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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA UNIDADE ACADÊMICA DE ENGENHARIA QUÍMICA LABORATÓRIO DE QUÍMICA ANALÍTICA – TURMA 01 PROFESSORA DRA. SHIRLEY SILVA EXPERIMENTO IV: VOLUMETRIA DE OXIRREDUÇÃO – DETERMINAÇÃO DE 𝑭𝒆𝟐+ ANA MAIZA ANDRADE SANTOS-118111551 JAMILLY SALUSTIANO FERREIRA - 119210961 CAMPINA GRANDE-PB 2021 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 3 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ................................................................................. 3 3. OBJETIVOS .......................................................................................................... 5 4. METODOLOGIA ................................................................................................... 5 4.1 Procedimento experimental ................................................................................... 6 4.1.1. Preparação e padronização da solução de permanganato de potássio 0,0063 M. 6 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................ 8 5.1 Padronização da solução de KMnO4 frente à solução de Na2C2O4 .................... 8 5.2 Preparação de 100 ml de solução de KMnO4 0,005 mol/L a partir da solução de KMnO4 padronizada ................................................................................................... 8 5.3 Determinação do Fe (II) com KMnO4 0,005 mol/L ................................................ 8 6. CONCLUSÃO ....................................................................................................... 9 REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 9 1. INTRODUÇÃO Reações de oxirredução são aquelas onde ocorre transferências de elétrons entre espécies iônicas ou moleculares. Tais reações são marcadas por dois processos elementares, um que envolve a doação de elétrons e outro a fixação dos mesmos. Estas reações são utilizadas como base de vários métodos de análises químicas, como os volumétricos (GOTTLIEB, 1989). Nessas reações existem espécies oxidantes (removem elétrons) e espécies redutores (doam elétrons). Com isso, entende-se que a redução e a oxidação são processos contrários que ocorrem simultaneamente em uma única reação química. O estudo desse tipo de reação abre um enorme campo de pesquisas com grande importância para Bioquímica, eletroquímica, estudos sobre poluição e também processos industriais. Dessa forma, entende-se a importância de se estudar esse processo na disciplina de Laboratório em Química Analítica e aprender essas análises quantitativa para determinação de compostos como o Ferro. 1. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1. Reações de Oxidação-Redução Como dito anteriormente, essas reações envolvem transferência de elétrons. Os agentes oxidantes retiram elétrons dos agentes redutores, são reduzidos e com isso, ocorre a diminuição do número de oxidação. Em contrapartida, os agentes redutores doam elétrons para os agentes oxidantes, são oxidados e ocorre aumento do número de oxidação. Como é possível observar na reação abaixo. Ce4+ (aq) + Fe2+ (aq) ↔ Ce3+ (aq) + Fe3+ (aq) (Reação 1) Cu2+ (aq) + Zn° ↔ Cu° + Zn2+ (aq) (Reação 2) Através das reações acima descritas, é possível observar que na reação 1, o número de oxidação do ferro variou entre +2 e +3, enquanto o composto cério variou entre +4 e +3. 1.2. Semirreações São específicas reações que demonstram qual espécie irá receber o elétron e qual espécie irá doar o elétron (QAIV, 2012). Partindo da reação 1, temos: Ce4+(aq) + e- ↔ Ce3+ (aq) E° = +1,44V (agente oxidante) (Agente oxidante) (Agente redutor) Fe3+ (aq) + e- ↔ Fe2+ (aq) E° = +0,77 V (agente redutor) Ce4+ (aq) + e- ↔ Ce3+ (aq) Fe2+ (aq) ↔ Fe3+ (aq) + e- Ce4+ (aq) + Fe2+(aq) ↔ Ce3+ (aq) + Fe3+ (aq) Ecélula =(+1,44)-(+0,77) = 0,67 V (Reação 3) Ecel > 0 ➔ Reação espontânea Ecélula = (E°agente oxidante) – (E°agente redutor) ou Ecélula = (E°catodo) – (E°anodo) Para entender como esse compartilhamento funciona, é necessário conhecer a tendência das substâncias em doar ou receber elétrons. Então, as substâncias que tem afinidade em atrair elétrons para si, fixando-os, são chamadas de agente oxidante, enquanto que aquelas que doam elétrons facilmente, são chamadas de agentes redutores. 