Prévia do material em texto
TRIATHLON ARIANE BARBOSA ANA CAROLINA JOSEANA FELIX KAREN LARISSA nut6n1 HISTÓRIA DO TRIATHLON O Triathlon surgiu em 1974 na cidade de San Diego, Califórnia (EUA). No dia 24 de setembro de 1974, a equipe do Clube de Atletismo de San Diego organizou uma competição para sair da rotina dos treinos. O desafio consistia em nadar 550m, pedalar 8km e correr 8,5. Então através dessa experiência, o esporte cresceu até se tornar uma modalidade olímpica a reunir milhões de praticantes em todo mundo. Alguns anos depois, A modalidade tornou-se olímpica em 2000, em Sydney - Austrália. Essa competição serviu como ponto de partida, para o crescimento no número de praticantes deste esporte. O Triathlon chegou ao Brasil em 1981, mas a primeira competição oficial foi realizada somente em 1983, na cidade do Rio de Janeiro. O triathlon é um esporte constituído por natação, ciclismo e corrida, as quais ocorrem nessa ordem e sequência. As distâncias percorridas em provas oficiais variam entre 0,75, 20 e 5 km. O treinamento no triathlon é bastante específico, pois a energia do atleta deve ser bem dosada a fim de concluir com êxito a competição. Nessa perspectiva, exigem-se preparo físico e nível técnico aperfeiçoados em cada modalidade que o compõe. MODALIDADES DO TRIATHLON Spint : 700 mts de natação, 20 km de ciclimos e 5 km de corrida; Olímpico ou Standard: 1,5 km de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida; IronMan: 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida; Meio-ironman:1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21 km de corrida; Ultraman: 10 km de natação, 276 km de ciclismo e 84,4 km de corrida NATAÇÃO HISTÓRIA DA NATAÇÃO A natação existe há milênios, apesar de não ser um exercício tão natural para o ser humano. Praticada na Grécia Antiga e pelos romanos, entre outros povos, a natação demorou muito para se transformar em uma competição e ao longo da história foi se desenvolvendo. Os primeiros registros históricos referentes à natação aparecem no Egito, no ano 5.000 aC, nas pinturas da rocha de Gilf Kebir ( Lewillie, 1983). Na Grécia, a natação passa a ser parte da educação dos gregos ( Lewir, 1979 ) Como na Grécia, em Roma, a natação faz parte da educação dos romanos, havendo uma visão mais recreativa da água, um exemplo disso é que havia piscinas com mais de 70 metros de comprimento (Lewin,1983) HISTÓRIA DA NATAÇÃO Durante a Idade Média, o interesse em nadar diminuiu bastante, principalmente devido à pouca atenção mostrada a tudo relacionado ao corpo humano. Somente nos países do norte da Europa é visto como uma atividade benéfica (Lewin, 1979; Reyes, 1998). No Renascimento, a prática de nadar ressurge e diferente do que era na Idade Média, agora no Renascimento é considerada um assunto ideal nas atividades físicas (Reyes, 1998). É no século XIX, na Inglaterra, que a natação atinge seu auge. Em 1828, a primeira piscina coberta foi construída em Londres e, em 1837, foi realizada a primeira competição organizada (Reyes, 1998). Quando as primeiras competições apareceram, surgiu a necessidade de regulá-las com esse objetivo, a primeira federação de clubes denominada "Association Metropolitan Swimming Club" nasceu na Inglaterra em 1874, que elabora os primeiros regulamentos de natação, dando a possibilidade de estabelecer um recorde mundial (Rodríguez, 1997). PRIMEIRA PISCINA DO BRASIL (1885) PORTO ALEGRE, RS Também neste século, no ano de 1875, quando o ser humano atravessa o Canal da Mancha pela primeira vez, Matthew Webb, que estabelece um tempo de 21 horas e 45 minutos.