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PIGMENTOS E CALCIFICAÇÃO
● As pigmentações são divididas em duas classes:
sendo exógena quando a pigmentação causará a patologia, e endógena nos casos em que
a patologia causará a pigmentação, sendo divididas em hemáticas e melânicas
Nas pigmentações exógenas se concentra o fato não somente da coloração mas também
provocando reações inflamatórias.
A tatuagem é uma forma de pigmentação exógena localizada na pele. Os pigmentos
inoculados são fagocitados pelos macrófagos da derme, nos quais residem pelo resto da
vida. Os pigmentos geralmente não despertam nenhuma resposta inflamatória
A melanina é um pigmento endógeno com cor que varia do castanho ao negro. Para fins
práticos, a melanina é o único pigmento endógeno marrom-negro, sendo responsável pela
coloração das mucosas , pele, globo ocular, retina, neurônios, etc. A exposição aos raios
ultravioleta provocam esse aumento da melanina
Como diminuição localizada da pigmentação melânica tem- se: 1) Vitiligo: comum nas
mãos, causada pela diminuição da quantidade de melanócitos produtores de pigmento
na epiderme, manifestando-se clinicamente como manchas pigmentadas. 2) Albinismo:
forma recessiva e autossômica; localizada principalmente na região do crânio; os
melanócitos encontram-se em número normal, porém não produzem o pigmento.
Calcificações Distóficas:
Quando ocorre o acúmulo de sais em tecidos previamente lesados. A aterosclerose,
por exemplo, facilita a deposição de sais e a consequente formação de placas
As calcificações mamárias são depósitos de cálcio que se mobilizam do sangue para
os tecidos, aí sofrendo alterações do pH, fixam-se sob a forma de sais de cálcio.A
calcificação da mama acontece quando pequenas partículas de cálcio depositam-se
espontaneamente no tecido mamário devido ao envelhecimento ou câncer de mama
A calcificação metastática ocorre nos tecidos normais sempre que há hipercalcemia.
A hipercalcemia também acentua a calcificação distrófica a precipitação de sais de
cálcio em de corrênci a de uma concentração elevada desse mineral no sangue
Não há ne ce s si dade de que os te ci dos afe tados tenham sofrido qualquer
lesão p ré vi a
Causas: hiperparati reoidismo primário, insuficiência renal , calcificação
disseminada das paredes de artérias e outros tecidos;
Calcificação Distrófica: A calcificação distrófica é encontrada em áreas de necrose,
sejam elas do tipo coagulativa, caseosa ou liquefativa, e em focos de necrose
enzimática da gordura. A calcificação quase sempre está presente nos ateromas da
aterosclerose avançada. Também se desenvolve comumente nas valvas cardíacas
envelhecidas ou danificadas, dificultando ainda mais a sua função. Qualquer que
seja o local da deposição, os sais de cálcio aparecem macroscopicamente como
delicados grânulos ou grumos brancos.Embora a calcificação distrófica seja
simplesmente um sinal indicador de lesão celular prévia, ela, com frequência, é
causa de disfunção do órgão. O cálcio sérico é normal na calcificação distrófica
A calcificação metastática ocorre nos tecidos normais sempre que há hipercalcemia. A
hipercalcemia também acentua a calcificação distrófica. Há quatro causas principais de
hipercalcemia : (1) aumento da secreção do paratormônio (PTH) com subsequente
reabsorção óssea, como no hiperparatireoidismo devido a tumores das paratireoides, e
secreção ectópica de proteína relacionada ao PTH por tumores malignos; (2) destruição d e
tecido ósseo, decorrente de tumores primários da medula óssea ou metástases
esqueléticas disseminadas, remodelamento ósseo acelerado ou imobilização; (3) distúrbios
relacionados à vitamina D,incluindo intoxicação por vitamina D, sarcoidose e
hipercalcemia idiopática da lactância (síndrome de Williams), caracterizada por
sensibilidade anormal à vitamina D, e (4) insuficiência renal , que causa retenção de
fosfato,provocando hiperparatireoidismo secundário .A calcificação metastática pode ocorrer
em qualquer lugar do corpo, mas afeta principalmente os tecidos intersticiais da mucosa
gástrica, rins , pulmões , artérias sistêmicas e veias pulmonares

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