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Exames de Imagem @vidadefisio_study Raio X de Toráx Hemograma O hemograma é uma das análises de sangue mais úteis e mais solicitadas na prática clínica. Células que estudamos através do hemograma: Hemácias (glóbulos vermelhos). Leucócitos (glóbulos brancos). Plaquetas. A- ERITROGRAMA: O eritrograma é a primeira parte do hemograma. É o estudo dos glóbulos vermelhos (hemácias/eritrócitos). Os três primeiros dados, contagem de hemácias, hemoglobina e hematócrito, são analisados em conjunto. Quando estão reduzidos, indicam anemia, isto é, baixo número de glóbulos vermelhos no sangue Quando estão elevados indicam policitemia, que é o excesso de hemácias circulantes. Se por um lado a falta de hemácias prejudica o transporte de oxigênio, por outro, células vermelhas em excesso deixam o sangue muito espesso, atrapalhando seu fluxo e favorecendo a formação de coágulos e trombose. B- LEUCOGRAMA: É a parte do hemograma que avalia os leucócitos (glóbulos brancos) São as células de defesa responsáveis por combater agentes invasores. O valor normal dos leucócitos varia entre 4000 a 11000 células por microlitro (ou milímetros cúbicos). • LEUCOCITOSE= leucócitos aumentados – (Infecção bacteriana/Leucemia) • LEUCOPENIA= leucócitos diminuídos - (Infecção viral/ Imunossupressão) Existem cinco tipos de leucócitos, cada um com suas particularidades: 1) Neutrófilos: Quando temos um aumento do número de leucócitos totais, causado basicamente pela elevação dos neutrófilos, estamos provavelmente diante de um quadro infeccioso bacteriano. 2) Segmentados e bastões: Os bastões são os neutrófilos jovens. Quando estamos infectados, a medula óssea aumenta rapidamente a produção de leucócitos e lança na corrente sanguínea, neutrófilos jovens recém-produzidos. A infecção deve ser controlada rapidamente. Os segmentados são os neutrófilos maduros. Quando o paciente não está doente ou já está em fase final de doença, praticamente todos os neutrófilos são segmentados, ou seja, células maduras. 3) Linfócitos: Quando temos um processo viral em curso, é comum que o número de linfócitos aumente, às vezes, ultrapassando o número de neutrófilos. Os linfócitos são as células que fazem o reconhecimento de organismos estranhos, iniciando o processo de ativação do sistema imune. 4) Monócitos: Quando um tecido está sendo invadido por algum germe, o sistema imune encaminha os MONOCITO para o local infectado. Este se ativa, transformando-se em MACROFAGO, uma célula capaz de “comer” micro-organismos invasores. Os monócitos tipicamente se elevam nos casos de infecções, principalmente naquelas mais crônicas, como a tuberculose. 5) Eosinófilos: Os eosinófilos são os leucócitos responsáveis pelo combate de parasitas e pelo mecanismo da alergia. O aumento de eosinófilos ocorre em pessoas alérgicas, asmáticas ou em casos de infecção intestinal por parasitas. 6) Basófilos: Sua elevação normalmente ocorre em processos alérgicos e estados de inflamação crônica. C- PLAQUETAS: As plaquetas são fragmentos de células responsáveis pelo início do processo de coagulação. • O valor normal das plaquetas varia entre 150.000 a 450.000 por microlitro (uL). Porém, até valores próximos de 50.000, o organismo não apresenta dificuldades em iniciar a coagulação. • Quando os valores se encontram abaixo das 10.000 plaquetas/uL há risco de morte, uma vez que pode haver sangramentos espontânea. @vidadefisio_study Como interpretar o hemograma corretamente Diagnóstico de anemia: Caracterizada por hemoglobina < 13,5 g/dL e/ou hematócrito < 41 % em homens, e hemoglobina < 12,0 g/dL e/ou hematócrito < 36% em mulheres. Volume Corpuscular Médio (VCM): Considera-se normal de 80-100 fL. • < 80 fL = Microcitose: Anemia ferropriva; talassemias; anemia sideroblásticas; anemia de doença crônica (tardia); deficiência de cobre; • 80-100 fL = Normocitose: Anemia ferropriva (precoce); anemia de doença crônica; perda aguda de sangue; doença renal crônica; anemia aplásica e supressão medular; hipotireoidismo; hipopituitarismo; • > 100 fL = Macrocitose: Abuso de álcool; deficiência de ácido fólico; deficiência de vitamina B12; reticulocitose (recuperação de anemias hemolíticas, carenciais e sangramentos); síndromes mielodisplásicas; leucemia mielóide aguda; hepatopatia crônica; medicamentos (ex.: zidovudina, hidroxiureia); hipotireoidismo; • >115 fL: Macrocitose > 115 fL é quase que exclusivamente causada por deficiência de vitamina B12 e/ou ácido fólico. Você sabe o impacto de um “simples” hemograma? Hemoglobina Corpuscular Média (HCM): Considera-se normal de 28-34 g/dL de hemácias. • < 28 = Hipocromia: Anemia ferropriva; talassemias; • > 34 = Hipercromia: Costuma acompanhar macrocitoses. Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média (CHCM): Considera-se normal de 31-36 g/dL de hemácias. • < 31: Anemia ferropriva; talassemias; • > 36: Esferocitose (hereditária ou adquirida); doença falciforme e hemoglobinopatia C. Reticulócitos: revela a atividade medular de produção de eritrócitos, estando aumentado em estados hiperproliferativos e diminuído em estados hipoproliferativos. • Aumentados: Reflete uma resposta hematopoiética aumentada (hemólise contínua ou perda de sangue); • Diminuídos: Reflete uma resposta hematopoiética inadequada (anemia aplásica, invasão medular, infecção, quimioterapia e outras causas de supressão medulares). Série Branca: pode sugerir a causa diagnóstica subjacente: • Leucopenia: Pode sugerir anemia aplásica; • Leucocitose: Pode refletir presença de infecção, inflamação sistêmica ou neoplasia hematológica; • Monocitose: Pode refletir a presença de síndrome mielodisplásica; • Neutropenia: Pode ser consequente de tratamento quimioterápico; • Linfopenia: Pode ser consequente a infecção por HIV ou outros vírus. Plaquetas: • Trombocitopenia: Pode sugerir: anemia aplásica, supressão medular, sepse, deficiência de vitamina B12 e ácido fólico, e hiperesplenismo; • Trombocitose: Pode refletir resposta medular, sugerindo: deficiência de ferro, anemia de doença crônica, sepse, neoplasia e doenças mieloproliferativas e mielodisplásica. @vidadefisio_study Anemia Falciforme A Anemia Falciforme caracteriza-se como uma doença de caráter hereditário, crônica, podendo evoluir para quadros mais graves e resultar em danos físicos e emocionais às pessoas acometidas e à família que precisa lidar com a nova realidade. A causa da doença é uma mutação no gene da globina beta da hemoglobina, originando uma hemoglobina anormal, denominada hemoglobina S (HbS), ao invés da hemoglobina normal denominada hemoglobina A (HbA). Os pais, mesmo aqueles que não apresentam a doença, são portadores assintomáticos de um único gene afetado (heterozigotos), produzindo HbA e HbS (AS), transmitindo cada um deles o gene alterado para a criança, que assim recebe o gene anormal em dose dupla (homozigoto SS). Sendo assim, os portadores de anemia falciforme possuem a herança genética recessiva de hemoglobisas S e vão desencadear a anemia falciforme. Fisiopatologia: o transporte de oxigênio para todo o corpo, função da hemoglobina, não se da forma satisfatória quando o individuo tem a doença falciforme. Complicações da Anemia Falciforme Sequestro Esplênico Infecções Crises Álgicas Síndrome Torácica Aguda Acidente Vascular cerebral O teste do pezinho é fundamental para que se inicie o mais rápido possível o acompanhamento das crianças portadoras de doença falciforme. Esse teste detecta doenças raras nos bebês logo nos primeiros dias de vida. Tratamentos: A doença falciforme não tem cura. E é tratada para evitar complicações com: Medicamentos para infecção Vacinas Transfusão de sangue Ácido Fólico @vidadefisio_study Distúrbios Otoneurológicos Vestibulopatias As patologias vestibulares são mais comuns depois dos 65 anos podendo acometer adultos de meia–idade como se pode notar o grupo de artigos selecionados. De acordo com os autores, a explicação para esse fato encontra-se no processo de envelhecimento, onde sistema vestibular e sistema nervoso passam por um processo de degeneração. Os sintomas iniciais podem gerar problemas secundários, como medo de cair, vergonha de executar tarefas em público, dificuldade de realizar atividades de vida diária (AVDs) e cuidados pessoais, os quais comprometem a qualidade de vida dos pacientes. Os sinais e sintomas mais comuns são: Vertigem perda de audição zumbido alterações da postura e do equilíbrio. A terapia de reabilitação vestibular (TRV) é um tratamento complementar, não invasivo, baseado em um grupo de exercícios personalizados que, em conjunto com uso de medicamentos quando indicados, modificações dos hábitos de vida e orientação alimentar, trará resultados a curto e longo prazo no controle postural. Seu Fundamento baseia-se na plasticidade neural do SNC, com a utilização de mecanismos para o restabelecimento e manutenção do equilíbrio. Objetivos Específicos da Fisioterapia na Reabilitação Vestibular Promover a estabilização visual; Aumentar a interação Vestibulo-visual durante a movimentação da cabeça; Proporcionar melhor estabilidade estática e dinâmica nas situações de conflito sensorial; Diminuir a sensibilidade individual durante a movimentação cefálica Diante