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CAPITULO I - DEFINICOES
Significado do Termo Radiogoniometria.......................
Tipos de Frequencia
Gama de Frequ6ncia...
Pot6ncia....
Alcairce.........
Radiofaro1...............
1
1
1
1
1
1
2
3
3
3
4
5
5
5
5
Marcag6o
Marcageo Magn6tica (ODM).........
Linha de Posig6o Magn6tica (QDR)
Marcagao Relativa (BrS).....
"RMl' (Radio Magnetic lndicator)..........
Significado do Termo R4dio...............
Ondas de R6dio.........
Classificagao das Ondas de Redio..........
NVENIENTE NAP
Efeito de Monlanha.........
"Fadings'......
Efeito de Costa ou Litora1...............
Efeito Noturno..
Efeito de Distlrbios El6tricos..........
Erro Quadrantal...
CAPITULO III - INSTRUMENTOS DE BORDO
R6dio Compasso de Mostrador Fixo..
Radio Compasso de Mostrador M6vel Manualmente
RMI - Mostrador M6vel Automaticamente
t)
6
6
7
7
7
8
8
10
CAPITULO IV . VOO COM O TRANSMISSOR NA PROA E NA CAUDA
Procedimento para Aproar o Transmissor...
Procedimento para Afastar do Transmissor
V6o com o Transmissor na Proa e na Cauda ('Margarida')
11
11
13
OBTENCAO DOS VALORES DO QDII' E DO QDR ATUAIS
ObtengSo do Valor do QDM Atual (Marcagao Magn6tica Atual).......................
Formas Prdticas para a Obteng6o do Valor do QDM Atua|.................
Obtengeo do Valor do QDR Atual (Linha de Posigao Magn6tica Atual)............
Formas Praticas para a ObtengSo do Valor do QDR Atual
CAPITULO Vr - MUDAN9AS pE ODM (MARCA9AO ilAGNET|CA)
Com Diferengas Angulares Menores que 90 graus
- M6todo Atual Maior + 30 graus ou Atual Menor - 30 graus
- M6todo das Paralelas.......
Com Diferengas Angulares Maiores que 90 graus
- M6todo das Paralelas...
CorregSo de QDR com Vento Ca|mo...........
CAPITULO VIII . CORRECAO DE DERIVA DO VENTO
Corregao de Deriva do Vento ao Longo de um QDM
Corregao de Deriva do Vento ao Longo de um QDR,
CAPITULO IX LCULO DE TEMPO
Nas Cartas de Areas..
Processo das Marcagoes Dobradas.....-.-..
16
17
22
23
:
:
- Metodo do Giro Direcional.......
- M6lodo Pr6tico .....37
Com Diferengas Angulares Maiores que 90 graus
- M6todo Pretico .......52
- M6todo das Paralelas
CorregSo de QDM com vento Ca|mo...............
60
67
CAPITULo vII - MUDANCAS DE ODR (LINHA DE PoSICAO MAGNETIGA)
Com Diferengas Menores que 90 graus
- M6todo Desejado Maior + 30 graus ou Desejado Menor - 30 graus..............
31
34
69
72
78
80
82
83
Processo do Trav6s-----.-------
106
109
115
117Processo dos 30 graus........
UL mE
Nomenclatura das Posig6es 121
Limitageo dos Setores.........-
RBITA
........122
Procedimentos de Espera pela Direita - Padr5o...........
Procedimentos de Espera pela Esquerda - Nao Padrao....
Numeragao e DenominagSo dos Setores......
122
123
124
128
132
Procedimentos de Entradas..
Entrada Paralela lSetor ti
........125
........125
EntradaDireta (Setor3)...........
CAPITULO XI . CURVAS DE REVERSAO
Curva de Reverseo Rdpida.............
Curva de ReversSo Padreo (gota)...
GAPITULO Xil - MUDANCAS DE ODrrl E pE OpR COM O "RMt"
Mudangas de QDR com o "RM|".....
CAPITULO XIII . CONCLUSAO
137
139
142
148
155
APRESENTA Ao oI TERGEIRA EDl Ao
A ssim como nos manuais de 1VOR" e de "lLS", tamb6m fizemos, nestaA Terceira Edieao do manual de'ADF", uma nova apresentagao do assunto.
O manual foi totalmente reescrito e ampliado com novos exemplos. lsto porque,
como 6 do conhecimento de todos os pilotos j6 homologados ao v6o lFR, o v6o
com o "ADF" (embora tal signifique "marcag6es automAticas") neo 6 tao simples
quanto o v6o com o "VOR" (apesar deste ser manual, 6 de muito f6cil
interpretageo).
Em nossa opiniao, a dificuldade encontrada por alguns pilotos na utilizagao
r-lo "ADF" deve-se ao esquecimento do significado real do emprego do Rddio
Compasso, ou seja: "Rad iogon iometria", que com outras palavras significa
"Medig5o de Angulos pelo R6dio"; e a conseqiiente distragao desses pilotos para
a aplicagSo de "pequeninas continhas", aliada a falta da mentalizageo da posigao
da aeronave em relagSo ao lransmissor, isto tudo em decorrencia da pr6tica,
nem. sempre vi6vel, de o piloto querer comparar as indicag6es do Radio
Compasso com as do Giro Direcional e vice-versa, sem levar em consideragSo
que isto significa fazer as referidas 'pequeninas conlinhas" atrav6s destes
instrumentos, as quais, por vezes, conforme procuramos apresentar no decorrer
das explanagSes e exemplos, tornam-se muito mais viiiveis do que qualquer outro
recurso.
Para concluir, ratificamos que para o, perfeito e seguro emprego do ?DF",
6 de muito bom alvitre interpretar o Redio Compasso, bem como efetuar as muito
fSceis e "pequeninas continhas" na medida do possivel.
APRESENTA9AO DA QUARTA EDtgAO
T ornamos a reescrever a pauta de que trala este manual sobre "Radiogo-I niometria e "RMl", com o objetivo de melhorar ainda mais a apresentagao
e explanagSo dos seus conceitos pertinentes.
Chamamos a atengao do prezado leitor para observar que a composig5o
deste trabalho divide-se em tr6s formas de apresentagao: uma rica em detalhes,
outra resumida e uma outra composta de exemplos-
Quanto ao emprego do uso do "RMf, este 6 enfocado de forma direta apenas
para as Mudangas de QDM e de QDR, em vista de que, para as demais manobras,
a sua utilizagSo se assemelha a do R6dio Compasso, com a vantagem de que o
"Ponteiro do RMI' indica diretamente o valor do QDM e do QDR.
OUTROS TRABALHOS DESTE AUTOR
Sistema de Pouso por lnstrumentos - "lLS"
Radionavegageo pelo'VOR"
AGRADEGTTTTENTOS E DEDICAGAO
Agradecemos e dedicamos esta edigSo: a Ana Maria Mendes Coutinho pela
revisSo do texto. Ao Comandante e lnstrutor de AviSo e Simulador de Voo Glycon
Pereira Rossini pela colaboragao prEstada na composigSo desta edig6o. E ao
Walter Lunardi Filho pela composlgeo desta edig5o.
LEMBRE.SE SEiIPRE QUE:
A
:
:
"Em aviagSo s6 o perfeito 6 acsitavof.
I
D
Significado do Termo " Radiogon iometria":
- MediQao (metria) de angulos (gonio) pelo Rddio.
Tipos de Frequ6ncias:
- Baixa e M6dia Frequ6ncias, cujas siglas, respectivamente, seo: 'LF" (Low
Frequency) e "MF"(Midle Frequency).
Gama de Frequ6ncia:
- De 100 a 1750 Quilohertz.
Pot6ncia:
- Vari6vel.
Alca nce:
- Vari6vel. (O alcance depende da potencia do transmissor, das condig6es
meteorol6gicas, etc..)
Radiofarol:
- E um transmissor de Baixa e Media Frequ6ncia (LF e MF) que transmite sinais
eletromagn6ticos em todas as direg6es, formando um todo de 360 graus ao seu
redor. Transmite tambem, periodicamente, a sua identificagSo em C6digo Morse.
- Abreviatura: 'NDB" - que significa: "Non-Directiona I Radio Beacon', e em
portugu6s: "R5dio Farol n6o Direcional".
- Representaqao grefica: ,,.r-:#
- ldentificagao: E feita em C6digo Morse atrav6s de duas ou tres letras.
Normalmente o NDB recebe o nome da localidade em que este instalado, e no
seu prefixo de identificagao constam tres letras retiradas desse nome.
Exemplos: Marte = MAE, Caxias = CAX, Diadema = DAD, etc..
Notas:
1 - As localidades cujos nomes tenham como primeira letra a letra "l'
seus prefixos de identificagao a letra 'Y" em lugar
Exemplos: llha = YLA, llh6us = YLH, lmperatriz = YTZ- etc..
terSo nosde '1".
2 - Em grupos de trCs letras cu.ia primeira letra seja '1" identificam exclusivamente
transmissores de Localizadores do "lLS" (Sistema de Pouso por lnstrumenlos).
"ADF" . 2
3 - Os NDBs do Minist6rio da AeronAutica que se identificam com apenas doas
letras normalmente sao de pouca polCncia e, conseq uentemente, de pouco
alcance. lnstalados pr6ximos de aer6dromos, deslinam-se a Procedimentos de
Descidas.
4 - Alguns NDBS do litoral que se identificam com duas letras nao s5o operados
pelo Minist6rio da Aeroneutica, raz6o pela qual suas letras de identificagSo n5o
corresponderem a seus respectivos nomes.
Exemplos: Na TMA RJ: lH = Rasa, na TMA SP: NR = iloela, etc..
5 - Muitissimo lmportante: Ha registros de enganos - cujas conseq0encias foram
fatais ou quase fatais - cometidas por Comandantes, at6 mesmo profissionais,
por haverem negligenciado durante a sintonia de um lransmissor, o que se segue:
5.1 - Neo confie apenas na mem6ria para sintonizaras freqii6ncias dos
transmissores - confira-as atrav6s de consulta nos Manuais de V6o.
5.2 - Ap6s a sinlonia, procure idenlificar o transmissor alraves do recebimento
da emissao do seu prefixo que 6 feita em C6digo Morse. Conv6m manter a
recepgao do sinal em volume audivel, especialmente por ocasiao dos momentos
criticos.
5.3 - Mesmo tendo recebido a identificagao, 6 boa pr5tica voar, inicialmente pelo
QDR correspondente de um transmissor para outro, pois, por vezes o R6dio
Compasso podere ser sensibilizado por nuvens carregadas eletricamente, ou
mesmo nao estar suficientemente sensibilizado para indicar corretamente.
5.4 - E tamb6m de boa pr6tica usar de variados recursos como forma auxiliar na
determinageo do bloqueio de um transmissor, a fim de se evitar um eventual
"bloqueio falso", como sejam:
a) tempo estimado de v6o;
b) indicaq6es do DME (Equipamento Medidor de Distancia - Radiotelemetrico);c) cruzamento de um QDM ou de uma Radial de outros Auxilios que s€iam
coincidentes com a vertical do transmissor a ser bloqueado; ou
d) enteo, quando sob vigilSncia Radar, se houver d0vida quanto a posigao da
aeronave, consulte o operador desse equipamenlo.
"ADF" (Automatic Direction Finding):- Determinagao Autometica de Marcag6es, ou simplesmente Marcag6es
AutomSticas.
"RDF" (Radio Direction Finding):- Determinagao (manualmente) Auditiva de Marcag6es, ou simplesmente
Marcag6es Auditivas.
o90
"ADF" - 3
Ma rcagSo:
- E uma Linha lmagin6ria que liga a aeronave a uma refer6ncia na superflcie da
terra (figura 001).
POiITO DE RT'ER€ CIA
M ABCA Ao( Llnh8 ie
(rlgura 001) (Pode sor: tore, plco, chamln6,NDB, etc . . )
MarcagSo Magn6tica:
- E uma Linha lmagin5ria (Marcagao) que liga a aeronave ao transmissor. Seu
yalor 6 correspondente ao ingulo formado entre uma linha nortersul magn6tica
e esta linha imaginiiria (figura 002).
- Abrevialuras: a) em portuguas: "Mltlg" , e
b) em C6digo Q: "QDM".
N
N
lralor alE rntacagio
2to
( flaura oo2 )
Note Bem:
- Os ingulos de 090 e 270 graus correspondem aos respectivos valores das
Marcaq6es Magn6ticas (aDMs).
Linha de PosigSo Magn6tica:
- E o reciproco de marcagao magn6tica (QDM), ou seja:6 uma linha imagin5ria
que se origina no transmissor. Ou com outras palavras: 6 uma linha imagindria
do transmissor pata a aeronave. Seu conceito 6 analogo ao de Radial (veja
Radionavegagao p6lo "VOR"), e seu valor 6 conespondente ao angulo formado
entro uma linha norte/sul magn6tica e esta linha imagin6ria, ou igual ao valor
inverso ao da marcagao magn6tica - QDM (figura 003).
- Abreviaturas: a) €m portugu6s: "LPM" , e
b) em C6digo Q: "QDR" .
NN
"ADF" - 4
090
..
;
Vrdor ila Linh.a tle Posigao
270
1 - Ponto de refer6ncia
2 - MarcagSo
3 - Valor da marcaqeo relativa
4 - Valor da marcagSo
5 - Eixo longitudinal da aeronave
( flgura Oo3 )
Note Bem:
- Os angulos de 090 e 270 graus correspondem aos respectivos valores das
Linhas de Posiq6es Magn6ticas (aDRs).
MarcagSo Relativa:
- E o 5ngulo formado entre o eixo longitudinal da deronave e uma linha
imagindria (1) que liga a aeronave a um ponto (2) no sentido dos ponteiros do
re169io. Sua leitura 6 obtida automaticamente (3) no mostrador do Redio
Compasso (figura 004).
(1) Essa Linha lmagin6ria 6 d'enominada de Marcagao (veja figura 001).
(2) Esse Ponto 6 denominado de Ponto de Referencia (veja figura 001).
(3) Os equipamentos de Redio Compasso antigos, que possuem recursos para
a movimentageo manual da antena, podem obter a Marcagao Relaliva. atrav6s
de sinal auditivo, todavia 6 recebida com ambigiiidade (RDF).
- Abreviaturas: a) em portuguos 'ilr" , e
b) em ingl6s: "Brg" (BeaRinG).
o
o90 27A
(flguna oO4) o
.ADF' . 5
RMI (Radio Magnetic lndicator):
- lndicador de Magneticas pelo R6dio (indica a PMg e a MMg).
Significado do Termo "R6dio":
- Transmissao e recepgeo de sinais atrav6s de ondas el6tricas, conduzidas ou
nao por interm6dio de fios condutores.
Ondas de R6dio:
- E um movimento vibrat6rio que se propaga no espaqo.
CassificagSo das Ondas de RSdio:
- Classificam-se em: Longas, M6dias, Medias-Curtas, Curtas, Ultra-Curtas e
Micro-Curtas. E dependendo do seu deslocamento podem ser: Terreslres
(transmitidas praticamente paralelamente ao terreno) ou Aereas (refletidas de
volta e lerra ap6s chocarem-se com a lonosfera) (figura 005).
(flgura Oo5)
Classificageo das Ondas Terrestres:
- Classificam-se em: De Superficie, Refletidas, Diretas e Troposf6ricas (figura
006).
ANT
TEOPOSTERICAffiilffi|
ONDA DIRETA
tlM$tfltflffifil$$u!
( llgura 006 )
"ADF" - 6
- As Ondas Terrestres de Superficie mantem-se junto ao terreno, sendo
prejudicadas no seu alcance de acordo com a condutibilidade deste, o que
provoca uma perda de energia (absorgao), que 6 diretamente proporcional a
frequencia. Portanto, quanto maior for a frequencia, menor serd o alcance.
- As Ondas Terrestres Refletidas sao as que, atingindo a troposfera, mudam de
diregao pelo fen6meno da RefragSo, isto 6, quando passam por lugares .de
densidades diferentes em vista da inversSo da temperatura com a altitude.
CAPITU LO I I
INGONVENIEN
,, DE RADTO
- Nas grandes dist6ncias o V6o Radiogoniom6trico nao encontra a necessdria
precisao para a Radionavegaqao. Todavia, entre as distancias de 30 a 150 NM,
verificou-se um erro nas Marcag6es obtidas inferiores a tr6s graus.
- Outros fatores que afetam a recepgao de sinais de r6dio, provocando o fenomeno
da refragSo, ocasionando assim, evenlualmente, indicag6es errOneas de diregao
sao: montanhas, litoral, jazidas de min6rio, horerio, alta tenseo, etc..
Efeito de Montanha:
- Areas montanhosas (rochas e sedes de jazidas de minerais) provocam a refragSo
em vista da irregularidade da variagSo da condutibilidade do terreno, podendo
provocar erros nas Marcag6es obtidas pelo R6dio Compasso ou RMI - este,
obviamente, quando operando com LF/MF.
" Fad i ngs"
- Sinais que atingem a antena receptora, em fase oposla e defasadas na ciclagem
em '180 graus, tendendo assim a anular-se um ao outro.
Efeito de Costa ou Litoral:
- Causado pela diferenga das propriedades condutoras entre a lerra e a 6gua.
Desta forma, uma onda de r6dio transmitida da lerra muda de diregSo ao cruzar
a costa, ocasionando assim leituras err6neas no R6dio Compasso e no RMI (figura
007). Esse erro, em conseqUCncia da refragao, torna-se mais sensivel quando a
onda de redio corta o litoral com um angulo maior que 30 graus. Por conseguinte,
deve-se voar com o transmissor na proa, das seguinles formas:
a) alinhado com a linha do litoral, ou
b) formando um Sngulo menor que 30 graus entre a linha do litoral e a Marcagao
Magn6tica Dese.jada.
.ADF" - 7
$
\- rERnA
\ \ -t
AEFRAgAO DA
ONOA DE RADN
ai \ \ \
MAR
nascer e por do sol, em conseq0encia da sobreposigao de
provoca uma confusao nos sinais devido As mudangas que
efeilo provoca oscilagoes nos ponteiros do R6dio Compasso
tornar-se necess6ria a determinagSo da mddia das suas
t f,(flsura oo7)
Efeito Noturno:
- Ocorre pr6ximo ao
ondas adreas, o que
ocorrem na tena- Tal
e do RMl, podendo
oscilag6es.
Nota:
- Normalmente o Efeito Noturno 6 maior nos transmissores de maior frequencia,
por conseguinte, o erro sere maior. Entretanto, voando em nlveis mais elevados
e sintonizando auxllios mais pr6ximos e de menores freq06ncias diminui-se esse
efeito. Aproximadamente a 16 NM do transmissor, o Efeito Notumo 6 praticamente
nulo, porque a essa distancia sao recebidas somente as ondas terrestres.
Efeitos de Disttrbios El6tricos:
- Quando se voa pr6ximo de "mau tempo", o Ponteiro do ADF 6 afetado pelos
sinais de baixa e m6dia freqiioncias, gerados pelas descargas eldtricas. Esses
sinais ativam o ADF, sujeitando o seu ponleiro a oscilag6es e erros. A tendencia
do Pontdiro do ADF ser6 indicar a diregSo do "mau tempo'.
Notas:
- E comum em Simuladores de V6o a simulagao deste efeito, com o intuito de
treinar o piloto a dar o devido valor ao senso de diregao.
- Havendo este efeito, dever-se-ia voar com o RDF (Marcagoes Manuais e
Auditivas), ou, se os recursos de auxilios-r5dio permitirem, voar apoiado num
transmissorde VOR. Na utilizageo do RDF, entretanto, h5 um inconveniente que
6 a estetica, o que o torna insuport6vel.
Erro Quadrantal:
- E provocado pelas partes metalicas da aeronave, causando eros nas indicag6es
"ADF" - 8
do ADF. O erro sere maior quando os sinais atingirem, antes da antena de quadro,
a superficie das asas ou da empenagem, ou seja: quando nas Brgs 045, 135,
225 e 315. Esse erro 6 corrigido pela compensagao da anlena de quadro. Em
equipamentos modernos h6 um dispositivo que elimina automaticamente esse
inconveniente, denominado de "corretor quadrantal'.
Nota:
- Nos equipamentos modernos, o RMI tamb6m 6 operado com VHF (sintonizado
nas freqiioncias dos transmissores de VOR), e como se sabe, este tipo de
frequCncia nao 6 afetada pelos inconvenientes acima descritos-
- Hd tr6s tipos de instrumentos de bordo: mostrador fixo, mostrador m6vel
manualmente e mostrador m6vel automaticamente.
I - Rddio Compasso de Mostrador Fixo
- A marcagSo relativa 0000 represenla o nariz da aeronave- Tragando-se uma
linha imagineria entre as marca96es relativas 000o e 180o, teremos a
representaqao do eixo longitudinal da aeronave, dividindo desta forma este
instrumenlo em dois lados: direito e esquerdo. Seu ponteiro indica autom6tica e
continuamente a posigeo do transmissor, e ao mesmo lempo, o valor da MarcagSo
Relativa (figura 008).
(flgura OO8 )
2 - Riidio Compasso de Mostrador M6vel Manualmente
- A marca de proa ou de topo do instrumento corresponde d marcagSo relativa
0000 e, assim como no de mostrador fixo, representa o natiz da aeronave.
"ADF' . 9
Traqando-se uma linha imagineria entre as marcas de proa e de cauda, teremos
a representagao do eixo longitudinal da aeronave, dividindo desta forma este
instrumento em dois lados: direito e esquerdo. Seu ponteiro indica autom5tica e
continuamente a posigSo do lransmissor, podendo indicar ao mesmo tempo
(dependendo do valor que estiver sob a marca de proa), tanto o valor da marcagSo
relativa (Brg) quanto o valor da marcagao magn6tica (QDM). O botSo
"HDG'(H6aDinG - Boteo Seletor de Rumos) serve para ajustar sob a marca de
proa o valor indicado na b0ssola (PMg), para desta forma obter-se na indicagSo
do ponteiro o valor da marcagSo magn6tica (ODM), e na sua extremidade oposta
o valor da linha de posigSo magn6tica (QDR).
- O ponteiro aponta para o transmissor indicando ao mesmo tempo:
a) a posigao do transmissor, e
b) a marcag5o relativa (Brg), quando sob a marca de proa do instrumento estiver
zero (figura 009), ou
c) a marcagSo magn6tica (QDM), quando sob a marca de proa do instrumento
estiver o valor da b0ssola (PMg) (figura 010).
Note Bem:
- A figura 009 mostra um redio compasso
ajustado em zero sob sua marca de proa.
Portanto seu ponteiro est6 indicando o valor da
marcagao relativa (Brg) 1250, al6m de indicar
autom6tica e continuamente a posigSo do
transmissor no lado direito da aeronave.
(flgura Oo9 )
- A figura 010 mostra um redio compasso
ajustado com o valor da PMg 2300 sob sua
marca de proa. Portanto seu ponteiro este
indicando o valor da marcageo magn6tica
(ODM) 000', al6m de indicar automatica e
continuamente a posigSo do transmissor no lado
direito da aeronave, e na sua extremidade
oposta (cauda do ponteiro), o valor da linha de
posigao (QDR) 180".
q\i; I
9
24
/,
'/ {,5
?>a\S"
la):
=
n!-.'t 2.
a:
:CJ
_:-o
.to
( flsura o1o)
"ADF" - 10
3 - RMI - Mostrador Movel Automaticamente
- Assim como no rddio compasso, a marca de proa ou de topo do instrumento
representa o nariz da aeronave, sendo portanto correspondente d marcagSo
relativa 000o. Tragando-se uma linha imagineria entre as marcas de proa e de
cauda, teremos a representagao do eixo longitudinal da aeronave, dividindo desta
forma esse instrumento em dois lados: direito e esquerdo. Seu ponteiro indica
automatica e continuamente: a posiEdo do transmissor, o valor da marcagao
magn6tica (ODM) e o valor da linha de posigeo (QDR) (figura 011).
Note Bem:
- A figura 01'l mostra um Rl\,41 indicando ao mesmo
tempo:
a) a posiqao do transmissor d esquerda da aeronave,
b) PMg 318" (indicada sob a marca de proa do
instrumento),
c) Marcagao Magn6tica (ODM) 210" (indicada pelo
ponteiro), e
d) Linha de PosiQao Magn6tica (QDR) 030" (indicada
pela extremidade oposta do ponteiro - cauda do
ponteiro)-
(figura 011)
6o cotrl o rRANSMtssoR
I.IA PROA E NA CAUDA
- Conforme foi exposto anterior-
mente, tragando-se uma linha
imaginaria entre as marcas de
proa ou Brg 000" e de cauda ou
Brg 180" do instrumento de ADF
(redio compasso ou RMI), para
efeito de visualizagao, este inslru-
mento ficara dividido em dois
lados: esquerdo e direito (figura
O12). A interpretagao d este
instrumento faz-se conforme mos-
tram as figuras 0'13,014,0'15 e
016.
ItD0
ts0uE[00
earca ale
tt D 0
DlEttI0
Barca ae445
narca de
travis
llarc& d€ Proa
I$Arc& de Cauda
nerca det trav6s
tADF
I
II
O,:5 o
( flsLrra 01?)
alca oe
045 '
"ADF" - 11
1 - Para Aproar
1.'t - Ponteiro deslocado para o lado direito:
- Para aprcat o trans-
missor, faga curva para o
lado indicado pelo pon-
teiro (que conforme
mostra a figu ra 013,
deverS ser o direilo), ate
que ele coincida com a
marca de proa ou marca-
gao relaliva 0000-
( flgura O14 ) 
oD.o
o
o
( frgura 013 )
"t"
1.2 - Ponteiro deslocado para o lado esquerdo:
- Para aproar o transmis-
sor, faqa curva para o lado
indicado pelo ponteiro
(que conforme mostra a
figura 014, dever6 ser o
esquerdo), at6 que coin-
cida com a marca de proa '
ou marca-95o relativa
0000.
Note Bem: olo
- Conforme as figuras
acima, para aproar o
transmissor serd neces-
s6rio fazer 30 graus de curva a direita (figura 013) ou 30 graus de curva a
esquerda (figura 014). Dessa forma, nota-se que h6 uma correspond6ncia entre
o indicado pelo ponteiro do ADF e o Giro Direcional. Por conseguinle, pode-se
considorar que cada um grau de deslocamento do ponteiro do ADF
corresponderd a um grau de curva a ser observado no Glro Dlrecional,
entrelanto, este ponteiro sempre se deslocara em senlido contrario ao da curva
da aeronave-
2 - Para Afastar
2.1 - Cauda do ponteiro deslocada para o lado esquerdol
- Para se afastar do transmissor, faga curva para o lado indicado pela cauda do
I
\'
\
at
"ADF" - 12
ponleiro (que conforme
mostra a figura 015 dever6 ser
o esquerdo), at6 que esta
coincida com a marca de
proa (Brg 0000), ou entao, at6
que o ponteiro coincida com
a marca de cauda (Brg 1800).
o
o
I
o
( flgura O15 )
2.2 - Cauda do ponteiro deslocada para o
- Para se afastar do trans-
missor, faga curva para o lado
indicado pela cauda do
ponteiro (que conforme t
lado direito:
mostra a figura 016 dever6
ser o direito), at6 que esta
coincida com a marca de
proa (Brg 0000), ou entao, ate
que o ponteiro coincida com
a marca de cauda (Brg 1800).
Note Bem
- Conforme mostram as
figuras 015 e 016 acima, para
afastar do transmissor ("en-
caudar"), serd necess6rio
fazer 30 graus de curva d
esquerda (figura 015) ou 30
( flgura 016 )
graus de curva a direita (figura 016). Dessa forma, igualmente ao que acontece
com o ponteiro, nota-se que h6 uma conespondCncia entrg o indicado pela cauda
do ponteiro e o Giro Direcional. Por conseguinte, pode-se considerar que cada
um grau de deslocamento da cauda do ponteiro do ADF corresponderS a
um grau de curva a ser observado no Giro Direcional, entretanto a cauda do
ponteiro, evidentemente, assim como o ponteiro, sempre se deslocara em sentido
contrario ao da curva-
6
o
lE tro
.ADF' . 1 3
3 - V6o com o Transmissor na Proa e na Gauda ("Margarida")
- A finalidade deste exerclcio 6 a de preparar o piloto para o voo radiogoniom6trico
sem preiudicar o v6o b6sico.
3.1 - Sintonize e identifique um lransmissor qualquer.
3.2 - O ponteiro do ADF indicar6 automaticamente a posigSo do transmissor
atraves de uma Marcagao Relativa - Brg (figura 017).
o90 + o90
( fl gura O17)
3.3 - Faga curva para o lado indicado pelo ponteiro do ADF at6 este coincidir
com a marca de proa do instrumento (Brg 0000), a fim de aproar o lransmissor
(figura 018), e aguarde a passagem na vertical dotransmissor (bloqueio).
I
o95 r- + o95
(fisura 01g )
MUITA ATENgAO
- Quando a aeronave atinge a proximidade da vertical do transmissor (bloqueio)
nas grandes altitudes, entra numa Srea de confusao de sinais denominada de
Cone, onde o ponteiro do ADF torna-se inst6vel e erroneo. Essa 5rea (Cone) 6
tanto maior quanto maior for a altitude, o que provoca oscilag6es no ponteiro do
ADF. A passagem na vertical do lransmissor a baixa altitude 6 semelhante ao
que ocorre em grandes altitudes, sendo a 0nica diferenga, obviamente, o tamanho
-l 
]r..-.r-
t1
Ic
I
at
"ADF" -14
do di6metro correspondente ao referido Cone. De qualquer forma (tanto nas
grandes altitudes quanto nas baixas) o tempo para o afastamento deve ser
cronometrado a partir do momento em que o ponteiro do ADF, durante a sua
queda, passar pelas ilarcas de Trav6s do mostrador do instrumento (Brgs 090'/
27Oo).
- Quando o ponteiro do ADF se mover muito rapidamente, dificultando coincidi-lo
com a marca de proa (Brg 000') devido a conseqoente necessidade de verias
manobras de curva, isto ser6 em ruzeo de a aeronave estar muito pr6xima do
transmissor. Nesle caso, deve-se parar a curva e manter uma proa qualquer, e
somente manobrar para aprcat o transmissor depois de pelo menos um minuto,
que dever6 ser cronometrado a partir da passagem do ponteiro do ADF pelas
marcas de trav6s do instrumento.
- Para se afastar do transmissor, a manobra podera ser feita tao logo o ponteiro
do ADF perca sua movimentagao (sensibilidade).
