Prévia do material em texto
Caso 01. A.E.J., sexo masculino, 65 anos, tabagista, hipertenso, nega diabetes, procura posto de saúde relatando febre não mensurada iniciada por volta de uma semana e sensação de fraqueza. Refere também manchas na pele e hemorragias gengivais ao escovar os dentes. Ao exame físico, paciente apresentava: palidez cutaneomucosa, febre (38,5ºC), petéquias (principalmente em extremidades) e hepatoesplenomegalia. Ao solicitar o hemograma, tem-se o seguinte resultado: Hemácias: 3,3 x 106/mm3; Ht: 23%; Hb: 8,5 g/dl; VCM: 80; HCM: 26. Leucócitos: 193,0 x 103/mm3; Blastos: 77%; Promielócito: 3%; Mielócito: 0%; Metamielócito: 2%; Bastonetes: 4%; Segmentados: 7%; Basófilo: 1%; Eosinófilo: 1%; Linfócito: 1%; Monócito: 1%. Pergunta norteadora: 1) Quais as alterações são importantes nesse hemograma e por que? R: Ao analisar, juntamente, os valores obtidos para Hemácias, Hematócrito e Hemoglobina verifica-se que ambos estão abaixo dos valores de referência esperados, o que indica um caso de anemia do paciente. Esses resultados também podem ser relacionados com a palidez cutaneomucosa e sensação de fraqueza. Junto a isso, ao analisar o VCM e HCM no hemograma é possível classificar a anemia como crônica, porque os índices vistos estão normais. Outra alteração importante é a quantidade de blastos mensurados, o que demonstra uma hematopoiese ineficaz pela presença maciça dessas células jovens, gerando uma hipótese de leucemia aguda, pelas manifestações clínicas do paciente e por essa presença de células jovens em detrimento das células maduras.