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SUMÁRIO DE URINA 
 
● Urina: excreta composta por 95% de água em média; considerada estéril, apresenta aspecto variável 
● SU: método simples não-invasivo capaz de identificar anormalidades 
 
Recomendações para o exame: 
● Amostra– 10 - 15 mL, refrigerada. Normalmente se pede para coletar o jato médio (desprezar 1° jato, diminui contaminação), a 
não ser que queira investigar o trato urinário inferior (1º jato). 
● Horário– preferencialmente a 1ª urina do dia (mais concentrada permitindo identificar melhor as alterações) 
● Higiene– recomenda-se assepsia genital antes da coleta para evitar contaminação indesejada 
*Dieta, exercício físico, concentração da urina, medicamentos: interferem na composição da amostra 
● Ciclo menstrual– preferencialmente evitar em fase menstrual, pois pode confundir com hematúria devido a presença de 
hemácias. 
● Tempo para avaliação– até 4h após a coleta (o ideal é até 1h, se demorar muito tempo perde muita coisa, substâncias 
degradam) 
Partes do exame 
Análise Química 
Normalmente feita com fita reagente, que avalia 
várias alterações por meio de reações químicas. 
Cada tipo de substância analisada vai mostrar uma 
cor, que varia de acordo com a cartela presente na 
embalagem da fita. 
 Sedimentoscopia – identificar elementos que podem ser vistos na microscópio óptico 
Análise Química 
→ pH urinário (5 a 6,5) - Urina ácida = eliminando excesso de H + (é fisiológico, mecanismo de para eliminar o excesso de ácido 
do corpo) 
Urina alcalina (pH>7)– DHE (alcalose metabólica)? Infecção? 
● Uso de diuréticos, vômitos e terapia rápida com substâncias alcalinas (furosemida é quem mais contribui) / Vômito = perda de 
suco gástrico, levando à alcalose (já estou eliminando ácido pelo digestivo) 
● Proliferação de bactérias que degradam a ureia - Urina alcalina também é indicativo de ITU, sinalizando a presença de 
bactérias que degradam ureia (costuma ser o motivo principal de urina alcalina na prática clínica - geralmente provocada por 
bactérias gram-negativas) (grande indicador de ITU) 
 
E a acidose metabólica?– tem pH mais ácido do que o aceitável, mais baixo que o habitual, pois espera-se 
uma eliminação ainda maior de ácidos. 
● pH> 5,5 indica disfunção renal, sem capacidade plena de eliminar, pH está ácido mas deveria estar mais para um acidose 
metabólica 
● pH 
● densidade 
● glicose 
● cetonas 
● leucócitos 
● nitritos 
● heme 
● proteínas 
● cilindros 
● hemáceas 
● leucócitos 
● células epiteliais 
● cristais 
● elementos estranhos 
 
 
*pH menos ácido do que deveria pode ser por doença renal das células tubulares, não estou eliminando e esse H+ se acumula no 
corpo - Acidose tubular (ou seja, uma acidose sistêmica pode ter causa renal) 
● pH< 5,3 indica tentativa de compensar acidez sistêmica – verdade que o organismo tende a ter um metabolismo ácido, mas ter 
ácido demais circulando pelo corpo também é igualmente maléfico para a homeostase 
 
→ Densidade Urinária 
Primeira coisa que tem que olhar quando pegar o sumário de urina, porque se ela for baixa, ferrou todo o resto do exame, 
perde-se o parâmetro. Pois quando está diluída pode ter hemácia, leucócito, proteína, mas estarão diluídos e não vai pegar. 
● 1,003 a 1,030– faixa aceitável (lê-se dez três e dez trinta) 
● Medida da concentração urinária 
★ Quanto mais concentrada a amostra de urina, mais densa ela é, e melhor para identificar os achados de sedimentoscopia 
★ Medida indireta da concentração de urina – medida indireta para calcular a osmolaridade 
● Cálculo indireto da osmolaridade (x35) 
A multiplicação da densidade urinária por 35 só não funciona bem em caso de glicosúria e proteinúria. Há 
aumento da osmolaridadenesses casos por causa do peso molecular, que é consideravelmente maior. Por isso, 
varia de 105 (03) a 1050 (30) 
● Importância da 1ª urina da manhã 
★ Urina concentrada = melhor visualização de anormalidades 
★ Urina diluída = perda da capacidade de analisar os elementos nela presentes porque tende a mascarar os achados 
importantes para identificação de problemas no SU 
● Qualifica indiretamente outras medidas (Ex.: proteinúria, mas se baixa densidade não serve, pois posso até ter proteinúria, mas 
é de baixa qualidade. 
● Útil na avaliação da IRA (NTA x pré-renal): Na NTA a urina está diluída pois se perdeu a função de concentrar, mas na 
pré-renal a urina está mais concentrada. 
● Correlacionado à volemia do paciente, útil no diagnóstico diferencial de hiponatremia, hipernatremia e poliúria 
* Análise da volemia do paciente: SU serve como diagnóstico diferencial para verificar distúrbios hidroeletrolíticos 
*Distúrbios do sódio interferem diretamente na concentração de água na amostra de urina porque é o principal íon no MEC 
 