(Ferran et al,2003). CONCEITO DE NATAÇÃO A Federação Internacional de Natação (FINA) conceitua a natação como “ação de autopropulsão e autossustentação na água que homem aprendeu por instinto ou observando os animais” (ROHLFS,1999) Nadar: mover-se na água ou sustentar-se sobre ela usando recursos do próprio corpo (braços e pernas, nadadeiras, cauda etc.) TIPOS DE NADOS Livre Peito Costas Borboleta NATAÇÃO NO TRIATHLON A natação no triatlo demonstra diferentes características em seu desenvolvimento, já que existe diferença em sua duração, com tempo médio para atletas de elite variando de nove a 55 minutos (tempo depende da distância da prova) . TIPO DE NADO NO TRIATHLON Triatletas são nadadores específicos de nado crawl (livre), mas podemos ter benefícios, maiores ou menores, usando de forma correta, os outros nados. FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO A natação é uma modalidade física de característica predominante aeróbicas. A prática regular fortalece o sistema respiratório e cardiovascular, além de desenvolver inúmeras qualidades físicas, como resistência, força, coordenação e flexibilidade VIAS METABÓLICAS - NATAÇÃO NO TRIATHLON O que determina a via metabólica que um atleta utilizará, é a prova que ele executa, no caso da natação no triatlo geralmente terá como predominância a via oxidativa. VIAS METABÓLICAS - NATAÇÃO NO TRIATHLON SISTEMA AERÓBIO Usa oxigênio; O ATP é formado na mitocôndria na presença de oxigênio; O uso do oxigênio possibilita quebra completa de glicose em gás carbônico e água; Uso de gordura. HIDRATAÇÃO - NATAÇÃO NO TRIATHLON Diversos estudos têm demonstrado que a desidratação média do organismo (2% de massa corporal) é suficiente para prejudicar a performance desportiva (Jeukendrup & Burke, 2003). A sensação de sede pode ser menos perceptível nos atletas de desportos aquáticos. A ingestão adequada de água está associada ao aumento do fluxo sanguíneo periférico e redução da temperatura corporal. CORRIDA CORRIDA NO TRIATHLON - HISTÓRIA A partir do fim da década de 1960, amparada principalmente pelas contribuições do médico americano Kenneth Cooper, a corrida de rua começou a ser observada como um instrumento de melhoria na aptidão física e de busca pela saúde. . A modalidade passou pelo fenômeno denominado jogging boom. Na década de 1970 e, principalmente, nos anos 1980 várias corridas começaram a permitir a participação de praticantes de corrida ao lado de atletas de rendimento (Gotaas, 2009; Proni, 2011). Em território brasileiro, esse aumento começou a ser notado um pouco mais tarde, por volta de 1990, assim como apontam Augusti e Aguiar (2011). reduzir o texto ou dividi-lo em outros slides . As corridas de rua se enquadram no conjunto de provas que formam a modalidade do atletismo. O surgimento da corrida de rua segundo Dallari (2009) data-se no século XVII. A primeira competição com classificação e medida de tempo aconteceu em 1837, e o seu percurso tinha uma distância de 84 km. O marco fundamental da história das corridas de rua é a maratona Olímpica realizada no dia 10 de abril de 1896 na cidade de Atenas. A prova teve uma distância de 40 km. HISTÓRIA DA CORRIDA . No Brasil os registros referentes às corridas de rua vêm em um período um pouco mais tardio, segundo a CBAt no início do século XX. A maior prova de corrida de rua do Brasil teve sua primeira edição realizada no dia 31 de Dezembro de 1925 na cidade de São Paulo, a Corrida de São Silvestre. A corrida é uma atividade em que o corpo é impulsionado por movimentos rápidos das pernas. É realizada em ritmo moderado a rápido, devendo ser distinguido de corrida moderada, que é realizado com ritmo muito mais lento. CONCEITO Na famosa e legendária façanha que dá origem a maratona, a história traz uma narrativa sobre um soldado que percorreu mais de 35 km entre as cidades de Maratona e Atenas com intuito de avisar a vitória dos gregos sobre os persas na guerra (Gonçalves, 2011). TIPOS DE CORRIDA CORRIDA DE PISTA CORRIDA DE REVEZAMENTO CORRIDA DE RUA CORRIDA CROSS COUNTRY TRAIL RUNNING CORRIDA DE OBSTÁCULOS A corrida neste esporte é referida como uma etapa fundamental para o desempenho geral em uma prova. Isto tem sido atribuído, em função de pelo menos dois aspectos: alterações fisiológicas e alterações biomecânicas em relaçãoà economia de movimento. CORRIDA NO TRIATHLON . Estudos apresentam respostas diversas em relação a estes dois aspectos e o tipo de mudanças associadas a essas alterações, devido ao nível de treinamento e à variedade de distâncias em cada prova de triatlhon. Depleção dos estoques de glicogênio pelo ciclismo. Diminuição da atividade pulmonar; Aumento do VO2 na corrida do triathlon e alterações na eficiência ventilatória; FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO . Alguns estudos têm verificado aumento no VO2, na