de tais patologias, o médico Cawthorne e o fisioterapeuta Cookse desenvolveram a Reabilitação Vestibular (RV). Os exercícios criados incentivam pacientes a movimentarem a cabeça e os olhos em todas as direções, mantendo a posição enquanto sentissem a tontura, tendo apresentado bons resultados. @vidadefisio_study NÍVEL 1 - Exercícios Oculares. A cabeça é mantida imóvel. (20 vezes) Podem ser feitos na cama se o paciente estiver doente, ou sentado. Olhar para cima e para baixo, primeiro devagar e depois rapidamente, mantendo a cabeça imóvel. (20 vezes) Concentrar-se em um dedo da mão. Com o braço esticado, movimenta-lo, de uma distancia de aproximadamente 38 cm até o nariz e, depois, esticar o braço novamente. NÍVEL 2 - Movimentos da cabeça e dos olhos (sentado ou deitado) (20 vezes ) Flexão e extensão da cabeça com os olhos abertos, devagar e depois rápido. (20 vezes ) Inclinação da cabeça de um lado para o outro, devagar e depois rápido. Quando o equilíbrio melhorar, o nível 2 deverá ser repetido com os olhos abertos. NÍVEL 3 - Movimentos dos braços e do corpo (sentado) (20 vezes) Se os níveis 1 e 2 foram realizados na cama, repeti-los sentado. Encolher os ombros. Fazer movimentos circulares com os ombros. (20 vezes) Inclinar-se para frente para pegar um objeto da cama ou do chão se estiver sentado em uma cadeira. Levantar-se e depois abaixar-se para devolver o objeto. NÍVEL 4 - Levantando-se (20 vezes) Repetir o nível 3 em pé. Sentar-se e levantar-se com os olhos abertos. Repetir com os olhos fechados. (20 vezes) Jogar uma bola de tênis ou algo similar de uma mão para outra, certificando-se que a bola passe acima do nível dos olhos Obesidade A obesidade é uma doença crônica que pode se tornar grave, pelo seu risco potencial de complicações. É caracterizada por um acúmulo de gordura corporal, que aumenta o risco para outras doenças crônicas como: diabetes mellitus, hipertensão arterial e outras patologias cardiovasculares, respiratórias e metabólicas. Gordura Visceral Pesquisa feita pelo Incor (USP) área de gordura visceral abdominal superior a 150 cm2 aumenta em quase 3x as chances de adquirir doença arterial coronariana. Nos valores acima de 100 ou 110 começam a surgir complicações metabólicas da gordura visceral, como aumento nos níveis de glicose, colesterol e hipertensão arterial. Complicações da Obesidade Doenças arteriais coronarianas Insuficiência cardíaca Arritmias cardíacas Acidente vascular encefálico Quando o valor da medida da circunferência da cintura dividida pela circunferência do quadril for menor que 0,9 a obesidade será classificada como ginoide; e quando o resultado for maior ou igual a 0,9 a obesidade será classificada como androide. @vidadefisio_study Síndrome da Imobilidade Causas da síndrome da imobilidade: Doenças osteoarticulares: sequelas de fraturas; doenças reumáticas; deformidade plantar; metástases. Doenças cardiorrespiratórias: DPOC; ICC; cardiopatia isquêmica, arritmias. Doenças Vasculares: sequelas de trombose venosa; insuficiência arterial. Doenças Musculares: polimialgia, desnutrição proteico-calórica, fibromialgia. Doenças neurologias: neuropatia periférica; AVE; doença de Parkinson; demência; Alzheimer. Doenças psíquicas Iatrogenia medicamentosa: neurolepticos; ansiolíticos; hipnóticos; anti-hipertensivos. Déficits neurosensoriais Isolamento social e inadequação do espaço físico. A síndrome da imobilidade é uma gama de comprometimentos que o individuo sofre decorrente de um longo período acamado. Independente das causas, esse conjunto de sinais e sintomas pode evoluir para um quadro de problemas circulatórios, dermatológicos, respiratórios e na maioria das vezes psicológicos, que resultam em imobilidade, tornando-se um ciclo vicioso. O Fisioterapeuta irá trabalhar diretamente nas consequências da doença resultante da imobilização no leito, principalmente no sistema musculoesquelético, tais quais encurtamentos, diminuição da amplitude de movimento (ADM), diminuição da mobilidade e flexibilidade, além de aumento da tensão muscular, que muitas vezes se instala devido ao longo tempo na mesma posição, diminuição da força muscular, complicações pulmonares e edemas. A SI é responsável pela de maior taxa de morbimortalidade dentro do universo sindrômico do idoso, uma vez que 40% dos idosos que desenvolvem a síndrome vão a óbito, decorrente principalmente de falência de múltiplos órgãos ou de patologias específicas como: pneumonia, embolia pulmonar ou septicemia, sendo essas as mais comuns. As causas da imobilidade são múltiplas, como: alteração no equilíbrio postural, quedas, limitação da