 
Plaquetas: 
• Trombocitopenia: Pode sugerir: anemia aplásica, 
supressão medular, sepse, deficiência de vitamina 
B12 e ácido fólico, e hiperesplenismo; 
• Trombocitose: Pode refletir resposta medular, 
sugerindo: deficiência de ferro, anemia de doença 
crônica, sepse, neoplasia e doenças 
mieloproliferativas e mielodisplásica. 
 
@vidadefisio_study 
 
Anemia Falciforme 
A Anemia Falciforme caracteriza-se como uma doença de caráter hereditário, crônica, 
podendo evoluir para quadros mais graves e resultar em danos físicos e emocionais às 
pessoas acometidas e à família que precisa lidar com a nova realidade. 
A causa da doença é uma mutação no gene da globina beta da hemoglobina, 
originando uma hemoglobina anormal, denominada hemoglobina S (HbS), ao invés 
da hemoglobina normal denominada hemoglobina A (HbA). 
Os pais, mesmo aqueles que não apresentam a 
doença, são portadores assintomáticos de um 
único gene afetado (heterozigotos), produzindo 
HbA e HbS (AS), transmitindo cada um deles o 
gene alterado para a criança, que assim recebe 
o gene anormal em dose dupla (homozigoto SS). 
Sendo assim, os portadores de anemia 
falciforme possuem a herança genética 
recessiva de hemoglobisas S e vão desencadear 
a anemia falciforme. 
Fisiopatologia: o transporte de oxigênio para todo o corpo, 
função da hemoglobina, não se da forma satisfatória quando o 
individuo tem a doença falciforme. 
Complicações da Anemia Falciforme 
 Sequestro Esplênico 
 Infecções 
 Crises Álgicas 
 Síndrome Torácica Aguda 
 Acidente Vascular cerebral 
O teste do pezinho é fundamental 
para que se inicie o mais rápido 
possível o acompanhamento das 
crianças portadoras de doença 
falciforme. Esse teste detecta doenças 
raras nos bebês logo nos primeiros 
dias de vida. 
Tratamentos: A doença falciforme não tem 
cura. E é tratada para evitar complicações com: 
 Medicamentos para infecção 
 Vacinas 
 Transfusão de sangue Ácido Fólico 
@vidadefisio_study 
 
Distúrbios Otoneurológicos 
Vestibulopatias 
As patologias vestibulares são mais comuns depois dos 65 anos 
podendo acometer adultos de meia–idade como se pode notar o 
grupo de artigos selecionados. De acordo com os autores, a 
explicação para esse fato encontra-se no processo de 
envelhecimento, onde sistema vestibular e sistema nervoso passam 
por um processo de degeneração. 
Os sintomas iniciais podem gerar problemas secundários, como medo de 
cair, vergonha de executar tarefas em público, dificuldade de realizar 
atividades de vida diária (AVDs) e cuidados pessoais, os quais 
comprometem a qualidade de vida dos pacientes. 
Os sinais e sintomas mais comuns são: 
 Vertigem 
 perda de audição 
 zumbido 
 alterações da postura e do equilíbrio. 
 
A terapia de reabilitação vestibular (TRV) é 
um tratamento complementar, não invasivo, 
baseado em um grupo de exercícios 
personalizados que, em conjunto com uso de 
medicamentos quando indicados, 
modificações dos hábitos de vida e 
orientação alimentar, trará resultados a 
curto e longo prazo no controle postural. Seu 
Fundamento baseia-se na plasticidade neural 
do SNC, com a utilização de mecanismos 
para o restabelecimento e manutenção do 
equilíbrio. 
Objetivos Específicos da Fisioterapia na 
Reabilitação Vestibular 
 Promover a estabilização visual; 
 Aumentar a interação Vestibulo-visual durante a 
movimentação da cabeça; 
 Proporcionar melhor estabilidade estática e 
dinâmica nas situações de conflito sensorial; 
 Diminuir a sensibilidade individual durante a 
movimentação cefálica 
Diante de tais patologias, o médico 
Cawthorne e o fisioterapeuta Cookse 
desenvolveram a Reabilitação 
Vestibular (RV). Os exercícios criados 
incentivam pacientes a movimentarem 
a cabeça e os olhos em todas as 
direções, mantendo a posição 
enquanto sentissem a tontura, tendo 
apresentado bons resultados. 
@vidadefisio_study 
 