→ Glicose 
O ideal é NÃO conter glicose na urina, porque é reabsorvida no túbulo contorcido proximal. 
● Glicemia > 210 apresenta glicosúria, pois o limiar renal de glicose é de 160-180. 
★ Presença de glicose na urina = tentativa de se livrar do excesso da substância em 
circulação no sangue, pois o organismo tolera até certo ponto. Passando do limite da 
capacidade de reabsorção tubular, saturou, então ela sai, ocorre glicosúria 
★ Glicemia de até 180 tem como ser reabsorvida pelos túbulos renais sem apresentar 
glicosúria 
★ Limiar do teste para positivar tem de dar > 30 (em relação a referência) (180+30=210) 
● Qual a sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de DM? 
*Não é bom para o diabetes pois entre 180 e 210 não detecta, logo não é sensível mas é específico para quando se tem diabetes. 
(se negativo não afasta, se positivo dá diagnóstico) 
● Glicemia normal indica tubulopatia proximal– em caso de glicosúria (glicemia basal está normal, mas apresenta glicosúria, logo 
problema está nos túbulos) *Síndrome de Fanconi (síndrome completa de disfunções do túbulo contorcido proximal) 
 
→ Cetonas 
*Presente na urina apenas em casos que proporcionem sua formação no organismo 
● Jejum prolongado, cetoacidose alcoólica ou diabética– fatores que favorecem a produção de cetoácidos 
*Em caso de cetoacidose alcoólica e/ou diabética, ocorre em caso de descompensação, além de detectaraumento no 
metabolismo lipídico 
★ S: 17% 
★ E: 98% 
★ Sensibilidade = triagem 
★ Especificidade = confirmação 
*Presença de cetonas = detecta cetoacidose diabética e glicosúria 
*Paciente com glicosúria está em cetoacidose diabética até que se prove o contrário 
● β-hidroxibutirato (80%, mais produzido), acetoacetato e acetona 
*Fita reagente não detecta presença de β-hidroxibutirato, detecta apenas cetona e acetoacetato 
 
● Método é pelo teste do nitroprussiato>> não detecta β-hidroxibutirato 
No paciente com diabetes se tem duas condições clínicas mais graves a cetoacidose diabética e o estado hiperosmolar não 
cetônico. Para diferenciar as duas, visto que ambas têm glicemia muito descontrolada é a presença de corpos cetônicos na urina, 
pois eles só estão presentes na cetoacidose diabética. Tratamento da cetoacidose é com hidratação e insulinoterapia. 
*Ao repetir o exame de urina após o tratamento, se antes você tinha 2+/3+ de glicose, depois do tto repete e dá a mesma coisa ou 
até aumentou, isso ocorre não pelo tto errado que seria o pensamento lógico, mas porque o principal corpo cetônico - 
β-hidroxibutirato não reage ao teste. Logo, o paciente está melhorando, pois corpo cetônico está caindo, mas é aquele que não é 
mensurado.O método então não é bom para avaliar a resposta terapêutica, não é ideal para acompanhamento. 
 