marcha, perda da independência e autonomia , imobilidade no leito e demências. @vidadefisio_study Consequências da síndrome da imobilidade Sistema Tegumentar Equimose; micose; laceração; dermatite; ulcera de pressão Fatores agravantes: desnutrição, desidratação, má higiene, anemia, obesidade, sedação excessiva, doenças crônicas, colchão inadequado. Sistema esquelético Contraturas articulares; osteoporose. A imobilidade produz intensa e rápida perda de massa óssea o ↑ reabsorção óssea o ↓formação óssea o Falta de atividade muscular o Falta de sustentação do peso corporal do paciente acamado o ↓ ingestão de cálcio o Falta de exposição solar Sistema Muscular Processo degenerativo muscular acelerado Alteração na estrutura e função do sistema neuromuscular Alteração na transmissão do potencial de ação Alteração de fibras musculares e dos elementos do tecido conectivo. Mudança nas funções metabólicas das fibras musculares Sistema Cardiovascular Trombose venosa pronfunda (TVP) Embolia Pulmonar (EP): 20% de todas as causas de morte do paciente acamado Isquemia Arterial Aguda do MMII: Hipotensão arterial Sistema Urinário Incontinência urinaria ITU – infecção do trato urinário Desnutrição: Constipação: Dor abdominal Disfagia: Sistema Respiratório Pneumonia: Principal causa de morte em idosos acamados. Mortalidade de 25% dos casps. Tratamento completo, alto custo e resultadospouco animadores. • ↓ do reflexo de tosse • ↓ Área total alveolar • ↓ Diminuição de Capilares • ↓ Elasticidade da Parede Torácica • Compressão das bases pulmonares pelo diafragma • Atelectasia Causada pela Redução do volume corrente • Acumulo de liquido nas bases pulmonares Tratamento: • A SI é um estado de grande sofrimento para o paciente e familiares • O melhor tratamento da SI é a prevenção da imobilidade • A prevenção é feita com medidas simples, como mudança de posição no leito, hidratação, e nutrição adequada, mobilização ativa e passiva, posicionamento correto no leito, etc... • Cabe a equipe multidisciplinar o máximo de emprenho, não simplesmente com o objetivo de salvar uma vida, mas sim trazer conforto para aquele que já pode estar perto do fim @vidadefisio_study A abordagem multidisciplinar é importante para os Cuidados Paliativos porque implica em demonstrar que nenhuma profissão consegue abranger todos os aspectos envolvidos no tratamento de pacientes terminais, o que faz destacar a significância do trabalho coletivo, permitindo a sinergia de habilidades para promover uma assistência completa. Os Cuidados Paliativos desenvolvem a atenção aos pacientes sem possibilidades terapêuticas de cura buscando controlar ou amenizar os sintomas e sinais físicos, psicológicos e espirituais destes. Devido ao grande número de indivíduos portadores de processos oncológicos sem disponibilidade de tratamento curativo. As principais intervenções fisioterapêuticas analisadas para os pacientes sem possibilidade de cura são os métodos analgésicos, as intervenções nos sintomas psico- físicos como depressão e estresse, a atuação nas complicações osteomioarticulares, os recursos para a melhora da fadiga, as técnicas para melhoria da função pulmonar, o atendimento aos pacientes neurológicos e as particularidades do tratamento pediátrico. A comunicação é essencial para o alívio do sofrimento e ajudar o paciente a achar um senso de controle. A comunicação pode dissipar o sentimento de abandono, que é um dos principais desagrados enfrentados pelo paciente e familiares. A veracidade é a base da confiança nas relações interpessoais. Comunicar a verdade ao paciente e aos seus familiares constitui um benefício para eles, pois permite a possibilidade de sua participação ativa nas tomadas de decisão (autonomia). Outro aspecto a ser sempre considerado na fisioterapia é o caráter preventivo. Antecipar possíveis complicações é de responsabilidade de todos os profissionais envolvidos, implementando as medidas preventivas necessárias e aconselhando os pacientes e familiares para evitar sofrimentos desnecessários. Para a terapia física a seleção de técnicas deve respeitar sua utilidade e os resultados esperados. Implementar técnicas fisioterapêuticas sem estabelecer objetivos claros gera insegurança para o profissional e diminuem a confiança do paciente. @vidadefisio_study Objetivos Gerais: Melhorar ou manter a função respiratória; Prevenir atrofias e deformidades articulares; Melhorar ou manter a função circulatória; Auxiliar no controle da dor; Cuidados com a pele; Melhorar ou manter a funcionalidade e independência; Educar e envolver os cuidadores. Principais Técnicas utilizadas: Neurológicas, Respiratórias, mobilizações (passiva, ativa assistida, ativa, ativa resistida, resistida), Eletroterapia, Massagem, Posicionamentos. A Hemofilia é um distúrbio de coagulação grave e na maioria das vezes, hereditário, no qual o sangue do indivíduo não coagula adequadamente, podendo levar a um sangramento sem controle, que pode ser ocasionado até espontaneamente ou por um pequeno trauma. A doença atinge, em sua maioria, pessoas do sexo masculino, sendo transmitida pelos genes da mãe em cerca de 70% dos casos, por meio do cromossomo X. Dessa maneira, todas as filhas de homens com hemofilia são portadoras obrigatórias, mas os filhos não têm o gene causador da patologia. Os filhos das mulheres portadoras têm 50% de chance de desenvolver a doença, e outros 30% dos casos são causados por mutação genética na mãe ou no feto e não têm ligação com a hereditariedade. A patologia se caracteriza pela deficiência de fatores de coagulação VIII (hemofilia A) e IX (hemofilia B) no sangue. Quando uma pessoa com hemofilia se fere, é difícil estancar o sangramento. O distúrbio também causa hemorragias internas, que podem evoluir para complicações como o comprometimento de articulações e membros. A hemofilia pode ser considerada leve, moderada ou grave, a depender da quantidade de fator coagulante no sangue. Quando a concentração de fator é entre 6% e 24%, a doença é considerada leve; hemofílicos moderados têm de 1% a 5% de fator; quando o fator é inferior a 1%, a patologia é considerada grave. Pessoas com hemofilia leve raramente apresentam hemorragias, que são relacionadas normalmente com grandes traumas ou cirurgias. No caso de hemofílicos graves, os sangramentos são frequentes e sem causa evidenciada, também chamada de sangramentos espontâneos. Praticamente todo o tratamento no Brasil é realizado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), com infusão endovenosa dos concentrados de fator deficiente, por meio de uma rede de 32 hemocentros em todas as regiões do País. A Fisioterapia é indispensável no tratamento aos pacientes hemofílicos, já que possibilita uma menor administração de reposição dos fatores de coagulação sanguínea; além de prevenir complicações da doença, evitando seqüelas e proporcionando uma boa função articular; favorecendo o surgimento das potencialidades, habilidades e independência; além de melhora na qualidade de vida do hemofílico. @vidadefisio_study A hanseníase é causada por uma bactéria, o Mycobacterium leprae, que afeta preferencialmente os nervos periféricos (braços e pernas), olhos e a pele. Seu diagnóstico segue sendo essencialmente clínico, o que significa dizer que ainda dependemos do chamado “Exame Dermatoneurológico”, feito por um profissional médico, para atestar sua existência. Temos 4 tipos de hanseníase: Indeterminada Tuberculóide Dimorfa Lepromatosa ou Virchowiana Classifica-se ainda a hanseníase de acordo com o número de lesões na pele. Até 5 lesões é chamada de Paucibacilar. A partir de 5 lesões é chamada de Multibacilar A forma Indeterminada às vezes acaba passando despercebida, é a fase inicial da doença, e tem como características; mancha branca (ligeiramente mais clara do que a pele ao redor) com diminuição ou ausência de sensibilidade térmica e dolorosa, geralmente única. Já na forma Tuberculóide a manifestação mais frequente é a placa, uma mancha elevada em relação a pele ao redor, totalmente anestésica, ou seja, a pessoa não sente o frio, o calor, a dor e o toque. A Dimorfa é a forma clínica mais comum encontrada nos pacientes com hanseníase, aproximadamente 70% dos casos. É caracterizada, geralmente, por várias manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, com bordas elevadas e mal delimitadas, ou podem acontecer múltiplas manchas bem delimitadas semelhantes à mancha da forma tuberculóide. Nesses casos, há perda total ou parcial da sensibilidade, com diminuição da sudorese no local da mancha. A forma Virchowiana pode ser considerada a forma mais evoluída da doença, em que a pessoa não apresenta manchas visíveis, mas a pele apresenta-se avermelhadas, seca, infiltrada (com inchaço), com aspecto de casca de laranja (os poros estarão dilatados), excluindo, na maioria das vezes apenas o couro cabeludo, as axilas e o centro da coluna lombar. Entre os principais sintomas da doença, estão o aparecimento de manchas claras ou avermelhadas nos braços e pernas, formigamento, perda de sensibilidade nessas regiões e o surgimento de caroços pelo corpo.O tratamento, é gratuito e disponível no SUS, se dá através de um composto de medicamentos, chamado “Poliquimiterapia”, varia de 6 meses