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Luana Costa Araujo 3º período Bloco Células e Moléculas TH TH1 COONG (CABEÇA, OLHOS, ORELHA, NARIZ, GARGANTA) EXAME DA CABEÇA Tamanho e forma→ variação própria de acordo com idade, etnia, sexo... o formato da cabeça é ovalado (típico), possuindo simetria. Alterações de tamanho e forma ocorrem durante a formação do crânio (infância), pois após o fechamento das suturas não há como ocorrer ampliação da calota craniana ou sua deformidade (dolicocefalia). Depois da soldadura das suturas, para que se tenha deformidade da cabeça ou alteração de seu volume, é necessário que haja processos externos (traumas, acidentes, doenças...) Alterações: plagiocefalia, braquicefalia (aumento do diâmetro transverso do crânio em relação ao anteroposterior), dolicocefalia (preponderância do diâmetro anteroposterior, com perda de lateralidade), escafocefalia (fechamento precoce das suturas cranianas). Posição e movimentos→ pescoço acima do tronco, face voltada anteriormente para frente, sem desvio lateralmente ou flexão/extensão Torcicolo congênito (desvio da cabeça). Tiques involuntários. Face Cabelo e couro cabeludo Sensibilidade dolorosa→ se existe ou não Consistência do crânio Cadeias ganglionares EXAME GERAL DA FACE Luana Costa Araujo 3º período Bloco Células e Moléculas A face se estende da fronte ao mento e na região de orelha a orelha. Avaliação: calvária, crânio (neurocrânio) e face (viscerocrânio). - Simetria - Expressão fisionômica (mímica facial) Exame geral da face - Fácies Hipertireodismo (olhos estatelados, emagrecimento), lúpus sistêmico (eritema em asa de borboleta), hanssen (face leonina), cushing (face em lua cheia), esclerodermia (perda da expressão facial)... Pele→ coloração, hidratação, coloração, solução de continuidade, equimose, hematoma, hemangioma (coloração/consistência alterada), pequenas alterações (acne) Pelos→ hirsutismo (pelos na face de mulheres por fatores genéticos, uso de certos medicamentos, irregularidade menstrual, alterações hormonais, infertilidade e acne), barbas (implantação, característica do pelo, distribuição, se é completa, se há falhas, alopecia, descamação), supercílios... Luana Costa Araujo 3º período Bloco Células e Moléculas Cabelos - comprimento - higienização - tipo de implantação - distribuição - quantidade - coloração - brilho - espessura - consistência - força Cabelos e couro cabeludo - descamação - nódulos - nevos - úlceras - tumoração - parasitas (piolhos, miíase de mosca) - outras lesões PALPAÇÃO Utilizando as 2 mãos abertas deve-se seguir a orientação dos ossos do crânio, para identificar proeminências, saliências, depressões... Suturas Fontanelas Consistência da tábua óssea (melhor lugar: atrás da orelha) Sensibilidade/pontos dolorosos LINFONODOS Luana Costa Araujo 3º período Bloco Células e Moléculas Utiliza-se as polpas digitais (face ventral dos dedos), fazendo movimentos circulares para conseguir perceber a existência de linfonodos e se há alguma alteração. Cadeias ganglionares: - pré-auriculares - retroauriculares - occipitais - tonsilares - submandibulares - submentonianos - cervicais superficiais - cervicais profundos - cervicais posteriores – supraclaviculares Linfonodos - localização - tamanho - volume – coalescência: vários gânglios juntos (reação/percepção de vários gânglios em uma mesma região) - consistência - mobilidade - sensibilidade - alterações na pele EXAME DOS OLHOS Luana Costa Araujo 3º período Bloco Células e Moléculas Compreende: - globos oculares e órbita - pálpebras/fenda palpebral - cílios e supercílios - esclerótica - conjuntiva - córnea - cristalino - pupilas – motricidade GLOBOS OCULARES - forma - tamanho - distância→ hipertelorismo (muito afastado), hipotelorismo (pouco afastado) - simetria - motilidade - tensão ocular Agenesia completa→ não há formação de globos oculares/ausência de globos oculares Hipertireoidismo→ olhos saltados da órbita ÓRBITA - solução de continuidade - fraturas - espessamento – crepitação Luana Costa Araujo 3º período Bloco Células e Moléculas PÁLPEBRAS/FENDA PALPEBRAL Possuem motilidade, com a função de proteger o olho da luminosidade e levar irrigação produzida pelas glândulas lacrimais ao longo do globo ocular. - cor – textura - posição - motilidade - presença de edema - cílios - borda - fenda palpebral – simetria CÍLIOS E SUPERCÍLIOS Orientação sempre evertida. - quantidade - tamanho - direção – coloração Luana Costa Araujo 3º período Bloco Células e Moléculas ESCLERÓTICA Geralmente na cor branca (porcelana). - coloração - hemorragias - reação inflamatória - corpo estranho Amarela: icterícia. Azulada: alteração genética. Hemorragias, manchas (melanoma) CONJUNTIVA