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Professora Ms. Denise Ribeiro Bueno de Barros
Principais abordagens 
psicológicas
1
Principais abordagens 
psicológicas
Psicanálise
A teoria psicanalítica de 
Sigmund Freud
A psicanálise foi criada por Sigmund
Freud (1856-1939), médico neurologista
austríaco, de ascendência judaica que,
inicialmente, buscou encontrar respostas
para sintomas neurológicos que a neurologia
não conseguia fornecer naquela época e
terminou por formular uma teoria baseada
no inconsciente e na sexualidade como os
elementos formadores da personalidade
humana.
O termo psicanálise é usado para
se referir a uma teoria, a um método de
investigação e a uma prática profissional.
3
Psicanálise
Teoria 
Enquanto teoria, 
caracteriza-se por um 
conjunto de 
conhecimentos 
sistematizados sobre o 
funcionamento da vida 
psíquica
Método 
Enquanto método de 
investigação, caracteriza-
se pelo método 
interpretativo, que busca 
o significado oculto 
daquilo que é manifesto 
por meio de ações e 
palavras ou pelas 
produções imaginárias
Prática profissional
A prática profissional 
refere-se à forma de 
tratamento. Usada como 
base para psicoterapias, 
aconselhamento, 
orientação; é aplicada no 
trabalho com grupos, 
instituições.
4
5
A PRIMEIRA TEORIA SOBRE
A ESTRUTURA DO APARELHO 
PSÍQUICO
Em 1900, no livro A interpretação
dos sonhos, Freud apresenta a primeira
concepção sobre a estrutura e o
funcionamento da personalidade. Essa
teoria refere-se à existência de três
sistemas ou instâncias psíquicas:
inconsciente, pré-consciente e consciente.
Inconsciente 
O inconsciente exprime o “conjunto dos conteúdos não
presentes no campo atual da consciência”. É constituído por
reprimidos, que não têm acesso aos sistemas pré-
consciente/consciente, pela ação de censuras internas.
Estes conteúdos podem ter sido conscientes, em algum
momento, e ter sido reprimidos, isto é, “foram” para o inconsciente, ou
podem ser genuinamente inconscientes. O inconsciente é um sistema do
aparelho psíquico regido por leis próprias de funcionamento. Por
exemplo, é atemporal, não existem as noções de passado e presente.
6
Pré-consciente
O pré-consciente refere-se ao sistema onde permanecem
aqueles conteúdos acessíveis à consciência. É aquilo que não está na
consciência, neste momento, e no momento seguinte pode estar.
7
Consciente 
8
O consciente é o sistema do aparelho psíquico que recebe
ao mesmo tempo as informações do mundo exterior e as do mundo
interior. Na consciência, destaca-se o fenômeno da percepção,
principalmente a percepção do mundo exterior, a atenção, o
raciocínio.
9
A SEGUNDA TEORIA DO 
APARELHO PSÍQUICO
Entre 1920 e 1923, Freud remodela
a teoria do aparelho psíquico e introduz os
conceitos de id, ego e superego para
referir-se aos três sistemas da
personalidade.
10
Id 
O id constitui o reservatório da energia psíquica, é onde se “localizam” as
pulsões: a de vida e a de morte. As características atribuídas ao sistema
inconsciente, na primeira teoria, são, nesta teoria, atribuídas ao id. É regido pelo
princípio do prazer.
11
Ego 
O ego é o sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências do id, as
exigências da realidade e as “ordens” do superego. Procura “dar conta” dos
interesses da pessoa. É regido pelo princípio da realidade, que, com o princípio do
prazer, rege o funcionamento psíquico. É um regulador, na medida em que altera o
princípio do prazer para buscar a satisfação considerando as condições objetivas
da realidade. Neste sentido, a busca do prazer pode ser substituída por evitar o
desprazer.
12
Superego 
O superego origina-se com o complexo de Édipo, a partir da
internalização das proibições, dos limites e da autoridade. A moral, os
ideais são funções do superego. O conteúdo do superego refere-se a
exigências sociais e culturais.
13
Principais abordagens
psicológicas
O Behaviorismo
15
"Dê-me uma dúzia de crianças saudáveis, bem formadas, e meu
próprio mundo especificado para criá-los e eu vou garantir a
tomar qualquer uma ao acaso e treiná-lo para se transformar em
qualquer tipo de especialista que eu selecione - advogado,
médico, , artista, comerciante-chefe, e, sim, mesmo mendigo e
ladrão, independentemente dos seus talentos, inclinações,
tendências, habilidades, vocações e raça de seus antepassados.
eu vou além dos meus fatos e eu admito isso, mas tem o
defensores do contrário e eles foram fazendo isso por muitos
milhares de anos. " -John B. Watson, behaviorismo , 1930
16
O Behaviorismo
O termo Behaviorismo foi
inaugurado pelo americano John B.
Watson, em artigo publicado em 1913,
que apresentava o título “Psicologia:
como os behavioristas a vêem”.
O termo inglês behavior significa
“comportamento”; por isso, para
denominar essa tendência teórica,
usamos Behaviorismo — e, também,
Comportamentalismo, Teoria
Comportamental, Análise Experimental
do Comportamento, Análise do
Comportamento.
O foco de estudo do behaviorismo
está na interação entre o indivíduo
(resposta) e o ambiente (estímulo).
Inspirado em fisiologistas como
Ivan Pavlov (1849-1936) que, após estudos
com cães propôs o conceito de
condicionamento clássico, Watson
entendia que todo comportamento é uma
resposta a um estímulo do ambiente,
seguindo o modelo S-R, sendo que “S”
representa o estímulo e “R” representa a
resposta a esse estímulo.