- Estando muito pr6ximo do transmissor, qualquer pequeno desvio laleral em
relagSo ao curso desejado provocard, evidenlemente, um grande desvio na
indicagSo do ponteiro do ADF. lsto se torna simples de entender se considerarmos
o lamanho da abertura dos angulos quando pr6ximo e distante do v6rtice, que
no caso 6 o transmissor. Uma deflexio de 5 graus do ponteiro do ADF quando
a aeronave estiyer a l0 mllhas do transmissor significa que a aeronave se
afastou 1341 metros do curso desejado; enquanto que a mesma defasagem
angular de 5 graus a uma dist6ncia de I milha representa um afastamenlb
de 134 metros do curso desejado. Por conseguinle, nao se deve fazer qualquer
tentativa para "perseguir" o ponteiro do ADF quando este indicar movimentos
muito rdpidos. Em vez disso, deve-se manter uma proa constante, levando em
consideragSo a proximidade do lransmissor.
3.4 - Ap6s a passagem na verlical (bloqueio), qu6 ser6 indicada pela queda do
ponteiro do ADF, da Brg 0000 (marca de proa) para a Brg 1800 (marca de cauda),
marque o tempo para um afastamento de dols minutos (figura 019). Esta
cronometragem deve ser iniciada a partir do momento em que o ponteiro do
ADF, durante a sua queda, passar pelas marcas de trav6s (Brgs 0900/2700).
Se o ponteiro do ADF nao estabilizar coincidentemente com a Brg 180o (marcq
de cauda), manobre a aeronave de forma a faza-lo.
"ADF" - 15t
-..-2mtn
oo5
(flgura 019 )
3.5 - Depois de haver afastado dois minutos, faga curva padrio I esquerda
at6 aproar novamente o transmissor (figura 020).
oo5
o95 h...(" I
261
9,
( flgura o2o)
Notas:
- A grandeza do arco de curva da figura 020 6 de 198 graus. Esta grandeza 6
facilmenle obtida somando-se a {80 graus o resultado da seguinte f6rmula:
Onde: "36" : 6 constante, e
o tempo de afastamento.
- Duranle a execugao deste exerclcio, n5o 6 necess6rio fazer corregeo de deriva
do vento.
- As manobras previslas parc a realizagao deste exercicio, deverao ser repetidas
at6 o piloto adquirir pr6tica suficiente de tal fgrma a faz6-las sem preiudicar o
v6o bSsico.
Note Bem:
- A PMg 2570 6 correspondente a tealizageo de um arco de curva de 198' a
esquerda. Se houvesse necessidade de se determinar o valor desta PMg (MMg/
QDM), antes de se efetuar a curva, este seria facilmente encontrado da seguinte
fotma: 275" - O18o = 2570.
Onde: 275o: 6 o ieciproco de 095o, e
. 0l8o : 6 o resultado da divisao da constante 36 por 2 (minutos
correspondentes ao tempo do afastamentb).
'ADFi - 16
oBTENgAO
I - Obtengio do valor do QDM atual (marcageo magn6tica atual):
1.1 - Forma Te6rica: O valor de um QDM, quando a bordo da aeronave, e obtido
atrav6s da soma da Proa Magn6tica com a MarcagSo Relativa, ou seja, com a
aplicaqSo da seguinte f6rmula:
QDM = PMg + Brg - ou - MMg = PMg + Mr.
Onde: QDM ou MMg : Marcagio Magn6tica,PMS : Proa Magn6tica, e
Brg ou Mr : Marcagao Relativa.
Note Bem:
- As duas f6rmulas acima, nao obstante possuirem abrevialuras diferentes,
representam os mesmos conceitos.
Exemplos:
1) Qual 6 o QDM de uma aeronave voando com PMg 275'e Brg 0000 (figura
021)?
2t 5
( fl gura o21 )
'1.1) Aplicando a f6rmula: QDM = PMg + Brg
QDM=275'+000'
QDM = 275"
Note Bem:
- Evidentemente, sempre que o valor da Brg for igual a 000o, o valor do QDM
seri igual ao da PMg.
ODR,ATUAIS r::'..
IADF
Ic
I
at
"ADF" - 17
^ 1.2 - Formas PrSticas para a Obtengio do Valor do QDIiI Atual
^ - Eln princlpio, conforme foi acima exposto, determina-se o valor de um QDMquando a bordo da aeronave, somando-se o valor da Proa Magnetica com o
^ valor da MarcagSo Relativa, conforme a seguinte f6rmula: QDlil = Plrg + Brg..., No entanto, este valor tamb6m poder6 ser obtido de tr6s formas preticas
que serao apresentadas nos exemplos a seguir ao da aplicageo normal da f6rmula^ acima referida.
^ 2) Qual 6 o QDM de uma aeronave voando com PMg 030o e Brg 060o (figurao22)? I
o80
o
o
^ 2.1) Apllcando a f6rmula: QDM=PMg+BrgQDM=0300+0600
QDM = 0900
,-. 2.2) Aplicando a f6rmula de forma pretlca: Observe, conforme mostra a figura
- 023, que a Brg 0600 corresponde a 60 graus i direiti da marca de proa do- - mostrador do radio compasso; e que transportando esta diferenga para o
^ mostrador do giro direcional obt6m-se um valor correspondente a 0900, que porA sua vez conespondo ao valor do QDM que a aeronave est6 cruzando.
( flgura 022 )
%o 69
(ftgura o23)
l.
Note Bem:
- O valor do QDM 0900, que estd sendo cruzado no momenlo, foi obtido no
A tt F'
o
at
Grtto
o
'ADF" - 18
mostrador do Giro Direcional. Entretanto, embora tenha sidrj empregada a forma
pr6lica acima enfocada, o resultado obtido corresponde d soma da PMg 0300
com 0600 (sendo esle valor correspondente ao da Brg).
2,3)_Pelo emprego do "RMl de sobreposigao": Observe, conforme mostra a
figvra 024, que o ponteiro do ADF encontra-se posicionado 30 graus acima da
marca direita de lrav6s do mostrador do rddio compasso, e que sobrepondo esta
mesma posigSo no mostrador do giro direcional obt6m-se um valor correspondente
a 0900, que por sua vez corresponde ao valor do QDM que a aeronave est6
cruzando.
o
oI
o
ot
o
ot
( ftgura o24 )
Note Bem:
- O valor do QDM 090o que a aeronave este cruzando foi obtido com a
sobreposigeo do ponteiro do ADF no mostrador do giro direcional, e em refer6ncia
a uma das oito marcas de referEncias existentes nos mostradores destes
instrumentos.
2.4) Pelo emprego do "RMl manual": Com o botao HDG, ajuste o mostrador
mdvel manualmonte do radio compasso de tal forma que o valor da PMg 0300
fique coincidente com a marca de proa deste instrumento, conforme mostra a
figura 025, e obtenha desta forma na leitura direta do ponteiro o valor do QDM
0900 e na sua extremidade oposta (cauda do ponteiro) o valor do QDR 2700.
o
(flgura 025 )
Note Bem:
ATJ F
8I
o
!
GIBO
ta
3
o
8I
o
A&F GIBO O
IZ
- Quando sob a marca de proa do redio compasso estiver coincidente o valor da
PMg, obtem-se na leitura direta do ponteiro o valor do QDM
oposta o valor do QDR.
"ADF" - 19
e na sua extremidade
- Obsorve que durante o deslocamento de descida do ponteiro e de subida da
sua extrehidade oposta, serSo indicados os valores de todos os QDMS e de
todos os QDRS, respectivamente, que serSo cruzados antes de a aeronave aproar
o transmissor.
- Observe tamb6m que este ponteiro, quando deslocado pelo lado direito do
mostrador, indicare, durante sua movimentag6o de descida, um aumento
gradatlvo e contlnuo dos valores de todos os QDlls e de todos os ODRS
que scrao cruzados.
3) Qual e o QDM que estA sendo cruzado por uma aeronave voandocom PMg
33Oo e Brg 3000 (figura 026) ?
or,a (flgura 0A6)
2t o
3.1) Aplicando a f6rmula: QDM = PMg + Brgqgy=(3300+3000)-3600
QDM = 2700
3.2) Apllcando a f6rmula de forma pr{tica:_Observe conforme mostra a figura
O27, que a Brg 3000 corresponde a 60 graus d esquerda da marca de proa do
mostrador do radio compasso; e que esta diferenga transportada para o mostrador
do Giro Direcional, resulta num valor correspondente a 2700, que por sua vez 6
o val<ir correspondente ao do QDM que este sendo cruzado.
060 060
a
ADf
ata
6 r no
1,ea
\
tt.
DF
(ftgura 02? )
"ADF" - 20
Note Bem:
- O valor do QDM 2700 que estS sendo cruzado no momento, foi obtido no
mostrador do Giro Direcional. Entretanto, embora tenha sido empregada a forma
prdtica acima enfocada, o resultado obtido corresponde a diferenga existente
entre a PMg 3300 e 0600 (obserue que 060o 6 o valor conespondenle ao da Brg
3000 no lado esquerdo do instrumento).
- Observe que quando o ponteiro do ADF estiver deslocado para o lado esquerdo
do instrumento, o valor do QDM podera ser determinado:
a) tanto somando a PMg com a Brg (QDM = PMg + Brg):b) quanto subtraindo da PMg o valor angular indicado d esquerda da marca de
proa do r6dio compasso.
Nota:
- Para facilitar o entendimento do exposto em "b" acima, considere:
a) que o deslocamento do ponteiro para um determinado lado indicar6 a posigSo
do transmissor para este mesmo lado; e
b) que cada um grau indicado pelo ponteiro do ADF (Brg) corresponderd a
um grau de curya indicado pelo Giro Direcional. Verifica-se entao, conforme
mostra a figura 027, que se a aeronave fizer 60 graus de curva i esquerda aproar6
o transmissor na PMg 2700, por conseguinte 27Oo 6 o valor do QDM que est6
sendo cruzado. Portai'rto, neste caso a f6rmula poderd ser:
QDM = PMg - Valor Angular correspondente i Esquerda da marca de proa
(assim sendo, teremos entao: QDltl = 330o - 060o = 270ol.
3.3) Pelo emprego do "Rill de sobreposlgao": Observe conforme mostra a ^figura 028, que o ponteiro do ADF encontra-se posicionado 30 graus acima da
marca esquerda de traves do mostrador do R6dio Compasso, e que esta mesma ^
posigao sobreposta no mostrador do Giro Direcional resulta num valor r
correspondente a 270o, que por sua vez 6 o valor correspondente
ao do QDM que a aeronave estA cruzando.
i I
ot
o
of
( flgura O28 )
Note Bem:
- O valor do QDM 270" que a aeronave est6 cruzando, foi obtido com a
sobreposigao visual do ponteiro do ADF em relagSo ao mostrador do Giro
I
{
DF GIRO
"ADF" - 21
Direcional e em referencia a uma das oito marcas existentes nos mostradores
destes dois instrumentos.
3.4)_Pelo emprego do "RXll manual": Com o "botao HDG', aiuste o mostrador
m6vel manualmente do mostrador do radio compasso de tal forma que o valor da
PMg 030o fique coincidente com a marca de proa deste instrumento, conforme
mostra a figura 029, e obtenha desta forma, na leitura direta do ponteiro o valor
do QDM 27Oo e na sua extremidade oposta (cauda do ponteiro) o valor do QDR
0900.
(f,1gura o2g )
Note Bem:
- Quando sob a marea de proa do r6dio compasso estiver coincidenle o valor da
PMg, obtem-se na leitura direta do ponteiro o valor do QDM e na sua extremidade
oposta (cauda do ponteiro) o valor do QDR.
- Observe que durante o deslocamenlo de descida do ponteiro e de subida da
sua extremidade oposta, serao indicados os valores de todos os QDMs e de
todos os QDRS, respec,tivamente, que serao cruzados antes de a aeronave aproar
o transmissor.
- Observe lamb6m, que quando este ponteiro estiver deslocando pelo lado
esquerdo do mostrador, indicarS durante a sua movimentageo de descida
uma diminuigeo gradativa e continua dos valores de todos os QDlls e de
todos os QDRS que serao cruzados,
Observagio:
- Levando-se em conta, conforme 6 convencionado em NavegagSo A6rea, que
estando o observador no centro da Rosa dos Venlos, ter6 i sua direita rumos
maiores e i sua esquerda fumos menores; contrariamente ou inversamente,
voando para o transmissor (aDM), o observador eslare de tora para o centro,
por conseguinte, terd i sua direita QDMS menores e a sua esguerda QDMS
maiores.
tI
l3
ADF GIBO
"ADF" - 22
2 - Obtengeo do valor do QDR atual (Linha de Posigio Magn6tica atual)
2.1 - O valor de um QDR quando a bordo da aeronave, 6 obtido atrav6s do valor
inverso ao do resultado da soma da proa magn6tica com a marcageo relativa, ou
seja, com a aplicaqao da seguinte f6rmula:
QDR
LPM
QDR
PMg
Brg
= (PMg + Brg) +/- 1800 ou enffio: QDR
= (PItlS + llr ) + / - 1800 ou enteo: LPM
ou LPM : Linha de Posigao l$agn6tica;
: Proa Magn6tica; e
ou Mr : Marcagio Relativa,
QDM +/- 1800.
MMg+/-1800.Ou ainda:
Onde:
Note Bqm:
- As quatro f6rmulas acima, n5o obstante possuirem abreviaturas diferenles,
represenlam os mesmos conceitos.
Exemplos;
1) Qual 6 o QDR de uma aeronave voando com Pltlg 085o e Brg 180o (figura
030)?
o85
t
( figura o30 )
1.1)Aplicando a f6rmula: qpp = (PM9 + Brg)+/- 180o
epft = (08So + 1800) _1800
QDR = 2650 - 1800
QDR = 0850
Note Bem:
- Sempre que o valor da Brg for igual a 1800, obviamente, o valor do QDR serS
igual ao da PMg.
ol.
I
o
I
II
2) Qual 6 o QDR de uma aeronave voando no QDM 1r5o (figura 031) ?
0
IAOF
I0
Iir
" ADF" - 23
, ro
,, $
( flgura 031 )
2.1) Aplicando a t6rmula: QDR = QDM +/- 180o
QDR = l15o + 1800
QDR = 295o
3) Qual e o QDR de uma aeronave voando no QDM 255o (figura 032) ?
I5
55
( fi gura 032)
3.1) Aplicando a f6rmula: QDR = QDM +/- 180'
QDR = 2550 - 1800
QDR = 0750
2.2 -_Formas Prdtlcas para a Obtengeo do Valor do QOR Atual:
- Em principio, conforme foi acima exposto, determina-se o valor de um QDR
quando a bordo da aeronave, pelo valor inverso ao do resultado da soma da
proa magnetica com a marcagao relativa, ou seja, com a aplicageo da f6rmula:qpp = (PM9 + Brg) + / - 1800. Entretanto, esse valor tambem pod6r6 ser
obtido atrav6s de tr6s formas prSticas (semelhantemente as apresentadas
para a determinagao do valor de um QDM), que serao apresentadas nos exemplos
a seguir ao da aplicagSo da f6rmula acima referida-
4) Qual 6 o QDR de uma aeronave voando com PMg 3150 e Brg 1350 (figura
033)?
IADF
!
i
.I
J
"ADF" - 24
I
.1. (fleura 033 )
*ro{
4.1) Aplicando a f6rmula: qpp = (PMg + Brg) +/- 1800qgp = (3150 + 135o - 3600) + 1800
QDR = 2700
4.2) Aplicando a f6rmula de Forma Pr6tlca: Observe, conforme mostra a
figura 034, que a cauda do ponteiro do ADF posicionada em 3150 corresponde a
45 graus ) esquerda da marca de proa do mostrador do R6dio Compasso; e que
comparando ou transporlando esta diferenga para o mostrador do Giro Direcional
obt6m-se um valor correspondente a 2700, que por sua vez 6 o valor
correspondente ao do QDR que estd sendo cruzado.
6b{
16
? o -<-
( flgura o34 )
Note B6m:
- O valor do QDR 2700 que estd sendo cruzado no momento foi obtido no
mostrador do Giro Direcional. Entretanto, n5o obstante ter sido ompregada a
forma prStica acima enfocada, o resultado obtido coiresponde a diferenga
existente entre a PMg 3150 e 0450 (este valor de 0450 6 o indicado pela cauda do
ponleiro do ADF).
- Observe, portanto, que quando a cauda do ponteiro do ADF estiver deslocada
para o lado esquerdo do instrumento, o valor do QDR poderS ser determinado
conforme segue:
Ia
AOF
It
ADT
taa
tl
o
Glao
E
!o
5
D a
"ADF" - 25
a) tanto pelo valor inverco ao da soma da PMg com a Brg - ou seja, conforme a
f6rmula bdsica: qpp = (PM9 a Brg) +/- 1800;
b) quanto subtraindo da PMg o valor angular indicado pela cauda do ponteiro do
ADF a esquerda da marca de proa do mostrador do R6dio Compasso.
Nota:
- Para facilitar o entendimento do exposto em "b" acima, considere:
a) que a aeronave para encaudar o transmissor dever6 girar para o lado indicado
pela cauda do ponteiro do ADF; e
b) que a cada um grau indicado pela cauda do ponteiro do ADF conesponderd
a um grau de curva indicado pelo Giro Direcional. Verifica-se entao, conforme
mostra a figura 034 acima, que se a aeronave fizer 45 graus de curva i esquerda
lencaudar6" o transmissor na PMg 2700; logo, este 6 o valor do QDR que este
sendocruzado.
4.3) Pelo emprego do "RMl de sobreposigao": Observe, conforme mostra a
figura 035, que a cauda do ponteiro do ADF enconlra-se posicionada
coincidentemente com a marca de 45 graus superior do lado esquerdo do
mostrador do Rddio Compasso, e que esta mesma posigSo sobreposta no
mostrador do Giro Direcional, fornece um valor correspondente a 2700, que por
sua vez 6 o valor do QDR que a aeronave esta cruzando.
( flgura 035 )
Note Bem:
- O valor do QDR 2700 que a aeronave esta cruzando foi obtido com a
sobreposigeo mental da cauda do ponteiro do ADF no mostrador Giro Direcional
e em referCncia a uma das oito marcas existentes nos mostradores destes dois
instrumenlos.
4.4) Pelo emprego do "Rltll manual": Com o boteo HDG, ajuste o mostrador
m6vel manualmente do RSdio Compasso de tal forma que o valor da PMg 315'
fique coincidente com a marca de proa deste instrumento, conforme mostra a
figura 036, e obtenha desta forma, na leitura direta da cauda do ponteiro do ADF
o valor do QDR 270o e na sua extremidade oposta (ponteiro) o valor do QDM 0900.
ADF
F
\
glRo+
tz
{'
rf
\
!o !t
"ADF" - 26
t
(ftaura O35)
Note Bem:
- Quando sob a marca de proa do R6dio Compasso estiver coincidente o valor
da PMg, obtem-se na leitura direta da cauda do ponteiro do ADF o valor do QDR,
e na sua extremidade oposta (ponteiro) o valor do QDM.
- Observe que durante o deslocamento de subida da cauda do ponleiro e de
descida do ponteiro, serSo indicados os valores de todos os QDRs e de todos os
QDMS, respectivamente, que serao cruzados antes de a aeronave encaudar o
transmissor.
- Observe tamb6m que a cauda do ponteiro do ADF deslocando pelo lado ^
esquerdo do mostrador do instrumento indicari durante sua movimentagao ,-.
de subida um aumento gradativo e continuo dos valores de todos os QDR3 ^que serao cruzados.
I
5) Qual 6 o QDR de uma aeronave voando com PMg 0450 e Brg 2250 (figura
037) ?
"6o
o
o9c
( flgura O37 )
5.1) Aplicando a f6rmula: qpp = (PMg + Brg) +/- 180oqgP = (2250 + (Nso) - 180o
QDR = 0900
t!!0
t1s
G rno
/
/
ADF
" ADF" - 27
5.2) Aplicando a f6rmula de forma pretica: Observe, conforme mostra a figura
038, que a cauda do ponteiro do ADF posicionada em 045e corresponde a 45
graus a direita da marca de proa do mostrador do R6dio Compasso; e que esla
diferenga comparada ou transportada para o mostrador do Giro Direcional fornece
um valor correspondente a 0900, que por sua vez 6 o valor correspondente ao do
QDR que est6 sendo cruzado.
l"-. o{,'f-o 4S\
( ilgura 038)
Note Bem:
- O valor do QDR 0900 que est6 sendo cruzado no momento foi obtido no
mostrador do Giro Direcional. Entretanto, nao obstante ter sido empregada a
forma pr6tica acima enfocada, o resultado corresponde a soma da PMg 045'
com 0450 (sendo este valor indicado pela cauda do ponteiro do ADF).
- Observe, portanto, que quando a cauda do ponteiro do ADF estiver deslocada
para o lado direito do instrumento, o valor do QDR podere ser determinado
ionforme segue:
a) tanto pelo valor inverso ao da soma da PMg com a Brg (ou seja, conforme a
f6rmula bdsica: ODR = (PMS + Brg) + / - 180o); ou
b) quanto somando com a PMg o valor angular indicado pela cauda do ponteiro
do ADF ) direita da marca de proa do Radio Compasso.
Nota:
- Para facilitar o entendimento do exposto em "b" acima, considere:
a) que a aeronave para encaudar o transmissor dever6 girar para o lado indicado
pela cauda do ponteiro do ADF; e
b) que cada um grau indicado pela cauda do ponteiro do ADF correspondere
um grau de eurva indicado pelo Giro Direcional. Verifica-se entao, conforme
mostra a figura 038, que se a aeronave fizer 45 graus de curva a direita
"encaudarS" o transmissor na PMg 0900, logo, este 6 o valor do QDR que esta
sendo cruzado.
J
^"7
AI
/
o
!Z
.9
o
1
G tRo
bz
"ADF" - 28
5.3) Pelo emprego do "RMl de sobreposigio: Observe, conforme mostra a
figura 039, que a cauda do ponteiro do ADF encontra-se posicionada
coincidentemente com a marca de 45 graus superior do lado direito do mostrador
do R6dio Compasso, e que esta posigao sobreposta no mostrador do Giro
Direcional, fornece um valor correspondente a 0900, que por sua vez 6 o valor
do QDR que a aeronave est6 cruzando.
(fiAura 039)
Note Bem:
- O valor do QDR 0900 que a aeronave estS cruzando foi obtido com a
sobreposigSo mental da cauda do ponteiro do ADF no mostrador do Giro Dirbcional
e em refer6ncia a uma das oito marcas existentes nos mostradores destes dois
instrumentos.
5.4) Pelo emprego do "RMl manual": Com o botao HDG, ajuste o mostrador
m6vel manualmente do R6dio Compasso de tal forma que o valor da PMg 045'
fique coincidente com a marca de proa deste instrumento, conforme mostra a
figura 040, e obtenha desta forma, na leitura direta da cauda do ponteiro do ADF
o valor do QDR 0900 e na sua extremidade oposta (ponteiro) o valor do QDM
2700. ,
(flgura O4O)
Note Bem:
- Quando sob a marca de proa do RAdio Compasso estiver coincidente o valor
ctRo
!Z8I
J
,/
/
o
A.D
*
GIRO
"ADF" - 29
da PMg obtem-se na leitura direta da cauda do ponteiro do ADF o valor do QDR
e na sua extremidade oposta (ponteiro) o valor do QDM.
- Observe que durante o deslocamento de subida da cauda do ponteiro do ADF e
de descida do ponteiro serao indicados os valores de todos os QDRS e de todos
os QDMS, respectivamente, que serao cruzados antes de a aeronave encaudar
o transmissor-
- Observe tamb6m, que a cauda do ponteiro do AOF deslocando pelo lado
direito do instrumento indicarS, durante sua movimentagio de subida, uma
diminuigSo gradativa e continua dos valores de todos os QDRs que serao
cruzados.
Notas:
- Observe que, assim como 6 possivel sobrepor mentalmente o R6dio Compasso
(ponteiro) ao Giro Direcional para se obter o valor de um QDM que a aeronave
6stA cruzando, de forma id6ntica pode-se sobrepor mentalmente o Giro
Direcional ao Rfdio Compasso para se obter o valor da marcagio relativa
de interceptagao ou a aguardar (Brgl).
- Evidentemente a forma apresentada pa/a a aplicagSo de forma pretica da f6rmula
(tanto para QDM quanto para QDR), tamb6m 6 uma forma de "RMl de
sobreposigSo mental". E a forma de "RMl manual" tambdm 6 uma forma de
aplicagSo de forma pratica da f6rmula b6sica.
- Para transformar marcagao verdadeira (MV) em marcagao magn6tica (MMg),
ou linha de posigao verdadeira (LPV) em linha de posigao magnetica (LPM),
aplique uma das seguintes f6rmulas:
a) se a declinagSo magn6tica (DMg) for "W" (oeste):
MMg ou LPM = RV + DMg (rumo verdadeiro mais (+) a declinagSo magn6tica); e
b) se a declinagSo magn6tica (DMg) tor "E" (este):
illtlg ou LPM = RV - DM9 (rumo verdadeiro menos (-) a declinag5o magn6tica).
Note Bem:
- As duas f6rmulas acima resullam tanto em marcagSo magn6tica (MMg/aDM)
quanlo em linha de posigao magndtica (LPMiQDR) ou rumo magnotico (RMg).
Notas:
- As siglas QDM e QDR tCm origem no "C6digo Q" que 6 capitulo do MMA-
DEPV-102-01 (Abreviaturas e C6digos de TelecomunicaQ6es). por conseguinte,
a rigor eslas siglas, como tambdm todas as demais deste c6digo, neo deveriam
ser usadas em radiotelefonia, tendo-se em vista que este c6digo foi
elaborado para mehsagens de radiotelegrafia. A inconveniCncia destas siglas
em radiotelefonia prende-se e necessidade da sua descodificagao que podera
ser impraticAvel quando o interlocutor iiJnorar o seu significado; e ainda ir
,ADF" - 30
possibilidade de uma delas, como de qualquer outra sigla ou abreviatura, ser
confundida com matricula de aeronave.
- Quando a sigla "QDM" e o termo "Marcagio Magn6tica" s5o usados em
fonia, normalmenle sao expressados conforme segue: "QUE DE MIKE" e
"MAGNETICA", res pectiva m e nle,
- Eventualmente, na pretica, as expressoes "OUE DE MIKE" e 'MAGNETICA"
poderdo ser utilizadas com conceituagOes praticamente diferentes, nao obstanle
representarem o mesmo local fisico, conforme segue:
a) "QUE DE MIKE": quando a aeronave estiver aproada para o transmissor; e
b) "MAGNETICA": quando a aeronave estiver com o transmissor nas suas
laterais.
o85
- Exemplo:
A aeronave da figura 041
"estf voando no QDM 1450do NDB AFS" e "cruzando
a Magn6tica 085" do NDB
cAx".
;-
( flgura O41 ) cax
ATENQAO PARA UM ERRO COMUM:
- Ao utilizar o "RMl manual", nao reaiustar (ou "zerar") o instrumento quando
houver variagao na PMg da aeronave (quer seja esta variaQao intencional ou
desapercebida), ocasionando assim, evidentemente, leituras incorretas.
- As mudangas de QDMs lCm como finalidade coordenar as aproximagoes das
aeronaves (assim como as mudangas de QDRs coordenam os afastamentos),
em relagao a um determinado NDB com valores predeterminados, a fim de evitar
acidenles geograficos ou por conveniCncia e seguranga do tr6fego a6reo-
- Conforme foi apresentado anteriormenle, obtem-se o valor de um QDM a bordo
da aeronave com o resuttado da soma da proa magn6tica com a marcagao
relativa, ou seja, com a aplicageo da seguinte f6rmula: QDIII = PMg + Brg.
t$
.A FS f
;
"ADF. - 31
- Sao tr6s os m6todos usados para as Mudangas de QDMS. lnicialmente serS apresen-
tado um m6todo inteiramente raciocinado, que obviamente neo serS um m6todo ide-
al, uma vez que dependerd totalmente do uso da mem6ria.
I - Mudairgas de QDM pelo [U6todo Raciocinado:
"Atual Maior + 30 graus - ou - Atual Menor - 30 graus"
1.1 - Quando o QDM atual for maior que o QDM desejado, a Proa Magn6tica de
lnterceptagao ser6 obtida com o emprego da seguinte f6rmula:
PMgl = QDM atual malor + 0300.
1.2 - E quando o QDM atual for menor que o QDM desejado, a Proa Magn6tica
de lnterceptagao serd obtida com o emprego da seguinte f6rmula:
Pilgl = QDM atual menor - 0300.
Onde: Plilgl r Proa Magn6tica de lnterceptagao que a aeronave devere voar
para mudar do QDM atual para o QDM desejado;
QDM : MarcagSo Magn6tica (resultado da soma da PMg com a Brg); e
0300 : Constante (angulo padrao para o abandono do QDM atual).
: 5 --r-ri{- -.dryflmffi+
- O acima exposto resume-se conforme segue:
a) quando o QDM atual for MAIOR que o desejado a f6rmula a ser aplicada
se16:
Ptgl = QDll atual MAIOR + 0300; e
b) quando o QD atual for IIENOR que o desejado a f6rmula a ser aplicada
ser6:
PMgl = QDM atual iIENOR - 0300.
Nota:
- A constante 030o conesponde ao 6ngulo padrio de abandono do QDM atual,
o que far6, invariavelmente, com que o ponteiro do ADF se posicione, inicialmente,
huma das marcaqoes relativas (padrao) de 030" (quando o QDM atual for menor)
ou de 330" (quando o QDM atual for maior), Esta constante de 30 graus poder6
ser alterada pam valores diferentes, como seiam: 25, 35, 40,45 graus, etc..
1.3 - Voando na PMgl a aeronave interceptar6 o QDM desejado com variados
valores de Marcag6es Relativas de Interceptagao (Brgl) que 6 obtida pela
diferenga angular existente entre os valores do QDM desejado e o da PMgl, ou
seja, com a aplicagao da seguinte f6rmula: Brgl = QDU desejado - PMglOnde: Brgl: marcagao relativa de interceptagao (ou com outras palavras: 6
a marcageo relativa a aguardar para a interceptageo do QDM desejado);
"ADF' - 32
QDM desejado: marcagiio magn6tica a ser interceptada.
PMgl : proa magn6tica de interceptagao (ou com outras palavras: 6 a proa
magn6tica que a aeronave esle voando para interceptar o QDM desejado).