→ Bilirrubinas 
● Apenas a bilirrubina conjugada (direta) é hidrossolúvel e passa para a urina 
★ Bilirrubina direta – solúvel em água, por isso pode ser eliminada na urina 
★ Produto da degradação da hemoglobina 
★ Pode sinalizar hepatopatia, e obstrução de ducto biliar (detecta doenças do fígado e PRINCIPALMENTE das vias biliares) 
★ Icterícia + colúria (bilirrubina direta na urina) + acolia fecal = obstrução de vias biliares 
★ Bilirrubina indireta se liga à albumina (proteína), tem mais afinidade com substâncias hidrófobas; tem mais a ver com 
anemia hemolítica (não escurece a urina pois é direta) 
→ Leucócitos – detectáveis por reação química, forma indireta de detectar piúria/leucocitúria 
● Método da estearase leucocitária → liberação de estearase por leucócitos urinários que sofrem lise (leucócito na urina está em 
meio ácido, concentrado e ao sofrer lise libera a estearase que reage com a fita e positiva). 
● Contaminação vaginal? Em mulheres, a defesa natural da vagina pode chegar ao trato urinário inferior (uretra tem comprimento 
menor em relação à do homem), e lá aparecer leucócitos, na defesa natural da mulher ela pode apresentar os leucócitos – 
desprezar primeiro jato urinário para evitar erro de leitura do exame Não se esquecer da antissepsia antes da coleta! (Permite 
avaliar se a leucocitúria é patológica ou fisiológica) 
● Reação inibida quando houver muita glicose, proteína, ácido ascórbico ou alguns ATBs– pode dar falso negativo se levar 
muito tempo para analisar com a fita, reação está negativa pelas situações, mas leucócitos se apresentam preservados na 
sedimentoscopia. 
 → Nitritos 
● Nitratos ingeridos na dieta são excretados na urina (é normal, é fisiológico) 
● Algumas bactérias convertem o nitrato parcialmente em nitrito (por isso marcador de bactéria) 
★ Principalmente enterobactérias– principais causas de ITU, em especial E. coli 
*Presença de nitritos = há bactérias biologicamente ativas no trato urinário! 
*Bactérias gram-negativas também produzem nitritos, e dessas as enterobactérias têm maior destaque porque têm maior 
frequência no surgimento de ITU 
★ Tempo suficiente de contato - é preciso ter um tempo de contato entre a bactéria e o nitrato para poder converter, se levar 
rápido para o laboratório não dá tempo de converter 
● Demora na realização do exame causa degradação dos nitritos 
*Para detectar esse substrato na urina, o ideal é fazer a análise da amostra em até 2h após a coleta, porque se degrada muito 
facilmente, apesar do tempo de contato necessário se passar muito tempo, 2-3 h já degradou os nitritos 
*Dessa forma pode-se ter falso negativo e positivo 
● Streptococcusfaecalis , Neisseriagonorrhoeae , Mycobacterium tuberculosis – sempre pensar em ITU na presença deles! (nem 
toda bactéria causa essa conversão) 
*Nitrito negativo não exclui infecção urinária, mas nitrito positivo tem alto valor preditivo! 
 