 
NÍVEL 1 - Exercícios Oculares. A cabeça é mantida imóvel. 
 (20 vezes) Podem ser feitos na cama se o paciente estiver doente, ou 
sentado. Olhar para cima e para baixo, primeiro devagar e depois 
rapidamente, mantendo a cabeça imóvel. 
 (20 vezes) Concentrar-se em um dedo da mão. Com o braço esticado, 
movimenta-lo, de uma distancia de aproximadamente 38 cm até o nariz 
e, depois, esticar o braço novamente. 
NÍVEL 2 - Movimentos da cabeça e dos olhos (sentado ou deitado) 
 (20 vezes ) Flexão e extensão da cabeça com os olhos abertos, devagar e 
depois rápido. 
 (20 vezes ) Inclinação da cabeça de um lado para o outro, devagar e 
depois rápido. Quando o equilíbrio melhorar, o nível 2 deverá ser repetido 
com os olhos abertos. 
NÍVEL 3 - Movimentos dos braços e do corpo (sentado) 
 (20 vezes) Se os níveis 1 e 2 foram realizados na cama, repeti-los 
sentado. Encolher os ombros. Fazer movimentos circulares com os 
ombros. 
 (20 vezes) Inclinar-se para frente para pegar um objeto da cama 
ou do chão se estiver sentado em uma cadeira. Levantar-se e 
depois abaixar-se para devolver o objeto. 
NÍVEL 4 - Levantando-se 
 (20 vezes) Repetir o nível 3 em pé. Sentar-se e levantar-se com os 
olhos abertos. Repetir com os olhos fechados. 
 (20 vezes) Jogar uma bola de tênis ou algo similar de uma mão 
para outra, certificando-se que a bola passe acima do nível dos 
olhos 
 
Obesidade 
A obesidade é uma doença crônica que pode se tornar grave, pelo seu 
risco potencial de complicações. É caracterizada por um acúmulo de 
gordura corporal, que aumenta o risco para outras doenças crônicas 
como: diabetes mellitus, hipertensão arterial e outras patologias 
cardiovasculares, respiratórias e metabólicas. 
Gordura Visceral 
 Pesquisa feita pelo Incor (USP) área de gordura visceral abdominal superior a 
150 cm2 aumenta em quase 3x as chances de adquirir doença arterial 
coronariana. 
 Nos valores acima de 100 ou 110 começam a surgir complicações metabólicas 
da gordura visceral, como aumento nos níveis de glicose, colesterol e 
hipertensão arterial. 
Complicações da Obesidade 
 Doenças arteriais coronarianas 
 Insuficiência cardíaca 
 Arritmias cardíacas 
 Acidente vascular encefálico 
Quando o valor da medida da circunferência da cintura dividida pela 
circunferência do quadril for menor que 0,9 a obesidade será 
classificada como ginoide; e quando o resultado for maior ou igual a 
0,9 a obesidade será classificada como androide. 
@vidadefisio_study 
 
Síndrome da Imobilidade 
Causas da síndrome da imobilidade: 
 Doenças osteoarticulares: sequelas de fraturas; doenças reumáticas; deformidade plantar; 
metástases. 
 Doenças cardiorrespiratórias: DPOC; ICC; cardiopatia isquêmica, arritmias. 
 Doenças Vasculares: sequelas de trombose venosa; insuficiência arterial. 
 Doenças Musculares: polimialgia, desnutrição proteico-calórica, fibromialgia. 
 Doenças neurologias: neuropatia periférica; AVE; doença de Parkinson; demência; Alzheimer. 
 Doenças psíquicas 
 Iatrogenia medicamentosa: neurolepticos; ansiolíticos; hipnóticos; anti-hipertensivos. 
 Déficits neurosensoriais 
 Isolamento social e inadequação do espaço físico. 
A síndrome da imobilidade é uma gama de 
comprometimentos que o individuo sofre 
decorrente de um longo período acamado. 
Independente das causas, esse conjunto de 
sinais e sintomas pode evoluir para um 
quadro de problemas circulatórios, 
dermatológicos, respiratórios e na maioria 
das vezes psicológicos, que resultam em 
imobilidade, tornando-se um ciclo vicioso. 
O Fisioterapeuta irá trabalhar diretamente nas 
consequências da doença resultante da 
imobilização no leito, principalmente no sistema 
musculoesquelético, tais quais encurtamentos, 
diminuição da amplitude de movimento (ADM), 
diminuição da mobilidade e flexibilidade, além 
de aumento da tensão muscular, que muitas 
vezes se instala devido ao longo tempo na 
mesma posição, diminuição da força muscular, 
complicações pulmonares e edemas. 
A SI é responsável pela de maior taxa de morbimortalidade dentro do universo sindrômico 
do idoso, uma vez que 40% dos idosos que desenvolvem a síndrome vão a óbito, decorrente 
principalmente de falência de múltiplos órgãos ou de patologias específicas como: 
pneumonia, embolia pulmonar ou septicemia, sendo essas as mais comuns. 
As causas da imobilidade são múltiplas, como: alteração no equilíbrio 
postural, quedas, limitação da marcha, perda da independência e 
autonomia , imobilidade no leito e demências. 
@vidadefisio_study 
Consequências da síndrome da imobilidade 
 