Nota:
- Para melhor compreender a Navegageo Radiogoniom6trica, convem analisar o
nome do instrumento utilizado: "R6dio Compasso"; e considerar que com esta
nomenclatura nao se tem uma nogao exata do seu emprego- Para entender
melhor esta radionavegag6o, considere e tenha sempre em mente o significado
do termo radiogoniometria, que 6: "medigao de angulos pelo redio". Desta
forma o entendimento deste instrumento (r6dio compasso) se tornar6 mais f6cil,
desde que se tenha sempre em mente, que a sua leitura (marcagao relativa -
Brg) corresponde a medigSo do dngulo formado entre o eixo longitudinal da
aeroanve e a linha imagin6ria (marcagSo) que a liga ao transmissor.
- Voando na PMgl, a curva para interceptar e manter o QDM deseiado deverd
ser, invariavelmenle, iniciada (antecipada) antes da obtengao da marcagao
relativa de interceptagao (Brgl), tendo-se em vista o arco que a aeronave
descreve no espago durante uma curva. Esta antecipag6o teri valores
variados e dever6 ser feita em fungao:
a) da grandeza do arco da curva para aproar o transmissor no QDM desejado; e
b) da dist3ncia a que a aeronave se encontrar para o bloqueio do transmissor.
- A quantidade de graus de curva (grandeza da curva ou arco de curva) a ser
executada pata aptoat o transmissor no QDM desejado correspondere a
quantidade de graus necess6ria para que o ponteiro do ADF coincida com a
marca de proa (Brg 000o). Com outras palavras: a grandeza desta curva serS
igual ao valor da marcagao relatlva de interceptagSo (Brgl). E a distancia
para o transmissor devere ser avaliada pelo deslocamento de descida (mais
lento ou mais repido) do ponteiro do ADF.
- Toda curva, tanto para obter a PMgl quanto para aproar o transmissor, devera
ser execulada observando-se o Giro Direclonal (desde que, evidentemente,
devidamente ajustado pela B0ssola) em cheque cruzado (verificagao cruzada)
com o Radio Compasso.
Exemplos:
1) O piloto de uma aeronave, para mudar do QDl,l 090o para o QDM 1200, gkou
para a PMgl 0600 (figura 042).
"ADF" - 33
,2o
(flguna 042 )
o$o
o90 *
Note Bem:
- O ODm atual 0900 6 menor que o QDM desejadol2o', consequentemenle a
f6rmula aplicada foi:
PMgl = QDM atual menor - 03tr
PMgl =0900-03ff
PMgl = 0600.
1.1) Voando na PI$gl 0600 a aeronave inlerceptar6 o QDit desejado l20o ao
obter a Brgl 0600, conforme o resultado da f6rmula aplicada a seguir:
Brgl = QDM desejado - PMgl
Brgl = 1200 -.0600
Brgl = 0600.
2) O piloto de uma aeronave, para mudar do QDil 090o para o QDM 0600, girou
para a P gl 120o (figura 043).
O9O 
-
(flgura O43)
,ro
cFo
Note Bem:
- O ODm atual 0900 6 maior que o QDM desejado 0600, conseq0entemente a
f6rmula aplicada foi:
Y
\
31
"ADF" - 34
PMgl
PMgl
PMgl
QDM atual maior + 0300
0900 + 0300
1200.
2.1) Voando na PMgl 120o a aeronave interceptare o QDM desejado 0600 ao
obter a Brgl 3000, conforme resultado da f6rmula aplicada a seguir:
Brgl = QDM deseiado - PMgl
Brgt = (0600 + 3600) - 1200
Brgl = 3000.
2 - Mudanqas de QDM pelo M6todo do Giro Direcional:
2.1 - Divida menlalmente o mostrador do Giro Direcional, atrav6s de uma linha
imaginSria tragada ao longo
das marcas de proa e de cauda
deste instrumento, conforme
moslra a figura 044.
2.2 - Verifique no Giro
Direcional em que lado do
seu mostrador se encontra o
valor do QDIII desejado.
2.3 - A PMgl sere obtida:
a) quando a aeronave estiver
voando ao longo de um QD}l:
com uma curva de
30 graus executada para o
lado contr6rio dquele onde se
encontrar no Giro Direcional o
valor correspondente ao do
QDM Desejado; e
b) quando a aeronave estiver
voando ao longo de um QDR:
com uma curva de 150 graus executada para o lado contr5rlo Aquele onde se
encontrar no Giro Direcionalo valor correspondente ao do QDM Deselado-
- Este metodo s6 6 aplic5vel quando a aeronave estiver com o transmissor na
proa ou na cauda.
GI RO
o ProaMallca
aarc
04
T
a
5
( fJ nura o4,i)
narca ile
0450
Lt D 0
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LA D lluntlr0
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0900
Baxca de )
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--'.-narca de\o45o
cativa
da proa
de
[arca fn
d.o rec{pro
"ADF" - 35
- O acima exposto resume-se conforme segue: Este m6todo consiste (somente
quando o transmissor estiver na proa ou na cauda), em girar a aeronave para o
lado contrario ao da localizagSo do valor do QDM desejado no mostrador do Giro
Direcional, de tal forma a posicionar o ponteiro do ADF numa das seguintes
marcaq6es relativas padrao: 0300 ou 3300.
2.4 - Voando na PMgl a aeronave interceptar6 o QDM desejado, assim como em
qualquer m6todo, com variados valores de marcag6es relativas de interceptagSo
(Brgl), que poder6 ser obtida conforme foi exposto no m6todo anterior, ou seja,
pela diferenga angular existenle entre os valores do QDM desejado e o da Proa
Magn6tica de lnterceptagSo que 6 correspondente a aplicagSo da seguinte
f6rmula:
Brgl = QDM desejado - PMgl.
Onde: Brgl : marcagSo rblativa de interceptagao (ou com outras palavras:
6 a marcagao relativa a aguardarpara a interceptagao do QDM desejado).
QDM desejado : marcagSo magn6tica a ser interceptada.
PMgl : proa magn6tica de interceptagao (ou com outras palavras 6 a proa
magn6tica que a aeronave este voando para interceptar o QDM desejado).
Exemplos:
'l) Uma aeronave voando no QDM 300o devera mudar para o QDM 330o (figura
045).
(ftsura o4s )
oo
o
Note Bem:
- O valor do QDM desejado 3300 encontra-se posicionado no lado direito do
mostrador do Giro Direcional (conforme estd assinalado na figura 045 acima)-
1-1) Consequenlemente, tendo o piloto observado que o valor correspondente
ao do QDM desejado 3300 posicionado no lado direito do mostrador do Giro
IADF
1
I
a1
J
G I RO
so
ztca
"ADF" - 36
Direcional, executou curva de 30 graus para o lado esqu'erdo, o que resultou
na Pt\rgl 270" e na Brg Padrao 0300 (figura 046).
(ftgura O46 )oo 06o
270
Joo
ooa
Yt:"T[v" girou 30 graus a esquerda (sentido anti-hordrio) e o ponteiro do l
ADF deslocou 30 graus a direita (sentido horerio), posicionando-se na Brg Padreo
030'.
1.2) Voando na PMgl 270o a aeronave interceptar6 o QDM deselado eeO" ao ]obter a Brgl 0600, conforme resultado da aplicagio da f6rmula que se segue:
Brgl = QDM desejado - 0300
Brgl = 3300 - 2700 ,-.
Brgl = 0600.
2) Uma aeronave voando no QDR 1200 dever6 mudar para o QDM 330o (figura .^
o47).
( flgura O47)
Note Bem:
- O valor do QDM desejado 3300 encontra-se posicionado no lado esquerdo do ^
mostrador do Giro Direcional (conforme este assinalado na figura 047 acima).
AOF
II
!
/
a
6, no
2
12
GIRO
oe
I
D
I
a
F
3
A
"ADF" - 37
2.'l) Consequentemente, tendo o piloto observado que o valor correspondente
ao do QDM desejado 330- posicionado no lado esquerdo do mostrador do Giro
Direcional, executou curva de 150 graus para o lado direito, o que resultou na
PMgl 2700 e Brg Padrao 0300 (figura 048).
L
(flgura 04B )
,b 06
,270 ctRo
o
l,lote Bem:
- A aeronave girou 150 graus a direita (sentido hor5rio) e o ponteiro do ADF
deslocou 150 graus no sentido anti-horerio, posicionando-se na Brg PadrSo 0300.
2.2) Yoando na PMgl 2700 a aeronave interceptard o QDM desejado 330o ao
obter a Brgl 060', obtida conforme exemplo anterior.
3 - Mudangas de QDMs pelo M6todo Priitico
3.1 - E imprescindivel ter sempre em mente (em qualquer m6todo) que o valor
de um QDM 6 obtido com o resultado da soma da leitura da Bfssola mais a
do RSdio Compasso, ou seja, com o resultado da aplicagSo da f6rmula b6sica:
QDM=PMg+Brg.
3,2 - Conforme foi exposto anteriormente no Capltulo lll, considere sempre o
mostrador do Redio Compasso dividido em dois lados: direito e esquerdo, atraves
de uma linha imaglnaria tragada ao longo das Brgs 0000 (marca de proa) e 180o
(marca de cauda) deste instrumento.
3.3 - Observe que se a aeronave mantiver uma proa constante (v6o na reta) e o
ponteiro do ADF estiver deslocado para o LADO:
a) DIREITO: veriflcar-se-e, invariavelmente, um aumento gradativo e contlnuo
nos valores de sua leitura, (ou seja, nas indicag6es das marcag6es relativas -
Brg), o que consequentemente resultare num aumento de igual forma gradativo
e continuo nos valores dos QDMs que serao cruzados, conforme mostra a
figura 049, tendo-se em vista que o valor de um QDM 6 obtido pelo resultado
da soma da PMg com a Brg {QDItl = PMg + Brg).
^r/
/
It
AOF
F
tt
,
"ADF" - 38
( rlaura c49 )
'vo
3R0 O5O
.loo
090
Note Bem:
- O sentido do deslocamento do ponteiro do ADF ser6 (6) para baixo, o que
aumentar5 dessa forma os valores das Brgs, o que produzir6,
consequentemente, tamb6m um aumento nos valores dos QDItls cruzados.
b) ESQUERDO: verificar-se-4, invariavelmente, uma diminuigao gradativa e
continua nos valores de sua leitura, (ou seja, nas indicag6es das marcag6es
relativas - Brg), o que consequentemente resultar5 numa diminuigio de igual
forma gradativa e continua nos valores dos QDMs que sereo cruzados,
conforme mostra a figura 050, tendo-se em vista que o valor de um QDM ri
obtido pelo resultado da soma da PMg com a Brg (QDM = PMg + Brg).
( ftgura o5o)
C')o
BAC
050
B[c ]20 260
?0
I
o8
t
-oo
Note Bem:
- O sentido do deslocamento do ponteiro do ADF sera .(e) para baixo, o quediminuirA dessa forma os valores das Brgs, o que produzir6,
consequentemente, tambdm uma diminuigao nos valores dos QDMS cruzados.
3.4 - Resumindo:a) Quando o QDM desejado for maior que o atuai, precisar-se-dr posicionar o
ponteiro do ADF no lado direito do instrumento e preferencialmente na "Brg
Padr5o 0300"; e
BRC O
3Re 0lo
040
olo
ADF
al
A
"ADF" - 39
b) Quando o QDM desejado for menor que o atual, precisar-se-d posicionar o
ponteiro do ADF no lado esquerdo do instrumento e preferencialmente na "Brg
Padrio 330'".
3,5 - Voando na PMgl (obtida de forma direta conforme o emprego dos itens "a"
ou "b" acima), a aeronave interceptarA o QDM desejado, (assim como em qualquer
m6todo), com variados valores de marcag6es relativas de interceptag6es (Brgl),
que s6o obtidas, conforme foi exposto anteriormente, peia diferonga angular
existente entre os valores do QDM desejado e o da Proa Magn6tica de
lnterceptageo (PMgl), ou seja, com a aplicagSo da seguinte f6rmula:
Brgl = QDM deseiado - Pliig!.
Onde: Brgl: marcagSo relativa de interceptagao (ou com outras palavras:
6 a marcag1o relativa a aguardar para a interceptageo do QDM desejado);
QDM desejado: marcagao magn6tica a ser interceptada; e
PMgl: proa magn6tica de interceptageo (ou com outras palavras:6 a proa
magn6tica que a aeronave est6 voando para interceptar o QDM dese.iado.
Notas:
I - Este M6todo PrStico de Uudanga de QDI,, por ser interpretativo torna-se
ideal, levando-se em conla que para m6todos decorados poder6, eventualmente,
ocorrer falha de mem6ria.
2 - Pa.a Facilitar, a Brgl (marcageo relativa de interceptagao), tamb6m poderS
ser obtida com o emprego de tr6s outras formas diferentes que sao enfocadas
nos exemplos a seguir com a aplicagSo deste M6todo Pr6tico de Mudangas de
QDMs.
3 - Conv6m levar em consideragSo: se, por um ligeiro momento que seja, houver
dificuldade na interpretagao da tend6ncia do deslocamento do ponteiro do ADF
por ocasieo de um v6o na reta, interprete-o de forma aleg6rica: "como se ele
fosse pesado", dal, por conseguinte, a sua tendencia ou movimento de
deslocamento ser para baixo.
Exemplos:
1) O piloto de uma aeronave, para mudar do QD 09(P para o QDll 120o, girou
de tal forma a posicionar o ponteiro do ADF na Brg Padrio 030" (figura 051).
I
,2o (ftgura Os1)
o,s
ocq
"ADF' - 40
Note Bem:
- Para obter a Brg Padrao 0300 o piloto girou a aeronave i esquerda para a
PMgl 0600.
- O motivo de a curva ter sido feita de tal forma a posicionar o ponteiro do ADF
na Brg PadrSo 0300, foi o fato de o QDM desejado 1200 ser maior do que o
QDM atual 0900- Desta forma, verifique que com o ponteiro do ADF deslocado
para o lado direito do instrumento haver6 um aumento gradativo e continuo
nos valores das Brgs a medida que a aeronave progredlr na rota, o que
ocasionar6, de lgual forma, um aumento gradalivo e continuo nos valores
dos QDMS que serSo cruzados.
1.1) Voando na PMgl 0600 a aeronave interceptar6 o QDM desejado 120o ao
obter a Brgl 060o, determinada atrav6s de qualquer uma das quatro formas
diferentes que se seguem:
1.1.1) Aplicando a f6mula: BrgI = QDM desejado - P gl
l=1200-0600
I = 0600.
'l .1 .2) Aplicando a f6rmula de Forma Pratica: Observe no Giro Direcional,
conforme mostra a figura 052, que a diferenga angular existente enlre a PMgl
060o e o valor do QDM desejado 1200 (ou vice-versa), 6 de 60 graus i direita; e
que esta diferenga transportada ou comparada com o mostrador do Redio
Compasso resulta no valor de 060' que por sua vez 6 o valor correspondente
ao da Brgl.
lf"-,60
Brg
Brg
ou,
(algura 052 )
1 .1 .3) Aplicando o "RMl de Sobreposigao": Observe no Giro Direcional,
conforme mostra a figura 053, que o valor correspondente ao do QDM deseiado
1200 encontra-se posicionado 30 graus acima da marca de 90 graus da direita
deste instrumento, e que esta mesma posigeo sobreposta no mostrador do Redio
Compasso, resulta numvalor correspondente a 0600, que por sua vez 6 o
valor correspondente ao da Brgl,
^r/
/
lla
GIRO
tz
I
o
o
t
"ADF" - 41
o-t
( flgura oss )
Note Bem:
- Conforme mostra a figura 053 acima, ao sobrepor mentalmente o valor do QDM
desejado (observado no moslrador do Giro Direcional), ao mostrador do R6dio
Compasso, obt6m-se o valor da tsrgl. Por outro lado, de forma contr6ria, conforme
foi apresentado anteriormente, a sobreposiqeo mental da posigSo do ponteiro do
ADF no mostrador do Giro Direcional resultar6 em marcagao magnetica
('magn6tica' ou QDM).
1.1.4) Aplicando o "RMl Manual": Com o botao HDG, aiuste o mostrador
m6vel manualmente do Redio Compasso de tal forma que o valor da PMgl
0600 flque coincldente com a marca de proa deste instrumento, conforme
mostra a figura 054. O QDil deseiado serS interceptado quando o ponteiro
do ADF coincidir com o seu valor, ou seja: quando colncidir com 120o.
Note Bem: ' 
(tisura o54)
- Conforme mostra a figura 054 acima, o valor da PMgl 0600 esta coincldente
com a marca de proa do mostrador do Radio Compasso.
- O ponteiro do ADF estd indicando 0900, ou seja, est6 indicando o valor do QDM
que este sendo cr'uzado no momento da leitura; e indicard durante o seu
deslocamento de descida todos os QDMs que serao cruzados antes de a aeronave
aproar o transmissor.
^r/
/
/
,.
at
GIRO
I
ba
?
GIRO
g
tz
o
"ADF" - 42
2) O piloto de uma aeronave, para mudar do QDt l)90o para o QDii 0600, girou
a direita de tal forma a posicionar o ponteiro do ADF na Brg Padrio 330o (figura
055).
o30
o5o (figura 055 )
Note Bem:
- Para obter a Brg Padrao 3300 a aeronave girou e direita para a PMgl 1200.
- O motivo de a curva ter sido feita de tal forma a posicionar o ponteiro do ADF
na Brg Padrio 330o, foi o fato de o QDltl desejado 060o ser menor do que o
QDM atual 0900. Desta forma, verifique que com o ponteiro do ADF deslocado
para o lado esquerdo do instrumento, haverA uma dimlnulgao gradativa e
conlfnua nos valores das Brgs i medida Que a aeronave progredlr na rota,
o que ocasionar6, de igual forma, uma diminuigao gradativa e contlnua nos
valores dos QDMs que serSo cruzados,
2.1) Voando na PMgl l20o a aeronave interceptarA o QDM desejado 0600 ao
obter a Brgl 3000, determinada atraves de qualquer uma das quatro formas
diferentes conforme seguem:
2-1.'l) Aplicando a f6rmula: Brgl = QDM deseiado - PMgl
Brgl = (0600 + 360o) - l20o
Brgl =. 3000.
2.1.2) Aplicando a f6rmula de Forma Pr6tica:. Observe no moslrador do Giro ^Direcional, conforme mostra a figura 056, que a diferenga angular existente ^entre a PMgl 1200 e o valor do QDM deserado 060" (ou vice-versa), 6 do 60
graus i esquerda e quo esta diferenga transportada ou comparada com o ^
mostrador do RSdio Compasso re-sulta no valor de 300", que por sua vez 6 o ,^.
valor correspondente ao da Brgl.
Y
\
ct
o60
"ADF" - 43
( f i g'.,1- 6 115 01
I
2.1.3) Aplicando o "Rlrll de Sobreposigeo": Observe no Giro Direcional,
conforme mostra a figura 057, que o valor correspondente ao do QDM desejado
0600 encontra-se posicionado 30 graus acima da marca de 90 graus da
osquerda deste instrumento, e que esta mesma posiqao sobreposta no
mostrador do Rddio Compasso resulta num valor correspondente a 3000, que
por sua vez 6 o valor correspondente ao da Brgl,
o
-_t-
( figura 057 )
ilote Bem:
- Conforme mostra a figura 057 acima, a sobreposigao mental do valor do QDM
desejado (observado no mostrador do Giro Direcional) ao mostrador do RSdio
Compasso, resulta no valor da Brgl. Por outro lado, de forma contr6ria, conforme
foi apresentado anteriormente, a sobreposigao mental da posigSo do ponteiro do
ADF no mostrador do Giro Direcional resulta em marcagao magnetica ("magn6tica"
ou QDM).
2.1.4) Aplicando o "Rlrll Manual": Com o botao HDG, ajuste o mostrador
m6vel manualmente do r6dio compasso de tal forma que o valor da Pllgl 1200
12
oc
GIRO
.,t
at
\ b
\
\
DT
lz
GIRO
I
ot
l t
"ADF" - 44
fique coincidente com a marca de proa deste inslrumento, conforme mostra a
figura 058. O QDM desejado ser5 interceptado quando o ponteiro do ADF
coincidir com o seu valor, ou seja: quando coincidir com 060o.
( flgura o58 )
Note Bem:
- Conforme mostra a figura 058 acima, o valor da PMgl 120o este coincidente
com a marca de proa do mostrador do R6dio Compasso.
- O ponteiro do ADF esta indicando 090", ou seja, ost6 indicando o valor do QDM
que est6 sendo cruzado no momento da leitura: e indicard, durante o seu
deslocamento de descida, todos os QDMs que ser6o cruzados antes de a
aeronave aproar o transmissor.
Observag5o:
- Conv6m ressaltar que em qualquer uma das formas apresentadas para a
determinagao tanto do valor de um QDM quanto de uma Brgl, obviamente, a
f6rmula b5sica (ODM = PMg + Brg) 6 sempre aplicada. Entenda, por
conseguinte, que no uso do "RMl Manual" ou no de "Sobreposigao Mental",
este f6rmula 6 aplicada de forma pr6tica, assim como o 6 automaticamente no
instrumento de "RMl"-
ii,i@.+ffiJ.'''?qttE
- Nao 6 necessdrio primeiro aproar o transmissor para s6 ent6o poder gir€r para
a PMgl. Ap6s considerar os valores dos ODMS atual e deseiado deve-se girar
direto, preferencialmente pelo menor arco, para o posicionamento do ponteiro
do ADF numa das "Brgs Padrao 0300 ou 3300" obtendo-se facilmente desta
forma a Plrgl.
Exemplos:
1) Uma aeronave voando com PHg 24e e Brg 030o deveni mudar para o QDII
3300 (figura 059).
\"
o
\
f oe
L?
GIBO
t2
o
of
'ADF" - 45
210
Note Bem:
- Somando-se a PMg 240o
com a Brg 0300 obtem-se o
QDM atual 2700.
( fiBura o59)
D,
o- Por conseguinte, o QDil
desejado 3300 6 maior que o QDM atual 2700.
1.1) Sendo o QDll desejado 3300 malor, conforme foi anteriormente exposto,
faz-se necess6rio posicionar o ponteiro do ADF no lado direito do mostrador do
r6dio compasso, ou seja, inicialmente na Brg Padreo 0300 (marcagao relativa
padreo de 030o), a fim de que durante o seu deslocamonto de descida haja um
aumento nas indicag6es dos seus valores, Observe conforme mostra a figura
059 acima, que nao h6 curva a fazer, pois que coincidentemente o ponteiro do
ADF j5 se encontra poslcionado nesta referencia padreo; assim sendo, a atual
PMg 240' corresponde i PMgl necessSria para a execugao desta mudanga de
ODM.
1.2) Voando na
PMgl 2400 a aero-
nave interceptare o
QDft desejado
3300 . ao obter a
Brgl 0900, determi-
nada atrav6s de
qualquer uma das
quatro formas di-
ferentes apresen-
tadas e exemplificad
riormente para es
lidade.
2l Uma aeronave voando
com Plrg 3300 e Brg 3300
deverd mudar para o QDM 2400 (figura 060).
2\o
( fl su.a 060)
as ant6-
ta fin a-
^r/
/
0
t1
AOF
ll
Joo
"ADF" - 46
Note Bem:
- Somando a PMg 330'com a Brg 3300 (ou subtraindo-se da PMg 330o os 30
graus indicados a esquerda da marca.de proa do Rddio Compasso - angulo
complementar) obt6m-se o QDM atual 3000,
- Por conseguinte o QDM desejado 240o 6 menor que o ODM atual 3000.
2.1) Sendo o QDM desejado 2400 menor, conforme foi anteriormente exposto,
faz-se necess6rio posicionar o ponteiro do ADF no lado esquerdo do mostrador
do R5dio Compasso, ou seja, inicialmente na Brg Padrao 3300 (marcagao relativa
padreo de 3300), a fim de que durante o seu deslocamento de descida haja uma
diminuigSo nas indicag6es dos seus valores. Observe, conforme mostra a
figura 060 acima, que nao h6 curva a tazer, pois que coincidentemente o
ponteiro do ADF ja se encontra posicionado nesta referencia padrao; assim
sendo, a atual PMg 3300 corresponde a PMgl necessdria para a execugSo desta
mudanga de QDM.
2.2) Voando na PMgl 330o a aeronave inlerceptar6 o QDM desejado 2400 ao
obter a Brgl 2700, determinada atrav6s de qualquer uma das quatro formas
diferentes apresentadas e exemplificadas anteriormente para esta finalidade.
3) Uma aeronave voando com Pltlg 060o e Brg 2700 deveri mudar para o
QDM 2700 (figura 061).
?70
(ligura 061l
Note Bem:
- Somando-se a PMg 060' com a Brg 270' obt6m-se o QDM atual 3300.
Por conseguinte o QDM deseiado 27Oo 6 mcnor que o QDM atual 330o
oto
3.1) Sendo o QDM desejado 2700 menor, conforme foi anteriormente exposto,^
faz-se necessSrio posicionar o ponteiro do ADF no lado esquerdo do mostrador ^do Redio Compasso, ou seja, inicialmente na Brg Padteo 330' (marcageo relativa
padrao de 3300), a fim de que durante o seu deslocamento de descida haja uma ^
.ts-
ADF
.ADF' - 47
diminuigao nas indicag6es dos seus valores.
Observe conforme mostra a figura 061 acima, que o ponteiro do ADF j6 se
encontra deslocado para o lado esquerdo do RSdio Compasso. Entretanto
observe tamb6m:
a) que a Btg 2700 (marcagSo relativa de 2700) nio corresponde i padrio, que
nesta mudanga, em vista do QDM desejado se, MENOR, dever6 ser a Brg
Padrio 330'; e
b) que se a aoronave mantiver a atual PMg 0600, interceptar6 o QDM desejado
2700, mas com o inconveniente de faz6Jo longe demais do lransmissor (isto em
vista de que, evidentemente, sempre que a aeronave ficar com o transmissor
posicionado al6m do seu trav6s, estar6 dele se afastando), aumentando assim a
sua dist incia. Consequentemente a aeronave fez 60 graus de curva i esquerda
a fim de obter a Brg Padrio 330o, o que resultou na PMgl 000o (figura 062).
274
{rlgura 062 )
Io
Note Bem:
- Conforme a figura 062 acima, a aeronave fez 50 graus de curva i esquerda
(sentido anti-hor6rio) e o pontelro do ADF deslocou 60 graus no sentido
horerio (a direita).
3.2) Voando na PMgl 0000 a aeronave interceptare o QDM desejado 270" ao
obter a Brgl 2700, que foi facilmento obtida, pois sempre que a PMg for 0000
(norte) o valor da Brg, evidentemente, ser6 igual ao do QDIrl.
4) Uma aeronave voando com Png 2700 e Brg 1200 deverS mudar para o QDU
0900 (figura 063).
Y
\
II
o
"ADF" - 48
o90
(flgura 063 )
zto -
a""Note Bem:
- Somando-se a PMg 2700 com a Brg 1200 obt6m-se o QDM atual 030o.
- Por conseguinte o QDM desejado 090'6 malor que o QDM atual 0300.
4.1) Sendo o QDM desejado 0900 maior, conforme foi exposto anleriormente,
faz-se necess6rio posicionar o ponteiro do ADF no lado direito do mostrador do
R6dio Compasso, ou seja, inicialmente na Brg Padrao 0300 (marcageo relativa
padrao de 030o), a fim de que durante o seu deslocamento de descida haja um
aumento nas indicag6es dos seus valores. Observe, por conseguinte,
conforme mostra a figura 063 acima, que o ponteiro do ADF jri se encontra
deslocado para o lado direito do R6dio Compasso. Entretanto observe tamb6m:
a) que a Brg 1200 n5o corresponde i Padrio, que nesta mudanga dever6 ser,
conforme acima, a Brg PadrSo 0300; e
b) que nio obstante o ponteiro do ADF encontrar-se deslocado para o lado
direito do R6dio Compasso, a aeronave nao lograr6 o 6xito na inlerceptagao do
QDM deseiado caso mantenha a atual PMg 27Oo, em ylsta de encontrar-se
voando em rumo paralelo reciproco (inverso) ao valor do rumo do QDM
desejado 0900. Consequentemenle, a aeronave fez 90 graus de curva A direita a
fim de obter a Brg Padrio 030o, o que resultou na PMgl 0000 (figura 064).
o90
oI
ADT
^r/
/
F
a
"io
(flAura ()64)
"ADF" - 49
Note Bem:
- Conforme mostra a figura 064 acima, a aeronave fez 90 graus de curva a
dlreita (sentido horSrio) e o ponteiro do ADF deslocou 90 graus no sentido
antl-ho16rio (i esquerda).
4.2) Voando na PMgl 0000 a aeronave interceptara o QDl, desejado 0900 ao
obter a Brgl 090o, que foi facilmente obtida , pois sempre que a PMg for 0000
(norte), o valor da Brg, evidentemente, ser6 igual ao do QDM. (Note Bem: O
valor de um QDM serii igual ao valor da Brg sempre que a PMg seja Norte,
tendo-se em vista que o valor desta proa 6 igual a 0000.)
5) Uma aeronave voando com PMg 090o e Brg 3300 devere mudar para o QDli
0900 (fiqura 065).
( figura 065 )
o90
-.r 
oBO
06o
Note Bem:
- Somando.se a PMg 0900 com a Brg 3300 (ou subtraindo-se da PMg 0900 os 30
graus indicados i esquerda da marca de proa do Redio Compasso), obt6m-se o
QDM atual 0600.
- Por conseguinte, o QDM desejado 090'6 maior que o QDM atual 0600
- Nao obstante o ponteiro do ADF indlcar uma das previstas Brgs Padrao de
0300 ou de 3300, nao se deixe enganar com esta indicageo. Conforme tem sido
apresentado, estando o ponteiro do ADF deslocado para o lado esquerdo do
mostrador do Rddio Compasso, a medida que a aeronave progredir na rota,
haverd uma diminuigao gradativa e continua nos valores das marcag6es
relativas (Brgs) que consequentemente, correspondera tamb6m com uma
diminuigao gradativa e contlnua nos valores dos QDMS gue serao cruzados
antes de a aeronave aproar o transmissor.
5.1) Sendo o QDIII desejado 0900 maior, conforme foi anteriormente exposto,
"ADF" - 50
faz-se necessdrio posicionar o ponteiro do ADF no lado direito do mostrador do
Rddio Compasso, ou seja, inicialmente na Brg PadrSo 0300 (marcageo relativa
padrao de 0300), a fim de que durante o seu deslocamento de descida haja um
aumento nas indicag6es de seus valores (Brgs). Observe, por conseguinte,
conforme mostra a tigura 066, que a aeronave fez 60 graus de curva i esquerda
(sentido anti-hor5rio), ou seja, girou para a PMgl 030o; e que o ponteiro do
ADF deslocou 60 graus no sentido horArio.
ogo
(flgura 066 )
5.2) Voando na PMgl 0300 a aeronave interceptar6 o QDM desejado 0900 ao
obter a Brgl 060o, determinada atrav6s de qualquer uma das quatro formas
diferentes apresentadas e exemplificadas anteriormente para esta finalidade.