→ Heme (grupamento heme) - não necessariamente é hematúria, pois a fita reagente reage ao grupo heme, então reage com 
hemácia (saco de hemoglobina), se hemoglobina livre e mioglobina livre. 
● Fita reagente utiliza atividade “peroxidase-like” do grupo heme e positiva na presença de hemácias, hemoglobina e mioglobina 
*Sedimento avermelhado = presença de hemácias, vê a célula. Se não tenho hemácia fica a dúvida entre hemoglobinúria e 
mioglobinúria. 
● Hemoglobinúria x mioglobinúria– analisar sedimentos 
★ Ambas apresentam sobrenadante avermelhado após centrifugação 
Sobrenadante avermelhado = heme diluído e solúvel na urina, diferenciar pelo plasma sanguíneo 
★ Plasma avermelhado indica hemoglobinúria e o plasma normal indica mioglobinúria 
Diferenciar entre hemo e mioglobinúria: olhar o plasma sanguíneo após centrifugação. Na prática não fazm, então avalia pela 
história: 
Hemoglobinúria = anemia hemolítica intravascular 
Mioglobinúria = rabdomiólise, lesão muscular 
● Urina vermelha com fita negativa → pigmentos, alimentos, porfiria (pensa no grupamento heme, mas é outra coisa) 
→ Proteínas – na prática, o que se leva em conta é ALBUMINA 
● Fitas reagentes são impregnadas com tetrabromofenol azul (reação química que detecta) que tem afinidade por proteínas 
negativas - Se tiver proteína de carga positiva, NUNCA vai detectar 
● Apenas na presença de mais de 300 a 500 mg de albumina ao dia, há reação positiva 
★ 300 a 500 mg (albumina) = macroalbuminúria (só detecta no estágio 3 da DRC pois no estágio 2 é a microalbuminúria e 
não é detectado) 
★ Fita reagente detecta apenas ALBUMINA simplesmente por ter carga negativa, mas só acusa se em quantidades 
elevadas 
● Várias limitações 
★ Não detecta cadeias leves de imunoglobulina e proteínas de Bence-Jones (proteínas de carga positiva, por isso não 
pega) 
Método falho porque não detecta valores mínimosde proteinúria – nesse caso seria mais indicado fazer exame de 
microproteinúria 
Coloração da fita varia de acordo com a concentração proteica 
★ Não detecta microalbuminúria (30 a 300 mg/dia) (Estágio 2 da DRC) 
Em caso de DRC, é mandatório pesquisar microalbuminúria, e o SU não é o exame mais indicado para isso porque é 
QUALITATIVO, não quantitativo. Método pouco sensível. 
Paciente HAS, DM ou DRC não deve se contentar com SU normal, precisa da pesquisa de nicroalbuminúria! 
★ Falso-positivo no uso de contraste radiológico (o contraste iodado reage com o reagente t. azul) 
 
 
 
 
 
 
Sedimentoscopia - vê no microscópio os elementos alterados 
Cilindros 
● Formados por precipitados de proteínas que se formam na luz tubular - Contribui na identificação de patologias renais do 
paciente a nível tubular 
● Massas alongadas de material aglutinado, limites regulares e formato cilíndrico (por serem formados no túbulo)– pode ter 
presença de outros materiais agregados 
● Formado nas partes distais dos néfrons, onde a urina é mais concentrada e ácida 
★ É justamente na porção distal dos túbulos onde se tem melhor formação dos cilindros porque há condições ideias para 
isso (urina concentrada, e as reabsorções já foram feitas) 
★ Urina muito alcalina = baixa capacidade de agregação dos cilindros. Isso acontece porque em meio ácido a proteína é 
menos degrada, quanto mais alcalina mais é degradada 
★ Havendo proliferação de bactérias no túbulo distal, elas findam alcalinizando a urina. Se o contato for rápido, não dá 
tempo suficiente para que a degradação da ureia ocorra. No entanto, pode ser que sejam eliminadas junto com a urina, 
deixando o meio contaminado, e depois de um tempo começa a de fato alcalinizar a urina – isso também reforça a 
importância de ser eficiente na análise da urina, senão informações importantes se perdem no exame 
● Todos os cilindros contêm uma matriz orgânica, composta de proteína de Tamm-Horsfall 
* Proteína de Tamm-Horsfall : glicoproteína renal. É secretada na luz tubular, e tem a função de agregar as substâncias com quem 
tem afinidade, formando, assim, os cilindros encontrados na sedimentoscopia. É fisiológico liberar, e qualquer coisa pode colar 
nela, formando vários tipos de cilindros a partir do que está sendo eliminado 
● Identifica o rim como fonte da alteração 
 
→ Cilindros hialinos 
● Basicamente constituídos pelas mucoproteínas de Tamm-Horsfall 
● Não há células na luz tubular 
● Não tem significado clínico, é fisiológico liberar 
*Aparecem em maior quantidade na urina de quem está desidratado (+ concentrada, mais fácil de visualizar) 
*Sem significado patológico, o organismo produz naturalmente – costuma ser visto como artefato 
 