1.3. Potencial Padrão de Eletrodo Potencial Padrão de Eletrodo é um valor que fornecerá a capacidade de uma substância reduzir ou oxidar, sendo de extrema importância saber o valor do potencial padrão para definir a direção de transição dos elétrons em que o potencial é dado (Volts) e é medido tomando-se como um padrão de referência. Para tomar os padrões de referência, é necessário que a semirreação tenha um comportamento reversível (JARDIM, 2014). Por exemplo, para os padrões de hidrogênio como referência, a semirreação é dada por: H2(g) ↔ 2H+ + 2e- E0 = 0 volts (Reação 4) A este padrão, foi atribuído o Potencial de Redução ou Potencial Padrão de Eletrodo, igual a zero (E0 = 0). Logo, as meias-celas que forçam o H+ a aceitar elétrons reduzindo-se à H2, tem seu Potencial de Redução como sendo menor do que zero (E0 < 0), enquanto as meias-celas que aceitam os elétrons da semirreação, oxidam, passando de H2 para H+, tem seu Potencial de Redução maior que zero (E0 > 0). Partindo desse ponto, pode-se dizer que a reação 3, que corresponde a reação de oxirredução, ocorre espontaneamente da esquerda para a direita, já que o seu potencial total é maior que zero. Se a reação for invertida, o seu potencial corresponderá a -0,67 Volts, implicando uma reação forçada, ou seja, não espontânea. 1.4. Equação de Nernst Relaciona o potencial de uma meia-célula com as concentrações das espécies oxidadas e reduzidas. Sendo uma relação quantitativa entre o fluxo de elétrons existentes na célula e as espécies envolvidas nas reações eletrolíticas. aA + bB + ne- ↔ cC + dD (Reação 5) A equação 1 corresponde a equação de Nernst: E = E° - 𝑅𝑇 𝑛𝐹 𝑙𝑛 (𝑎𝐶)𝑐(𝑎𝐷)𝑑 (𝑎𝐴)𝑎(𝑎𝐵)𝑏 Onde, E é o Potencial real da meia-célula; E°, o potencial padrão da semirreação; R é a constante universal dos gases; T é a temperatura do experimento em Kelvin; n é o número de elétrons que participa da reação; F é a constante de Faraday equivalente a 96493 Cmol-1; ln é o logaritmo natural e (aA), (aB), (aC) e (aD) são os reagentes e produtos da reação. 2. OBJETIVOS Determinação do Fe (II) com permanganato de potássio (KMnO4) através da volumetria de oxirredução. 3. METODOLOGIA A tabela 1 corresponde aos materiais necessários e os reagentes usados para o experimento. Tabela 1 – Materiais e reagentes necessários para o experimento MATERIAL NECESSÁRIO REAGENTES ✓ Balança Analítica ✓ Bureta 50 mL ✓ Balão volumétrico: 100 e 250 mL ✓ Erlenmeyer250 mL ✓ Bécker 500 mL ✓ Pissetas ✓ Pipetas ✓ Funil ✓ Bastão de Vidro ✓ Espátula ✓ Vidro Relógio • Permanganato de Potássio (KMnO4) • Oxalato de sódio (Na2C2O4) • Ácido Sulfúrico (H2SO4) • Sulfato Ferroso Amoniacal [Fe (NH4)2(SO4)2.6H2O] Fonte: Roteiro da Aula Prática (2021) Oxi Equação 1 4.1 Procedimento experimental 4.1.1. Preparação e padronização da solução de permanganato de potássio 0,0063 M. I. Preparação da solução de KMnO4 O procedimento é da seguinte forma, considerou-se a massa pesada de 0,25 de KMnO4, onde essa massa é transferida para um Becker e em seguida é adicionado 250 mL de água destilada. O Becker é coberto com um vidro de relógio e a solução é aquecida até a ebulição, moderadamente, por 30 minutos. A solução é esfriada a temperaturaambiente e se necessário, filtrada e armazenada em vidro escuro (âmbar). II. Preparação da solução padrão de Na2C2O4 Para o preparo dessa solução, considerou-se a massa pesada de 0,42 g de Na2C2O4, onde essa massa foi dissolvida em uma pequena quantidade de água e transferida para um balão de 250 mL e aferido. III. Padronização da solução de KMnO4 frente à solução de Na2C2O4 Para padronização da solução descrita no procedimento anterior, transferiu-se 25 mL da solução de Na2C2O4 para um Erlenmeyer de 25 mL e é adicionado 10 mL de H2SO4 1:8. A solução é aquecida a uma temperatura entre 80-90 °C. Imagem 1 Fonte:select-best.co.jp