Sistema Tegumentar 
 Equimose; micose; laceração; dermatite; ulcera de 
pressão 
Fatores agravantes: desnutrição, desidratação, má 
higiene, anemia, obesidade, sedação excessiva, 
doenças crônicas, colchão inadequado. 
Sistema esquelético 
 Contraturas articulares; osteoporose. 
A imobilidade produz intensa e rápida perda de massa 
óssea 
o ↑ reabsorção óssea 
o ↓formação óssea 
o Falta de atividade muscular 
o Falta de sustentação do peso corporal do 
paciente acamado 
o ↓ ingestão de cálcio 
o Falta de exposição solar 
Sistema Muscular 
 Processo degenerativo muscular acelerado 
 Alteração na estrutura e função do sistema 
neuromuscular 
 Alteração na transmissão do potencial de ação 
 Alteração de fibras musculares e dos elementos 
do tecido conectivo. 
Mudança nas funções metabólicas das fibras 
musculares 
Sistema Cardiovascular 
 Trombose venosa pronfunda (TVP) 
 Embolia Pulmonar (EP): 20% de todas as causas de 
morte do paciente acamado 
 Isquemia Arterial Aguda do MMII: 
 Hipotensão arterial 
 
Sistema Urinário 
 Incontinência urinaria 
 ITU – infecção do trato urinário 
 Desnutrição: 
 Constipação: Dor abdominal 
 Disfagia: 
Sistema Respiratório 
Pneumonia: Principal causa de morte em idosos 
acamados. Mortalidade de 25% dos casps. 
Tratamento completo, alto custo e resultadospouco 
animadores. 
• ↓ do reflexo de tosse 
• ↓ Área total alveolar 
• ↓ Diminuição de Capilares 
• ↓ Elasticidade da Parede Torácica 
• Compressão das bases pulmonares pelo 
diafragma 
• Atelectasia Causada pela Redução do volume 
corrente 
• Acumulo de liquido nas bases pulmonares 
Tratamento: 
• A SI é um estado de grande sofrimento para o 
paciente e familiares 
• O melhor tratamento da SI é a prevenção da 
imobilidade 
• A prevenção é feita com medidas simples, como 
mudança de posição no leito, hidratação, e 
nutrição adequada, mobilização ativa e passiva, 
posicionamento correto no leito, etc... 
• Cabe a equipe multidisciplinar o máximo de 
emprenho, não simplesmente com o objetivo de 
salvar uma vida, mas sim trazer conforto para 
aquele que já pode estar perto do fim 
 