6) Uma aeronave voando com Pilg 2400 e Brg 030o deverd mudar para o
QDM 2400 (figura 067).
ao
o
o'
oFo
n
( ligura 067 )
27 0
Note Bem:
- Somando-se a PMg 240'com a Brg 0300 obt6m-se o QDM atual 2700.
- Por conseguinte, o QDM deseJado 2400 6 menor que o QDM atual 2700.
o
o
ot+
^r/
/
tt
.I
6.1) Sendo o QDM desejado 2400 menor, conforme foi anteriormenle exposto,
"ADF" - 51
faz-se necess5rio posicionar o ponteiro do ADF no lado esquerdo do mostrador
do R5dio Compasso, ou seja: inicialmente na Brg Padreo 3300 ( marcageo relaliva
padrao de 330o), a fim de que durante o seu deslocamento de descida haia uma
diminuigao nas indicag6es dos seus valores (Brgs). Observe, conforme mostra
a figura 068, que a aeronave fez 60 graus de curva i direita (sentido horario),
ou seja: girou para a PMgl 3000 e que o ponteiro do ADF deslocou 60 graus
no sentido anti-hordrio.
1O
(ftgure O68 )
I
oo
70
6.2) Voando na PMgl 330o a aeronave interceptard o QDM desejado 240" ao
obter a Brgl 3000, determinada atrav6s de qualquer uma das quatro formas
diferentes apresentadas e exemplificadas anteriormenle para esta finalidade.
7) Uma a€ronave voando no QDR 270o deveri regressar ao ttansmissor no
QDrtl l20o (figura 069).
,?o
(flsura 069 )
2to
Note Bem:
- Subtraindo-se 180 graus do QDR 270' obt6m-se o QDM atual 0900.
- Por conseguinte, o QDM desejado l20o 6 maior que o QDM atual 0900.
DT
tt
\
o
\
ul,
I
0
I
a
"ADF" - 52
7.1) Sendo o QDM desejado 120o maior, conforme foi anteriormente exposto,
faz-se necess5rio posicionar o ponleiro do ADF no lado direito do mostrador do
RSdio Compasso, ou seja: inicialmente na Brg PadrSo 0300 (marcaq6o relativa
padreo de 0300), a fim de que durante o seu deslocamento de descida haja um
aumento nas indicagSes dos seus valores (Brgs). Observe, conforrne mostra a
figura 070, que a aeronave fez 150 graus de curva a direita (sentido hor6rio),
ou seja: girou para a PMgl 0600 e que o ponteiro do ADF deslocou 150 graus
no sentido anti-horerio.
I
,?,
( f18ura o7O)
ooo
o90
Note Bem:
- Caso a aeronave tivesse girado pelo seu lado esquerdo, teria havido apenas o
inconveniente de t6-lo feito pelo maior arco de curva, desde que, evidentemente,
posicionasse corretamente o ponteiro do ADF na Brg Padrio 0300.
7.2) Voando na PMgl 0600 a aeronave interceptar6 o QDM desejado 120o ao
obter a Brgl 0600, determinada alravds de qualquer uma das quatro formas
diferentes apresentadas e exemplificadas para esta finalidade.
4 - Mudangas de QDMs com Diferengas Angulares IiAIORES que g0 graus
- SerSo apresentados dois m6todos para as mudangas de QDMs com diferengas
angulares maiores que 90 graus, conforme seguem:
4.1 - M6todo Pritico
4,1,1 - lnicialmente, sem levar em consideraceo se a diferenga angular 6 maior
ou menor que 90 graus, gire para a PMgl conforme foiexposto anteriormente, ou
seja:
a) se o QDII, desejado for maior que o atual: gire de tal forma a obter a Brg
Padreo 0300, ou
b) se o QDM desejado for menor que o atual: gire de tal forma a obter a Brg
PadrSo 3300.
4.1.2 - Yoando na PMgl, a mudanga ser6 maior que 90 graus se a Brgl
encontrada estiver posicionada abaixo das Brgs Limites l20o ou 2400.
"ADF" - 53
Note Bem:
- Nas mudangas de QDMs em geral, uma diferenga angular maior que 90 graus
existente entre o atual e o desejado, sere facilmente verificada quando os valores
das Brgls estiverem posicionadas abaixo das Brgs Limites de 1200 (figura 071),
ou de 240o (figura 072), tendo-se em vista que a diferenga existente entre estas
Brgs (Limites) e as Brgs PadrSo (0300 ou 3300) ser de g0 graus.
33or are PATRXo ('igu!'€ o72)
8
{
\
240i Brg
LIMI,E Dg
1or (o90)
Padrao (O3Oo ou 330'), e a Brgl encontrada e
4,1.3 - Neste caso (ou seja, quando as Brgls estiverem abalxo das Brgs Limites
120o ou 240"), determina-se uma Brgl intermedi6ria, conforme segue: soma-
se algebricamente com a Brg Padrao 0300 ou 3300 a metade da diferenga
exlstente entre os QDi,s Atual e Desejado. Essa diferenga serA facilmente
determinada no mostrador do R6dio Compasso
al6m das Brgs Limites (120o ou 240').
4.1.4 - Ao obter a Brg intermediaria, gire para
o lado do ponteiro do ADF at6 obter novamente
a Brg Padrao 0300 ou 3300.
4.'t,5 - Teoricamente a Brgl Final necessAria
para aproar o transmissor
no QDM Desejado sera
lgual a Brg lntermedii- erla, entretanto, no v6o 3
real esta poderA ser
diferente.
40
I
Exemplos:1) O piloto de uma
aeronave, para mudar do
QDM 060' para o QDM
(f1g\fa 071) ogoi Brs pADRlo
AOF
a
o
ior (cao)
120: B.g
LIUITE &a
ADF
at
,t
,t
OF
G,BO
ta
x
oEP
(flgura o73 ) 170
"ADF" - 54
1700, girou de tal forma a posicionar o ponteiro do ADF na Brg PadrSo 0300
(figura 073).
Note Bem:
- Sem a preocupagao de determinar a diferenga angular existenle entre os QDMs
atual e desejado, o piloto girou a aeronave de tal forma a posicionar o ponteiro
do ADF na Brg Padrio 0300, em vista de o valor do QDM desejado 1700 ser
maior que o valor do QDM atual 060o, o que resultou na PMgl 0300.
- Verifique (conforme foi exposto anteriormente) que com o ponteiro do ADF
deslocado para o lado direito do instrumenlo, haverS um aumento gradativo e
continuo nos valores das Brgs i medida que a aeronave progredir na rota,
consequentemente, corresponder5 a um aumento de igual forma gradativo e
continuo nos valores dos QDMS que serao cruzados antes de a aeronave
aproar o transmissor.
1.'l) Voando na PMgl 030o a aeronave interceplar6 o QDil desejado 170o com
a Brgl 140o. Observe, portanto, que esta Brgl 1400 posicionando-se abaixo
da Brg Limite l20o (conforme mostra a figura 074), indica que esta mudanga 6
maior que 90 graus, devendo, consequentemente, ser feita em duas etapas.
(ftgura O74 )
o o
I
H
H
o
p
l-r
o
170
Note Bem:
- A Brgl 140o posiciona-se abaixo da Brg Limite 120'.
1.2) O piloto manleve a PMgl 0300 at6 a Brg lntermediaria 0850, ou seja: meio
caminho existente indicado entre as Brgs 03Oo e 1400 (tigura 075).
ao
AOF
3t
G I RO
I
"ADF'- 55
s
%
^oo,
(flgura o75)
Note Bem:
- Conforme mostra a figura 075 acima, a Brg lntermediarla 0850 foi facilmente
obtida no mostrador do redio compasso pela verificageo da metade da diferenga
existente 6ntre 0300 (Brg Padreo) e 140o (Brg inicialmento determinada).
1.3) Ao obter a Brg lntermediaria 0850 girou para o lado do ponteiro do ADF
(direito), a fim de posicionar, novamente, este ponleiro na Brg Padrao 0300, o
que resultou na nova PMgl 0850 (figura 076).
(flgura 076)
""L
I
*
o6o
,ra
oa5
.--*
AOF
GIRO
I
E
AOf
Gteo
dP
t
'ADF" - 56
Note Bem:
- O piloto fez 55 graus de curva i direita (sentido hor5rio), e o ponteiro do
ADF deslocou 55 graus no sentido anti-horerio.
- A Brg lntermedi6ria 0850 corresponde ao QDM lntermedi5rio ll50.
- A interceptagao do QDM desejado 1700 sera com a Brgl 0850, que 6 o mesmo
valor da Brg lntermediSria que indicou o cruzamento do QDM lntermedi5rio
1150 (figura 077).
170
( ftgura 07? )
2) O piloto de uma aerohave, para mudar do QDi, 3300 pam o QDlt 2300, girou de tal
forma a posicionar o ponteiro do ADF na Brg Pad6o 330' (figura 078).
rr9
( flsu.a o78 )
2
*
coo
o
t%
APF
at
olBo
AoF
EI BO
"ADF" - 57
Note Bem:
- Sem a preocupagao de determinar a diferenga angular existente entre os QDMS,
o piloto girou a aeronave de tal forma a posicionar o ponteiro do ADF na Brg
Padr6o 330o, em vista de o valor do QDIS deseiado 2300 ser menor que o valor
do QDM atual 330o, o que resultou na PMgl 000o (norte).
- Verifique (conforme foi exposto anteriormente), que com o ponleiro do ADF
deslocado para o lado esquerdo do instrumento haverS uma diminuiqio
gradativa e continua nos valores das Brgs d medida que a aeronave progredir
na rota, o que, consequentemente, corresponderS a uma diminuigSo, de igual
forma, gradativa e continua nos valores dos QDils que serao cruzados antes
de a aeronave aproar o transmissor.
2.1) Voando na Plrgl 0000 a aeronave interceptar5 o QDIII desejado 230o com
a Brgl 230o. (Note Bem: Sempre que a PMg for 0000 (norte), a Brg conesponderS,
evidentemente, com o valor do aDM.) Por conseguinte, observe que esta Brgl
2300, posicionando-se abaixo da Brg Limite 2400, (conforme mostra a figura
079), determlna que esta mudanga 6 maior que 90 graus, devendo,
consequentemente, ser feita em duas etapas,
(figura O79 )
2.2) O piloto manteve a PMgl 0000 at6 a Brg lntermediSria 2800, ou seja: meio
caminho exislente indicado entre as Brgs 3300 e 23o'(figura 080).
t
o
o:
r'.io
\
ADF
I
GIBO
ao
,t
'ADF" - 58
,f
ato
(ftgura o80)
Note Bem:
- Conforme mostra a figura 080 acima, a Brg lntermedi6ria 2800 foi facilmente
obtida no mostrador do Rddio Compasso pela verificagSo da metade da
diferenga existente enlre 330o (Brg PadrSo) e 230o (Brg inicialmente
determinada).
2.3) Ao obter a Brg lntermediSria 2800, o piloto girou para o lado do ponteiro do
ADF (esquerdo) a fim de posicionar, novamente, o ponteiro do ADF na Brg Padrio
3300, o que resultou na nova PMgl 3100 (figura 081).
CP
:!o
ooo
t
tto
oh
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ADF
orno
AOF
GIRO
(fisura08l)
"ADF' - 59
Note Bem:
- O piloto fez 50 graus de curva i esquerda (sentido anti-hor6rio), e o ponteiro
do ADF deslocou 50 graus no sentido horSrio.
- A Brg lntermedi6ria 280- corresponde ao QD lntermedierio 280-.
- A interceptagao do QDM desejado 2300 ser6 com a Brgl 2800, que 6 o mesmo
valor da Brg lntermediSria (figura 082).
II
(frgura o82 )
a
- Conv6m considerar que, quando a Brgl for determinada abaixo de qualquer
uma das marcas de trav6s do RSdio Compasso, observa-se que at6 que o seu
ponteiro atinja qualquer uma destas marcas, evidentemente, a aeronave estar6
se aproximando, cada vez mais, da lateral (trav6s) do transmissor. E que
ap6s a passagem pelo trav6s do transmissor, neste caso, de forma inversa, a
aeronave estarS cada vez mais se afastando do transmissor- Por conseguinte,
se o motivo que determinou uma mudanga de QDM nesta condigao o permitir,
serS de bom alvitre faz6-la em duas etapas de forma an6loga ao exposto
anteriormente no item 4.1 acima.
(frgure 083 ) Exemplo:
1) Para uma Brgl 1100, ao obter a Brg
lntermediSria 0700 faga curva para o lado
do ponteiro do ADF (direito) at6 obter
novamente a Brg Padreo 0300, o que
corresponder6 com uma curva de 40 graus
d direita (figura 083).
G
oto
\ o1
t
o
o
I Note Bem:
- A Brgl 110o posiciona-se abaixo da
marca de trav6s do rddio compasso. Por
conseguinte a Brg lntermediiiria 5 0700.
Y
\
t
a
to
GIRO
ADF
3l
o
l to
'ADF" - 60
4-2 - M6todo das Paralelas:
4.2.1 - lnicialmente se faz necessdrio determinar se a diferenga angular
existente entre os QDMs atual e desejado 6 maior que 90 graus.
4,2.2 - Faga curva para uma PMg que se.ja correspondente ao valor inverso
ao do QDM deselado.
4.2.3 - Aguarde a indicag5o da passagem no traves do transmissor.
4.2.4 - Cronometre um tempo de v6o de no minimo 2 minutos.
4.2.5 - Faga 90 graus de curvapara o lado mnespondente ao do deslocamento
do ponteiro do ADF.
4.2.6 - O QDM desejado sere interceptado, invariavelmente, com a Brgl 0900
quando o QDM desejado for maior que o atual; ou com a Brgl 2700 quando o
QDM desejado for menor que o atual.
Exemplos:
1) O piloto de uma aeronave, para mudar do QDIiI atual 0600 para o QDil
desejado 1700, tendo determiRado de qub se trata de uma mudanga com
diferenga angular maior que 90 graus, fez curva para a PMg 3500 (figura 084).
o
I
o t
060
o o
(f,rgu.a OB4 )
"ADF" -61
Note Bem:
- A PMg 3500 6 correspondente ao valor
lnverso ao do QDM deseiado 1700.
1.1) Ao obter a indicagSo da Brg 09llo (trav6s),
iniciou a cronometragom para um afasta-
mento .de 2 minutos - no mlnimo (figura 085).
o80 i-
o
I 0
o
o6o
( flsura OS5)
1.2) Ap6s o tempo de afastamento de 2 minutos, cronometrado a partir do
trav6s (conforme mostra a figura 085 acima), fez curva de 90 graus I direita
(para o lado indicado pelo ponteiro do ADF), o
que resultou na Pltgl 0800 (figura 086). g
oto
,.'O
I
I
I
I
I
B,
oao
(flguFa 086 )
ooo
Note bem:
- A iterceptagao do QDM dGseiado 170o oconere com a Brgl 0900.
--
ADF
ADF
"'9
"ADF" - 62
2) O piloto de uma aeronave, para mudar do
QDM atual 330o para o QDtl desejado 2300,
tendo determinado de que se trata de uma
mudanga com diferenga angular maior que
90 graus, fez curva para a PMg 0500 (figura
087).
Note Bem:
- A PMg 050o 6 correspondenle ao valor
inverso ao do QDM deseiado 2300.
. (figura O87)
o
o
oEO
,roo
fo 2.1) Ao obter a indicagSo da Brg 2700 (trav6s),iniciou a cronometragem para um afastamento
de 2 minutos - no minimo (figura 088).
(flgura oB8 )
oa
o
a
ADF
.I
+--c-
.I
,%
o.fu
"ADF" - 63
,PO
.lro
1) O valor do QDM que
esl6 sendo cruzado por
uma aeronave voando
com Plllg 0600 e Brg
0300, sera facilmente
delerminado com a sim-
ples Soma dos Valores
enfocados (0600 + 0300),
ou seja: 0900 (figura
090).
Note Bem:
A simples soma da PMg
0600 com a Brg 0300
resullou no valor do QDI$
Atual 090'.
(f,lgura 089 )
.l
.,Q
oeo
)xI
+s
2.2) Ap6s o tempo de afastamento de 2
minutos, cronometrado a partir do trav6s,
(conforme mostra a figura 088 acima), fez
curva de 90 graus i esquerda (para o
lado do ponteiro do ADF), o que resultou
na PMgl 320' (figura 089).
Note Bem:
- A interceptagSo do QDlf, desejado 2300
ocorrerS com a Brgl 2700.
o0o
Gonsiderag5es Flnais sobre udangas de QD s
- Conforme tem sido exposto e exemplificado, tanto o valor do QDM Atual quanto
o valor da Brgl, podem ser obtidos de variadas formas. Apesar de ser vi5vel a
utilizagao de qualquer uma delas, procure observar que sempre haver5 uma,
conforme a condigao do momento, cuja aplicagSo sere mais fAcil. Por exemplos:
o
(flgura o9o)
GIFO
%
"ADF" - 64
2) O valor do QDM que est6
sendo cruzado por uma
aeronave voando com PMg
300o e Brg 330o, ser6 f6cil
e rapidamente determinado
pela simples SubtragSo
dos 30 graus, indicados
pelo ponteiro do ADF d
esquerda da Marca de Proa,
do valor da PMg 3000 (3000
- 0300), ou seja: 270" (ligura
091).
Note Bem:
- O valor do QDM Atual 2700
foi obtido pelo resultado da
simples subtrageo de 30
s 2ro
(flgu.a 091)
graus (indicados i esquerda da marca de proa do RSdio Compasso) do valor
da PMg 3000.
3) O valor da Brgl para uma aeronave voando na P lgl 1200 interceptar o QDM
180o, 6 extremamente f6cil de ser obtida, verificando-se no Giro Direcional, para
isto, a diferenga existente entre os valores enfocados (180o - 120o), ou seja:
0600 (figura 092).
oo
tao
(flgura 092 )
,.ltgliegr iniiilii|it*lilrrfji,
N5o esquega, ao voar na PMgl (Proa Magnetica de lnterceptagao), de qualquer
m6todo, a curva para interceptar e manter o QDM Desejado devera ser,
invariavelmente, iniciada (antecipada) antes da obtengao da Brgl (Marcagao
Relativa de lnterceptagSo), tendo-se em vista o arco que a aeronave descreve
O, iO
ao
c rho
"ADF" - 65
no espago durante uma curva. Esla antecipagao tere valores variados e devera
ser feita em fungSo da grandeza da curva n'ecessdria para aproar o transmissor,
bem como da distancia para o seu sobrev6o (bloqueio). A quantidade de graus
de curva (grandeza da curva ou arco de curva) a ser executada para aproar o
transmissor no QDM deseiado, corresponder6 d quantidade de graus necessaria
para due o ponteiro do ADF coincida com a marca de proa (Brg zero). Com
outras palavras: a grandeza desta curva sera igual ao valor da Brgl. E a
distancia parc aptoar o transmissor dever5 ser avaliada pelo deslocamento de
descida (sensibilidade), mais lento ou mais r5pido do ponteiro do ADF.
Durante a curva para aproar o transmissor num QDM predeterminado, fazer
cheque cruzado (verificagSo cruzada), entre as indicag6es do ponteiro do
ADF com o Giro Direcional ou vice-versa, para constalar, eventualmente, a
necessidade de suavizar ou manter a razZo de curva, ou at6 mesmo de parS-
la, ensejando assim a queda do ponteiro de tal forma a aproar o transmissor
diretamente no QDM desejado. E at6 mesmo boa pretica iniciar esta curva de
forma mais lenta do que a normal. Entretanto, obviamente, para isto se faz
necess6ria uma antecipagao bem maior da Brgl do que a que seria necessdria
para manter uma curva normal. Para o cheque cruzado entre o ponteiro do
ADF e o Giro Direcional, observe:
a) quando o ponteiro do ADF estiver deslocado para o lado direito do mostrador
do instrumento, some suas lndlcag6es com as do Giro Direcional, o que dever6
resultar num valor menor do que o do QDM desejado; e
b) quando o ponleiro do ADF estiver deslocado para o lado esquerdo do
mostrador do instrumento, subtraia suas indicag6es relativas ao valor do
iingulo observado i. esquerda da marca de proa das indicag6es do Giro
Direcional, o que deverS resultar num valor maior do que o do QDM desejado.
A culminincia deste "cheque cruzado" podera ser considerada quando a
indicagSo do Giro Direcional for por volta de 30 graus menor ou maior,
respectivamente, que o valor do QDM desejado. Por exemplo:
1). Durante a execugeo de uma curva base pela direita para interceptar uma
aproximagao final no QDM 270o, o ponteiro do ADF deverd indicar um valor um
pouco menor que a Brg 0300 quando o mostrador do Giro Direcional passar
pela indicagSo da PMg 2400 (2400 + 0300 = 27Oo).
1.1) Caso ao passar por esla PMg 240'e a Brg seja:
a) muito menor que 0300: deve-se suavizar a curva, ou at6 mesmo pate-la, a
fim de aguardar uma indicagao compatlvel na Brg, para entao lograr o exito de
aproar o transmissor no QDM previsto; ou
'ADF" - 66
b) maior que 0300: deve-se continuar a curva at6 uma proa de conegSo 30 graus maior ^
que o valor do QDM previsto para a aproximageo final, ou seja, neste eiemplo: PMg 3000 ^
e iniciar a curva para aproar o transmissor um pouco antes da Brg 3300- ^
2) Durante a execugeo de uma curva base pela esquerda para interceptar uma
aproximag-o final no QDi,l 270o, o ponteiro do ADF dever6 indicar um valor um
pouco maior que a Brg 3300 quando o mostrador do giro direcional passar pela
indicagio da PMg 3000 (3000 - 0300 = 2700).
2.1) Caso ao passar por esta PMg 3000 e a Brg seja:
a) muito maior que 330o: deve-se suavizar a curva, ou at6 mesmo para-la, a fim
de aguardar uma indicagSo compativel na Brg, para enteo lograr o 6xito de aproar
o transmissor no QDM previsto; ou
b) menor que 330o: deve-se continuar a curva at6 uma proa de corregSo 30 ^
graus menor que o valor do QDM previsto para a aproximagao final, ou seja, ^neste exemplo: PMg 2400 e iniciar a curva para aproar o transmissor um pouco
antes da Brg 0300.
Nota: Observe que numa curva base 6 realizada uma mudanQa de um QDR
para um QDM.
- Os valores de 30 graus acima enfocados deverao ser aumentados para 45
graus (ou mais) quando o tempo de v6o para o transmissor for menor gue 2
minutos, o que resultar6, evidentemenle, num tempo de v6o exttemamente
curto nesta proa de corregao.
- Para as mudangas de QDMs podem ser utilizadas as Brgs 0450 ou 3l5o como
Brgs Padr5o, as quais apresenlam como vantagem um tempo de v6o menor
at6 a interceptagSo do QDM desejado, e como desvantagemum tempo de v6o
total maior at6 o bloqueio; bem como uma quantidade total de graus de curva
maior, tanto para atingir a PMgl quanto para aproar o transmissor (bem entendido:
isto tudo em relagSo as Brgs Padrao 0300 ou 3300).
- E importante sempre considerar que, conforme tem sido exposto, os QDttts
convergem para um ponto central (vertical ou bloqueio do transmissor)- Por
conseguinte, invariavelmenie leremos:
) i esquerda: QDMs maiores; e
) a direita: QDMS menores.
a
b
O acima exposto acontece porque no caso dos QDi/is ocorre o inverso do que com
"ADF" - 67
com os valores dos rumos em relagao i Rosa dos Ventos. Nesta o observador
estarS do ponto central para fora, por conseguinte conforme 6 convencionado em
NavegagSo invariavelmente teremos:
a) i esquerda: rumos menol€s; e
b) a direita: rumos maiores.
Enquanto que voando num QDM o observador estar6 de fora para o ponto central.
Dai resulta o M6todo do Giro Direcional para mudangas de QDMS, de acordo com o
qual, conforme foi exposto para se obter a PMgl, (em principio desde que a Brg seja
000o ou 180o), basta girar para o lado contr5rio ao do lado em que se encontrar no
moslrador do Giro Direcional o valor igual ao do QDM desejado, at6 a obtengao da Brg
Padrao, que no caso enconlrar-se-6 no lado contrdrio do mostrador do redio compasso
em relagSo dquele.
5 - Corregao de QDM com v6nto calmo:
- Se ap6s a aplicageo do cheque cruzado, conforme acima exposto em "E
muito Boa T6cnica", acontecer de ainda assim o ponteiro do ADF neo ficar
coincidente com a Brg 0000 (marca de proa deste instrumento) ap6s a curva
ter sido desfeita na PMg correspondente ao valor do
QDM desejado, haverA enteo necessidad6 de fa-
zer uma corregao de QDM, que outra coisa nio 6
que uma simples e pequena mudanga de QDM,
conforme 6egue:
5.1 - Quando a PMg for conetamenle correspondenle com
o valor do QDM desejado e o ponteiro doADF ficar desloca-
do para qualquer um dos lados do mostradordo R6dio Com-
passo, isto indicare, evidentemente, que a aeronave este
voando paralelamente ao QDM desejado. O lado da cor-
regao a ser efetuada 6 indicado como sendo o mesmo
lado do deslocamento do ponteiro do ADF,
5.2 - Para conigir o QDM, faga 30 graus de curva para o
mesmo lado do deslocamento do ponteiro do ADF.
5,3 - Aguarde uma pequena antecipagSo da Brg 0300
ou da Brg 330o para entao retornar d PMg do QDM deseja-
do.
Exemplo:
1) Uma aeronave voando na PMg 000'e com o pon-
teiro do ADF deslocado para o lado direito do
{
g
l
I(
(
t
( ftaura 093 )
"ADF" - 68
instrumento, deveti fazq corregao para o QDM desejado 0000 (figura 093).
Note Bem:
- A aeronave, conforme mostra a figura 093, est6 voando paralelamente ao
QDM desejado 0000, em vista de o ponteiro do ADF n5o estar coincidente com
a Brg 0000 (marca de proa).
- O lado da correcao a ser efetuada 6 o direito, ou
seja: 6 o lado indicado pelo pontelro do ADF.
- De outra forma, conforme foi anteriormenle exposto,
observe que se o ponteiro do ADF permanecer no
lado direito do instrumentd haverS um aumento nos
valores dos QDMs que serao cruzados, lendo-se em
vista que ocorrere um aumento nas indicag6es das
Brgs (marcag6es relativas).
1.1) Consequ entemente o piloto fez 30 graus de
curva i direita, ou seja: girou para a Proa de
Correg6o 0300 (figura 094)
o&
(>
8
t
{ l Note Bem:- A aeronave girou 30
graus I direita (sentido
hor6rio), e o ponteiro do
ADF deslocou 30 graus I
para o lado contrarlo
(sentido anti-ho16rio),
posicionando-
se na Brg 3350.
DF
al
3]O
Iooo
v
1-2) Voando na Proa de (flaurs o94)
Corregeo 0300, a aero-
nave interceptar6 o QDM desejado 0000 ao obler a
Brgl 3300, que dever6 ser ligeiramente antecipada a
fim de que a curva seja desfeita na PMg 000e com o
ponteiro do ADF na Brg 000', obtendo-se assim a
interceptaqao do QDM 000' (figura 095).
' - Note Bem:- Com a obtengao da Brg 3300 (30 graus i esquerda
da marca de proa), a aeronave interceptar6 o QDM
desejado 000o.
ADF
at
'
( flaura 095 )
"ADF" - 69
UL
- As mudangas de QDR tCm como finalidade coordenar os afastamentos das
aeronaves (assim como as mudangas de QDM visam a coordenar as
aproximag6es) em relageo a um determinado NDB com valores predeterminados,
a fim de evitar acidentes geograficos ou por conveni6ncia e seguranga do trSfego
a6reo.
- Conforme foi apresentado anteriormente, obtem-se o valor de um QDR a bordo
da aeronave com o valor rec[proco (inverso) ao do QDM, ou seja, com a
aplicag6o da seguinte f6rmula:qpp = (PMg + Brg) +/- 1800 -ou- QDR = QDM +/- 180".
- Sio dois os m6todos usados para as mudan9as de QDRs. O primeiro m6todo
a ser apresentado, por ser raciocinado, n6o serd o ideal tendo-se em vista que
depender6 do uso da mem6ria,
1 - Mudangas de QDR pelo M6todo Raciocinado:
"QDR deseiado maior + 30 graus - ou - QDR desejado menor - 30 graus"
1.1 - Quando o QDR deseiado for maior que o QDR atual a Proa Magn6tica
de lnterceptageo serd obtida com o emprego da seguinte f6rmula:
PMgl = QDR desejado maior + 30 graus.
1.2 - E quando o QDR desejado for menor que o QDR atual, a Proa Magnetica
de Interceptagao ser5 obtida com o emprego da seguinte f6rmula:
PMgl = QDR desejado menor - 30 graus.
1.3 - Onde:
PMgl: Proa Magn6tica de lnterceptagao que a aeronave dever6 voar
para mudar do QDR atual para o QDR desejado;
QDR: Linha de Posigao Magn6tica (valor inverso ao da soma da PMg
com a Brg); e
030o: Constante (Sngulo padrSo de inlerceptageo formado entre o eixo
longitudinal da aeronave e o QDR Deseiado).
Resumo;
- O acima exposto resume-se conforme segue
a)
se16
"ADF" - 70
quando o QDR desejado for MAIOR que o QDR alual a f6rmula a ser aplicada
PMgl = QDR desejado MAIOR + 30 graus; e
quando o QDR desejado for MENOR que o QDR atual a f6rmula a ser aplicada
PMgl = QDR desejado MENOR - 30 graus.
b)
se16:
Nota:
- A constante 30 graus corespondente ao angulo de interceptageo poder5 e deverd
ser aumentada quando a aeronave estiver afastada, em principio, mais de 5 minutos
do transmissor.
1.4 - Voando na PMgl, a aeronave interceptar6 o QDR desejado,
invariavelmente, (desde que a constante aplicada for 30 graus tanto maior
quanto menor que o valor deste QDR), com a:
a) Brgl 1500: sempre que o QDR desejado for MAIOR que o atual; ou
b) Brgl 2100: sempre que o QDR desejado for MENOR que o atual.
1.5 - Ao obter a respectiva Brgl, gire para o lado do rumo do QDR desejado -
que coincidir6 com o mesmo lado da posigio da cauda do ponteiro do ADF - a
fim de encaudar o transmissor no QDR desejado.