ventilação pulmonar; durante a corrida precedida de ciclismo. O aumento no VO2, atribuem, em parte, à depleção do glicogênio durante os 40 km de ciclismo. VIAS METABÓLICAS Na corrida o sistema é acionado pelo ATP-CP ou anaeróbica alática. HIDRATAÇÃO Na caminhada rápida e na corrida, 25% da energia química advinda da oxidação dos nutrientes costumam se transformar em energia mecânica. O restante é transformado imediatamente em energia térmica. Portanto, 100% da energia são transformados em calor. . A partir da desidratação que causa entre 1 e 2% da perda de peso corporal, ocorre aumento da temperatura do organismo em 0,4ºC para cada percentual subsequente de desidratação. . Em atividades com duração maior que três horas, recomenda-se a ingestão de 300 a 500ml de água antes da prova e de 500 a 1.000ml por hora de atividade. CICLISMO HISTÓRIA DO CICLISMO Ciclismo é uma atividade física rítmica • Sistema cardiovascular perda de gordura • Força e resistência nos músculos da perna. O ciclismo começou como esporte, na Inglaterra durante o século XIX. A primeira grande prova de ciclismo foi realizada em 1869, e tinha uma distância de 123 km entre Paris-Rouen. O ciclismo participou em 1896, da estreia dos Jogos Olímpicos na era moderna. (JESUS,1999; ARAÚJO, 1995) CICLISMO NO BRASIL Começou a ser praticado em 1892 1925 - Federação Paulista de Ciclismo 1935 - Rio Grande do Sul Federação Gaúcha de Ciclismo. (JESUS,1999; ARAÚJO, 1995) 1936 - Brasil teve sua primeira estreia em Olimpíadas, sendo a edição em Berlim, na Alemanha. Ricardo Magnani, Dertônio Ferrere Hermógenes Netto. 1938 - aconteceu no Rio Grande do Sul o primeiro Campeonato Brasileiro de Apesar do esporte crescer vertiginosamente pelo país, foi somente a partir da década de 50 que o ciclismo entrou de vez na cultura brasileira. (Frosi; Cruz; Moraes; Mazo; Zarpellon, 2011) PRINCIPAIS MODALIDADES Ciclismo de estrada Ciclismo de pista Mountain bike Ciclo Cross (PEQUINI, 2000). . VIAS METABÓLICAS A maioria dos ciclistas utiliza essencialmente três tipos de intensidade de treinamento: • Treinamento longo de distância, projetado para melhorar a capacidade aeróbica ou oxidativa; • Treinamento de passo de corrida, projetado para melhorar a tolerância e uso do ácido lático do corpo e; • O treinamento de corrida curta de velocidade, projetado para melhorar a eficiência e a energia do sistema de energia ATPCP. (SILVA; EDUARDO 2007) (SILVA; EDUARDO 2007) Para que o ciclista obtenha bons resultados o sistema anaeróbio deve ser altamente treinado, pois as fibras musculares com características anaeróbias são recrutadas em sua maioria. Adenosina trifosfato - fosfocreatina (atp-cp) e pela degradação anaeróbia do glicogênio muscular. EFEITOS DA DESIDRATAÇÃO NO CICLISMO Sintomas mais comuns: • Tonturas; • Visão turva; • Fadiga muscular excessiva; • Confusão mental; • Perda de sentidos – desmaios e; • Cãibras. Prejudica o transporte de energia para os músculos e prejudica a limpeza dos substratos decorrentes do esforço, dentre eles o ácido lático. 400ml a 800ml de água por hora de exercício. (Não especificando se é ciclismo ou outro esporte). Pesar-se antes do pedal e anotar em detalhes o peso aferido. Em seguida, tão logo termine o exercício e especialmente antes de comer e beber voltar a se pesar. • Hidratação correta a perda de peso de 1% sobre o peso corporal. • Entre 1,1% e 3% leve grau de desidratação. NUTRIÇÃO NO TRIATHLON RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Para o planejamento da dieta adequada deve-se levar em consideração o tipo de esforço, a intensidade e o tempo do exercício. O aporte exato de nutrientes deve ser combinado com os horários ideais para as refeições, que devem sempre ser fracionadas, com intervalos adequados aos treinos e descanso do atleta. - Estratégia nutricional; - Alimentação; - Hidratação; Recomendam a ingestão de uma dieta que contenha 55 a 70% da quantidade calórica total diária, para atletas que treinam regularmente (4.5 a 6.0 g/kg de peso corporal/dia). É recomendável a ingestão de elevadas quantidades de CHO durante os 3 a 4 dias antes da competição. Para os atletas é melhor ingerir proteínas de alto valor biológico; Dieta completa em todos os aminoácidos