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Faculdade de Medicina de Petrópolis Julia Jardim Azevedo - Turma 59 medula espinal: ➡ localizada dentro do canal vertebral, sem ocupá-lo totalmente. ➡ em adultos, o seu limite caudal se situa na 2ª vértebra lombar (L2). ➡ apresenta duas dilatações: intumescências cervical-braquial (nível cervical) e lombossacral (nível lombar). • estas correspondem às áreas que fazem conexão com a medula: as raízes nervosas que formam os plexos braquial e lombossacral, destinadas à inervação dos membros superiores e inferiores, respectivamente. plexo braquial: 1 Anatomia II Plexos Braquial e Lombossacral Faculdade de Medicina de Petrópolis Julia Jardim Azevedo - Turma 59 ➡ atravessa o espaço interescalênico. ➡ situado no pescoço e na axila, formado por ramos anteriores dos quatro nervos espinhais cervicais (C5, C6, C7 e C8) e do primeiro torácico (T1). ➡ localização: entre os músculos escaleno anterior e médio e, posterior e lateralmente ao músculo esternocleidomastoideo. ➡ nesses seguimentos há raizes anteriores: motoras e posteriores: sensitivas. ➡ C5 e C6 formam o tronco superior, C7 forma o tronco médio, C8 e T1 formam o tronco inferior. ➡ os troncos dividem-se em ramos posteriores e anteriores, que formam os fascículos: • os ramos posteriores dos três troncos formam o fascículo posterior. • os ramos anteriores dos troncos superior e médio originam o fascículo lateral. • o ramo anterior do tronco inferior dá origem ao fascículo medial. Obs.: os ramos do plexo braquial são classificados como supra-claviculares e infra- claviculares. ➡ a costela acessória pode comprimir o plexo braquial e, consequentemente, pode haver uma síndrome de compressão dos elementos deste plexo, levando à repercussão do membro superior. ramos supra-claviculares: ➡ nervos para os músculos escalenos e longo do pescoço: • origem: ramos ventrais do nervos cervicais inferiores (C5, C6, C7 e C8). ➡ nervo frênico: • anteriormente ao músculo escaleno anterior. • se associa ao ramo proveniente do quinto nervo cervical. ➡ nervo dorsal da escápula: • origem: ramo ventral de C5. • inerva o levantador da escápula e o músculo romboide. ➡ nervo torácico longo: • formado pelos ramos C5, C6 e C7. • inerva o músculo serrátil anterior. ➡ nervo do músculo subclávio: • origem: próximo à junção dos ramos centrais de C5 e C6. ➡ nervo supra-escapular: • origem: tronco superior. • inerva os músculos supra-espinhoso e infra-espinhoso. ramos infra-claviculares: ➡ peitoral lateral: • origem: fascículo lateral. • inerva a face profunda do músculo peitoral maior. ➡ nervo musculocutâneo: • origem: fascículo lateral. • inerva os músculos braquial anterior, bíceps braquial e coracobraquial. • atravessa a região entre o músculo bíceps-braquial anteriormente e o músculo braquial posteriormente. 2 Faculdade de Medicina de Petrópolis Julia Jardim Azevedo - Turma 59 ➡ nervo radial: • origem: fascículo posterior. • passa posteriormente ao úmero. • função: predominantemente motora; enerva a musculatura extensora do membro superior. • clínica: laceração no nervo radial: repercussão motora = o paciente apresenta a mão caída, pois não consegue realizar a extensão do carpo. - normalmente causada por fraturas no terço médio do úmero. ➡ nervo axilar: • origem: fascículo posterior. • inerva principalmente o músculo deltoide (do ombro). • atravessa o espaço quadrangular juntamente com a artéria circunflexa posterior do úmero. • clínica: as lesões normalmente são causadas por objetos perfurantes na região e o paciente não consegue realizar a