A bureta deve ser preenchida com a solução de KMnO4, com base na sua reação a quente com a solução de Na2C2O4, agitar constantemente, até o aparecimento de uma coloração rosa persistente por 30 segundos. Anotar o volume gasto para a mudança de coloração de KMnO4. IV. Preparação de 100 ml de solução de KMnO4 0,005 mol/L a partir da solução de KMnO4 padronizada Nesse procedimento é usado a equação de equivalência. Imagem 2 Fonte: Objetos educacionais 4.2.1. Determinação do Fe (II) com KMnO4 0,005 mol/L Para determinação do Ferro (II), foi considerado a massa em grama de 0,98 de Fe (NH4)2(SO4)2.6H2O no qual é dissolvida em água destilada e transferida para um balão volumétrico de 100 mL. Em seguida, é adicionado uma solução de H2SO4 1:8 até a solução estar límpida e o balão é completado com água destilada. 25 mL de solução é transferida para Erlenmeyer de 250 mL e adicionado 10 mL de H2SO4 1:8. A solução de KMnO4 0,005M é colocado na bureta e em seguida, a titulação é iniciada até o aparecimento de uma coloração rosa persistente. O volume gasto de KMnO4 0,005M foi anotado e dado em sala de aula. Imagem 3 Fonte: Passei Direto 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 5.1 Padronização da solução de KMnO4 frente à solução de Na2C2O4 Para padronização da solução descrita na metodologia. O volume gasto de KMnO4 foi de 20 ml, assim utilizando a lei da diluição, calculou-se a concentração real do permanganato de potássio. Na titulação ocorre a seguinte reação: 5𝐶2𝑂4 2− + 16𝐻+ + 2𝑀𝑛𝑂4 − → 2𝑀𝑛2+ + 10𝐶𝑂2 + 8𝐻2𝑂 Logo, pode-se obter a equação no ponto de equivalência: 5(𝑀. 𝑉)𝑀𝑛𝑂4− = 2(𝑀𝑉)𝐶2𝑂42− 𝑴𝑴𝒏𝑶𝟒− = 𝟐 𝟓 ((𝑴𝑽)𝑪𝟐𝑶𝟒𝟐− ) 𝑽𝑴𝒏𝑶𝟒− → 𝟐 𝟓 (𝟎, 𝟎𝟏𝟐𝟓 𝒎𝒐𝒍𝑳−𝟏. 𝟐𝟓 𝒎𝒍) 𝟐𝟎 𝒎𝒍 = 𝟎, 𝟎𝟎𝟔𝟐𝟓 𝒎𝒐𝒍𝑳−𝟏 𝐸𝑟𝑟𝑜 = | 0,00625 − 0,0063 0,0063 | → 𝐸𝑟𝑟𝑜 = 0,79% Encontrou-se a concentração real de permanganato de potássio [KMnO4] = 0,00625 mol/L. Com um erro menor que 1%, o que é considerado tolerável, o erro ocorre devido a falhas experimentais comuns, como na titulação ou na preparação dos reagentes, por exemplo. 5.2 Preparação de 100 ml de solução de KMnO4 0,005 mol/L a partir da solução de KMnO4 padronizada Para preparar 100 ml da solução [KMnO4] = 0,005 mol/L faz-se a diluição da solução padronizada anteriormente. 0,00625𝑚𝑜𝑙𝐿−1. 𝑉1 = 0,005𝑚𝑜𝑙𝐿 −1. 100𝑚𝑙 → 𝑽𝟏 = 𝟖𝟎 𝒎𝒍 Tira-se 80 ml da solução padronizada e transfere-se para um balão volumétrico e a completa com água destilada até o menisco. 5.3 Determinação do Fe (II) com KMnO4 0,005 mol/L Com a solução de permanganato [KMnO4] = 0,005 mol/L titula-se o sulfato ferroso Fe (NH4)2(SO4)2.6H2O. 5𝐹𝑒2+ + 𝑀𝑛𝑂4 − + 8𝐻+ → 𝑀𝑛2+ + 5𝐹𝑒3+ + 4𝐻2𝑂 No ponto de equivalência: 5(𝑀. 𝑉)𝑀𝑛𝑂4− = 2(𝑀𝑉)𝐹𝑒2+ O volume utilizado de permanganato dado foi de 25,3 ml. Assim, determinou- se a massa do ferro. Sabe-se que a massa molar do ferro é 55,845 g/mol. 5(𝑀. 𝑉)𝑀𝑛𝑂4− = ( 𝑚 𝑀𝑀 ) 𝐹𝑒2+ → 𝑚𝐹𝑒2+ = 5(0,005𝑚𝑜𝑙𝐿 −1. 0,0253𝐿. 55,845𝑔𝑚𝑜𝑙−1) 𝒎𝑭𝒆𝟐+ = 𝟎, 𝟎𝟑𝟓𝟐 𝒈 Por fim, determinou-se que a massa do ferro II presente na solução de sulfato ferro foi de 0,0352 g. 6. CONCLUSÃO Com a experiência, foi possível determinar a concentração real do permanganato de potássio, observar como ocorre reações de oxirredução, e a partir desse princípio, nos aprofundamos no estudo das práticas quantitativas e por meio da volumetria de oxirredução determinar a massa de um determina do elemento, no caso o Ferro II. REFERÊNCIAS GOTTLIEB, O. R. (1989) The role of oxygen in phytochemical evolution towards diversity. Phytochemistry, v. 29, p. 2359-2362. JARDIM, W. F. (2014) Medição e interpretação de valores do potencial redox (E H) em matrizes ambientais. Química Nova 37 (7). DOI: <https://doi.org/10.5935/0100- 4042.20140207>. Imagem 1: < https://www.select-best.co.jp/?p=890>. Imagem 2: <http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/bitstream/handle/mec/15474/Reducao%20d o%20permanganato%20de%20potassio.pdf?sequence=1>. Imagem 3: <https://www.passeidireto.com/arquivo/70561226/titulação>. https://doi.org/10.5935/0100-4042.20140207 https://doi.org/10.5935/0100-4042.20140207 https://www.select-best.co.jp/?p=890