 
@vidadefisio_study 
 
A abordagem multidisciplinar é 
importante para os Cuidados Paliativos 
porque implica em demonstrar que 
nenhuma profissão consegue abranger 
todos os aspectos envolvidos no 
tratamento de pacientes terminais, o 
que faz destacar a significância do 
trabalho coletivo, permitindo a sinergia 
de habilidades para promover uma 
assistência completa. 
Os Cuidados Paliativos desenvolvem a atenção aos pacientes sem possibilidades terapêuticas de 
cura buscando controlar ou amenizar os sintomas e sinais físicos, psicológicos e espirituais destes. 
Devido ao grande número de indivíduos portadores de processos oncológicos sem disponibilidade 
de tratamento curativo. 
As principais intervenções fisioterapêuticas analisadas para os pacientes sem 
possibilidade de cura são os métodos analgésicos, as intervenções nos sintomas psico-
físicos como depressão e estresse, a atuação nas complicações osteomioarticulares, os 
recursos para a melhora da fadiga, as técnicas para melhoria da função pulmonar, o 
atendimento aos pacientes neurológicos e as particularidades do tratamento pediátrico. 
A comunicação é essencial para o alívio do 
sofrimento e ajudar o paciente a achar um 
senso de controle. A comunicação pode 
dissipar o sentimento de abandono, que é 
um dos principais desagrados enfrentados 
pelo paciente e familiares. 
A veracidade é a base da confiança nas 
relações interpessoais. Comunicar a 
verdade ao paciente e aos seus familiares 
constitui um benefício para eles, pois 
permite a possibilidade de sua participação 
ativa nas tomadas de decisão (autonomia). 
 Outro aspecto a ser sempre considerado na fisioterapia é o caráter preventivo. Antecipar possíveis 
complicações é de responsabilidade de todos os profissionais envolvidos, implementando as medidas 
preventivas necessárias e aconselhando os pacientes e familiares para evitar sofrimentos 
desnecessários. 
 Para a terapia física a seleção de técnicas deve respeitar sua utilidade e os resultados esperados. 
Implementar técnicas fisioterapêuticas sem estabelecer objetivos claros gera insegurança para o 
profissional e diminuem a confiança do paciente. 
@vidadefisio_study 
Objetivos Gerais: 
 Melhorar ou manter a função respiratória; Prevenir 
atrofias e deformidades articulares; Melhorar ou 
manter a função circulatória; Auxiliar no controle da 
dor; Cuidados com a pele; Melhorar ou manter a 
funcionalidade e independência; Educar e envolver os 
cuidadores. 
Principais Técnicas utilizadas: 
Neurológicas, Respiratórias, 
mobilizações (passiva, ativa 
assistida, ativa, ativa resistida, 
resistida), Eletroterapia, 
Massagem, Posicionamentos. 
 
 
 
A Hemofilia é um distúrbio de coagulação grave e na maioria das vezes, 
hereditário, no qual o sangue do indivíduo não coagula adequadamente, podendo 
levar a um sangramento sem controle, que pode ser ocasionado até 
espontaneamente ou por um pequeno trauma. 
A doença atinge, em sua maioria, pessoas do sexo masculino, 
sendo transmitida pelos genes da mãe em cerca de 70% dos 
casos, por meio do cromossomo X. Dessa maneira, todas as 
filhas de homens com hemofilia são portadoras obrigatórias, 
mas os filhos não têm o gene causador da patologia. 
Os filhos das mulheres portadoras têm 50% de chance de 
desenvolver a doença, e outros 30% dos casos são causados 
por mutação genética na mãe ou no feto e não têm ligação 
com a hereditariedade. 
A patologia se caracteriza pela deficiência de fatores 
de coagulação VIII (hemofilia A) e IX (hemofilia B) no 
sangue. Quando uma pessoa com hemofilia se fere, 
é difícil estancar o sangramento. O distúrbio também 
causa hemorragias internas, que podem evoluir para 
complicações como o comprometimento de 
articulações e membros. 
A hemofilia pode ser considerada leve, 
moderada ou grave, a depender da 
quantidade de fator coagulante no 
sangue. Quando a concentração de fator é 
entre 6% e 24%, a doença é considerada 
leve; hemofílicos moderados têm de 1% a 
5% de fator; quando o fator é inferior a 
1%, a patologia é considerada grave. 
Pessoas com hemofilia leve raramente 
apresentam hemorragias, que são 
relacionadas normalmente com grandes 
traumas ou cirurgias. No caso de hemofílicos 
graves, os sangramentos são frequentes e 
sem causa evidenciada, também chamada de 
sangramentos espontâneos. 
Praticamente todo o tratamento no Brasil é 
realizado por meio do Sistema Único de Saúde 
(SUS), com infusão endovenosa dos concentrados 
de fator deficiente, por meio de uma rede de 32 
hemocentros em todas as regiões do País. 
A Fisioterapia é indispensável no 
tratamento aos pacientes hemofílicos, já 
que possibilita uma menor administração 
de reposição dos fatores de coagulação 
sanguínea; além de prevenir 
complicações da doença, evitando 
seqüelas e proporcionando uma boa 
função articular; favorecendo o 
surgimento das potencialidades, 
habilidades e independência; além de 
melhora na qualidade de vida do 
hemofílico. 
@vidadefisio_study 
 