até um ano dependendo do tipo da doença e do tempo de infecção do paciente. A transmissão da hanseníase se dá pelo que se chama “Contato direto e prolongado” entre uma pessoa que seja portadora da bactéria e não esteja em tratamento (na primeira dose do medicamento, se elimina 98% da capacidade de transmissão da bactéria para outras pessoas) e um sadio. Essa transmissão se dá pelas vias aéreas superiores. O Mycobacterium leprae não pode ser transmitido por abraço, beijo, relações sexuais, etc.. @vidadefisio_study Neoplasias Neoplasias Neoplasia: Neo = Novo / Plasia= Formação/nascimento Neoplasia, também denominada de tumor, é um crescimento desordenado de células no organismo. Esse crescimento desordenado leva à formação de uma massa anormal de tecido. A maioria das células dos tecidos estão em constante multiplicação, até mesmo porque essa é uma forma de repor as células mortas. No entanto, esse crescimento é controlado por diversos fatores. Nas neoplasias, as células sofrem alterações e a sua proliferação passa a ser desordenada. Benigna e Maligna A neoplasia benigna, também chamada de tumor benigno, caracteriza- se por apresentar células bem semelhantes às do tecido original, ou seja, apresentam diferenciação; crescem de forma lenta; são bem vascularizadas; comprimem os tecidos vizinhos, no entanto, não os infiltram. A migração dessas células só ocorre em caso de lesão ou rompimento do tecido. A neoplasia maligna, também chamada de tumor maligno ou câncer, caracteriza-se por um crescimento mais rápido do que a benigna e suas células são menos diferenciadas, o que faz com que muitas percam a sua função no tecido original. Como essas células apresentam uma redução das estruturas juncionais e moléculas de adesão, elas apresentam maior mobilidade, invadindo os tecidos adjacentes. Além de serem agressivas localmente, as neoplasias malignas podem também se propagar pelo organismo em um processo denominado de metástase, em que há a formação de uma nova massa tumoral. Isso ocorre porque as células da massa tumoral primária podem desprender- se e entrar na corrente sanguínea ou vasos linfáticos, deslocando-se pelo organismo e fixando-se em outro local, no qual dará origem a um novo tumor. @vidadefisio_study Câncer de Mama Também conhecido como neoplasia, o câncer de mama é caracterizado pelo crescimento de células cancerígenas na mama. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), é o segundo tumor mais comum entre as mulheres, atrás apenas para o câncer de pele, e o primeiro em letalidade. Sua ocorrência é relativamente rara antes dos 35 anos e nem todo tumor é maligno – a maioria dos nódulos detectados na mama é benigna. Além disso, quando diagnosticado e tratado na fase inicial da doença, as chances de cura do câncer de mama chegam a até 95%. Fatores de risco Ser mulher Raça branca Predisposição genética hereditária Histórico de câncer na família Idade avançada ou envelhecer Mamas muito densa Menopausa Tardia Obesidade / Sedentarismo Tabagismo / Consumo de álcool (+ de 2 doses/dia) Primeira menstruação com menos de 12 anos Mutação nos genes BRCA1 ou BRCA2 Antessentes de radioterapia no tórax Terapia de reposição hormonal com + de 10 anos Mulheres que nunca engravidaram ou gravidez após os 30 anos Hiperplasia lobular atípica ou carcinoma in situ em biopsia previa O câncer de mama é o mais frequente entre as mulheres depois do câncer de pele A cada 24 horas uma mulher recebe o diagnostico de câncer de mama A cada 69 segundos uma mulher morre por conta do câncer de mama no mundo Mais de 30 mulheres por dia recebem o diagnostico de câncer de mama no Brasil Quase metade dos casos diagnosticados no Brasil já está em estado avançado A mamografia é o exame que pode detectar o câncer de mama precocemente Se detectado em estagio inicial, o câncer de mama tem + de 95% de chance de cura. Mamografia Deve ser realizada uma vez por ano, a partir dos 40 anos de idade. Ultrassom das mamas/ Biopsia (retirada de fragmentos do nódulo para análise) Se o tumor for cancerígeno é preciso determinar o tamanho e o estagio do tumor através da biopsia Raio-X, fotos dos ossos, imagem de ressonância magnética. Estágios do câncer de Mama Estagio 0: Fase bem inicial, ‘’in situ’’ Estagio 1: Fase inicial, tumor menor que 2 cm, não invade a área do seio Estagio 2: Tumor de 2 a 5 cm, nódulos linfáticos da região axilar Estagio 3: Maior que 5 cm, nódulos linfáticos axilares, tórax ou camada mais externa da pele Estagio 4: Afeta nódulos e atinge outros órgãos (tumores secundários e metastáticos) @vidadefisio_study Câncer de mama Tratamento Fisioterapêutico