- Observe que para o cSlculo da Prtgl nas:
a) Mudangas de QDM: usa-se o valor do QDM atual; e nas
b) Mudangas de QDR: usa-se o valor do QDR desejado.
- A Brg de abandono de um QDM 6 normalmenle padrao, enquanto que a Brg
de abandono de um QDR 6 variada e n5o precisa ser observada.
- Nas mudangas de QDM a Brgl 6 variada, enquanto que a Brgl nas mudangas
de QDR 6 normalmente a mesma, ou seja:6 correspondente e constante
considerada a partir da marca de cauda (Brg 180o) do Rddio Compassq.
Exemplos:
1) O piloto de uma aeronave, para mudar do QDR 0600 para o QDR 0900, girou
para a PMgl 1200 (figura 096).
"ADF" - 71
(ltgura 096 )
,"O
oDo
Note Bem:
- O QDR desejado 090"" 6 maior que o QDR atual 0600, consequentemenle, a
f6rmula aplicada foi:
PMgl = QDR desejado maior + 0300
PMgl = 0900 + 30 graus
PMgl = 120'.
- Voando na Pllgl 1200, a aeronave interceptar6 o QDR desejado 0900 ao obter
a Brgl 150'.
- Entre a marca de cauda do R6dio Compasso (Brg 1800) e a Brgl l50o h5
uma dlferenga de 30 graus que 6 conespondente d constante de 30 graus (ou
dngulo de interceptageo) contida na f6rmula.
2) O piloto de uma aeronave, para mudar do QDR 0900 para o QDR 0600, girou
para a PMgl 030" (figura 097)
( flgura 097 )
crP
cr9
oeo
Note Bem:
- O QDR desejado 0600 6 menor que o QDR atual 0900, consequentemente, a
" ADF" - 72
f6rmula aplicada foi:
PMgl = QDR desejado menor
PMgl = 060" - 30 graus
PMgl = 0300.
0300
- Voando na PMgl 0300, a aeronave interceptard o QDR desejado 0600 ao obter
a Brgl 2100.
- Entre a marca de cauda do Rddio Compasso (Brg1800) e a Brgl 2l0o he
uma diferenga de 30 graus que 6 conespondente a constante de 30 graus (ou
angulo de interceptagao) contida na f6rmula.
2 - Mudangas de QDRS pelo "ill6todo Pr6tico" ou "Il6todo daE Paralelas"
- Este M6todo Pr5tico 6 ideal por nao depender de merir6ria em aplicageo de
f6rmula, e sim de interpretagao do R6dio Compasso.
2.1 - Sem a preocupagSo de determinar se o QDR deseiado 6 maior ou menor a
que o QDR atual, e at6 mesmo sem a necessidade de conhecer ou levar em
conta o valor deste (QDR atual), gire para uma PMg paralela (igual) i do valor ^
do QDR desejado.
2.2 - Na PMg paralela, faga 30 graus de curva para o mesmo lado do
poslcionamento do ponteiro do ADF, obtendo dessa forma a PMgl necess6ria
para a mudanqa do QDR atual para o desejado.
2.3 - De forma an6loga ao m6todo anterior, a aeronave interceptar5 o QDR
desejado, invariavelmente (desde que a constante aplicada for de 30 graus
maior ou menor que o valor deste QDR - desejado) com a:
a) Brgl 150o: sempre que o QDR deseiado for maior que o atual; ou
b) Brgl 210": sempre que o QDR deselado for menor que o atual.
2.4 - Tamb6m de forma aneloga a anterior, ao obter a respectiva Brgl, gire para
o lado do rumo do QDR desejado (que coincidira com o mesmo lado da posigao
da cauda do ponteiro do ADF) a fim de encaudar o transmissor no QDR desejado.
Exemplos:
1) O piloto de uma aeronave, para interceptar e manter o ODR 0900, girou para
a PMgl 0900 (figura 098).
"ADF" - 73
( flsura 099)
o90
o90
Note Bem:
- Conforme mostra a figura 098 acima, a aeronave est6 voando na PMg 0900, ou
seja: estA voando paralelamente ao QDR desejado 090o, e o ponteiro do ADF
este deslocado para o lado direito do instrumento, indicando ao mesmo tempo
que neste lado encontram-se o transmissor e o QDR desejado.
1.1) Em vista da indicagio do ponteiro do ADF para o lado direito do
instrumehto, o piloto girou para a PMgl 1200 (figura 099),
- Girar para o lado da cauda do ponteiro do ADF ao inv6s de fazC-lo para o
lado do ponteiro.
(flgura o99 )
oso
o
,%
Note Bem:
- A PMgl 1200 foi obtida com 30 graus de curva para o mesmo lado do
posicionamento do ponteiro do ADF (lado direito).
1.2) Voando na PMgl 120o, a aeronave interceptar6 o QDR desejado 090o ao
obter a Brgl 1500 (figura '100).
\
l-
\
DF
ADT
'I
c 9
"ADF" - 74
o90lo
(ilgura 100) ,Qo
Note Bem:
- Entre a Brg l80o (marca de cauda do instrumento) e a Brgl 150'h6 uma
diferenga de 30 graus, que 6 correspondente aos 30 graus de curva feitos
para o lado do posiclonamento do ponteiro do ADF (angulo de interceptagSo).
2) O piloto de uma aeronave, para interceptar e manler o ODR 0500, girou para
a PMg 0500 (figura 101).
""?
o6o
(flgura 1o1)
Note Bem:
- Conforme mostra a figura 101 acima, a aeronave este voando na PMg 050", ou
seja: est6 voando paralelamente ao QDR desejado; e o ponteiro do ADF este
deslocado para o lado esquerdo do instrumento, indicando ao mesmo tempo
que neste lado encontram-se o lransmissor e o QDR desejado,
2.1) Em vista da indicagSo do ponteiro do ADF para o lado esquerdo do
instrumento, girou para a PMgl 020" (figura 102).
- Girar para o lado da cauda do ponteiro do ADF ao inv6s de faze-lo para o
lado do ponteiro,
Y
\"'
\
^r7
/
"ADF" - 75
"60
( flgura 102 )
Note Bem:
- A PIf,gl 020o foi obtida com 30 graus de curva para o mesmo lado do
posicionamento do ponteiro do ADF (lado esquerdo).
2.2) Voando na PMgl 0200, a aeronave interceptare o QDR desojado 0500 ao
obter a Brgl 210" (figura 103).
o5o
o
o
o
I
(flAUra 1og)
Note Bem:
- Entre a Brg 1800 (marca de cauda do radio compasso) e a Brgl 2100 ha uma
diferenga d6 30 graus que 6 conespondente aos 30 graus de curva feitos para
o lado do posiclonamento do ponteiro do ADF (6ngulo de interceptagao).
ADF
at
/o
./
"ADF" - 76
:oaConsiderag6es Finais
sobre Mudangas de ODRS:
o& oJ
o o o- Conforme foi exposto
anteriormente, verifica-se
nos exemplos apresentados
que entre a Brg l80o (marca
de cauda do r6dio com-
passo) e as Brgl 150'
e 2100 h6 uma diferenga de
30 graus que 6 corres-
pondente ao angulo de
interceptagao utilizado
(esta diferenga de 30 graus
6 correspondente A cons-
tante de 30 graus utilizada
na f6rmula b5sica). Assim
sendo, se entre a PMg da
aeronave e a linha que a
afasta do transmissor
(ODR) 6 f ormado um '
6ngulo de 30 graus (figura
104), um Sngulo tamb6m de
30 graus 6 formado entrea linha de cauda da
aeronave e a linha que a (f1su.a 1c4)
liga ao transmissor (QDM)
},;
( fl8ura 105 )
(figura 105). Por conseguinte, a Brgl ser5 sempre lgual l dlferenga existente
entre a PMgl e o valor do QDR desejado, conforme segue:
a) quando o valor da PMgl for maior que o valor do QDR deseiado, o ponteiro
do ADF dever6 indicar a diferenga acima referida no lado direito do,-
inslrumento; e
b) quando o valor da PMgl for menor que o valor do QDR deselado, o ponteiro ^
do ADF deverS indicar a diferenga acima referlda no lado esquerdo do ^-.
inslrumento.
- Pa,a a interceptagao do QDR desejado, tamb6m podere ser utilizado tanto o ^"Rill manual" quanto o "R l de sobreposigeo". A forma de utlllzacao destes ^recursos de "RMl" 6 idCntica as apresentadas.em "Mudangas de QDM", com a
6bvia diferenga de que os valores dos QDMs s5o obtidos em refer€ncia is ^
indicag6es do ponteiro do ADF, enquanto que os valores dos ODRS sao, por ^
sua vez, obtidos em referencias as indicagoes da extremidade oposta (cauda '
do ponteiro), pois, lembre-se sempre: que QDR 6 inverso de QDM.
"ADF" - 77
Quando a aeronave se encontrar afastada mais do que
cinco minutos do transmissor, a "constante de 30
graus" (angulo de interceptagSo contido na f6rmula
bdsica), poder6 ser aumentada, podendo chegar at6
90 graus. Tal necessidade, evidentemente, poder6
apresentar-se pelo fato de a abertura angular
aumentar ir medida que a aeronave se afasta do
transmissor.
Note Bem:
- A Brgl 225o 6 obtida a partir da Brg 1800, tendo-se
para isto levado em conta que a diferenga angular
existente entre a PMgl 3150 e o valor do QDR
(flaura 107)
deseiado 350' ser de 45
graus - angulo de inter-
ceptaQao.
2) A aeronave da figura
107 estS voando com a
PMgl 0600 e interceptando
o QDR 0000 em vista da Brgl 1200.
oo
9\
t'
*-
,* FExemplos:1 - A aeronave da figura 106 est6 voando com a Pllgl (rl.;'.rea roo
3l5o e interceptando o QDR 3600 em vista da
indicagSo da Brgl 2250.
^oo
Note Bem:
- A Brgl 120' 6 obtida a partir da Brg 1800, tendo-se
para isto levado em conta que a diferenga angular
existente entre a PMgl 0600 e o valor do QDR
desejado 000o ser de 60 graus - dngulo de
interceptageo.- Evidentemente o M6todo PrStico das Paralelas
para as Mudangas de QDR apresenta-se como o
mais prdtico, tendo-se em vista nao ser necesserio
conhecer o valor do QDR atual e nem determinar se
o QDR deseiado 6 maior ou menor. A Plllgl 6
facilmente determinada sem a necessidade do
conhecimento destes detalhes. Al6m disso, a
aeronave jd estara iniciando o afastamento junto
com o inicio da curva para o rumo paralelo ao do
QDR desejado.
ADF
,ADF" - 78
- Nao 6 necess6rio parar a curva para definir o rumo paralelo. Pode se e deve-
se girar direto at6 a PMgl. Por vezes! dependendo da posigao do transmissor,
tamb6m pode-se e deve-se parar a curva antes do rumo paralelo, porque h6
situag6es em que a PMgl vem antes deste rumo paralelo, especialmente quando
numa Mudanga de um QDM para um QDR. Esta condigSo 6. facillmente
determinada durante a respecliva curva. atrav6s do cheque cruzado entre a cauda
do ponteiro do ADF e o Giro Direcional, ou seja: com o emprego, durante a curva,
do "RMl de SobreposigSo
- As mudangas de QDRs com diferengas angulares maiores que 90 graus
sio feitas pelo M6todo Pretico das Paralelas, com uma pequena diferenga, ^
conforme segue: . ...
3.1 - lnicialmente sem levar em consideragSo se a diferenga angular 6 maior ^
ou menor que 90 graus, gire para um rumo paralelo (igual) ao do valor do
QDR desejado.
3.2 - Neste rumo paralelo (igual), a mudanga serd maior que 90 graus se o
ponteiro do ADF ficar posicionado aclma de qualquer uma das marcas de
trav6sdo mostrador do Rddio Compasso (Brgs 0900 ou 2700).
3,3 - Neste caso, mantenha a proa paralela at6 passar pelo trav6s do
transmissor.
:
3,4 - Ap6s a passagem pelo trav6s do transmissor, a PMgl ser5 obtida,
evidentemente, de forma id6ntica. a Mudanga de QDR pelo Processo das
Paralelas, conforme foi exposto anteriormente, ou seja: girando 30 graus para
o mesmo lado de deslocamento do ponieiro do ADF.
3.5 - De forma id6ntica A dos dois processos de mudangas de QDRs
apresentados anleriormente (quando a constante aplicada for de 30 graus), a
aeronave interceptar6 o QDR deserado, conforme segue:
a) Brgl 1500: sempre que o QDR deseiado for maior que o atual; e
b) Brgl 2100: sempre que o QDR deseiado for menor que o atual.
3.6 - Ao obter a respectiva Brgl, gire para o lado do valor do QDR desejado
(que por sua vez coincidiri com o mesmo lado da posigSo da cauda do ponteiro
do ADF), a fim de encaudar o transmissor no QDR desejado.
Exemplo:
1) O piloto de uma aeronave, para interceptar e manter o QDR desejado 0900,
girou para a PMg 0900 (figura 108).
ooo
'ADF" - 79t
(flgura to8 )
o90lo
lo
o00
Note Bem:
- A PMg 090o 6 paralela (igual) a do QDR desejado 090o. Nesta PMg 0900 o
ponteiro do ADF estS deslocado para o lado direito do instrumento, indicando
ao mesmo t6mpo:
a) que neste lado (direito) encontram-se o transmissor e o QDR desejado; e
b) que esta mudanga 6 maior que 90 graus em vista de o ponteiro do ADF
estar pocisionado acima da marca de trav6s - ou seja: acima da Brg 090'.
1.1) Em consequCncia do posicionamento do ponteiro do ADF ter indicado
inicialmente a Brg 0300 (portanto, acima da marca de trav6s ou acima da Brg
0900), o piloto manteve a PMg 0900 (paralela) at6 a passagem do trav6s - figura
109. lr..vi5
I (flgura ro9 )
+_-","
o90
1.2) Ap6s a passagem do transmissor pelo trav6s (Brg 0900), em vista de o
ponteiro do ADF estar deslocado para o lado direito do instrumento, o piloto
girou 30 graus para esle mesmo lado (direito) o que resultou na PMgl 1200 -
figura 110.
(ftau.a 110)
AOF
8T
aOf
F
a1
o
<o
o90
"ADF' - 80
Note Bem:
- A aeronave interceplar6 o QDR 0900 ao obter a Brgl 150o.
4 - Corregao de QDR com Vento Galmo:
- Semelhantemente A CorregSo de QDM com Vento Calmo, quando ocorrer de
a aeronave estar na PMg correspondente a do valor do QDR desejado e o
ponteiro do ADF ficar deslocado para qualquer um dos dols lados da marca
de cauda (Brg 180o) do instrumento, isto indicar6, evidentemente, que a
aeronave ainda est6 voando paralclamente ao QDR desejado. O lado da
corregeo a ser efetuada (assim como na corregao de QDM) 6 indicado como
sendo o mesmo lado do posicionamento do ponteiro do ADF. Esta corregao
outra coisa n5o 6 que uma simples pequena mudanga de QDR pelo processo
pr6tico das paralelas, conforme segue:
4.1 - PaG corrigir o QDR, faga 30 graus de curva para o mesmo lado do
deslocamento do ponteiro do ADF.
4.1.1 - Ao obter a Brgl 1500 ou a Brgl 2100, gire para o rumo do QDR desejado.
Exem plo:
1) Uma aeronave estd voando com a PMg 0000 e
com o ponteiro do ADF deslocado para o lado
esquerdo do instrumento, devera fazer a devida
corregao a fim de manter o QDR deseiado 0000
- figura 111.
8o
Note Bem:
- A aeronave, conforme mostra a figura 111, estS
voando paralelamente ao QDR deseiado 0000,
em vista de o ponteiro do ADF n5o estar
coincidente com a marca de cauda do
instrumento (Brg 180o).
- O lado da corregSo a ser efetuada 6 o
esquerdo, ou seia: 6 o lado indicado pelo
ponteiro do ADF.
1.1 - Consequentemenle, o piloto fez 30 graus
de curva l esquerda, ou seja: girou para a PMgl
330' (figura 112).
Note Bem:
- A aeronave fez 30 graus de curva i esquerda
(sentido anti-hor6rio) e o ponteiro do ADF deslocou
t (rtgura tt1; ,r
)
r05
a
30 graus no sentido
ho15rio (a direita),
posicionando-se na Brg
2150.
1.2 - Voando na proa de
corregeo 3300, a
aeronave interceptar6 o
ODR deseiado 000o ao
obter a Brg 2100 - figura
113 - ocasieo em que
dever6 girar para a PMgdo QDR deseiado
(000").
Note Bem:- Conforme mostra a
figura 1'l 3, a aeronave
interceptou o QDR
deseiado 0000 ao obter
a Brg 210o.
(flgura 112 )
a
"ADF" - 81
otO
(fiaura 113 )
8o
Io
o,,
t
AOf
at
I
2 J.o
?
5
Errac llamrrnc. T.rrr.r rr.e M.rd. rc ia flhll arrrnla nra r{ .trre R
- Prejudicar o v6o bisico por observar demasiadamente o Radio Compasso.
- Nao.ajustar convenientemente o Giro Direcional com a Bossola.
- Fazer a curva ou desfazB-la observando unicamente o Rddio Compasso-
- Quando utilizando o Rill manual, n5o ajustar convenientemente o mostrador
m6vel do Redio Compasso com a devida indicagSo da Bissola; ou mudar a PMg
da aeronave e esquecer de efetuar o devido reajusle neste Moslrador M6vel
manualmente-
- N5o conseguir visualizar os devidos lados para as correg6es de QDM e de
QDR, ou mesmo nao conseguir interpretar as indicag6es do R5dio Compasso.
- Estando voando no rumo paralelo (igual) ao do QDR desejado, girar, a fim de
obter a PMgl, para o lado da cauda do ponteiro do ADF, ao inv6s de faz6-lo
para o lado do ponteiro.
ADT
t1a
"ADF" - 82
- Por vezes uma aeronave nao se mant6m num determinado QDM ou QDR
devido ir agSo do vento, Neste caso, ser6 necessario reconduzi-la a rota e
aplicar a devida e necessaria corregao de deriva do vento. Em principio, a
deriva causada pelo vento (tanto quando voando num QDM quanto num QDR)
6 verificada pelo deslocamento do ponteiro do ADF. Entrelanto, para que fique
efetivada a deriva do vento, serd necess6rio verificar se o deslocamento deste
ponteiro neo ter6 sido em consequGncia de uma variagao involunt6ria da
PMg da aeronave.
- As correg6es de deriva do vento ao longo de um QDM serao ilustradas
pelas figuras de n0meros Pares (a iniciar pela de nfmero 114) e as ao.longo
de um QDR pelas de ntmeros lmpares (a iniciar pela de nrimero 115).
- Todavia, sere de muito bom alvitre ao estudar as exposig6es feitas a seguir,
procurar, paralelamente, mentalizar.o gue ocorre com a aeronave quando h5
vento provocando a sua deriva, pois havera sempre uma situaoao que serd de
mais fAcil mentalizageo, para que desta forma, se houver d0vida se a corregio
aplicada foi insuficiente ou demasiada chegar a uma concluseo final por
eliminat6ria-
I - O lado da agSo do vento ser6 correspondente ao lado do deslocamento do
ponteiro do ADF, conforme segue:
1.1 - Quando o ponteiro do ADF se desloca para o Lado Direito da Brg 0000
indica: Vento da Direita (figura 114).
090
090 *{r
( flgura 114)
Note Bem:
- O ponteiro do ADF deslocou da esquerda (Brg 0000) para a direita (Brg 0050).
I
"ADF" - 83
1,2 - Quando o ponteiro do ADF se desloca para o Lado Direito da Brg 1800
indica: Vento da Direita (figura 115).
090
090
(figura 115 )
a AT'
l{ote Bem:
- O ponteiro do ADF deslocou da esquerda (Brg 1800) para a direita (Brg 1750).
1.3 - Quando o ponteiro do ADF se desloca para o Lado Esquerdo da Brg 0000,
indica Vento da Esquerda (figura 116).
35'
o
)
(flaura 116 )
a
Note Bem:
- O ponteiro do ADF deslocou da direita (Brg 0000) para a esquerda (Brg 3550)
1.4 - Quando o ponteiro do ADF se desloca para o Lado Esquerdo da Brg 1800,
indica Vento da Esquerda (figura 117).
t
090
.I
A or
al
A OF
'ADF' - 84
..
^
I
( figu:'a 1.17 )
a
090
090
185
- O ponteiro do ADF deslocou da direita (Brg 180") para a esquerda (Brg 185")
2 - PaJa retornar a rota (QDM ou QDR), faga curva para o lado do deslocamento
do ponteiro do ADF, conforme segue:
2.1 - Quando o vento for da direita, faga curva a direita para uma PMg! cujo
valor seja 30 graus maior que o valor do QDM (figura 118) ou do QDR (figura
1 19).
3 l?
(tl8ura 118 )
090
*,
Note Bem:
- O piloto girou a aeronave 30 graus a direita (ou se!a: PMgl 12Oo), e o ponteiro
do ADF deslocou 30 graus no sentido anti-hor5rio, posicionando-se na Brg
3350.
o9o
,
f
{
ADF
a
( ftgura 119 )
a
"ADF" - 85
Note Bem:
- O piloto girou a aeronave 30 graus e direita (ou seja: PMgl 1200), e o ponteiro
do ADF deslocou 30 graus no sentido anti-horirio, posicionando-se na Brg
{450.
2.2 - Quando o vento for daesquerda, faga curva i esquerda para uma Pllgl
cujo valor seja 30 graus menor que o valor do QDM (figura 120) ou do QDR
(ligura 121).
025
060
i aon
(flgura L20 )
Note Bem:
- O piloto girou a aeronave 30 graus i esquerda (ou seja: PMgl 0600), e o ponteiro
do ADF deslocou 30 graus no sentido horSrio, posicionando-se na Brg 025',
ADF
a
215
( fieura 121)
Note Bem:
- O piloto girou a aeronave 30 graus a esquerda (ou seja: PMgl 060'), e o ponteiro
do ADF deslocou 30 graus no sentido horSrio, posicionando-se na Brg 215.
3 - O retorno i rota ocorrer5 conforme segue:
3,1 - Quando o vento for da direita:
a) pela indicagdo da Brg 3300 para QDM.(figura 122); e
t
t
)
o60
090
ct
^
AD
tl
"ADF" - 86
b) pela indicageo da Brg 150@ para QDR (figura 123).
( flgura 122 ) 330
090 &-r
t
o
a>
o
Note Bem:
- Com a indicagao da Brg 3300 a aeronave retornou i rota (QDM).
( figura 123 ) ,
ieo
AId. o9ox
Note Bem:
- Com a lndicag5o da Brg l50o a aeronave retornou a rota (QDR)
3.2 - Quando o vento for da esquerda:
a) pela indicagSo da Brg 0300 para QDM (figura 124); e
b) pela indicaqSo da Brg 21Oo para QDR (figura 125).
o30t
AD
a
1
>
at
APF
ll
tl
DF
a
090
,/\o,t \b
oa-
(fiSura 124)
ADT
cl
t
* 090tr
10
a ( tlgura 125)
Note Bem:
- Com a indicagSo da B.g 2100 a aeronave retornou i rota (QDR).
4 - Ao retomar i rota, desfaga, em principio, 25 graus de curva, deixando assim
uma corregao de deriva de 5 graus para o lado do vento, conform€ segue:
"ADF" - 87
Note . Bem:
- Com a indicagao da Brg 0300 a aeronave retornou a rota (QDM),
4,1 - Quando o vento for da direita: a Pllg de CorregSo da Deriva do Vento
deverA ser 5 graus maior que o valor do QDll (figura 126) ou do QDR (figura
127). 35
090
Ooc
(frgura 126)
060
\-'Ya
I
.t
Note Bsm:
- A PMg de Corregeo 0950 6 5 graus maior que o QDM 0900. Consequentemente,
o ponteiro do ADF est6 posicionado 5 graus i esquerda da Brg 0000, ou seja:
na Brg 355'.
090
3i
A DF
(flaura 127 ) {
Ooc
'175
a
"ADF" - 88
Note Bem:
- A PMg de CorregSo 0950 6 5 graus maior que o QDR 0900. Consequentemente,
o ponteiro do ADF este posicionado 5 graus A direlta da Brg 1800, ou seia: na
Brg 1750.
4.2 - Quando o vento for da esquerda: a PMg de Corregeo da Deriva do Vento
dever6 ser 5 graus menor que o valor do QDM (figura 128) ou do QDR (figura
12s).
oo5t
'
090
{ flgura 128 )
Note Bem:
- A PMg de Corregio 0850 6 5 graus menor que o QDM 0900.
Consequentemente, o ponteiro do ADF estd posicionado 5 graus e direita da
Brg 0000, ou seja: na Brg 0050.
v
ou2
a
' a
065
090
185 (flgura 129)
Note Bem:
- A PMg de Corregao 085' 6 5 graus menor que o QDR 090'.
Consequentemente, o ponteiro do ADF estd posicionado 5 graus A direita da
BRG 1800, ou seja: na Brg 1850.
5 - Caso a corregao apllcada for SUFICIENTE (satisfat6ria), islo sere observado, ^
evidentemente, pelo posicionamento constante do ponteiro do ADF numa das ^
'ADF" - 89
Brgs indicativas da corregSo de deriva do vento, referenciadas nas figuras
126, 127, '128 e 129.
6 - Caso a corregao aplicada seia INSUFICIENTE, isto sera observado
novamenle pelo deslocamento do ponteiro do ADF no mesmo sentido que
inicialmente determinou a ageo e lado do verito - conforme foi exposto
anteriormente no item 1 acima, ou mais especificamente: "pelos sentidos de
deslocamentos dos ponteiros dos ADFs' enfocados nos "Note Bem" relativos as
figuras 114, 115, 116 e 117.
6.1 - Quando o vento da direita for MAIS FORTE que a corregeo aplicada, o
ponteiro do ADF deslocar-se-5 da Brg 3550 para a Brg 0000 para QDM (ou
seja: no mesmo sentido da primeira vez - da esquerda para a direita, em vista de
a aeronave estar sendo "empurrada" para a esquerda da rota - figura 130); e da
Brg 1750 para a Brg 1700 pata QDR (ou seja: no mesmo sentido da primeira vez
- da esquerda para a direita, em vista de a aeronave estar sendo "empurrada"
para a esquerda da rota - figura 131)
(f,lgura 13o) vOoa
090 A
,
Note Bem:
- O ponteiro do ADF deslocou da esquerda (Brg 3550) para a direita (Brg 0000),
ou seja, no mesmo sentido que inieialmente indicou a ageo e lado do vento.
v
085
090
t
al
o95
DF
(flgura 131) o
I
a 70
1
"ADF" - 90
Note Bem:
- O ponteiro do ADF deslocou da esquerda (Brg 1750) para a direita (Brg 1700),
ou seja, no mesmo sentido que inicialmente indicou a agSo e lado do vento.
6.2 - Quando o vento da €squerda for MAIS FORTE gue a corregao apllcada,
o ponteiro do ADF deslocar-se-5 da Brg 005o para a Brg 0000 para QDll (ou
seja: no mesmo sentido da primeira vez - da direita para a esquerda, em vista de
a aeronave estar sendo "empurrada" para a direita da rota - figura 132); e da Brg
185'para a Brg l90o para QDR (ou seja: no mesmo sentido da primeira vez - da
direita para a esquerda, em vista de a aeronave estar sendo "empurrada" para a
direita da rota - riqura 133). ,
( figu.a 132,)
F
a
090
o85
Note Bem:
- O ponteiro do ADF deslocou da direita (Brg 0050) para a esquerda (Brg 0000),
ou seja, no mesmo sentldo gue inicialmente lndlcou a agao e lado da vento,
t
( flsura 133)
A
a
oB5
090
7
TI --* -.+ 095
^
Note Bem:
- O ponteiro do ADF deslocou da direita (Brg 1850) para a esquerda (Brg 1900),
ou seja, no mesmo sentido que inicialmente indicou a agSo e o lado do vento.
x
6.3 - Para RETORNAR e rota, proceda novamente conforme o item 2 acima, ou
seia:
"ADF" - 91
6.3,1 - Quando o vento for da direita, faga curva a direita para uma PMgl cujo
valor seJa 30 graus maior que o valor do QDM (figura 134) ou do QDR (figura
135).
095
090
' a(flgura 134 )
rl
a
Note Bem:
- O piloto girou a aeronave pata a Pilgl 1200 (fez, portanto, 25 graus de curva a
direita) e o ponteiro do ADF deslocou 25 graus no sentido antl-hor6rio,
posicionando-se na Brg 3350.
090
Q6
(flgura 135 )
.t
145
Note Bem:
- O piloto girou a aeronave para a PMgl 120" (fez, portanto, 25 graus de curva a
direita) e o ponteiro do ADF deslocou 25 graus ho sentido anti-hor5rio,
posicionando-se na Brg 1450.
6.3.2 - Quando o vento for da esquerda, faga curva i esquerda para uma PMgl
cirjo valor seia 30 graus menor que o valor do QDM (figura 136) ou do QDR
(figura '137) 7 o25
(fraura 136)
AD
335 t
a
o90
.I
a
,t
!
\
a
tADf
\
AOF
tt
a
085 >-
'ADF' - 92
Note Bem:
- O piloto girou a aeronave para a PMgl 0600 (fez, portanto,25 graus de curva a
esquerda) e o ponteiro do ADF deslocou 25 graus no sentido horSrio,
posicionando-se na Brg 0250,
(ftgura 137 )
ra 060
090
215
Note Bem:
- O piloto girou a aeronave para a PMgl 0600 (fez, portanto, 25 graus de curva a
esquerda) e o ponteiro do ADF deslocou 25 graus no sentldo hordrio,
posicionando-se na Brg 2150.
7 - O retorno a rota sera indicddo novamente conforme o item 3 acima, ou
seja:
7.1 - Quando o vento for da direita: pela indicageo da Bro 3300 para ODM
(figura 138), e pela indicagSo da Brg l50o oara QDR (figura 139).
(flgura 138 ) 330 t
090
a
o
ieo
Note Bem:
- Com a indicagao da Brg 330'a aeronave retornou e rota (QDil).
ADF
ala
ADF
at
"ADF" - 93
( ftgura 139 )
o90
a
N
- Com a indicagSo da Brg 1500 a aeronave retornou i rota (QDR).
7,2 - Quando o vento for da esquerda: pela indicagio da Brg 0300 para QDM
(figura 140), e pela indica9io da Brg 2100 para QDR (figura 141).
