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Introdução ❖ Deformidades da tíbia e fíbula são as anormalidades mais comuns que afetam os membros inferiores das crianças. ❖ A maioria das deformidades da perna é fisiológica e auto-limitada. ❖ Podem ser congênitas ou adquiridas. Desvios angulares ❖ Varo-afastamento do eixo central ❖ Valgo- Aproximação do eixo central Genu varum ❖ Deformidade extremamente comum. ❖ Desvio lateral dos joelhos, com arqueamento da tíbia ❖ Classificação- fisiológico ou postural e patológico GENU VARUM FISIOLÓGICO ▪ Deformidade com um ângulo fêmoro-tibial maior do que 10º*** fise radiologicamente normal arqueamento lateral da tíbia proximal. ▪ Fise: espaço fisário (por onde o osso cresce, espaço endocondral) ▪ Arqueamento lateral da tíbia proximal MEDIDA DO ÂNGULO FÊMORO-TIBIAL >11° patologia específica DESENVOLVIMENTO DO ÂNGULO FEMORO-TIBIAL AO LONGO DO CRESCIMENTO ➢ 6-12 meses: varo máximo ➢ 18-24 meses: alinhamento neutro ➢ 4 anos: valgo máximo ➢ 7 anos: atenuação do valgo ➢ 11 anos: padrão adulto QUADRANTES DO JOELHO ➢ Lateralização do eixo- carga fica mais intensa no compartimento medial -1 e -2: varo +1 +2: valgo Gráfico de Vankka e Salenius ➢ Descreve a mudança dos desvios angulares ➢ Genu varum fisiológico-resolução espontânea 3 e 5 anos Deformidades associadas ao joelho Larissa Cedraz ➢ Corrige em torno dos 4, padrão de correção com 7 e em torno de 11 anos como ficará JOELHO VARO PATOLÓGICO Causas: Raquitismo, osteopatia metabólica, deficiência de vitamina D, Artrite reumatóide TÍBIA VARA ➢ Retardo de crescimento do aspecto medial da epífise proximal da tíbia. ÜDuas formas reconhecidas: Tíbia vara infantil (doença de Blount) - Instalação até os 3 anos Tíbia vara do adolescente - Instalação após os 10 anos DOENÇA DE BLOUNT ➢ Definição ➢ Blount, 1937 Angulação abrupta logo abaixo da fise proximal ➢ Linha fisária irregular Epífise em forma de cunha, com bico na metáfise medial Subluxação aparente da tíbia proximal ➢ Fisiologia: Perda do arranjo colunar e da ossificação endocondral, tanto no aspecto medial da metáfise quanto na área correspondente da fise. É freqüente o desenvolvimento de frouxidão do complexo ligamentar lateral do joelho. THRUST Diagnóstico diferencial: Genu varum fisiológico Displasias esqueléticas Doenças osteo-metabólicas (Percentil) Deformidade pós-traumática: Sequela pós-infecciosa, Displasia fibrocartilaginosa focal proximal (epífise normal) Ângulo metáfise-diáfise da tíbia proximal (Levine e Drennan, 1982) > 11º: 29 em 30 pacientes desenvolveram doença de Blount. < 11º: 3 em 58 pacientes foram afetados. Não é diagnóstico de Blount, ajuda a diferenciar tipo 1 de Blount do varo fisiológico. Classificação Tratamento • Órteses: Idade < 3 anos , Langesnkiöld até II , Ausência de instabilidade ligamentar, Ausência de obesidade (> percentil 90) RESULTADOS DO TRATAMENTO NÃO CIRÚRGICO VARIAM NA LITERATURA: 50 A 90 % DE BOM RESULTADO. • ÜLangenskiöld > II: Tratamento deve ser cirúrgico. Já não há indicação de tratamento ortótico isolado no estágio II • -Langenskiöld VI • Menos de 2 anos de crescimento restante e congruência articular: osteotomia corretiva + fechamento fisário total (epifisiodese) • Mais de 2 anos de crescimento restante: Epifisiodese lateral Correção angular + alongamento Correção + fixação externa TIBIA VARA DO ADOLESCENTE ✓ Aspectos clínicos Paciente típico é adolescente masculino, negro e obeso Teoria da sobrecarga – Lei de Hueter-Volkmann Achados radiográficos ✓ O formato da fise tibial proximal é relativamente normal, mas há sinais de dano microscópico ✓ Ocorre alargamento do aspecto lateral da fise femoral distal, pela mudança do eixo mecânico VARO FEMORAL SECUNDÁRIO ✓ Tratamento: Osteotomia ✓ Realinhamento por fixação externa ✓ Epifisiodese lateral Grampo hemiepifisário Geno Valgo ❖ Desvio angular da articulação do joelho, no plano frontal, em direção à linha média do corpo, causando alterações no eixo anatômico e mecânico do membro inferior ❖ Após 18 meses de idade o joelho das crianças normais passa a assumir o formato em valgo, que atinge o valor máximo aos 3 anos de idade, quando então passa a diminuir gradativamente até os 6-7 anos; ❖ Nos casos de geno valgo se apresenta de forma mais acentuado, assimétrico, se houver história familiar ou se a criança for de baixa estatura para a idade deve-se pensar em formas patológicas: displasia metafisária, raquitismo e fratura da metáfise proximal da tíbia, devendo ser tratado conforme a patologia de base; ❖ Na pré-adolescência, se houver persistência, idade esquelética de 11 anos nas meninas e de 12 anos nos meninos, a possibilidade de correção espontânea é remota; ❖ Howorth (1971), relata que geno valgo se não estiver corrigido aos 10 anos de idade a distância IM for superior a 7,5 cm (7,5 a 10 cm) indica correção cirurgica; ❖ Sharrard (1976) observou que no geno valgo com distancia IM acima de 10 cm, em idade de 10-11 anos, é improvável que a correção ocorra espontaneamente; ❖ Hemiepifiodese e grampeamento fisário são as duas técnicas mais utilizadas de correção de geno varo e geno valgo no adolescente; ❖ O critério clinico para a indicação de hemiepifiodese é a presença de intervalo intermaleolar (IM) maior que 8 cm na posição ortostática, e para determinar a idade adequada para realizá-la, utiliza-se o gráfico de Bowen, que relaciona deformidade versus crescimento; ❖ Geralmente o grampeamento é realizado no fêmur, e a idade recomendada pé em torno de 11 anos para os dois sexos; ❖ Quando a distância IM for maior que 12,5 cm ou quando o paciente tiver mais que 13 anos o grampeamento deve ser feito no fêmur e na tíbia. ❖ O joelho valgo (genu valgum) é uma condição clínica onde há um desvio angular da articulação do joelho, no plano frontal, em direção à linha média do corpo, causando alterações no eixo anatômico e mecânico do membro inferior. Denomina-se genu varum a condição inversa, onde há desvio da articulação do joelho para longe da linha média do corpo humano na posição anatômica, no plano frontal. ❖ O tratamento dos joelhos valgo e varo está indicado quando há alteração do eixo mecânico do membro inferior. ❖ A intervenção está indicada quando o eixo mecânico do membro inferior encontra-se fora dos dois quadrantes centrais da articulação proximal da tíbia.