no O principal objetivo da fisioterapia é preservar, manter ou recuperar a integridade cinético-funcional de órgãos e sistemas, além de prevenir os distúrbios causados pela agressividade do tratamento oncológico, buscando o bem-estar e a qualidade de vida do paciente. As disfunções causadas pela doença e pelo próprio tratamento, vão determinar a necessidade e o foco da assistência fisioterapêutica. Pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico, radioterápico ou quimioterápico podem apresentar disfunções ou sequelas e, neste contexto, o fisioterapeuta oncológico surge como peça fundamental tanto no processo de prevenção quanto no de reabilitação do paciente oncológico. A fisioterapia atua no pré e pós-operatório de cirurgias de mama, cabeça e pescoço, tumores ósseos e de partes moles, coluna, cirurgias pélvicas e tóraco abdominais. Também se faz necessário durante o tratamento de radioterapia e quimioterapia. Devem realizar tratamento fisioterapêutico pacientes com sintomas relacionados à doença e seus tipos de tratamento, onde é comum encontrar presença de: Dor persistente; Fibroses; Retrações; Aderências cicatriciais; Encurtamentos musculares; Neuropatias; Diminuição de amplitude do movimento das articulações e membros. Os objetivos são manter os segmentos corporais bem alongados, com boa força muscular, controlar a dor, melhorar a função pulmonar, prevenir a presença de inchaços e evitar a inatividade no leito. Fazem parte do tratamento técnicas de drenagem linfática, técnicas de enfaixamento, exercícios físicos e de alongamentos, eletroterapia, terapia manual, exercícios respiratórios e de relaxamento, técnicas para analgesia entre outros. @vidadefisio_study A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, popularmente conhecido como bacilo de Koch (BK), que entra no organismo por meio das vias aéreas superiores e se aloja no pulmão ou em outras partes do corpo, caracterizando a tuberculose extrapulmonar. Os sintomas da tuberculose estão normalmente relacionados com o local que a bactéria se encontra, sendo mais comum de existirem sintomas respiratórios como tosse seca e com sangue, dor no peito ao tossir e dificuldade para respirar. Tipos de tuberculose Tuberculose pulmonar: É a forma mais comum da doença e ocorre devido a entrada do bacilo nas vias respiratórias superiores e alojamento nos pulmões. Tuberculose miliar: É uma das formas mais graves da tuberculose e ocorre quando o bacilo entra na corrente sanguínea e chega a todos os órgãos, havendo risco de meningite. Tuberculose óssea: Apesar de não ser muito comum ocorre quando o bacilo consegue penetrar e se desenvolver nos ossos, o que pode provocar dor e inflamação, que nem sempre é inicialmente diagnosticada e tratada como sendo tuberculose; Tuberculose ganglionar: Écausada pela entrada do bacilo no sistema linfático, podendo acometer os gânglios do tórax, virilha, abdômen ou, mais frequentemente, do pescoço. Tuberculose pleural: Ocorre quando o bacilo acomete a pleura, tecido que reveste os pulmões, causando intensa dificuldade em respirar. A vacina BCG (que significa Bacilo de Calmette e Guérin) foi criada em 1921 por Léon Calmette e Alphonse Guérin, dando origem ao nome. Ela protege contra as formas graves da doença, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar (disseminada pelo corpo através da corrente sanguínea). A vacina é extraída por meio do enfraquecimento de uma das bactérias que causam a tuberculose e é tomada em dose única. No local em que foi aplicada, geralmente no braço direito, é normal formar uma cicatriz característica. Transmissão @vidadefisio_study O HIV é uma IST, ou seja, uma Infecção Sexualmente Transmissível. Sendo assim, a principal forma de contágio é a via sexual. Essas infecções são causadas por micro-organismos como fungos, bactérias e vírus. No caso do HIV, a infecção é causada por um vírus denominado vírus da imunodeficiência humana. Existem 2 tipos de vírus causadores da infecção, o HIV-1 e o HIV-2. Grande parte dos casos da epidemia global de Aids é causada pelo HIV-1. Embora não exista uma cura para essa infecção, o tratamento, chamado de terapia antirretroviral (TARV), é fundamental para a melhoria da qualidade de vidas das pessoas que vivem com o vírus. Além disso, ele contribui para diminuir as chances de transmissão do HIV e pode evitar que a pessoa desenvolva a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é a doença causada pelo HIV, que ataca células específicas do sistema imunológico, responsáveis por defender o organismo de doenças. Em um estágio avançado da infecção pelo HIV, a pessoa