Reveste a esclera tanto no bulbo quanto na pálpebra. É transparente. - palpebral - bulbar - coloração - reação inflamatória - alterações - corpo estranho Pterígio→ prega de tecido fibrovascular em formato triangular ou trapezoidal, que se origina da conjuntiva interpalpebral e se estende para a córnea CÓRNEA Estrutura côncava que recobre a parte da íris e da pupila, transparente, contém líquido, possui uma angulação/inclinação - opacificação - irregularidades - ulcerações Ceratocone→ córnea fica curvada para fora do olho, semelhante a um “cone”. Luana Costa Araujo 3º período Bloco Células e Moléculas CRISTALINO Atrás da pupila, transparente. –opacificação Catarata→ perda de transparência do cristalino. PUPILAS Controlam a entrada de luz juntamente com a íris. Variam de tamanho entre 1 e 7mm (habitual: 3 e 6mm). Forma arredondada e circular. - tamanho - formato - simetria - reflexos • Fotomotor (direto e indireto) • Acomodação-convergência Discoria→ perda de formato da pupila. TH2 COONG (CABEÇA, OLHOS, ORELHA, NARIZ, GARGANTA) EXAME DOS OLHOS APARELHO LACRIMAL Luana Costa Araujo 3º período Bloco Células e Moléculas Importante para integridade dos olhos. Produz a lubrificação que mantém o globo úmido e capaz de funcionar, sem ressecamento de suas estruturas. Pálpebras são fundamentais para distribuir essa lubrificação para o globo ocular, através do ato de piscar. Constituído pela glând lacrimal (secretora e excretora ao mesmo tempo) e sobre o aparato de distribuição dessa substância. Ponto lacrimal inferior fica o saco lacrimal que leva o liquido residual para o saco lacrimal e depois para o nasal inferior .... Glând lacrimal principal→ localizada no canto externo dos olhos, sob o osso frontal. Secreta as lágrimas que são lançadas no globo ocular através de inúmeros ductos, e distribuídas pelo movimento das pálpebras. Drenadas, ao final, para o saco lacrimal. Desemboca na cavid nasal. Glând acessórias - inspeção - palpação • Consistência • Profundidade • Sensibilidade Obstrução da drenagem, ocorre lacrimejamento constante, cistos e pode gerar infecção secundaria. Inflamação da glândula lacrimal tambem MOTRICIDADE OCULAR EXTRÍNSECA - N. oculomotor (III), n. troclear (IV) e n. abducente (VI) Avaliação da musculatura extrínseca do olho. Para avaliar é necessário pedir que o paciente acompanhe o dedo do médico com os olhos. Nistagmos→ movimentos oculares irregulares e incoordenados. Refletem condição de adoecimento Luana Costa Araujo 3º período Bloco Células e Moléculas MOTRICIDADE OCULAR INTRÍNSECA – N. oculomotor (III) Pupilas Reflexos - fotomotor (direto e indireto)→ incidir foco de luz diretamente sobre o olho, direcionando a pupila e observar a contração da pupila iluminada (reflexo fotomotor direto), e contração da que não está sendo iluminada (reflexo fotomotor indireto). - acomodação-convergência→ aproximar dedo ou algum objeto na região entre os olhos, observando a acomodação/convergência do movim desses músc (convergência paramedial)e a contração bilateral da pupila para que o objeto entre em foco. Luana Costa Araujo 3º período Bloco Células e Moléculas CAMPIMETRIA CLÍNICA (CONFRONTAÇÃO) – N. ótico (II) Suspeita de perda de campo visual. Examinador de frente para o paciente, na mesma altura. Pedir que o paciente tampe um dos olhos, e o examinador tampa o olho contralateral para ter o mesmo campo de visão do paciente. Movimentar objeto ou dedo e perguntar se o paciente vê e percebe a movimentação. ACUIDADE VISUAL – N. ótico (II) Tabela de Snellen→ paciente se senta em frente ao quadro (com uma distância de cerca de 20 pés – 6m do paciente), e cada um dos seus olhos será avaliado quanto à capacidade de visão. Cobrir um olho de cada vez. Se o paciente usar óculos, deve fazer o exame com a correção ocular. Tabela de Jaeger→ composta por pequenos blocos de texto em fontes de diversos tamanhos. O menor parágrafo que você conseguir ler a uma distância de aproximadamente 33/40 cm de distância determina a acuidade de sua visão de perto. OFTALMOSCOPIA Fundoscopia Visualização do fundo do olho, utilizando oftalmoscópio. Pode-se visualizar a parte nervosa, retina com seus vasos, a papila. Para isso é necessário que haja uma dilatação prévia da papila, permitindo visualizar o fundo do olho, refletindo a saúde dos vasos de muitas partes do corpo. Permite avaliar a presença de doenças com alterações vasculares. Teste do reflexo vermelho/ do olhinho Ao incidir a luz do oftalmoscópio, deve-se ver o reflexo vermelho/alaranjado/amarelado da retina, da passagem livre da luz pela cavidade através da pupila, sem opacificação, permitindo ver o reflexo vermelho, que é o normal/esperado. Casos de não existência de coloração