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(Cescem) - Alguém há de cuidar que é frase inchada Daquela que lá se usa entre essa gente Que julga, que diz muito, e não diz nada. O nosso humilde gênio não consente, Que outra coisa se diga mais, que aquilo Que só convém ao espírito inocente. Os versos de Cláudio Manuel da Costa lembram o fato de que: Soneto VII Onde estou? Este sítio desconheço: Quem fez tão diferente aquele prado? Tudo outra natureza tem tomado; E em contemplá-lo tímido esmoreço. Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço De estar a ela um dia reclinado: Ali em vale um monte está mudado: Quando pode dos anos o progresso! Árvores aqui vi tão florescentes Que faziam perpétua a primavera: Nem troncos vejo agora decadentes. Eu me engano: a região esta não era; Mas que venho a estranhar, se estão presentes Meus males, com que tudo degenera. (COSTA, C.M. Poemas. Disponível em www.dominiopublico.gov.br. Acesso em 7 jul 2012) Disc.: LITERATURA BRAS. I 2021.3 EAD (G) / EX Prezado (a) Aluno(a), Você fará agora seu TESTE DE CONHECIMENTO! Lembre-se que este exercício é opcional, mas não valerá ponto para sua avaliação. O mesmo será composto de questões de múltipla escolha. Após responde cada questão, você terá acesso ao gabarito comentado e/ou à explicação da mesma. Aproveite para se familiarizar com este modelo de questões que será usado na sua AV e AVS. 1. a expressão exata, contida, que busca os limites do essencial, é traço da literatura colonial brasileira e dos primeiros movimentos estéticos pós-Independência. o Arcadismo, buscando simplicidade, se opôs à expressão intrincada a aos excessos do cultismo do Barroco. o Romantismo negou os rigores da expressão clássica e lusitana, mas incorporou a tradição literária da poesia colonial. o Barroco se esforçou por alcançar uma expressão rigorosa e comedida, a fim de espelhar os grandes conflitos do homem. o Romantismo, embora tenha refugado os rigores do formalismo neo-clássico, tomou por base o sentimentalismo originário desse movimento estético. Explicação: O Arcadismo, bebendo da fonte clássica, prega a simplicidade da linguagem e sua objetividade na expressão dos sentimentos do poeta. Gabarito Comentado 2. https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp# https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp# https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp# A contemplação da paisagem, no soneto de Cláudio Manuel da Costa, permite ao eu lírico uma reflexão em que se observa ARCADISMO - CLAUDIO MANUEL DA COSTA FCMSC-SP/2020 Leia o poema de Claudio Manuel da Costa para responder Pastores, que levais ao monte o gado, Vede lá como andais por essa serra, Que para dar contágio a toda a terra Basta ver-se o meu rosto magoado: Eu ando (vós me vedes) tão pesado, E a Pastora infiel, que me faz guerra, É a mesma que em seu semblante encerra A causa de um martírio tão cansado. Se a quereis conhecer, vinde comigo, Vereis a formosura, que eu adoro; Mas, não; tanto não sou vosso inimigo: Deixai, não a vejais, eu vo-lo imploro; Que se seguir quiserdes o que eu sigo, Chorareis, ó Pastores, o que eu choro. (Domício Proença Filho (org.). Roteiro da poesia brasileira, 2006.) O uso da palavra ¿inimigo¿ (3a estrofe) é explicado pelo fato de que o eu lírico "Ouvi pois o meu fúnebre lamento/ Se é que de compaixões sois animados:/ Já vos vistes que aos ecos magoados/ Do trácio Orfeu parava o mesmo vento;/ Da lira de Anfião ao doce acento/ Se viram os rochedos abalados/ Bem sei que de outros Gênios o destino,/ Para cingir de Apolo a verde rama,/ Lhes influiu na lira estro divino/ O canto, pois, que a minha voz derrama,/ Porque ao menos o entoa um Peregrino,/ Se faz digno entre vós também de fama." O verso que melhor se caracteriza pelo eu-lírico pedindo à natureza que o ouça é: a empatia entre os sofrimentos do eu e a agonia da terra. a resignação diante das mudanças do meio ambiente. a angústia provocada pela sensação de solidão. a dúvida existencial diante do ambiente desconhecido. a necessidade de recriar o passado por meio da paisagem. Explicação: O eu lírico percebe a degradação da natureza em semelhança com o seu estado emocional. 