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1. Descreva a formação anatômica do plexo lombossacral, incluindo os segmentos medulares envolvidos. Resposta: O plexo lombossacral é formado pelos ramos ventrais dos nervos espinhais de L1 a S4. Divide-se em duas porções: · Porção lombar (plexo lombar): formada por L1 a L4 (com a maior parte de L4). · Porção sacral (plexo sacral): formada por L4 a S4. O nível L4 é compartilhado por ambas as porções, através do tronco lombossacral, que une L4 e L5 ao plexo sacral. 2. Explique o papel funcional dos nervos femoral e obturatório, indicando sua origem e os movimentos que controlam. Resposta: · O nervo femoral (L2-L4, parte posterior) é responsável pela flexão do quadril e extensão do joelho. Inerva o músculo quadríceps femoral e outros músculos anteriores da coxa. · O nervo obturatório (L2-L4, parte anterior) atua na adução do quadril, inervando músculos adutores da coxa, como o adutor longo e o grácil. 3. Analise a importância do nervo isquiático e as principais estruturas anatômicas por ele inervadas. Resposta: O nervo isquiático (L4-S3) é o maior nervo do corpo. Ele percorre a parte posterior da coxa e se divide em: · Nervo tibial (flexão plantar, inversão e musculatura posterior da perna e pé). · Nervo fibular comum (eversão, dorsiflexão, extensão dos dedos). Inerva músculos posteriores da coxa, perna e pé. Lesões nesse nervo causam déficits motores e sensitivos significativos no membro inferior. 4. Compare os nervos glúteo superior e inferior quanto à origem, inervação muscular e função motora. Resposta: · Glúteo superior (L4-S1): Inerva glúteo médio, mínimo e tensor da fáscia lata. Funções: abdução e rotação medial do quadril. · Glúteo inferior (L5-S2): Inerva o glúteo máximo. Funções: extensão e rotação lateral (externa) do quadril. Lesões no glúteo superior causam dificuldade em estabilizar a pelve durante a marcha. 5. Discorra sobre o teste de Trendelenburg, explicando sua relação com o nervo glúteo superior. Resposta: O teste de Trendelenburg avalia a função do músculo glúteo médio, inervado pelo nervo glúteo superior. O teste é positivo quando há queda da pelve do lado oposto ao apoio, indicando fraqueza ou paralisia do glúteo médio. Isso pode ocorrer por lesão do nervo glúteo superior. 6. Cite e explique a função dos nervos cutâneos da coxa (lateral e posterior), relacionando-os com as raízes nervosas envolvidas. Resposta: · Nervo cutâneo lateral da coxa (L2-L3): inerva sensivelmente a parte lateral da coxa. · Nervo cutâneo posterior da coxa (S1-S3): fornece inervação sensitiva à pele da região posterior da coxa e parte da nádega. Ambos são importantes na sensibilidade superficial do membro inferior. 7. Descreva o trajeto do nervo fibular comum e suas divisões, relacionando suas funções motoras e possíveis alterações em casos de lesão. Resposta: O nervo fibular comum (L4-S2) origina-se do nervo isquiático. Divide-se em: · Fibular superficial: inerva músculos do compartimento lateral da perna (eversão). · Fibular profundo: inerva músculos do compartimento anterior (dorsiflexão e extensão dos dedos). Lesão: pé caído (foot drop) e perda da dorsiflexão. 8. Explique como os nervos plantares medial e lateral se originam e quais funções desempenham no pé. Resposta: Ambos se originam do nervo tibial (ramo do isquiático). · Plantar medial: inerva músculos flexores e abdutores dos dedos do lado medial. · Plantar lateral: inerva músculos laterais do pé e auxilia na flexão dos dedos. Esses nervos são fundamentais para a motricidade fina e estabilidade do pé. 9. Discuta as possíveis consequências clínicas de uma lesão no tronco lombossacral (L4-L5), considerando a inervação mista desse segmento. Resposta: Lesões no tronco lombossacral afetam tanto o plexo lombar quanto o sacral. Consequências podem incluir: · Fraqueza na extensão do joelho (femoral), · Déficits na adução do quadril (obturatório), · Comprometimento da abdução do quadril (glúteo superior), · Dificuldades motoras e sensitivas em várias partes do membro inferior, principalmente anterior, lateral e posterior da perna. 