abdução do membro superior. ➡ nervo ulnar: • origem: fascículo medial. • atravessa a região do braço e atravessa posteriormente o epicôndilo medial do úmero (cotovelo). • clínica: sensação de choque ao bater o cotovelo = compressão momentânea do nervo ulnar. ➡ nervo mediano: • caminha juntamente com a artéria braquial e, medialmente ao músculo bíceps- braquial. • atravessa o túnel do carpo juntamente com tendões. • clínica: síndrome do túnel do carpo = compressão (aumento da espessura dos tendões)/lesão do nervo mediano = repercussão sensitiva, principalmente. Obs.: extração fetal: durante o procedimento é preciso ter cuidado para não lesar o plexo braquial do feto, visto que caso haja a laceração da estrutura, o lactente apresentará além do problema sensitivo, problemas motores. plexo lombrossacral: ➡ origem: de T12 a S4. ➡ responsável por fornecer o suprimento nervoso para a parede abdominal, o assoalho pélvico e os membros inferiores. ➡ relacionado à postura e à locomoção. nervo femoral: ➡ origem: L2, L3 e L4. ➡ trajeto anterior (frente). ➡ clínica: lesão no nervo femoral impede a contração adequada do músculo quadríceps femoral, acarretando em uma dificuldade em realizar a extensão da perna sobre a coxa. nervo obturatório: ➡ origem: L2, L3 e L4. ➡ entra no canal obturatório e se divide em anterior e posterior. 3 Faculdade de Medicina de Petrópolis Julia Jardim Azevedo - Turma 59 nervo isquiático: ➡ origem posterior (trás): da região glútea (quadrante inferior interno), caminha posteriormente à coxa e se divide em tibial e fibular comum na frente. L4, L5, S1, S2 e S3. ➡ maior nervo do corpo humano. ➡ se divide em: • nervo tibial (mais fino). • nervo fibular comum (mais grosso). ➡ nervo posterior que vai em direção ao membro inferior, inervando principalmente a musculatura e a parte posterior dos dermátomos do membro inferior. Obs.: ao realizar medicação intramuscular na região glútea é importante que ela seja feita no quadrante superior externo, a fim de não atingir o nervo isquiático e causar lacerações no mesmo. nervo pudendo: ➡ origem: S2, S3 e S4. ➡ inerva a pele e os músculos do períneo e do órgãos genitais externos. ➡ clínica: em cirurgia ginecológica é necessário fazer o bloqueio do nervo pudendo (apalpando a tuberosidade/espinha isquiática) para fazer a anestesia na região do períneo. nervo ilioinguinal: ➡ origem: ramos ventrais dos nervos espinhais de T12 e L1. ➡ inerva a face medial da coxa, órgãos genitais externos e região inguinal. 4 Faculdade de Medicina de Petrópolis Julia Jardim Azevedo - Turma 59 nervo íleo-hipogástrico: ➡ origem: ramos ventrais do nervos espinhais de T12 e L1. ➡ se divide em ilíaco e hipogástrico. ➡ inerva a pele da região lateral do quadril e da região anterolateral do abdome e do dorso. Obs.: clínica: intervenções cirúrgicas posteriores podem levar à laceração/ao comprometimento destes nervos e, consequentemente, o paciente pode apresentar uma manifestação sensitiva na região inguinal. Referências: • https://www.auladeanatomia.com/novosite/pt/sistemas/sistema-nervoso/sn- periferico/nervos-espinhais/plexo-braquial/ • https://anatomiaefisioterapia.com/18-plexo-lombossacral/ 5 https://www.auladeanatomia.com/novosite/pt/sistemas/sistema-nervoso/sn-periferico/nervos-espinhais/plexo-braquial/ https://www.auladeanatomia.com/novosite/pt/sistemas/sistema-nervoso/sn-periferico/nervos-espinhais/plexo-braquial/ https://www.auladeanatomia.com/novosite/pt/sistemas/sistema-nervoso/sn-periferico/nervos-espinhais/plexo-braquial/ https://anatomiaefisioterapia.com/18-plexo-lombossacral/