avermelhada, deve-se suspeitar de adoecimento (tumoração, catarata...) Exame feito ao nascimento e aos 2, 4 anos de idade. Leucoria→ parte branca ao invés de vermelha Luana Costa Araujo 3º período Bloco Células e Moléculas TONOMETRIA Avaliação da pressão ocular. Avaliação digital é muito pobre, por esse motivo são usados tonômetros. Digital -> um ou dois dedos Tonômetro→ objeto que faz pressão sobre a córnea com um jato de ar que achata a córnea e mede a pressão referente a esse achatamento. Quando há aumento da pressão ocular, a drenagem do humor aquoso fica comprometida por alguma obstrução a essa drenagem, e ele para de drenar, acumulando na córnea, que faz compressão sobre a pressão intraocular, podendo lesar vasos, nervos (glaucoma), acarretando uma perda gradual da visão por lesão desses nervos e vasos. VISÃO DE CORES Tábuas pseudoisocromáticas Diagrama de Ishihara→ são colocadas várias matizes da mesma cor. O exame consiste na exibição de uma série de cartões coloridos, cada um contendo vários círculos feitos de cores ligeiramente diferentes das cores daqueles situados nas proximidades. Seguindo o mesmo padrão, alguns círculos estão agrupados no meio do cartão de forma a exibir um número que somente será visível pelas pessoas que possuírem visão normal. EXAME DA ORELHA Luana Costa Araujo 3º período Bloco Células e Moléculas Orelha humana→ órgão-sistema de alta complexidade morfológica e funcional, cuja responsabilidade consiste em receber, compreender e responder à sensibilidade sonora e as mudanças gravitacionais e do movimento. Dividida em: - orelha externa→ formada pelo pavilhão auricular e canal/meato auditivo. Foco do exame físico - orelha média - orelha interna PAVILHÃO AURICULAR Estrutura cartilaginosa recoberta por tec subcutâneo e pele. Tec subcutâneo aumenta conforme se prossegue caudalmente, em direção ao lóbulo. Conectado ao crânio por 3 músc extrínsecos: mm. Auriculares anterior, superior e posterior. CONDUTO/CANAL AUDITIVO EXTERNO Tubo tortuoso, em forma de S, formado em sua maior extensão pelo osso timpânico. Meato consiste de um terço lateral cartilagíneo e 2 terços mediais ósseos. Área de transição = istmo→ porção mais estreita do conduto. Luana Costa Araujo 3º período Bloco Células e Moléculas EXAME DA ORELHA Inspeção Posição/Implantação Implantação baixa→ traça-se linha horizontal a partir do canto externo do olho e se a linha não atingir o pavilhão auricular, a orelha é considerada de implantação baixa. Algumas doenças genéticas apresentam esse tipo de manifestação (Down). Simetria Assimetria merece uma avaliação para saber qual impacto ela possui a respeito da função auditiva do paciente. Formato Ampliado, ponta mais espiculada, ofrelha com área embutida... Luana Costa Araujo 3º período Bloco Células e Moléculas Lesões Neoplasias, ulcerações... Cistos Fístulas Apêndices →Avaliação nas porções anterior e posterior das orelhas Secreção Edema (mastoide) Corpo estranho - rolha ceruminosa – pólipos Palpação Dor Linfonodos periauriculares Mastoidea Otoscopia Luana Costa Araujo 3º período Bloco Células e Moléculas Utiliza-se otoscópio e seus espéculos. Observa-se: - conduto auditivo externo - membrana timpânica – ossículos EXAME DO NARIZ Estrutura piramidal, vultuosa, que se encontra na linha média da face e apresenta importante função respiratória, olfativa e que exerce grande influência na emissão de sons da espécie humana. EXAME Avaliar porção externa e algumas estruturas internas que possam ser acessíveis ao exame físico. Inspeção externa Forma/deformidades Narinas/permeabilidade Ruído respiratório Batimento de aletas nasais Presença de massas tumorais Lesões Malformações Luana Costa Araujo 3º período Bloco Células e Moléculas Avaliação de secreção Palpação Crepitações Desnivelamentos Pontos dolorosos Exame da cavidade nasal Rinoscopia anterior→ Avalia estruturas internas do nariz importantes para a queixa do paciente. Se posiciona um especulo na narina do paciente e se consegue avaliar algumas estruturas internas. - mucosa - cornetos (médio e inferior) - septo - meato médio e inferior - passagem de ar que ocorre na narina - secreção (aspecto, volume, odor) - detecção de exsudato, pólipo, neoplasia, corpo estranho Rinoscopia posterior→ otorrino EXAME DA BOCA E GARGANTA Luana Costa Araujo 3º período Bloco Células e Moléculas Inspeção Lábios, mucosas, palato, gengivas Dentes (número, forma, aspecto, lesões) Língua Hálito Glândulas Alterações ósseas GARGANTA Orofaringe Luana Costa Araujo 3º período Bloco Células e Moléculas Auxílio de um abaixador de língua. Inspeção (hiperemia, hipertrofia, secreção, lesões) - amígdalas - cavum - úvula Palpação - lifonodos cervicais (avaliação complementar)