3. admite que, ao contrário do que desejava, não tinha com a Pastora uma relação ideal. ameaça os Pastores, informando que passará à posição de adversário daquele que se aproximar da Pastora. reconhece que teria sido imprudente se não alertasse os Pastores sobre o perigo de se aproximarem da Pastora. conclui que não é muito amigo aquele que se afasta de seu grupo pelo amor de uma mulher decide se libertar da relação amorosa, afastando-se da mulher que antes amava. Explicação: A simples contemplação de sua amada traz muito sofrimento ao eu lírico que, então, toma a decisão de impedir os pastores de a virem, para que não sofram como ele. 4. https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp# https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp# "Onde estou? Este sitio desconheço: / Quem fez tão diferente aquele prado? / Tudo outra natureza tem tomado, E em contemplá-lo, tímido, esmoreço. / Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço / De estar a ela um dia reclinado; / Ali em vale um monte está mudado: / Quanto pode dos anos o progresso! /" A opção que corresponde ao tema do poema de Claudio Manuel da Costa,poeta árcade, é: (FUVEST-SP) Assinale a alternativa que apresenta dois poetas que participaram da Inconfidência Mineira. "Bem sei que de outros Gênios o destino, Ouvi pois o meu fúnebre lamento Já vos vistes que aos ecos magoados Se faz digno entre vós também de fama. Para cingir de Apolo a verde rama, " Explicação: Em "Ouvi, pois meu fúnebre lamento", o eu lírico está pedindo à natureza que o ouça. Gabarito Comentado 5. Individualismo romântico Poética amorosa Subjetividade clássica Vida urbana amena Campo degradado Explicação: Cláudio Manuel da Costa, em mais de um poema, expôs as consequências operadas pelo homem na natureza. Gabarito Comentado 6. Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga. Castro Alves e Tomás Antônio Gonzaga. Gonçalves Dias e Cláudio Manuel da Costa. Gonçalves Dias e Gonçalves de Magalhães. Gonçalves de Magalhães e Castro Alves. Explicação: Cláudio Manuel da Costa foi um dos principais articuladores da Inconfidência Mineira, ao lado de Tomás Antônio Gonzaga. O primeiro se suicidou na prisão; o segundo foi preso e deportado. https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp# https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp# https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp# https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp# (ENEM-2008) Torno a ver-vos, ó montes; o destino (verso 1) Aqui me torna a pôr nestes outeiros, Onde um tempo os gabões deixei grosseiros Pelo traje da Corte, rico e fino. (verso 4) Aqui estou entre Almendro, entre Corino, Os meus fiéis, meus doces companheiros, Vendo correr os míseros vaqueiros (verso 7) Atrás de seu cansado desatino. Se o bem desta choupana pode tanto, Que chega a ter mais preço, e mais valia (verso 10) Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto, Aqui descanse a louca fantasia, E o que até agora se tornava em pranto (verso 13) Se converta em afetos de alegria. Cláudio Manoel da Costa. In: Domício Proença Filho. A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 78-9. Considerando o soneto de Cláudio Manoel da Costa e os elementos constitutivos do Arcadismo brasileiro, assinale a opção correta acerca da relação entre o poema e o momento histórico de sua produção. Segundo Luciana Stegagno-Picchio, "como poeta barroco e o bardo romântico, o árcade brasileiro sente a oposição da natureza como projeção externa de um conflito íntimo" ( História da literatura brasileira. Rio de janeiro: Nova Aguilar, 2004. p. 129) Ela se refere a 7. Os montes e outeiros, mencionados na primeira estrofe, são imagens relacionadas à Metrópole, ou seja, ao lugar onde o poeta se vestiu com traje rico e fino. A realidadede atraso social, político e econômico do Brasil Colônia está representada esteticamente no poema pela referência, na última estrofe, à transformação do pranto em alegria. A relação de vantagem da ¿choupana¿ sobre a ¿Cidade¿, na terceira estrofe, é formulação literária que reproduz a condição histórica paradoxalmente vantajosa da Colônia sobre a Metrópole. O bucolismo presente nas imagens do poema é elemento estético do Arcadismo que evidencia a preocupação do poeta árcade em realizar uma representação literária realista da vida nacional. A oposição entre a Colônia e a Metrópole, como núcleo do poema, revela uma contradição vivenciada pelo poeta, dividido entre a civilidade do mundo urbano da Metrópole e a rusticidade da terra da Colônia. Explicação: Cláudio Manuel da Costa, em seus poemas, apresenta a dualidade entre a terra natal e a realidade da metrópole. 8. Silva Alvarenga Frei Santa Rita Durão Cláudio Manuel da Costa Tomás Antônio Gonzaga Basílio da Gama Explicação: Cláudio Manuel da Costa produziu em sua obra poemas que apresentavam grandes contrastes, como a rocha e o sentimento de pureza, chegadas e partidas, a vida da cidade e a tranquilidade do campo. Na verdade, esses contrastes evidenciam a comparação que o poeta realiza entre a pátria cultural e a pátria natural. https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp# https://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp#