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Reprodução animais de produção 3 corpo do útero 2. tuba uterina 4. cérvix produção gameta feminino (ovócito) e 1. hormônios esteroides (E2 e P4). 2. captar ovócito, conduzir ao local da fecundação (ampola da tuba uterina) e condução de espermatozoides; nutre embrião no início do desenvolvimento. ovário1. 3. corno uterino genitália externa 3. abrigar a gestação. 4. proteção do concepto e útero. 5. ato sexual (cópula) e proteção. Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 Ligamento largo do útero artérias, vasos sanguíneos, linfáticos e nervos mesossalpingemesossalpinge mesováriomesovário mesométriomesométrio ligamento próprio do ovário/ovariano próprio "bursa ovárica""bursa ovárica" Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 Folículos ovarianos: produz E2 Corpo lúteo: produz P4 (transitório) 2 regiões: córtex (folículos e corpo lúteo em desenvolvimento); medula: tec conj fibroelástico, vasos sanguíneos, linfáticos e nervos. ovários Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 TUBAS UTERINAS Óstio abdominal da tuba uterina (entrada); Infundíbulo: possui fímbrias (franjas) – captação do óvulo; Ampola: fertilização; Istmo: porção mais estreita e tortuosa; Óstio uterino da tuba uterina (saída). Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 ÚTERO Cérvix Corpo Cornos uterinos corno e corpo uterino: quase da mesma proporção. vaca, cadela, gata e porca: corpo pequeno e corno maior. Endométrio (mucosa): camada mais interna Miométrio: camada muscular Perimétrio (serosa): camada mais externa FUNÇÕES: 1. Transporte sptz até tuba uterina; 2. Regulação da função/vida do corpo lúteo - produção prostaglandina no endométrio (luteólise); 3. Implantação do embrião; 4. Manutenção da gestação; 5. Contrações para expulsão do feto (parto). Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 Carúnculas uterinas: porção materna da placenta Cotilédone: porção fetal da placenta PLACENTOMA Estrutura fibrosa de parede espessa, entre a vagina e o corpo do útero; Lúmen permanentemente fechado, exceto no estro e no parto; Secreção de muco (epitélio glandular) durante o estro e no momento do parto, para ajudar na lubrificação; Transporte espermático, reservatório de sptz e seleção de sptz viáveis. 1. 2. 3. 4. CÉRVIX funções: Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 Local de deposição do sêmen ejaculado durante o coito; a maior parte do ejaculado será expelido pela vagina; Canal de passagem do feto durante o parto; Ducto excretor das secreções cervicais, endometriais e tubárias; Órgão copulatório da fêmea. 1. 2. 3. 4. FÓRNIX VAGINALVAGINA FUNÇÕES: GENITÁLIA EXTERNA Vestíbulo vaginal Lábios maiores (direito e esquerdo) = vulva Lábios menores Clitóris Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 MONOESTRO: Ovulação apenas uma vez ao ano → carnívoros selvagens e cadela (pode variar de 6 em 6 meses de acordo com a raça). POLIÉSTRICO ANUAL: cio regularmente durante todo o ano → vaca e porca. POLIÉSTRICO SAZONAL/ESTACIONAL (de dias longos): cio regularmente durante primavera/verão → égua e gata. POLIÉSTRICO SAZONAL/ESTACIONAL (de dias curtos): Cio regularmente durante outono/inverno: pequenos ruminantes. ciclo estral Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 fases do ciclo estral quando o animal não está ciclando. Égua e ovelha: anestro sazonal (parte do ano não está ciclando), já a vaca e a porca não passam pelo anestro (ciclam o ano todo). anestroanestro ocorre na porca, vaca também, mas em um período bem curto. anestro LACTACIONALanestro LACTACIONAL aceitação do macho. No final do estro para de aceitar a monta. ESTRO/CIOESTRO/CIO inicia com a ovulação e termina na formação completa do corpo lúteo. METAESTROMETAESTRO inicia quando o corpo lúteo produzindo progesterona, e acaba na luteólise (destruição do CL). diestrodiestro luteólise e desenvolvimento folicular final, acaba quando a fêmea começa aceitar a monta. proestroproestro Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 Duração ciclo estral nas vacas:Duração ciclo estral nas vacas: 21 dias, em média21 dias, em média ESTRO -> 18-24 HORAS METAESTRO -> 7 dias DIESTRO -> 10-11 DIAS (luteólise por volta do d18) PROESTRO -> 3 DIAS ESTRO -> estrógeno METAESTRO -> progesterona cresce DIESTRO -> máximo progesterona (CL) PROESTRO -> estrógeno HORMÔNIOS predominantesHORMÔNIOS predominantes Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 dinâmica folicular Requisitos para ovulação -> estrógeno elevado (advindo do folículo pré-ovulatório), progesterona indetectável, e folículo dominante. Após ovulação -> início recrutamento folicular (crescimento dos folículos pelo aumento de FSH, pois E2 está baixo, sendo que altas [E2] promovem feedback - na liberação de FSH pela adenohipófise) -> folículos recrutados produzem E2 + inibina (inibem produção de FSH, queda dos níveis de FSH nesse momento) -> alguns folículos continuam crescendo mesmo com baixo FSH (possuem receptores para LH pulsátil nas células da granulosa, os demais possuem apenas nas células da teca) -> por volta do d7 o folículo dominante tem E2 suficiente mas não ovula, pois há alta [P4] (CL já formado) -> P4 impede o feedback + do E2 na liberação do pico de GnRH pelo hipotálamo e consequentemente de LH pela adenohipófise -> folículo não ovula e entra em atresia (esse processo se repete em 2 ou 3 ondas, geralmente) -> diestro (processo se repete, desde o recrutamento folicular). RECRUTAMENTO -> SELEÇÃO -> DOMINÂNCIA Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 Injeção de GnRH mimetiza o pico de GnRH para fazer um pico de LH e ter a ovulação, caso tenha um folículo dominante. Quando aplica-se progesterona exógena é no intuito de impedir a ovulação ou É indicado tentar aspirar na fase que tem muitos folículos viáveis para fazer fertilização de vários embriões in vitro. estender o período de diestro. Antes do estro -> luteólise (prostaglandinas produzidas pelo endométrio - PGF2alfa) -> queda de P4 -> condições para a ovulação (folículo dominante, E2 alto e P4 baixa - níveis indetectáveis) modificações externas: Baixa progesterona: alta pulsatilidade de LH e o folículo fica dominante por mais tempo, crescimento lento (2 ondas). Quando se tem 2 ondas, cada uma dura em média de 10 dias. Alta progesterona: pulsatilidade menor de LH, o folículo entra em atresia mais cedo (3 ondas). Inibina age diretamente na adenohipofise. O estrógeno age no núcleo hipotalâmico. Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 vacas leiteiras de alta produção -> maior fluxo sanguíneo ao fígado -> maior metabolização de P4 -> ciclo estral mais curto (2 ondas foliculares -> folículo dominante predomina por mais tempo) progesterona metabolização Andrógeno produzido na célula da teca vai para granulosa sofre ação da aromatase e é transformado em estrógeno. FSH liga-se no receptor da célula da granulosa → aromatase → andrógeno em estrógeno. LH do folículo dominante → aromatase → andrógeno em estrógeno. mecanismo de seleção do folículo dominante Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 mecanismo ovulação Pico de LH -> produção de PGE2 no ovário, que aumenta o fluxo sanguíneo no ovário e no folículo dominante causando um edema, aumentando a pressão folicular → ovulação! Pico de LH -> PGF2 alfa que induz contração da musculatura lisa do ovário e liberação de enzimas lisossomais que enfraquecem a parede do folículo → ovulação! Pico de LH -> induz as células começarem a produzir progesterona → aumenta liberação da enzima colagenase que enfraquece a parede do folículo > ovulação! Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 OVULAÇÃO cél. granulosa (HIPERTROFIA) progesterona e ocitocina cél. teca (HIPERPLASIA) progesterona fase luteal ou progesterônica formação cl -> produção p4 -> luteólise modula liberação GnRH (inibe pico LH e comportamento de estro) reduz tônus miométrio (útero complacente ao feto) estimula cél. endometriais a manter o embrião/nutrição(leite uterino) prepara glândula mamáriamodulação da imunidade uterina Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 luteólise ocitocina (CL) e PGF2 alfa (endométrio e CL) destruição do corpo lúteo e redução de P4 circulante INÍCIO DO CICLO ESTRAL: acúmulo de ácido aracdônico (substrato) + ciclooxigenase (enzima) na cél. endometrial - para produzir PGF2alfa (prostaglandina) célula endometrial receptor P4 CL P4 R-P P4 R-E receptor E2 (-)(-) R-OT receptor ocitocina FINAL DO CICLO ESTRAL: receptor de P4 perde afinidade por elaP4 R-P (-) R-E E2 E2 vindo do folículo dominante ocitocina vindo do CL (célula grande) e da neurohipófise (+) R-OT OT PGF2alfa (luteólise) Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 Mecanismo de contra-corrente vascular: A PGF2alfa produzida pelo endométrio, chega no corpo lúteo através da veia uterina em contato íntimo com a artéria ovariana (vaca, ovelha e porca, ausente na égua). A prostaglandina é metabolizada no pulmão, então se ela caísse na circulação, ela não teria sua função no ovário, que é a luteólise do corpo lúteo. Como a PGF2alfa chega até o ovário... LUTEÓLISE PGF2alfa -> se liga aos seus receptores na membrana do CL -> interrompe a produção de P4 (regressão funcional) -> estimula influxo de cálcio -> apoptose (regressão estrutural) -> fagocitose por macrófagos -> corpo albicans -> desenvolvimento final do folículo ovulatório -> aumento da pulsatilidade de LH (pela queda de P4) -> nova ovulação Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 Concepto bovino e ovino produzem interferon tau -> impede produção de prostaglandina pelo endométrio -> inibe a expressão do receptor de estrógeno -> não ocorre produção de receptor de ocitocina. (produção do dia 15-21). RECONHECIMENTO MATERNO DA GESTAÇÃO No período crítico da produção de PGF2 alfa, o concepto precisa ‘‘avisar’’ a mãe que ele está ali e parar essa produção. Precisa de pelo menos 2 embriões por corno -> o concepto produz estrógeno -> atua nas células do endométrio e muda a rota de secreção da prostaglandina -> vai da circulação sanguínea para a luz uterina, sendo eliminada. O embrião migra pelo útero do dia 10-14 -> previne a liberação de PGF2alfa. O embrião equino é envolto por uma cápsula de glicoproteína de função incerta, sugere-se que esta seja responsável pela capacidade de migração do embrião, a migração é interrompida quando a cápsula se desintegra (dia 16 pós ovulação). Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 Placenta atuando na produção de P4 em diferentes espécies: Vaca: tempo de gestação de 9 meses → placenta assume produção de P4 entre 6 a 8 meses. Ovelha: tempo de gestação de 5 meses → placenta assume produção de P4 em 50 dias. Cabra: tempo de gestação de 5 meses → placenta não assume a produção, durante toda a gestação o corpo lúteo que produz progesterona. Égua: tempo de gestação de 11 meses → placenta assume produção de P4 em 100 dias. Coelho: tempo de gestação de 1 mês → placenta não assume a produção, durante toda a gestação o corpo lúteo que produz progesterona. Porca: tempo de gestação de 38 meses → placenta não assume a produção, durante toda a gestação o corpo lúteo que produz progesterona. Mulher: tempo de gestação de 9 meses → placenta assume produção de P4 em 50 dias. Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 desenvolvimento estrutural capaz de manter uma gestação sem consequências fisiológicas e do seu desenvolvimento (aquisição de capacidade reprodutiva). Idade ao primeiro estro Idade a primeira ovulação Idade na qual a fêmea é capaz de suportar a prenhez sem efeitos deletérios puberdade na fêmea -> ativação da produção de GnRH em pico, além de pulsátil. (exemplo: bos taurus, holandês e jersey mais precoces; interação entre fêmeas suínas e fêmeas e machos) Nem sempre a primeira ovulação vem acompanhada do comportamento de estro (aceitação da monta), alguma fêmeas precisam da exposição previa de progesterona ao SNC. PUBERDADE aquisição de massa corporal exposição ao ambiente e interação social e genética INÍCIO PUBERDADE: PRÉ-REQUISITOS: glicose, ácidos graxos e leptina circulantes no sangue advinda de uma boa alimentação atuam por neurônios sensíveis à eles (leptina - neuropeptídeo Y), os quais "avisam" o neurônio produtor de GnRH a ativar a sua produção. Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 2DG: enzima que degrada glicose, havendo redução de LH, pois não tinha glicose para induzir o neurônio produtor de GnRH. Após aplicação de GnRH exógeno houve aumento da pulsatilidade de LH. Fotoperíodo/estação na qual o animal nasce/entre na puberdade (ovinos) PRÉ-PUBERDADE: folículos ovarianos pequenos baixa produção E2 -> feedback NEGATIVO na liberação de GnRH - LH E2 (-) PERIPUBERDADE: poder inibitório do E2 vai reduzindo pulsatilidade GnRH e LH aumentando -> maior crescimento folicular PUBERDADE: folículos ovarianos em tamanho maior ativação do feedback POSITIVO do E2 na liberação de GnRH - LH OVULAÇÃO E2 (-) E2 (+) Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 condição em que a fêmea não exibe comportamento de estro. gestação; presença da cria; estação do ano; estresse/nutrição; patologia. dias longos (muita luz/fotoperíodo +) -> estímulo nervos da retina -> glândula pineal REDUZ produção de MELATONINA -> baixo GnRH/FSH -> baixo LH -> NÃO OVULA (anestro) dias curtos (pouca luz/fotoperíodo -) -> estímulo nervos da retina -> glândula pineal AUMENTA produção de MELATONINA -> alto GnRH -> alto LH/FSH -> OVULAÇÃO ANESTRO (anestro lactacional, anestro pós-parto, anestro sazonal e anestro fisiológico). ANESTRO SAZONAL ocorre o contrário! Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 período de transição durante o qual a funcionalidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário- útero se recupera da gestação anterior. ANESTRO PÓS-PARTO final da gestação alta produção de hormônios esteroides (E2 e P4) pela placenta e também pelo CL -> supressão na liberação de FSH e depleção dos estoques hipofisários de LH (sem recrutamento e seleção folicular) as ondas de crescimento folicular ainda estão presentes durante a gestação, porém a ovulação não ocorre. REDUÇÃO DA ATIVIDADE OVARIANA PARTO redução abrupta da [E2] e [P4] (não tem mais placenta), e eixo hipotálamo-hipófise começa a se recuperar. Ocorre redução de P4 também pela luteólise. Ausência de P4 até a primeira ovulação; Começa a ter recrutamento folicular: estrógeno flutuante; A baixa [E2] faz feedback negativo na liberação de GnRH – LH; Antes da 1° ovulação: aumenta estrógeno → feedback positivo → pico de LH → ovulação → ciclicidade. PÓS-PARTO IMEDIATO: DESENVOLVIMENTOFOLICULAR PÓS-PARTO: Folículo dominante de 10-12 dias após o parto - ovula em 74% das vacas de leite aproximadamente de 15 a 20 dias. 80-90% das vacas vão apresentar ciclo curto, o qual não é precedido por manifestação de estro, pois o hipotálamo ainda não está sensível ao estrógeno, porque ele precisa de uma ação sensibilizadora da progesterona. Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 Liberação de FSH requer uma estimulação mínima de GnRH. Após a luteólise e a retirada da placenta, já começa ter liberação de GnRH-LH, consequentemente liberação de FSH. A concentração aumenta 4 dias após o parto e precede a onda folicular (recrutamento folicular). O LH vai estar sempre em baixa concentração e baixa frequência no pós-parto imediato, pois houve uma depleção total de LH na fase final da gestação, então precisa voltar ter pulsatilidade de GnrH, pra voltar a ter produção de LH, além disso o estrógeno baixo causa feedback negativo na pulsatilidade GnRH e consequentemente LH. A ovulação não acontece cedo, pois quando o folículo dominante fica dependente de LH, a concentração e a frequência de LH encontra-se baixa e o folículo entra em atresia. Antes da 1° ovulação: aumenta LH pulsátil → folículos crescem mais → produzem mais estrógeno → feedback positivo → pico pré-ovulatória de LH. Mesmo sem ele, há depleção dos níveis de LH hipofisários (ocorre anestro pós-parto).Após o reestabelecimento desses níveis, ocorre o anestro devido à presença do bezerro (mesmo não mamando - baixa pulsatilidade de LH durante 30-40 dias). desmame completo (48-96 horas) ou parcial (amamentação restrita) -> aumenta frequência dos pulsos de LH e receptores foliculares de LH e FSH -> ovulação FSH PÓS-PARTO: LH PÓS-PARTO: PRESENÇA DO BEZERRO: aplicação exógena de P4 -> vaca sai do anestro -> não há mais feedback negativo do E2 sobre GnRH Mesmo se cortar toda a inervação da glândula mamária de uma vaca, ela continua tendo o efeito da presença do bezerro -> baixa pulsatilidade de LH (não depende da amamentação - sucção) Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 CICLO CURTO Regressão prematura do 1º CL formado depois da 1ª ovulação pós-parto -> liberação de muita PGF2alfa pelo útero (recuperação pós-parto) -> com cerca 7d de vida útil do CL ele regride (quando fica responsivo à ação da prostaglandina). A quantidade de P4 que o animal fica exposto, mesmo sendo por pouco tempo, é suficiente para sensibilizar o SNC para a próxima ovulação ter comportamento de estro e também para modular a produção de prostaglandina, entrando no padrão normal da ciclicidade. Regressão do CL no ciclo normal: 17 a 19 dias. Regressão do CL no ciclo curto: de 8 a 12 dias. Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 DIETA PRÉ E PÓS-PARTO Energia líquida consumida subtraída da energia líquida necessária para a manutenção e produção. alta demanda energética para produção de leite (prioridade) pico de produção antes do pico de ingestão de matéria seca perda de peso corporal A condição corporal ao parto está diretamente relacionada com o retorno a atividade cíclica ovariana e concepção. BALANÇO ENERGÉTICO NEGATIVO (BEN) maior gasto de energia do que consumo vaca pariu Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 Antes do ponto mais baixo do BEN, há baixo IGF-1 e baixo E2 → folículo em atresia. Quando o IGF-1 está baixo, os folículos respondem menos ao LH. Quando a fêmea atinge o ponto mais baixo do balanço energético negativo, ela volta a ovular, aumentando IGF-1, aumentando insulina, aumentando a pulsatilidade de LH, aumentando estrógeno -> retorno à ciclicidade. PÓS-PARTO BOVINO -> GH (hormônio do crescimento) no pós-parto não tem receptores ativos no fígado e não produz IGF-1 (fator de crescimento semelhante a insulina, presente em todas as células de desenvolvimento). Com a regularização do metabolismo do animal, os receptores de GH voltam a ser produzidos, voltando também a produção de IGF. Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 vacas gordas param de comer mais cedo comparada a vacas magras, pois no momento que elas entram em BEN antes do pós parto, o fígado não suporta e começa a produzir compostos tóxicos, diminuindo o apetite delas. Os problemas do pós-parto são exacerbado nesses animais. É fundamental manter o consumo energético do período pré-parto até a parição e aumentar o consumo rapidamente no período posterior para reduzir o BEN e os efeitos prejudiciais nas funções ovariana e hepática. em vacas leiteiras de alta produção esse processo é mais severo, há uma grande metabolização de gordura e proteína para produção de leite não parar e permanecer alta. BALANÇO ENERGÉTICO NEGATIVO (BEN) principal fator nutricional relacionado à baixa fertilidade das vacas leiteiras, quanto maior o BEN, menor será o peso da vaca. Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021 ECCXBEN ECC: escore de condição corporal monitoramento do ECC ao parto até o final da lactação Observação na garupa, entre o íleo e o isquio e inserção da cauda. (período de secagem e pré-parto; ao parto; início da lactação; período de serviço) Perda de ECC atrasa a primeira ovulação pós-parto de vacas de leite (reduz taxa de prenhez); ECC exacerbado piora os efeitos do BEN; Vacas que parem em melhor ECC ciclam mais cedo (menor período entre partos). Denise Ramos Pacheco MED VET - UFU, 2021