pode apresentar diversos sinais e sintomas, além de infecções oportunistas (pneumonias atípicas, infecções fúngicas e parasitárias) e alguns tipos de câncer. O processo infeccioso desencadeado pelo HIV, pode afetar principalmente três importantes sistemas do organismo do paciente infectado: o sistema respiratório, o trato gastrintestinal e o sistema nervoso, interferindo negativamente na qualidade de vida do paciente, além de trazerem sérias complicações funcionais. Clinicamente, a infecção pelo HIV é dividida em três fases: aguda, assintomática e de latência clínica e AIDS. A transmissão ocorre através do: A PEP é uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções. Deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio @vidadefisio_study HTLV O HTLV (vírus T-linfotrópico humano) atinge as células de defesa do organismo, os linfócitos T. O vírus HTLV é da mesma família do vírus HIV, bastante conhecido por ser o causador da AIDS. Existem dois tipos desse vírus: o HTLV-I e o HTLV-II. O subtipo I está relacionado a doenças neurológicas graves e degenerativas e doenças hematológicas, como a leucemia e o linfoma de células T humana do adulto. Transmissão O vírus pode ser transmitido da mãe para o filho (transmissão vertical), principalmente através da amamentação, ocorrendo em 20% a 30% dos bebês amamentados por mães infectadas. Também pode ser transmitido através da relação sexual desprotegida, sendo que a transmissão por meio do sexo ocorre com mais frequência do homem para a mulher; por transfusão de componentes celulares do sangue e compartilhamento de seringas e agulhas por usuários de drogas. A maioria das pessoas infectadas pelo vírus – cerca de 90% – não desenvolve sintomas ao longo da vida, mantendo, desta forma, uma cadeia de transmissão silenciosa. Cerca de 10% das pessoas que têm o vírus apresentarão doenças relacionadas ao vírus, dentre as quais: leucemia de células T do adulto (LLcTA), uveíte, mielopatia. Outras manifestações clínicas da infecção pelo HTLV-1 incluem: Dermatite infecciosa Artrite Tireoidite Cistite e Prostatite Vasculite Neuropatia periférica O vírus não tem cura e não há tratamento específico para a infecção. No entanto, o risco de doença associada ao HTLV é baixo. O tratamento depende da doença relacionada ao HTLV. As medidas de prevenção são as mesmas para evitar outras IST: utilize camisinha (masculina ou feminina) nas relações sexuais e não compartilhe seringas e agulhas. Proteja-se. O preservativo está disponível gratuitamente na rede pública de saúde. @vidadefisio_study Reumatismo Reumatismo é o termo genérico usado para designar um grupo de doenças que afeta articulações, músculos e esqueleto, caracterizado por dores e restrições dos movimentos. Portanto, reumatismo não se refere a nenhuma doença específica e sim a um grupo de doenças com as características acima citadas. As mais conhecidas são a artrite reumatoide e a artrose, que afetam cartilagens e articulações e provocam dor, deformação e limitação de movimentos. No entanto, as doenças reumáticas acometem não só as articulações e cartilagens, mas também órgãos internos, como coração e rins e, para a grande maioria delas, existem fundamentos imunológicos bem definidos. Principais Causas e fatores Além dos fatores genéticos, a artrite reumatoide também pode estar associada a infecções virais e bacterianas. Vírus e bactérias podem cair na corrente sanguínea e desencadear um desequilíbrio no sistema imunológico, resultando assim num quadro de artrite reumatoide. Infecções urinárias, dores de dente e dores de garganta são alguns dos fatores que podem levar ao problema, cigarro , Os especialistas dizem que até mesmo fatores ambientais podem ser um gatilho para o desenvolvimento de artrite reumatoide. Poluentes como a sílica, elemento principal que constitui a areia, são alguns dos que podem predispor a doença. Apesar das origens distintas, alguns sintomas são comuns à maioria das doenças reumatológicas, motivo pelo qual antigamente eles eram chamadas de reumatismo. Os sintomas típicos do reumatismo são a dor na articulação, que pode ou não vir acompanhada de inchaço e incapacidade funcional. A presença de inflamação em uma articulação é chamada de artrite. Como o reumatismo não é uma doença única, o tratamento depende de cada doença em questão. Algumas tem cura e outras não. Mas há diversas práticas que são comuns no tratamento de doenças reumatológicas como a ingestão de medicamentos para dores e inflamações, fisioterapia, dieta rica em alimentos anti-inflamatórios, e incentivo a prática de atividades físicas. @vidadefisio_study