17
18
CONDICIONAMENTO CLÁSSICO -
Pavlov
19
Condicionamento
Associação de estímulos
ALIMENTO + SOM (não 
natural)
Salivação 
reflexa
Estimulo 
natural
ALIMENTO (visual)
Salivação 
condicionada
SOM
Estímulo 
condicionado
Skinner
Skinner (1904-1990) foi um grande colaborador para o desenvolvimento do Behaviorismo, que
com ele começou a ser denominado também de Análise Experimental do Comportamento. Este psicólogo
aperfeiçoou significativamente a concepção de Psicologia Comportamental ao conceber o conceito de
COMPORTAMENTO OPERANTE.
20
21
22
Segundo Skinner, o comportamento, especialmente o humano, tem 
múltiplas causas. 
- Uma resposta não é causada por um único estímulo. 
- E também os estímulos provocam respostas diferentes em 
indivíduos diferentes.
Pelo contrário, qualquer resposta está relacionada com uma pluralidade 
de fatores.
23
O esquema E R C
Deve ser entendido como representação simplificada e não como uma relação 
puramente causal. 
24
Na realidade, 
E representa um conjunto de aspectos do ambiente que afetam o indivíduo de 
maneira significativa em um dado momento;
R refere-se a “tipos de respostas”, isto é, conjuntos de atividades dos 
indivíduos, com características similares;
C simboliza o conjunto de efeitos sobre o meio e sobre o próprio indivíduo.
E R C
Reforço 
25
Reforçar o comportamento está em fazer com que uma resposta
aumente ou diminua sua frequência conforme a natureza do estímulo
reforçador. Se o estímulo gera uma resposta positiva, ligada a uma
gratificação, ela tende a aumentar. Se o estímulo gera uma resposta
negativa, ligada a um estímulo aversivo (ruim), ela tende a diminuir.
26
Na tabela abaixo temos vários exemplos de comportamentos, de acordo com o 
estudado em sala marque na sua devida coluna se o comportamento descrito é operante ou 
respondente. 
 Respondente Operante 
1 Sentir medo de altura 
 2 Usar o guarda - chuva quando estiver chovendo 
 3 Tomar aspirina quando se tem dor de cabeça 
4 “ficar vermelho” ao falar em público 
 5 Após um acidente, ter medo de dirigir um carro 
 6 Ir ao dentista quando se tem dor de dente 
7 Sentir raiva ao ser ofendido 
8 Sentirmedo ao ouvir os instrumentos usados pelo dentista 
9 Sentir um “friozinho na barriga” ao ver o amor de sua vida 
 10 Arrumar-se e ficar bonito para encontrar o amor de sua vida 
 11 Lacrimejar quando entra um cisco no seu olho 
 12 Chorar para evitar levar uma bronca de seu pai 
 
Gestalt
Principais abordagens 
psicológicas
28
A psicoterapia da Gestalt
A palavra alemã “Gestalt” (lê-se Guestalt) não possui uma tradução
adequada para o português, podemos defini-la de maneira bem aproximada como
“forma”, configuração. Esta teoria foi proposta por Max Wertheimer (1880-1943),
Wolfgang Köhler (1887-1967) e Kurt Koffka (1886-1941).
Mais do que forma, a Gestalt buscou trabalhar com a PERCEPÇÃO que as
pessoas têm a respeito do mundo. Para esses teóricos, cada ser humano tem uma
percepção ímpar, diferente da dos demais, e esse é o campo de trabalho que irá
definir sua personalidade. O quadro “assimile”, na próxima página, ilustra bem
esse tipo de fenômeno.
29
Percebemos, na prática, que existem divergências na maneira como as pessoas
enxergam O MUNDO. Para os gestaltistas a percepção diferenciada vai definir a
personalidade.
A Gestalt vai estudar o comportamento, considerando que existem aspectos
globais que determinam a forma como as pessoas percebem as coisas e o mundo.
Ao percebermos parte de uma forma, temos a tendência natural de buscar o que
complementa essa forma dentro de uma perspectiva de equilíbrio, simetria,
estabilidade e simplicidade. Isso remete a um padrão estrutural cerebral próprio.
30
A maneira como interpretamos um estímulo vai determinar todo o
nosso comportamento. Muitas percepções que possuímos das coisas do
mundo foram decorrentes da visão parcial destas coisas, que foram
completadas naturalmente por nós seguindo um padrão de equilíbrio,
conforme a lei da boa forma.
31
Os estímulos a serem interpretados são compreendidos pela Gestalt como
meios, e são classificados de duas formas: o meio geográfico, que consiste no meio
físico, tal qual se apresenta externamente, e o meio comportamental, que é resultado
da percepção do indivíduo do meio físico, que pode ser diferente da percepção do
meio geográfico.
O meio comportamental representa uma realidade subjetiva, um universo
próprio do indivíduo que vai nortear suas ações. Essas ações vão definir sua
personalidade, e a Gestalt vai buscar compreender essas diferenças para definir
como a personalidade do indivíduo se estrutura.
32
© 2006 by Pearson Education 5–33
• O comportamento das 
pessoas baseia-se em sua
percepção da realidade, não
na realidade em si.
• O mundo importante para o 
comportamento é o mundo na
forma em que é percebido.
Percepção
Processo pelo qual os 
indivíduos organizam e 
interpretam suas impressões 
sensoriais com a finalidade 
de dar sentido ao seu 
ambiente.
O QUE É PERCEPÇÃO?
© 2006 by Pearson Education 5–34
QUADRO 5-1 
Fatores que influenciam a percepção
As 
características 
do que é 
observado tb 
podem afetar a 
percepção
Não podemos conhecer o todo através das partes, 
mas podemos conhecer o todo através das partes
O conjunto tem leis próprias!

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