essenciais; Após o treinamento, o consumo de proteína, se combinado à ingestão de carboidratos, favorece o ganho de massa magra; Importante para a construção e recuperação do tecido muscular. As necessidades diárias dos atletas deverão compreender entre 20 a 30% da energia diária consumida; Da quantidade total de lípidos da dieta, a maioria deverão ser os ácidos graxos monoinsaturados ou polinsaturados e só 10% de ácidos graxos saturados; CARBOIDRATO PROTEÍNA LIPÍDIO SUPLEMENTAÇÃO Na natação pode ser necessária a suplementação, quando o alimento como única fonte de macronutrientes e micronutrientes não é suficiente para se atingir os resultados desejados. Os suplementos mais utilizados são: BCAA WHEY PROTEIN MALTODEXTRINA CREATINA CURIOSIDADES O triathlon tornou-se um esporte olímpico no ano de 2000, durante os Jogos Olímpicos de Sydney (Austrália). O recorde mundial masculino foi quebrado por Patrick Lange em 2018 no Hawai. Ele finalizou a prova com tempo recorde de 7horas e 52 minutos. O recorde feminino foi quebrado também em 2018 no Hawai e novamente por Daniela Ryf com 8 horas e 26 minutos. A atleta suíça é uma das três mulheres da história a conquistar o prêmio de Kona mais de três vezes seguidas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES, S. M. T. (2005). A avaliação da alimentação em nadadores durante a véspera e a competição (Bachelor's thesis). DE DEUS, Jeane Elizabeth Gomes; LAUTENBERG, Mariana Parolin Lozano; ALVARENGA, Mariana Lindenberg. Uso de suplementos alimentares por atletas de natação. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 9, n. 49, p. 4-13, 2015. MARTINS, Caio Caselli; MONTE, Adilson André Martins. Natação e flexibilidade: revisão de literatura. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício (RBPFEX), v. 5, n. 26, p. 4, 2011 PAULA, Anne Caroline; SANTOS, Jaqueline Rosa. (2017). A influência da natação no desempenho da bailarina de jazz.UNIVERSIDADE DO VALE DO PARAÍBA. SILVA, Rodrigo Rafael Pires. A IMPORTÂNCIA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA PARA O ATLETA DE NATAÇÃO. 2018. . ROJO, Jeferson Roberto. CORRIDAS DE RUA, SUA HISTÓRIA E TRANSFORMAÇÕES, 2014. OLIVEIRA, André Ivson Gomes de. et al. Corrida de rua, esporte e qualidade de vida: um estudo bibliográfico, 2015. ONGARATTO, Daniela et al. Características fisiológicas e biomecânicas na corrida do triatlo: uma revisão narrativa, 2017. SANTOS, Andreia Filipa Cardoso. Hidratação no Exercício Físico, 2008. CARVALHO, Tales de. et al. Hidratação e Nutrição no Esporte, 2010. Frosi, T. O.; Cruz L. L.; Moraes, R. D.; Mazo, J. Z. A prática do ciclismo em clubes de Porto Alegre/RS. Revista pensar a prática. Vol.14. Num. 3. 2011. SILVA, Carolina Fernandes da; CARMONA, Eduardo Klein; MAZO, Janice Zarpellon. História do ciclismo em Porto Alegre: os altos e baixos de uma prática. Cinergis, Santa Cruz do Sul, v. 16, n. 1, jul. 2015. ISSN 2177-4005. Disponível em: <https://online.unisc.br/seer/index.php/cinergis/article/view/5998/4194>. Acesso em: 23 set. 2020. doi:https://doi.org/10.17058/cinergis.v16i1.5998. PEQUINI, S. M. A evolução tecnológica dabicicleta e suas implicações ergonômicas para a máquina humana: problemas na coluna vertebral x bicicletas dos tipos speed e mountain bike. 2000. 146 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000. LIMA-SILVA, Adriano Eduardo et al. Metabolismo do glicogênio muscular durante o exercício físico: mecanismos de regulação. Rev. Nutr. [online]. 2007, vol.20, n.4 [cited 2020-09-25], pp.417-429. Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732007000400009&lng=en&nrm=iso>. ISSN 1678-9865. https://doi.org/10.1590/S1415-52732007000400009. PUGGINA, E. E. A. Efeitos do treinamento e de uma prova de triathlonem indicadores de lesão muscular e inflamac¸ão. ciência do esporte, Ribeirão Preto, SP, p. 1-9, novembro 2015. ONGARATTO, D. E. A. Características fisiológicas e biomecânicas na corrida do triatlo:uma revisão narrativa. Revista do Departamento de Ed. Física e Saúde e do Mestrado em promoção da saúde da UNISC, porto alegre RS, p. 1-8, outubro 2017. MUITO OBRIGADA reduzir os textos nos slides e buscar um estudo feito com atletas de triathlon para apresentar os resultados