? 0 0 ( f,rgura 140 )
' - 060
nq
Note Bem:
- Com a indicaqSo da Brg 0300 a aeronave retornou e rota (QDM).
(ftgura 14:. )
) a
10
Note Bem:
- Com a indicagSo da Brg 2100 a aeronave retornou ir rota (QDR).
a
0
?
op
DF
ct
ADF
al
EI
AD
090
,ADF" - 94
8 - Ao retomar i rota, gire para uma proa de corregao de tal forma a deixar l0
graus de corregao de deriva para o lado do vento, conforme segue:
8.1 - Quando o vento for da direita: a proa de corregSo deverS ser 10 graus
maior que o valor do QDM (figura 142) ou do QDR (figura 143).
350
( flgura 142 )
090
t
r
^ 770
Jo6 l
)
1O.l9tr
tl
Note Bem:- A Pilg de corrogao 100" 610 graus maior que o QDM 0900,
Consequentemente, o ponleiro do ADF est6 posicionado 10 graus I esquerda
da Brg 000", ou seja: na Brg 350'.
o9o
V
.loo
r,(flgura143)
Note Bem:- A PMg de corregio l00o 610 lraus maior que o QDR 0900
Consequentemente, o ponteiro do ADF est6 posicionado 10 graus e dlreita da ^
Brg 1800, ou seja: na Brg 170".
8.2 - Quando o vento for da esouerda: a proa de corregao deveri ser 1lq
graus menor que o valor do QDM (figura 144) ou do QDR (figura 145).
DF
'I
AO
al
"ADF" - 95010
( flgura 144 )
o8o
o9c
Note Bem:
- A Pllg de corregao 0800 5 llqraus menor que o QDM 0900
Consequentemenle, o ponteiro do ADF estd posicionado l0 graus a direita da
Brg 0000, ou seja: na Brg 010o.
t
(flaura 1.45 )
t
a
t
,
A
tt
190 a
Note Bem:
- A PMg de corregao 0800 6
Consequentemente, o ponteiro do A
da Brg 1800, ou seja: na Brg 1900.
oBo
10 oraus menor
090
que o QDR 090'.
0 graus i esquerdaDF est5 posicionado 1
9 - Caso a corregao aplicada seja DEMASIADA, isto serd observado pelo
deslocamento do ponteiro do ADF no sentido contrSrio ao que determinou
inicialmente a agao e o lado do vento, ou seja:
9.1 - Quando a PMg de corregao for mais forte que a intensidade da deriva do
vento da dlrelta, o ponteiro do ADF deslocar-se-5 em sentido contrario ao
que inicialmente indicou a agao e o lado do vento, ou seja; da direita para a
esquerda tanto para QDM (figura 146), quanto para QDR (figu].a 147).
"ADF" - 96
;.090
o85 >-
v
a
Joo
sl
(flgura 146)
Note t em: ^
- A corregao aplicada foi demaslada tendo-se em vista o deslocamento do
ponteiro do ADF em sentido contrarlo ("descendo") ao da Brg 0000, ou seja:
para o lado oposto ao que inicialmenle indicou a ag6o e lado do vento da direita.
- Se a corregio aplicada tivesse sido suficiente (satisfat6ria), isto seria
observado, evidentemente, pelo posicionamento constante do ponteiro do
ADF na Brg 3500.
- Se a corregSo apllcada tivesse sido insuficiente, isto seria observado pelo
deslocamento do ponteiro do ADF no mesmo sentido ("subindo') que
inicialmente indicou a agSo e lado do vento, ou seja: mudaria da Brg 3500 para a
Brg 3550.
I
090
--* o95
%
> a
(flgura 147 )
Note Bem:
- A corregao aplicada foi demaslada tendo-se em vista o deslocamento do
ponteiro do ADF em sentldo contrdrio ('descendo" em diregSo a Brg 180-) ao
que inicialmente indicou a ageo e lado do vento.
- Se a corregiio aplicada tivesse sido suficiente (satisfat6ria), isto seria
observado, evidentemente, pelo posicionamento constante do ADF na Brg
170..
- Se a corregSo aplicada tivesse sido insufieiente, isto seria observado pelo
deslocamento do ponteiro do ADF no mesmo sentido ("subindo") que
inicialmente indicou a ageo e lado do vento, ou seja: mudaria da Brg 1700 para a
Brg 1650.
o
1
OF
tl
l
al
A DF
"ADF" - 97
9.2 - Quando a PMg de corregao for mais forte que a intensidade da deriva do
vento da esquerda o ponteiro do ADF deslocar-se-5 em sentido contrario
ao que inicialmente indicou a agao e lado do vento, ou seja: da esquerda para
a direita lanto para QDM (figura 148), quanto para QDR (figura 149).
015t
F
/
o00ogi x
t o9o
IT ( flgura 148 )a
Note Bem:
- A corregio aplicada foi demasiada tendo-s6 em vista o deslocamento do
ponteiro do ADF em sentido eontririo ("descendo") ao da Brg 0000, ou seja:
para o lado oposto ao que inicialmente iridicou a ageo e lado do vento da
esquerda.
- Se a corregao aplicada tivesse sido suficiente (satisfat6ria), isto seria
observado, evidentemente, pelo posicionamento constante do ponteiro do
ADF na Brg 0100.
- Se a corregio aplicada tivesse sido insuficiente, isto seria indicado pelo
deslocamento do ponteiro do ADF no mesmo sentido ("subindo") que
inicialmente indicou a agSo e lado do vento, ou seja: mudaria da Brg 0100 para a
Brg 005o
o
60 -- 085
090
( flgura 149)
1a5 a
Note Bem:
- A corregao aplicida foi demasiada tendo-se em vista o deslocamento do
ponleiro do ADF em sentido contrario ("descendo em diregeo a Brg 180") ao
que inicialmente indicou a agSo e lado do vento.
a>
"ADF" - 98
- Se a corregio aplicada tivesse sido suficlente (satisfat6ria) isto seria
observado, evidentemente, pelo posicionamento constante do ponteiro do
ADF na Brg 1900.
- Se a corregSo aplicada tivesse sido insuflciente, isto seria indicado pelo
deslocamento do ponteiro do ADF no mesmo sentido ("subindo") que
inicialmente indicou a agSo e lado do vento, ou seia: mudaria da Brg 190o para
'195".
l0 - Para retornar a roh, basta inicialmente girar para uma Piig de igual valor
ao do QDM ou do QDR (com outras palavras: uma PMg paralela ao QDM ou
QDR). Consequentemente, a aeronave sere, por assim dizer, "empurrada" de
volta i rota pela forga da agSo do vento (figuras 150, 151, 152 e 153).
355 t
090
090
( flgura l.50)
Note Bem:
- A aeronave esta voando entre o vento e (paralelamente) a rota,
consequentemente sera "empurrada" de volta ao QDill (rota) pela forga da
agio do vento.
09c
'---,>-- O9O
(flaura 151)
85
Note Bem:- A aeronave est6 voando entre o vento e (paralelamente) a rota,
consequentemente ser6 "empurrada" de volta ao QOR (rota) pela forga da
agao do vento.
DT
tt
'ADF" - 99
oo5
t 090
oqn
(figura 152 )
a
Note Bem:- A aeronave estd voando entre o vento e (paralelamente) a rota,
consequentemente ser6 "empurrada" de volta ao QDM (rota) pela forga da
agao do vento.
) a
o90
09o
1 .,.5
( flgura r.53 )
Not6 Bem:- A aeronave este voando entre o vento e (paralelamente) a rota,
consequentemente sera "empurrada" de volta ao QDR (rota) pela forga da
agao do vento.
11 - A aeronave ter6 retornado A rota, pela forga da ageo do vento, conforme
segue:
11.1 - Parc QDM: pela indicaqeo da Brg 0000 (figuras 154 e 156), e para QDR:
pela indicagao da Brg 1800 (figuras 155 e 156).
t
,ADF' - l OO
090 ..1 !tdb1 r
Note bem:
- A forga da agao do vento posicionou a aeronave de volta ao QDM quando o
ponteiro do ADF coincidiu com a Brg 0000, v
- t
( flgura i54 )
090
(
( llgura 155)
a
Note Bem:
- A forga da agao do vento posicionou a aeronave de volta ao QDR quando o ^
ponteiro do ADF coincidiu com a Brg 180o.
I
( flgura 156 )
{
Note Bem:
- A forga da agao do vento posicionou a aeronave de volta ao QDM quando o
ponteiro do ADF coincidiu com a Brg 0000.
IAOF
I
I
at
FA
a
t "ADF'- 101
( figura 157 )
A F
a
J*. c90rr
II
,l
Note Bem:
- A forga da agao do vento posicionou a aeronave de volta ao QDR quando o
ponteiro do ADF coincidiu com a Brg 180o.
12 - Ao retornar a rota. a Proa de Gorrecao ldeal ser6 obtida fazendo-se uma
curva para o lado do vento de uma quantidade de graus correspondente a um
valor que seja igual i m6dia aritm6tica das correg6es anteriormente efetuadas
(figuras '158, 159, 160 e 161) ,
090
(f!8ura 158 )
o9B
)
 
Note Bem:
- Tendo em vista que 5 graus de corregao foram insuficientes e que l0 graus
foram demaslados, o piloto girou a aeronave 8 graus a direlta (PMg de ConeqSo
0980) e o ponteiro do ADF posicionou-se na Brg 3520 (8 graus a esquerda da
Brg 0000). I
_l Jrt, r 09009o
a
t'
\rl
rl
at
( figura 1s9 )
"ADF" - 102
Note Bem:
- Tendo em vista que 5 graus de corregio foram insuficientes e que l0 graus
foram demasiados, o piloto girou a aeronave I graus a direita (PMg de CorregSo
0980) e o ponteiro do ADF posicionou-se na Brg {72o (8 graus a direita da Brg
1800). oo8
t
( flgura 160 ),
a
{
oB2at o9
Note Bem:
- Tendo em vista que 5 graus de corregeo foram insuficientes e que 10 graus
foram demasiados, o piloto girou a aeronave 8 graus i esquerda (PMg de
CorregSo 0820) e o ponteiro do ADF posicionou-se na Brg 008o (8 graus d direita
da Brg 000').
( rl gu!.a 161)
'
<l
082
* 090198 a
Note Bem:
- Tendo em vista que 5 graus de corregio forma insuflcientes e que l0 graus
foram demasiados, o piloto girou a aeronave 8 graus i esquerda (PMg de ^
CorregSo 0820) e o ponteiro do ADF posicionou-se na Brg 1880 (8 graus i ^esquerda da Brg 180o).
It
- E muitissimo importante observar, conforme foi exemplificado, que para o
"v6o caranguejado" ao longo de um QDM, evidentemente, o ponteiro do ADF ^
nao ficarS posicionado na Brg 000o (vide figuras 126, 128, 142, 144. 158 e ^
II
AD r
a
"ADF" - 103
160); assim como ao longo de um QDR nio ficari posicionadona Brg 180"
(vide figuras 127,129, 143, 145' 159 e 16'l).
- Observe, conforme mostram as figuras acima referidas, que o valor relativo
ao da corregSo aplicada, dever6 ser indicado pelo posicionamento do
ponteiro do ADF tanto i direita quanto a esquerda da Brg 0000 (para os v6os
ao longo de um ODM) ou da Brg 1800 (para os voos ao longo de um QDR).
- Observe tamb6m, que a agSo do vento, evidentemente, nao altera a indicagio
da Brissola. Altera apenas a rota da aeronave e, consequenlemente, a
indicagio do ponteiro do ADF. Por essa razio, torna-se imprescindivel,
enquanlo se radionavega e especialmente sem refer6ncias visuais: voar apoiado
com um transmissor na Proa ou na Cauda.
tanto ao.longo de um QDM quanto ao longo de um QDR:
- Considerar que a aqio do vento altera a indicagSo da brissola.
- Manter a PMg correspondente a do QDM ou e do QDR negligenciando o
deslocamento do ponteiro do ADF (da Brg 0000 quando voando ao longo de
um QDM, ou da Brg 180' quando voando ao longo de um ODR).
- Girar continuamente de forma a manter o ponteiro do ADF coincidente com
a Brg 000" (quando voando ao longo de um QDM), ou com a Brg 180" (quando
voando ao longo de um QDR), sem levar em conta a agao do vento, ocasionando
assim uma Rota Curva e, por conseguinte, mais longa.
- Eventualmente, variar involu ntariamente a PMg da aeronave e julgar que a
consequente variagio da indicagao do ponteiro do ADF, foi provocada pela
agao do vento. (O vento, evidentemente, nao altera a indicagio da bfssola,
altera somente a rota descrita no solo e, consequentemente, altera apenas a
indicagio do ponteiro do ADF-)
- N5o conseguir determinar, ap6s a primeira tentativa de corregao de deriva do
vento, em vista da nova movimentagao do ponteiro do ADF, se a corregSo
aplicada foi insuficiente ou demasiada.
- Ap6s ter determinado a aqao e o lado do vento, estando voando na Proa de
Retorno (PMgl), nao observar se esta 6 suficiente para que a aeronave,
efetivamente, venga o venlo e retorne a rota. (Por vezes, poder6 aconlecer de a
intensidade do vento ser muito forte, a ponto de ser necess6rio que se faga
uma curva para uma PMgl superior a 30 graus, para entao, se obter o efetivo
retorno a rota.)
"ADF" - 104
- Ao voar ao longo de um QDM, estando muito pr6ximo do transmissor, utilizar
um valor muito pequeno para a Proa de Retorno; ou, estando muito distante
utilizar um valor muito grande, E' reciprocamente, ao voar ao longo de um QDR,
estando muito pr6ximo do lransmissor utilizar um valor muito grande para a
Proa de Retorno; ou estando muito distante utilizar um valor muito pequeno. (A
determinagao dos valores a serem utilizados devere ser feita em fungSo da
situageo.)
. o,orlsi{eryanea;.Fir:iicr
- Com refer6ncia As correg6es de QDM ou de QDR (com ou sem vento), os
valores de 30 graus mencionados e exemplificados para as Proas de Retorno
(PMgl) poderSo ser alterados, tanto para Maior quanto para Menor. Assim,
quando a aeronave estiver a menos de 2 minutos para o bloqueio
(especialmente numa AproximagSo Final), a Proa de Retorno (PMgl) deverS ser
de 45 a 60 graus maior ou menor que o valor do QDM correspondente
(desejado). No entanto, evidentemente, tal Proa de Retorno dever6 ser mantida
por um lapso de tempo extremamente curto, em vista de a abertura angular
diminuir contlnua e gradativamente A medida que se aproxima do bloqueio, o
que, obviamente, corresponder6 com uma extrema sensibllidade no ponteiro
do ADF. E quando a aeronave esliver voando em rota e ao longo de um QDR,
pode-se utilizar um valor menor que 30.graus, conforme segue:
- Para a CorregSo de QDll : Quando o ponteiro do ADF estiver deslocado a
direita ou i esquerda da Brg 0000, faga curva, para o lado do deslocamento
do ponteiro do ADF, cuja gta deza seja lgual ao dobro deste deslocamento,
obtendo desta forma a Proa de Retorno (PMgl). O retorno ao QDM de origem
(rota) ser6 indicado, a partir da Brg 0000 (marca de proa), por uma Brgl
correspondente aos graus de curva (grandeza) feitos para a obtengeo da
Proa de Retorno (PMgl).
Exemplos
1) Ponteiro do ADF indicando a Brg 005" (ou seja: est6 deslocado 5 graus e
direita da Brg 0000).
1.1) Para retornar ao QDIII de origem (rota), faga l0 graus de curva para o
lado do deslocamento do ponteiro do ADF, ou seja: a direita.
1.2) O retorno ao QDM de origem (rota), ser6 indicado pela Brgl 3500, ou
seja: 10 graus i esquerda da Brg 000'.
2) Ponteiro do ADF indicando a Brg 350' (ou seia: est6 deslocado 10 graus a
esquerda da Brg 0000).
"ADF',- 105
2.1) Para retornar ao QDM de origem (rota), faga 20 graus de curva para o
lado do deslocamento do ponteiro do ADF, ou seja: i esquerda.
2.21 O retorno ao QDM de origem (rota), ser6 indicado pela Brgl 0200, ou
seja: 20 graus i direita da Brg 0000.
- Pata a CorregSo de QDR : Quando o ponteiro do ADF estiver deslocado d
direita ou d esquerda da Brg 1800, faga curva, para o lado do deslocamento
do ponteiro do ADF, cuja grandeza seja igual ao dobro deste deslocamento,
obtendo desta forma a Proa de Retorno (PMgl). O retorno ao QDR de origem
(rota) ser6 indicado, a partir da Brg 180o (marca de cauda), por uma Brgl
correspondente aos graus de curva (grandeza) feitos para a obtengao da
Proa de Retorno (PMgl).
Exemplos:
1) O pontelro do ADF indlcando a Brg {75o (ou seja: est6 deslocado 5 graus
i direita da Brg 180').
i.1) Para retornar ao QDR de origem (rota), ,aga l0 graus de curva para o
lado do deslocamento do ponteiro do ADF, ou seja: a direita.
1.2) O retorno ao QDR de origem (rota), ser5 indicado pela Brgl 1700, ou
seja: 10 graus i direita da Brg 1800.
2) O ponteiro do ADF indicando a Brg 190" (ou seja: este deslocado 10 graus
a esquerda da Brg 1800).
2.1) Para retomar ao QDR de origem (rota), faga 20 graus de curva para o
lado do deslocamento do ponteiro do ADF, ou seja: i esquerda.
2.2) O rctorno ao QDR de origem (rota), serii indicado pela Brgl 200', ou
seja: 20 graus i esquerda da Brg 1800.
- E muito importante observar que a pr6tica do acima exposto, eventualmente,
podere n5o ser_aplicavel se houver vento muito forte. Por conseguinte,
utilizando qualquer valor, mesmo os 30 gmus (conforme exemplificados com as
flguras de n0meros 114 a 161) conv6m observar se efetivamente o ponteiro do
ADF tende a deslocar-se "para baixo", pois que, eventualmente, quando na
Proa de Retorno (PMgl) poderi ocorrer o que se segue:
a) de o ponteiro do ADF permanecer estabilizado (parado), o que indicare
que a aeronave esti "caranguejando" paralelamente a rota (QDM ou QDR):
ou
"ADF" - 106
b) de o ponteiro do ADF "subir" (deslocar-se no sentido da Brg 000- - tanto
para QDM quanto para QDR), o que indicar5 que a forga do vento 6 ainda
maior que esta Proa de Retorno (PMgl), sendo necessdrio, evidentemente,
aumentar ainda mais este valor.
- O valor da Proa de Retorno (PMgl), depender5 da necessidade do tempo,
mais curto ou mais longo, da interceptagao do QDM ou do QDR. Por
conseguinte, voando em rota, este valor dever5 ser, em principio, o menor
possivel.
cArl!,.TU. LO ,lx:,,.-l:.:.:t:::':.:'.. ,: , -::.:
cAtc'ufCI De rEitPtir''
- Conforme jd 6 rotineiro, desde a primeira navegagao feita durante o Curso
Pratico de Pilotagem Elementar,6 muito importante o calculo antecipado do
tempo estimado de v6o de um ponto a outro. Para este mister, observe os
exemplos demonstrados a seguir, feitos na Carta de Area Terminal de 36o Paulo.
( llsura toz) ^
Exemplos:
1) Para o cSlculo do tempo de
v6o estimado entre o "VOR
Sorocaba" e o "VOR Campinas"
(ou vice-versa) 6 extremamente
fiicil faz€-lo, pois consta na
referida carta uma distancia de
33 milhas n6uticas (figura 162).
II
,J
{\
tit,
Q
'6)
Y
Note Bem:
- Conforme est6 assinalado, por
este autor, a distancia entre o
"VOR Sorocaba" e o "VORCampinas" 6 de 33 milhas
n6uticas.
Nota:
- Esta figura 6 ilustrativa, portanto,
n5o est6 sujeita a atualizagSo.
2) Para determinar a distancia
entre o NDB Rio Claro e o VOR
Campinas, ou vice-versa, afim de
calcular o tempo estimado de
'1,oet
l1
r-qmii-
[u r rrr' i'- i
::r 3 cfr\ -'j:
alt tgt
u: r rr !i_-
.30a ::.
25 105
5
"ADF" - 107
v6o, deve-se medir com uma r6gua (ou com qualquer outro recurso), a medida
entre um e oulro ponto e transformS-la em milhas nSuticas comparando-a com
a escala existente na margem inferior da Carta de Area Rio-Sio Paulo; ou
l';ii,,T" I
l';."9:,, I
fta r trl lr, ,.l ,c
enteo,
transformar esta
medida na equi-
val6ncia de mi-
nutos de arco do
meridiano local
por milhas n6u-
ticas -
Notas:
- A escala da car-
ta 6 de 1:750000- Esta figura 6
ilustrativa, por-
tanlo, nao estd
suieita a atuall-
zagiio.
Note Bem:- A medida da
169ua correspon-
dente d distincia
entre o NDB Rio
Caro e o VOR
Campinas 6 de
104 mllimetros,
a qual compara-
da com a escala
ou em minutos
\.-1---' I
cr
(flgura 163)
o
't
1!:li!
'\
i
o
E
ll
N
E5 \!tt!
tu
'.4E
o
"l
J fi.B
tl
8.)
,+l
r" -2? o
ji'2i.1 .-..".-.ott
1O4'nllfoetros . 42 Ellhas n;u'.1c
de arco do merl-
diano local (fi-gura 163), resulta em 42 milhas nauticas.
3)Para determi-nar a distancia de uma aeronave voando ao longo de um
determlnado QDli a fim de calcular o tempo estimado de v6o ate o bloqueio,
deve-se proceder conforme exemplo a seguir-
3.1) Uma aeronave voando ao longo do QDM 2700 do NDB Rio Claro, determinou
uma distincia de 20 milhas neuticas do bloqueio, em fungSo da sua posigao ao
longo do QDM em pauta com o cruzamento do QDIiI 000" do NDB Piragununga
(figura 164).
tia Ll
n,I ia\ ii:
Notas:
-Aescala6de:
l:750000
- Esta figura 6 ilustrati-
va, portanto neo est6
sujeita a atualizageo.
Note Bem:
- A posigSo da aeronave
ao longo do QDM 2700
do NDB Rio Claro 6 no
cruzamento do QDM
0000 do NDB Piragu-
nunga.
- Com a medida de uma
r6gua e de forma an6-
loga ao exemplo da
figura 163, acima, foi
verificada uma medida
de 49 milimetros o que
6 correspondente a uma
distincia de 20 milhas
nauticas.
ObservagSo;- Por qualquer razdo,
quando n5o for viSvel o
uso do Computador de
V6o, 6 boa prdtica cal-
cular o tempo de voo de
um ponto a outro, divi-
dindo a distancia pela
velocidade em minu-
tos,
i
"ADF" - 108
(frgura 184 )
7\
I
,.1
II
tl-lI
,
I
I\
iaoo
I
cI6'
t,
6
{r!
I
Ir iinr rLl
lsu+j+ l/I $rnar Ilr r ur rr: :l
{9 EO
-*1lr lr3h{ t
/ 210
ac)o
--a/t9@=20nt TSCALA: !: 75OUF
Exemplos:
1) Com uma velocidade de 120 Kt, uma aeronave voard 2 milhas nSuticas por
minuto-
2) Com uma velocidade de 150 Kt, uma aeronave voati 2,5 mllhas n6uticas
por minuto. Com esta velocidade de 150 Kt, o tempo de v6o pode ser facilmente
obtido dividindo-se a distancia por 10 e multiplicando-se o resultado por 4.
Por exemplo, para uma dada distancia de 10 NM o tempo estimado de v6o ser6
de 4 minutos, conforme o resultado de: (10 : l0 x 4).
,tr
119.
1
"ADF" - 109
3) Com uma velocidade de 130 Kt, o tempo estimado de v6o de uma aeronave
6 facilmente obtido atrav6s do resultado da distancia dividida por 2 e
deicontado 10o/o. Por exemplo, para uma dada dist6ncia de 20 Nll o tempo
estimado de v6o ser6 de I minutos, conforme o resultado de: (20 : 2 - 1oo/o\ =(10'l) = 9 minutos.
- A seguir serSo apresenlados tres Processos para Ciilculo de Tempo obtidos
atrav6s de variag6es de marcag6es relativas (Brg), cuja viabilidade de
aplicageo, podera ser durante a execugao de uma mudanga de QDM, que podere
oconer tamb6m tanto durante a realizagao de um procedimento de sarda quanto
a de uma aproximageo. Procure utilizar aquele entre os Processos de C5lculos
de Tempo que melhor se adequar A ocasiao- Entretanto, evidentemente, os
processos enfocados a seguir, assim como os demais c6lculos de tempo
estimado de v6o, neo se apresentam como urna ciencia exata.
Processo das llarcag6es Dobradas - Para dobrar 30 graus:
1.1 - Faga curya para qualquer lado ate obter uma das seguintes marcag6es
relativas (Brgs):
a) Brg 0250, ou
b) Brg 3350.
1.2 - Mantenha rigorosamenle a proa e a velocidade
1.3 - lnicie uma clonometragem de tempo ao obter uma das seguintes Brgs
a) Brg 0300, ou
b) Br9 330".
1.4 - Termine a cronometragem do tempo tao logo tenha obtldo o dobro da
Brg inicial, ou seja:
a) Brg 0600, ou
b) Brg 300o.
1.5 - Tao logo tenha completado a dobra da Brg e obtido o tempo necessario
para isto, inicie uma curva para aproar o lransmissor, e na metade do arco
ddsta curva acione o cronometro para aguardar o bloqueio de acordo com o
tempo estimado de v6o que seri correspondente ao tempo cronometrado para
dobrar as Brgs, conforme enfocado acima nos itens 1.3 e 1.4, ou seja, igual ao
resultado da aplicagio da seguinte f6rmula: "T = t".
Onde: "T" = tempo estlmado de v6o para o bloqueio; e"t" = tempo de v6o cronometEdo para dobrar a Brg (itens 1-3 e 1-4
- acima).
'ADF" - '110
Nota:
- A obtengSo das Brgs 025o ou 335o sao previstas como antecipagSes necess6rias,
para que o piloto tenha condigao de preparar a aeronave, a fim de iniciar a
cronometragem do tempo com relativa precisSo. No entanto, estas Brgs de
antecipagSo poderao ser alteradas ou at6 mesmo dispensadas.
Note Bem:
- O tempo que 6 cronometrado para dobrar a Brg, conforme os itens '1.3 e 1.4, 6
o tempo de v6o estimado para o bloqueio. E o inlcio da confirmagSo deste tempo
cronometrado, (tempo estimado), 6 cronometrado a partir da metade do arco
de curva necessirio pata aptoat o transmissor, ou seja: ao passar pela
indicagao do uma das Brgs 030" ou 3300,
- Em outras palavras, a aplicagSo da f6rmula: "T = t", consiste na observagao
da igualdade do tempo de v6o necessSrio para dobrar a Brg, com o tempo de
v6o estimado at6 o bloqueio, em resultado a descrigao no espago a6reo de um
tri6ngulo de dois lados iguais (is6celes), conforme poder6 ser visto nos exemplos
apresentados.
2 - Processo das Marcag6es Dobradas - Para Dobrar 45 graus:
2.1 - Faga curva para qualquer lado at6 obter uma das seguintes Brgs:
a) Brg 0400, ou
b) Brg 3200.
2.2 - Mantenha rigorosamente a proa e a velocidade.
2.3 - lnicie uma cronometragem de tempo ao obter uma das seguintes Brgs:
a) Brg 0450, ou
b) Brg 3150.
2.4 - Termine a cronometragem do tempo teo logo tenha obtido o dobro da
Brg inicial, ou seja:
a) Brg 0900, ou
b) Brg 2700.
2.5 - Tao logo tenha completado a dobra da Brg e obtido o tempo necessdrio
para isto, inlcie uma curva para aproar o transmissor, e na metade do arco
desta curva acione o cron6metro novamente, para aguardar o bloqueio de
acordo com o tempo estlmado de v6o que sera correspond€nte ao tempo
cronometrado para dobrar as Brgs, conforme enfocado acima nos itens 2.3 e ^2.4, ou seja, igual ao resultado da aplicagSo da seguinte f6rmula: 'T = t". .-Onde: "T" = tempo estimado de v6o para o bloqueio; e"t" = tempo de v6o cronometrado para dobrar a Brg (itens 2.3 e 2.4 ^
acima).
"ADF" - 111
Note Bem:
- O tempo de v6o que 6 cronometrado para dobrar a Brg, conforme os itens 2.3 e
2.4, 6 o tempo de v6o estimado para o bloqueio. E o inlcio da confirmagSo deste
tempo cronometrado, (tempo estimado), 6 cronometrado a partir da metade do
arco de curva necessirio para aproar o transmissor, ou seia: ao passar pela
indicagao de uma das Brgs 0450 ou 3150.
- Em outras palavras, a aplicagSo da f6rmula "T = t", consiste na observagSo da
igualdade do tempo de v6o necessdrio para dobrar a Brg com o tempo de v6o
estimado at6 o bloqueio, em resultado a descrigao no espago a6reo de um
triSngulo de dois lados iguais (is6celes), conforme podera ser visto nos exemplos
apresentados.
Nota:
- A obtengSo das Brgs O40o ou 320" sao previstas como antecipagoes necessarias,
para que o piloto tenha condigao de preparar a aeronave, a fim de iniciar a
cronometragem do tempo com relativa precisao. No entanto, estas Brgs de
antecipagao poderao ser alteradas ou at6 mesmo dispensadas,
Exemolo oara dobrar 30 graus:
1) O piloto de uma aeronave para calcular o tempo estimado de v6o at6 o bloqueio
do transmissor, fez curva at6 obter a indicagSo da Brg 3350 (figura '165).
3oo
275
( flgura I65 )
2) Mantendo rigorosamente a proa e a velocidade, ao obter a Brg 330" iniciou
a cronometragem do tempo de v6o que serS necess6rio para dobrar esta
Brg (figura 166).
"ADF" - 112
ooo
210
( ftgura 156 )
Note Bem:
- A Brg 330' 6 correspondentea 30 graus i esquerda da Brg 0000.
3 - Ao obter a Brg 3000, terminou a cronometragem do tempo de v6o ("t")
com uma indicageo de 5 minutos, ou seja: o tempo de v6o gasto para dobrar a
Brg (figura 167).
