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• Lesão arterial caracterizada por: espessamento da camada íntima por depósito de lipídios, cálcio e outros elementos; • Afeta prioritariamente artérias de grande e médio calibres (elásticas e musculares); • É uma doença inflamatória crônica, sistêmica e progressiva; • O espessamento pode ser difuso ou localizado - formando placas: Placas de aterosclerose, placas ateromatosas ou ateromas; • Na íntima espessada e nas placas é comum a deposição de lipídeos, inclusive cristais de colesterol. • Pode iniciar-se nos primeiros anos de vida e progredir com a idade; • Praticamente todos os idosos apresentam lesão aterosclerótica; • Fatores de risco: hipercolesterolemia, hipertensão, tabagismo e sedentarismo; • A etiopatogenese ainda é incompleta, mas acredita-se que ocorre por: Inicialmente há uma lesão endotelial (principalmente por hipercolesterolemia); Essa lesão causa o aumento da permeabilidade e a adesão de monócitos, plaquetas e lipoproteínas; Os monócitos vão migrara do lúmen para a intima e se transformarem em células espumosas; Ocorre então a migração das células musculares da camada média para a camada intima. Isso ocorre por conta da libração de fatores das plaquetas ativadas e também a liberação de substancias pelos macrófagos e pelas células endoteliais; Vai ocorrer também a modificação das lipoproteínas por oxidação; As células que migraram da camada média para a intima começam a se proliferar, ocorrendo uma hiperplasia. A partir disso forma-se uma matriz extracelular pelo acumulo de proteoglicanos e colágeno que vai formar uma capa fibrosa subjacente ao centro lipídico. ARTÉRIA CORONÁRIA - PLACA ATEROMATOSA • Imagem A: Obstrução mínima do lúmen, camadas com espessura normal; • Imagem B: Redução da luz vascular devido a uma placa ateromatosa muito mais desenvolvida. Presença de núcleos necróticos com acumulo de elementos lipídicos e células espumosas. Laura Costa Santos – Medicina - 5° semestre • Nesta imagem a seta aponta para a placa, com um a capa fibrosa formada por fibras colágenas e células musculares lisas, presença de um núcleo necrótico e túnica intima espessada; • Na imagem da direita é possível observar na área apontada a neoformação de pequenos vasos; • A placa ateromatosa pode ser de dois tipos diferentes: Placa instável/mole: predomina conteúdo lipídico, restos celulares e leucócitos, com pouquíssimo tecido conjuntivo Placas estáveis/duras: predomínio de tecido fibroso com pouco componente lipidico • Nesta imagem há presença de uma capa fibrosa mais densa, apontada pela seta • No meio há formação do núcleo necrótico, com diversos compostos químicos, lipídios, cálcio, macrófagos, prostaglandinas, etc. • As regiões esbranquiçadas são os locais de acumulo de cristal de colesterol. • Na imagem da direita também há espessamento da intima; • A parte pontilhada é o limite entre a camada média e a intima; • Na região esbranquiçada os lipídios foram dissolvidos no momento da coloração; • Possivelmente é uma placa instável. • A imagem da esquerda é um aumento da região de cristais de colesterol, que estão em forma de fendas; • Neste aumento é possível visualizar macrófagos com citoplasma espumoso, preenchido por lipídios em solução. Laura Costa Santos – Medicina - 5° semestre ARTÉRIA CORONÁRIA COM OBSTRUÇÃO E COM PLACA ATEROSCLERÓTICA COM ÁREAS DE CALCIFICAÇÃO • Esta imagem demonstra uma artéria coronária obstruída, com uma placa arterosclerótica (1) e áreas de calcificação (2); • A região mais escura é a obstrução por um trombo; • Há espessamento difuso da intima. AMPLIAÇÃO DA REGIÃO 1 • Em verde está a camada adventícia; • Em azul está a camada média; • Em amarelo está a camada intima; • No centro há o trombo obstruindo a luz do vaso. Quando ocorre a perda endotelial, ocorre coagulação sanguínea intensa e formação dos trombos AMPLIAÇÃO DA REGIÃO 2 • A área roxa é um ateroma calcificado; • Muito tecido fibroso na camada intima, com células musculares. Laura Costa Santos – Medicina - 5° semestre FONTE: Histologia Básica – Junqueira e Carneiro