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Pielonefrite Infecção do parênquima e da pelve renais Pielonefrite aguda Pielonefrite aguda é uma infecção urinária alta, especificamente do parênquima e da pelve do rim Os fatores de risco associados à pielonefrite aguda complicada são os que aumentam a suscetibilidade do hospedeiro ou deprimem sua resposta à infecção Pacientes com diabetes melito são mais suscetíveis Uma forma mais grave e menos frequente de pielonefrite aguda, conhecida como pielonefrite necrosante, caracteriza-se por necrose das papilas renais Essa condição é especialmente comum em pacientes diabéticos e também pode ser uma complicação da pielonefrite aguda quando há obstrução significativa das vias urinárias Etiologia Os agentes etiológicos mais comuns são bactérias gram-negativas, inclusive E. coli e espécies de Proteus, Klebsiella, Enterobacter e Pseudomonas Em geral, a infecção ascende das vias urinárias inferiores, com exceção do Staphylococcus aureus, que costuma ser disseminado pela corrente sanguínea Os fatores que contribuem para o desenvolvimento da pielonefrite aguda são cateterização e instrumentação urinária, refluxo vesicoureteral, gestação e bexiga neurogênica A pielonefrite aguda hematogênica ocorre mais comumente nos pacientes debilitados por doenças crônicas e nos indivíduos que fazem tratamento imunossupressor A imunossupressão favorece o desenvolvimento de pielonefrite subclínica (assintomática) e de infecções provocadas por bastonetes gram-negativos aeróbios não entéricos e por espécies de Candida Manifestações clínicas Tende a evidenciar-se com início súbito de calafrios, febre alta e dor ou hipersensibilidade no ângulo costovertebral unilateral ou bilateral Também são comuns sinais e sintomas referidos ao sistema urinário inferior, inclusive disúria, polaciuria e urgência urinária Náuseas e vômitos podem ocorrer com dor abdominal A palpação ou a percussão do ângulo costovertebral do lado afetado geralmente provoca dor Pode haver piúria, mas essa alteração não é diagnóstica porque também ocorre em pacientes com infecção urinária baixa A progressão para papilite necrosante está associada a um prognóstico bem mais desfavorável Tratamento A pielonefrite aguda é tratada com antimicrobianos apropriados e também pode incluir hidratação intravenosa A menos que haja obstrução ou outras complicações, os sinais e sintomas geralmente regridem em alguns dias O tratamento com um antimicrobiano adequado costuma ser mantido por 10 a 14 dias Pacientes com pielonefrite aguda complicada e pacientes que não respondem ao tratamento ambulatorial podem necessitar de internação hospitalar Pielonefrite crônica Processo progressivo em que há fibrose e deformação dos cálices e da pelve do rim Parece envolver infecção bacteriana superposta às anormalidades obstrutivas ou ao refluxo vesicoureteral A pielonefrite obstrutiva crônica está associada aos episódios repetidos de inflamação e fibrose que, por fim, causam pielonefrite crônica A pielonefrite de refluxo – causa mais comum de pielonefrite crônica – resulta da superposição de infecção ao refluxo intrarrenal ou vesicoureteral congênito O refluxo pode ser unilateral, com acometimento de um único rim, ou bilateral, com fibrose e atrofia dos dois rins e, por fim, progressão para insuficiência renal crônica Manifestações clínicas A pielonefrite crônica pode causar alguns dos mesmos sinais e sintomas da pielonefrite aguda, ou seu início pode ser insidioso Em muitos casos, há história de episódios repetidos de infecção urinária ou de pielonefrite aguda As perdas da função tubular e da capacidade de concentrar urina causam poliúria, noctúria e proteinúria branda Hipertensão arterial grave frequentemente é um fator contribuinte para a progressão da doença Pielonefrite crônica é uma causa significativa de insuficiência renal