A hanseníase é causada por uma bactéria, o Mycobacterium leprae, que afeta preferencialmente os 
nervos periféricos (braços e pernas), olhos e a pele. Seu diagnóstico segue sendo essencialmente 
clínico, o que significa dizer que ainda dependemos do chamado “Exame Dermatoneurológico”, feito 
por um profissional médico, para atestar sua existência. 
Temos 4 tipos de hanseníase: 
 Indeterminada 
 Tuberculóide 
 Dimorfa 
 Lepromatosa ou Virchowiana 
Classifica-se ainda a hanseníase de 
acordo com o número de lesões na 
pele. Até 5 lesões é chamada de 
Paucibacilar. A partir de 5 lesões é 
chamada de Multibacilar 
A forma Indeterminada às vezes acaba passando despercebida, é a fase inicial da doença, e tem como 
características; mancha branca (ligeiramente mais clara do que a pele ao redor) com diminuição ou 
ausência de sensibilidade térmica e dolorosa, geralmente única. 
 Já na forma Tuberculóide a manifestação mais frequente é a placa, uma mancha elevada em relação a 
pele ao redor, totalmente anestésica, ou seja, a pessoa não sente o frio, o calor, a dor e o toque. 
A Dimorfa é a forma clínica mais comum encontrada nos pacientes com hanseníase, aproximadamente 
70% dos casos. É caracterizada, geralmente, por várias manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, com 
bordas elevadas e mal delimitadas, ou podem acontecer múltiplas manchas bem delimitadas semelhantes 
à mancha da forma tuberculóide. Nesses casos, há perda total ou parcial da sensibilidade, com diminuição 
da sudorese no local da mancha. 
A forma Virchowiana pode ser considerada a forma mais evoluída da doença, em que a pessoa não 
apresenta manchas visíveis, mas a pele apresenta-se avermelhadas, seca, infiltrada (com inchaço), com 
aspecto de casca de laranja (os poros estarão dilatados), excluindo, na maioria das vezes apenas o couro 
cabeludo, as axilas e o centro da coluna lombar. 
Entre os principais sintomas da doença, 
estão o aparecimento de manchas claras 
ou avermelhadas nos braços e pernas, 
formigamento, perda de sensibilidade 
nessas regiões e o surgimento de caroços 
pelo corpo.O tratamento, é gratuito e 
disponível no SUS, se dá através de um 
composto de medicamentos, chamado 
“Poliquimiterapia”, varia de 6 meses até 
um ano dependendo do tipo da doença e 
do tempo de infecção do paciente. 
A transmissão da hanseníase se dá pelo que se chama “Contato direto e 
prolongado” entre uma pessoa que seja portadora da bactéria e não esteja em 
tratamento (na primeira dose do medicamento, se elimina 98% da capacidade de 
transmissão da bactéria para outras pessoas) e um sadio. Essa transmissão se dá 
pelas vias aéreas superiores. O Mycobacterium leprae não pode ser transmitido por 
abraço, beijo, relações sexuais, etc.. 
@vidadefisio_study 
 Neoplasias Neoplasias Neoplasia: Neo = Novo / Plasia= Formação/nascimento 
Neoplasia, também denominada de tumor, é um crescimento desordenado de 
células no organismo. Esse crescimento desordenado leva à formação de uma 
massa anormal de tecido. A maioria das células dos tecidos estão em constante 
multiplicação, até mesmo porque essa é uma forma de repor as células mortas. 
No entanto, esse crescimento é controlado por diversos fatores. Nas neoplasias, 
as células sofrem alterações e a sua proliferação passa a ser desordenada. 
Benigna e Maligna 
A neoplasia benigna, também chamada de tumor benigno, caracteriza-
se por apresentar células bem semelhantes às do tecido original, ou 
seja, apresentam diferenciação; crescem de forma lenta; são bem 
vascularizadas; comprimem os tecidos vizinhos, no entanto, não os 
infiltram. A migração dessas células só ocorre em caso de lesão ou 
rompimento do tecido. 
A neoplasia maligna, também chamada de tumor maligno ou câncer, 
caracteriza-se por um crescimento mais rápido do que a benigna e suas 
células são menos diferenciadas, o que faz com que muitas percam a 
sua função no tecido original. Como essas células apresentam uma 
redução das estruturas juncionais e moléculas de adesão, elas 
apresentam maior mobilidade, invadindo os tecidos adjacentes. 
Além de serem agressivas localmente, as neoplasias malignas podem 
também se propagar pelo organismo em um processo denominado de 
metástase, em que há a formação de uma nova massa tumoral. Isso 
ocorre porque as células da massa tumoral primária podem desprender-
se e entrar na corrente sanguínea ou vasos linfáticos, deslocando-se 
pelo organismo e fixando-se em outro local, no qual dará origem a um 
novo tumor. 
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Câncer de Mama 
Também conhecido como neoplasia, o câncer de mama é 
caracterizado pelo crescimento de células cancerígenas na mama. 
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), é o 
segundo tumor mais comum entre as mulheres, atrás apenas para 
o câncer de pele, e o primeiro em letalidade. 
 Sua ocorrência é relativamente rara antes dos 35 anos e nem 
todo tumor é maligno – a maioria dos nódulos detectados na 
mama é benigna. Além disso, quando diagnosticado e tratado na 
fase inicial da doença, as chances de cura do câncer de mama 
chegam a até 95%. 
Fatores de risco 
 Ser mulher 
 Raça branca 
 Predisposição genética hereditária 
 Histórico de câncer na família 
 Idade avançada ou envelhecer 
 Mamas muito densa 
 Menopausa Tardia 
 Obesidade / Sedentarismo 
 Tabagismo / Consumo de álcool (+ de 2 
doses/dia) 
 