( f!.gura 157 ) 1o
Joo
drc
Shio
2,0
4 - lniciou curva d esquerda para aproar o lransmissor. Na metade do arco desta
curva, ou seja: quando o ponteiro do ADF passou pela Brg 3300, iniciou nova
cronomelragem para a confirmag6o do tempo de v6o at6 o bloqueio, que foi obtido
em fungao do resultado da aplicagSo da seguinte da f6rmula: "T = t", que resulta,
evidentemente, em 5 minutos (figura 168).
( flgura 168 )
xoo
SA
t o
\
\
t
IADF
I
I
at
r
*
l, o.!
210
"ADF' - 't13
Note Bem:
- O tempo estimado de v6o ("T") at6 o bloqueio ser6 igual ao cronometrado a
partir da Brg 330" at6 a Brg 3000 (1"), ou seja: 5 minutos.
- A curva para apro o transmissor devera ser iniciada logo ap6s a dobra da
Brg (que conforme este 6xemplo, foi na Brg 3000).
- O tempo calculado de v6o ('T") at6 o bloqueio tem seu inicio cronometrado a
partir da metade do arco de curva necessdrio para aproar o transmissor. Nesle
exemplo, este arco 6 de 60 graus i esquerda, portanto, o inicio da
cronometragem ser6 ao passar pela Brg 3300.
Exemolo Dara obrar 45 oraus
1) O piloto de uma aeronave para calcular o tempo estimado de v6o at6 o bloqueio
do transmissor, lez curva at6 obter a indicagao da Brg 0400 (figura 169).
(ftgura 159 )
oa6
2) Mantendo rigorosamente a proa e a velocidade, ao obler a Brg 0450 iniciou
a cronometragem do tempo de v6o que ser5 necessirio para dobrar esta
Brg (figura 170).
(llgura 170)
o90
3) Ao obter a Brg 0900, terminou a cronometragem do tempo de V6o ("t")
com uma indicagao de 4 minutos, ou seja: o tempo de v6o gasto para dobrar a
Brg (figura 171).
o
of
o
A9F
al
"ADF" - 1't 4
of
(fisu.a 17I )
oEO
4) lniciou curva a direita para aproar o transmissor. Na metade do arco desta
curva, ou seja: quando o ponteiro do ADF passou pela Brg 0450, iniciou nova ^
cronometragem para a confirmagSo do tempo de v6o at6 o bloqueio, que foi obtido ^
em fungSo do resultado da aplicagao da seguinte f6rmula: "T = t", que resulta, ^
o!'
( f, gura 172)
6
\o
,@
I
a
oo
oeo
Note Bem:
- O tempo eslimado de v6o ("T") ate o bloqueio sere igual ao cronometrado a ,^
partir da Brg 0450 at6 a Brg 0900 (1"), ou seja: 4 minutos.
- A curva paia aproar o tranimissor deverd ser iniciada logo ap6s a dobra da ^
Brg (que conforme este exemplo, foi na Brg 090').
- O tempo calculado de voo ("f) at6 o bloqueio tem o seu inlcio cronometrado a ^partir da metade do arco de curva necess6rio para aproar o transmissor. Neste
exemplo, este arco 6 de 90 graus a dlreita, portanto, o inlclo da cronomotra- ^
gem serd ao passar pela Brg 0450
Nota:
- O Processo das Marcag6es Dobradas 6 o que se apresenta como mais exato ^em relagSo aos outros dois processos que sao apresentados a seguir.
^1,
I
91
i
t?
"ADF" - 115
3 - Processo do Trav6s
3.1 - Faga cunta para qualquer lado, at6 obter uma das seguintes Brgs:
a) 0750 ou 0850
b) 2850 ou 2750.
3.2 - Manlenha rigorosamente a proa e a velocidade.
3,3 - lnicie uma cronometragem de tempo ao obter uma das seguintes Brgs
em sequenciamenlo e uma das mencionadas em "a" ou "b" do item 3.1 acima,
respectivamente:
a) 0800 ou 090",
b) 28(P ou 2700
3.4 - Termine a cronometragem do tempo tao logo obtiver uma das seguintes
Brgs, em sequenciamento as mencionadas em "a" ou "b" do item 3.3 acima,
respectivamente:
a) 090o ou 100',
b) 27e ou 2600.
3.5 - Teo logo tenha obtido uma das Brgs conforme acima, inicie uma curua
para aproar o transmissor, e na metade do arco desta curva acione o
cronometro novamente para aguardar o bloqueio de acordo com o tempo
estimado de v6o, que corresponderd ao resultado da aplicagao da seguinte
f6rmula: "T = (GO x t) : V".
Onde: "T" : tempo estimado de v6o para o bloqueio,
"60": constante,
tempo cronometrado durante a variagSo dos l0 graus de Brg
- conforme os itens 3.3 e 3.4 acima, e
variageo dos 10 graus de Brg,
Notas:
- O componente "V" da f6rmula acima (item 3.5) podere ser obtido com uma
variagSo de Brg diferente de "10 graus", Entretanto com o uso de "10 graus",
a f6rmula simplificar-se-5 para: "T = 6 x u'.
- Observe que, conforme exposto acima, neste Processo de Ciilculo de Tempo,
o tempo de v6o para o transmissor 6 obtido multiplicando-se por "6" o tempo
cronometrado para a vaiagSo da Brg ("V"). Por conseguinte, a tftulo de exemplo,
um erro na cronometragem de 10 segundos resultare numa diferenga de 1
mlnuto.
- Pode-se aplicar com mais facilidade neste Processo de Cdlculo de Tempo,
uma f6rmula opcional, conforme segue: "T em minutos" = "t em segundos :
10".
"ADF" - 116
Onde: "T em minutos" : tempo de v6o em minutos para o bloqueio,
"t em segundos" : tempo cronometrado em segundos durante a
variag6o dos 10 graus de Brg - conforme os itens 3.3 e 3.4 acima, e
"'10": constante.
Exemplo:
1) O piloto de uma aeronave para calcular o tempo estimado de v6o at6 o
bloqueio do transmissor fez curva at6 obter a Brg 0850 (figura 173).
(flsura 173)!
oo0
oa6
o85-t
2) Mantendo rigorosamente a proa e a velocldade, ao obter a Brg 090' iniciou
a cronometragem do tempo de v6o que ser6 necessSrio para uma variag6o
de l0 graus de Brg (figura 174). ooo (frgura rra;
o
o90 F
3) Ao obter a Brg 1000, terminou a cronometragem do tempo ("t"), o que
resultou em I minuto e 40 segundos (figura 175).
I
( tigura 1?5 )
,oo
#
tta
i-o-> |.
II
t"t
?
roo
o90
ooo
"ADF" - 117
4) lniciou curva a direita para aproat o transmissor. Na metade do arco desta
curva, iniciou nova cronometragem de tempo para a confirmageo do tempo ("T")
de v6o at6 o bloqueio, que sere obtido em fungSo do resultado da aplicaeao da
f6rmula: "T = 6 t" (figura '176).
,O mi|.
,o5
rOO>--
roso
( flgu.a t?6 )
01 tnln aO aag
Note Bem:
- O tempo de v6o de I minuto e 40 segundos representa o componente "t" da
f6rmula, que, conforme este exemplo, foi obtido com uma variagSo de l0 graus
("v") de Brg.
- O tempo de v6o ("T") at6 o bloqueio ser6 igual a:
a) com a aplicagao da f6rmula b6sica: "T = 6t", portanto:
"T = 6x 1 min e 40 seg" , portanto:
"T = 10 minulos"; ou
b) com a aplicagSo da f6rmula opcional: "T = t em seg :10", portanto:'"f = 100 seg : 10", portanto:'T = 10 minutos'i-
- A curva pa'a apro o transmissor dever6 ser iniciada logo ap6s a variagao de
"V", que, conforme este exemplo, ocorreu com a indicagSo da Brg 100".
- O tempo calculado de v6o ("T") at6 o bloqueio tem d seu inicio cronometrado a
partir da metade do arco de curva necessdrio paa aptoi:r o transmissor. Sendo
este arco, conforme este exemplo, de 100 graus a direita, o inlcio da
cronometragem ser5 ao passar pela Brg 0500.
4 Processo dos 30 Graus
4.1 - Faga curva para qualquer lado, at6 obter uma das seguintes Brgs: 025'ou 3350.
4.2 - Mantenha rigorosamente a proa e a velocidade.
4.3 - lnicie uma cronometragem de tempo ao obter uma das seguintes Brgs,
em sequenciamento as mencionadas no ilem 4.1 acima, respectivamente: 0300
ou 3300.
I
ll
"ADF" - 1i8
4.4 - Termine a cronometragem do tempo tao logo obtiver'uma das seguintes
Brgs, em sequenciamento ds mencionadas no item 4.3 acima, respectivamente:
040o ou 320".
4.5 - Tao logo tenha obtido uma das Brgs conforme o item 4.4 acima, lnicie
uma cun a para aproar o transmissor, e na metade do arco desta curva acione
novamente o cronometro para aguardar o bloqueio de acordo com o tempo
estimado de v6o, que serS correspondente ao resultado da aplicageo da
seguinte f6rmula: "T = (30 x t) : V".
Onde: "T" : tempo estimado de v6o at6 o bloqueio,
"30": constante,
conforme os itens 4.3 e 4.4 acima, e
"V" : variagao dos 10 graus de Brg.
Notas:
- O componente "V" da f6rmula acima (item 4.5) poder5 ser obtido com uma
variagao de Brg diferenti de "l0 graus'. Entrelanto, com o uso d6 "10 graus"
a f6rmula simplificar-se-e parat "f = 3 x t".- Observe que, conforme foi exposto acima, neste Processo de C6lculo de Tempo,
o tempo de v6o para o transmissor 6 obtido multiplicando-se por "3" o tempocronometrado para a variaeao da Brg ("V"). Por conseguinte, a titulo de
exemplo, um erro de cronometra$em de 10 segundos resultar6 numa diferenga
de 30 segundos,
- Pode-se aplicar com mais facilidade neste Processo de C6lculo de Tempo
uma f6rmula opcional conforme segue: "T em min" = "t em seg : 20".
Onde: "T em min" : tempo de v6o em minutos para o bloqueio,
"t em seg" : tempo cronometrado em segundos durante a variagao
dos 10 graus de Brg - conforme os itens 4.3 e 4.4 acima, e
"20" : constante.
Exemplo:
1) O piloto de uma aeronave para calcular o tempo estimado de v6o at6 o
bloqueio do transmissor, tez cuNa at6 obter a Brg 0250 (figura 177).
( flgura 1?7 )
oe5
060
"ADF" - 119
2) Mantendo rigorosamente a proa e a velocidade, ao obter a Brg 0300 iniciou
a cronometragem do tempo de v6o que ser6 necessirio para uma variagao
de l0 graus de Brg (figura 178).
( flgura l?8 ) o60
o
o00
3) Ao obter a Brg 0400, termlnou a cronometragem do tempo ("t"), o que
resullou em 2 minutos e 40 segundos (figura 179).
( flgura 179 ) 060
o
loo
o90
4) lniciou curva a direita para aproar o transmissor. Na metade do arco desta
curva, iniciou nova cronometragem de tempo ("T") de v6o at6 o bloqueio, que
ser6 obtido em fungao do resultado da aplicagSo da f6rmula: "T = 3t" (figura
180).
( flgura 180 )
8.1l,iD
\o
lo/
/
at
I
Iat
a
rO
"ADF" - 120
Note Bem:
- O tempo de v6o de 2 minutos e 40 segundos represenla o componente "t"
da f6rmula, que, conforme este exemplo, foi obtido com uma variagiio de 10
graus ("V") de Brg.
- O lempo de v6o at6 o bloqueio ("T") ser6 igual a:
a) com a aplicagao da f6rmula b6sica;
'T = 3t", portanto:'T = 3x 2 min e 40 seg", portanto:"T = I minutos"; ou
b) com a aplicagao da f6rmula opcional
".T em min" = "t em seg : 20", portanto:
"T em min" = "160 seg :.20", portanto:
"T em min" = "8 minutos".
- A curva para aproar o transmissor dever6 ser iniciada logo ap6s a variagao de
"V" - que conforme este exemplo, ocorreu com a obtengSo da Brg 0400.
- O tempo calculado de v6o ("T") at6 o bloqueio tem o seu inicio cronometrado a
partir da metade do arco de curva que ser6 necesserio para aproar o
transmissor. Sendo este arco, conforme este exemplo, de 40 graus e direita, o
inicio da cronometragem serd ao passar pela Brg 0200.
;19,,r. co.nqii.$::
- Neo acionar o cronometro (ou anotar o horSrio) ao passar na vertical (bloqueio)
de um auxllio-radio (ou de qualquer outra referencia), a fim de a qualquer
momento poder informar o Tempo Estimado de V6o de um ponto a outro.
- Transformar a medida da r6gua, existente de um ponto a outro, em milhas
n5uticas obtidas erroneamente com a equivalGncia dos minutos de arco dos
paralelos ao inv6s dos merldianos-
- Prejudicar a "eslimada" do tempo de v6o por nao manter uma velocidade
constante, ou por variar diversas vezes a Proa da aeronave.
- Atrasar o inlcio da curva, durante a aplicagao de um dos Processos de C6lculo
de Tempo, ap6s haver cronometrado o lempo de v6o ("t") necesserio para uma
determinada variagdo de Brg ("V") a fim de aplicar aquela das f6rmulas
apresentadas que seja compatlvel com esta variagSo de Brg ("V"].
"ADF" - 121
- O Procedimento de Espera consiste num circuito realizado alraves de uma
s6rie de manobras. - E utilizado para possibilitar d adronave manter uma
determinada posigao, que podere ser, normalmente, sobre a vertical de um
transmissor de NDB ou de VOR: como tamb6m poderd ser, eventualmente, ao
longo de uma determinada radial em referdncia a uma determinada distincia
DME, ou ainda: atrav6s de cruzamentos de QDM, ou atrav6s de cruzamentos
de radiais, ou ainda, atrav6s de cruzamentos de QDM com radiais ou vice-
versa.
- Os Procedimentos de Espera sao previstos nas Cartas tanto para o lado direito
(considerado Padrao) quanto para o lado esquerdo (considerado Nio Padrio).
Nomenclatura das Posig6es de um Procedimento de Esoera (figura 181)
PEBNA Dq
AFASTAMENTO
CURVA OE
AFASTAMENTO
CUBVA DE
APROXIMACAO
PERNA O€
A PFOXIMA A
( fl gu.a 181)
Note Bem:
- O circuito do Procedimento de Espera 6 constituido de:
a) duas retas - sendo uma denominada de Perna de Aproximagao e a outra de
Perna de Afastamento; e de
b) duas curvas de 180o - sendo uma denominada de Curva de Aproximaqao e
a oulra de Curva de Afastamento.
Olib.eri!9!es
- Quando na Perna de Afastamento, aguarde a passagem no trav6s do Ponto
de Referencia para cronometrar um tempo de v6o conforme segue:
a) 1 minuto: do FL 140 para baixo; e
b) I minuto e 30 segundos: acima do FL 140.
"ADF" - 122
LimitacSo dos Setores Dara tradas no Circuito de EsDera
- A entrada do Procedimento do Circuito de Espera faz-se em relagao a tr6s
setores diferentes. Estes setores sao limitados em relag6o ao valor do QDii
correspondente ao da Perna de AproxlmagSo - admitindo-se uma zona de
flexibilidade de 5 graus para ambos os lados do QDM limite - conforme segue:
Procedim nto de
1 - Determine o primeiro limite com o QDM oposto ao correspondente ao da
Perna de AproximagSo (figura 182).
t2o
?o
( flgu.a I82 )
\
Note Bem:
- A Pema de Aproximaqao 6 feita atrav6s do QDM 300..
"o,
- O QDM 12Oo (6 oposto ao QDM 3000 correspondente ao da Perna de
AproximagSo) 6 o primelro limite.
2 - O segundo limite 6 obtido por um QDM que forma uma diferenga de 70
graus i direita em relagSo ao QDM da Perna de AproximagSo (figura 183).
,2O
np
(ftsura r83 )
oo
Note Bem:
- O QDiil 2300, posicionado 70 graus i direita da Pema de AproximagSo (QDM
300'), 6 o segundo limite. Este QDM correspondente ao segundo limite,
obviamente, posiclona-se invarlavelmente no lado da Perna de Afastamento.
,f
1
t20
"ADF" - 't23
3 - O terceiro limite 6 obtido com o QDil oposto ao do segundo limite
(figura 184).
bo
o
<o
( r-lBura 184 ) o-
o
Note Bem:
- O QDM 0500,(6 oposto ao QDM 2300 correspondento do segundo limite),6 o
terceiro limite.
Procedimento de Espera pela Esquerda (Nao Padrao)
1 - Determine o primeiro limite com o QDM oposto ao correspondente ao da
Perna de AproximagSo (figura 185).
,2o
(flsura 185 )
,oo
-*r. o
Note Bem:
- A Perna de AproximagSo 6 feita atrav6s do QDM 300'.- O QDM 1200 (6 oposto ao QDM 3000 correspondente ao da Perna de
AproximagSo), 6 o primeiro limite.
2 - O segundo limite 6 obtido por um QDil que forma uma diferenga de 70
graus i esquerda em relagao ao QDM da Perna de AproximaqSo (figura 186).
a
"ADF' - 124
t2o
( fl8ura 186 )
uoo
,:o
6
Note Bem:
- O QDM 0100, posicionado 70 graus i esquerda da Perna de AproximagSo, 6
o segundo limite, Este QDM correspondente ao segundo limite, obviamente,
posiciona-se invarlavelmente no lado da Perna de Afastamento.
3 - O terceiro limite 6 obtido com o QDM oposto ao do segundo llmite
(fisura 187) g
,aO
(ftgura 18? )
on't
I
I
I
I oo
'"o
Note Bem:
- O QDtl 190" ,(oposto ao QDM 0100 corrospondente do segundo limite), 6 o
terceiro limite.
Numeracio e Denominaceo dos Setores
- Seo tres os setores formados pelos limites conforme acima exemplificados.
Tais setores sio numerados (conforme mostram as figuras '186 e 189) e
denominados conforme segue:
o
o
"ADF" - 125
Setor I - Entrada Paralola: E localizado, invariavelmente, no lado da Curva
de Afastamento.
Setor 2 - Entrada Deslocada: E localizado, invariavelmente, no lado oposto
ao da Curva de Afastamento.
Setor 3 - Entrada Direta: E localizado, obviamente, nos lados da Perna de
AproximagSo.
Procedimenlos de Entrada em Espera
- Sao tres os Procedimentos de Entrada em Espera, conespondentes aos tres
seiores conforme foram expostos acima.
- Suas aplicag6es sao feitas em relagSo ao QDltl em que a aeronave atingir a
vertical do transmissor (bloqueio) e aos respeclivos QDMS dos limites dos
respectivos setores.
Entrada Paralela - Setor I
1 - Ap6s o bloqueio, acione o cron6metro e gire, para o lado contrerio ao da
Espera, para uma Proa Paralela (igual) d Pema de Afastamento. (Sugestao: A
fim de afastar um pouco da vertical do transmissor, voe 10 segundos anles de
girar para Proa Paralela.)
2 - Ap6s um periodo de tempo adequado, faga curva para o lado contririo
ao da esperaa fim de aproar o transmissor.
Exemplos:
1) Uma aeronave voando para o transmissor no QDM 18(P devere manter Espera
pela Direita com a Perna de Aproxlmagao no QDM 3000 (figura 188).
( tlgu.a 188 )
,?o
Io
I
aI
F
7A
ooo
,e
"ADF" - 126
1.1) Ap6s o bloqueio, o piloto acionou o cron6metro e manteve a proa original
(180o) durante 10 segundos e depois girou para a PMg l20o (figura 189).
( fl"gu.a 189 )
e$
l2o
B0
Y
I
I
I
I
,.+o
..,oo' noa
Note Bem:
- Na PMg 120" passou a voar pardlelamente com a Pema de Afastamento.
- A entrada foi determinada como sendo Paralela (setor 1), tendo-se em vista
que o QDM l80o localiza-se entre o QDM 120o (limite menor) e o QDM 2300
(limite maior).
1.2) Ap6s um tempo adequado de afastamento, girou i esquerda at6 aproar
o transmissor, e desta forma iniciou o Procedimento de Espera (figura 190).
( flsura 190 )
,2o
to
?o
@o
Y
I
I
I
I
cg
o Jo
o
2) Uma aeronave voando para o transmissor no QDM 060o deverS manter Espera
pela Esquerda com a Perna de AproximagSo no QD}l 3000 (figura 191).
ADF
tADF
1
I
.I
,aO
" ADF" - 127
8 (ftgura 191 )
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2.1) Ap6s o bloqueio o piloto acionou o cron6metro e manteve a Proa original
(0600) durante 10 segundos e depois girou para a PMg 120" (figura 192).
,2O
ao
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(flsura 192 ) ,ro
Note Bem:
- Na Pilg 1200 passou a voar paralelamente com a Perna de Afastamento.
- A enlrada foi determinada como sendo Paralela (seto l), tendo-se em vista
que o QDM 0600 localiza-se entre o QDM 0100 (limite menor) e o QDM ,20o
(limite maior).
2.2) Ap6s um tempo adequado de afastamento; o piloto girou e direita atd aproar
o transmissor, e desta forma iniciou o Procedimento de Espera (figura 193).
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"ADF" = 128
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( ftgura 193 )
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.:.lmpqrtante
- E comum nas Entradas Paralelas - Setor 1 (tanto pela Direita quanto pela
Esquerda), aproar-se o transmissor sem se conseguir faze-lo com a
interceptageo do QDM correspondente ao da Perna de AproximagSo.
Entretanto, na pr5tica (caso a diferenga.entre o QDM aproado e o QDM
correspondente ao da Perna de'AproximagSo n5o for muito grande), pode-se
considerar como estando na Perna de AproximagSo.
Entrada Deslocada - Setor 2
1 - Ap6s o bloqueio aclone o cron6melro e gire para afastar numa Proa que
forme um angulo de 30 graus com o Rumo da Perna de Afastamento, conforme
segue:
a) 30 graus menor se a espera for pela direita, ou
b) 30 graus maior se a espera for pela esquerda.
2 - Ap6s um periodo de tempo ds afastamento adequado, gire para o lado da
Espera, ou seja: faga a curva de aproximaqao, para interceptar o QDM
correspondente ao da Perna de AproximagSo. (Sugestio: O periodo de tempo
de afastamento adequado a ser voado na proa de deslocamento pode ser de I
minuto at6 o FL 140 e de I minulo e 30 segundos acima desle FL, cronometrado
a partir do bloqueio- O v6o no Rumo de Deslocamento pode ser considerado
como sendo Perna de Afastamento.)
Exemplos:
1) Uma aeronave voando para o transmissor no QDM 09tr deveni manter Espera
pela Direita com a Perna de Aproximageo no QDf,l 300o (figura 194).
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1.2) Ap6s o bloqueio o piloto acionou o cron6metro e manteve a atual PMg
090o (figura 195) ( rlgura 195 ) co
,?o
-'-. O9o
ao
Note Bem:
- A Pllg 090o foi mantida porque coincide com o Rumo de Deslocamento, ou
seja: o "Rumo de Deslocamento para Espera pela Dileita" 6 igual ao "Valor
da Pema de Afastamento menos (-) 30 graus", portanto: '1200 - 30 graus"
6 igual a 090o.
- Observe que 6 muito f6cil visualizari quando a Espera for pela Direita, que o
Rumo de Deslocamento corresponde a uma Pllg de valor 30 graus menor
que o Rumo da Perna de Afastamento.
- A entrada foi determinada como sendo Deslocada (setor 2) tendo-se em vista
que o QDM 0900 localiza-se entre o QDM 0500 (limite menor) e o QDM 1200
(limite maior).
1.2) Ap6s 1 minuto de v6o no Rumo de Deslocamento (0900), o piloto girou i
direita at6 aproar o transmissor, o que ocorreu com a interceptagao do QDM
3000, que 6 o previsto para a Perna de AproximagSo, e desla forma completou a
Entrada de Espera (figura 196).
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(flgura 196 )
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Note Bem:
- O piloto girou a aeronave i direita para aproar o transmissor, ou seja: fez a
Curva de Aproximag6o para o lado da Espera.
2) Uma aeronave voando para o transmissor no QDM 1500 devera manter Espera
pela Esquerda com a Perna de AproximagSo no QDI|I 3000 (figura 197).
,lO
( f16ura 197 )
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2.1) Ap6s o bloqueio o piloto acionou o cron6metro e manteve a atual Pltlg
150o (figura 198).
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(flgure 198 )
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Note Bem: $o
- A PMg 1500 foi mantida porque colncid€ com o Rumo de Deslocamento, ou
seja: o "Rumo de Deslocamento para Espera pela Esquerda" 6 igual ao "Valor
do Rumo da Perna de Afastamento mais (+) 30 graus", portanto:
30 graus" 6 igual a 1500.
- Observe que 6 muito f5cil visualizar, quando a Espera for pela Esquerda, que o
Rumo de Deslocamento corresponde a uma Pllg de valor 30 graus maior
que o Rumo da Perna de Afastamento
- A entrada foi determinada como sendo Deslocada (setor 2), tendo-se em vista
que o QDl, 1500 locallza-se entre o QDll 1200 (limite menor) e o QDM l90o
(limite maior).
2.2) Ap6s 1 minuto de v6o no Rumo de Deslocamento (150"), o piloto girou a
aeronave i esquerda at6 aproar o transmissor, o que ocorreu com a
interceptagao do QDM 300o,
que 6 o prevlsto para a Pema
de Aproximageo, e desta
forma completou a Entrada
de Espera (figura 199).
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(fi8urs 199 )
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"ADF" - 132
Note Bem:
- O piloto girou a aeronave i esquerda para aproar o transmissor, ou seja: fez a
Curva de Aproximagao de acordo com o lado da Espera.
Entrada Direta - Setor 3
1 - Ap6s o bloqueio, faga a Curva de Afastamento para o lado previsto para a
Espera at6 o Rumo da Perna de Afastamento.
2 - Com a indicageo da passagem pelo traves, 6 iniciada a Pema de Afastamento,
acione o cron6metro para o tempo de v6o previsto ou necess{rio para esta
fase do procedimento.
Notas:
- Ap6s o bloqueio, a Espera inicia-se teo logo a aeronave comece a Curva de
Afaslamenlo.
- Quando na Perna de Afastamento, aguarde a passagem no travGs do Ponto
de Referencia para cronometrar um tempo de v6o conforme segue:
a) 1 minuto: do FL 140 para baixo; e
b) I minuto e 30 segundos: acima do FL 140.
Exemplos:
1) Uma aeronave voando para o aansmissor no QDM 33lP deverS manter Espera
Pela Direita com a Perna de Aproximagao no QDltl 3000 (figura 200).
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( fr.gura 200)
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1.1) Ap6s o bloqueio, o piloto fez a Curva de Afastamento girando a aeronavei direita at6 o Rumo da Perna de Afastamento, e neste Rumo, aclonou
ocronametro ao obter a indicagSo de trav6s, ou seja: com a lndicaqao da
Brg 0900 (figura 201).
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"ADF" - 133
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(flgura 201)
'1.2) Ap6s 1 minuto de v6o na Perna de Afastamento, o piloto girou a direita
at6 aproar o transmissor, o que ocorreu com a interceptagSo do QDM 3000,
que 6 o previsto para a Pema de Aproxima€o, e desta forma completou a Entrada
de Espera (ligura 202).
Do
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,ro
oc ( flgure 202 )
Note Bem:- O piloto foz a Curva de Aproximagao girando a direita, ou seja: girou para o
lado previsto para a Espera.
2) Uma aeronave voando para o transmissor no QD}l 3300 devera manter
Espera pela Esquerda com a Perna de AproximagSo no QDM 300'(figura
203).
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( flgura 203 )
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2.1) Ap6s o bloqueio, o piloto fez a Curva de Afastamento i esquerda
at6 o Rumo de Afastamento, e neste Rumo aclonou o cron6metro ao obter
a indicagSo de trav6s, ou seja: com a indicagSo da Brg 2700 (figura 204).
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o
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(fisura 204 ) o
2.2) Ap6s 1 minuto de v6o na Perna de Afastamento, o piloto girou a aeronavei esquerda at6 aproar o transmissor, o que ocorreu com a interceptaqeodo
QDM 300-, que 6 o previsto para a Perna de Aproximagao, e desla forma
completou a Entrada de Espera (figura 205).
o
o
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I
I
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ADF
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'ADF" - 135
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,2( flgura 205 ) c
o \ oNote Bem:
- O piloto fez a Curva de Aproximagio girando a esquerda, ou seja: girou a
aeronave para o lado previsto para a Espera-
Nota:
- E evidente que os tempos de v6o constantes nos exemplos deste Capitulo para
os Afastamentos, referem-se aos Niveis de V6o de 140 para balxo.
- Qualquer que se,ja o Procedimento de Entrada em Espera executado, o tempo
de v6o necessirio para a Perna de Afastamento inicia-se, evidentemente, com
a indicagSo de trav6s, ou seja: com as indicagoes da Brgs 0900 (Espera PadrSo)
e 2700 (Espera Nao PadrSo).
- Para as subldas e descidas nos circuitos de Eap6ra, normalmente sao
empregadas raz6es entre 500 e 1.000 p6s por minuto. Outras razdes s6 poderao
ser utilizadas desde que devidamente solicitadas e aulorizadas pelo 6rgao de
Controle de Trdfego A6reo.
- Para outras informag6es, assim como pam obter a indicagao da velocidade
que deveri ser empregada, consulte a "lMA 100 - 12".
- Bom Senso: conforme sempre 6 enfatizado: "esteja sempre na frenle da
aeronave" ou seja, esteia preparado para a qualquer momento em que for
instruido a manter uma determinada Espera, faze-la com a devida e eficiente
presteza. Entretanto, caso seja surpreendido com esta instrugao ou
determinagao, sem que tenha tido tempo para verificar o respectivo
Procedimento de Entrada, proceda de uma ou de outra forma, conforme segue:
I
D FA
"ADF" - 136
a) Ap6s o bloqueio, faga 180 graus de curva para o lado previsto para a Espera.
Mantenha a Proa at6 obter a indicagao de trav6s, Com a indicagSo do traves,
inicie uma "curva meio padrSo" de tal forma a manter constante esta
indicagao de trav6s (Brgs 0900 ou 270"), at6 atingir a PMg correspondente i
prevista para a Perna de Afastamento; ou
b) Ap6s o bloqueio, afaste 1 minuto mantendo uma Proa qualquer, procurando
visualizar durante este afastamento qual o lado de curva que se apresenta
como mais pr5tico para executar a Entrada de Espera.