10. Aponte e justifique a importância clínica do conhecimento da anatomia do plexo lombossacral para cirurgias ortopédicas e procedimentos anestésicos. Resposta: O conhecimento anatômico do plexo lombossacral é essencial para: · Evitar lesões nervosas durante cirurgias de quadril, coluna lombar ou fêmur; · Realizar bloqueios anestésicos precisos (ex. bloqueio femoral ou ciático); · Diagnosticar neuropatias específicas com base em déficits motores/sensitivos. Esse conhecimento reduz riscos de sequelas pós-operatórias e melhora o manejo da dor. 1. Descreva a formação anatômica do plexo braquial. O plexo braquial é formado pelos ramos ventrais dos nervos espinhais de C5 a T1. Esses ramos se organizam em cinco raízes, que se unem para formar três troncos (superior, médio e inferior), que por sua vez se dividem em divisões anteriores e posteriores. As divisões se reorganizam em três fascículos (lateral, posterior e medial), dos quais emergem os principais nervos do membro superior. 2. Quais são os principais ramos terminais do plexo braquial e suas respectivas funções motoras? · Nervo musculocutâneo: flexão do cotovelo (bíceps, braquial). · Nervo mediano: flexão do punho e dedos; pronação. · Nervo ulnar: movimentos finos da mão; flexão dos dedos IV e V. · Nervo radial: extensão do cotovelo, punho e dedos. · Nervo axilar: abdução do ombro (m. deltoide) e rotação lateral (m. redondo menor). 3. Explique a origem e a função do nervo musculocutâneo. Gabarito: Origina-se do fascículo lateral do plexo braquial (raízes C5-C7). Inerva os músculos bíceps braquial, braquial e coracobraquial, responsáveis pela flexão do cotovelo e supinação do antebraço. Também fornece inervação sensitiva à lateral do antebraço. 4. Relacione o nervo radial com suas funções motoras e consequências de uma lesão. O nervo radial (C5-T1), do fascículo posterior, inerva os músculos extensores do braço, antebraço e mão. Lesão causa paralisia dos extensores, resultando em mão caída (wrist drop) e perda de extensão do cotovelo e punho. 5. O que pode causar a síndrome do desfiladeiro torácico e quais estruturas do plexo braquial são afetadas? É causada pela compressão das estruturas do plexo braquial, artéria subclávia e/ou veia subclávia, entre o músculo escaleno anterior, costela cervical e clavícula. Os ramos inferiores do plexo (principalmente C8 e T1) são os mais afetados, gerando dor, parestesia e fraqueza no membro superior. 6. Diferencie a lesão do tronco superior (C5-C6) e a do tronco inferior (C8-T1) do plexo braquial. · Lesão do tronco superior (C5-C6): resulta na paralisia de Erb-Duchenne, com fraqueza no ombro e braço (membro pendente e medialmente rotado). · Lesão do tronco inferior (C8-T1): causa paralisia de Klumpke, com fraqueza nos músculos intrínsecos da mão, podendo causar mão em garra. 7. Descreva a distribuição sensitiva do nervo mediano na mão. Inerva a face palmar dos dedos 1º ao 3º e metade do 4º dedo, além da parte lateral da palma. Na face dorsal, inerva as falanges distais dos mesmos dedos. 8. Como a presença de uma costela cervical pode afetar o plexo braquial? A costela cervical é uma anomalia óssea que pode comprimir o tronco inferior do plexo braquial (C8-T1), causando dor, formigamento, fraqueza nos músculos intrínsecos da mão e, eventualmente, sintomas vasculares se houver compressão da artéria subclávia. 9. Qual a importância clínica do bloqueio do plexo braquial e em quais situações é utilizado? É um procedimento anestésico que bloqueia a condução nervosa para procedimentos cirúrgicos ou alívio da dor no membro superior. Pode ser feito por via interescalênica, supraclavicular ou axilar. Utilizado em cirurgias ortopédicas, vasculares ou para controle da dor crônica. 10. Quais músculos são inervados pelo nervo axilar e quais movimentos seriam comprometidos com sua lesão? O nervo axilar (C5-C6) inerva o músculo deltoide e o músculo redondo menor. Lesão compromete a abdução do ombro e a rotação lateraldo braço, além de causar perda sensitiva na região lateral do ombro (área do “emblema militar”).