 Primeira menstruação com menos de 12 
anos 
 Mutação nos genes BRCA1 ou BRCA2 
 Antessentes de radioterapia no tórax 
 Terapia de reposição hormonal com + de 10 
anos 
 Mulheres que nunca engravidaram ou 
gravidez após os 30 anos 
 Hiperplasia lobular atípica ou carcinoma in 
situ em biopsia previa 
 O câncer de mama é o mais frequente 
entre as mulheres depois do câncer de 
pele 
 A cada 24 horas uma mulher recebe o 
diagnostico de câncer de mama 
 A cada 69 segundos uma mulher morre 
por conta do câncer de mama no 
mundo 
 Mais de 30 mulheres por dia recebem 
o diagnostico de câncer de mama no 
Brasil 
 Quase metade dos casos 
diagnosticados no Brasil já está em 
estado avançado 
 A mamografia é o exame que pode 
detectar o câncer de mama 
precocemente 
 Se detectado em estagio inicial, o 
câncer de mama tem + de 95% de 
chance de cura. 
Mamografia 
 Deve ser realizada uma vez por 
ano, a partir dos 40 anos de 
idade. 
 Ultrassom das mamas/ Biopsia 
(retirada de fragmentos do 
nódulo para análise) 
 Se o tumor for cancerígeno é 
preciso determinar o tamanho e 
o estagio do tumor através da 
biopsia 
 Raio-X, fotos dos ossos, imagem 
de ressonância magnética. 
Estágios do câncer de Mama 
 Estagio 0: Fase bem inicial, ‘’in situ’’ 
 Estagio 1: Fase inicial, tumor menor que 2 cm, não invade a área do 
seio 
 Estagio 2: Tumor de 2 a 5 cm, nódulos linfáticos da região axilar 
 Estagio 3: Maior que 5 cm, nódulos linfáticos axilares, tórax ou camada 
mais externa da pele 
 Estagio 4: Afeta nódulos e atinge outros órgãos (tumores secundários e 
metastáticos) 
@vidadefisio_study 
 
Câncer de mama 
Tratamento Fisioterapêutico no 
O principal objetivo da fisioterapia é preservar, manter ou recuperar a integridade 
cinético-funcional de órgãos e sistemas, além de prevenir os distúrbios causados pela 
agressividade do tratamento oncológico, buscando o bem-estar e a qualidade de vida do 
paciente. 
 As disfunções causadas pela doença e pelo próprio tratamento, vão determinar a 
necessidade e o foco da assistência fisioterapêutica. Pacientes submetidos ao tratamento 
cirúrgico, radioterápico ou quimioterápico podem apresentar disfunções ou sequelas e, 
neste contexto, o fisioterapeuta oncológico surge como peça fundamental tanto no 
processo de prevenção quanto no de reabilitação do paciente oncológico. 
A fisioterapia atua no pré e pós-operatório de cirurgias de 
mama, cabeça e pescoço, tumores ósseos e de partes 
moles, coluna, cirurgias pélvicas e tóraco abdominais. 
Também se faz necessário durante o tratamento de 
radioterapia e quimioterapia. 
Devem realizar tratamento fisioterapêutico pacientes 
com sintomas relacionados à doença e seus tipos de 
tratamento, onde é comum encontrar presença de: 
 Dor persistente; 
 Fibroses; 
 Retrações; 
 Aderências cicatriciais; 
 Encurtamentos musculares; 
 Neuropatias; 
 Diminuição de amplitude do movimento das 
articulações e membros. 
Os objetivos são manter os segmentos corporais 
bem alongados, com boa força muscular, controlar 
a dor, melhorar a função pulmonar, prevenir a 
presença de inchaços e evitar a inatividade no leito. 
 Fazem parte do tratamento técnicas 
de drenagem linfática, técnicas de 
enfaixamento, exercícios físicos e de 
alongamentos, eletroterapia, terapia 
manual, exercícios respiratórios e de 
relaxamento, técnicas para analgesia 
entre outros. 
 