- Se eventualmente, ao voar em nlveis de v6o de 140 para baixo, o piloto
esquecer de acionar o cron6metro para o tempo da Perna de Afastamento, a
Curva de AproximagSo poderA ser iniciada com a indicagio da Brg 150o (se a
Espera for pela Direita) ou de 210o (se a Espera for pela Esquerda).
- Nos Tr6s Setores dos Procedimentos de Entrada em Espera, qualquer uma
das curvas feitas para interceptar a Perna de Aproximagao poderi ser
considerada como Curva de AproximagSo-
- CorregSo do Vento: utilize uma razao de curva menor do que a recomendada
quando qualquer curva tenha que ser feita contra o vento; e nao utilize razao
de curva maior do que a recomendada, especialmente quando conduzindo
passageiros.
a) Ap6s a Curva de Afastamento a aeronave estar al6m do trav6s. Neste caso,
o inicio do tempo da Perna de Afastamento dever6 ser feito logo ap6s o t6rmino
desta Curva de Afastamento.
b) Ap6s a Curva de Afastamento, o Ponteiro do ADF se posicionar na Marca
de Cauda (Brg 180") ou pr6ximo desta. Em isto acontecendo, "desloque 30
graus de curva" de acordo com o lado da Espera. Com outras palavras: faga o
procedimento previsto para a Entrada Deslocada, e procure observar se isto
ocorreu pela agao do vento-
c) Ap6s a Curva de AproximagSo, o transmissor ser aproado num QDM que
apresenla uma diferenga muito grande em relag6o ao QDM correspondenle ao
da Perna de AproximagSo. Neste caso, verifique se n6o 6 conveniente efetuar
um novo Procedimento de Entrada em Espera, procurando observar e corrigir
uma possivel agao do vento.
- Havendo necessidade de manter Espera sobre um ponto no qual nio haja a
respectiva publicagSo, execute, caso n5o tenha recebido instrugoes em
"ADF" - 137
contrario, uma Espera PadrSo (pela direita) considerando que o QDM em que a
aeronave atingir a vertical do lransmissor, ser6 correspondente ao da Perna
de Aproximagao, executando assim, obviamente, uma Entrada Direta..
Eventualmente, o controlador de v6o poderA determinar o lado da Espera bem
como o valor do QDM, da Radial ou do setor geogrefico correspondente ao da
Perna de Aproximagao.
- lniciar a cronometragem do tempo a ser voado na Perna de Afastamento
sem observar, para isto, a indicagao de trav6s,
- Voar na PMg da Perna de AproximagSo sem contudo estar com o lransmissor
aproado. Neste caso, a aeronave estara voando, de forma nao ideal,
paralelamente i Perna de Aproximagao. Se assim ocorrer, o melhor serd girar
de forma a aproar o transmissor, mesmo que nao ocorra com a interceptagao do
QDM correspondente ao da Perna de AproximagSo-
- Nao considerar a ageo do vento.
- Exceder a inclinag6o lateral recomendada
Nota:
- Alguns pilotos utilizam o mostrador do "HSl" para visualizar o Procedimento
de Entrada em Espera. Esta pratica torna-se inconveniente em vista da
depend6ncia do uso da mem6ria. Considere que 6 muito mais pritico,
t6cnico e seguro visualizar a forma de Entrada em Espera sem ter necessidade
da utilizag1o dos inconvenientes "macetes".
- S5o utilizadas para, a qualquer momento, reverter em 180 graus o sentido do
v6o - tanto de QDR para um QDM quanto vice-versa. S5o vSrios os tipos
existentes. Alguns levam em conla a velocidade da aeronave e outros a agao do
vento. Entrelanto, serao apresentados apenas dois tipos diferentes.
Curva de Revers5o Riipida
1 - FaQa curva de 90 graus i esquerda (figura 206).
AOr
a1
ADI
ll
"ADF" - 138
( flBura aO6)
270
Note Bem: 3 o
- Tanto a aeronave que voava no QDR 2700 quanto a que voava no QDM 2700
fizeram 90 graus de curva A esquerda. (Na verdade, para que esta curva seja
de 90 graus, conv6m lembrar que faz-se necess6rio anlecipar a sua salda - para
a mudanga de lado - levando-se 6m conta a in6rcia da aeronave para esta
manobra.)
2 - Tio logo tenha completado a cun a de 90 graus, conforme o item 1 acima,
mude imediatamente o lado desta curva e execute 270 graus I direita
coordenando de tal forma a reverter o sentido do v6o, a fim de manter a mesma
rota, por6m em sentido contr6.lo (figura 207).
(fISura 207 )
;
oo
IAOF
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tADF
I
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oto o90
"ADF' - 139
Note Bem:
- Tanto a aeronave que voava no QDR 270d quanto a que voava no QDM 270o,
passaram a voar, ap6s haverem completado as Curvas de Reverseo, (ou seja:
ao t6rmino das curvas de 270 graus a dkeita), na mesma rota, todavia em sentido
contrerio, ou seja: no QDIII O90o e no QDR 090", respectivamente.
Curvas de Reversao Padrao ("Gota")
l-Faga curva de 45 graus a esquerda (figura 208)
(flaura 208 )
2ro
a)1r+
Note Bem: ,{ o
- Tanto a aeronave que voava no QDR 2700 quanto a que voava no QDM 2700
fizeram 45 graus de curva i esquerda. (Na verdade, para que esta curva seja
de 45 graus, conv6m lembrar que faz-se necess6rio antecipar a sua saida - para
a mudanga de lado - levando-se em conta a in6rcia da aeronave para esta
ftanobra.)
2 - Ap6s a curva acima, calcule um tempo de v6o reto conforme segue
a) voe 45 segundos se o vento for calmo (figura 209);
b) voe o resultado da soma de 45 segundos com o valor da corregio de
deriva do vento (que vinha sendo mantida antes desta curva) transformado em
segundos, se o vento flcar de proa;
c) voe o resultado de 45 segundos menos o valor da corregeo de deriva do
vento (que vinha sendo mantida antes desta curva) transformados em segundos
se o vento ficar de cauda; ou
d) voe I minuto se desconhecer o vento-
Em resumo, o tempo de v6o serd:
a) 45 segundos se o vento for calmo;
b) maior que 45 segundos se o vento ficar de proa;
2
AOF
aa1
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AOF
/
,/
t
a27 o
at.}
Note Bem: + +
- A cronometragem para o tempo necessario de afastamento 6 iniciada logo
ap6s o t6rmino da curva,
3 - Faga curva complementar de 225 graus 'a direita para completar a Curva de
ReversSo (figura 210).
c) menor que 45 segundos se o vento ficar de cauda
d) I minuto se o vento for desconhecido.
( irgura 209 )
( ftgura 210 )
o9(,
"ADF" - 140
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IADF
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'ADF" - 141
Note Bem:
- Tanto a aeronave que voava no QDR 2700 quanto a gue voava no QDM 2700
passaram a voar, ap6s haverem completado as Curvas de Reversao, (ou seja:
ap6s o t6rmino das curvas de 225 graus d direita), ria mesma rota, todavia em
sentido contr5rio, ou seja: no QDM 090" e no QDR 090', respectivamente.
Notas:
- Tanto na Curva de ReversSo Rapida quanto na Curva de ReversSo PadrSo
("Gota"), as primeiras curvas de 90 e 45 graus, respectivamente, sao
executadas i esquerda por convengSo. Entretanto, nada impede que eslas
sejam feitas a direita. Dessa forma, evidentemente, as curvas eomplementares
de 270 e de 225 graus, respectivamente, deverSo ser feitas e esquerda.
- Considere que a Entrada Deslocada (setor 2) de um Procedimento de Espera,
tamb6m 6 urna forma de Curva de Reversao.
- Na primeira curva de 90 graus da Curva de Reversao R6pida, neo antecipar
devidamente a mudanga do lado da curva por negligenciar a in6rcia existente
para tal manobra.
- Desfazer a curva complementar (ou de regresso), observando unicamente
o ponteiro do ADF, negligenciando assim, a indicageo do Giro Direcional, ou
vice-versa- Com outras palavras: n5o coordenar a curva complementar (ou de
regresso), convenientemente atraves .da verificagSo cruzada (cheque cruzado)
entre o Giro Direcional e o ponteiro do ADF, de tal forma a termin6-la exatamente
no QDM ou no QDR reciprocos (inversos).
- Negligenciar a in6rcia existente para as entradas e sa[das das curvas.
- Fazer toda e qualquer curva observando unicamente o Redio Compasso,
especialmente no momento de aproar o transmissor, deixando de fazer cheque
cruzado entre este instrumento e o Giro Direcional (que, evidentemente, deverd
estar devidamente ajustado pela Bussola).
1 - Mudanga de QDM:
1 .1- Divida menlalmente o
mostrador do RMI em dois
lados, conforme mostra a
fig!ru 211 , atrav6s de uma
linha imaginAria ao longo
das marcas de proa e de
cauda.
1.2- Estando a aeronave
aproada para o transmissor,
verifique em que lado do
mostrador do RMI se enconlra
o valor do QDM desejado.
1.3- Para obter a PMgl, faga
curva para o lado contrSrio
ao daquele onde foi verifi-
cado encontrar-se o valor do
LAD0
rs0u
m&rca
045 e
tR00
ll B0
DIBEITO
de Marca de Proa marca d.e
5o
oa-rca de
trav6e
irarca de
travea
loarqa. d€ 
l{8jrc a ale Cauda
srca d,e
4450
[,
tl
R
l6 t,
QDM desejado (item 2 aci- (ftsura 211)
ma), at6 o ponteiro do RMI coincidir com uma das mar-cas superiores de 45
graus (referOncia padrao). Ap6s esta curva, o valor do QDM deseiado dever6
estar posicionado abaixo do ponteiro do RMl.
1.4- A interceptagao do QDM desejado, ser6 indicada pela leitura direta do
ponteiro do RMI coincidentemente com o seu valor.
Resuma:
- Para mudar de QDM pelo RMl, bastar5 ter o valor conespondente ao do QDM
desejado posicionado abaixo do ponteiro do RMl.
ObseryagS.qs;
- A PMgl estar6 correta se o valor do QDM deselado ficar posicionado abaixo
do ponteiro do RMl, (conforme o item 3 acima), tendo-se em vista a tend6ncia
invari6vel que apresenta este Ponteiro, que 6 de deslocar-se para baixo
enquanto a aeronave nao aproar o transmissor, pois que sendo "ADF", sua
propriedade b6sica 6 indicar contlnua e automaticamente a posigao do
'ADF" - 143
transmissor. (Diz-se alegoricamente: que o ponteiro do ADF 6 "pesado" e por
isso, invariavelmente, seu deslocamento 6 "para baixo" enquanto a aeronave
nao aproar o transmissor.)
- Conforme foi exposto no item 4 acima, a interceptagao do QDM deselado ser6
indicada pela leitura direta do ponleiro do RMI coincidentemente com o seu valor.
A curva de interceptagSo deve ser antecipada levando-se em conta a distancia
do transmissor (que 6 avaliada pela sensibilidade do ponteiro do RMI) e o tamanho
do arco desta curva. Entretanto, 6 boa pr6tica iniciar esla curva suavemente
com uma anteced6ncia relativamente maior, coordenando-a de tal forma a aproar
o transmissor no QDM desejado.
Exemplos;
1) Uma aeronave voando no QDM 060o deverS mudar para o QDM 0900 (figura
212).
o90
(fxgura 212 )
060
Note Bem:
- O valor do QDM deseiado 0900 encontra-Se posicionado no lado direito do
mostmdor do RMI (conforme est6 assinalado na figura 212).
1.1) Consequentemente o piloto fez curva i esquerda para a Pllgl 0150 (figura
213).
ogo
I$l
I
I
tu
R
i
""?
(flgura . 213 )
"ADF" - 144
Note Bem:
- O piloto fez curva i esquerda, (por ser o lado contr5rio iquele onde se
posicionava no mostrador do RMI o valor do QDM desejado 0900), para a PMgl
0150 e o ponteiro do RMI coincidiu com a marca superior de 45 graus.da
dlreita do seu instrumento.
- O valor do QDM desejado 090o encontra-se posicionado abaixo do ponteiro
do RMl.
- A aeronave interceptarS o QDM desejado 090'quando o ponteiro do RMI
coincidir com o seu valor, ou seja: quando coincidir com 0900,
2) Uma aeronave voando no QDl/l 0900 deverS mudar para o QDM 0600 (figura
214).
;
:
"ra-+
( f,lgura 214 )
oso
Note Bem:
- O valor do QDM desejado 0600 encontra-se posicionado no lado esquerdo do
mostrador do RMI (conforme esta assinalado na figura 214).
2.1) Consequentemente o piloto fez curva a direita para a Pilgl 135o (figura
21s).
o90
,c"
( ilgure 215 )
060
Note Bem:
- O piloto fez curva a direita (por ser o lado confario aquele onde se posicionava
no mostrador do RMI o valor do QDM desejado 0600) para a PMgl 1350 e o
Ponteiro do Rltll coincidiu com a marca superior de 45 graus da esquerda
do seu instrumento-
I
RU
I
I
9
$
I
af
I
\"'
'ADF" - '145
- O valor do QDM desejado 060o encontra-se posicionado abaixo do ponteiro
do RMl.
- A aeronave interceptara o QDM desejado 060d quando o ponteiro do RMI
coincidir com o seu valor, ou seja: quando coincidir com 0600.
,*u*u
- Conforme foi exposto no Capitulo Vl - Mudangas de QDM com o Radio
Compasso, verifica-se que o lado direito da aeronave Gorresponde ao lado
direito do mostrador deste instrumento. E que neste lado os valores das Brgs
aumentam d medida que se distanciam da Brg 000- (marca de proa), e que
aumentando estes valores tambem aumentam os valores dos QDItls que
serSo cruzados (evidentemente, o reclproco 6 verdadeiro). Por conseguinte, o
mesmo acontecer6, obviamente, com as indicag6es do RMl, ou seja: estando a
aeronave voando com o transmissor e direita (portanto, ponteiro do RMI
deslocado para o lado direito), observa-se que havera um aumento contrnuo,
indicado automaticamente, nos valores que serao cruzados (QDMs) i medida
que o ponteiro do RMI se deslocar para baixo; enquanto que, se a aeronave
estiver voando com o transmissor a esquerda (portanto, ponteiro do RMI
deslocado para o lado esquerdo), observa-se que haverd uma diminuigio
contlnua, indicada automaticamente, nos valores que serao cruzados (ODMS).
medida que I ponteiro do RMI se deslocar para baixo.
- Por Conclusio:
a) Quando o QDM desejado for maior, deve-se posicionar o ponteiro do RMI na
marca superior de 45 graus do lado direito do instrumento; e
b) Quando o QDM desejado for menor, deve-se posicionar o ponteiro do RMI na
marca superior de 45 graus do lado esquerdo do instrumento.
- Observe que a utilizagao das marcas de 45 graus acima mencionadas 6
apresentada como uma forma padrao e neo como condigao 0nica e
invari6vel.
,4FWffi*8
- Para executar uma Mudanga de QDM, caso a aeronave nao esteja aproada
para o transmissor, nao seri preciso primeiro apaoar. Conforme foi exposlo
nas Mudangas de QDM com o R6dio Compasso, pode-se e deve-se fazer a
curva diretamente para a PMgl.
- Exemplos:
l) Uma aeronave voando com PMg 0150 est5 cruzando o QDll 030' e dever6
mudar para o QDM 000' (figura 216).
Note Bem:
- O valor do QDM desejado
0000 estii posicionado acima
do ponteiro do RMI (figura
216). Por conseguinte, se a
aeronave mantiver a atual
Proa, o ponteiro do RMI (em
virtude do seu deslocamento
ser para baixo), d istinc iar-
se-6 cada vez mais do valor
do QDM desejado 0000. Assim
sendo, faz-se necess6rio fazer
curva .i d ireita (sentido
hor5rio) a fim de que o ponteiro
do RMI se desloque .no
sentido antl-hor5rlo, de tal
forma a posicion6-locoinciden-
temente com a marca supe-
rior de 45 graus da esquerda 'do mostrador deste instru-
mento-
(flgura atB )
-oeo
( flsurs 216 )
( ft8u.a 21? )
"ADF" - 146
75 ^
qoo
o
o
t 0o0coat
\,,
a rj
o
1.1) Conseqiientenfente , o piloto fez curva i direita para
a PMgl 0750 (figura 2'17\.
ilote Bem:
- O piloto fez curva A direita de tal forma a posicionar o
ponteiro do RMI acima do valor do QDM deseiado, ou
seja: acima de 0000.
- A aeronave interceptara o QDM desejado 0000, quando
o ponteiro do RMI coincldlr com o seu valor, ou seja:
quando colncidir com 0000.
ero 2) Uma aeronave voando com Pllg 090o est6 cruzando
o QDIiI 3300 e dever5 mudar para o QDM 0000 (figura
218).
Note Bem:
- O valor do QDM dese.iado 0000 eski posicionado acima
do ponteiro do RMl. Por conseguinte, se a aeronave
mantiver a atual Proa, o ponteiro do RMI (em virtude do
seu deslocamento ser para baixo), distanciar-se-f cada
vez mais do valor do QDM desejado 0000. Assim sendo,
Btat
a
a
faz-se necess6rio lazer cuwa i esquerda (senlido anti-
hordrio) a fim de que o ponteiro do RMI se desloque
no sentido hor5rio, de tal forma a posicion6-lo
coincidentemente com a marca superior de 45 graus
da dlreita do mostrador.
2.1) Consequentemente, o piloto f6z curva e esquerda
para a PMgl 285o (figura 219).
Note Bem:
- O piloto fez curva i esquerda de tal forma a posicionar
o ponteiro do RMI aclma do valor do QDM deseiado,
ou seja: aclma de 0000.
- A aeronave interceptar6 o QOil deseiado 0000 quando
o ponteiro do RMI coincidir com o seu valor, ou seja:
quando coincldir com 0000.
3) Uma aeronave voando no QDR 0000 deveri
regressar ao transmissor pelo ODM 21Oo (figura 220).
"ADF" - 147
(flaura 219 )
?OS
Note Bem: r
- lnterpretando o ponteiro do RMI
verifica-se ser necess6rio fazer
curva a direita (sentido hor6rio)
de tal forma a posicionar o
ponteiro do RMI aclma do valor
do QDM desejado e
coincidentemente com a marca
superior de 45 graus da direita
do instrumento (figura 221).
Observe que, mesmo durante a
curya, o valor do QDM desejado
estard sob o ponteiro do RMl.
A16m disso, verifica-se ser
necessArio fazer curva para
posicionar o ponteiro do RMI no
lado direito do instrumento, em
virlude de saber-se que, com o' transmissor no lado direito da
aeronave, todos os valores
tendem a aumentar a medlda que
a aeronave progredir na rota.
ooo
8o
o
vo
( ftgura 220) ( figu.a A21)
Rral
!O
a
IAI
I
i
al a
)?
8Mr
3.1 )
221\
"ADF" - 148
Conseouentemente, o piloto lez cuwa ir direita para'a PMgl 135o (figura
Note Bem:
- O piloto fez curva dr direita de lal forma a posicionar o ponteiro do RMI acima
do valor do QDM desejado, ou seja: acima de 2100.
- A aeronave interceptar6 o QDM desejado 2l0o guando o ponteiro do RMI
coincidir com o seu valor, ou seja: quando coincidir com 210o.
2 - Mudanga de QDR:
2.1- Divida mentalmete o mostrador do RMI em dois lados (direito e esquerdo),
conforme mostra a ligura 222, atraves de uma linha imagin5ria
ao longo das marcas de proa e de cauda.
2.2- Estando a aeronave com o transmissor na cauda, verifique em que lado do
mostrador do RMI encontra-se o valor do QDR desejado.
2.3- Para obter a PMgl, faqa
curva para o mesmo lado em
que verificou encontrar-se o
valor do QDR desejado
(conforme o item 2 acima) at6
que este valor coincida com
uma das marcas superioresde 45 graus (refer6ncia
padrao). Ap6s esta curva, o
valor do QDR desejado
deverS estar posicionado
acima da cauda do ponteiro
do RMl.
2.4- A interceptaqao do QDR
desejado seri indicada pela
leitura direta da cauda do
ponteiro do RMI coincidente-
mente com o seu valor,
^
:
#iffi;
- Para mudar de QDR pelo RMl, bastar6 ter o valor correspondente ao do QDR
desejado posicionado acima da cauda do ponteiro do RMl. Desta forma, a
PMgl estare correta, tendo-se em vista que, "se a tend6ncia do deslocamento
do ponteiro do RMI 6 para baixo, a da cauda deste ponteiro 6 para cima".
Marca ds hoa,
Uaree do Cbud a
(treura 2221
{
&alca ale
454
Ioance d.e
045 0 narca de
o45 e
TA BllDt[[tT0
ia.r'cE d
trav6s
oe.roa ilE
trav6s
Ea.}ca ale
o45a
tt00
ts0uER00
"ADF" - 149
Exemplos:
1) Uma aeronave voando no QDR 060o deveri mudar para o QDR 0900 (figura
223).
oto
(flgura 223)
oto
Note Bem:
- O valor do QDR desejado 090o encontra-se posicionado no lado direito do
mostrador do Rl l (conforme esta assinalado na figura 223 acima).
1.1) Consequentemente, o piloto fez curva e direita para a PMgl 135'(figura
224).
I
o5o
(ilgura 224 )
'.).'
o00
Note Bem:
- A aeronave fez curva e direita (ou seja: para o mesmo lado daquele onde se
encontrava no mostrador do RMI o valor do QDR deselado 090") para a PMgl
1350, e o valor do QDR desejado 090- coincidiu com a marca superior de 45
graus da esquerda do mostrador do instrumenlo.
- A aeronave interceptara o QDR deseiado 0900, quando a cauda do ponteiro
do RMI coincidir com o seu valor, ou seja: quando coincidir com 090".
.t,
t
t2a
or
5
if,t
"ADF'- 150
2) Uma aeronave voando no QDR 0900 deveri mudar para o QDR 060o (figura
225).
oto t
(flgu.a 225 )
* ooo
Note Bem:
- O valor do QDR dese.iado 0600 encontra-se posicionado no lado esquerdo do
mostrador do RMI (cohforme est6 assinalado na figura 225 acima).
2.1) Consequentemente, o piloto fez curva i esquerda para a Pilgl 0t5o (figura
226).
aPo
(ftgura 226 )
;
.
o90
Note Bem:
- A aeronave fez cuwa a esquerda (ou seja: para o mesmo lado daquele onde
se encontrava no mostrador do RMI o valor do QDR deseiado 060') para a
PMgl O'150, e o valor do QDR desejado 0600 coincidiu com a marca superior
de 45 graus da direita do mostrador do RMl.
- A aeronave interceptara o QDR desejado 0600 quando a cauda do ponteiro
do RMI coincidir com o seu valor, ou seja: quando coincidir com 0600.
- Tendo-se em vista que, se o valor correspondente a um QDM a ser interceptado
precisa estar posicionado abaixo do ponteiro do Rltll (conforme foi exposto e
o
"l'
I
il
o.
'ADF'- 151
exemplificado) reciprocamente, o valor correspondente a um QDR precisa
estar posicionado acima da cauda deste ponteiro. lsto tudo, levando-se em
conta que alegoricamente "o ponteiro do RMI 6 pesado"; consequentemente,
(enquanto o transmissor estiver localizado num dos lados da aeronave) seu
deslocamento 6 sempre para baixo. Assim sendo, considera-se que sua
extremidade oposta (cauda) "6 leve", e consequentemente, seu deslocamento
6 sempre para cima.
- Quando a aeronave voa na reta com o ponteiro do RMI deslocado para o lado
direito, durante o seu movimento de descida, indicarS um aumento gradativo
e continuo nos valores dos QDMS cruzados. Correspondentemente, atrav6s da
sua extremidade oposta (cauda) que estare posicionado no lado esquerdo,
indicar5 tamb6m um aumento gradativo e continuo nos valores dos QDRs
cruzados. Portanlo, pode-se verificar com facilidade, que a reclproca 6
verdadeira.
- Por conclusio:
a) Se o QDR desejado for maior que o atual: o valor^ correspondente ao do
QDR deselado deverS ficar posicionado no lado edtuerdo do instrumento,
de tal forma a ficar acima da cauda do ponteiro do RMI (dessa forma,
evidentemente, o ponteiro estarA deslocado para o lado direito).
b) Se o QDR desejado for menorque o atual: o valor correspondente ao do
QDR desejado deverS ficar posicionado no lado direito do inslrumento, de tal
forma a ficar acima da cauda do ponteiro do RMI (dessa forma, evidentemente,
o ponteiro estar6 deslocado para o lado esquerdo).
- A utilizag5o das marcas superiores de 45 graus conforme foi exposto e
exemplificado,6 apresentada como uma forma padrio e nao como uma
condig5o 0nica e invari6vel. Portanto, o angulo de interceptagSo poder6 e
deverd ser alterado de acordo com o momento.
- Quando a aeronave estiver ou nio estabilizada com o transmissor na cauda, e
houver necessidade de interceptar um detdrminado QDR, pode-se (para nio
di2er: deve-se) proceder de forma idGntica a enfocada no "item 2 do Capitulo
Vlll" para estas mudanqas com o RAdio Compasso, ou seja:
1 - lniciar uma curya para uma Proa de igual valor (paralela) a do QDR desejado
2 - Durante estacurva, procure observar a posigao do valor correspondente ao
do QDR deseiado no mostrador do RMl, a fim de para-la com este valor
posicionado numa das marcas superiores de 45 graus do mostrador deste
instrumento e acima da cauda do seu ponteiro, conforme exemplo a seguir:
"ADF" - 152
1) Uma aeronave voando no QDm 240o devera mudar Para o QDR 0900 (figura
227).
(flrura 227 )
o90
Note Bem:
- O piloto devera iniciar, imediatamente, uma curva i esguerda (menor arco)
para a PMg 0900, (que 6 igual ou paralela, ao valor do QDR desejado).
- O lado corespondenta ao menor arco de curva pode ser observado no mostrador
do RMI; pois, conforme foi exposto anteriorments, este instrumento indica tamb6m
proas magn6ticas.
'1.1) Consequentemente, o piloto fez curva i esquerda at6 a PMgl l35o (figura
228).
o'o
(flEura 228 )
cs
o90
Note Bem:
- O piloto parou a curva na PMgl 1350 (ou seja: parou antes de haver atingido a
PMg 0900), com o valor do QDR desejado 0900 posicionado acima da cauda do
ponteiro do RMI e coincidentemente com a marca superior de 45 graus'da
esquerda.
- O QDR desejado 0900 ser6 interceptado quando a cauda do ponteiro do Rlrl,
durante a sua subida, coincidir eom o seu valor, ou seja: quando coincidir
com 0600.
.to
;
;
^.
;
1
aa
I
AT
I
rl
9
oa
ALl
"ADF',- 153
Nota:
- N6o causar6 problema o fato de n6o se conseguir parar a curva diretamente
na PMgl (conforme foi exposto no item 1.1 acima). Neste caso, o 0nico
inconveniente sere um aumento nos graus de curva. E uma vez na PMg paralela
(igual) i do QDR desejado, a Pllgl ser6 obtida fazendese 45 graus (ou qualquer
outro valor) de curva para o lado do transmissor, que, obviamente, sere
correspondente ao lado do posicionamento do ponteiro do RMl, conforme
exemplo a seguir:
1) Uma aeronave voando no ODIS 2400 deverd mudar para o QDR 0900 (figura
229).
( flgura 229 )
ooo
Note Bem:
- O piloto dever6 iniciar, imediatamente, uma curya i esquerda (menor arco)
para a Pllg 090o.
1.1) Consequentemente, o piloto fez curva i esquerda at6 a Pilg 0900, ou seja:
girou para uma proa de igual valor d do QDR desejado, (figura 230).
o6o
_*090
,ro
(flgura 23o)
o90
Note Bem:
- A aeronave est6 voando com PMg 090o, consequentemente, estd voando
paralelamente ao ODR deseiado. Por conseguinte, nesta proa, o ponteiro do
aa
t
Bta
I
I
"ADF" - 154
RMl, al6m de indicar a posigao do transmissor, indica tamb6m o lado em que
se encontra o QDR desejado.
'l .2) Tendo em vista a indicagao do ponteiro do RMI deslocado para o lado
direito do instrumenlo, o piloto fez apenas 30 graus de curva i direita, o que
resultou na PMgl 120o (figura 231).
dP
( ftsura 231)
,io
oeo
Note Bem:
- O QDR desejado sera interceptado quando a cauda do ponteiro do Rlttll
(durante a sua subida) coincidir com o s6u valor, ou seja: quando coincldir
com 0900. Desta forma, a aeronave estare interceptando o QDR desejado com
um ingulo de 30 graus (formado entre o seu eixo longitudinal e este QDR
desejado)
a
- Para completar a exposigSo do emprego do
RMI , observe nas figuras 230 e 231 as
indicag6es do ponteiro e .da cauda do
ponteiro do Riill "de forma aleg5rica",
- Diz-se, de forma aleg6rica: "que o ponteiro
do RMI 6 pesado" por isso o seu deslocamento
serS sempre para baixo, e que durante a sua
descida indicar6 todos os valores dos QDils
que serao cruzados (figura 232).
- Diz-se, de forma aleg6rica: "que se o
ponteiro do R 16 pesado, a sua extremidade
oposta (cauda) 6 leve" porisso o seu
deslocamento 6 sempre para cima, e que
durante a sua subida indicar5, todos os
valores dos QDRs gue sereo cruzados (figura
233).
I.-
o
( fiqura 232 )
g
e
E
nrl
/
5za
( figura 233 )
'ADF', - 155
- E para completar o assunto sobre RMl, desnecess5rio seria dizer que as demais
manobras, como Procedimentos de Espera, Curvas de ReversSo, etc., sao
aplicadas de forma an6loga is apresentadas para o emprego do R5dio
Compasso. A 0nica diferenga 6 que o RMI apresenta a grande vantagem de o
seu ponteiro indicar diretamente o valor do QDM ou do QDR, dispensando
desta forma qualquer cilculo ou cheque cruzado, que normalmente se faz
quando se uliliza o R6dio Compasso.
Ponto de Vista
- Pata finalizar este trabalho, queremos deixar claro que muito do que
apresentamos aqui sao conceitos padr5o, por se basearem em literatura
especifica. Entretanto, he hmb6m conceitos apresentados sob nosso pr6prio
ponto de vista, os quais evidentemente terao a sua interpietagao sempre sujeita
ao entendimento do leitor. Sua aplicagSo depender6 do bom senso, o qual, como
em qualquer outra situagao, sempre deverd prevalecer em aviagio.
Pedro Antonio Coutinho

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