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❖ Segure o martelo de reflexo frouxamente entre o polegar e o dedo indicador, de tal modo que ele balance livremente em um arco dentro dos limites impostos pela palma e pelos outros dedos da mão ❖ Com o punho relaxado, golpeie o tendão com um movimento do punho. O golpe deve ser rápido e direto ❖ A seguir, observe a velocidade, a força e a amplitude da resposta flexora e gradue a resposta de acordo com a escala apresentada a seguir. Compare a resposta de um lado com o outro lado. ➢ 0 = sem resposta ➢ 1+ = reflexos um pouco diminuídos; limite inferior do normal ➢ 2+ = reflexos na média; NORMAL ➢ 3+ = reflexos mais fortes que a média; possivelmente indicativo de doença ➢ 4+ = reflexos muito fortes, com clônus (oscilações rítmicas entre flexão e extensão) OBS: Pessoas normais podem apresentar reflexos simetricamente diminuídos ou até mesmo ausentes. .REFLEXOS TENDINOSOS PROFUNDOS . Técnica de reforço: Se os reflexos estiverem simetricamente diminuídos ou ausentes, pode-se usar a técnica de reforço que envolve a contração isométrica de outros músculos por até 10 s, aumentando a atividade reflexa. ● MMSS: pede-se ao pct para ranger os dentes ou comprimir uma coxa com a mão oposta. ● MMII: pede-se ao pct para prender os dedos de uma mão com os dedos da outra mão e puxar as mãos em sentidos opostos. Peça ao paciente que puxe um pouco antes de o tendão ser golpeado. Reflexo bicipital (C5 e C6): ● O braço do paciente deve estar parcialmente flexionado na altura do cotovelo com a palma voltada para baixo. Coloque o polegar ou outro dedo da mão firmemente sobre o tendão do músculo bíceps braquial. O golpe com o martelo de reflexo deve ser aplicado de modo que atinja o dedo apoiado sobre o tendão do músculo bíceps braquial. Deve-se observar a flexão na altura do cotovelo, verificando e sentindo a contração do músculo bíceps braquial. Reflexo tricipital (C6 e C7): ● O paciente pode ficar sentado ou em decúbito dorsal. ● O pct flexiona o braço na altura do cotovelo, com a palma da mão voltada para o corpo e empurrada discretamente através do tronco. ● Golpeie o tendão do músculo tríceps braquial acima do cotovelo. O golpe deve ser direto e por trás do cotovelo. Observe a contração do músculo tríceps braquial e a extensão na altura do cotovelo. ● Se o pct não conseguir relaxar, apoie o braço dele (2ª imagem). Solicite que o pct relaxe o braço. A seguir, golpeie o tendão do tríceps braquial. Reflexo supinador ou braquiorradial (C5 e C6): ● A mão do pct deve estar pousada no abdome ou no colo, com o antebraço parcialmente pronado. ● Golpeie o rádio com a base ou com a ponta do martelo de reflexo, aprox. 2,5 a 5 cm acima do punho. ● Observe a flexão e a supinação do antebraço. Reflexo patelar (L2, L3 e L4): ● O paciente pode ficar sentado ou deitado desde que o joelho fique flexionado. ● Golpeie o tendão patelar (logo abaixo da patela). ● Ocorre, então, contração do músculo quadríceps femoral com extensão do joelho. Se você colocar a mão na parte anterior da coxa do paciente, será possível sentir esse movimento reflexo. ● Se o pct estiver em decúbito dorsal, podemos adotar 2 métodos: ○ (1) Apoie os dois joelhos do pct ao mesmo tempo para conseguir avaliar pequenas diferenças entre os reflexos patelares por meio de repetição do teste em um joelho e depois no outro ○ (2) Passe o braço que dá suporte por baixo do joelho do pct e apoie a mão no outro membro inferior do paciente. (Mais confortável). Reflexo aquileu (S1): ● Se o pct estiver sentado, promova a dorsiflexão do pé na altura do tornozelo. Solicite que ele relaxe e, depois, golpeie o tendão de Aquiles com o martelo de reflexo. Observe e palpe a flexão plantar na altura do tornozelo. Deve-se observar também a velocidade do relaxamento depois da contração muscular. ● Com o pct em decúbito dorsal, flexione um membro inferior do paciente na altura do quadril e do joelho e gira-o de tal modo que a perna fique apoiada na face anterior da outra perna. A seguir, o paciente faz a dorsiflexão do pé na altura do tornozelo; golpeie o tendão de Aquiles com o martelo de reflexo. Clônus: ● Se os reflexos parecem hiperativos, deve-se pesquisar clônus do tornozelo. ● Apoie o joelho do paciente em uma posição parcialmente flexionada. ● Com a outra mão, faça a dorsiflexão e a flexão plantar do pé do paciente algumas vezes (enquanto ele relaxa). Depois, faz a dorsiflexão súbita do pé e o mantém em dorsiflexão. ● Palpe à procura de oscilações rítmicas entre a dorsiflexão e a flexão plantar. O normal (mas nem sempre), o tornozelo não reage a esse estímulo. Alguns batimentos clônicos podem ser vistos e palpados, sobretudo quando o pct está tenso ou fez exercícios. ● O clônus também pode ser incitado em outras articulações, como o deslocamento para baixo da patela que pode incitar clônus patelar no joelho estendido. ● Quando existe clônus o reflexo é graduado como 4+ .REFLEXOS À ESTIMULAÇÃO CUTÂNEA . Reflexos abdominais: ● Fricção leve de cada lado do abdome, acima do umbigo (T8, T9, T10) e abaixo do umbigo (T10, T11, T12), nos sentidos mostrados na figura ● Use uma chave ou um abaixador de língua de madeira ● Observe a contração dos músculos abdominais e o desvio do umbigo em direção ao estímulo OBS: A obesidade pode mascarar um reflexo abdominal. Nesse caso, use o dedo para “afastar” o umbigo do lado que está sendo estimulado. O dedo que está puxando o umbigo deve sentir a contração muscular. Resposta plantar (L5 e S1): ● Com uma chave ou com a extremidade romba de um abaixador de língua de madeira, friccione a face lateral da planta do pé, desde o calcanhar até a região metatarsal, fazendo um movimento circular no sentido medial. ● Use o estímulo mais brando para provocar uma resposta, mas reforce o estímulo se necessário. ● É preciso observar o movimento do hálux, normalmente flexão plantar. ● Alguns pcts flexionam o quadril e o joelho em resposta a esse estímulo. (resposta de Babinski acentuada) OBS: A dorsiflexão do hálux é um sinal de Babinski positivo consequente à lesão do SNC no trato corticoespinal. Reflexo anal: ● Usando um objeto com ponta romba, como um cotonete, friccione os quatro quadrantes da região anal (o movimento é centrífugo). Verifique se ocorre contração reflexa da musculatura anal.