@vidadefisio_study 
 
 
A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium 
tuberculosis, popularmente conhecido como bacilo de Koch (BK), que entra no 
organismo por meio das vias aéreas superiores e se aloja no pulmão ou em outras 
partes do corpo, caracterizando a tuberculose extrapulmonar. 
Os sintomas da tuberculose estão 
normalmente relacionados com o local que 
a bactéria se encontra, sendo mais comum 
de existirem sintomas respiratórios como 
tosse seca e com sangue, dor no peito ao 
tossir e dificuldade para respirar. 
Tipos de tuberculose 
 Tuberculose pulmonar: É a forma mais comum da doença e ocorre devido a entrada do 
bacilo nas vias respiratórias superiores e alojamento nos pulmões. 
 Tuberculose miliar: É uma das formas mais graves da tuberculose e ocorre quando o 
bacilo entra na corrente sanguínea e chega a todos os órgãos, havendo risco de 
meningite. 
 Tuberculose óssea: Apesar de não ser muito comum ocorre quando o bacilo consegue 
penetrar e se desenvolver nos ossos, o que pode provocar dor e inflamação, que nem 
sempre é inicialmente diagnosticada e tratada como sendo tuberculose; 
 Tuberculose ganglionar: Écausada pela entrada do bacilo no sistema linfático, podendo 
acometer os gânglios do tórax, virilha, abdômen ou, mais frequentemente, do pescoço. 
 Tuberculose pleural: Ocorre quando o bacilo acomete a pleura, tecido que reveste os 
pulmões, causando intensa dificuldade em respirar. 
 A vacina BCG (que significa Bacilo de Calmette 
e Guérin) foi criada em 1921 por Léon Calmette 
e Alphonse Guérin, dando origem ao nome. Ela 
protege contra as formas graves da doença, 
como a meningite tuberculosa e a tuberculose 
miliar (disseminada pelo corpo através da 
corrente sanguínea). 
A vacina é extraída por meio do 
enfraquecimento de uma das bactérias que 
causam a tuberculose e é tomada em dose 
única. No local em que foi aplicada, geralmente 
no braço direito, é normal formar uma cicatriz 
característica. 
Transmissão 
@vidadefisio_study 
 
O HIV é uma IST, ou seja, uma Infecção Sexualmente Transmissível. Sendo assim, a principal 
forma de contágio é a via sexual. Essas infecções são causadas por micro-organismos como 
fungos, bactérias e vírus. No caso do HIV, a infecção é causada por um vírus denominado 
vírus da imunodeficiência humana. 
Existem 2 tipos de vírus causadores da infecção, o 
HIV-1 e o HIV-2. Grande parte dos casos da 
epidemia global de Aids é causada pelo HIV-1. 
Embora não exista uma cura para essa infecção, o tratamento, 
chamado de terapia antirretroviral (TARV), é fundamental para 
a melhoria da qualidade de vidas das pessoas que vivem com o 
vírus. Além disso, ele contribui para diminuir as chances de 
transmissão do HIV e pode evitar que a pessoa desenvolva a 
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) 
AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é a 
doença causada pelo HIV, que ataca células 
específicas do sistema imunológico, responsáveis 
por defender o organismo de doenças. Em um 
estágio avançado da infecção pelo HIV, a pessoa 
pode apresentar diversos sinais e sintomas, além 
de infecções oportunistas (pneumonias atípicas, 
infecções fúngicas e parasitárias) e alguns tipos de 
câncer. 
O processo infeccioso desencadeado pelo HIV, pode afetar 
principalmente três importantes sistemas do organismo do paciente 
infectado: o sistema respiratório, o trato gastrintestinal e o sistema 
nervoso, interferindo negativamente na qualidade de vida do 
paciente, além de trazerem sérias complicações funcionais. 
Clinicamente, a infecção pelo HIV é 
dividida em três fases: aguda, 
assintomática e de latência clínica e AIDS. 
A transmissão ocorre através do: 
A PEP é uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites 
virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), que consiste no uso 
de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções. Deve ser 
utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio 
@vidadefisio_study 
 
HTLV 
O HTLV (vírus T-linfotrópico humano) atinge as células de defesa do 
organismo, os linfócitos T. O vírus HTLV é da mesma família do vírus 
HIV, bastante conhecido por ser o causador da AIDS. 
Existem dois tipos desse vírus: o HTLV-I e o HTLV-II. O subtipo I está 
relacionado a doenças neurológicas graves e degenerativas e 
doenças hematológicas, como a leucemia e o linfoma de células T 
humana do adulto. 
Transmissão 
O vírus pode ser transmitido da mãe para o filho (transmissão 
vertical), principalmente através da amamentação, ocorrendo em 
20% a 30% dos bebês amamentados por mães infectadas. 
Também pode ser transmitido através da relação sexual 
desprotegida, sendo que a transmissão por meio do sexo ocorre 
com mais frequência do homem para a mulher; por transfusão de 
componentes celulares do sangue e compartilhamento de seringas 
e agulhas por usuários de drogas. 
A maioria das pessoas infectadas pelo vírus – cerca de 90% – não 
desenvolve sintomas ao longo da vida, mantendo, desta forma, uma cadeia 
de transmissão silenciosa. Cerca de 10% das pessoas que têm o vírus 
apresentarão doenças relacionadas ao vírus, dentre as quais: leucemia de 
células T do adulto (LLcTA), uveíte, mielopatia. Outras manifestações 
clínicas da infecção pelo HTLV-1 incluem: 
 Dermatite infecciosa 
 Artrite 
 Tireoidite 
 Cistite e Prostatite 
 Vasculite 
 Neuropatia periférica 
O vírus não tem cura e não há tratamento específico 
para a infecção. No entanto, o risco de doença 
associada ao HTLV é baixo. O tratamento depende da 
doença relacionada ao HTLV. 
As medidas de prevenção são as mesmas para evitar outras IST: 
utilize camisinha (masculina ou feminina) nas relações sexuais e 
não compartilhe seringas e agulhas. Proteja-se. O preservativo 
está disponível gratuitamente na rede pública de saúde. 
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Reumatismo 
Reumatismo é o termo genérico usado 
para designar um grupo de doenças que 
afeta articulações, músculos e esqueleto, 
caracterizado por dores e restrições dos 
movimentos. Portanto, reumatismo não 
se refere a nenhuma doença específica e 
sim a um grupo de doenças com as 
características acima citadas. 
As mais conhecidas são a artrite reumatoide e 
a artrose, que afetam cartilagens e 
articulações e provocam dor, deformação e 
limitação de movimentos. No entanto, as 
doenças reumáticas acometem não só as 
articulações e cartilagens, mas também 
órgãos internos, como coração e rins e, para a 
grande maioria delas, existem fundamentos 
imunológicos bem definidos. 
Principais Causas e fatores 
Além dos fatores genéticos, a artrite reumatoide também pode estar associada a 
infecções virais e bacterianas. Vírus e bactérias podem cair na corrente sanguínea e 
desencadear um desequilíbrio no sistema imunológico, resultando assim num quadro 
de artrite reumatoide. 
Infecções urinárias, dores de dente e dores de garganta são alguns dos fatores que 
podem levar ao problema, cigarro , Os especialistas dizem que até mesmo fatores 
ambientais podem ser um gatilho para o desenvolvimento de artrite reumatoide. 
Poluentes como a sílica, elemento principal que constitui a areia, são alguns dos que 
podem predispor a doença. 
Apesar das origens distintas, alguns sintomas 
são comuns à maioria das doenças 
reumatológicas, motivo pelo qual antigamente 
eles eram chamadas de reumatismo. Os 
sintomas típicos do reumatismo são a dor na 
articulação, que pode ou não vir acompanhada 
de inchaço e incapacidade funcional. A presença 
de inflamação em uma articulação é chamada 
de artrite. 
Como o reumatismo não é uma doença única, o tratamento 
depende de cada doença em questão. Algumas tem cura e 
outras não. Mas há diversas práticas que são comuns no 
tratamento de doenças reumatológicas como a ingestão de 
medicamentos para dores e inflamações, fisioterapia, dieta 
rica em alimentos anti-inflamatórios, e incentivo a prática de 
atividades físicas. 
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