→ Cilindros epiteliais - célula epitelial se grudando na mucoproteína, algo diferente, já pensa em algo patológico 
● Formados por células epiteliais tubulares e pouca matriz proteica - Basicamente feito com material que sobra da degradação 
das células epiteliais ao longo do néfron, e se juntam para formar esse cilindro 
● À medida que avançam pelo néfron, há degeneração sucessiva desses cilindros com dispersão do material celular e 
fragmentação (cilindros granulosos) até formação de massas homogêneas (cilindros céreos) 
*As células do tubo podem degradar e assim perde a característica celular e vai ficando com aspecto granuloso, célula foi 
destruída e seu material ficou misturado com a mucoproteína, não fica clarinho como o hialino. 
Cilindro epitelial pode se transformar em granuloso ou em céreo a depender da intensidade da degradação ao avançar pelo néfron 
★ Cilindro granuloso: heterogêneo, tem densidade 
maior; em sua composição pode haver outras 
proteínas de grande densidade que não deveriam 
estar üpresentes na urina, indicando proteinúria 
maciça 
★ Cilindro céreo: tem granulações, mas tem aparência 
mais homogênea que o granuloso porque sofreu 
degradação mais intensa 
● Marcador de Necrose Tubular Aguda (NTA) - se tem 
células caindo a hipótese é que essas células estão 
morrendo 
Descamação de células tubulares → sinaliza NTA → causa da IRA renal intrínseca 
● Grânulos podem também representar agregados de proteínas plasmáticas (outras proteínas além da mucoproteína, logo 
qualquer patologia que leve a proteinúria importante cursa com essa proteinúria) 
● Também podem aparecer em qualquer patologia que curse com proteinúria 
 
→ Cilindros largos 
● Cilindros com o diâmetro maior que o habitual - Indicam lentificação do fluxo urinário (pois para chegar a formar cilindro em um 
tubo mais grosso o fluxo tem que estar muito baixo - analogia do encanador, para formar lodo em um tubo largo a fluxo de 
água tem que estar fraquinho, por isso representa baixo fluxo urinário) 
● São formados nos ductos coletores e resultam da estase urinária 
● Conhecidos como cilindros da insuficiência renal crônica (fluxo urinário baixo, oligúria, diurese baixa) 
● Têm características de cilindros céreos (visualmente, são um pouco mais claros, tem rachaduras por 
isso vê que é largo essa rachadura nos outros cilindros partiria eles no meio) 
 
→ Cilindros Hemáticos - hamácia grudadas 
● Patognômico de glomerulopatia (sangue do glomérulo para o 
vaso, significa que extravasou) 
● Marcador de hematúria renal (se o cilindro se grudou na 
hemácia, essa hemácia veio do rim) 
*Relacionados ao aumento da concentração de hemoglobina 
*Sinaliza glomerulopatia, visto que o normal é a hemácia não ultrapassar a barreira de filtração no néfron 
*Marcador de hematúria de origem renal 
 
→ Cilindros leucocitários 
● Localiza a lesão como renal (pois o cilindro está colado na proteína, veio do rim) 
● Achado isolado indica pielonefrite ou doença tubular ou intersticial 
*Tem relação com ITU 
*Sua presença na pesquisa de sedimentos indica que a lesão renal é ruim; também pode indicar 
inflamação intersticial sem ser de natureza infecciosa (imunomediado, reação) 
● Surgem nas glomerulopatias associados a outros achados (ex.: glomerulonefrite - não é 
infecção mas está inflamado) 
*Presença de leucócito = marcador de INFLAMAÇÃO 
*Nefrite intersticial aguda não necessariamentetem natureza infecciosa, mas pode-se afirmar que tem relação estreita com 
processo inflamatório 
*Em caso de glomerulopatias, o SU está “sujo” (presença de vários tipos de cilindros, proteinúria) 
 
Células epiteliais 
● Células epiteliais tubulares renais são 1,5 a 3x maiores que os leucócitos e têm o núcleo 
grande e redondo 
● Células no trato urinário inferior tendem a ser muito maiores e com núcleo pequeno 
● Fisiológico ou patológico? 
★ Fisiológico: sai no primeiro jato, pois é fisiológico o epitélio descamar 
★ Patológico: verificar se coleta foi feita adequadamente; se persistir 
em ser eliminado, pensar em descamação epitelial (ex.: cálculo 
renal, infecção urinária) 
★ Normalmente o primeiro jato tem excesso de células epiteliais, e 
não são de interesse laboratorial – por isso que se aconselha a 
desprezar o primeiro jato ao fazer a coleta da amostra de urina, 
visto que eles “tampam” a visão não permitindo ver as outras coisas 
● Quando há grande proteinúria, células epiteliais podem sofrer 
degeneração gordurosa (na lipidúria a célula quebra a barreira, capta 
gordura) (aspecto de “cruz de malta”) 
 
