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BNCC em Campos de Experiências: O eu, o outro e o nós. Conceito e discussão de atividades práticas para o campo de experiência - DISCIPLINA: OFICINAS DE PRÁTICAS EM EDUCAÇÃO INFANTIL Professora Especialista Eugenia Hatsue Kato eugenia.kato@italo.edu.br “A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento […]”. (BRASIL, 2017, p.7) Fonte: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/> http://basenacionalcomum.mec.gov.br/a-base Na Educação Infantil está na definição de seis direitos fundamentais para as crianças de 0 a 5 anos: 1.conviver; 2.brincar; 3.participar; 4.explorar; 5.expressar; 6.conhecer-se. •Textos introdutórios (geral, por etapa e por área); •Competências gerais que os alunos devem desenvolver ao longo de todas as etapas da Educação Básica; •Competências específicas de cada área do conhecimento e dos componentes curriculares; •Direitos de Aprendizagem ou Habilidades relativas a diversos objetos de conhecimento (conteúdos, conceitos e processos) que os alunos devem desenvolver em cada etapa da Educação Básica (da Educação Infantil ao Ensino Médio). O primeiro Campo de Experiência proposto pela Base Nacional Comum Curricular: “O eu, o outro e o nós”. O processo de convivência faz a criança se diferenciar do restante do mundo e a importância do eu e do outro para formar o nós enquanto cultura Fonte: <http://www.sme.goiania.go.gov.br/dcgyn/wp-content/uploads/2019/03/2-1-o-eu-o-outro-e-o-nos.pdf> A Base entende uma competência como mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para que o estudante esteja apto para resolver as demandas do cotidiano, do exercício da cidadania e do mundo do trabalho. Ou seja, é por meio da competência que os estudantes desenvolvem plenamente as habilidades e aprendizagens essenciais estipuladas pela BNCC. Dessa forma, as competências indicam à escola e ao estudante O QUE deve ser aprendido e COM QUE FINALIDADE a competência deve ser desenvolvida. • CONHECIMENTOS (saberes) • HABILIDADES (saber-fazer relacionado à prática do trabalho mental) • ATITUDES (saber- ser- aspectos éticos, cooperação, solidariedade, participação) De acordo com a BNCC, as habilidades são as aptidões desenvolvidas pelo estudante ao longo da vida escolar e que são essenciais para que ele desenvolva tanto as competências gerais, como as específicas. HABILIDADES - Associadas ao saber fazer: ação física ou mental que indica a capacidade adquirida. Exemplos: identificar variáveis; compreender fenômenos; relacionar informações; analisar situações problema, sintetizar . julgar e correlacionar. As habilidades devem ser desenvolvidas na busca das competências De acordo com o exemplo, o código EI02TS01 diz respeito ao primeiro objetivo proposto no campo de experiências “Traços, sons, cores e formas” para o grupo das crianças bem pequenas. Portanto, as crianças deste grupo etário devem desenvolver a habilidade de “Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais para acompanhar diversos ritmos de música”, entre diversas outras. Campos de Experiências - Efetivando direitos e aprendizagens na Educação Infantil <https://issuu.com/fmcsv/docs/campos- experiencias-direitos-aprend> Para crianças que possuem a idade acima mencionada, são propostos os seguintes objetivos de aprendizado e desenvolvimento: •Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos, as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações; Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos; •Reconhecer as sensações de seu corpo em momentos de alimentação, higiene, brincadeira e descanso; •Construir formas de interação com outras crianças da mesma faixa etária e adultos, adaptando-se ao convívio social; •Demonstrar sentimentos de afeição pelas pessoas com as quais interage; •Desenvolver confiança em si, em seus pares e nos adultos em situações de interação. Para estes fins, podem-se realizar atividades que estimulem a interação com outras crianças e também com adultos, priorizando a autoconfiança e confianças em terceiros. Alguns exemplos são atividades em conjunto na brinquedoteca, dinâmicas ao ar livre com outras pessoas e estímulos sensoriais por meio de diferentes objetos, materiais e até mesmo por meio da música. Neste grupo, os objetivos educacionais estão focados em estimular e desenvolver os aspectos a seguir: Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos, além de uma imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios; Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos; Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender; Habituar-se a práticas de cuidado com o corpo, desenvolvendo noções de bem-estar; Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras; Valorizar a diversidade ao participar de situações de convívio com diferenças; Resolver conflitos nas interações e brincadeiras, com a orientação de um adulto. Algumas dicas para trabalhar as habilidades propostas incluem o aprendizado necessário para ter autonomia em pequenas tarefas, como se alimentar, lavar as mãos e vestir a própria roupa. A criança também precisa ser incentiva a verbalizar os seus sentimentos e resolver conflitos de maneira pacífica com o auxílio de um adulto. O educador também deve estimular a troca de brinquedos entre os alunos, contar histórias cujas narrativas são diversas da realidade em que ela está inserida, além de promover atividades artísticas como desenhos, pinturas e colagens. A última categoria da educação infantil é incluída na BNCC: Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir; Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação; Atuar de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações. Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação; Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação; Comunicar suas ideias e sentimentos com desenvoltura a pessoas e grupos diversos; Adotar hábitos de autocuidado, valorizando atitudes relacionadas à higiene, alimentação, conforto e cuidados com a aparência; Compreender a necessidade das regras no convívio social, nas brincadeiras e nos jogos com outras crianças; Manifestar oposição a qualquer forma de discriminação; Usar estratégias pautadas no respeito mútuo para lidar com conflitos nas interações com crianças e adultos. Neste contexto, recomenda-se a realização de atividades que incentivem o pertencimento ao grupo e a empatia pelas diferenças, fazendo entender que as relações se baseiam no respeito mútuo. Fontes e Referências 1. http://www.sme.goiania.go.gov.br/dcgyn/wp-content/uploads/2019/03/2-1-o-eu-o-outro-e-o-nos.pdf 2. BRASIL, Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF, 2017. 3. BRASIL. [Plano Nacional de Educação (PNE)]. Plano Nacional de Educação 2014-2024 [recurso eletrônico] : Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014,que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) e dá outras providências. –Brasília : Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2014. Disponível em: <http://www.observatoriodopne.org.br/uploads/reference/file/439/documento-referencia.pdf.Acesso em 30/10/2018>. 4. http://movimentopelabase.org.br/wp-content/uploads/2017/03/IndiceLeiturasCriticasRed.pdf5. https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/58/o-que-sao-os-campos-de-experiencia-da-educacao-infantil 6. http://www.construirnoticias.com.br/guia-pratico-da-bncc/ 7. BNCC - Educação Infantil. Campo De Experiência: Eu , O Outro E Nós <https://www.youtube.com/watch?v=QFLxV7ThFqo> Fontes e Referências 1. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 de dezembro de 1996. Disponível em: . Acesso em: 23 mar. de 2017. 2. BRASIL. Ministério da Educação; Secretaria de Educação Básica; Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão; Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. Conselho Nacional de Educação; Câmara de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC; SEB; DICEI, 2013. Disponível em: . Acesso em: 23 mar. de 2017. 3. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). Brasília, DF: Senado Federal, 1988. Disponível em: . Acesso em: 23 mar. de 2017. 4. BRASIL. Conselho Nacional de Educação; Câmara de Educação Básica. Parecer nº 7, de 7 de abril de 2010. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. Diário Oficial da União, Brasília, 9 de julho de 2010, Seção 1, p. 10. Disponível em: . Acesso em: 23 mar. de 2017. 5. BRASIL. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 26 de junho de 2014. Disponível em: . Acesso em: 23 mar. de 2017. 6. BRASIL. Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Caderno de Educação em Direitos Humanos. Educação em Direitos Humanos: Diretrizes Nacionais. Brasília: Coordenação Geral de Educação em SDH/PR, Direitos Humanos, Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, 2013. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=32131- educacao-dh-diretrizesnacionais-pdf&Itemid=30192. Acesso em: 23 mar. de 2017. A área de Ensino Religioso, que compôs a versão anterior da BNCC, foi excluída da presente versão, em atenção ao disposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). A lei determina, claramente, que o Ensino Religioso seja oferecido aos alunos do Ensino Fundamental nas escolas públicas em caráter optativo, cabendo aos sistemas de ensino a sua regulamentação e definição de conteúdos (art. 33, § 1º). Portanto, sendo esse tratamento de competência dos estados e municípios, aos quais estão ligadas as escolas públicas de Ensino Fundamental, não cabe à União estabelecer base comum para a área, sob pena de interferir indevidamente em assuntos da alçada de outras esferas de governo da Federação. 7. BRASIL. Conselho Nacional de Educação; Câmara de Educação Básica. Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2009. Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Diário Oficial da União, Brasília, 18 de dezembro de 2009, Seção 1, p. 18. Disponível em: http:// portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=2298-rceb005- 09&category_slug=dezembro-2009- pdf&Itemid=30192. Acesso em: 23 mar. de 2017.