Lipidúria 
-Marcador de proteinúria, principalmente se for maciça 
*Quebra da barreira glomerular, filtro, começa a quebrar coisas que não era 
para passar, como macromoléculas e a principal delas são proteínas, assim 
como lipoproteínas, colesterol, mas essa outras são reabsorvidas pelas 
células tubulares que ficam cheias de lipídeos. 
*Colesterol com lipoproteína proporcionam maior absorção de gordura nas 
células epiteliais no trato urinário 
*Descamação de células epiteliais ricas em gordura em seu interior leva à 
lipidúria 
*Proteinúria: pode ligar alerta para perda significativa de albumina, e 
subsequentemente outras proteínas 
 
Hemácia 
● Extrarrenal x renal - Como saber de onde vêm? Analisar a morfologia delas! 
● Morfologia das hemácias: 
*Hematúria renal/glomerular: hemácia passar por muita dificuldade, fica toda disforme, 
deformada com pouca hemoglobina, quer dizer que passou pelo glomérulo. 
*O trauma osmótico é resultado da variação brusca de concentração dos meios intra e 
extracelular, chegando a um ponto em que a hemácia perde o controle sobre essas trocas. 
*Uma das consequências é a perda significativa de componentes da hemoglobina nas hemácias 
*Em consequência da perda de conteúdo da hemoglobina, a hemácia finda apresentando aspecto disforme variado, como “leme 
de navio” ou “formato de Mickey Mouse” 
● Hemácia dismórfica ≠ hemácia crenada 
Hemácia crenada = hemácia murcha 
Hematúria nefrológica não necessariamente vai mostrar hemácia murcha 
 
● Ausência de coágulos (uroquinase e ativadores do plasminogênio tecidual) - Essas substâncias inibem 
a formação de coágulo na urina 
 
Leucócitos 
Piócitos: indicam infecção (nem sempre) ou inflamação (SEMPRE) 
*2-4 hemácias, assim como 2-4 leucócitos é normal 
● Piúria geralmente indica infecção ou inflamação em algum ponto do trato urinário 
● Contaminação? fez higiene, como foi o jato (informações clínicas) 
● Neutrófilos são os leucócitos predominantes na urina 
● Eosinofilúria é um marcador de nefrite intersticial alérgica por drogas (reação alérgica) 
Eosinofilia: marcador de reação alérgica 
Eosinofilia na bexiga: pode ser reação alérgica da própria bexiga a alguma droga a que foi 
exposta 
Eosinofilia não costuma ser alvo de pesquisa em SU; precisa de pedido, não é rotina 
 
Cristais 
● Podem precipitar na dependência do pH, temperatura e concentração 
● Podem aparecer sem significado clínico - tem que ver a clínica, nem sempre é patologia 
Relevar presença desses cristais em caso de o paciente não referir queixa clínica 
Pode dar pista de alguma alteração metabólica se associado à clínica 
● Cristais de ácido úrico (pH < 5,5) - só em meio ácido 
Formato de “olho de gato” 
Glicosúria, nefrolitíase 
● Cristais de fosfato-estruvita (pH > 7) - só no pH alcalino 
Formato de “caixão” 
Tem relação com cálculo renal coraliforme (muita associação com ITU) 
É um dos achados mais comuns em caso de ITU (pelo presente do meio alcalino) 
● Cristais de oxalato de cálcio - se precipita independente do pH 
Achado mais comum de todos, ele sozinho não tem significado clínico 
Aparecem em maior frequência em urina ácida, mas pode também se apresentar em urina neutra ou, muito 
raramente, em meio alcalino também 
● Cristais de cistina - têm significado patológico 
Se deposita em qualquer meio 
Significado patológico: alteração metabólica - cistinúria (condição que facilita precipitação de outros 
cálculos) , servindo também de precursor de deposição de outros cristais 
 
Elementos estranhos - qualquer coisa pode aparecer na urina 
● Bactérias – considerar se houver queixa clínica do paciente 
● Fungos 
● Parasitas 
● Gotículas de gordura – lipidúria! 
● Células neoplásicas – raro, mas não impossível

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